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Drenagem Torácica: Indicações e Complicações

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João Paulo Jox
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Fundamentação teórica

Conceito
A drenagem torácica é um procedimento cirúrgico que teve seus princípios estabelecidos
por Hipócrates no século V a. c.
Ela é frequentemente utilizada no tratamento hospitalar de pacientes com trauma de tórax
e/ou submetidos a cirurgias torácicas ou cardíacas por vários motivos.
A drenagem torácica é uma técnica que tem por objetivo principal a remoção de conteúdo
líquido, gasoso, purulento ou sanguinolento do interior da cavidade pleural ou do
mediastino.
A drenagem torácica é um procedimento que consiste na colocação de um dreno torácico
após a realização de cirurgias conduzidas na área da cavidade torácica. Existem diversos
tipos de drenos cirúrgicos, tubos extensos que servem para eliminar líquidos e ar após a
realização de uma cirurgia.
Os drenos são dispositivos que estão acoplados a um reservatório e, normalmente, são
inseridos após o paciente realizar uma cirurgia. Esses tubos têm a função principal de
remover líquidos e ar da região onde são inseridos.
Após um procedimento cirúrgico, a concentração de secreções pode ocasionar um potencial
foco de infecção, condição que gera maiores complicações médicas, como o aumento da
pressão no local e o comprometimento do fluxo sanguíneo.
A drenagem torácica é feita para evitar essas condições, e necessita do acompanhamento
posterior de uma equipe de profissionais. Esse tipo de dreno precisa ser colocado com
cuidado, já que possíveis deslocamentos do cateter, má colocação ou entupimento podem
interferir na drenagem.
Por isso, é comum que enfermeiros e médicos façam a análise regular do dreno e preservem
a permeabilidade do tubo.
Entre os drenos tubulares que existem, está o dreno torácico. Esse dispositivo é um tubo
específico usado para a área do tórax.
Vale lembrar que o espaço que compreende o tórax se divide em três partes: a cavidade
pleural direita, o mediastino e a cavidade pleural esquerda.
Segundo o artigo Drenos torácicos mal posicionados diagnosticados por exame de
imagem,publicado em 2021 na Universidade do Estado do Pará, “a utilização das técnicas
de drenagem remonta à época de Hipócrates, na Grécia antiga. A partir do século XX,
adotou-se a drenagem por tubo fechado, reduzindo a mortalidade (Davies et al, 2010)”.
PROCESSO DA DRENAGEM TORÁCICA
Inserido durante o procedimento chamado de drenagem torácica, o dreno torácico é um tubo
que faz a retirada de substâncias do tórax do paciente. Esse dispositivo corresponde a um
cateter que fica ligado a um recipiente. O tubo extensor faz a conexão entre o receptor de
coleta e o frasco rígido com uma base.
Além de serem transparentes, esses tubos também são radiopacos, ou seja, podem ser
visualizados por meio do raio x. Ademais, o dreno torácico é multifenestrado e possui
marcadores de distância.
O dreno torácico faz a remoção de líquidos, fluidos, ar e sangue que podem estar se
acumulando dentro da cavidade torácica. A sua inserção tem como objetivo fazer o
restabelecimento da função cardiorrespiratória, que pode estar comprometida exigindo essa
intervenção médica.
Logo, quando colocado no período de pós-operatório, o dreno de tórax realiza a drenagem
de secreções, líquidos e também da fibrina, uma proteína fibrosa que está relacionada à
coagulação do sangue.
Ao fazer a eliminação dessas substâncias, a drenagem torácica consegue evitar possíveis
infecções por microrganismos, recompondo a pressão negativa da atividade que ocorre na
pleura. Assim, o processo de drenagem torácica previne contra a instabilidade
hemodinâmica.

EM QUE SITUAÇÕES O DRENO TORÁCICO É INDICADO PARA O PACIENTE


O tubo é muito utilizado no pós-operatório de procedimentos médicos, como a cirurgia
torácica e cardíaca.
Indicado em pacientes que passaram por operações na região do mediastino ou pulmonar.
Além dessa condição, os traumas na área do tórax também exigem a introdução do
dispositivo.
Em muitos casos, a indicação da drenagem torácica acontece com a perda de pressão
negativa. Essa diminuição ocorre na área intratorácica e tem como consequência a ausência
da função pulmonar.
Sendo assim, o colapso do pulmão pode ser parcial ou total, causado pela presença de
secreções, fluidos ou ar na cavidade pleural.
O hidrotórax é um dos casos que indica a necessidade do dreno torácico.
Ela consiste na presença de líquidos na região da cavidade pleural. A existência desses
líquidos é ocasionada por diversas condições, como a insuficiência cardíaca, as neoplasias,
as infecções e a tuberculose, por exemplo.
A concentração de ar no pulmão caracteriza o pneumotórax. Essa condição pode ser uma
consequência de doenças pulmonares, tumores, ventilação mecânica e ruptura de “blebs” na
região.
Já o hemotórax corresponde ao acúmulo de sangue na cavidade.
complicações da drenagem torácica são:
As principais complicação são
 Dor;
 Sangramento;
 Pneumotórax;
 Laceração pulmonar ou de órgãos abdominais;
 Infecção de partes moles ou empiema;
 Lesão vascular ou nervosa;
 Obstrução do sistema de drenagem;
 Mal posicionamento do dreno.
 A maior parte das complicações pode ser evitada com a realização de técnica adequada.

Princípios do funcionamento da drenagem


A drenagem torácica tem seus princípios baseado no mecanismo ventilatório pulmonar.
Em pessoas sadias, a pressão intrapleural é sempre negativa, variando de -2 a -8 cmH2O
(1,2). Em situações extremas, como na tosse e na inspiração profunda, tal variação pode
exceder 50 cmH2O (2). Na inspiração, por meio da elevação dos arcos costais e do
abaixamento do diafragma, ocorre o aumento do volume da caixa torácica, diminuindo
assim a pressão intrapleural, de modo que o ar flui para o interior dos pulmões
passivamente; o contrário ocorre na expiração (2). Devido a estas variações de pressões, o
sistema de drenagem não pode ser simplesmente aberto para o ar atmosférico, uma vez que
permitiria a entrada de ar na cavidade e dificultaria a expansão pulmonar (2,3). O sistema de
drenagem mais utilizado é composto por (Figura 1) (2): • respiros do dreno; • conexões
intermediárias e extensões; • frasco selo de água. A parte distal da extensão intermediária
encontra-se mergulhada 2 cm dentro de uma coluna de água presente no frasco coletor. O
conteúdo retido passa pelo sistema de drenagem em direção ao cilindro coletor quando
houver um aumento da pressão intrapleural mínima de 2 cmH2O, suficiente para vencer a
resistência da coluna de água

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