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Estatuto dos Funcionários do TJPR 2024

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ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS

DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ


LEI ESTADUAL Nº 16.024, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2008
ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS
DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ

Lei Estadual nº 16.024, de 19 de dezembro de 2008

Edição ampliada e atualizada até a Lei Estadual nº 21.975, de 3 de maio de 2024

Curitiba
2024
Texto originalmente publicado no Diário Oficial do Estado do Paraná no 7.875, de 19 de dezembro de 2008.

O conteúdo apresentado possui caráter informativo e não substitui aquele publicado nos meios oficias de
comunicação.

Paraná. Tribunal de Justiça


P223e Estatuto dos Funcionários do Poder Judiciário : Lei Estadual nº 16.024, de 19
dezembro de 2008 / Tribunal de Justiça do Paraná – Curitiba : TJPR, 2024.
<Disponível [Link]/estatuto-dos-funcionarios-do-poder-judiciario>
107p.

Edição ampliada e atualizada até a Lei Estadual 21.975, de 3 de maio


de 2024.
Organizada pela Divisão de Suporte e Acompanhamento Normativo do
Departamento de Gestão Documental.

1. Estatuto dos Funcionários do Poder Judiciário – Paraná [Link] de Justiça -


Paraná. 3. Lei 21.230/2022 I. Título.

CDU – 35.087(816.2)
Cúpula – Biênio 2023/2024

Presidente
Desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen

1ª Vice-Presidente
Desembargadora Joeci Machado Camargo

2º Vice-Presidente
Desembargador Fernando Antônio Prazeres

Corregedor-Geral da Justiça
Desembargador Hamilton Mussi Corrêa

Corregedor da Justiça
Desembargador Roberto Antônio Massaro

Secretário-Geral
José Luiz Faria de Macedo Filho

Vice-Secretária-Geral
Maria Alice de Carvalho Panizzi

Comissão de Jurisprudência, Revista, Documentação e Biblioteca


Desembargador Gamaliel Seme Scaff (Presidente)
Desembargador Jorge de Oliveira Vargas
Desembargador Fabio Haick Dalla Vecchia
Desembargador Mario Nini Azzolini
Desembargador Fabio Marcondes Leite
Desembargador Rui Alves Henriques Filho
Doutor Anderson Ricardo Fogaça
Sumário:

TÍTULO I...................................................................................................................................................8
CAPÍTULO ÚNICO ...............................................................................................................................8
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .........................................................................................................8
TÍTULO II............................................................................................................................................... 11
DO PROVIMENTO, DA VACÂNCIA, DA LOTAÇÃO, DA RELOTAÇÃO E DA SUBSTITUIÇÃO ..... 11
CAPÍTULO I ...................................................................................................................................... 11
DO PROVIMENTO ............................................................................................................................ 11
Seção I .......................................................................................................................................... 11
Disposições Gerais ....................................................................................................................... 11
Seção II ......................................................................................................................................... 12
Da Nomeação ............................................................................................................................... 12
Subseção I............................................................................................................................................... 13
Do Concurso............................................................................................................................................ 13
Subseção II.............................................................................................................................................. 14
Da Posse ................................................................................................................................................. 14
Subseção III............................................................................................................................................. 15
Do Estágio Probatório.............................................................................................................................. 15
Subseção IV ............................................................................................................................................ 17
Da Estabilidade ....................................................................................................................................... 17
Seção III .................................................................................................................................................. 18
Da Readaptação ...................................................................................................................................... 18
Seção IV .................................................................................................................................................. 19
Da Reversão............................................................................................................................................ 19
Seção V ........................................................................................................................................ 20
Da Disponibilidade e do Aproveitamento ..................................................................................... 20
Subseção I............................................................................................................................................... 20
Da Disponibilidade ................................................................................................................................... 20
Subseção II.............................................................................................................................................. 21
Do Aproveitamento .................................................................................................................................. 21
Seção VI ....................................................................................................................................... 22
Da Reintegração ........................................................................................................................... 22
Seção VII ...................................................................................................................................... 22
Da Recondução ............................................................................................................................ 22
Seção VIII ..................................................................................................................................... 23
Do Exercício ................................................................................................................................. 23
Seção IX ....................................................................................................................................... 24
Da Frequência e do Horário de Expediente ................................................................................. 24
CAPÍTULO II ..................................................................................................................................... 26
DA VACÂNCIA .................................................................................................................................. 26
Seção I .......................................................................................................................................... 26
Disposições Gerais ....................................................................................................................... 26
Seção II ......................................................................................................................................... 27
Da Remoção e da Promoção ....................................................................................................... 27
Seção III ........................................................................................................................................ 29
Da Exoneração ............................................................................................................................. 29
CAPÍTULO III .................................................................................................................................... 29
DA LOTAÇÃO E DA RELOTAÇÃO ................................................................................................... 29
CAPÍTULO IV .................................................................................................................................... 33
DA SUBSTITUIÇÃO .......................................................................................................................... 33
TÍTULO III.............................................................................................................................................. 34
CAPÍTULO ÚNICO ............................................................................................................................ 34
DA PROGRESSÃO FUNCIONAL ..................................................................................................... 34
TÍTULO IV ............................................................................................................................................. 34
DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS ................................................................................................. 34
CAPÍTULO I ...................................................................................................................................... 34
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO...................................................................................... 34
CAPÍTULO II ..................................................................................................................................... 36
DAS VANTAGENS ............................................................................................................................ 36
Seção I .......................................................................................................................................... 37
Disposições Preliminares ............................................................................................................. 37
Seção II ......................................................................................................................................... 37
Das Indenizações ......................................................................................................................... 37
Subseção I............................................................................................................................................... 37
Da Ajuda de Custo .................................................................................................................................. 38
Subseção II.............................................................................................................................................. 38
Das Diárias .............................................................................................................................................. 38
Subseção III............................................................................................................................................. 39
Da Indenização de Transporte ................................................................................................................ 39
Subseção IV ............................................................................................................................................ 40
Do Auxílio Alimentação............................................................................................................................ 40
Seção III ........................................................................................................................................ 41
Dos Adicionais .............................................................................................................................. 41
Seção IV ....................................................................................................................................... 42
Das Gratificações ......................................................................................................................... 42
Subseção I............................................................................................................................................... 42
Da Gratificação de Função ...................................................................................................................... 42
Subseção II.............................................................................................................................................. 42
Da Gratificação Natalina (Décimo - Terceiro) .......................................................................................... 42
Subseção III............................................................................................................................................. 43
Da Gratificação de Férias ........................................................................................................................ 43
Subseção IV ............................................................................................................................................ 43
Da Gratificação de Trabalho Noturno ...................................................................................................... 43
Subseção V ............................................................................................................................................. 43
Da Gratificação pela Prestação de Serviço Extraordinário ...................................................................... 43
Subseção VI ............................................................................................................................................ 43
Da Gratificação de Insalubridade, de Periculosidade ou de Risco de Vida ............................................. 43
Subseção VII ........................................................................................................................................... 44
Da Gratificação de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva ..................................................................... 44
CAPÍTULO III .................................................................................................................................... 44
DAS FÉRIAS ..................................................................................................................................... 44
CAPÍTULO IV .................................................................................................................................... 45
DO SALÁRIO-FAMÍLIA ..................................................................................................................... 45
CAPÍTULO V ..................................................................................................................................... 46
DO AUXÍLIO FUNERAL .................................................................................................................... 46
CAPÍTULO VI .................................................................................................................................... 47
DAS LICENÇAS ................................................................................................................................ 47
Seção I .......................................................................................................................................... 47
Disposições Gerais ....................................................................................................................... 47
Seção II ......................................................................................................................................... 48
Da Licença para Tratamento de Saúde ........................................................................................ 48
Seção III ........................................................................................................................................ 51
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família .......................................................... 51
Seção IV ....................................................................................................................................... 52
Da Licença à Gestante, à Paternidade e à Adotante ................................................................... 52
Seção V ........................................................................................................................................ 53
Da Licença para Acompanhar o Cônjuge ou o Companheiro ...................................................... 53
Seção VI ....................................................................................................................................... 54
Da Licença para o Serviço Militar ................................................................................................. 54
Seção VII ...................................................................................................................................... 54
Da Licença para Atividade Política e para o Exercício de Mandato Eletivo ................................. 54
Seção VIII ..................................................................................................................................... 56
Da Licença para Capacitação e Frequência de Cursos e do Horário Especial ........................... 56
Seção IX ....................................................................................................................................... 57
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares ...................................................................... 57
Seção X ........................................................................................................................................ 58
Da Licença para Desempenho de Mandato Classista ................................................................. 58
Seção XI ....................................................................................................................................... 59
Da Licença Especial ..................................................................................................................... 59
Seção XII ...................................................................................................................................... 60
Da Licença para Estudo ou Missão no Exterior ........................................................................... 60
CAPÍTULO VII ................................................................................................................................... 61
DOS AFASTAMENTOS .................................................................................................................... 61
CAPÍTULO VIII .................................................................................................................................. 62
DA CESSÃO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE PÚBLICA ................................... 62
CAPÍTULO IX .................................................................................................................................... 63
DA APOSENTADORIA, DO TEMPO DE SERVIÇO E ...................................................................... 63
DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA ......................................................................................... 63
CAPÍTULO X ..................................................................................................................................... 63
DO DIREITO DE PETIÇÃO ............................................................................................................... 63
TÍTULO V .............................................................................................................................................. 65
DO REGIME DISCIPLINAR .................................................................................................................. 65
CAPÍTULO I ...................................................................................................................................... 65
DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................................................................... 65
Seção I .......................................................................................................................................... 65
Da Cumulação de Cargos ............................................................................................................ 65
Seção II ......................................................................................................................................... 66
Dos Deveres ................................................................................................................................. 66
Seção III ........................................................................................................................................ 68
Das Proibições .............................................................................................................................. 68
Seção IV ....................................................................................................................................... 70
Das Responsabilidades ................................................................................................................ 70
CAPÍTULO II ..................................................................................................................................... 71
DO SISTEMA DISCIPLINAR DOS FUNCIONÁRIOS DE 1º GRAU DE JURISDIÇÃO ...................... 71
Seção I .......................................................................................................................................... 71
Das Disposições Gerais ............................................................................................................... 71
Seção II ......................................................................................................................................... 71
Da Prescrição ............................................................................................................................... 71
Seção III ........................................................................................................................................ 71
Do Processo Administrativo.......................................................................................................... 71
Seção IV ....................................................................................................................................... 71
Do Abandono do Cargo ................................................................................................................ 71
Seção V ........................................................................................................................................ 72
Dos Recursos ............................................................................................................................... 72
CAPÍTULO III .................................................................................................................................... 73
DO SISTEMA DISCIPLINAR DOS FUNCIONÁRIOS DO QUADRO DE PESSOAL DO PODER
JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ .......................................................................................... 73
Seção I .......................................................................................................................................... 73
Das Disposições Gerais e Das Penalidades Disciplinares .......................................................... 73
Subseção I............................................................................................................................................... 74
Da Advertência ........................................................................................................................................ 74
Subseção II.............................................................................................................................................. 74
Da Suspensão ......................................................................................................................................... 74
Subseção III............................................................................................................................................. 75
Da Demissão ........................................................................................................................................... 76
Subseção IV ............................................................................................................................................ 76
Da Cassação de Aposentadoria ou de Disponibilidade ........................................................................... 77
Subseção V ............................................................................................................................................. 77
Da Destituição de Cargo em Comissão ................................................................................................... 77
Seção IA ....................................................................................................................................... 78
Do Ajustamento de Conduta ........................................................................................................ 78
Seção II ......................................................................................................................................... 81
Da Prescrição da Pretensão Punitiva e da Suspensão do Prazo Prescricional .......................... 81
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022) ................................................ 81
Seção III ........................................................................................................................................ 83
Da Competência para Aplicação das Penalidades e da Instauração dos Procedimentos
Administrativos ............................................................................................................................. 83
Seção IV ....................................................................................................................................... 85
Dos Recursos ............................................................................................................................... 85
Seção V ........................................................................................................................................ 86
Da Verificação Preliminar e da Sindicância.................................................................................. 86
Seção VI ....................................................................................................................................... 89
Do Afastamento Preventivo .......................................................................................................... 89
Seção VII ...................................................................................................................................... 90
Do Processo Administrativo Disciplinar ........................................................................................ 90
Subseção I............................................................................................................................................... 90
Disposições Gerais .................................................................................................................................. 90
Subseção IA ............................................................................................................................................ 91
Da Comissão Disciplinar Permanente ..................................................................................................... 91
Subseção II.............................................................................................................................................. 92
Subseção III............................................................................................................................................. 92
Do Procedimento ..................................................................................................................................... 92
Subseção IV .......................................................................................................................................... 100
Da Execução das Penas Disciplinares .................................................................................................. 100
CAPÍTULO IV .................................................................................................................................. 101
DA REVISÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO ....................................................................... 101
TÍTULO VI ........................................................................................................................................... 103
CAPÍTULO ÚNICO .......................................................................................................................... 103
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS .................................................................................... 103
REVISÃO LEGISLATIVA: .................................................................................................................. 106
8

ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS DO PODER JUDICIÁRIO

Lei 16.024, de 19 de dezembro de 2008,

Publicado no Diário Oficial nº 7931, de 17 de março de 2009

Súmula: Estabelece o regime jurídico dos


funcionários do Poder Judiciário do Estado
do Paraná.

A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono


a seguinte lei:

TÍTULO I

CAPÍTULO ÚNICO
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O presente Estatuto estabelece o regime jurídico dos funcionários do


Poder Judiciário do Estado do Paraná.

Parágrafo único. São considerados funcionários para os fins deste Estatuto


os ocupantes dos cargos da Secretaria do Tribunal de Justiça e do Quadro de Pessoal
de 1° Grau de Jurisdição, os Secretários do Conselho de Supervisão do Juizado
Especial, os Secretários de Turma Recursal do Juizado Especial, os Secretários do
Juizado Especial, os Oficiais de Justiça do Juizado Especial, os Auxiliares de Cartório
do Juizado Especial, os Auxiliares Administrativos do Juizado Especial, e os
Contadores e Avaliadores do Juizado Especial.

Art. 2º Funcionário é a pessoa investida em cargo público com vencimentos


ou remunerações percebidos dos cofres públicos estaduais.

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9

Art. 3º Cargo é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na


estrutura organizacional cometidas a funcionário, identificado pelas características de
criação por lei, denominação própria, número certo e pagamento pelos cofres
públicos.

§ 1º Função é conjunto de atribuições vinculadas a determinadas habilitações


para o desempenho de tarefas distintas em grau de responsabilidade e de
complexidade e será atribuída por ato do Presidente do Tribunal de Justiça.

§ 2º Caberá ao Presidente do Tribunal de Justiça a designação e a dispensa


da função gratificada.

§ 3º A designação para função gratificada vigorará a partir da publicação do


ato, competindo à autoridade a que se subordinará o funcionário designado dar-lhe
exercício imediato.

§ 4º Os vencimentos e as gratificações de função têm valores fixados em lei.

Art. 4º A estrutura organizacional deverá atender por lei própria o seguinte:

I - Classe é o agrupamento de cargos da mesma denominação, com iguais


atribuições, responsabilidades e variação de vencimentos de acordo com os níveis
que compreende;

II - Grupo Ocupacional é o conjunto de classes que diz respeito a atividades


profissionais correlatas ou afins, quanto à natureza do respectivo trabalho ou ao ramo
de conhecimento aplicado em seu desempenho;

III - Nível é a subdivisão interna das classes ao qual se atribui vencimentos


próprios fixados em lei.

§ 1º A progressão se dá dentro da mesma classe de um nível para outro


imediatamente superior.

§ 2º Haverá no máximo 9 (nove) níveis em cada classe.

Art. 5º Os Quadros do Pessoal da Secretaria do Tribunal de Justiça e de 1°


Grau de Jurisdição são organizados em grupos, escalonados de acordo com a

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10

hierarquia, a natureza, a complexidade do serviço e o nível de escolaridade exigido


em lei ou regulamento.

§ 1º Os Quadros compreendem:

I - Parte Permanente que é integrada pelos cargos de provimento efetivo e em


comissão;

II - Parte Suplementar que é integrada pelos cargos extintos na forma


estabelecida em lei.

§ 2º A lotação do pessoal integrante do Quadro da Secretaria do Tribunal de


Justiça é regulada por decreto judiciário.

§ 3º A distribuição dos cargos dos funcionários afetos ao 1° Grau de Jurisdição


referidos no parágrafo único do art. 1° do presente Estatuto é a definida lei.

§ 4º A lotação no caso do § 3º deste artigo é a determinada por ato do


Presidente do Tribunal de Justiça, salvo afetação em lei à determinada secretaria ou
repartição.

Art. 6º Os cargos públicos são de provimento efetivo ou de provimento em


comissão.

§ 1º Os cargos de provimento efetivo serão organizados em classes, ou de


forma isolada, e serão providos por concurso público.

§ 2º Os cargos de provimento em comissão envolvem atribuições de direção,


de assessoramento e de assistência superior e são de livre nomeação e exoneração,
satisfeitos os requisitos fixados em lei ou regulamento.

Art. 7º As atribuições e as responsabilidades inerentes aos cargos serão


definidas em lei.

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11

TÍTULO II

DO PROVIMENTO, DA VACÂNCIA, DA LOTAÇÃO, DA RELOTAÇÃO E DA


SUBSTITUIÇÃO

CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO

Seção I
Disposições Gerais

Art. 8º A investidura em cargo público de provimento efetivo depende de


aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo
com a natureza e a complexidade do cargo na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão que são de livre nomeação e exoneração.

Art. 9º São requisitos básicos para investidura em cargo público:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o gozo dos direitos políticos;

III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - a idade mínima de 18 (dezoito) anos;

VI - aptidão física e mental.

Art. 10. Provimento é o ato do Presidente do Tribunal de Justiça que preenche


o cargo e se dá com a nomeação, a posse e o exercício.

Art. 11. São formas de provimento de cargo público:

I - nomeação;

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12

II - readaptação;

III - reversão;

IV - aproveitamento;

V - reintegração;

VI - recondução;

VII - remoção;

VIII - promoção.

Parágrafo único. A remoção e a promoção implicam na vacância do cargo e


somente se aplicam aos ocupantes do Quadro de Pessoal de 1º Grau de Jurisdição,
aos Secretários do Conselho de Supervisão do Juizado Especial, aos Secretários de
Turma Recursal do Juizado Especial, aos Secretários do Juizado Especial, aos
Oficiais de Justiça do Juizado Especial, aos Auxiliares de Cartório do Juizado
Especial, aos Auxiliares Administrativos do Juizado Especial, e aos Contadores e
Avaliadores do Juizado Especial.

Seção II
Da Nomeação

Art. 12. A nomeação é o chamamento para a posse e para a entrada no


exercício das atribuições do cargo público.

Art. 13. O ato de nomeação deverá indicar o cargo de provimento efetivo ou o


cargo de provimento em comissão a ser preenchido.

Art. 14. A nomeação para cargo público de provimento efetivo ocorrerá de


acordo com a ordem de classificação e se dará durante o prazo de validade do
concurso.

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13

§ 1º A nomeação para cargo de provimento em comissão é livre, observados


os requisitos mencionados no art. 9º.

§ 2º É vedada a nomeação para cargo de provimento em comissão, bem


como a lotação no âmbito da Secretaria do Tribunal de Justiça, dos ocupantes de
cargos do Quadro de Pessoal de 1º Grau de Jurisdição, de cargos do foro judicial de
Escrivão e de Oficial Contador, Avaliador, Partidor, Depositário e de Distribuição, de
Auxiliar de Cartório, de Auxiliar Administrativo, de Oficial de Justiça, de Comissário de
Vigilância, de Assistente Social, de Psicólogo, de Porteiro de Auditório, de Agente de
Limpeza, de Secretário do Conselho de Supervisão do Juizado Especial, de Secretário
de Turma Recursal do Juizado Especial, de Secretário do Juizado Especial, de Oficial
de Justiça do Juizado Especial, de Auxiliar de Cartório do Juizado Especial, de Auxiliar
Administrativo do Juizado Especial e de Contador e Avaliador do Juizado Especial.

Subseção I

Do Concurso

Art. 15. O concurso obedecerá ao que dispuser o Regimento Interno, as


normas do regulamento que for elaborado por Comissão designada pelo Presidente
do Tribunal de Justiça e o respectivo edital.

Art. 16. O concurso público é de provas ou de provas e títulos e terá validade


de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.

§ 1º O edital de abertura do concurso público conterá as regras que regem o


seu funcionamento e será publicado no Diário da Justiça do Estado do Paraná, com
divulgação pelos meios de comunicações disponíveis.

§ 2º Durante o prazo referido no caput deste artigo, o aprovado em concurso


público de provas ou de provas e títulos será convocado para assumir o cargo com
prioridade sobre os aprovados em novos concursos.

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14

§ 3º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se


inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam
compatíveis com a deficiência de que são portadoras, sendo-lhes reservadas 5%
(cinco por cento) das vagas oferecidas no concurso.

§ 4º Aos afrodescendentes serão reservadas 10% (dez por cento) das vagas
oferecidas no concurso.

Art. 17. Para ser admitido no concurso, o candidato deverá preencher os


requisitos do art. 9º, apresentar documento de identidade indicado no edital e recolher
a taxa de inscrição que for fixada pela Comissão.

Subseção II

Da Posse

Art. 18. Posse é o ato expresso de aceitação das atribuições, dos deveres e
das responsabilidades do cargo formalizado com a assinatura do termo pelo
empossado e pela autoridade competente.

§ 1º A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação da


nomeação, prorrogável por até 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado ou de
seu representante legal e a juízo da Administração.

§ 2º O prazo previsto no § 1º será contado, quando o aprovado for funcionário


público, do término da licença:

I - por motivo de doença em pessoa da família;

II - para a prestação de serviço militar;

III - para capacitação, conforme dispuser o regulamento;

IV - em razão de férias;

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15

V - para participação em programa de treinamento regularmente instituído,


conforme dispuser o regulamento;

VI - para integrar júri e outros serviços obrigatórios por lei;

VII - à gestante, à adotante e à paternidade;

VIII - para tratamento da saúde, até o limite de 24 (vinte e quatro) meses,


cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado ao Estado do Paraná, em
cargo de provimento efetivo;

IX - por motivo de acidente em serviço ou de doença profissional;

X - para deslocamento à nova sede;

XI - para missão ou estudo no exterior.

§ 3º Admite-se o ato de posse por procuração com poderes específicos.

§ 4º Somente haverá posse nos casos de provimento por nomeação.

§ 5º No ato da posse o funcionário apresentará declaração de seus bens, de


exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.

§ 6º É ineficaz o provimento se a posse não ocorrer dentro do prazo


estabelecido nesta lei.

§ 7º Somente se dará posse àquele que for julgado apto física e mentalmente
para o exercício do cargo.

§ 8º O Presidente do Tribunal de Justiça designará os funcionários


competentes a dar posse.

Subseção III

Do Estágio Probatório

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16

Art. 19. Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para cargo de


provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 36 (trinta e seis)
meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objetos de avaliação para o
desempenho do cargo, observados os seguintes fatores:

I - assiduidade;

II - disciplina;

III - capacidade;

IV - produtividade;

V - responsabilidade.

§ 1º Seis meses antes de findo o período do estágio probatório, será


submetida à homologação da autoridade competente a avaliação de desempenho do
funcionário, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento, sem
prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V deste
artigo.

§ 2º O funcionário em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de


provimento em comissão ou funções gratificadas.

§ 3º O estágio probatório e respectivo prazo ficarão suspensos durante as


licenças e os afastamentos sendo retomados a partir do término de tais impedimentos.

§ 4º O funcionário em estágio probatório não poderá ser cedido a qualquer


outro órgão da administração pública direta ou indireta e a ele somente poderão ser
concedidas as seguintes licenças:

I - para tratamento de saúde;

II - por motivo de doença em pessoa da família;

III - para acompanhamento do cônjuge ou companheiro funcionário público;

IV - para prestar serviço militar ou outro serviço obrigatório por lei;

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V - para participar de curso de formação decorrente de aprovação em


concurso para outro cargo na administração pública;

VI - para o exercício de mandato político;

VII - pelo período que mediar a sua escolha como candidato a cargo eletivo e
a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral;

VIII - pelo período do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral


até o décimo dia seguinte ao pleito.

Art. 20. A avaliação de desempenho constitui condição para aquisição da


estabilidade e tem como finalidade avaliar a capacidade e a aptidão do funcionário
para o exercício do cargo.

Art. 21. O estágio probatório será sempre relacionado com o cargo ocupado.

Parágrafo único. Na hipótese de nomeação para outro cargo de provimento


efetivo, o prazo de estágio probatório e da avaliação especial reiniciará com a
respectiva assunção.

Art. 22. Na hipótese da autoridade competente não homologar a avaliação de


desempenho indicando a exoneração, será aberto procedimento que é regido pelas
normas do processo administrativo disciplinar conforme o Quadro ao qual pertencer o
funcionário.

Parágrafo único. Durante o trâmite do processo referido no caput deste


artigo, o prazo para aquisição da estabilidade ficará suspenso até o julgamento final.

Art. 23. O Presidente do Tribunal de Justiça regulamentará o procedimento da


avaliação de desempenho.

Subseção IV

Da Estabilidade

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18

Art. 24. O funcionário habilitado em concurso público e empossado em cargo


de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 3 (três)
anos de efetivo exercício.

Art. 25. O funcionário estável somente perderá o cargo em virtude de:

I - sentença judicial transitada em julgado;

II - decisão em processo administrativo disciplinar;

III - decisão derivada de processo de avaliação periódica de desempenho, na


forma da lei complementar federal, assegurada a ampla defesa;

IV - para corte de despesas com pessoal conforme disposto na Constituição


e legislação federal.

Seção III

Da Readaptação

Art. 26. A readaptação é o provimento de funcionário efetivo em cargo de


atribuições compatíveis com a sua capacidade física ou mental, derivada de alteração
posterior à nomeação e verificada em inspeção médica oficial.

Art. 27. O procedimento de readaptação terá o prazo de 6 (seis) meses,


podendo ser prorrogado no caso de o funcionário estar participando de programa de
reabilitação profissional.

§ 1º Ao final do referido procedimento, se julgado incapaz, o funcionário será


aposentado.

§ 2º Declarado reabilitado para a função pública:

I - a readaptação será realizada em cargo com atribuições afins, respeitada a


habilitação exigida para o cargo de origem, bem como o nível de escolaridade e os
vencimentos inerentes a este;

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19

II - na hipótese de inexistência de cargo vago, o funcionário exercerá suas


atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

§ 3º A readaptação será sempre para cargo de vencimento igual ou inferior ao


de origem, preservado o direito à remuneração paga ao funcionário neste último.

Seção IV

Da Reversão

Art. 28. Reversão é o retorno de funcionário aposentado ao exercício das


atribuições:

I - no caso de aposentadoria por invalidez, quando junta médica oficial


declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria;

II - no interesse da administração e a partir de requerimento do funcionário


aposentado, observadas as seguintes condições:

a) que a aposentadoria tenha sido voluntária;

b) ocorrência da aposentadoria nos 5 (cinco) anos anteriores ao requerimento;

c) estabilidade adquirida quando em atividade;

d) haja cargo vago.

§ 1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua


transformação.

§ 2º Após o retorno, o tempo de exercício será considerado para concessão


de nova aposentadoria.

§ 3º No caso do inciso I do caput deste artigo, encontrando-se provido o


cargo, o funcionário exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de
vaga.

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20

§ 4º O funcionário que retornar à atividade por interesse da administração


perceberá, em substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo
que voltar a exercer, inclusive com a vantagem de natureza pessoal incorporada e
que percebia anteriormente à aposentadoria.

§ 5º O funcionário de que trata o inciso II do caput deste artigo somente terá


os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos 5
(cinco) anos no cargo.

§ 6º Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta)


anos de idade.

Seção V
Da Disponibilidade e do Aproveitamento

Subseção I

Da Disponibilidade

Art. 29. O funcionário será posto em disponibilidade quando extinto o seu


cargo ou declarada sua desnecessidade, com remuneração proporcional ao tempo de
serviço.

Parágrafo único. A remuneração mensal para o cálculo da proporcionalidade


corresponderá ao vencimento, acrescido das vantagens pessoais, permanentes e
relativas ao exercício do cargo de provimento efetivo.

Art. 30. A disponibilidade do funcionário se dará conforme os seguintes


critérios e ordem:

I - menor pontuação na avaliação de desempenho no ano anterior;

II - maior número de faltas ao serviço;

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III - menor idade;

IV - maior remuneração.

Art. 31. O período de disponibilidade é considerado como de efetivo exercício


para efeito de aposentadoria, observadas as normas próprias a esta.

Subseção II

Do Aproveitamento

Art. 32. Aproveitamento é o retorno obrigatório do funcionário em


disponibilidade ao exercício de cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com
o anteriormente ocupado.

Parágrafo único. O aproveitamento se dará na primeira vaga que ocorrer com


precedência sobre as demais formas de provimento, observada a seguinte ordem de
preferência dentre os funcionários em disponibilidade:

I - maior tempo de disponibilidade;

II - maior tempo de serviço público estadual;

III - maior tempo de serviço público;

IV - maior idade.

Art. 33. Não haverá aproveitamento para cargo de natureza superior ao


anteriormente ocupado.

Parágrafo único. O funcionário aproveitado em cargo de natureza inferior ao


anteriormente ocupado perceberá a diferença de remuneração correspondente.

Art. 34. O aproveitamento se dará somente àquele que for julgado apto física
e mentalmente para o exercício do novo cargo.

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Parágrafo único. Declarada a incapacidade para o novo cargo em inspeção


médica, o funcionário será aposentado por invalidez, considerando-se, para tanto, o
tempo de disponibilidade.

Seção VI
Da Reintegração

Art. 35. Reintegração é o retorno do funcionário ao exercício das atribuições


de seu cargo, ou de cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a
demissão por decisão administrativa ou judicial.

§ 1º Na hipótese de extinção do cargo ou declarada sua desnecessidade, o


funcionário ficará em disponibilidade e será aproveitado na forma dos arts. 32 a 34
deste Estatuto.

§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será


reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização, ou aproveitado em outro
cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.

§ 3º O funcionário reintegrado por decisão definitiva será ressarcido


financeiramente pelo que deixou de perceber como vencimento ou remuneração
durante o período de afastamento.

§ 4º Transitada em julgado a decisão definitiva, será expedido o decreto de


reintegração no prazo máximo de 30 (trinta) dias.

Seção VII
Da Recondução

Art. 36. Recondução é o retorno do funcionário ao cargo anteriormente


ocupado e decorrerá de:

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I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

II - reintegração do anterior ocupante.

§ 1º Encontrando-se provido o cargo de origem, o funcionário será


aproveitado em outro, observado o disposto nos arts. 32 a 34 deste Estatuto.

§ 2º Na impossibilidade do aproveitamento o funcionário será posto em


disponibilidade conforme os arts. 29 a 31 deste diploma legal.

Seção VIII
Do Exercício

Art. 37. Exercício é o desempenho das atribuições do cargo público ou da


função gratificada.

Parágrafo único. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício


serão anotados na ficha funcional.

Art. 38. É de 30 (trinta) dias o prazo para entrar no exercício das atribuições
do cargo ou da função, contado da data:

I - da posse;

II - da publicação no Diário da Justiça dos atos relativos às demais formas de


provimento previstas nos incisos II a VI do art.11.

§ 1º Os prazos previstos neste artigo poderão ser prorrogados por 30 (trinta)


dias, a requerimento do interessado e a juízo da autoridade competente para dar
posse.

§ 2º O exercício em função de confiança dar-se-á no prazo máximo de 30


(trinta) dias, contados da publicação do ato de designação.

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§ 3º O funcionário removido, promovido, relotado, requisitado, cedido ou posto


em exercício provisório terá 8 (oito) dias de prazo, contados da publicação do ato,
para o retorno ao efetivo desempenho das atribuições do cargo na mesma comarca.

§ 4º Na hipótese do § 3º, sendo a lotação de destino em outra comarca, o


prazo da entrada em exercício será de 15 (quinze) dias.

§ 5º O funcionário licenciado nos termos deste Estatuto retornará às efetivas


atribuições a partir do término da licença.

§ 6º O exercício em cargo efetivo nos casos de reintegração, aproveitamento,


reversão, recondução e readaptação dependerá de prévia satisfação dos requisitos
atinentes a tais formas de provimento e aptidão física e mental comprovada em
inspeção médica oficial.

§ 7º O funcionário que, após a posse, não entrar em exercício dentro do prazo


fixado, será exonerado.

§ 8º A posse e o exercício poderão ser reunidos em um só ato.

Art. 39. O exercício é condicionado à vedação de conferir ao funcionário


atribuições diversas das do seu respectivo cargo.

Seção IX
Da Frequência e do Horário de Expediente

Art. 40. A jornada de trabalho dos servidores do Poder Judiciário é de 8 (oito)


horas diárias e de 40 (quarenta) horas semanais, facultada a fixação de 7 (sete) horas
ininterruptas. (Redação dada pela Lei nº 16.571, de 15 de setembro de 2010)

§ 1º Em razão do exercício de atividade externa incompatível com a fixação


de horário de expediente, os funcionários com atribuições de Oficiais de Justiça e de
Avaliadores terão somente a sua frequência diária registrada nos boletins das

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Secretarias para as quais estiverem designados. (Redação dada pela Lei nº 16.571, de 15 de
setembro de 2010)

§ 2º A jornada de trabalho dos servidores e os expedientes dos Ofícios de


Justiça do Foro Judicial e da Secretaria serão fixados e regulamentados por
Resolução do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, observado
o disposto na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. (Redação dada pela Lei nº
16.571, de 15 de setembro de 2010)

§ 3º Fica autorizada a compensação da jornada de trabalho do servidor


mediante a utilização do Banco de Horas, no qual serão registradas de forma
individualizada as horas trabalhadas no exclusivo interesse do serviço, sendo
regulamentada por ato do Presidente do Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Lei nº

16.571, de 15 de setembro de 2010)

Art. 41. Em todos os Juízos, Gabinetes, Departamentos e Centros do Tribunal


de Justiça haverá controle de frequência dos funcionários por meio de livro-ponto ou
de outro meio de controle regulamentado pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

Parágrafo único. É vedado dispensar o funcionário do registro de frequência,


salvo disposição legal em contrário ou autorização do Presidente do Tribunal de
Justiça.

Art. 42. Nos casos de vacância do cargo de magistrado, os servidores


ocupantes de cargos de provimento efetivo e em comissão lotados no respectivo
gabinete permanecerão vinculados àquela unidade até que o novo ocupante daquele
cargo redefina sua composição. (Redação dada pela Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018)

§ 1º Os servidores poderão ser designados para atender temporariamente o


magistrado substituto ou convocado para atuar em regime de exceção, por ato do
Presidente do Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018)

§ 2º Após o provimento do cargo de magistrado, os servidores ocupantes de


cargos de provimento efetivo que não mais compuserem o gabinete serão
cientificados e deverão se apresentar no setor competente do Tribunal, no prazo de

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três dias, para controle de frequência e início do processo de nova lotação. (Redação
dada pela Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018)

§ 3º Provido o cargo vago, o setor competente do Departamento de Gestão


de Recursos Humanos fará lavrar e publicar os atos de exoneração dos servidores
ocupantes exclusivos de cargos de livre provimento vinculados ao gabinete. (Redação

dada pela Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018)

Art. 43. Em caso de afastamento do magistrado, a estrutura de pessoal


vinculada ao respectivo gabinete será mantida, aplicando-se a regra do § 1º do art. 42
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018)

Parágrafo único. Os funcionários efetivos devem se apresentar na Divisão de


Recursos Humanos no terceiro dia após o falecimento, sendo exonerados do cargo
em comissão eventualmente exercido a partir daquela data.

Art. 44. Nos dias úteis, somente por determinação do Presidente do Tribunal
de Justiça poderão deixar de funcionar os serviços do Judiciário ou ser suspensos, no
todo ou em parte, seus trabalhos.

Art. 45. Os funcionários regidos por este Estatuto, ocupantes de cargo de


provimento efetivo ou em comissão, poderão ser convocados fora do horário do
expediente sempre que houver interesse da Administração.

Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo e para os funcionários


comissionados deverá ser observada a vedação do artigo 78, parágrafo único, deste
Estatuto.

78 revogado kkkk
CAPÍTULO II
DA VACÂNCIA

Seção I
Disposições Gerais

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Art. 46. A vacância do cargo público decorrerá de:

I - remoção;

II - promoção;

III - exoneração;

IV - demissão;

V - readaptação;

VI - aposentadoria;

VII - falecimento.

Art. 47. Vagará o cargo na data:

I - da publicação do ato de aposentadoria, exoneração, remoção, promoção,


demissão ou readaptação;

II - do falecimento do ocupante do cargo.

Seção II
Da Remoção e da Promoção

Art. 48. A remoção ou promoção se dá por ato do Presidente do Tribunal de


Justiça de acordo com indicação do Conselho da Magistratura e com base nas regras
por ele aprovadas, observados os princípios dispostos nos artigos 57 a 61 do presente
Estatuto.

§ 1º A remoção ou promoção somente se aplica aos ocupantes de cargos do


Quadro de Pessoal de 1º Grau de Jurisdição, aos Secretários do Conselho de
Supervisão do Juizado Especial, aos Secretários de Turma Recursal do Juizado
Especial, aos Secretários do Juizado Especial, aos Oficiais de Justiça do Juizado
Especial, aos Auxiliares de Cartório do Juizado Especial, aos Auxiliares

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Administrativos do Juizado Especial, e aos Contadores e Avaliadores do Juizado


Especial.

§ 2º A remoção é transferência do funcionário de um cargo para outro de


mesma natureza em outra comarca ou foro de igual entrância e dar-se-á
alternadamente por antiguidade e merecimento.

§ 3º A promoção é a passagem do funcionário de um cargo para outro de


mesma natureza e classe imediatamente superior e dar-se-á alternadamente por
antiguidade e merecimento.

§ 4º A abertura dos editais à remoção e à promoção se dará alternadamente


e não concorrendo interessados ou habilitados a uma ou outra será autorizado
concurso de provimento por ingresso.

§ 5º Os critérios para aferição do merecimento serão estabelecidos com base


nos princípios dispostos nos artigos 57 a 61 do presente Estatuto.
revogado
Art. 49. Vagando cargo, o Presidente do Tribunal autorizará a expedição de
edital com prazo de 5 (cinco) dias convocando os interessados à remoção ou à
promoção.

§ 1º Decorrido o prazo legal, os pedidos serão reunidos em uma só autuação


e encaminhados à Corregedoria-Geral da Justiça para informação sobre os
antecedentes funcionais.

§ 2º Não será deferido a inscrição a quem tenha sofrido pena disciplinar nos
últimos 2 (dois) anos.

§ 3º À remoção ou à promoção somente serão admitidos funcionários com


mais de 2 (dois) anos em exercício no cargo e que estejam ao menos no penúltimo
nível de sua classe.

§ 4º Vencidas as etapas anteriores, o procedimento será relatado pelo


Corregedor-Geral da Justiça perante o Conselho da Magistratura, que deliberará
sobre a indicação ou não dos pretendentes.

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§ 5º Não se aplica remoção ou promoção aos cargos cuja extinção é prevista


em lei à medida que vagarem e nem aos cargos que, de livre remanejamento, forem
redistribuídos pela Administração Pública.

Seção III
Da Exoneração

Art. 50. A exoneração dar-se-á a pedido do funcionário ou de ofício.

Parágrafo único. A exoneração de ofício ocorrerá:

I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;

II - quando, após a posse, o funcionário não entrar em exercício no prazo


estabelecido;

III - para corte de despesas com pessoal nos termos da lei federal.

Art. 51. A exoneração de cargo em comissão ou a dispensa da função de


confiança dar-se-á:

I - a juízo do Presidente do Tribunal de Justiça;

II - a pedido do próprio funcionário.

CAPÍTULO III
DA LOTAÇÃO E DA RELOTAÇÃO

Art. 52. Lotação é o ato de definição da secretaria, do setor ou da repartição


em que o funcionário exercerá as suas atribuições.

Parágrafo único. A lotação sempre se dará de ofício, respeitados os casos em


que seja previamente definida em lei a secretaria, o foro ou a comarca ao qual o cargo
é afetado.

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Art. 53. Relotação é o deslocamento do funcionário, a pedido ou de ofício, de


uma repartição ou setor para outro, inclusive entre foros, comarcas, ou secretarias,
respeitados os casos em que seja previamente definida em lei a secretaria ou a
comarca ao qual o cargo é afetado.

Parágrafo único. A relotação dos servidores efetivos remunerados


exclusivamente pelos cofres públicos, cujos cargos serão extintos à medida que
vagarem, poderá ser estabelecida em Decreto da Presidência do Tribunal de Justiça.
(Incluído pela Lei nº 18.287, de 04 de novembro de 2014)

Art. 53 A. A lotação e a relotação dos servidores observará as atribuições dos


cargos, respeitada as áreas de atuação de apoio direto ou indireto à prestação
jurisdicional, nos seguintes termos: (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

I - Unidades Judiciárias de 1º Grau de Jurisdição: integrada por servidores das


carreiras de Auxiliares da Justiça de Nível Superior, Serventuários da Justiça,
Contabilista Superior, Auxiliares da Justiça, Intermediária e Básica, por ocupantes dos
cargos de Técnico Especializado da Infância e Juventude e de Técnico Especializado
em Execução Penal, por cargos de livre provimento e funções comissionadas
alocados naquelas unidades; (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

II - Unidades Judiciárias de 2º Grau de Jurisdição: integrada por servidores


das carreiras de Auxiliares da Justiça de nível Superior, Serventuários da Justiça,
Contabilista Superior, Intermediária, Auxiliares da Justiça e Básica, por cargos de livre
provimento e funções comissionadas alocados naquelas unidades; (Incluído pela Lei nº

20.329, de 24 de setembro de 2020)

III - Secretaria do Tribunal de Justiça: integrada por servidores ocupantes das


carreiras Jurídica Especial e de Apoio Especializado Superior, Intermediária e Básica,
bem como por ocupantes de cargos ou funções comissionadas alocados naquelas
unidades; (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

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31

IV - Cúpula Diretiva: integrada por servidores ocupantes de cargos efetivos do


Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Estado do Paraná e por cargos de livre
provimento ou funções de confiança. (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

Art. 53 B. A alocação dos cargos efetivos, de livre provimento e funções


comissionadas do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Estado do Paraná e de
seus servidores será regulamentada por decreto do Presidente do Tribunal de Justiça,
que atenderá os critérios de equalização da força de trabalho entre os graus de
jurisdição, segundo a demanda processual. (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

§ 1º No cálculo de distribuição dos cargos efetivos e dos valores


correspondentes aos cargos de livre provimento e funções comissionadas entre os
graus de jurisdição serão considerados: (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

I - o número de conciliadores remunerados, mediadores e juízes leigos, por


grau de jurisdição, limitado a 25% (vinte e cinco por cento) da quantidade total, em
cada grau de jurisdição, da força de trabalho destinada à área de apoio direto à
atividade judicante; (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

II - 20% (vinte por cento) do número total de servidores efetivos, dos cargos
de livre provimento e de eventuais funções comissionadas existentes nos Gabinetes
dos Juízes de Direito Substituto em Segundo Grau. (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de
setembro de 2020)

§ 2º A quantidade total de servidores lotados nas áreas de apoio indireto à


atividade judicante corresponderá a, no máximo, 30% do total de servidores, excluídas
a área de tecnologia da informação e a escola dos servidores. (Incluído pela Lei nº 20.329, de
24 de setembro de 2020)

Art. 53 C. Não haverá transferência compulsória de servidores com atuação


na área de apoio direto à atividade judicante, de um grau de jurisdição para outro, se
o déficit de servidores em um dos graus de jurisdição for igual ou inferior a 1% (um
por cento) do número total de servidores com atuação na área de apoio direto à

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atividade judicante, salvo decisão motivada do Presidente do Tribunal de Justiça.


(Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

Art. 53 D. Os servidores ocupantes do cargo de Técnico Judiciário, oriundos


do Quadro de Pessoal da Secretaria do Tribunal de Justiça, a critério da
Administração, poderão ser designados para atendimento das unidades judiciárias de
1º grau, a fim de suprir a demanda temporária de servidores ou para a redução do
acervo de processos, nas seguintes modalidades: (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro
de 2020)

I - Presencial: mediante relotação voluntária ou, de ofício, no Foro Central da


Comarca da Região Metropolitana de Curitiba; (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de
2020)

II - Remota: nas Unidades Permanentes de Apoio à Prestação Jurisdicional


no 1º Grau de Jurisdição existentes na Capital. (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de
2020)

Parágrafo único. A relotação de ofício será precedida da voluntária e


observará, entre outros critérios objetivos a serem fixados pelo Presidente do Tribunal
de Justiça, via decreto, o tempo de serviço no cargo e na unidade. (Incluído pela Lei nº
20.329, de 24 de setembro de 2020)

Art. 53 E. Os servidores oriundos do Quadro de Pessoal do 1º Grau de


Jurisdição poderão ser lotados em quaisquer das unidades judiciárias, inclusive para
fins de ocupação de cargos de livre provimento e funções comissionadas, nos termos
de regulamento a ser expedido pelo Presidente do Tribunal de Justiça, que atenderá
os seguintes requisitos quanto à alocação desses servidores nas unidades de 2º grau:
(Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

I - distribuição proporcional de servidores por unidade judiciária de 1º grau, de


acordo com a lotação paradigma de cada unidade, de modo a não configurar déficit
de servidor nas Secretarias de 1º grau; (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

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II - atendimento prioritário à demanda por servidores nas unidades judiciárias


em processo de estatização, para fins de cumprimento do inciso I deste artigo; (Incluído
pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

III - possibilidade de permuta entre servidores ocupantes de cargos da mesma


carreira entre as unidades judiciárias de 1º e 2º graus de jurisdição. (Incluído pela Lei nº

20.329, de 24 de setembro de 2020)

Parágrafo único. A atuação dos servidores referidos no caput deste artigo, em


força tarefa da Corregedoria Geral da Justiça, por prazo certo, na Central de
Movimentação Processual ou na Escola dos Servidores da Justiça Estadual do
Paraná (ESEJE), independe dos requisitos estabelecidos nos incisos I e II deste artigo.
(Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020)

CAPÍTULO IV
DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 54. Nos casos de impedimentos superiores a 10 (dez) dias, o funcionário


ocupante do cargo de provimento em comissão ou de função gratificada será
substituído.

§ 1º A substituição depende de ato da administração e recairá em funcionário


ocupante de cargo de provimento efetivo e será por prazo determinado não superior
a 120 (cento e vinte) dias.

§ 2º O Presidente do Tribunal de Justiça definirá em regulamento os cargos


em comissão que poderão ser preenchidos temporariamente por substituição.

Art. 55. O substituto perceberá, além de sua remuneração, a diferença


proporcional ao tempo de substituição, calculada como se fosse titular do cargo em
comissão ou da função gratificada.

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TÍTULO III

CAPÍTULO ÚNICO
DA PROGRESSÃO FUNCIONAL

Arts. 56 a 61. (Revogados pela Lei nº 16.748, de 29 de dezembro de 2010)

TÍTULO IV

DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS

CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 62. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo efetivo exercício do cargo


com valor fixado em lei e correspondente ao nível de enquadramento do funcionário.

Art. 63. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das


vantagens pecuniárias estabelecidas em lei.

Art. 64. Os funcionários ocupantes de cargo de provimento efetivo e de


provimento em comissão perceberão seus vencimentos ou suas remunerações nos
termos da lei que define o Plano de Cargos e Progressão do Poder Judiciário.

Parágrafo único. Nenhum funcionário do Poder Judiciário terá remuneração


superior ao subsídio percebido por Desembargador.

Art. 65. O funcionário perderá:

I - a remuneração do(s) dia(s) em que faltar ao serviço;

II - a remuneração correspondente ao turno da falta (manhã ou tarde);

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35

III - 1/3 (um terço) da remuneração do dia, se comparecer ao serviço com


atraso ou sair antecipadamente.

§ 1º Considera-se atraso o comparecimento ao serviço após o início do


expediente até o máximo de uma hora, após o que será lançada falta do respectivo
turno.

§ 2º Considera-se saída antecipada aquela que ocorrer antes do término do


turno ou do período de trabalho.

§ 3º As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou força maior poderão


ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como
efetivo exercício.

§ 4º O funcionário poderá perder 50% (cinquenta por cento) do valor do


vencimento ou da remuneração, no caso de aplicação de pena de suspensão
convertida em multa, ficando obrigado a permanecer no serviço.

Art. 66. As faltas ao serviço, decorrentes de ordens judiciais dirigidas contra o


funcionário, implicarão em:

I - redução da remuneração a 2/3 (dois terços) durante o afastamento por


motivo de prisão cautelar;

II - redução da remuneração a metade durante o afastamento em virtude de


decisão condenatória penal transitada em julgado, que não determine a perda do
cargo.

§ 1º No caso do inciso I do caput deste artigo, o funcionário terá direito à


integralização da remuneração se for absolvido em decisão definitiva.

§ 2º As reduções cessarão no dia em que o funcionário for posto em liberdade.

§ 3º O funcionário que for posto em liberdade nos termos deste artigo deverá
retornar ao exercício de suas atribuições no dia seguinte à soltura.

Art. 67. (Revogado pela Lei nº 17.474, de 2 de janeiro de 2013)

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36

Art. 68. Não incidirá desconto sobre o vencimento ou a remuneração, salvo


por imposição legal, ordem judicial ou autorização escrita do funcionário, observando-
se que, nesta última hipótese, a consignação do desconto fica a critério da
administração pública.

Art. 69. As reposições e indenizações ao Erário Estadual serão descontadas


em parcelas mensais, não excedentes a 10% (dez por cento) da remuneração.

§ 1º As reposições e indenizações serão previamente comunicadas ao


funcionário e corrigidas pela média do INPC (IBGE) e IGP-DI (Fundação Getúlio
Vargas) ou pela média dos índices que vierem a substituí-los e acrescidas de juros
nos termos da lei civil.

§ 2º A reposição será integral e em parcela única quando o pagamento


indevido tiver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha.

§ 3º Quando o funcionário for exonerado, dispensado ou demitido terá o prazo


de 60 (sessenta) dias, a contar da data da perda do vínculo com a administração
pública, para pagar o débito, sendo que o não pagamento implicará em inscrição em
dívida ativa.

§ 4º As reposições derivadas de revogações de ordens judiciais que


majoraram vencimentos ou remunerações deverão ser feitas em 30 (trinta) dias, a
contar da data da notificação administrativa, sob pena de inscrição em dívida ativa.

§ 5º No caso de recebimento de valores indevidos a título de remuneração ou


vencimento o funcionário comunicará, no prazo de 10 (dez) dias, à Secretaria do
Tribunal de Justiça, sob pena de caracterização de comportamento desleal para com
a administração pública.

CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS

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37

Seção I
Disposições Preliminares

Art. 70. Poderão ser pagas ao funcionário as seguintes vantagens:

I - indenizações;

II - adicionais;

III - gratificações.

§ 1º (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

§ 2º (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

§ 3º Os adicionais incorporam-se ao vencimento ou aos proventos, nos casos


e condições indicados em lei.

§ 4º As vantagens não serão computadas nem acumuladas para efeito de


concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título
ou idêntico fundamento.

Seção II
Das Indenizações

Art. 71. Constituem indenizações:

I - ajuda de custo;

II - diárias;

III - transporte.

IV - auxílio-alimentação. (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

Subseção I

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38

Da Ajuda de Custo

Art. 72. Ajuda de custo é a compensação das despesas do funcionário que


em virtude de promoção, remoção ou relotação muda de domicílio para exercer as
suas atribuições em caráter permanente em outra comarca.

§ 1º A ajuda de custo compreende as despesas do funcionário e de sua família


com combustível ou passagem e do transporte de bagagens e de bens pessoais até
o valor de uma remuneração mensal.

§ 2º A compensação será feita mediante comprovação documental das


despesas nos termos do § 1º deste artigo.

§ 3º A ajuda de custo somente será realizada uma vez a cada intervalo mínimo
de 2 (dois) anos, no caso de remoções ou promoções, conforme dispuser regulamento
a ser editado pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

§ 4º A ajuda de custo em razão de relotação de ofício pela administração


pública não possui o limite de tempo previsto no § 3º deste artigo e será
regulamentada pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

§ 5º Não será devida ajuda de custo na hipótese de relotação a pedido do


funcionário.

§ 6º O funcionário ficará obrigado a restituir integralmente a ajuda de custo


recebida, no prazo de 10 (dez) dias, quando, injustificadamente, não se apresentar na
nova sede, no prazo 30 (trinta) dias, ou ainda, pedir exoneração antes de completar
90 (noventa) dias de exercício na nova sede.

Subseção II

Das Diárias

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Art. 73. O funcionário em serviço que se afastar por ordem da Administração


Pública da sede de sua lotação, em caráter eventual ou transitório para outro ponto
do território nacional ou para o exterior, terá direito ao pagamento das passagens e
de diárias destinadas a indenizar as despesas realizadas em razão do deslocamento.

§ 1º A diária é devida por dia de afastamento e terá valor arbitrado conforme


regulamento a ser editado pelo Presidente do Tribunal de justiça, observado o
seguinte:

I - valores fixos para alimentação e pernoite; e

II - a base de cálculo dos valores de alimentação e pernoite será estabelecida


segundo o cargo, função e nível na carreira do funcionário.

§ 2º Quando o deslocamento da sede constituir exigência permanente do


cargo, o funcionário não terá direito a diárias.

Art. 74. O funcionário que receber diária e não se afastar da sede por qualquer
motivo, fica obrigado a restituí-la integralmente, no prazo de 2 (dois) dias.

Parágrafo único. Na hipótese de o funcionário retornar à sede em prazo menor


do que o previsto para o seu afastamento restituirá as diárias recebidas em excesso,
no prazo previsto no caput deste artigo.

Subseção III

Da Indenização de Transporte

Art. 75. Conceder-se-á indenização de transporte ao funcionário que realizar


despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços
externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme dispuser regulamento
a ser editado pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

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40

Parágrafo único. A compensação será feita nos termos a serem fixados em


regulamento.

Subseção IV

Do Auxílio Alimentação

(Incluída pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

Art. 75-A. Conceder-se-á, mensalmente, auxílio-alimentação por dia


trabalhado aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná, bem como aos
ocupantes de cargo em comissão puro. (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

Art. 75-B. A concessão do auxílio-alimentação será feita em pecúnia,


proporcionalmente aos dias efetivamente trabalhados, conforme apurado em boletim
de frequência do servidor. (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

§ 1º O servidor que acumule cargos ou empregos na forma da Constituição


fará jus a percepção de um único auxílio-alimentação, mediante opção. (Incluído pela Lei
nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

§ 2º O servidor não perceberá auxílio-alimentação quando estiver cedido a


outro órgão ou outra entidade da Administração direta ou indireta, nem em
acompanhamento de cônjuge ou companheiro, em serviço militar, em atividade
política e para exercício de mandato eletivo, em licença para tratar de interesses
particulares, em licença para o desempenho de mandato classista e em missão ou
estudo no exterior. (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

§ 3º Fará jus ao auxílio-alimentação o servidor que se encontrar em férias, ou


em licença para tratamento de saúde ou por motivo de doença em pessoa da família,
licença-maternidade, licença-paternidade, licença à adotante e licença especial, bem
como para frequentar cursos de capacitação, ou sujeito a horário especial. (Incluído pela

Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

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§ 4º Considerar-se-á para o desconto do auxílio-alimentação, por dia não


trabalhado, a proporcionalidade de 22 (vinte e dois) dias. (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de
dezembro de 2010)

§ 5º As diárias sofrerão desconto correspondente ao auxílio-alimentação a


que fizer jus o servidor, exceto aquelas eventualmente pagas em finais de semana e
feriados, observada a proporcionalidade prevista no parágrafo anterior. (Incluído pela Lei

nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

Art. 75-C. O auxílio-alimentação não será: (Incluído pela Lei nº 16.746, de 29 de dezembro
de 2010)

I - incorporado ao vencimento, remuneração, provento ou pensão; (Incluído pela

Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

II - configurado como rendimento tributável e nem sofrerá incidência de


contribuição para o Plano de Seguridade Social do servidor público; (Incluído pela Lei nº

16.746, de 29 de dezembro de 2010)

III - caracterizado como salário-utilidade ou prestação in natura. (Incluído pela Lei


nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010)

Seção III
Dos Adicionais

Art. 76. O funcionário ocupante de cargo de provimento efetivo terá acrescido


aos vencimentos, a cada 5 (cinco) anos de efetivo exercício, 5% (cinco por cento) do
valor do vencimento previsto para o nível do cargo que ocupa até completar 25% (vinte
e cinco por cento), contados de forma linear.

Parágrafo único. O acréscimo será imediato, inclusive para efeito de


aposentadoria, pensão ou disponibilidade.

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Art. 77. Ao completar 30 (trinta) anos de efetivo exercício, o funcionário terá


direito ao acréscimo aos vencimentos do nível de seu cargo de 5% (cinco por cento)
por ano excedente, até o máximo de 25% (vinte e cinco por cento), contados de forma
linear.

§ 1º A incorporação desses acréscimos será imediata, inclusive para efeito de


aposentadoria, pensão ou disponibilidade.

§ 2º No cálculo e para efeito de pagamento do adicional referido nesta Seção,


não será considerada a soma ao vencimento de qualquer acréscimo de adicional
anteriormente deferido.

Seção IV
Das Gratificações

Art. 78. (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

Subseção I

Da Gratificação de Função

Art. 79. (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

Subseção II

Da Gratificação Natalina (Décimo - Terceiro)

Arts. 80 a 83. (Revogados pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

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Subseção III

Da Gratificação de Férias

Art. 84. (Revogado pela Lei nº 16.966, de 05 de dezembro de 2011)

Subseção IV

Da Gratificação de Trabalho Noturno

Art. 85. (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

Subseção V

Da Gratificação pela Prestação de Serviço Extraordinário

Arts. 86 a 88. (Revogados pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

Art. 89. (Revogado pela Lei nº 16.748, de 29 de dezembro de 2010)

Subseção VI

Da Gratificação de Insalubridade, de Periculosidade ou de Risco de Vida

Arts. 90 a 93. (Revogados pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

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Subseção VII

Da Gratificação de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva

Art. 94. (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

CAPÍTULO III
DAS FÉRIAS

Art. 95. Após cada período de 12 (doze) meses de efetivo exercício, o


funcionário terá direito a férias, que podem ser cumuladas por até 2 (dois) períodos,
por comprovada necessidade de serviço, observada a seguinte proporção:

I - 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço por mais de
5 (cinco) vezes no período aquisitivo;

II - 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14


(quatorze) faltas no período aquisitivo;

III - 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e


três) faltas no período aquisitivo;

IV - 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32


(trinta e duas) faltas no período aquisitivo.

§ 1º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze)


meses de efetivo exercício.

§ 2º A escala de férias dos funcionários lotados na Secretaria do Tribunal de


Justiça será organizada pelo chefe de cada Divisão ou Departamento, e pelo Juiz de
Direito Diretor do Fórum para os demais casos.

§ 3º É vedado compensar dias de faltas com os de férias.

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§ 4º As férias poderão ser parceladas, desde que assim requeridas pelo


funcionário, e no interesse da administração pública.

Art. 96. Não terá direito a férias o funcionário que, no curso do período
aquisitivo, deixar de trabalhar, com percepção do vencimento ou da remuneração, por
mais de 30 (trinta) dias, em virtude de paralisação parcial ou total do serviço público.

Parágrafo único. Na hipótese de cessação do vínculo com a administração


pública será devida ao funcionário indenização de férias não-gozadas, integrais ou
proporcionais, calculadas com base no vencimento anterior ao ato do desligamento.

CAPÍTULO IV
DO SALÁRIO-FAMÍLIA

Art. 97. O salário-família é devido no valor fixado na legislação federal,


mensalmente, ao funcionário ativo ou inativo que receba vencimento igual ou inferior
a 1 (um) salário-mínimo nacional, na proporção do número de dependentes
econômicos.

Parágrafo único. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de


percepção do salário-família:

I - o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 18 (dezoito)


anos de idade ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de
qualquer idade;

II - o menor de 18 (dezoito) anos que, mediante autorização judicial, viver na


companhia e às expensas do funcionário, ou do inativo;

III - a mãe e o pai sem economia própria.

Art. 98. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do


salário-família perceber rendimento de trabalho ou de qualquer outra fonte, inclusive
pensão ou provento da aposentadoria, em valor igual ou superior ao salário-mínimo.

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Art. 99. Quando o pai e a mãe forem funcionários públicos e viverem em


comum, o salário-família será pago a um deles; quando separados, será pago a um e
outro, de acordo com a distribuição dos dependentes.

Parágrafo único. Equiparam-se ao pai e à mãe o padrasto, a madrasta e, na


falta destes, os representantes legais dos incapazes.

Art. 100. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo estadual, nem
servirá de base para qualquer contribuição estadual, inclusive para o sistema
previdenciário.

Art. 101. As licenças concedidas ao funcionário não acarretam a suspensão


do pagamento do salário-família, excepcionada a hipótese para tratamento de
interesses particulares.

CAPÍTULO V
DO AUXÍLIO FUNERAL

Art. 102. À pessoa que provar ter feito despesas com o funeral do funcionário
será paga a importância correspondente até 1 (um) mês de remuneração do falecido
para o respectivo ressarcimento.

§ 1º O pagamento correrá pela dotação própria à remuneração do funcionário


falecido, não podendo, por esse motivo, novo ocupante entrar em exercício antes do
transcurso de 30 (trinta) dias da data do óbito.

§ 2º (Revogado pela Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012)

Art. 103. Em caso de acumulação legal de cargos do Estado do Paraná, o


auxílio funeral corresponderá ao pagamento do cargo de maior vencimento do
funcionário falecido.

Art. 104. Com base na mesma dotação, forma e prazo referidos nos
parágrafos 1º e 2º do art. 102 será concedido transporte ou meios para mudança à

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família do funcionário, quando este falecer fora do Estado do Paraná, no desempenho


do cargo ou de serviço.

CAPÍTULO VI
DAS LICENÇAS

Seção I
Disposições Gerais

Art. 105. Ao(a) funcionário(a) conceder-se-á licença:

I - para tratamento de saúde;

II - por motivo de doença em pessoa da família;

III - à gestante, à paternidade e à adotante;

IV - para acompanhar o cônjuge ou o companheiro;

V - para o serviço militar;

VI - para atividade política e para exercício de mandato eletivo;

VII - para capacitação, frequência de cursos e horário especial;

VIII - para tratar de interesses particulares;

IX - para o desempenho de mandato classista;

X - especial;

XI - para missão ou estudo no exterior.

Parágrafo único. Os pedidos de licença devem ser instruídos com os


documentos que comprovem os respectivos fundamentos, sob pena de indeferimento
liminar, salvo nas hipóteses em que seja necessária inspeção médica para
constatação do respectivo motivo.

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Art. 106. A competência para o exame e a deliberação sobre os pedidos de


licenças previstas no art. 105 é do Presidente do Tribunal de Justiça, que poderá
delegar tal atribuição às autoridades e aos funcionários que lhes sejam subordinados.

§ 1º O funcionário em gozo de licença comunicará ao seu chefe imediato o


local em que poderá ser encontrado.

§ 2º O tempo necessário à inspeção médica será sempre considerado como


período de licença.

Seção II
Da Licença para Tratamento de Saúde

Art. 107. Será concedida ao funcionário licença para tratamento de saúde, a


pedido ou de ofício, com base em perícia médica.

Art. 108. Para licença de até 30 (trinta) dias, a inspeção será feita por médico
do Tribunal de Justiça e, por prazo superior, será efetivada por junta médica oficial.

§ 1º Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência


do funcionário ou no estabelecimento hospitalar em que se encontrar internado.

§ 2º Inexistindo médico do Quadro no local em que se encontra lotado o


funcionário será aceito atestado firmado por médico particular.

§ 3º No caso do parágrafo 2º deste artigo, o atestado somente produzirá


efeitos depois de homologado pelo setor médico do Tribunal de Justiça, pelas
autoridades ou pelos funcionários nos termos do art. 106 deste Estatuto.

§ 4º Não homologado o atestado ou indeferido o pedido de licença, o


funcionário reassumirá imediatamente o exercício de suas atribuições, sendo
considerados os dias que deixou de comparecer ao serviço como faltas ao trabalho,
por haver alegado doença.

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§ 5º O funcionário que no período de 12 (doze) meses atingir o limite de 30


(trinta) dias de licença para tratamento de saúde, consecutivos ou não, para a
concessão de nova licença, independentemente do prazo de sua duração, será
submetido à inspeção por junta médica oficial.

Art. 109. O funcionário não permanecerá em licença para tratamento de saúde


por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses, contados ainda que interpoladamente,
exceto nos casos considerados recuperáveis pela junta médica, que poderá prorrogá-
lo motivadamente e por período certo.

Parágrafo único. Decorrido o prazo do caput deste artigo, o funcionário será


submetido à nova inspeção, sendo aposentado se julgado definitivamente inválido
para o serviço público em geral e não puder ser readaptado.

Art. 110. Em casos de doenças graves, contagiosas ou não, que imponham


cuidados permanentes, poderá a junta médica, se considerar o doente irrecuperável,
recomendar como resultado da inspeção a imediata aposentadoria.

Parágrafo único. Na hipótese de que trata o caput deste artigo e o parágrafo


único do art. 109, a inspeção será feita por uma junta médica de pelo menos 3 (três)
médicos.

Art. 111. No processamento das licenças para tratamento de saúde, será


observado o devido sigilo sobre os laudos e os atestados médicos.

Art. 112. No curso de licença para tratamento de saúde, o funcionário abster-


se-á de atividades remuneradas, sob pena de interrupção da licença com perda total
do vencimento ou da remuneração, até que reassuma o cargo, e de responder a
processo administrativo disciplinar.

Art. 113. Licenciado para tratamento de saúde, por acidente no exercício de


suas atribuições ou por doença profissional, o funcionário recebe integralmente o
vencimento ou a remuneração com as vantagens inerentes ao cargo.

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Art. 114. O funcionário acidentado no exercício de suas atribuições, ou


acometido de doença profissional, será posto em licença a requerimento ou de ofício
para o respectivo tratamento.

§ 1º Entende-se por doença profissional a que se deva atribuir, com relação


de causa e efeito, às condições inerentes ao serviço e aos fatos ocorridos em razão
do seu desempenho.

§ 2º Acidente é o evento danoso que tenha como causa, mediata ou imediata,


o exercício de atribuições inerentes ao cargo.

§ 3º Considera-se também acidente a agressão sofrida e não provocada pelo


funcionário no exercício de suas atribuições ou em razão delas.

§ 4º A comprovação do acidente, indispensável para a concessão da licença,


deve ser feita em procedimento próprio, no prazo de 8 (oito) dias, prorrogáveis por
igual período.

Art. 115. O funcionário que apresentar indícios de lesões orgânicas ou


funcionais será submetido à inspeção médica e não poderá recusá-la sob pena de
suspensão de pagamento dos vencimentos ou da remuneração, até que ela seja
realizada, e de responder a processo administrativo disciplinar.

Parágrafo único. Consideram-se doenças determinantes do licenciamento


compulsório para tratamento de saúde do funcionário a tuberculose ativa, a
hanseníase, a alienação mental, a neoplasia maligna, a cegueira posterior ao ingresso
no serviço público, a paralisia irreversível e incapacitante, a cardiopatia grave, a
doença de Parkinson, a espondiloartrose anquilosante, a nefropatia grave, o estado
avançado do mal de Paget (osteíte deformante), a síndrome da deficiência
imunológica adquirida (Aids), a esclerose múltipla, a contaminação de radiação e
outras que forem indicadas em lei, de acordo com os critérios de estigma, deformação,
mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade, com
base na medicina especializada.

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Art. 116. No curso da licença, poderá o funcionário requerer inspeção médica,


caso se julgue em condições de reassumir o exercício de suas atribuições ou com
direito à aposentadoria.

Art. 117. Considerado apto em inspeção médica, o funcionário reassumirá o


exercício, sob pena de serem computados os dias de ausência como faltas.

Seção III
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art. 118. Será concedida licença ao funcionário por motivo de doença do


cônjuge ou de companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou da madrasta e de
enteado, ou de dependente que viva às suas expensas e conste na sua ficha
funcional, mediante comprovação por junta médica oficial.

§ 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do funcionário for


indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou
mediante compensação de horário.

§ 2º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração, por até 30 (trinta)


dias, podendo ser prorrogada por até 30 (trinta) dias, mediante laudo de junta médica
oficial e, excedendo estes prazos, sem remuneração, por até 90 (noventa) dias
consecutivos ou não, compreendidos no período de 24 (vinte e quatro) meses,
contados ainda que interpoladamente.

§ 3º Durante a fruição da licença por motivo de doença em pessoa da família


o funcionário não exercerá nenhuma atividade remunerada, sob pena de interrupção
da licença e de responder a processo administrativo disciplinar.

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Seção IV
Da Licença à Gestante, à Paternidade e à Adotante

Art. 119. À funcionária gestante será concedida, mediante atestado médico,


licença por 180 (cento e oitenta) dias, com percepção de vencimento ou remuneração
com demais vantagens legais.

§ 1º A funcionária gestante, quando em serviço de natureza braçal, será


aproveitada em função compatível com o seu estado, a contar do primeiro dia do
quinto mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica, sem prejuízo do
direito à licença de que trata esta Seção.

§ 2º A licença poderá, a pedido da funcionária gestante, ter início no primeiro


dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.

§ 3º Na hipótese de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do


parto.

§ 4º No caso de natimorto, a funcionária ficará licenciada por sessenta dias a


contar do evento, decorridos os quais será submetida a exame médico e, se julgada
apta, reassumirá o exercício de suas atribuições. (Redação dada pela Lei nº 21.975, de 3 de maio
de 2024)

§ 5º No caso de aborto atestado por médico, a funcionária terá direito a 30


(trinta) dias de repouso remunerado.

Art. 120. Para amamentar o próprio filho até a idade de 6 (seis) meses, a
funcionária lactante terá, durante a jornada de trabalho, duas horas de descanso, que
poderá ser parcelada em 2 (dois) períodos de uma hora.

Art. 121. À funcionária que adotar ou tiver concedida guarda judicial para fins
de adoção será concedida licença nos seguintes prazos:

I - de 120 (cento e vinte) dias, se a criança tiver de 0 (zero) a 30 (trinta) dias;

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II - de 90 (noventa) dias, se a criança tiver de 2 (dois) meses incompletos a 6


(seis) meses;

III - de 60 (sessenta) dias, se a criança tiver de 7 (sete) meses incompletos a


2 (dois) anos;

IV - de 30 (trinta) dias, se a criança tiver de 3 (três) anos incompletos a 6 (seis)


anos.

§ 1º Considera-se a idade da criança à época de sua entrega à mãe adotiva.

§ 2º Findo o prazo de licença, a mãe adotante deverá retornar ao trabalho,


sendo improrrogável a licença.

Art. 122. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o funcionário terá direito à


licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.

Seção V
Da Licença para Acompanhar o Cônjuge ou o Companheiro

Art. 123. Será concedida licença ao funcionário(a) para acompanhar cônjuge


ou companheiro(a) que for deslocado(a) de ofício pela administração pública para
outro ponto do território nacional ou exterior ou para o exercício de mandato eletivo
dos Poderes Executivo e Legislativo.

§ 1º A licença será por prazo indeterminado e sem vencimento ou


remuneração.

§ 2º No deslocamento do(a) funcionário(a) poderá haver exercício provisório


em órgão ou entidade da administração do Estado do Paraná, inclusive autárquica ou
fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.

§ 3º Independentemente do regresso do(a) cônjuge ou do(a) companheiro(a),


o(a) funcionário(a) poderá requerer, a qualquer tempo, o retorno ao exercício de suas

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atribuições, o que lhe será deferido observados os requisitos dos arts. 29 a 34 deste
Estatuto.

§ 4º Para acompanhar o (a) cônjuge ou o (a) companheiro(a) poderá ser


aplicado o disposto no art. 140 deste Estatuto ao invés da licença de que trata
esta Seção.

Seção VI
Da Licença para o Serviço Militar

Art. 124. Ao funcionário convocado para o serviço militar será concedida


licença sem vencimento ou remuneração na forma e nas condições previstas na
legislação específica e mediante documento comprovante da incorporação.

Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o funcionário terá até 30 (trinta)


dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.

Art. 125. Será concedida licença sem remuneração ou vencimento ao


funcionário que tiver feito curso para oficial da reserva das forças armadas durante os
estágios prescritos nos regulamentos militares.

Seção VII
Da Licença para Atividade Política e para o Exercício de Mandato Eletivo

Art. 126. O funcionário poderá ser licenciado, sem remuneração, durante o


período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a
cargo eletivo do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e a véspera do registro de
sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.

§ 1º O funcionário candidato a cargo eletivo que exerça cargo de direção,


chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será licenciado, a partir do

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dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo
dia seguinte ao do pleito.

§ 2º A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da


eleição o funcionário será licenciado, assegurada percepção dos vencimentos do
cargo efetivo.

Art. 127. O funcionário ficará licenciado do cargo em decorrência do exercício


de mandato eletivo:

I - federal, estadual ou distrital;

II - de Prefeito, sendo-lhe facultado optar pela remuneração do cargo que


ocupa;

III - de Vereador, e havendo compatibilidade de horários, perceberá as


vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo
eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso II deste
artigo.

§ 1º Em qualquer caso que exija o licenciamento para o exercício do cargo


eletivo, o tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para
promoção ou progressão funcional por merecimento.

§ 2º Para efeito de benefício previdenciário, no caso do licenciamento, os


valores serão determinados como se no exercício estivessem.

§ 3º Será computado integralmente o tempo de exercício de mandato eletivo


federal, estadual, distrital e municipal, prestado sob a égide de qualquer regime
jurídico, bem como as contribuições feitas para instituições oficiais de previdência
social brasileira.

§ 4º A contagem recíproca estabelecida no § 3º deste artigo atenderá ao


disposto na Lei Estadual nº 12.398 de 30/12/1998 e na Lei Federal nº 9.717 de
27/11/1998.

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§ 5º O funcionário investido em mandato eletivo não poderá ser relotado de


ofício para localidade diversa daquela em que exerce o mandato.

§ 6º O funcionário deverá reassumir o exercício de seu cargo no Poder


Judiciário no primeiro dia útil subsequente:

I - ao trânsito em julgado da decisão da Justiça Eleitoral que indeferiu o


registro de sua candidatura ou homologou a sua desistência;

II - após o decurso do prazo de que trata o § 2º do art. 126, caso seja


confirmado o registro de sua candidatura;

III - ao da apresentação de sua desistência à candidatura.

§ 7º A inobservância do disposto no § 6º deste artigo implicará em falta ao


serviço.

§ 8º A licença e o retorno do funcionário ao exercício de suas atribuições


deverão ser comunicados à Presidência do Tribunal de Justiça no prazo de 15 (quinze)
dias, contados, respectivamente, de seu início e das datas previstas no parágrafo 6º
deste artigo.

Seção VIII
Da Licença para Capacitação e Frequência de Cursos e do Horário Especial

Art. 128. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o funcionário ocupante


de cargo efetivo poderá, no interesse e a critério da administração, licenciar-se com a
respectiva remuneração, por até 3 (três) meses, para participar ou completar
requisitos de curso de capacitação profissional correlatos às responsabilidades e às
atribuições do cargo que ocupa.

Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput deste artigo não
são acumuláveis.

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Art. 129. O funcionário que usufruir da licença prevista no art. 128 será
obrigado a restituir os valores percebidos como remuneração durante o respectivo
período, no caso de ocorrer sua exoneração no prazo de 2 (dois) anos, a contar do
término do tal benefício.

Art. 130. O funcionário que for estudante em cursos de formação até o grau
universitário, incluídos os de pós-graduações, desde que ministrados na localidade da
lotação, terá horários especiais de trabalho que possibilitem a frequência ao curso,
condicionados à possibilidade e à realização das necessárias compensações a
perfazerem a carga horária normal de trabalho.

§ 1º Será deferido horário especial somente por uma vez para a realização de
1 (um) curso técnico, 1 (um) de graduação, 1 (um) de especialização, 1 (um) de
mestrado e 1 (um) de doutorado, observado o período de regular duração de cada um
deles.

§ 2º O funcionário beneficiário de horário especial não terá direito a qualquer


gratificação ou aumento de vencimentos ou remuneração por trabalho fora do horário
normal de expediente.

§ 3º Será concedido horário especial ao funcionário portador de necessidades


especiais quando atestado por junta médica, independentemente de compensação de
horário, observado o disposto no § 2º deste artigo.

§ 4º O Presidente do Tribunal de Justiça definirá os funcionários competentes


a deliberar sobre os pedidos de horários especiais.

Seção IX
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares

Art. 131. A critério da administração poderão ser concedidas ao funcionário


ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licenças para
o trato de assuntos particulares pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos.

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§ 1º A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do


funcionário ou no interesse do serviço, devendo o funcionário, nesta última hipótese,
reassumir suas atribuições no prazo de 30 (trinta) dias depois de notificado, sob pena
de responder administrativamente por abandono de cargo.

§ 2º O tempo de afastamento em razão da fruição da licença de que trata esta


Seção não será computado para qualquer efeito legal.

Art. 132. Não será concedida a licença de que trata esta Seção ao funcionário
que esteja respondendo a processo administrativo disciplinar.

Seção X
Da Licença para Desempenho de Mandato Classista

Art. 133. Assegura ao funcionário efetivo licença com remuneração para o


desempenho de mandato em associação de classe ou sindicato representativo da
categoria de funcionários: (Redação dada pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

I - para entidades com número inferior a quinhentos associados, será liberado


um funcionário, conforme abaixo: (Redação dada pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

a) em um dia por semana para entidades com até 199 (cento e noventa e
nove) associados; (Incluído pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

b) em dois dias por semana para entidades de duzentos a 299 (duzentos e


noventa e nove) associados; (Incluído pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

c) em três dias por semana para entidades de trezentos a 399 (trezentos e


noventa e nove) associados; (Incluído pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

d) em quatro dias por semana para entidades de quatrocentos a 499


(quatrocentos e noventa e nove) associados; (Incluído pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

II - para entidades que possuam a partir de quinhentos associados, será


liberado um funcionário, em tempo integral, e a cada novos quinhentos associados

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será liberado mais um funcionário até limite de oito. (Redação dada pela Lei nº 21.025, de 02 de
maio de 2022)

§ 1º Somente poderão ser licenciados funcionários eleitos para cargos de


direção ou representação nas referidas entidades, desde que registradas no(s)
órgão(s) competente(s). (Redação dada pela Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022)

§ 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no


caso de reeleição, e será computado o tempo de afastamento para todos os efeitos
legais, exceto para promoção por merecimento. (Redação dada pela Lei nº 21.025, de 02 de maio
de 2022)

§ 3º O funcionário investido em mandato classista não poderá ser relotado de


ofício para localidade diversa daquela em que exerce mandato. (Redação dada pela Lei nº
21.025, de 02 de maio de 2022)

Seção XI
Da Licença Especial

Art. 134. O funcionário estável que durante 10 (dez) anos não se afastar do
exercício de suas funções terá direito à licença especial de 6 (seis) meses, por
decênio, com percepção de vencimento ou remuneração. (Vide Decreto Judiciário nº 333, de

22 de junho de 2022)

Parágrafo único. Após cada quinquênio de efetivo exercício, ao funcionário


estável que requerer conceder-se-á licença especial de 3 (três) meses com
vencimento ou remuneração.

Art. 135. Não podem gozar de licença especial, simultaneamente, o


funcionário e o seu substituto legal; se requeridas para períodos coincidentes, ainda
que parcialmente, a preferência para a fruição é daquele que tenha mais tempo de
serviço público estadual.

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Parágrafo único. Na mesma repartição não poderão usufruir de licença


especial, simultaneamente, funcionários em número superior à sexta parte do total do
respectivo Quadro de lotação e, quando o número de funcionários for inferior a 6
(seis), somente 1 (um) deles poderá entrar em licença especial. Em ambos os casos,
a preferência será estabelecida na forma prevista no caput deste artigo.

Art. 136. É permitida a conversão da licença de que trata esta Subseção em


pecúnia, nos termos de regulamentação a ser editada pelo Presidente do Tribunal de
Justiça. (Redação dada pela Lei nº 21.007, de 05 de abril de 2022)

§1° Para a indenização da conversão prevista no caput deste artigo em favor


de funcionário que se encontra em atividade, autoriza ao Presidente do Tribunal de
Justiça estabelecer, por meio de regulamentação, desconto para pagamento
administrativo e parcelamento do valor para inclusão diretamente na folha de
pagamento, observada a disponibilidade orçamentária e financeira. (Redação dada pela Lei
nº 21.007, de 05 de abril de 2022)

§ 2° De cada período de licença especial adquirida pelo funcionário em


atividade nos termos do art. 134 desta Lei, poderá ser convertido em pecúnia até 2/3
(dois terços) do saldo ainda não gozado, desprezada a parte decimal do quociente.
(Redação dada pela Lei nº 21.007, de 05 de abril de 2022)

Seção XII
Da Licença para Estudo ou Missão no Exterior

Art. 137. Somente o funcionário estável e efetivo poderá ausentar-se do País


para estudo ou missão oficial desde que autorizado pelo Presidente do Tribunal de
Justiça.

§ 1º A ausência não excederá a 2 (dois) anos, e finda a missão ou o estudo,


somente decorrido igual período, será permitida nova ausência.

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§ 2º Ao funcionário beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida


exoneração, bem como as licenças para tratar de interesses particulares, para
capacitação ou especial, antes de decorrido período igual ao da licença.

§ 3º As hipóteses, condições e formas para a concessão da licença de que


trata esta Seção, inclusive no que se refere à percepção de vencimentos ou de
remuneração do funcionário estável e efetivo serão disciplinadas em regulamento a
ser editado pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

Art. 138. O licenciamento de funcionário estável e efetivo para servir em


organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com
perda total da remuneração.

CAPÍTULO VII
DOS AFASTAMENTOS

Art. 139. Serão concedidos os seguintes afastamentos do exercício das


atribuições aos funcionários, sem prejuízo dos vencimentos ou das remunerações,
para:

I - trânsito, conforme prazos estabelecidos nos §§ 3º e 4º do art. 38 deste


Estatuto;

II - casamento, por 8 (oito) dias;

III - luto por falecimento de cônjuge ou companheiro, filho ou enteado, pai ou


padrasto, mãe ou madrasta, irmão, por 8 (oito) dias;

IV - júri e outros serviços obrigatórios por lei;

V - doar sangue, por 1 (um) dia a cada 12 (doze) meses de trabalho;

VII - alistamento como eleitor, por 2 (dois) dias.

Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 17.470, de 2 de janeiro de 2013)

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CAPÍTULO VIII
DA CESSÃO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE PÚBLICA

Art. 140. O funcionário efetivo e estável poderá ser cedido para outro órgão
ou outra entidade da administração direta ou indireta dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, nas seguintes hipóteses:

I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;

II - em casos previstos em leis específicas.

§ 1º Na hipótese do inciso I do caput deste artigo, sendo a cessão para


órgãos ou entidades de outros Estados, da União, do Distrito Federal ou dos
Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou da entidade cessionária,
inclusive no que se referem às contribuições previdenciárias.

§ 2º O funcionário cedido ao órgão, à empresa pública ou à sociedade de


economia mista do Estado do Paraná, nos termos das respectivas normas, poderá
optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo
acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão.

§ 3º A entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas


pelo cedente a qualquer título, inclusive no que toca à diferença derivada da opção
referida no § 2º deste artigo.

§ 4º A cessão far-se-á a critério do Presidente do Tribunal de Justiça por prazo


certo, não superior a 1 (um) ano, e mediante Portaria publicada no Diário da Justiça.

§ 5º A contagem de tempo de serviço do funcionário cedido para fins


previdenciários obedecerá às normas contidas na Lei Estadual nº 12.398 de
30/12/1998.

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CAPÍTULO IX
DA APOSENTADORIA, DO TEMPO DE SERVIÇO E
DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Art. 141. A aposentadoria sob qualquer modalidade se dará nos prazos e nas
formas previstas na Constituição Federal, na Constituição Estadual, na Lei Federal nº
9.717 de 27 de novembro 1998 e na Lei Estadual nº 12.398 de 30 de dezembro de
1998 e suas alterações subsequentes.

§ 1º Os valores a serem pagos em razão das aposentadorias são os definidos


nas mencionadas normas e têm por base as remunerações com forma de fixação e
incorporações de vantagens previstas neste Estatuto.

§ 2º O sistema de seguridade dos dependentes e dos funcionários inativos do


Poder Judiciário é o previsto na Lei Estadual nº 12.398 de 30/12/1998 e nas suas
alterações subsequentes.

CAPÍTULO X
DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 142. É assegurado ao funcionário o direito de petição em defesa de direito


ou contra ilegalidade ou abuso de poder contra si praticado.

Art. 143. A petição será dirigida à autoridade da qual emanou o ato impugnado
ou a que for competente para deliberar sobre o pleito concessivo de direito.

Art. 144. Cabe pedido de reconsideração dirigido à autoridade que houver


proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.

Parágrafo único. A impugnação, o requerimento e o pedido de reconsideração


de que trata o caput deste artigo e os arts. 142 e 143 deste Estatuto deverão ser
despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.

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Art. 145. Caberá recurso com efeito devolutivo do indeferimento do pedido de


reconsideração e da decisão do primeiro recurso.

§ 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior que tiver


expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, ao Presidente do Tribunal
de Justiça.

§ 2º (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º O prazo para deliberar sobre os recursos é de 30 (trinta) dias.

Art. 146. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de


recurso é de 15 (quinze) dias, a contar da publicação ou da ciência da decisão pelo
interessado.

Art. 147. O recurso será recebido com efeito suspensivo pelo Presidente do
Tribunal de Justiça, ou pela autoridade a quem cabe a atribuição do respectivo
julgamento, no caso de risco de lesão grave e de difícil reparação.

Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do


recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado.

Art. 148. O direito de peticionar prescreve:

I - em 5 (cinco) anos, a contar dos atos que afetem interesse patrimonial e


créditos resultantes das relações com a administração do Poder Judiciário;

II - em 2 (dois) anos, a contar da demissão, da cassação de aposentadoria ou


da cassação de disponibilidade;

II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo
for fixado em lei.

Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação


do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado quando se der antes da
publicação.

Art. 149. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis,


interrompem a prescrição.

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Art. 150. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela
administração.

Art. 151. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista de autos e


de documento, na repartição, ao funcionário ou ao procurador por ele constituído.

TÍTULO V

DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Seção I
Da Cumulação de Cargos

Art. 152. Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, é vedada


a acumulação remunerada de cargos públicos.

§ 1º A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções e


abrange autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia
mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas direta ou indiretamente pelo poder
público.

§ 2º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à


comprovação da compatibilidade de horários.

§ 3º Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo


ou emprego público efetivo com proventos da inatividade ou pensão paga a partir de
valores de órgão ou entidade previdenciária pública, salvo quando os cargos ou
empregos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade.

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Art. 153. O funcionário não poderá exercer mais de um cargo em comissão ou


mais de uma função gratificada prevista no caput do art. 79 deste Estatuto.

Art. 154. O funcionário vinculado ao regime deste Estatuto, que acumular


licitamente 2 (dois) cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento em
comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipótese em que
houver compatibilidade de horário e de local com o exercício de um deles, declarada
pelas autoridades máximas dos órgãos ou das entidades envolvidas.

Art. 155. É vedado o exercício gratuito de função ou cargo remunerado.

Parágrafo único. A vedação contida no caput deste artigo não abrange os


funcionários aposentados no desempenho de serviço voluntário como conciliador ou
para cumprir tarefas especiais, desde que devidamente autorizados pelo Presidente
do Tribunal de Justiça ou por quem ele designar para tal atribuição.

Seção II
Dos Deveres

Art. 156. São deveres do funcionário:

I - assiduidade;

II - pontualidade;

III - urbanidade;

IV - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

V - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;

VI - lealdade e respeito às instituições a que servir;

VII - observar as normas legais e regulamentares;

VIII - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

IX - atender com presteza:

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a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas às


protegidas por sigilo;

b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou


esclarecimento de situações de interesse pessoal;

c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;

X - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que


tiver ciência em razão do cargo;

XI - zelar pela economia do material e conservação do patrimônio público;

XII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;

XIII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder;

XIV - atender prontamente às convocações para serviços extraordinários;

XV - zelar pela manutenção atualizada dos seus dados cadastrais perante a


administração pública;

XVI - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme


determinado;

XVII - proceder na vida pública e na vida privada de forma a dignificar o cargo


ou a função que exerce;

XVIII - cumprir os prazos previstos para a prática dos atos que lhe são afetos
ou que forem determinados pela autoridade administrativa ou judiciária a que estiver
vinculado;

XIX - comunicar à Secretaria do Tribunal de Justiça e restituir imediatamente


os valores que perceber indevidamente como remuneração;

XX - frequentar os cursos instituídos pela administração do Tribunal de Justiça


para aperfeiçoamento ou especialização;

XXI - submeter-se à inspeção médica quando determinada pela autoridade


competente.

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§ 1º A representação de que trata o inciso XIII será encaminhada pela via


hierárquica e apreciada por autoridade superior àquela contra a qual é formulada.

§ 2º Será dispensado da frequência a cursos de aperfeiçoamento ou


especialização o funcionário que comprovar relevante motivo que o impeça.

§ 3º A frequência e o aproveitamento a cursos de aperfeiçoamento ou


especialização será considerada para a progressão e a promoção funcional.

Seção III
Das Proibições

Art. 157. Ao funcionário é proibido:

I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do


chefe imediato;

II - retirar qualquer documento ou objeto da repartição sem prévia anuência


da autoridade competente;

III - recusar fé a documentos públicos;

IV - opor resistência injustificada ao encaminhamento de documento, ao


andamento de processo ou à execução de serviço;

V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;

VI - cometer a pessoa estranha ao Quadro da repartição, fora dos casos


previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de
seu subordinado;

VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de se filiarem à associação


profissional ou sindical, ou a partido político;

VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,


cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau;

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IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou para outrem, em


detrimento da dignidade da função pública;

X - participar de gerência ou administração de sociedade privada,


personificada ou não personificada, salvo a participação em sociedade cooperativa
constituída para prestar serviços a seus membros, e exercer o comércio, exceto na
qualidade de acionista ou cotista;

XI - atuar como procurador ou intermediário junto a repartições públicas;

XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer para o


desempenho de suas atribuições;

XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;

XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;

XV - proceder de forma desidiosa;

XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais do Poder Público em serviços ou


atividades particulares;

XVII - cometer a outro funcionário atribuições estranhas ao cargo que ocupa,


exceto em situações de emergência e transitórias;

XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício


do cargo ou da função e com o horário de trabalho;

XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado;

XX - referir-se de modo depreciativo em qualquer escrito ou por palavras às


autoridades constituídas e aos atos administrativos por ela praticados, ressalvada a
análise técnica e doutrinária em trabalho de natureza acadêmica;

XXI - deixar de comparecer ao serviço sem justificativa aceita pela


administração;

XXII - tratar de assuntos particulares na repartição durante o horário de


expediente;

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XXIII - empregar materiais e bens do Poder Judiciário ou à disposição deste


em serviço ou atividade estranha às funções públicas;

XXIV - manter domicílio fora da localidade de sua lotação, quando em regime


presencial de trabalho; (Redação dada pela Lei nº 19.667, de 26 de setembro de 2018)

XXV - acumular cargos ou funções, observados os permissivos


constitucionais e legais.

Seção IV
Das Responsabilidades

Art. 158. O funcionário responde civil, penal e administrativamente pelo


exercício irregular de suas atribuições.

Art. 159. As responsabilidades e sanções civis, penais e administrativas


poderão cumular-se, sendo independentes entre si.

Art. 160. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo,


doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário público ou a terceiros.

§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário será liquidada


na forma prevista no art. 69, sem prejuízo da execução do débito pela via judicial.

§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o funcionário


perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.

§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles


será executada até o limite do valor da herança recebida.

Art. 161. A responsabilidade penal abrange os crimes e as contravenções


imputadas ao funcionário, nessa qualidade.

Art. 162. A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou


comissivo praticado no desempenho do cargo ou da função.

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Art. 163. A responsabilidade administrativa do funcionário será afastada no


caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou de sua autoria.

CAPÍTULO II
DO SISTEMA DISCIPLINAR DOS FUNCIONÁRIOS DE 1º GRAU DE JURISDIÇÃO

Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 164. a 179. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção II
Da Prescrição

Art. 180. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 181. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção III
Do Processo Administrativo

Art. 182. A 185. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção IV
Do Abandono do Cargo

Art. 186. a 189. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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Seção V
Dos Recursos

Art. 190. a 192. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 192A. Aos funcionários do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do


Estado do Paraná se aplica o sistema disciplinar previsto neste Capítulo. (Incluído pela Lei
nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Aplicam-se supletivamente às disposições previstas para este sistema


disciplinar dos funcionários do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Estado do
Paraná a Lei de Processo Administrativo do Paraná, o Código de Processo Penal, a
legislação processual penal extravagante e o Código de Processo Civil, nesta ordem,
e, no que couber, subsidiariamente, a Lei sobre atos de improbidade administrativa e
enriquecimento ilícito e suas sanções, a Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, o Código de Ética do TJPR, Resoluções do Conselho Nacional de Justiça
e demais legislações e atos normativos vigentes. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro

de 2022)

§ 2º A tramitação dos processos e procedimentos administrativos


disciplinares, incluindo a realização e a comunicação de atos e a transmissão de
peças processuais, se dará por meio eletrônico, adotando-se o sistema disponibilizado
pela administração. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º A instrução e demais atos necessários para a apuração em processos e


procedimentos disciplinares, inclusive investigativos, será realizada por
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de som e imagem em
tempo real, salvo impossibilidade devidamente justificada . (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14
de setembro de 2022)

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CAPÍTULO III
DO SISTEMA DISCIPLINAR DOS FUNCIONÁRIOS DO QUADRO DE PESSOAL
DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção I
Das Disposições Gerais e Das Penalidades Disciplinares
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 193. São penalidades disciplinares:

I - advertência;

II - suspensão;

III - demissão;

IV - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade;

V - destituição de cargo em comissão.

§ 1º Cassada a aposentadoria ou a disponibilidade, o funcionário, para todos


os efeitos legais, será considerado como demitido do serviço público.

§ 2º Independentemente da exoneração, permanece a necessidade de


processamento e julgamento das condutas passíveis de punição com suspensão,
demissão ou cassação de aposentadoria e de disponibilidade. (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º As penalidades previstas nos incisos do caput são também aplicáveis aos


casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação, sem prejuízo da apuração
cível e criminal cabível. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 194. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a


gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público,

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as circunstâncias agravantes e atenuantes e os antecedentes funcionais. (Redação dada


pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Parágrafo único. Na hipótese em que aplicável a penalidade de advertência


ou suspensão até trinta dias pode ser firmado o Termo de Ajustamento de Conduta -
TAC. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção I

Da Advertência

Art. 195. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de
proibição constante do art. 157, incisos I a VIII, XIX e XXII, e de inobservância de
dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique
imposição de penalidade mais grave.

§ 1º A penalidade de advertência deixará de produzir efeitos jurídicos e não


constará em certidões após o decurso de três anos, contados do cumprimento da
pena, e se o funcionário não houver, nesse período, praticado nova infração
disciplinar. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º O disposto no §1º deste artigo não surtirá efeitos retroativos. (Redação dada
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção II

Da Suspensão

Art. 196. A suspensão será aplicada em caso de reincidência ou cumulação


das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não

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tipifiquem infração sujeita à penalidade de demissão, não podendo exceder a noventa


dias. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Será punido com suspensão de até 30 (trinta) dias o funcionário que,


injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela
autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a
determinação.

§ 2º Caracteriza falta punível com suspensão de até 90 (noventa) dias o não


atendimento à convocação para sessões do Tribunal do Júri e a outros serviços
obrigatórios.

§ 3º Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão


poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de
vencimento ou remuneração, ficando o funcionário obrigado a permanecer em serviço.

§ 4º Independentemente da conversão da suspensão em multa, nos termos


do previsto no § 3º deste artigo, a penalidade a ser registrada nos assentamentos do
funcionário é a de suspensão. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 197. Durante o cumprimento da pena de suspensão o funcionário perderá


todas as vantagens decorrentes do exercício do cargo.

Art. 198. A penalidade de suspensão deixará de produzir efeitos jurídicos e


não constará em certidões após o decurso de cinco anos, contados do cumprimento
integral da pena, e se o funcionário não houver, nesse período, praticado nova
infração disciplinar. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não surtirá efeitos


retroativos. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção III

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Da Demissão

Art. 199. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

I - crime contra a administração pública;

II - abandono de cargo;

III - falta ao serviço, sem justa causa, por 60 (sessenta) dias alternados no
período de 12 (doze) meses;

IV - improbidade administrativa;

V - incontinência pública ou conduta escandalosa na repartição;

VI - reincidência em caso de insubordinação;

VII - ofensa física, em serviço, a funcionário ou a particular, salvo escusa legal;

VIII - aplicação irregular de dinheiro público;

IX - revelação de segredo que conheça em razão do cargo ou da função;

X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio do Estado;

XI - corrupção;

XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

XIII - transgressão dos incisos IX a XV, XXIII e XXV do art. 157;

XIV - condenação por crime comum à pena privativa de liberdade superior a


4 (quatro) anos;

XV - reiterada desídia no cumprimento das atribuições do cargo ou da função.

Parágrafo único. Considera-se abandono de cargo a ausência ao serviço, sem


justa causa, por 30 (trinta) dias consecutivos.

Subseção IV

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Da Cassação de Aposentadoria ou de Disponibilidade

Art. 200. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que


houver praticado, na atividade, falta punível com demissão.

Parágrafo único. A aplicação definitiva de uma das penas referidas


no caput deste artigo será anotada na ficha funcional.

Subseção V

Da Destituição de Cargo em Comissão

Art. 201. A destituição de funcionário não efetivo de cargo de provimento em


comissão se dará nos casos de infração punível com as penas de suspensão ou de
demissão para os funcionários efetivos e o inabilitará à nomeação para outro cargo
em comissão e para participar de concurso público para cargo no Poder Judiciário
estadual por 5 (cinco) anos.

§ 1º Em tal hipótese, a exoneração do funcionário comissionado, a qualquer


título, não elidirá a necessidade de processamento e julgamento das condutas que se
lhe imputam.

§ 2º A procedência da imputação, no caso do §1º deste artigo, será anotada


na ficha funcional para o fim de caracterização dos impedimentos constantes do caput
deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º Ao funcionário efetivo que for demitido também se aplicam os


impedimentos referidos no caput deste artigo.

§ 4º Independentemente do contido neste artigo ou da prática de qualquer


infração por ocupante de cargo de provimento em comissão a administração pública
conserva o poder de livremente exonerá-lo a qualquer tempo.

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§ 5º A exoneração do servidor durante o período de vigência do termo de


ajustamento de conduta não obsta, no cabível, o cumprimento do que nele ajustado
e, conforme o caso, o processamento de que trata o §1º deste artigo. (Incluído pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 202. Não poderá retornar ao Poder Judiciário estadual pelo período de
dez anos o funcionário que tiver contra si julgada procedente definitivamente, no
âmbito administrativo ou judicial, imputação de improbidade administrativa, aplicação
irregular de dinheiro público, lesão aos cofres públicos, dilapidação do patrimônio
público ou corrupção. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção IA
Do Ajustamento de Conduta
(Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 202A. No caso de infração disciplinar punível com a penalidade de


advertência ou suspensão até trinta dias poderá ser firmado com o funcionário, como
medida alternativa à instauração de processo administrativo para apuração de
responsabilidade ou aplicação de sanção se já instaurado, Termo de Ajustamento de
Conduta - TAC.

§ 1º Por meio do TAC, o funcionário interessado assume a responsabilidade


pela irregularidade e compromete-se a ajustar sua conduta e a observar os deveres e
proibições previstos na legislação vigente.

§ 2º A celebração do TAC não importará no reconhecimento de


responsabilidade para fins de eventual procedimento administrativo disciplinar, nem
inibe, limita ou veda quaisquer providências de controle e fiscalização, bem como a
aplicação de sanção decorrente de outros fatos.

§ 3º A assinatura do TAC não afasta a responsabilidade civil, inclusive em


relação aos danos causados a terceiros, ou penal do funcionário.

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§ 4º O ajustamento de conduta, que poderá ser firmado em qualquer fase do


procedimento ou processo administrativo, será:

I - oferecido pela autoridade competente;

II - sugerido por comissão disciplinar à autoridade julgadora; ou

III - requerido, uma única vez, pelo próprio interessado.

§ 5º Instaurada a sindicância ou o processo administrativo disciplinar, o


requerimento de TAC poderá ser apresentado pelo interessado em até quinze dias a
contar da citação.

§ 6º A recomendação ou o requerimento para celebração do TAC, dirigido à


autoridade competente, deverá conter, necessariamente:

I - a qualificação completa das partes;

II - a descrição pormenorizada dos fatos ou das condutas e os fundamentos


que motivaram a sua proposição;

III - a proposta concreta e detalhada para a correção das práticas apontadas,


especificando-se as obrigações de pagar, de fazer ou não fazer a serem assumidas,
e de ressarcir os prejuízos financeiros, caso estes tenham ocorrido;

IV - o cronograma de execução e de implementação das medidas propostas,


com metas a serem atingidas;

V - a vigência do termo de compromisso.

§ 7º O requerimento de celebração de TAC feito pelo interessado poderá ser


indeferido com base em juízo de admissibilidade anterior que tenha concluído pelo
não cabimento de TAC em relação à irregularidade a ser apurada.

§ 8º Caberá pedido de reconsideração se o requerimento de celebração de


TAC, feito pelo interessado, for indeferido.

§ 9º Não poderá ser celebrado TAC:

I - quando houver indícios de crime ou improbidade administrativa;

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II - se o funcionário gozou de benefício de Termo de Ajustamento de Conduta


nos dois anos que antecederam a infração;

III - quando tiver registro vigente de penalidade disciplinar nos assentos


funcionais do funcionário;

IV - quando não houver o ressarcimento ou o comprometimento de ressarcir


eventual dano causado à Administração.

§ 10. As obrigações estabelecidas pela Administração devem ser


proporcionais e adequadas à conduta praticada, visando mitigar a ocorrência de nova
infração e compensar eventual dano e poderão compreender, dentre outras:

I - reparação do dano causado;

II - retratação do interessado;

III - participação em cursos visando à correta compreensão dos seus deveres


e proibições ou à melhoria da qualidade do serviço desempenhado;

IV - acordo relativo ao cumprimento de horário de trabalho e compensação de


horas não trabalhadas;

V - cumprimento de metas de desempenho;

VI - sujeição a controles específicos relativos à conduta irregular praticada.

§ 11. O prazo de cumprimento do TAC não poderá ser superior a dois anos,
sendo vedada a previsão de obrigações que não se relacionam com a falta cometida
e com a atividade desenvolvida pelo funcionário.

§ 12. O acompanhamento da execução do TAC será feito pela chefia imediata


do agente público ou por funcionário ou comissão por ela designado.

§ 13. O descumprimento total ou parcial das condições ajustadas impede a


celebração de novo termo sobre o mesmo fato e a autoridade competente adotará as
providências necessárias à instauração ou continuidade do respectivo processo
disciplinar suspenso, sem prejuízo da aplicação da multa ou outra sanção estipulada

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no próprio TAC, e de outras cominações civis, penais e administrativas previstas em


lei.

§ 14. O TAC tem eficácia de título executivo extrajudicial, na forma da lei, e os


valores nele previstos serão inscritos em dívida ativa.

§ 15. A multa de que trata o § 13 deste artigo será fixada levando-se em


consideração a gravidade e natureza da infração, a vantagem auferida, a extensão do
dano causado à Administração e a condição econômica do compromissado.

§ 16. O produto da arrecadação da multa reverterá ao Fundo de


Reequipamento do Poder Judiciário-Funrejus.

§ 17. A celebração do TAC será publicada em extrato no Diário da Justiça e


anotada nos assentos funcionais do agente beneficiado.

§ 18. O registro do TAC terá efeitos cancelados após dois anos contados da
data estabelecida para o término de sua vigência.

§ 19. Declarado o cumprimento das condições do TAC pela chefia imediata


do agente público, não será instaurado procedimento disciplinar pelos mesmos fatos
objeto do ajuste.

§ 20. Ato do Presidente do Tribunal de Justiça regulamentará demais


elementos necessários para a celebração do TAC, aplicando-se aos funcionários do
Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Estado do Paraná, subsidiariamente, as
normas do Código de Processo Administrativo do Paraná que não sejam contrárias
ao previsto nesta Lei.

Seção II
Da Prescrição da Pretensão Punitiva e da Suspensão do Prazo Prescricional
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 203. A pretensão punitiva disciplinar prescreverá:

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I - em 5 (cinco) anos para as infrações puníveis com demissão, cassação de


aposentadoria ou de disponibilidade e destituição de cargo em comissão;

II - em 2 (dois) anos para as infrações puníveis com advertência ou


suspensão.

§ 1º O prazo de prescrição começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14


de setembro de 2022)

I - da data em que o fato se tornou conhecido da autoridade competente para


ordenar a instauração do procedimento administrativo disciplinar; (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - nos ilícitos permanentes ou continuados, do dia em que cessar a


permanência ou a continuação. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º Os prazos e os termos de interrupção de prescrição previstos na lei penal


aplicam-se às infrações disciplinares tipificadas como crime, ainda que não instaurada
a ação penal. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º Interrompem a contagem do prazo de prescrição : (Redação dada pela Lei nº

21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - a abertura de sindicância; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - a instauração de processo administrativo disciplinar; (Redação dada pela Lei nº

21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - a decisão de mérito proferida na sindicância ou no processo


administrativo; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

IV - a interposição de recurso ou de pedido de revisão da decisão de mérito


proferida em sindicância ou processo administrativo disciplinar; (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

V - a decisão de recurso ou de pedido de revisão da decisão de mérito


proferida em sindicância ou processo administrativo disciplinar; (Redação dada pela Lei nº

21.230, de 14 de setembro de 2022)

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VI - a propositura de ação judicial que tenha por pretensão a anulação ou


revisão de decisão punitiva ou de processo administrativo disciplinar. (Redação dada pela

Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 4º Na hipótese do inciso VI deste artigo a contagem do prazo prescricional


somente se reiniciará após o trânsito em julgado da sentença na ação anulatória ou
de revisão. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 5º Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr novamente do


dia da interrupção.

§ 6º Suspende-se o prazo prescricional: (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro

de 2022)

I - em razão de ordem judicial que suspenda o curso da sindicância ou do


processo administrativo disciplinar; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - com a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta até o recebimento


pela autoridade celebrante da declaração de cumprimento das condições
estabelecidas; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - durante a suspensão de prazo previsto no § 4º do art. 245 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção III
Da Competência para Aplicação das Penalidades e da Instauração dos
Procedimentos Administrativos

Art. 204. Caberá ao Presidente do Tribunal de Justiça, ao Corregedor-Geral


da Justiça, aos juízes e ao Secretário do Tribunal de Justiça, o poder disciplinar em
relação aos funcionários do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Paraná,
conforme abaixo: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - O Presidente do Tribunal de Justiça tem competência, privativamente, para


a aplicação das penalidades de suspensão a partir de trinta dias, demissão, cassação

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de aposentadoria ou de disponibilidade e destituição de cargo em comissão; (Redação


dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - O Corregedor-Geral da Justiça, em relação aos funcionários em 1º grau de


jurisdição, de forma concorrente com os juízes em relação aos seus subordinados, é
competente para a aplicação de penalidades de advertência e de suspensão até trinta
dias; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - O Secretário do Tribunal de Justiça tem competência, em relação aos


funcionários em 2º grau de jurisdição, para a aplicação de penalidades de advertência
e de suspensão até trinta dias. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º A competência disciplinar é irrenunciável e se exerce pelos órgãos


administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e
avocação legalmente admitidos. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º O titular poderá, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua


competência disciplinar a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não se sejam
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias
de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial, mediante a justificativa
expressa para tanto. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º Não podem ser objeto de delegação da competência disciplinar: (Redação


dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - a edição de atos de caráter normativo; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de


setembro de 2022)

II - a decisão de recursos administrativos; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de

setembro de 2022)

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade; (Redação

dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

IV - as atribuições recebidas por delegação, salvo autorização expressa e na


forma por ela determinada; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

V - a totalidade da competência do órgão. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de

setembro de 2022)

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§ 4º O Presidente do Tribunal de Justiça poderá delegar a sua competência


disciplinar a um ou mais integrantes da cúpula diretiva do Tribunal de Justiça. (Redação

dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 5º O Corregedor-Geral, os juízes e o Secretário do Tribunal de Justiça


poderão delegar a competência recebida a funcionários a ele diretamente
subordinados, ressalvados a instauração e o julgamento do processo administrativo e
a celebração do TAC. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 205. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção IV
Dos Recursos
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 206. Das decisões disciplinares caberá recurso, em última instância, com
efeitos suspensivo e devolutivo, no prazo de quinze dias, ao Conselho da
Magistratura. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Com o trânsito julgado da decisão que imponha a pena de demissão ou


de cassação de aposentadoria, o Presidente do Tribunal de Justiça expedirá o
respectivo decreto, comunicando o fato, na segunda hipótese, ao Tribunal de Contas.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º Salvo o pedido de reconsideração à autoridade que houver proferido a


decisão, não renovável e sem efeito suspensivo, são irrecorríveis na esfera
administrativa os atos de mero expediente ou preparatórios de decisões e as decisões
interlocutórias. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º Caberá recurso, todavia, no prazo previsto no caput deste artigo, da


decisão de arquivamento do procedimento administrativo e, apenas no efeito
devolutivo, da decisão de indeferimento do TAC. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

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§ 4º (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção V
Da Verificação Preliminar e da Sindicância
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 207. A autoridade competente determinará a imediata apuração dos fatos,


mediante verificação preliminar, sindicância ou processo administrativo disciplinar.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º A verificação preliminar destina-se a investigar fatos, de autoria


desconhecida ou quando a complexidade ou os indícios de autoria ou materialidade
não justificarem a instauração imediata de Sindicância ou Processo Administrativo
Disciplinar. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º A sindicância é o procedimento disciplinar que pode anteceder o processo


administrativo disciplinar e serve para a apuração da extensão dos fatos apontados
como irregulares e das respectivas responsabilidades. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14
de setembro de 2022)

§ 3º A verificação preliminar ou a apuração prévia por sindicância será


conduzida pela autoridade competente, por servidor ou comissão de servidores por
ele indicada. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 208. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração desde


que contenham a identificação, a qualificação e o endereço do denunciante e sejam
formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.

§ 1º Caso o fato narrado não configure infração disciplinar ou ilícito penal, a


denúncia será arquivada de plano pela autoridade competente. (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

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§ 2º Em se tratando de denúncia anônima, poderá ser deflagrada apuração


preliminar para colher outros elementos que a comprovem. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14
de setembro de 2022)

Art. 209. Da verificação preliminar ou da Sindicância poderão resultar: (Redação


dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - o arquivamento;

II - o ajustamento de conduta; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - a instauração de processo disciplinar. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro


de 2022)

§ 1º O prazo para conclusão da verificação preliminar ou da sindicância não


excederá sessenta dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da
autoridade que ordenou a instauração. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

§ 2º As penas de advertência e de suspensão de até trinta dias poderão ser


aplicadas em sindicância, desde que assegurados o contraditório e a ampla defesa e
que, em qualquer hipótese, a instrução dos fatos se dê por comissão disciplinar
constituída na forma do previsto na Subseção I-A da Seção VII desta Lei. (Redação dada
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 210. O servidor ou a comissão designados para a apuração dos fatos


darão início à verificação preliminar ou à sindicância no prazo de três dias contados
do recebimento da ordem firmada pela autoridade competente. (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Delimitados os fatos e havendo indícios de autoria, o sindicado será


intimado para se manifestar por escrito, no prazo de cinco dias, podendo indicar
provas. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º A comissão disciplinar ou a autoridade competente ou comissão ou


funcionário por ela designado, conforme o caso, procederá às diligências que julgar
necessárias para a elucidação dos fatos. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

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§ 3º Concluindo os trabalhos, o servidor ou a comissão designada elaborará


relatório final propondo o arquivamento do procedimento ou, quando houver indício
de ilícito administrativo, apontando os fatos, as normas violadas e eventuais sanções
cabíveis, encaminhando os autos à autoridade competente. (Redação dada pela Lei nº 21.230,
de 14 de setembro de 2022)

§ 4º (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 5º (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 211. A autoridade competente, reputando necessário, formalizará através


de portaria, a instauração de sindicância ou desde logo do processo administrativo
disciplinar, encaminhando os autos para a nomeação de comissão disciplinar. (Redação
dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Na portaria instauradora do procedimento disciplinar serão transcritas as


informações, a autoria, os dispositivos violados, os fatos delimitados, as provas a
serem produzidas, o rol de testemunhas se houver e demais informações necessárias.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º O ato mencionado no parágrafo anterior deverá ser publicado, com


exceção dos elementos que permitam a identificação que puder expor a honra, a
intimidade, a vida privada ou a imagem de servidores ou terceiros. (Redação dada pela Lei
nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º A sindicância poderá ser convertida em processo administrativo


disciplinar, precedido de relatório e da portaria instauradora formalizada pela
autoridade competente. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 4º No processo administrativo disciplinar derivado da conversão, a comissão


disciplinar poderá ratificar os atos produzidos na sindicância sob o manto da ampla
defesa e do contraditório, ou refazê-los se entender necessário. (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 5º Havendo a conversão mencionada no § 3º, a nomeação da comissão


disciplinar poderá recair nos mesmos membros que integraram a sindicância, com a
designação de mais um integrante. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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Seção VI
Do Afastamento Preventivo

Art. 212. Para garantia da instrução tanto no âmbito da sindicância, como do


processo administrativo disciplinar, poderão determinar o afastamento cautelar do
funcionário do exercício de suas atribuições, sem prejuízo da remuneração: (Redação
dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - o Presidente do Tribunal de Justiça em relação a qualquer servidor do


Quadro de Pessoal do Tribunal de Justiça, de forma concorrente com as autoridades
previstas nos incisos II e III; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - o Corregedor-Geral da Justiça, em relação aos funcionários em 1º grau;


(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - o Secretário do Tribunal de Justiça em relação aos funcionários em 2º


grau. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º O afastamento cautelar do exercício do cargo, conforme previsto no


caput, poderá se dar quando: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - o funcionário for criminalmente processado ou condenado, enquanto estiver


tramitando o processo ou pendente de execução a pena aplicada; (Redação dada pela Lei

nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - houver a necessidade de acautelamento a fim de evitar a continuidade dos


ilícitos administrativos praticados, para garantia da normalidade do serviço público ou
por conveniência da instrução do processo administrativo, pelo prazo de até sessenta
dias. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º O afastamento, previsto no inciso II do parágrafo anterior, poderá ser


prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não
concluída a sindicância ou o processo administrativo. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14

de setembro de 2022)

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§ 3º A providência deste artigo poderá ser adotada de ofício pela autoridade


competente para julgamento ou a requerimento do presidente da comissão disciplinar.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Seção VII
Do Processo Administrativo Disciplinar

Subseção I

Disposições Gerais

Art. 213. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é


obrigada a promover a sua apuração imediata, assegurada ao acusado ampla defesa.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º O processo disciplinar é destinado a apurar a responsabilidade de


funcionário por infração praticada no exercício de suas atribuições ou que com elas
tenha relação. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º O processo disciplinar será necessariamente instruído pela comissão


disciplinar. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 214. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Não poderá participar de Comissão Disciplinar cônjuge, companheiro ou


parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro
grau.

§ 2º O processo administrativo poderá ser utilizado nas hipóteses de aplicação


de pena de advertência e de suspensão de até 30 (trinta) dias, respeitada a
possibilidade prevista no § 2º do art. 209 deste Estatuto.

Art. 215. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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Subseção IA

Da Comissão Disciplinar Permanente

(Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 216. A Comissão Disciplinar Permanente, com atuação em todo o Estado


do Paraná, é competente para a instrução do processo administrativo punitivo em
relação aos funcionários do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do Paraná. (Redação
dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º A Comissão Disciplinar Permanente exercerá suas atividades com


independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação dos
fatos ou conforme exigido pelo interesse da Administração. (Redação dada pela Lei nº 21.230,
de 14 de setembro de 2022)

§ 2º A Comissão Disciplinar Permanente será composta de funcionários


ocupantes de cargos efetivos, estáveis e bacharéis em direito, escolhidos entre
servidores lotados em 1º e 2º graus de jurisdição, que nela funcionarão pelo prazo de
dois anos, prorrogável por mais dois anos, nos termos de regulamento baixado pelo
Presidente do Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º A comissão disciplinar para cada processo será composta de três


funcionários escolhidos dentre os membros da Comissão Permanente, observada,
sempre que possível, a composição mista entre funcionários lotados em 1º e 2º graus.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 4º Não poderá participar de comissão disciplinar cônjuge, companheiro ou


parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro
grau. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 5º Os integrantes da comissão disciplinar e os respectivos suplentes serão


designados pelo Secretário do Tribunal de Justiça, que indicará o funcionário que irá
presidi-la, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível ao
do indiciado. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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§ 6º O presidente da comissão disciplinar designará, dentre os membros,


aquele que irá secretariá-lo. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 7º Sempre que necessário, a comissão disciplinar dedicará tempo integral


aos seus trabalhos, e seus membros justificarão, previamente, e por escrito ao
superior hierárquico o afastamento do serviço de suas repartições por ocasião dos
trabalhos relativos aos procedimentos administrativos disciplinares . (Incluído pela Lei nº

21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 8º As reuniões e as audiências da comissão disciplinar poderão ter caráter


reservado e serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações
adotadas. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§9º Em razão da natureza do fato que se apura, nos casos em que a


preservação do direito à intimidade do interessado não prejudique o interesse público
à informação, poderá a comissão disciplinar ou a autoridade julgadora limitar a
publicidade dos atos ao acusado e a seus defensores. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

Art. 217. ao Art. 219. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção II

(Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção III

Do Procedimento

(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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Art. 220. O processo disciplinar, salvo justo motivo, se desenvolverá em meio


eletrônico utilizado pelo Tribunal de Justiça e conforme a disciplina própria, e terá as
seguintes fases: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - instauração, com a lavratura da portaria de acusação que indicará as


provas que serão produzidas, inclusive com o rol das testemunhas;

II - citação pessoal para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias,


com a indicação das provas que pretende produzir, inclusive com o rol das
testemunhas;

III - definição das provas a serem produzidas e sua produção; (Redação dada pela
Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

IV - interrogatório do acusado; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

V – apresentação de alegações finais pela defesa no prazo de 10 (dez) dias;

VI – relatório e remessa dos autos para a autoridade julgadora;

VII – julgamento.

§ 1º Na apuração das infrações enumeradas abaixo, a indicação da


materialidade se dará: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - na hipótese de abandono de cargo, com indicação precisa do período de


ausência intencional do funcionário ao serviço superior a trinta dias consecutivos;
(Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - no caso de inassiduidade habitual, com indicação dos dias de falta ao


serviço sem causa justificada, por período igual ou superior a sessenta dias
intercaladamente, no período de doze meses; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

III - na acumulação ilegal de cargos, pela descrição dos cargos, empregos ou


funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou das entidades de
vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do correspondente regime
jurídico. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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§ 2º Far-se-á a citação: (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - preferencialmente, por meio eletrônico, através de ferramenta de


comunicação eletrônica, de acesso diário obrigatório por funcionário do Tribunal de
Justiça; ou (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - por videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de som


e imagem em tempo real, adotando-se a cautela de encaminhar acesso integral ao
processo e garantir que a pessoa a ser citada é realmente aquela com quem se
dialoga, por meio de áudios e vídeos gravados, tudo juntado ao processo; (Incluído pela
Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - por ofício, expedido pela autoridade instrutora do processo, a ser entregue
diretamente ao indiciado mediante recibo em cópia do original, ou pela via postal, sob
registro e com aviso de recebimento; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

IV - por mandado; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

V - por edital, com prazo de quinze dias. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro
de 2022)

§ 3º Considerar-se-á realizada a citação: (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro


de 2022)

I - por meio de ferramenta de comunicação eletrônica, de acesso diário


obrigatório por funcionário do Tribunal de Justiça, quando a mensagem for lida pelo
destinatário, salvo no período de afastamento do usuário, quando não serão
computados os prazos em relação às mensagens de cunho pessoal; (Incluído pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

II - por videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons


e imagens em tempo real, com a juntada de áudios e vídeos ao processo,
comprovando a sua realização; (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

III - por meio de servidor ou oficial de justiça designado a fazê-la, da data


declarada em termo próprio, no caso de recusa do acusado em opor o ciente. (Incluído
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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§ 4º Inexistindo confirmação de leitura em até dez dias contínuos, contados


da data de envio da comunicação eletrônica, considerar-se-á automaticamente
realizado o ato na data do término deste prazo. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

§ 5º Far-se-á citação por meio de mandado, por oficial de justiça, no caso dos
excluídos digitais ou quando as circunstâncias do caso concreto assim o
recomendarem a critério do presidente da comissão disciplinar. (Incluído pela Lei nº 21.230,

de 14 de setembro de 2022)

§ 6º Na citação por mandado, verificando que o funcionário se oculta para não


ser citado, o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá a citação com hora
certa, na forma estabelecida no Código de Processo Civil. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14

de setembro de 2022)

§ 7º Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por


edital, publicado no Diário da Justiça Eletrônico. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro
de 2022)

§ 8º Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para defesa será de dez dias,


contados do dia seguinte ao do término do prazo do edital. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14
de setembro de 2022)

§ 9º A citação prevista neste artigo não exclui outro meio constante em


regulamentação expedida por ato do Presidente do Tribunal de Justiça ou nos códigos
mencionados nesta lei de aplicação subsidiária. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro
de 2022)

§ 10. Na citação, para o caso de acumulação ilegal de cargos, deverá constar


que se efetivada a opção pelo funcionário até o último dia de prazo para defesa
configurará sua boa-fé e a pena se converterá automaticamente em pedido de
exoneração do outro cargo. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 221. Em caso de revelia, será designado, pelo presidente da comissão


disciplinar, Consultor Jurídico como defensor dativo que acompanhará o processo,
inclusive na fase recursal. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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Parágrafo único. O acusado ou indiciado que mudar de residência fica


obrigado a comunicar à comissão disciplinar o lugar em que poderá ser encontrado,
sob pena de ser considerado revel. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 222. Apresentada defesa, seguir-se-á a instrução com a produção das


provas deferidas.

§ 1º A Comissão Disciplinar determinará a produção de outras provas não


requeridas pela defesa ou não indicadas na peça de acusação e que sejam
necessárias à elucidação dos fatos.

§ 2º Em todas as cartas precatórias e de ordem, diante da impossibilidade de


realização do ato por videoconferência, a comissão disciplinar processante declarará
o prazo em que deverão ser cumpridas pelo destinatário. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de
14 de setembro de 2022)

§ 3º Cabe à comissão disciplinar intimar o defensor da expedição da carta


precatória, sendo responsabilidade deste acompanhar o respectivo andamento na
repartição ou comarca de destino, inclusive no que concerne às publicações de
intimações para os atos deprecados. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 4º A comissão disciplinar denegará a produção de prova pericial quando a


elucidação dos fatos puder ser alcançada por outros meios, não depender de
conhecimentos técnicos ou a verificação for impraticável. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de
14 de setembro de 2022)

§ 5º Os órgãos estaduais, sob pena de responsabilidade de seus titulares,


atenderão com a máxima presteza às solicitações da comissão disciplinar, inclusive
requisição de técnicos e peritos, devendo comunicar, prontamente, a impossibilidade
de atendimento, em caso de força maior. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

§ 6º A prova técnica no interesse da acusação será produzida, sem ônus para


o Poder Judiciário, pelos órgãos competentes da administração direta e indireta do
Estado do Paraná, e no interesse da defesa, os ônus financeiros serão suportados
pelo acusado. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

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§ 7º Serão ouvidas, por fato, até três testemunhas arroladas pela


Administração e três pela defesa, nesta ordem, bem como serão tomados os
esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e
coisas, se for o caso, interrogando-se, em seguida, o acusado. (Redação dada pela Lei nº
21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 8º A comissão disciplinar poderá indeferir as provas inúteis ou impertinentes


ao esclarecimento dos fatos. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 9º A comissão disciplinar deverá intimar o acusado e defensor para o


interrogatório sobre os fatos imputados, designando dia, hora e link eletrônico da
reunião ou, excepcionalmente, local físico.

§ 10. Encerrada a instrução, será concedido um prazo de dez dias para as


alegações finais pela defesa. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 11. Apresentadas alegações finais, a comissão disciplinar elaborará


relatório conclusivo no prazo de trinta dias e remeterá os autos à autoridade
competente que proferirá decisão em igual prazo. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

§ 12. A instrução deverá ser ultimada no prazo de 120 (cento e vinte dias),
prorrogáveis por mais sessenta dias, contados da data da lavratura da portaria de
acusação. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022

Art. 223. Os autos da sindicância e da verificação serão apensados aos autos


do processo administrativo disciplinar e os atos naqueles realizados aproveitados
como peça informativa do processo, sem prejuízo da sua renovação pela comissão
disciplinar sob o manto da ampla defesa e do contraditório. (Redação dada pela Lei nº 21.230,
de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Na hipótese da Comissão Disciplinar concluir que a infração está


capitulada como ilícito penal, a autoridade competente para julgamento encaminhará
cópia dos autos ao Ministério Público.

§ 2º A providência do § 1º deste artigo será tomada no âmbito da sindicância


ou do processo administrativo independentemente da finalização de um ou de outro.

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Art. 224. A intimação das testemunhas se dará, no aplicável, conforme as


regras para a citação do acusado previstas nos parágrafos do art. 220 desta Lei.
(Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Se a testemunha for funcionário público, a expedição do mandado será


imediatamente comunicada ao chefe da repartição em que serve, com a indicação do
dia e da hora marcados para inquirição. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

§ 2º Os advogados constituídos deverão manter cadastro nos sistemas de


processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de notificações e
intimações, as quais serão efetuadas por esse meio. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14
de setembro de 2022)

§3º A defesa promoverá a intimação das testemunhas que arrolar e que não
possuam vínculo com o Tribunal de Justiça do Paraná, responsabilizando-se pelo seu
comparecimento, sob pena de não produção da prova. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de
14 de setembro de 2022)

Art. 225. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a


Comissão Disciplinar proporá à autoridade competente que ele seja submetido a
exame por junta médica oficial, da qual participe ao menos um médico psiquiatra.

§ 1º O incidente de sanidade mental será processado em autos apartados que


serão apensados, e a sua instauração suspenderá o curso do processo principal até
a juntada do laudo pericial conclusivo, ressalvada a produção de provas consideradas
urgentes.

§ 2º Durante o processamento do incidente fica suspenso o curso da


prescrição, cujo prazo volta a ser contado após a juntada do laudo pericial.

Art. 226. Finda a instrução e apresentadas as alegações finais, a Comissão


Disciplinar elaborará relatório em que indicará as peças principais dos autos e
mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção.

§ 1º O relatório concluirá sobre a responsabilidade ou não do funcionário, e


reconhecida esta, a comissão disciplinar indicará os dispositivos legais ou

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regulamentares violados e as sanções cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de


setembro de 2022)

§ 2º Quando se tratar de abandono de cargo a comissão deverá opinar, em


seu relatório, sobre a intencionalidade da ausência. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

Art. 227. A autoridade julgadora não está vinculada à motivação e à conclusão


do relatório apresentado pela comissão disciplinar e poderá julgar diversamente da
proposta seja para agravar, abrandar ou afastar a responsabilização do funcionário,
além de ordenar diligências complementares e firmar Termo de Ajustamento de
Conduta não sugerido pela comissão. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Parágrafo único. Caracterizada acumulação ilegal de cargos e má-fé, aplicar-


se-á a pena de demissão, destituição, cassação de aposentadoria ou de cassação de
disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de
cumulação ilegal, com comunicação aos órgãos ou as entidades de vinculação. (Incluído
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 228. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade julgadora


declarará a nulidade do ato, ordenando a respectiva repetição.

Parágrafo único. A autoridade de instrução ou julgamento que der causa à


prescrição da pretensão punitiva por ato comissivo ou omissivo, doloso ou culposo,
será responsabilizada na forma da lei.

Art. 229. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora


determinará o registro do fato na ficha funcional do funcionário.

Art. 230. A exoneração a pedido ou a aposentadoria voluntária não obstam a


instauração e o prosseguimento do processo administrativo disciplinar instaurado que,
se conclusivo pela demissão, implicará conversão, dos respectivos atos de
concessão, em demissão ou cassação da aposentadoria, sem prejuízo do previsto na
parte final do caput do art. 201 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de
2022)

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Parágrafo único. Ocorrida exoneração porque não satisfeitas as condições do


estágio probatório e, posteriormente julgado processo administrativo disciplinar
conclusivo pela demissão, o ato de exoneração será convertido em demissão. (Redação
dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 231. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Subseção IV

Da Execução das Penas Disciplinares

Art. 232. O cumprimento da pena de suspensão, após a publicação no Diário


da Justiça e o trânsito em julgado da decisão, terá início em data a ser fixada pelo
superior hierárquico que deverá fiscalizar a sua efetivação. (Redação dada pela Lei nº 21.230,
de 14 de setembro de 2022)

§ 1º O funcionário será intimado por meio eletrônico com confirmação de


leitura ou pessoalmente, sobre a data de início fixada para o cumprimento da pena de
suspensão. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º Se o funcionário estiver afastado na data de publicação, o início do


cumprimento dar-se-á a partir da reassunção. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro
de 2022)

§ 3º Os dias não trabalhados em virtude da aplicação da pena de suspensão


serão excluídos da folha de pagamento, salvo se não houver tempo hábil, quando
será feito o desconto no mês imediatamente posterior ao do início do cumprimento da
penalidade. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 233. A ordem de ressarcimento e a pena em valor certo terão a expressão


nominal corrigida, respectivamente, desde o evento danoso e da aplicação, até a data
da quitação do débito pelo funcionário.

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Art. 234. As penas de destituição de cargo, de demissão, de cassação de


aposentadoria ou de cassação de disponibilidade serão executadas após o trânsito
em julgado da decisão.

Parágrafo único. A aplicação das penas de demissão, de cassação de


aposentadoria ou de cassação de disponibilidade ao funcionário não impedirá o
processamento e o julgamento de outras faltas que possam implicar na aplicação das
mesmas penalidades ou na de suspensão.

Art. 235. As penas definitivamente impostas ao funcionário serão anotadas


em sua ficha funcional.

CAPÍTULO IV
DA REVISÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 236. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 237. O processo administrativo disciplinar poderá ser revisto no prazo de


2 (dois) anos do trânsito em julgado da decisão que aplicou a pena, a pedido do
apenado que argumentar a existência de novas provas que impliquem na diminuição
da penalidade ou na exclusão de responsabilidade funcional.

§ 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do funcionário,


qualquer pessoa indicada como dependente na legislação previdenciária do Estado
do Paraná poderá requerer a revisão do processo no caso de ter sido aplicada pena
de cassação da aposentadoria, cassação da disponibilidade ou demissão.

§ 2º Preenchidos os requisitos do § 1º deste artigo, e no caso de incapacidade


mental do funcionário, a revisão será requerida por uma das pessoas indicadas na
referida legislação ou pelo respectivo curador.

§ 3º No caso de procedência da revisão do processo administrativo,


restabelecendo-se o vínculo do apenado com a administração pública, o

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reconhecimento da qualidade de dependente do funcionário para tal fim não vincula


os órgãos previdenciários para exame de requerimento de pensão ou de proventos
de aposentadoria.

§ 4º Na hipótese do § 3º deste artigo ou para fins de aposentadoria, a análise


da condição de dependente perante o órgão de previdência se dará de forma
autônoma e desvinculada da realizada no âmbito da revisão do processo
administrativo disciplinar.

Art. 238. (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

Art. 239. A simples alegação de injustiça ou desproporção da penalidade


aplicada não constitui fundamento para o conhecimento e o processamento de
qualquer pedido de revisão.

Parágrafo único. O pedido de revisão exige indicação de novos elementos de


prova e de fato certo e determinado, ainda não apreciados no processo disciplinar
originário.

Art. 240. O requerimento de revisão será dirigido ao Presidente do Tribunal de


Justiça que, na hipótese de deferir o seu processamento, encaminhará os autos à
designação de comissão de revisão disciplinar para a instrução, com oportuna
remessa dos autos: (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

I - ao Corregedor-Geral da Justiça ou ao juiz competente para o julgamento,


conforme tenham firmado a decisão revisanda; (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

II - ao Secretário do Tribunal de Justiça se a decisão a revisar foi por ele


tomada. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Aos integrantes da Comissão de Revisão ou à autoridade julgadora se


aplicam os mesmos impedimentos previstos para a Comissão Disciplinar.

§ 2º O funcionário não integrará a Comissão de Revisão se tiver integrado a


Comissão Disciplinar que concluiu pela responsabilidade do funcionário apenado no
processo que irá se revisar.

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Art. 241. O pedido de revisão será autuado em apenso aos autos do processo
originário.

Parágrafo único. A petição inicial conterá a indicação das provas e a


exposição dos fatos que se pretendem provar, inclusive, no caso de requerimento de
prova oral, trará o rol de testemunhas.

Art. 242. Ao procedimento de revisão aplicam-se, no que couberem, as


normas do procedimento originário disciplinar e o seu julgamento caberá à autoridade
que aplicou a penalidade.

Art. 243. Julgado procedente o pedido de revisão, será declarada sem efeito
a penalidade aplicada e substituída por mais branda no caso de ficar provada
circunstância atenuante, ou serão restabelecidos todos os direitos do funcionário, no
caso de ser afastada a sua responsabilidade administrativa.

§ 1º Em caso de procedência do pedido de revisão de destituição do cargo


em comissão serão afastados os impedimentos decorrentes de tal pena e haverá a
conversão para exoneração.

§ 2º A penalidade não poderá ser agravada quando da revisão do processo


administrativo ou da interposição de recurso administrativo.

TÍTULO VI

CAPÍTULO ÚNICO
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 244. O Dia do Funcionário Público do Poder Judiciário será comemorado


em 28 (vinte e oito) de outubro.

Art. 245. Na contagem dos prazos previstos neste Estatuto exclui-se o dia do
começo e inclui-se o do vencimento, ficando prorrogado para o primeiro dia útil

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seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for
encerrado antes da hora normal. (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 1º Na contagem de prazo de natureza processual em dias, computar-se-ão


somente os dias úteis. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 2º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data; se no


mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se
como termo o último dia do mês. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 3º Os prazos concedidos aos particulares poderão ser devolvidos, mediante


requerimento do interessado, quando óbices injustificados causados pela
Administração resultarem na impossibilidade de atendimento do prazo fixado. (Incluído
pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022)

§ 4º Suspende-se o curso do prazo processual no período compreendidos


entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. (Incluído pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

Art. 246. Por motivo de crença religiosa, convicção filosófica ou política, o


funcionário não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos, sofrer
discriminação em sua vida funcional, nem se eximir do cumprimento de seus deveres.

Art. 247. Ao funcionário público do Poder Judiciário do Estado do Paraná é


assegurado o direito à livre associação sindical, nos termos da Constituição Federal.

Art. 248. O direito de greve será exercido na forma prevista em lei federal.

Art. 249. Enquanto não sobrevier lei que defina os valores, forma de pagamento e
hipóteses de incidência das gratificações de qualquer natureza previstas neste Estatuto, o
pagamento das remunerações continuará a ser feito com base na legislação em vigor ao
tempo da edição da presente lei e nos termos definidos pela Administração Pública.

§ 1º As remunerações pagas pelo Poder Judiciário aos seus funcionários não


serão majoradas por ato administrativo com base no presente Estatuto enquanto não
sobrevier lei especial que fixe os valores, as formas e as hipóteses de incidência das
gratificações de qualquer natureza previstas nesta lei.

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§ 2º Não haverá redução do valor da remuneração paga aos atuais


funcionários do Poder Judiciário em razão do estabelecido na presente lei.

Art. 250. Até a promulgação de nova lei que regulamentará o Quadro do


Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e sua estrutura administrativa e hierárquica,
permanece em vigor a Lei Estadual nº 11.719 de 12/5/1997.

Art. 250A. Aplica-se o regime disciplinar previsto no Código de Organização


Judiciária aos Escrivães das Varas de Família e das Varas de Registros Públicos e
Acidentes do Trabalho e aos demais auxiliares da Justiça não especificados nesta Lei.
(Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020) (Redação dada pela Lei nº 21.230, de 14 de setembro
de 2022)

§ 1º (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020) (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

§ 2º (Incluído pela Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020) (Revogado pela Lei nº 21.230, de 14 de
setembro de 2022)

Art. 251. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 19 de dezembro de 2008.

Roberto Requião
Governador do Estado

Jair Ramos Braga


Secretário de Estado da Justiça e da Cidadania

Rafael Iatauro
Chefe da Casa Civil

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REVISÃO LEGISLATIVA:

Lei nº 16.571, de 15 de setembro de 2010;

Lei nº 16.746, de 29 de dezembro de 2010;

Lei nº 16.748, de 29 de dezembro de 2010;

Lei nº 16.966, de 05 de dezembro de 2011;

Lei nº 17.201, de 26 de junho de 2012;

Lei nº 17.250, de 31 de julho de 2012;

Lei nº 17.470, de 2 de janeiro de 2013;

Lei nº 17.474, de 2 de janeiro de 2013;

Lei nº 17.842, de 19 de dezembro de 2013;

Lei nº 18.287, de 04 de novembro de 2014;

Lei nº 18.747, de 06 de abril de 2016;

Lei nº 19.517, de 28 de maio de 2018;

Lei nº 19.667, de 26 de setembro de 2018.

Lei nº 20.329, de 24 de setembro de 2020.

Lei nº 21.007, de 04 de abril de 2022.

Lei nº 21.025, de 02 de maio de 2022.

Lei nº 21.230, de 14 de setembro de 2022;

Lei nº 21.975, de 3 de maio de 2024.

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