Videoarte em Stop Motion: Processo Criativo
Videoarte em Stop Motion: Processo Criativo
DEPARTAMENTO DE ARTES
2012
NATAL
2012
longo percurso.
nos
Resumo
Este Trabalho de Conclusão de Curso, feito em dupla, tem como tema principal a
acerca dessa técnica, recorremos a materiais online. Assim foi possível apresentar
dados históricos da técnica Stop Motion. E mais adiante relataremos também, nossa
experiência frente à produção desta videoarte, do surgimento das ideias para vídeo,
LISTA DE FIGURAS
1906....... .................................................................................................................. 13
1907............................................................................................................................14
1905...... .................................................................................................................... 15
Figura 05 - Fragmento do vídeo Fantasmagorie, de Emile Cohl - 1908 ................... 16
Figura 06 - Cenas de The Little Broadcast Puppetoon, George Pal -1943 ............... 17
1989 .......................................................................................................................... 18
Figura 10 - Cenas do filme Chicken Run, Peter Lord e Nick Park - 2000 ................. 22
Figura 11 - Willis O’Brien e o boneco do King Kong, feito para o filme ..................... 24
1981 .......................................................................................................................... 25
Gutman ..................................................................................................................... 28
2009............................................................................................................................29
velha...........................................................................................................................33
vídeo...........................................................................................................................35
SUMÁRIO
1. Introdução ............................................................................................................ 10
4. Conclusão ............................................................................................................ 43
6. Bibliografia Consultada.......................................................................................47
7. Referências Imagéticas........................................................................................49
Apêndices ................................................................................................................ 50
Anexos.......................................................................................................................53
10
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho, feito em dupla por nós, alunas do curso de Artes Visuais da
Universidade Federal do Rio Grande no Norte, Mariana Pereira e Thayná Almeida,
técnica do Stop Motion, o qual, enquanto narrativa, foi inspirado no livro Psilinha
pelo assunto nasceu durante as nossas experiências como alunas do curso de Artes
juntas, entre outras disciplinas que fizeram despertar nosso fazer artístico dentro e
fora da universidade.
embora a técnica seja bastante antiga, e ainda ser bastante utilizada. O fato,
entretanto, não nos desanimou, só nos levou a buscar mais e mais informações, a
publicadas por editoras em português, que foram o livro de Barry Puves (1955), que
assunto, e o livro de Susannah Shaw, que trabalha com animação. Fora essas
de diretores que ainda hoje trabalham com esta técnica. Após essa “viagem no
Apesar do trabalho ter sido feito em dupla, o relato individual sobre a experiência
de cada uma não foi deixado de lado, havendo um momento em especial do texto,
onde o mesmo se subdividiu, e cada uma pode assim, contar suas experiências
Georges Méliés (1861-1938), que no fim do século XIX usava truques para compor
seus números de apresentação. Nestes, utilizava projeções de filmes que ele
mesmo, muitas vezes, produzia. Méliés via no cinema uma nova possibilidade de
fazia aparecer e desaparecer objetos e pessoas nas cenas, e foi durante a filmagem
Certa vez, enquanto capturava algumas imagens na rua, sua câmera parou de
funcionar por alguns segundos. Esse acidente simples mudou tudo, para ele e para
nós, pois no filme revelado a transição abrupta de uma cena para outra
aparentemente tinha transformado um ônibus em um carro funerário- um chiste
delicioso para Méliès. (PURVES, 2011, p.14)
sua câmera, pois assim ele poderia recriar truques de ilusionismo, onde ele fazia
lhe proporcionar. Dentre os vários filmes feitos por Méliés, um é considerado por
13
Viagem à Lua (figura 1), em que o Stop Motion possibilitou criar incríveis ilusões,
George Mèliés utilizou-se muito do Stop Motion para criar os efeitos que sua
imaginação tanto sonhava alcançar, tanto que, ao longo dos anos, ele foi
motion, como, por exemplo, o americano Edwin Porter (1870-1941) que, em 1906,
fez o filme Dream of a Rarebit Fiend, ocasião em que, com a ajuda da técnica, deu
figura 2.
lugar, vão saindo de cena, dando a ilusão de que elas estão se movimentando por
conta própria.
14
Outro importante diretor, que realizou muitos vídeos utilizando o Stop Motion
como efeito especial, foi o cartunista de origem inglesa James Stuart Blackton
famoso estúdio do James Blackton, em que objetos cortantes, xícaras, bules, entre
experimentos em vídeo, onde certos efeitos especiais eram obtidos através do Stop
Motion, entre suas obras o El Hotel Eléctrico (1905), figura 4, está entre os mais
importantes do diretor.
Saber quem de fato fez o primeiro filme em Stop Motion é, assim, uma tarefa
difícil, pois muitos animadores da época disputavam esse titulo. Arthur Melbourne
Noah’s Ark e, dois anos depois, em 1908, filmou o Dreams of Toyland, vídeo que
mostrava a estória de brinquedos que à noite ganhavam vida, o qual pode ser visto
Emile Cohl (1857-1938), nascido em Paris, era cartunista, fotógrafo, poeta, artista
curioso para saber como ele havia feito os truques presentes no vídeo. Então após
descobrir, mais ou menos, o “truque” de Blackton, Cohl resolveu fazer seus próprios
Mal-Assombrado, onde objetos foram animados, Cohl, em seu filme, usou apenas
De acordo com Puves (2011), alguns dos trabalhos feitos pelos artistas -que
foram citados até agora- utilizaram a técnica do Stop Motion como um efeito especial
dentro dos filmes, para ajudar na ilusão de que objetos criaram vida, que coisas
diversos filmes, onde o mesmo dava vida a bonecos, como no filme The Mascot, de
19341.
Outro diretor que se propôs a trabalhar animando bonecos foi o húngaro George
Pal (1908 -1980), que se mudou para os Estados Unidos, mais precisamente para
O trabalho de Pal foi tão bem sucedido que, em 1943, ganhou um Oscar
honorário, a primeira de cinco estatuetas que ele viria a ganhar por suas obras tão
importantes.
11934 No dvd que está anexado a este trabalho escrito, há o filme The Mascot, mas o arquivo encontra-se
datado do ano de 1933, havendo uma pequena discordância entre as datas encontradas nas bibliografias
consultadas. Há quem aponte o ano de criação do vídeo como sendo 1934.
16
Ele foi contratado pela Paramount, criando lá uma série de curtas animados, a
que deu o nome de “George Pal Puppetoons” (figura 6). Na série, ele utilizou
animação tridimensional que nunca havia sido vista antes (STOP MOTION: INTRO –
Pal foi considerado por muitos um visionário, por ter transformado o modo de se
fazer animações. Nos anos 1950, ele introduziu a animação stop motion em seus filmes
live-action2, como, por exemplo, em The War of the Worlds, em 1953.
Stop Motion. Ele fez a escola de Praga de artes, que era especializada em stop
maior desafio que Trnka encontrava era tentar, através de seus filmes, fazer com
que os bonecos, que deles faziam parte, tivessem de fato vida, transmitissem a
sensação de que aqueles personagens tinham suas próprias vontades, tinham alma.
Ele fazia com que personagens feitos com recortes de papel dessem essa
impressão - como pode ser visto no trecho do filme The Merry Circus de 1951 no dvd
2Live-action Termo usado para definir, no cinema, na televisão e no teatro, trabalhos realizados por atores
reais, ao contrário das animações. (WIKIPÉDIA)
17
18
College of Art, onde foi feito o primeiro trabalho de animação dos irmãos.
3Kafkiana Relativo ao poeta tcheco Franz Kafka, está atrelado à ideia do surreal, do absurdo; confusão
entre o real e a ficção, estado hipotético de penumbra, de danação absoluta e de submissão ao
imaginário. Crise de identidade entre o mundo e o indivíduo. (DICIONÀRIO INFORMAL)
19
Em 1980, após terem recebido um prêmio pelo filme Nocturna Artificialia, de 1979,
eles abriram seu próprio estúdio, o Konic Griffind, localizado em Londres, porém eles
não abriram o estúdio sozinhos, mas junto com um amigo, o também animador Keith
Griffins (1947-). Os filmes dos irmãos Quay possuem uma estética um tanto sombria,
cercadas por fragmentos poéticos, trechos de músicas, até pelo fato de a fonte de
para contribuir com a originalidade das produções dos irmãos. Em 1984, eles
Os irmãos Quay possuem uma grande paixão por detalhes, um excelente controle
da cor e das texturas e uma grande habilidade no uso da câmera. Eles são
verdadeiros mestres das miniaturas, em seus pequenos sets eles criam mundos
inesquecíveis, paisagens sugestivas de sonhos infantis reprimidos. Seus filmes
não são restritos ao tempo, eles preferem investigar o que eles chamam de
poesia das sombras em um ambiente de segredos e conspirações. (STOP
MOTION: INTRO – HISTÓRIA – EFEITOS ESPECIAIS).
O russo Garri Bardin (1941) assim como os irmãos Quay, é um grande nome da
execuções dos trabalhos por ele escritas, o levou além de escrever, produzir por
um animador, seus filmes são geralmente produzidos em stop motion, mas ele
fósforo, etc. No filme Adagio, figura 8, produzido em 2000, podemos ver a utilização
Tim Burton (1958) resolveu no ano de 1982, produzir um curta de terror para
crianças, chamado Vincent, que conta a historia de um garotinho de sete anos, que
é fã do ator de filmes de terror Vincent Price (1911- 1993), ator esse que o garoto
queria ser. O filme foi feito todo em preto e branco, e narrado pelo próprio ator
Vincent Price, por quem Tim Burton tinha uma grande admiração. Este filme não
época em que produziu o vídeo, pois ele era esteticamente diferente de tudo que
ideia de produzir um longa todo em Stop Motion não saia da sua cabeça, até que no
ano de 1993, foi lançado The Nightmare Before Christmas, traduzido como o
Estranho Mundo de Jack, que hoje tornou-se uma referência quando o assunto é
Para as filmagens do Estranho Mundo de Jack, foram feitos bonecos com várias
cabeças, cada uma com uma expressão diferente, para serem trocadas durante as
mudanças das cenas, numa versão sofisticada dos métodos usados anos antes por
assumiu a direção do filme foi o Henry Selick (1952), que posteriormente dirigiu os
filmes James e o Pêssego Gigante (1996) e Coraline (2009), ambos feitos em stop
pelos estúdios Disney, um marco para a história da animação, por ser a primeira
Os amigos Peter Lord (1953) e David Sproxton (1954), ambos Ingleses, são os
programas para televisão e curtas metragens de sucesso. Peter Lord recebeu por
duas vezes a indicação para o prêmio da academia pelos filmes Adam de 1991 e
What’s Pig de 1996. Lord também foi o criador de um personagem que ficou
(1958), o também Inglês, que havia começado a produzir seus primeiros vídeos de
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animação aos 13 anos. Park e Lord são os diretores de um dos mais famosos filmes
de animação, o Chicken Run, Fuga das Galinhas, de 2000, figura 10. Este foi o
primeiro longa metragem dos Estúdios Aardman, totalmente feito em Stop Motion, e
Figura 10 (Cenas do filme Chicken Run, Peter Lord e Nick Park - 2000)
Will Vinton (1948) nasceu em Oregon, nos Estados Unidos. Estudou arquitetura e
física na Universidade da Califórnia, era fascinado pelo designer fluido das obras de
resultou na sua entrada no mundo das produções, trabalhando como diretor, técnico
prêmio da Academia de melhor filme de animação, pelo filme Closed Mondays. Ele
fundou o Will Vinton Studios, onde trabalha em projetos para a televisão e cinema.
Seus personagens parecem ter vida e personalidade própria. Você pode ver
emoção em seus rostos e senti-la em seus movimentos. O Will Vinton Studios
trabalha com animação dimensional, seja ela feita em computação gráfica ou
stop motion. (STOP MOTION: INTRO – HISTÓRIA – EFEITOS ESPECIAIS)
Entre seus trabalhos famosos, estão na lista os comerciais feitos para as
campanhas do M&M. Em 1992 fez o vídeo Dance! Workout With Barbie, onde a
23
boneca da Mattel ganhou vida e ensinou as crianças a dançar. Ele também fez
como efeito especial nos seus filmes de longa-metragem, fazendo com que seres
Willis O’Brien (1886 -1962), outro nome de interesse para este estudo, é
George Lucas nos anos 80, deve ser dada as invenções de O ́Brien.
O ́Brien nasceu na Califórnia, e aos vinte anos começou a trabalhar para o Daily
News, de São Francisco, como desenhista. Com o decorrer dos anos, ele foi
Gost of Slumber Mountain, filme este que mostrava a invasão de animais pré-
históricos, que vieram de outra era para atacar os seres humanos. No ano de 1933,
Na década em que foi produzido King Kong, o uso do Stop Motion para animar
filmes era ainda uma novidade. Apesar da grande repercussão do filme, O’Brien só
veio a ganhar seu primeiro Oscar de efeitos especiais com o filme Mighty Joe Young
Ray Harryhausen (1920), ao ver o filme King Kong, com apenas treze anos, ficou
tão enlouquecido que procurou O’Brien e pediu-lhe que fizesse parte da sua equipe
bonecos e filmes usando o Stop Motion. Ele trabalhou também junto com George
acabou por se tornar um deles, criando cenas inesquecíveis como as que podemos
ver nos filmes Jason and the Argonauts (Jasão e os Argonautas, em português) de
1963, Clash of the Titans (Fúria de Titãs) de 1981, figura 12, entre outros. Sua
técnica única e expressiva contribuiu muito para a animação Stop Motion, e inspirou
Figura 12 (sequência da Medusa, do filme Clash of the Titans, Ray Harryhausen -1981)
George Lucas (1944) também merece ser mencionado aqui. Ele começou sua
carreira criando efeitos especiais para filmes live-action, utilizando a técnica do Stop
gráfica em suas produções. Em 1977, ele produziu um dos seus maiores sucessos,
Star Wars Episode IV: A New Hope (Guerra nas Estrelas Episódio IV: Uma Nova
Esperança).
Devido aos gigantescos desafios que a produção do filme exigia (por necessitar
de efeitos que nunca foram utilizados antes), ele resolveu criar a Industrial Light
and Magic, uma casa de efeitos especiais e um grande laboratório no qual todas
as novas tecnologias eram estudadas e criadas, na tentativa de encontrar
soluções para os problemas na produção do filme, desde som, edição e efeitos
tudo foi reinventado. (STOP MOTION: INTRO – HISTÓRIA – EFEITOS
ESPECIAIS)
cinema, e todos os estudos feitos por ele, fizeram com que seus filmes fossem
Aos sete anos de idade, Phil Tippett (1951) assistiu ao filme The Seventh Voyage
ficou maravilhado com todos os efeitos criados por Ray, daí para ele se interessar
pela técnica do stop motion foi fácil. Ele agiu um grande experimentador de técnicas de
animação, chegando a fazer filmes para televisão. Foi contratado pela ILM5 para
trabalhar na produção de Star Wars Episode VI: Return of the Jedi, (Guerra nas
Estrelas -Episodio VI: O retorno de Jedi), de 1983. Devido a sua incrível contribuição
em Star Wars, Phil recebeu o prêmio da Academia. (STOP MOTION: INTRO –
Phil foi o animador do filme Dragonslayer de 1981, ano em que aperfeiçoou o sistema
Go-motion6,o que o tornou um animador de grande renome. Segundo a
Stop Motion, o resultado ficava um tanto artificial. Devido a isto, foi inventado o Go-
os de um ser humano.
5IML Abreviação de Industrial Light and Magic, o laboratório de efeitos especiais criado pelo George
Lucas, no ano de 1975. A Industrial Light & Magic é uma subdivisão da empresa e produtora de filmes
Lucasfilm, criada em 1971. A sede está localizada no Letterman Digital Arts Center, em São Francisco,
Califórnia. (ABOUT IML) 6Go-Motion Técnica que utiliza recursos de computador para animar bonecos em
posicionamento, para que quando as imagens forem para o editor de vídeo, esse
pequeno deslocamento entre uma fotografia e outra dê a ideia de que o objeto está
ótica.
Os quadros devem ter uma relação entre si, se não o espectador não ira captar
Para permitir uma boa compreensão desse movimento, o bom seria sempre
Purves, para que essa ilusão aconteça, é preciso que sejam inseridos mais quadros,
Uma das mais populares técnicas de animação em Stop Motion é a Claymation, que
consiste na animação de personagens e cenários feitos de plasticina7 ou com
7Plasticinaconhecida no Brasil como massa de modelar é um material moldável, plástico, que existe em
várias cores sendo muito utilizada em educação infantil e na confecção de personagens e cenários de
animações. (Plasticine)
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infantil Pingu (figura 13), criado na Suíça, por Otmar Gutman (1937-1993). Foram
produzidos mais de 104 episódios, entre os anos de 1986 a 1998, que fez muito
Outra técnica muito utilizada dentro das animações feitas em Stop Motion, é a
normalmente no Stop Motion. O ator vira uma espécie de boneco vivo, sendo
Dois exemplos do uso bem sucedido do Pixilation podem ser vistos nos
videoclipes Dingin in the Dirt, do cantor Peter Gabriel (1950), produzido no ano de
1992, clipe este que ganhou o Grammy de 1993, na categoria Melhor Videoclipe.
29
Essa técnica foi também utilizada no clipe do cantor Oren Lavie (1976), Her
interação dos integrantes do grupo, com pessoas que não fazem parte do meio
Stop Motion, e um dos mais importantes deles é o Animaking, que está há pouco
Um deles foi o curta Minhocas, de 2006, que está sendo transformado em um longa-
O mais interessante do Stop Motion é o fato de que apesar de ser uma técnica
Stop Motion sempre terá seu espaço dentro das produções contemporâneas, sejam
Conclusão de Curso juntas, pois além de sermos muito amigas, temos muitas coisas
dupla, vimos que a produção de uma videoarte seria uma opção muito boa, pois nós
que a linguagem da videoarte permite ao artista uma maior liberdade, sem restrições
Já a ideia de fazermos o vídeo em Stop Motion, veio pelo fascínio que uma –
Thayná - tem pela técnica, e a outra – Mariana - gostou e apoiou a ideia, apesar de
partir de algum texto da Clarice Lispector, pois admiramos muito a vida e obra desta
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que é uma das maiores escritoras brasileiras. Após algumas conversas, e trocas de
e-mail, anexo A, decidimos optar por elaborar a videoarte com base em um texto de
Nivaldete Ferreira, que além de ser nossa orientadora e professora, é também uma
exímia escritora. Pedimos para que a professora nos enviasse alguns de seus
textos, anexo B, para que pudéssemos lê-los e ver qual deles poderíamos usar no
nosso trabalho.
Durante uma reunião com a professora Nivaldete, ela comentou que havia escrito
um texto, do qual gostava muito, e que talvez fosse interessante para nosso vídeo.
Ela se referia a Psilinha Cosmo de Caramelo, de 1997, anexo C, texto este que
todos chamam de Psilinha. Ao ler o texto nós nos apaixonamos pelas lembranças da
menina que fotografou a ausência da sua mãe8 e decidimos que esta seria, de fato,
mais nos chamaram a atenção, dentro do texto, e vimos que uma parte, em
brainstorming (em português, tempestade de ideias) propõe que um grupo de pessoas se reúnam e
utilizem seus pensamentos e ideias para que possam chegar a um denominador comum, a fim de gerar
ideias inovadoras que levem um determinado projeto adiante. (SIGNIFICADOS) 10Storyboard é uma série
de imagens estáticas, uma interpretação visual do roteiro. (STOP MOTION: TÉCNICAS MANUAIS PARA
A ANIMAÇÃO COM MODELOS)
33
algum lugar, mas o modo como faríamos isso foi um obstáculo que nos fez quase
abandonar a ideia.
No entanto, após jogarmos algumas ideias uma pra outra, veio o Insight11 para
Psilinha, um pouco mais velha (representada pela mão que aparece no vídeo, de
uma mulher mais velha, pintada com uma cor forte de esmalte, figura 15) estaria
escrevendo suas recordações no mesmo. Aos poucos, as letras escritas lá, sairiam
compartilhar com o outro, mas que por medos ou inseguranças, não conseguimos, e
estes acabam guardados dentro de nos, e perduram por muitos e muitos anos.
trecho do texto citado anteriormente, onde a palavra pensar vem do seu puro e
ênfase da parte do texto em que Nivaldete escreve "A gente ia ler no ar", referindo-
destaque maior a ela, já que as letras são as atrizes principais do nosso vídeo, e
libertadas porque elas ganham vida, libertando-se, por alguns minutos apenas, mas
sentir-se liberto, ainda que seja por pouco tempo, deve ser incrivelmente
maravilhoso.
Este pode ser um dos muitos significados que podem ser atribuídos ao titulo do
vídeo e à vídeoarte como um todo, mas não acharíamos interessante tentar dar mais
um lugar que fosse adequado para a captura das imagens que iriam compor cada
professores Rubén Figaredo e Olavo Bessa, que gentilmente nos cederam a sala.
utilizados nas cenas, quanto na produção de fato do vídeo e foi lá que fotografamos
tudo. Após conseguirmos o lugar, tínhamos que pensar na maneira de fazer o efeito no
figura 16, que foram impressas em papel fotográfico 260g, por ser um papel mais
resistente, podendo assim, criar os movimentos que fossem necessários, sem que
o processo de registro das imagens, que foram feitas com uma câmera Fujifilm
captação das imagens durou 2 dias, quando organizamos um esquema no qual cada
uma assumiria funções diferentes, em dias diferentes. No primeiro dia, uma assumiu
35
o controle da câmera, e a outra ficou responsável pelas animações dos objetos nas
experiência artística.
Figura 16 (a esq. Mariana Pereira e a dir. Thayná Almeida, trabalhando na pré-produção do vídeo)
Nos dois dias, foram tiradas 772 fotografias, mais 7 que foram acrescentadas
Ao todo utilizamos 779 imagens, todas em formato JPEG12, que foram editadas
contraste das fotos, pois algumas ficaram mais escuras que outras e, essa diferença
seria nitidamente percebida, se essa edição não ocorresse. Tivemos que dividir as
vídeo.
Após feitas as edições nas imagens, que durou em torno de 1 semana e meia,
vídeos da Microsoft, para editarmos nossa videoarte, o adotamos por ser um editor
12JPEG (Join Photographic Experts Group) é um método comum usado para comprimir imagens
fotográficas. O grau de redução pode ser ajustado, o que permite a você escolher o tamanho de
armazenamento e seu compromisso com a qualidade da imagem. Além de ser um método de
compressão, é frequentemente considerado como um formato de arquivo. JPEG / Exif é o formato de
imagem mais comum usado por câmeras digitais e outros dispositivos de captura de imagem.
(WIKIPÉDIA)
36
Um dos pontos importantes na edição foi a parte na qual tivemos que ajustar o
quadros por segundo, 360 quadros por minuto, tendo o vídeo uma duração total de
02’28”.
Outro ponto crucial foi a escolha da música que iria compor a trilha sonora do
vídeo, uma decisão difícil de ser feita, primeiro por envolver questões de direitos
autorais, que é um ponto muito sério quando o assunto é trilha sonora de vídeos, e a
segundo é que a música escolhida deveria “casar” bem com as imagens do vídeo.
Segundo PURVES, a música pode ser usada simplesmente como um fundo, para
contextualizar a cena ou para sugerir a emoção ali contida. No nosso caso, achamos
faz parte o noivo de Thayná, Hery Lindemberg, que nos cedeu o uso da música no
vídeo.
No total, entre a edição das imagens, até a finalização do vídeo, o processo durou
em torno de 2 semanas e meia, até pelo fato de que não era possível o encontro
história. A minha primeira ideia para o trabalho de conclusão de curso não passava
muito insatisfeita com o rumo que a minha pesquisa vinha tomando, mais por
questão de orientação do que qualquer outra coisa. Resolvi, então, tentar mudar de
orientador para dar continuidade ao que eu já vinha fazendo, mas não obtive
sucesso. Por ser muito amiga da minha atual dupla de TCC, Thayná Almeida, me
37
peguei diversas vezes desabafando com ela sobre a minha insatisfação. Numa
dessas conversas, ela me falou sobre o desejo de fazer seu TCC sobre a animação
Achei uma ideia incrível, já que sempre nos demos bem. Até então eu não sabia
muita coisa sobre esse tipo de animação e, embora já tivesse visto diversos
trabalhos feitos com essa técnica, o meu interesse não passava de uma grande
admiração. Eu sabia, em tese, como eram feitas as animações, mas não tinha ideia
do que havia por trás dos primeiros filmes com os quais eu tinha tido contato. O
convite de Thayná foi como uma chance de recomeçar. Recomeçar tudo. De outro
melhor de tudo, com novo ânimo. Encontrei, no Stop Motion, um mundo de histórias
fantásticas, de fantasias e muito trabalho. Trabalho esse que até então eu não tinha
num preço não tão acessível. Tivemos que recorrer a artigos online, outros
trabalhos, blogs, etc, sempre buscando confirmar cada informação, cada data. Com
cada pesquisa, cada descoberta, o meu fascínio por essa técnica só aumentava
cada dia mais. Ainda nos nossos primeiros encontros, resolvemos fazer um vídeo
em Stop Motion, que pudesse ser a parte prática do nosso trabalho. O mesmo
técnica. O mais próximo que eu cheguei de uma videoarte foi quando cursei uma
segunda nota, fizemos uma vídeo performance, tendo como temática, o poder que a
Motion me “acompanha” desde muito tempo. Minha infância foi contemplada com o
desenho animado Pingu, uma animação em Stop Motion feita com massa de
modelar. Mas de qualquer forma, essas experiências não foram suficientes para me
dizer que hoje entendo um pouco desse universo tão mágico, que é o universo da
toda a nossa jornada, que foi ver as coisas, finalmente, tomando forma. O trabalho
foi árduo, não se enganem. Foram longos dias dedicados às leituras, interpretações,
cada capítulo. E muitas reuniões. Foi difícil encontrar o tempo necessário para os
sincronizar nossas agendas. Mas, como dizem que tudo que dá mais trabalho tem
um sabor melhor, tenho visto que cada um desses momentos de tensão valeu a
deste trabalho, e ficou faltando apenas organizar as ideias para começar a prática.
Foram muitos contatos por e-mail, mensagens de celular, redes sociais, tudo que
nos ajudasse a ter uma interação maior e minimizar a distância. Nós já sabíamos o
que queríamos, mas não sabíamos exatamente como tirar as nossas ideias do
Tudo era muito novo para mim, eu estava ajudando a construir algo que eu
nunca tinha pensado. Foi muito exaustivo, recortar cada letra exigiu muita paciência
e disciplina, depois tentar manter o mesmo enquadramento para todas as fotos, sem
rendeu boas dores nas costas. Mas só de passar as fotos rapidamente na câmera,
já comecei a sentir o prazer que ver o vídeo pronto me daria. Como eu nunca havia
feito ou editado um vídeo, foi a minha oportunidade de aprender com Thayná como
pudemos ver que estava ficando tudo como a gente tinha pensado. Mas na hora que
vimos que todo o nosso trabalho realmente valeu a pena. Quando vimos nossas
ideias literalmente saindo do papel. Pra mim, em particular, esse momento teve um
sabor único, mais que especial, pois foi o meu primeiro trabalho envolvendo o Stop
Motion, e eu pude sentir um pouquinho do que todos aqueles grandes diretores, que
eu havia estudado para embasar nosso trabalho, sentiram ao ver seus trabalhos
tomando forma.
Foi um trabalho muito gratificante, aprendi muito, cresci muito, aprendi a lidar
com as minhas próprias emoções, e acima de tudo, aprendi que com persistência e
determinação eu sou capaz de muitas coisas. Quero também deixar aqui o meu
39
agradecimento formal à minha parceira, Thayná, por estar sempre ao meu lado, por
me ajudar nos momentos mais difíceis, não só do TCC, mas ao longo do curso todo.
Esse trabalho foi o primeiro, mas com certeza não será o ultimo, eu sei que
ainda tenho muito a aprender, mas também sei que a prática leva à perfeição. E,
não que eu queira ser perfeita, mas eu quero ter certeza de que estou sempre dando
importante dizer como o Stop Motion entrou na minha vida. Meu primeiro contato
que nos pediu como obtenção da terceira nota, a produção de uma vídeoarte.
presente momento, eu nunca tinha tido nenhuma experiência com relação a isso, e
no meio das minhas pesquisas, encontro um texto sobre stop motion na internet,
comecei a ler, e o interesse sobre o assunto cresceu dentro de mim. Até que decidi
então, fazer meu primeiro vídeo em Stop Motion, que foi intitulado Pequenos
na televisão.
Dentro da universidade, essas foram duas, de algumas experiências que tive com
parti para a ideia de produzir uma videoarte. Após uma conversa com Mariana sobre
o tema do TCC dela, ela acabou confessando que não estava satisfeita com a
professora que iria orienta-la, e alguns motivos a mais que a estavam deixando
insatisfeita com o rumo que o trabalho dela tomaria, então apresentei meu projeto, e
ela adorou.
Achamos interessante a ideia de o trabalho ser feito em dupla, coisa que até
agora não tínhamos visto aqui no DEART, e decidimos então apresentar a ideia à
trabalho, pois ela havia gostado do tema proposto. Depois de conversamos com a
professora, e ela ter apoiado nossa ideia, partimos para a prática do projeto.
Stop Motion, à Mariana, pra ela entender um pouco mais sobre essa técnica, apesar
mesma.
O próximo passo, era elaborar o tema da nossa videoarte, como somos bastante
amigas, tivemos a total liberdade de chegar uma na outra, sugerindo temas que
trabalharmos algum texto da Clarice Lispector, musa inspiradora das duas, no vídeo,
mas durante uma das aulas que frequentávamos da professora Nivaldete, tivemos a
contato com ela, pedindo e perguntando se ela poderia nos ceder alguns de seus
muito especial, pelo qual ela tinha um carinho enorme, era Pisilinha. Quando li o
fazendo com que ele de fato fosse o escolhido. Depois desta escolha, foi a hora de
pensarmos juntas, como faríamos a nossa videoarte em Stop Motion. Nos reunirmos
diversas vezes, até que numa dessas reuniões, paramos para ler juntas o texto, e
vimos que uma parte era apreciada pelas duas - a que foi citada na parte inicial do
muito, sempre trocando ideias que poderiam ser viáveis para a produção do vídeo,
que as letras iam “criar vida”. Tratei logo de rabiscar por ali mesmo um storyboard,
para posteriormente passa-lo a limpo, e foi o que fiz, desenhei tudo o que havia
escrito e desenhado no programa CorelX3, até pela minha falta de prática com
das letras, para o registro das imagens do vídeo, Mariana conseguiu a máquina com
captura das imagens, tivemos que terminar de recortar as letras, o que levou
bastante tempo, mas depois de concluída esta fase do trabalho, iniciamos o registro
das imagens.
Neste dia, quem ficou encarregada da câmera fui eu, enquanto Mariana ficou com
a parte da animação dos objetos nas cenas. No dia seguinte, trocamos de funções,
enriqueceu muito nosso modo de lidar com a produção do vídeo, e foi um modo de
uma saber ouvir mais a outra, pois quem estava no controle da câmera, tinha que
passar as devidas instruções para quem estava animando os objetos, para que a
sequência fotografada seguisse de forma correta uma linha narrativa, sem muitas
Depois com todas as fotos em mãos, percebi que algumas ficaram mais escuras
que outras, devido ao uso de flash em algumas e outras não. Então entrei em
contato com a minha amiga, e decidimos que dividiríamos as 772 fotos entre nós
42
duas, para que pudéssemos edita-las de forma mais rápida. Ajustamos apenas a luz
e o contraste das imagens, para que ficassem o mais parecidas possíveis, apesar de
dividirmos o trabalho, ao todo essa edição nas imagens durou 1 semana e meia.
Para a montagem do vídeo, nos reunimos na sala 30, onde fizemos a dição
propriamente dita do vídeo. Como já foi citado, usamos o Windons Live Movie Maker
para a edição, aliás, todos os vídeos que produzi até agora em Stop Motion foram
feitos neste programa, e em todos eles sempre consegui o efeito esperado, e nesse
Com relação a música escolhida para compor o vídeo, eu a tinha ouvido havia
alguns dias, através de uma rede social na qual meu noivo, Hery Limdenberg, faz
parte. E assim que escutei a canção, a imaginei na videoarte, e na forma que ela ia
ajudar a compor as imagens. Então falei com ele, que é guitarrista e líder da banda,
pedindo autorização para o uso da música, ele permitiu e me repassou o trecho que
iriamos utilizar, e como imaginei, a canção ficou perfeita junto com as imagens.
Após todo o trabalho que tivemos em editar o vídeo, vê-lo pronto para mim foi
gratificante, acho que o foi também para Mariana. Ver uma ideia saindo do papel,
criando forma e depois tê-lo pronto, foi quase como ter tido um filho, apesar de ainda
não ter um, acho que a sensação deve ser a mesma. E o melhor de toda essa
experiência, foi poder compartilhar de todas as partes boas e ruins, deste trabalho,
não conseguem desenvolver bem trabalhos em grupo. Somos a prova viva de que,
Desejo que outros trabalhos como esse aconteçam, quem sabe desenvolver
oficinas sobre o assunto, encabeçar projetos com pessoas diferentes, abranger meu
desenvolvido ao longo destes anos, dentro do curso de arte visuais, que cursei com
4. Conclusão
A proposta da vídeoarte em Stop Motion, veio do fato de que uma técnica tão
antiga, ainda está sendo tão utilizada nos diversos segmentos da arte. Apesar das
novas tecnologias que vêm sendo desenvolvidas a cada dia, o stop motion ainda
busca pelos elementos que iriam compor as cenas, da captura das imagens, da
escolha de um trilha sonora adequada para compor o vídeo, enfim, de tudo que fez
parte do universo do vídeo, até vermos ele sair do papel e ganhar vida própria.
momento, não tínhamos visto nenhum TCC feito por duas pessoas, dentro do curso
de Artes Visuais, aqui da UFRN, o que foi um desafio tanto para nós, alunas, quanto
para nossa orientadora que soube, muito bem, lidar com um trabalho duplo.
44
Outro fato que nos instigou e nos fez arriscar tudo neste trabalho, foi a vontade de
quebrar certos “pré-conceitos” criados por nós artistas, de que somos seres
saber dividir esta experiência com quem tem uma sintonia com você, como no nosso
caso, e que mesmo o interesse sobre o assunto tendo partido de uma das partes, a
outra soube buscar informações necessárias para que o trabalho fosse bem
sucedido no final.
foi um processo riquíssimo que deveria ser estimulado pelos professores aos seus
orientandos, pois a troca de vivências artísticas entre nós aumenta, fazendo com
5. Referências bibliográficas
6. Bibliografia consultada
CAETANO, Bianca. Stop motion e pixilation. Tudo a mesma coisa?! . Disponível em:
< [Link] Acesso em
jul 2012.
DONIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. 2° ed. São Paulo: Martins Fontes,
1997.
SHAW, Susannah. Stop Motion: técnicas manuais para a animação com modelos.
Tradução de Edson Furmankiewicz. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
7. Referências imagéticas
Federal do Rio Grande do Norte, para a conclusão e validação do TCC, cada aluno
busca e na produção de informações. Essa ação deve ter um público alvo a ser
fora, devendo ser realizada em pelo menos oito horas. Foi necessária a elaboração
de um projeto e de um plano de trabalho, pelos quais essa ação pudesse ser julgada
Cultura (CIENTEC) da UFRN para realizarmos a nossa ação pedagógica. Visto que
vários tipos de pessoas, com diferentes gostos e interesses estariam presentes no
difundir mais essa técnica de animação, que é o Stop Motion, entre os diferentes
que não seria viável, uma vez que não dispúnhamos de materiais apropriados nem
de tempo hábil suficiente, para executar essas oficinas. No entanto, ainda queríamos
difundir essa técnica de forma prática e efetiva. Foi então que pensamos em fazer
uma exibição de filmes feitos com essa técnica. Como queríamos abranger o
dias, sendo que antes da exibição dos filmes, fizemos uma breve explanação sobre
o que vem a ser o Stop Motion e fizemos, também, observações importantes sobre o
filme e seu diretor, apresentando assim para o grande público, essa técnica tão
antiga, que ainda é bastante utilizada no cinema atualmente. Para isso, recorremos
a teóricos que pudessem nos oferecer conhecimentos adequados, tanto no que diz
respeito à história do Stop Motion, quanto à dos filmes exibidos. Para completar e
O primeiro dia (23.10.2012) foi a Sessão Méliès, com duração de duas horas
Méliès, pois ele é conhecido como o pai do Stop Motion, a quem muitos associam o
panorama completo dos diversos gêneros que ele abordou: encantamento, magia,
Voyage dans la lune (“Viagem à Lua”) de 1902. Entre cada filme, a narradora fala
sobre a vida e carreira de George Méliès, que foi considerado por historiadores, um
horas (08:00 – 11:00hs). Foram exibidos os filmes “King Kong”, (1933), dirigido por
Ray Harryhausen. Esses filmes não foram produzidos inteiramente com a técnica do
Stop Motion, mas o Stop Motion está presente em algumas cenas, como a cena do
macaco, que nada mais é que um boneco, sofre alterações em seus movimentos e
No terceiro e último dia (25.10.2012) tivemos a Sessão Tim Burton, com duração
Jack” (1994) e o filme “Noiva cadáver” (2004). Ambos sendo animações feitas em
Stop Motion. Escolhemos Tim Burton porque além de o admirarmos como diretor,
A escolha dos dias, horários e do local das exibições foi feita pela comissão da
CIENTEC constava apenas o ultimo dia das exibições, o dia 25 de Outubro, porém,
alunos a prestigiarem nossa mostra de filmes (Anexo D, cartaz feito por nós,
divulgando as exibições dos filmes). Ainda assim, com todos esses esforços, o
retorno não foi satisfatório, não conseguimos atingir um grande público, e contamos
convite para entrar e assistir, familiares e poucos colegas do curso. A experiência foi
assunto, nos deixando ainda mais ligadas ao tema, nos proporcionou também a
“descoberta” de novos vídeos, e ainda nos deu um saber sobre como elaborar um
Motion, anexo E.
53
ANEXO A
ANEXO B
Mari,
BJz's Thayná
ohhhh... ainda bem que vc lembrou.... Vão aí alguns... Se quiserem mais, diga.... Obrigada pela
honra!
A LINGUAGEM É
estar vazio é a grande graça: não há mãos para fuzis nem aneis nem
agarro de moedas nem boca para palavras de areia
Em que sentido...?
e o contentamento? -este é
dos passarinhos
56
e essa cruz das aparências em que
todos estão pregados?
um shopping é um atestado da
nossa miséria interna que nos faz
necessitar tanto?
tudo deslira
um lírio para tanto
delírio
tudo deslira
solidão vermelha
em dias calados horas de vaguidão
olhava o ar que de tão quente tremia
e dele voavam pequenas almas que
falavam cactês
e nada era tão vasto quanto a
solidão vermelha da terra des-
57
matada.
ferreira@[Link]>
BJz's, Thayná
Almeida.
58
ANEXO C
Nota: este livro não conta uma história, conta lembranças e pensamentos. Um destes
guarda semelhança com algo pensado por Rubem Alves, na crônica Milho de Pipoca,
em que ele lembra que, para se transformar em pipoca, o milho precisa sofrer a dor de
ir ao fogo. A personagem Psilinha, conversando com Deus em sonho, ouve dele que o
milho, quando queima, vira flor. A aproximação mostra que é possível a mais de um, ou
a muitos, desenvolver uma mesma reflexão a partir da observação de um mesmo fato.
1 Acho que eu ia me
chamar
Ficaram me chamando
Psilinha.
Porque eu gostava
De conversar sozinha.
e os meninos e meninas
Quer dizer,
59
vendo televisão...
Psilinha Cosmo de
Caramelo
(Gostei do Caramelo!
Foi só isso...
dá gastaria.
comestível e saborosa?...)
brinquedos
Desisti...
em pregar chiclete
na cadeira do professor de
matemática...
3 As pessoas
grandes,
quando conversam,
às vezes falam
Eu gosto de conversar
coisa de água...
Coisa passando...
Molinha...
No pensamento, na boca...
se desfaça, voe...
outra você...
Blá-blá-blá- b l á g u a...
4 Palavra é o contrário de
biscoito.
5 A luz é uma
água
amarela e seca
clareando
6 Vi um homem todo
limpo,
superperfumado
sujando o mundo
de fumaça.
Eu vi um homem
superfumado.
7 Eu sou
duas
no espelho.
pra onde?...
8 O dever de
casa...
Eu queria fazer
Um dever de asa...
9 Fiz dois
trabalhos
na oficina de arte.
E tirei zero!!!
Porque pintei
65
o mar amarelo
e esculpi Deus
num caramelo...
10 Tem livro de
história,
de geografia, ciência...
E também tem
livro de axila.
Como o livro
do professor de inglês,
línguas
roc-troc-mof-toc
ra-ta-plan-pum-pum!
em chinês.
12
Caos...
pedaços trocados
e um pedaço faltando
no casco
da tartaruga.
13 As letras, esses
mosquitinhos
pregados no papel...
Se elas voassem,
a gente ia ler no ar
muita coisa engraçada!
14 Às vezes quero
dizer
minicoisas. Pó-coisas...
Coisas pequenas.
Assim:
o coração da uva...
67
15 O gato miou
diferente.
e o canto dele?!...
16 Gosto de rir, de
risadar.
Às vezes eu choro
debaixo do chuveiro.
(ou é assim:
às vezes eu chuvo
debaixo do chuveiro
ou às vezes eu
choro
debaixo do choreiro?...)
68
17 Ganhei no último
aniversário
Tãrã-tãtããã...
É um... su...ti...ã!
18 Quando a gente
acorda
Eenão sonhou,
E quando sonha
na cozinha de Deus.
E passei um pouquinho de
nuvem,
diferentes:
O biscoito e o biscum,
só o título dela?...
71
20 Olho o
retrato
Do casamento dos meus
pais...
Eu onde estava?
21 Fiz uma
casinha...
Comer a porta.
viajar...
fácil
aprender matemática
se a gente misturasse
Eu sei
Tu seis...
24 As pessoas põem as
palavras
pra cantar,
pra rezar,
pra brigar,
pra vender,
pra amar,
pra explicar,
pra complicar...
E você?!...
Mão feminina começa a escrever em um caderno a 1a parte do texto Psilinha
Câmera muda de posição, mostrando o caderno vista superior.
De
D
Acaba 1a partedo de escrever texto Psilinha, toda a onde a personagem fala sobre ela.
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Aos poucos, as letras vão saindo do caderno...
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WF
DK
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O
O
D
DÇ
ÇY
Y
Y
Mão chega e vai ... E se espalham pela mesa
fechando o caderno
74
ANEXO D
Storyboard – Videoarte Título: PensAR [LETRAS] Libertadas
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A
bb c c bb d d ccbb ddcce e bbeeddccee
AA AA AA AA
ddee
Mão escreve...
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A A A
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A
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.. Até se encontrarem, e formarem a palavra TEMPO, contida no texto Psilinha
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Letras vão saindo do centro...
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A letra P vem surgindo no canto da tela
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juntam totalmente no centro.
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Caderno sai, e as letras vão se juntando no centro da mesa
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XM N FA FFNJ I DI FF FIF F F FGpFF F NF ihFF F FL DF Xl D p b o T sai de cena, e uma nova palavras vai
surgindo
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A palavra PENSAMENTO
S começa a sair de cena...
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eE a palavra AUSÊNCIA
começa a surgir na cena...
FFFA NDFIGi
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C iND FFpFbDD a
A
uSe^
n C i a FFFA NDFIND FF pFbDD ... Até se formar por completo no meio da cena.
^
F F F F
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Y I I FF F F F F FpFF F FhDÇF F L DF Xl D N I FF F F FFFhF F D A palavra vai se desfazendo, e
começa a entrar aos poucos no amontoado de letras no centro da cena.
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FGi NF C D DFhF F FÇpFL DF Xl biD DD b a D Na parte inferior da cena, As começam a aparecer algumas
letras se aproximam do centro... letras...
Nisso surge a letra Z
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algumas letras...
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Mão feminina chega, e vai abrindo o caderno...
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Mão ao abrir o caderno,
sai se de cena
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F I I DFF F F FF F
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D
Db
80
Fica apenas o caderno aberto e o amontoado de letras.
...mão reaparece, e vai fechando o caderno
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F As letras começam a entrar aos poucos dentro da pastinha de plástico contida dentro no caderno.
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