Fundamentos do Empreendedorismo e Perfil
Fundamentos do Empreendedorismo e Perfil
Unidade 1
O Perfil Empreendedor
CEO
Diretora Editorial
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
DAVID STEPHEN
David Stephen
AUTORIA
4 EMPREENDEDORISMO
Esses ícones aparecerão em sua trilha de aprendizagem nos seguintes casos:
ÍCONES
No início do Caso haja a
desenvolvimento necessidade de
de uma nova apresentar um novo
OBJETIVO competência. DEFINIÇÃO conceito.
Quando são
Se as observações
necessárias
escritas tiverem que
observações ou
ser priorizadas.
NOTA complementações. IMPORTANTE
Se existirem
Se algo precisar ser curiosidades e
Unidade 1
melhor explicado ou indagações lúdicas
EXPLICANDO detalhado. sobre o tema em
MELHOR VOCÊ SABIA?
estudo.
Se houver a
necessidade de Quando for preciso
chamar a atenção fazer um resumo
sobre algo a cumulativo das últimas
REFLITA ser refletido ou RESUMINDO abordagens.
discutido.
EMPREENDEDORISMO 5
Fundamentos de empreendedorismo...................................... 9
SUMÁRIO
O que é empreendedorismo?..........................................................................13
Intraempreendedorismo...................................................................................18
A lógica do empreendedorismo.............................................. 22
O processo do empreendedorismo................................................................23
Oportunidade.......................................................................................23
Ideia........................................................................................................ 28
Ação........................................................................................................ 30
Unidade 1
O perfil de um empreendedor................................................ 32
Comportamentos empreendedores...............................................................33
Ambição.................................................................................................34
Atitude.................................................................................................... 34
Coragem.................................................................................................36
Resiliência..............................................................................................36
Persuasão..............................................................................................38
Organização..........................................................................................39
As ferramentas do empreendedor......................................... 41
Principais ferramentas.......................................................................................42
Pesquisa de mercado..........................................................................42
Planejamento estratégico...................................................................43
Liderança...............................................................................................45
Marketing pessoal................................................................................45
6 EMPREENDEDORISMO
Gerenciamento de projetos...............................................................46
Outras ferramentas............................................................................................48
Unidade 1
EMPREENDEDORISMO 7
Empreender, durante muitos anos, foi encarado pela
APRESENTAÇÃO
8 EMPREENDEDORISMO
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo
OBJETIVOS
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências
profissionais até o término desta etapa de estudos:
Unidade 1
EMPREENDEDORISMO 9
Fundamentos de
empreendedorismo
Ao término deste capítulo, você será capaz de en-
tender o conceito e o real sentido do que é ser
um empreendedor. Isso será fundamental para o
OBJETIVO exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante!
10 EMPREENDEDORISMO
Imagem 1.1 - Ilustração de um empreendimento
Unidade 1
Fonte: Freepik
EMPREENDEDORISMO 11
Imagem 1.2 – Joseph Schumpeter (1863-1950)
Unidade 1
12 EMPREENDEDORISMO
Por falar em inovar, acabamos de mencionar uma pala-
vra intimamente associada ao empreendedorismo. Quem inova
empreende, mas será que todos os que empreendem estão ino-
vando?
Unidade 1
não podemos dizer propriamente que inovamos, pois, o serviço
já existia. Mas existiu um movimento criador de um novo serviço
para um determinado local, tendo exigido uma atitude empreen-
dedora de quem o fez.
EMPREENDEDORISMO 13
O que é empreendedorismo?
Vimos o que é ser empreendedor, mas o que realmente
significa empreendedorismo?
O que isso quer dizer para você? Por que nossas empresas
morrem tão jovens?
14 EMPREENDEDORISMO
Interessado em saber mais sobre a mortalidade
e outras informações sobre os empreendedores
brasileiros?
SAIBA MAIS Acesse e leia, na íntegra, o artigo “Sobrevivência e
mortalidade de empresas”, publicado em 1916 e
atualizado em 2019, no site do Sebrae, o qual apre-
senta uma série de pesquisas sobre a sobrevivên-
cia e a mortalidade das empresas. Para acessá-lo,
clique no link disponível aqui.
Unidade 1
Empreendedor versus administrador
O empreendedor deve ter a consciência de que existem
diferenças substanciais entre empreender e administrar. Vivemos
em um país que todo mundo acha que é bom empresário, mar-
queteiro e técnico de futebol. Se administrar uma empresa fos-
se fácil, não seria necessário haver cursos de administração com
quatro anos de duração, não é mesmo? O fato de você ter sido
capaz de empreender um negócio, não o qualifica a administrá-lo.
Claro que, muitas vezes, não há outra opção, mas é importante
que se entenda que estamos falando de dois perfis profissionais
completamente diferentes. O trabalho do empreendedor se inicia
na concepção do negócio e se finda na implantação. Depois disso,
ele tem que assumir as posturas e os comportamentos inerentes
ao administrador, deixando um pouco de lado o entusiasmo ex-
cessivo e todas as características impulsionadoras que o levaram
ao êxito no seu empreendimento inicial. Apesar de várias dessas
características comportamentais serem comuns aos dois perfis,
EMPREENDEDORISMO 15
ao contrário do empreendedor, o administrador tem que ser mais
frio, calculista, enfim, “pé no chão”. O empreendedor, por sua vez,
se tivesse fincado seus dois pés no chão, provavelmente não teria
conseguido empreender seu negócio. Então, qual é o melhor ce-
nário para o sucesso de um negócio? Contratar um administrador
para gerir nosso empreendimento recém-criado? Absorver os co-
nhecimentos, as competências e as habilidades de um administra-
dor? Enfim, o que é mais seguro e eficaz?
16 EMPREENDEDORISMO
Você pode buscar ferramentas para selecionar
pessoas com esse perfil. Recomendamos, para
isso, um portal de identificação de perfil compor-
VOCÊ SABIA? tamental, como o e-Talent, por exemplo. Esses por-
tais oferecem um questionário para ser aplicado
ao candidato e devolvem um relatório extenso,
contendo o perfil profissiográfico da pessoa em
avaliação. Para acessá-lo, clique no link disponível
aqui.
Unidade 1
Outro questionamento importante para se fazer nesse
momento: um bom administrador tem que ser um empreende-
dor?
EMPREENDEDORISMO 17
Empreendedor versus empresário
Vamos a mais um questionamento intrigante?
18 EMPREENDEDORISMO
Mais uma vez, chamamos a atenção de que o conheci-
mento claro desses conceitos pode ser decisivo na recuperação
de um negócio que não vai muito bem em razão da inexperiência
administrativa de seu empreendedor, ou, ainda, devido à falta de
empreendedorismo de seu administrador. Há, também, aqueles
negócios que, tendo um excelente empreendedor a sua frente,
guarnecido por um exímio administrador, carece, ainda, da pre-
sença de um empresário que aposte e invista naquela ideia.
Intraempreendedorismo
Você pode ser um empreendedor de sucesso sem nunca
ter tido um CNPJ ou vendido um produto ou serviço. Estamos fa-
lando do intraempreendedor.
Unidade 1
Intraempreendedorismo – é uma modalidade de
empreendedorismo praticada por funcionários
dentro da empresa em que trabalham. São profis-
DEFINIÇÃO sionais que possuem uma capacidade diferenciada
de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar
novas oportunidades para essas empresas (PE-
RIARD, 2010 apud REGAZZI; BONTORIM; KIRZEN-
BLATT, 2015).
EMPREENDEDORISMO 19
Com a Era Digital, as empresas perceberam que poderiam
substituir boa parte do trabalho manual e repetitivo pelos com-
putadores e máquinas computadorizadas. Ao contrário do que
se pensava, a Era da Informação não acarretou desemprego, mas
sim uma releitura ocupacional, destruindo uma série de cargos e
funções, criando novos postos de trabalho, com atribuições mais
nobres e criativas. O medo do desemprego foi surpreendido pelo
altíssimo valor agregado aos salários que não paravam de subir
para quem usava mais a cabeça do que as mãos para trabalhar.
20 EMPREENDEDORISMO
A característica mais marcante desse novo profissional é,
sem dúvida, a sua capacidade de criar e inovar. Empresas como a
Microsoft e a Google, por exemplo, têm nos ensinado a lidar com
esse novo perfil. Nessas empresas, é comum presenciar funcioná-
rios sem horário rígido de trabalho, podendo passar dias em casa,
porém conectados ao fluxo de trabalho da empresa. Bermudas
e camisetas estampadas substituem os velhos e formais farda-
mentos. Decisões são compartilhadas entre a alta gestão e o mais
simplório técnico. Salários relativamente baixos, no entanto, com
participações expressivas nos resultados da empresa. Essas são
algumas das marcas eminentes dessa nova ambiência laboral.
Unidade 1
ples: gestão por resultados.
EMPREENDEDORISMO 21
Esse é o perfil do intraempreendedor. E você? Está prepa-
rado para formar sua equipe de intraempreendedores para ala-
vancar o seu negócio? Ou você prefere ser um intraempreendedor
na empresa onde trabalha ou pretende trabalhar?
22 EMPREENDEDORISMO
A lógica do
empreendedorismo
Ao término deste capítulo, você será capaz de com-
preender a lógica de um projeto de empreendedo-
rismo. Isso será fundamental para o exercício de
OBJETIVO sua profissão. E então? Motivado para desenvolver
esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Unidade 1
em ação! Só assim podemos dizer que temos um projeto empreen-
dedor nas mãos. Vamos entender melhor a lógica desse processo?
Imagem 1.3 – Representação de um processo interno de uma indústria
Fonte: Freepik
EMPREENDEDORISMO 23
O processo do
empreendedorismo
O processo do empreendedorismo pode ser representado
por um fluxograma que consiste em três fases distintas, podendo
ser recorrentes, ou seja, uma vez avaliada uma ideia de forma ne-
gativa, por exemplo, pode-se retornar à etapa de reavaliação da
oportunidade, e assim por diante.
• Oportunidade.
• Ideia.
• Ação.
Oportunidade
Para identificar uma oportunidade, tudo o que você preci-
sar ter é VISÃO. Mas o que é ter visão? Para as organizações, visão
(ou visão corporativa) pode ser definida da seguinte maneira:
24 EMPREENDEDORISMO
A visão empreendedora pode ser classificada entre visão
objetiva (restrita a uma área de atuação) ou ampla (como um ra-
dar ou rede de pesca – o que cair é “peixe”). Em outras palavras,
para alguém que sabe o que quer, sua visão será concentrada em
um tipo específico de negócio. Ele estará constantemente buscan-
do algo que possa servir de oportunidade para seu intento. Já para
alguém que possui uma visão ampla, ele não estará limitado a um
tipo de negócio, podendo literalmente “fisgar” qualquer oportuni-
dade que apareça e que possa ser transformada em um negócio.
Unidade 1
oportunidades de riqueza em outros empresários que iniciaram
pequenos negócios. Normalmente, elas adquirem esses negócios
e multiplicam seu valor de mercado. Como exemplo desse perfil,
temos o Marcus Lemonis, empresário, consultor e idealizador do
famoso programa de TV: “O sócio” (“The profit”, em inglês) do His-
tory Channel.
EMPREENDEDORISMO 25
Imagem 1.4 – Exemplo de um empreendedor de sucesso: Marcus Lemonis
Unidade 1
26 EMPREENDEDORISMO
Imagem 1.5 – Steve Jobs, fundador da Apple Inc
Unidade 1
Fonte: Pixabay
EMPREENDEDORISMO 27
Pense fora da caixa!
28 EMPREENDEDORISMO
Ideia
Você já sentiu na pele o incômodo de ter que circular du-
rante minutos, às vezes, horas, em estacionamentos lotados de
shopping centers, aeroportos e demais complexos de grande aglo-
meração demográfica? Esse problema foi transformado em uma
oportunidade de negócio para a Parkhelp, uma empresa que teve
a seguinte ideia:
Unidade 1
Imagem 1.6 – Estacionamento
Fonte: Pixabay
EMPREENDEDORISMO 29
Temos aqui um exemplo de uma IDEIA surgida a partir de
uma OPORTUNIDADE, ou seja, um problema (oportunidade) ge-
rou uma necessidade (ideia).
Para Gun (2017), existem sete dicas para ser mais criativo:
Unidade 1
30 EMPREENDEDORISMO
Para compreender melhor o assunto, leia na ínte-
gra o artigo: “9 dicas de como ser mais criativo”, de
Murilo Gun. Para acessá-lo, clique no link disponí-
SAIBA MAIS vel aqui.
Ação
Unidade 1
Se alguém não tivesse tomado a iniciativa de transformar
a ideia de sinalização de estacionamentos em uma AÇÃO, não te-
ríamos uma empresa chamada Parkhelp oferecendo esse serviço
em diversos lugares do mundo e, certamente, obtendo bastante
lucro com seu empreendimento bem-sucedido. Ao contrário da
Parkhelp, muitas pessoas e empresas desperdiçam oportunida-
des identificadas ou deixam de materializar suas ideias. Essa é a
sutil, porém determinante, diferença de uma mente empreende-
dora. O empreendedor “FAREJA” oportunidades, formula IDEIAS e
não descansa até transformá-las em AÇÃO. Essa capacidade de
fazer ideias acontecerem é conhecida como:
EMPREENDEDORISMO 31
Quer se aprofundar no tema dessa competência?
Recomendamos o acesso à seguinte fonte de con-
sulta e aprofundamento, o programa “O sócio”
SAIBA MAIS (“The Profit”). Para acessá-lo, clique no link dispo-
nível aqui .
32 EMPREENDEDORISMO
O perfil de um empreendedor
Ao término deste capítulo, você será capaz de en-
tender o perfil de um empreendedor. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E
OBJETIVO então? Motivado para desenvolver esta competên-
cia? Vamos lá. Avante!
Unidade 1
rança natural, um magnetismo que contagia e acaba por gerar o
mesmo desejo de criar e inovar. Ao contrário do que muita gente
pensa, ele não vive de ideias, mas tem a habilidade e a capacidade
de pô-las em prática. Ele não é utópico e não tem apego às suas
próprias ideias. Se algo não dá para ser implantado, ele descarta
e tenta de outro jeito. Mas de uma coisa podemos ter certeza: o
empreendedor nunca desiste. Ele vai fundo e em frente até atingir
seus objetivos. E aí? Você está gostando desse perfil? Está achando
que ser empreendedor é a melhor coisa do mundo? Cuidado! A
felicidade nem sempre está do lado dele. Esse perfil focado, per-
sistente e aguerrido dos empreendedores, muitas vezes, os levam
a sérios erros. Alguns equívocos são muito comuns entre os em-
preendedores e, pode ter certeza, todos eles têm muitas histórias
de sucesso e de fracasso para contar. A seguir, vamos conhecer as
características e os erros mais marcantes na personalidade em-
preendedora.
EMPREENDEDORISMO 33
Comportamentos
empreendedores
Reunimos, aqui, algumas características comuns ao perfil
dos maiores empreendedores da história da humanidade.
Imagem 1.7 – Perfil empreendedor
Unidade 1
Fonte: Freepik
34 EMPREENDEDORISMO
Ambição
A ambição é a mola propulsora do empreendedor de su-
cesso. Quer seja o dinheiro, a fama ou o altruísmo, algo tem que
movê-lo rumo a seus objetivos. Mas vale a pena salientar o lado
obscuro da ambição: a GANÂNCIA. Tentar ir em busca de seus ob-
jetivos, passando por cima de seus princípios éticos, causando dor
e prejuízo ao seu próximo, pode transformar uma mola propulso-
ra em uma cilada que o levará, certamente, a um grande tombo,
com perdas irreparáveis na sua imagem, reputação e, até mesmo,
nos seus resultados financeiros.
Unidade 1
cada vez mais próximas umas das outras. Não dá mais para apli-
car a velha lei do “Gerson”, em que o que importa é levar vanta-
gem em tudo. Em contraposição a essa lei, existe a lei do retorno,
em que “bateu-levou”. Em pleno século 21, não é mais possível
ganhar sozinho. Os ganhos em rede, impulsionados pelas parce-
rias, são cada vez mais lucrativos. Atualmente, é comum se ouvir
falar que: UM NEGÓCIO SÓ É BOM QUANDO É BOM PARA TODOS
OS ENVOLVIDOS.
Atitude
Assim como vimos no exemplo da Parkhelp, sem atitude
não conseguimos transformar ideias em ação, porém, os grandes
empreendedores da história não são conhecidos apenas por te-
EMPREENDEDORISMO 35
rem tido a atitude de iniciar seus negócios. Atitude é uma carac-
terística marcante e recorrente na história desses vencedores. A
vida empresarial é um constante processo de tomadas de deci-
sões. O sucesso no mundo dos negócios é o somatório das deci-
sões acertadas subtraído do somatório das decisões equivocadas.
Mas, lembre-se: uma decisão não tomada, ou simplesmente pro-
telada por um longo tempo, pode pesar como ponto negativo nes-
sa balança, de sorte que: entre acertar ou errar, o melhor a fazer
é simplesmente tentar.
36 EMPREENDEDORISMO
nutrirem da pesquisa e do aconselhamento necessários. Sem uti-
lizar bem o TEMPO, uma atitude pode se transformar em um ato
INCONSEQUENTE e, consequentemente, acarretar duras perdas
para o seu negócio.
Coragem
Muitas vezes, ter atitude requer bem mais que tempo,
aconselhamento e pesquisa.
Unidade 1
Mais uma vez, é importante não confundir CORAGEM com
INCONSEQUÊNCIA. Algumas vezes, por orgulho ou vaidade, o em-
preendedor é levado a tomar decisões apenas para mostrar que
tem coragem.
Resiliência
Costuma-se dizer que empreender é um ato agridoce. No
início, tudo são flores, como a expectativa de ganhar dinheiro, a
empolgação da construção da marca e da escolha do ponto, en-
EMPREENDEDORISMO 37
fim, a cada nova conquista, uma nova comemoração. Mesmo após
a inauguração, o empresário vive um momento de lua de mel com
o seu empreendimento, até advirem as primeiras barreiras: falta
de recursos, pressão da concorrência, questões trabalhistas, entre
uma infinidade de outros problemas.
38 EMPREENDEDORISMO
O termo “resiliência”, amplamente utilizado e di-
fundido na área de gestão e negócios, foi tomado
por empréstimo da física. A resiliência é uma pro-
VOCÊ SABIA? priedade apresentada por alguns materiais sólidos
que se caracterizam por resgatar a sua forma origi-
nal após uma deformação forçada. Isso ocorre com
o aço. Até o seu ponto de resiliência, um vergalhão
de aço pode ser dobrado e ter a sua forma original
perfeitamente retomada após cessar a tensão que
o mantém dobrado. Ao passar desse ponto, ele se
deforma e não mais consegue retomar sua forma
original.
Persuasão
Unidade 1
É um ledo engano achar que se pode desenvolver um
novo empreendimento sozinho. Empreender é, antes de qualquer
coisa, vender ideias e convencer pessoas a embarcar no projeto.
Ainda que você disponha de recursos próprios o suficiente para
não precisar de sócios investidores ou capital de terceiros, você
precisa persuadir funcionários, fornecedores, parceiros e, princi-
palmente, clientes.
EMPREENDEDORISMO 39
Organização
Engana-se quem diz que o empreendedor não precisa ser
organizado, e que basta ter um sócio organizado ou contratar um
administrador com esse perfil para ter êxito em seus negócios. A
organização é uma cultura que deve ser cultivada e desenvolvida
de cima para baixo. Sem organização você até consegue elaborar
um projeto e até mesmo implantá-lo com algum índice de suces-
so, mas, dificilmente irá muito longe sem aguçar essa habilidade,
cada vez mais indispensável em um mercado extremamente com-
petitivo.
40 EMPREENDEDORISMO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
RESUMINDO deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido que o tema discorreu so-
bre algumas características comuns ao perfil dos
maiores empreendedores da história da humani-
dade, sendo elas: ambição, atitude, coragem, resi-
liência, persuasão e organização. Ser empreende-
dor é ser criativo por natureza e necessariamente
um líder, ou seja, exercer sobre as outras pessoas
um poder de liderança natural, um magnetismo
que contagia e acaba por gerar o mesmo desejo
de criar e inovar.
Unidade 1
EMPREENDEDORISMO 41
As ferramentas do
empreendedor
Ao término deste capítulo, você será capaz de uti-
lizar as ferramentas do empreendedor. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E
OBJETIVO então? Motivado para desenvolver essa competên-
cia? Vamos lá. Avante!
• Pesquisa.
• Planejamento estratégico.
• Liderança.
• Marketing pessoal.
• Gerência de projetos.
42 EMPREENDEDORISMO
Principais ferramentas
Agora, vamos discorrer sobre as cinco principais ferramen-
tas do empreendedor. Não estamos falando de software ou instru-
mentos, mas sim de metodologias úteis para o desenvolvimento
de projetos empreendedores.
Pesquisa de mercado
Imagem 1.8 – Pesquisa de mercado
Fonte: Freepik
Unidade 1
EMPREENDEDORISMO 43
De fato, algumas pesquisas são demasiadamente intangí-
veis, como aquelas que visam auscultar o mercado quanto ao lan-
çamento de um produto muito inovador, mas é inegável a eficácia
de uma boa pesquisa para nos livrar de alguns desastres, como
levantar o perfil do público consumidor para um produto a ser
comercializado em uma região, ou mesmo mapear a distribuição
do mercado entre seus concorrentes.
start-ups.
Planejamento estratégico
Como uma ideia se transforma em uma ação? Por qual
processo ela passa? Quais as ferramentas necessárias para plane-
já-la e executá-la a contento? A resposta para todas essas dúvidas
passa por uma ciência intitulada: Planejamento Estratégico.
44 EMPREENDEDORISMO
Alguns indicadores são determinantes para o planejamen-
to estratégico do empreendimento, tais como:
• Objetivo.
• Missão.
• Visão.
• Valores.
• Público-alvo.
• Mercado.
• Concorrentes.
Unidade 1
no clássico. Iniciar um negócio sem um planejamento estratégico,
por mais simples que seja, é como entrar em um avião sem um
plano de voo definido. Imagine só decolar em uma aeronave sem
saber a distância a ser percorrida e quanto combustível será ne-
cessário para a navegação? O destino desse voo é líquido e certo:
um desastre aéreo.
EMPREENDEDORISMO 45
Liderança
Se você pensa que liderança é um dom que já nasce com
a pessoa, acertou. Mas, felizmente, essa ferramenta é algo que se
pode desenvolver em qualquer perfil comportamental. Nunca se
escreveu tanto sobre liderança quanto nos últimos 50 anos. De
Peter Drucker para cá, o mundo dos negócios vem se voltando,
cada vez mais, para o desenvolvimento gerencial de seus execu-
tivos.
Marketing pessoal
O empreendedor tem que ter a consciência de que a ima-
gem da sua empresa passa pela sua própria imagem, e de que
a construção de sua marca empresarial é o resultado do esforço
de construção da linha de comunicação institucional da empresa
como um todo, perpassando os funcionários e dirigentes.
46 EMPREENDEDORISMO
A história recente mostra muitas empresas se perderem
em seu marketing institucional por conta da má conduta de seus
gestores. O empreendedor de sucesso sabe que ele se tornará
uma pessoa pública, e essa publicidade tende a aumentar à me-
dida que seus negócios vão ganhando visibilidade e obtendo su-
cesso.
Gerenciamento de projetos
Unidade 1
Outra ferramenta da administração importantíssima para
o empreendedor é o gerenciamento de projetos. Existem, inclusi-
ve, algumas certificações nessa área, como a PMP (Project Manage-
ment Professional), entre outras.
EMPREENDEDORISMO 47
Gerenciamento de projetos – é o conjunto de técni-
cas, conceitos e boas práticas que auxilia o profis-
sional a gerenciar projetos. Gerenciar um projeto,
DEFINIÇÃO por sua vez, consiste em planejar, executar, moni-
torar, controlar e encerrar um ciclo de atividades
que tem começo, meio e fim. A esse ciclo de ativi-
dades dá-se o nome de projeto.
48 EMPREENDEDORISMO
Recursos humanos – quem são as pessoas e qual a dedi-
cação que elas terão ao projeto, de modo que você possa mensu-
rar?
Unidade 1
irão se integrar?
Outras ferramentas
As ferramentas que vimos anteriormente se referem es-
pecificamente à fase de projeto do empreendimento, mas você
não deve esquecer de que o empreendedor de hoje será o admi-
nistrador de amanhã. Portanto, antes ou durante o seu projeto
de empreendedorismo, recomendamos que você invista na sua
educação empresarial, complementando sua formação empreen-
dedora com áreas de conhecimento referentes à administração
como um todo.
EMPREENDEDORISMO 49
Nesse sentido, elencamos ferramentas importantíssimas
para você utilizar na fase de administração de sua empresa:
• Gestão do marketing.
• Gestão financeira.
• Gestão contábil.
• Gestão de contratos.
• Gestão de processos.
• Gestão logística.
50 EMPREENDEDORISMO
Quer se aprofundar no tema dessa competência?
Recomendamos a leitura do artigo “A importância
do gerenciamento de projetos no desenvolvimen-
SAIBA MAIS to empresarial”. Para acessá-lo, clique no link dis-
ponível aqui.
Unidade 1
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
RESUMINDO deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido sobre as ferramentas que
devem ser utilizadas dentro de um projeto exitoso
de empreendedorismo, são elas: pesquisa, plane-
jamento estratégico, liderança, marketing pessoal
e gerência de projetos. Tais ferramentas são extre-
mamente necessárias e não devem ser prescindi-
das, considerando-se, contudo, a aplicabilidade de
cada uma delas.
EMPREENDEDORISMO 51
INOVAÇÃO. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto:
REFERÊNCIAS
2021.
52 EMPREENDEDORISMO