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ICMS-ST e Difal: Guia Completo para Contribuintes

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ICMS-ST - DIFAL

Professora Graziella Santos

THAIS DA SILVA NOGUEIRA FERREIRA - thaisnogueiracont@[Link] - CPF: 049.205.333-22


OBJETIVOS DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
 Evitar a sonegação por meio da facilitação do controle e da
fiscalização;

 Forma de tributar em que o contribuinte substitui o outro no


recolhimento do imposto devido; e

 Necessidade principal em fiscalizar uma parte na cadeia de


transferência Produto até o consumidor final.

Nota:
Atualmente o Convênio ICMS 142/2018 dispõe sobre os regimes de
substituição tributária c/c com o Convênio ICMS 18/2017 que foi
instituído o Portal Nacional da Substituição Tributária

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O regime de ICMS por substituição tributária é aplicado de várias formas em todas as regiões do
Brasil, porém com o advento do regime simplificado e diferenciado Simples Nacional, previsto pela Lei
Complementar n° 123/2006, como o próprio nome do regime já indica "nacional", sendo aplicado em
sentido uniforme para todos os contribuintes e Unidades da Federação do território nacional, definidos os
procedimentos através da Resolução CGSN n° 140/2018, em seus artigos 28 e 29.

Conforme dispõe o artigo 13, parágrafo 1°, inciso XIII, alínea "a" da Lei Complementar n° 123/2006, o
estabelecimento optante pelo Simples Nacional deverá adotar o mesmo procedimento que o
estabelecimento regime normal, quando estiver praticando operações sujeitas ao regime de substituição
tributária:

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Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos
seguintes impostos e contribuições:

§ 1° O recolhimento na forma deste artigo não exclui a incidência dos seguintes impostos ou contribuições,
devidos na qualidade de contribuinte ou responsável, em relação aos quais será observada a legislação aplicável
às demais pessoas jurídicas:

XIII - ICMS devido:


a) nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição tributária."

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Conceitos

Para que possamos dar continuidade na legislação


simplificada e diferenciada para o Simples Nacional, torna-
se necessário indicar os seguintes conceitos:

A substituição tributária foi instituída pela Constituição


Federal de 1988 em seu artigo 150, regulamentada na Lei
Complementar n° 87/96 e suas normas gerais definidas
pelo Convênio ICMS n° 52/2017.

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- Substituição Tributária (ST): A Substituição tributária em relação às operações subsequentes caracteriza-se
pela atribuição a determinado contribuinte (normalmente o primeiro na cadeia de comercialização, o fabricante
ou importador) pelo pagamento do valor do ICMS incidente nas subsequentes operações com a mercadoria, até
sua saída destinada a consumidor ou usuário final.

- MVA ou IVA: A Margem de Valor Agregado é a margem ou o percentual previsto na legislação estadual para o
cálculo do ICMS-ST.

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O que é contribuinte Substituto?

Quando recolher
Substituto “Nas operações subsequentes e
“Responsável pela diferença entre as alíquotas
retenção e recolhimento internas e interestaduais, das
do ICMS” entradas para Consumo ou
Ativo Imobilizado ”

Em regra este contribuinte, é primeiro da cadeia “indústria ou


importador” que se refere às operações subsequentes.

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O que é contribuinte Substituído?

Quando recolher
Substituído
“Fica dispensado do pagamento
“Contribuinte que já
do ICMS nas operações
recebeu a mercadoria com
internas. Entretanto, nas
seu imposto recolhido
operações interestaduais, fica
antecipadamente
passiva ao recolhimento”

são os revendedores que trabalham com comércio


Em regra geral,
atacadista ou varejo , ou seja, que vendem mercadorias diretas
para os consumidores finais.

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- Substituto Tributário: É o sujeito passivo, aquele que a legislação obriga a, no momento da
saída de uma determinada mercadoria, além de recolher o imposto próprio, a fazer a retenção do
imposto referente as operações seguintes (subsequentes), recolhendo-o em separado daquele
referente as suas próprias operações.

- Substituído Tributário: Aquele que adquire a mercadoria com o imposto já retido. O substituído
é aquele que sofre a retenção do imposto, ou seja, adquire as mercadorias com o imposto já
retido pelo substituto e pratica subsequentes operações com a mesma mercadoria.

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Diferencial de alíquotas

Nas operações destinadas a contribuintes do ICMS que tenham a finalidade de uso e consumo da
mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária, caberá ao remetente o recolhimento do
ICMS por diferencial de alíquotas na forma de substituição tributária, sem a inclusão da margem,
considerando a diferença entre a alíquota interna do Estado de destino da mercadoria e a alíquota
interestadual, o percentual resultante será aplicado sobre o valor dos produtos, incluindo frete, IPI e demais
despesas cobradas do destinatário ou o valor que serviria de base de cálculo do ICMS por substituição
tributária.

Ressalta-se que a sistemática de cálculo do diferencial de alíquotas deve atender a previsão legal
do Estado onde localizado o contribuinte adquirente da mercadoria.

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Recolhimento em separado

A ME ou EPP optante pelo Simples Nacional deverá recolher a parcela dos


tributos devidos por responsabilidade tributária diretamente ao ente
detentor da respectiva competência tributária.

No cálculo dos tributos devidos no Simples Nacional não será considerado


receita de venda ou revenda de mercadorias o valor do tributo devido a
título de substituição tributária, conforme disposto no artigo 28, § 4°,
da Resolução CGSN n° 140/2018.

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Cálculo do Imposto devido

Em relação ao ICMS, o valor do imposto devido por substituição tributária corresponderá à diferença entre:

I - O valor resultante da aplicação da alíquota interna do ente detentor da respectiva competência tributária, sobre o preço máximo
de venda a varejo fixado pela autoridade competente ou sugerido pelo fabricante, ou sobre o preço ao consumidor usualmente
praticado; e

II - O valor resultante da aplicação da alíquota interna ou interestadual sobre o valor da operação ou prestação própria do substituto
tributário.

Na hipótese de inexistência dos preços mencionados acima, o valor do ICMS devido por substituição tributária será calculado da
seguinte forma:
Imposto devido = [base de cálculo x (1,00 + MVA) x alíquota interna] - dedução, onde:

I - "base de cálculo" é o valor da operação própria realizada pela ME ou EPP substituta tributária;

II - "MVA" é a margem de valor agregado divulgada pela UF do destinatário;

III - "alíquota interna" é a aquela aplicável nas operações internas pela UF do destinatário;

IV - "dedução" é o valor do ICMS próprio devido pelo Substituto Tributário na operação interestadual.

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Exemplo de operações interestaduais:

De: simples nacional ► Para: simples nacional - aplicar a MVA ST original


De: simples nacional ► Para: regime normal - aplicar a MVA ST original
De: regime normal ► Para: simples nacional - aplicar a MVA ST ajustada
De: regime normal ► Para: regime normal - aplicar a MVA ST ajustada

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• O imposto retido a título de Substituição Tributária será recolhido em uma guia à parte de forma
separada, com o documento de arrecadação de cada estado, ou se for o caso através de GNRE (Guia
Nacional de recolhimentos estaduais). Desta forma, os optantes também devem ficar atento às regras
e mercadorias que estão sujeitas ao regime de ST.

Na ferramenta de ST você poderá identificar quais as operações em que os Optantes pelo Simples
estão amparados para recolher e não recolher o ICMS de ST – Escala industrial não relevante - e as
possíveis aplicações de benefícios fiscais aos optantes.

Atenção: As empresas optantes pelo Simples são as que mais pagam impostos indevidos por
falta de informação e controle interno, inclusive com a não separação das receitas dos
produtos sujeitos a ST.

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