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Classificação e Manejo de Queimaduras

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Cirurgia- Prof.

Antonio Rivas
QUEIMADURAS

Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS

2º GRAU 2º GRAU PROFUNDO 3º GRAU


1º GRAU

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS
1º GRAU

• ACOMETE EPIDERME

• SEM BOLHAS

• DOLOROSA

• HIPERÊMICA

• REGENERAÇÃO COMPLETA EM 7 DIAS

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS 2º GRAU SUPERFICIAL

• ACOMETE EPIDERME E ESPESSURA PARCIAL DA


DERME (DERME PAPILAR)

• PRESENÇA DE BOLHAS

• EXUDATIVA

• HIPEREMICA

• EXTREMAMENTE DOLOROSA

• EMPALIDECE À DIGITOPRESSÃO

• RESTAURAÇÃO EM 14 DIAS

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS 2º GRAU PROFUNDO

• ACOMETE EPIDERME E ESPESSURA PARCIAL DA DERME


(DERME RETICULAR)

• PRESENÇA DE BOLHAS (ÍNTEGRAS OU ROTAS)

• EXUDATIVA

• COR VERMELHO DESBOTADO

• MODERADAMENTE DOLOROSA

• EMPALIDECE POUCO À DIGITOPRESSÃO

• NECESSITA TRATAMENTO CIRURGICO

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS
3º GRAU

• ACOMETE EPIDERME E TODA ESPESSURA DA DERME

• ASPECTO BRANCO NACARADO COM VASOS


TROMBOSADOS

• PELE SECA E INELÁSTICA

• SEM BOLHAS

• INDOLOR OU MINIMAMENTE DOLOROSA

• NECESSITA TRATAMENTO CIRURGICO

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


UFCG 2017 Sobre as queimaduras de primeiro grau, considere as assertivas abaixo, utilizando V para verdadeiro e F
para falso: ( ) As queimaduras de primeiro grau são, por definição, lesões confinadas à epiderme.; ( ) As queimaduras
de primeiro grau são dolorosas, eritematosas e pálidas ao toque, com a barreira epidérmica intacta.; ( ) Estas
queimaduras não resultam em cicatrizes, e o tratamento visa conforto com o uso de pomadas suavizantes tópicas,
com ou sem aloe, e anti-inflamatórios não esteroides orais (AINEs). A sequência correta para as assertivas acima é:
A) V, V, V.
B) V, F, V.
C) V, F, F.
D) F, V, V.
E) F, F, F.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


FUNDAÇÃO DE BENEFICÊNCIA HOSPITAL DE CIRURGIA – FBHC 2017
Paciente vítima de queimadura durante festas juninas acometendo a epiderme e toda a espessura da derme. Esse
paciente tem 70 kg e apresenta 20% de superfície corporal queimada. Diante disso, qual a classificação em relação a
profundidade dessa queimadura?

A) 1º Grau.
B) 2º Grau Superficial.
C) 2º Grau Profunda.
D) 3º Grau.
E) 4º Grau.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


Hospital de Olhos Aparecida – HOA - 2020
Sobre queimaduras, assinale a correta:

A ) As queimaduras de primeiro grau estão limitadas à derme, sem perda da integridade da barreira cutânea, sem
bolhas. Há apenas hiperemia como acontece nas queimaduras solares.
B ) As queimaduras de segundo grau acometem a derme. As superficiais são eritematosas, dolorosas e com bolhas, e
empalidecem a compressão.
C ) As queimaduras de segundo grau acometem somente a epiderme, sem perda da integridade da barreira
cutânea, sem bolhas. Há apenas hiperemia como acontece nas queimaduras solares.
D ) As queimaduras de terceiro grau avançam além da derme e são caracterizadas por pele friável, altamente
vascularizada e muito dolorosa.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS - FMP 2018
Um paciente deu entrada no Pronto Socorro vítima de queimaduras. Ao exame o médico residente descreveu o seguinte
quadro. Queimadura de cor rósea com bolhas de superfície transudativa úmida, com sensibilidade tátil intacta porem
com anestesia para alfinetadas. Podemos classifica-la como sendo de:

A) Primeiro grau.
B) Segundo grau superficial.
C) Segundo grau profundo.
D) Terceiro grau superficial.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CLASSIFICAÇÃO DE QUEIMADURAS - RESUMO
PROFUNDIDADE APARÊNCIA SENSIBILIDADE CURA

Hiperêmica, sem bolhas, empalidece à Regeneração completa em 6 a 7


Superficial (epiderme - 1º grau) Dolorosa
digitopressão dias
Espessura parcial superficial Presença de bolhas, hiperêmica, Extremamente dolorosa Restauração completa em até 21
(Derme papilar - 2º grau empalidece à digitopressão dias
superficial)

Espessura parcial profunda (Derme Presença de bolhas, cor vermelho Moderadamente dolorosa Geralmente cicatriza em semanas a
reticular - 2º grau profundo) desbotado, empalidece pouco ou não (dor à pressão) meses, com sequelas. Necessita
empalidece à digitopressão tratamento cirúrgico.

Espessura Total (toda a derme - 3º Pele seca e inelástica, lembrando couro, cor Indolor ou pouco dolorosa Geralmente não evolui
grau) esbranquiçada, nacarada, de aspecto (dor à pressão profunda) espontaneamente para cura.
céreo, presença de vasos trombosados Necessita tratamento cirúrgico.

Extensão para planos profundos Acomete fáscia, músculo ou ossos Indolor ou pouco dolorosa Não evolui espontaneamente para
(4º grau) (dor à pressão profunda) cura. Necessita tratamento
cirúrgico.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
RESPOSTA METABÓLICA EM QUEIMADURAS

• Liberação de diversos mediadores vasoativos liberados a partir da área queimadas

• Aumento da permeabilidade capilar → extravazamento de líquidos para o interstício

• Queimaduras com extensão superior 15-20% → resposta sistêmica

• Queimaduras com extensão > 40% → depressão miocárdica

ESSES EVENTOS LEVAM AO CHOQUE POR QUEIMADURA

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
RESPOSTA METABÓLICA EM QUEIMADURAS

• O aumento das catecolaminas, glucagon e cortisol → elevação da taxa metabólica e do catabolismo.

• Resposta hipermetabólica com aumento expressivo do catabolismo

• Hormônios anabólicos reduzidos por semanas

• Coagulopatia induzida por trauma

• Supressão imunológica afetando as vias celulares e humorais

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
MANEJO PRÉ HOSPITALAR

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

• Oferecer O2 a suplementar a todos os pacientes vítimas de queimadura. Caso haja suspeita de lesão de via aérea, considerar intubação.

• Parar o processo de queimadura: Remover roupas (desde que não estejam grudadas no paciente) e joias. Em queimaduras químicas pode
ser necessária irrigação imediata.
• Transferir o paciente para unidade de emergência o quanto antes, evitando qualquer medida não urgente que possa retardar o transporte.

• Cobrir o paciente com lençóis limpos e cobertores térmicos, visando evitar hipotermia.
• Controle da dor. Em um primeiro momento, deve-se evitar medicações que provoquem rebaixamento do nível de consciência, pois podem
mascarar quadros de intoxicação por CO. Analgesia deve ser endovenosa

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
MANEJO PRÉ HOSPITALAR

DEVEMOS IRRIGAR QUEIMADURAS NO MOMENTO DO ATENDIMENTO INICIAL?

• Apenas para queimaduras pequenas (até 5%)


• 20 a 30 minutos imediatamente após a queimadura com fluido em temperatura acima de 8º C
• Adotar medidas para prevenção de hipotermia

COMO DEVE SER A REPOSIÇÃO VOLÊMICA NA ETAPA PRÉ HOSPITALAR

• Apenas se tempo de atendimento/ transporte superior a 1 hora


• Volume de 500ml/h

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
MANEJO HOSPITALAR

• Tema mais cobrado em provas, se tratando de queimaduras.

• Atendimento hierarquizado: A → B → C → D → E

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE GOIÁS - SES - GO 2018
As queimaduras atingem cerca de 1.000.000 de brasileiros todo ano. No primeiro atendimento, pacientes com
queimadura deverão receber, obrigatoriamente:

A) atendimento inicial baseado no ABCDE do trauma, hidratação volumosa, analgesia intramuscular e


monitoramento.
B) atendimento inicial baseado no ABCDE, conforme preconizado pelo ATLS e BLS, hidratação de acordo com a
fórmula de Parkland, analgesia venosa e monitoramento.
C) atendimento inicial baseado no ABCDE, conforme preconizado pelo ATLS e BLS, hidratação volumosa,
oxigenioterapia e monitoramento.
D) atendimento inicial baseado no ABCDE, conforme preconizado no ATLS e BLS, analgesia subcutânea e
encaminhamento imediato para a equipe de cirurgia plástica.

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VIA AÉREA
Lesão térmica de via aérea necessita de diagnóstico precoce!

AMBIENTES FECHADOS
CHAMUSCAMENTO DE ANEXOS
FACIAIS

QUANDO SUSPEITAR? ESCARRO CARBONÁCEO

ROUQUIDÃO/ESTRIDOR

QUEIMADURAS DE FACE EM GERAL

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VIA AÉREA SINAIS DE OBSTRUÇÃO: SINAIS DE
COMPROMETIMENTO
→ ROUQUIDÃO RESPIRATÓRIO:
→ ESTRIDOR → FADIGA
→ USO DE RESPIRATÓRIA
MUSCULATURA → OXIGENAÇÃO
ACESSÁRIA INSUFICIENTE

QUANDO INTUBAR?
→ QUEIMADURAS
→ EXTENSÃO DE
FACIAIS EXTENSAS E
QUEIMADURA >40-
PROFUNDAS
50%
→ GLASGOW ≤ 8
→QUEIMADURA NO
INTERIOR DA BOCA → QUEIMADURAS
CERVICAIS
→EDEMA FACIAL
CIRCUNFERENCIAIS (3º
IMPORTANTE
GR.)

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


HOSPITAL SANTA PAULA - HSP – SP 2017
J.P.F, vítima de acidente automobilístico e retirado de veículo em chamas, apresenta vibrissas nasais chamuscadas,
rouquidão e escarros carbonáceos. O diagnóstico mais provável e conduta são:

A) queimaduras faciais e intubação orotraqueal precoce


B) lesão por inalação e inalação com broncodilatador
C) lesão por inalação e intubação orotraqueal precoce
D) broncoespasmo e inalação com broncodilatador
E) queimadura grave suporte com mascara de oxigênio a 2 L/min

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CASSIANO ANTÔNIO DE MORAES - UFES 2019
Em pacientes queimados, as queimaduras de vias aéreas são graves e aumentam o índice de morte. O que indica a
necessidade de intubação orotraqueal no paciente queimado?

A) Relato do paciente que queimou as vias aéreas sem sinais ou sintomas.


B) Ocorrência de queimaduras maiores que 30% da superfície corporal.
C) Ocorrência de queimaduras no pescoço.
D) Ocorrência de eritema e edema da orofaringe na visualização direta.

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO – INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO (CO)

• Deve ser suspeitada em vítimas de queimadura em locais fechados.

• Fisiopatologia → Maior afinidade da molécula de CO pela hemoglobina em relação ao O2

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO – INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO (CO)

NÍVEIS DE COHb SINTOMAS

0-10% ASSINTOMÁTICO – NÍVEIS PRESENTES EM TABAGISTAS PESADOS

10-20% NÁUSEAS E CEFALEIA

20-30% SONOLÊNCIA E LETARGIA

30-40% CONFUSÃO E AGITAÇÃO

40-50% COMA E DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA

>60% MORTE

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO – INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO (CO)

DIAGNÓSTICO
ATENÇÃO: A GASOMETRIA ARTERIAL E A : O DIAGNÓSTICO DE
OXIMETRIA DE PULSO NÃO SÃO EXAMES INTOXICAÇÃO POR CO É FEITO
CONFIÁVEIS PARA O DIAGNÓSTICO DE ATRAVÉS DA DOSAGEM DE
CARBOXIHEMOGLOBINA
INTOXICAÇÃO POR CO. DOSAGEM DE
COHB

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


HOSPITAL POLICLIN - POLICLIN (2018)
Quatro idosas foram retiradas de um asilo em chamas depois de terem ficado presas em um quarto durante 30
minutos. Chegam ao serviço de emergência desorientadas, confusas e muito agitadas, sem evidências de
queimaduras externas. Deve-se iniciar imediatamente o tratamento para uma possível intoxicação por monóxido de
carbono, após a constatação de:

B) Cianose de extremidades;
C) Nível de carboxiemoglobina (HbCO) > 60%;
D) Valores de pCO2 de 35mmmHg;
E) Tempo de exposição à fumaça.

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO – INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO (CO)

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


UFCG 2015
Um homem de 30 anos luta contra incêndio em sua casa por cerca de 3 horas. Duas horas depois vai ao pronto-
socorro queixando-se de dor de cabeça, náuseas, tontura e distúrbios visuais. Ao exame físico, está eupnéico e
consciente. O tratamento apropriado é:

A) Hemodiálise.
B) Tratamento na câmera hiperbárica.
C) Infusão de bicarbonato de sódio.
D) Máscara de oxigênio a 100%.
E) Broncoscopia para avaliar a lesão.
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP - UNICAMP 2020
Mulher, 27a, trazida para Unidade de Pronto Atendimento, vítima de incêndio, resgatada de ambiente fechado com
muita fumaça, queixando-se de náusea e dor de cabeça. Exame físico: PA= 125x85 mmHg, FC= 94bpm, FR= 18irpm,
oximetria de pulso (ar ambiente)= 99%; neurológico: Escala de Coma de Glasgow= 15, pupilas isocóricas e
fotorreagentes. A CONDUTA É:

A) Oxigênio 100% em máscara sem reinalação.


B) Tratamento sintomático; hidratação.
C) Radiograma de tórax.
D) Hemograma, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina ativada.

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO – OUTRAS AFECÇÕES

• Queimaduras circunferenciais de 3º grau → Escarotomia

• Lesão bronco-alveolar pela inalação de gases tóxicos → Suporte ventilatório

• Trauma torácico associado → ATLS (pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar)

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
VENTIALAÇÃO E RESPIRAÇÃO

• A Confusão mental e o coma em um paciente vítima de queimadura em ambiente fechados


provavelmente representa intoxicação por CO.
• A oximetria de pulso e a gasometria não são métodos confiáveis para o diagnóstico de
LEMBRE-SE

intoxicação por CO.


• O tratamento inicial para os casos de intoxicação por CO é a oferta de oxigênio sob máscara ou
tubo endotraqueal com FiO2 de 100%.
• Pacientes com queimaduras circunferenciais de 3º grau em tórax devem ser submetidos à
escarotomia para permitir a expansão torácica.
• Deve-se suspeitar de trauma torácico em vítimas de queimadura associada à explosão ou
acidente automobilístico.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

FISIOPATOLOGIA DO CHOQUE POR QUEIMADURA

• Liberação de diversos mediadores vasoativos liberados a partir da área queimadas

• Aumento da permeabilidade capilar → extravasamento de líquidos para o interstício

• Queimaduras com extensão > 40% → depressão miocárdica

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

REGRA DOS 9 DE WALLACE

Atenção: Queimaduras de primeiro


grau não entram no cálculo de SCQ e
reposição volêmica.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES - UFRN - 2017
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, dá entrada em pronto-socorro vítima de queimaduras de segundo e
terceiro graus envolvendo toda a circunferência dos membros superiores e aproximadamente metade da face anterior
do tronco, causadas por incêndio doméstico. Está consciente, orientado e refere dor intensa nas áreas queimadas. Sinais
vitais: pulso = 100 bpm; pressão arterial = 140 x 100 mmHg; frequência respiratória = 32 irpm; temperatura =
37,9°C. Nesse paciente, o valor da superfície corporal queimada (%SCQ) é de:

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


REGRA DOS 9 DE
WALLACE

o Metade do tronco anterior: 9%


o Membros superiores: 18%

9% + 18%= 27%

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


A) 45%
B) 36%
C) 18%
D) 27%

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

Segundo o ATLS 10ª Ed, a ressuscitação volêmica está formalmente indicada para
queimaduras superiores a 20% da superfície corpórea.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO

FÓRMULAS DE REPOSIÇÃO VOLÊMICA


PARKLAND (ATLS 10ª ED - 4 x SCQ x PESO (24 horas)
Trauma elétrico)

ATLS 10ª Ed. ADULTOS


2 x SCQ x PESO (24 horas)

ATLS 10ª Ed. Pacientes pediátricos 3 x SCQ x PESO (24 horas)


(<14 anos)

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

ATENÇÃO:
VOLUME TOTAL EM

o NÃO SE ESQUEÇA DE CONTABILIZAR OS


METADE NAS VOLUMES ADMINISTRADOS EM REGIME
PRIMEIRAS 8h PRÉ- HOSPITALAR.
24h

o LEMBRE-SE QUE O VOLUME TOTAL DEVE


METADE NAS SER ADMINISTRADO EM 24 HORAS
PRÓXIMAS 16h CONTADAS A PARTIR DO MOMENTO DA
QUEIMADURA.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE JUNDIAÍ - FMJ 2017
Um militar do corpo de bombeiros, 35 anos, 70 kg, sofre queimaduras de 2 grau em 40% de sua superfície corporal,
durante um resgate em um restaurante, após a explosão de um botijão de gás com princípio de incêndio. Ele chega ao
Serviço Referenciado de Queimados 60 minutos após a queimadura. O melhor esquema de reidratação venosa desse
paciente, de acordo com a regra de Parkland, será:

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


PARKLAND ATLS 10ª Ed.
4ml (RL) X peso X 2ml (RL) X peso X
SCQ SCQ

Volume em 24h (PARKLAND) = 4 X 70 (Peso em Kg) X 40% (SCQ) = 11200ml.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


VOLUME TOTAL EM
REPOSIÇÃO VOLÊMICA
METADE NAS
PRIMEIRAS 8h

24h
ATENÇÃO:
METADE NAS
o NÃO SE ESQUEÇA DE CONTABILIZAR
OS VOLUMES ADMINISTRADOS EM
PRÓXIMAS 16h
REGIME PRÉ- HOSPITALAR.

o LEMBRE-SE QUE O VOLUME TOTAL 5600ml 5600ml


DEVE SER ADMINISTRADO EM 24
HORAS CONTADAS A PARTIR DO nas nas
MOMENTO DA QUEIMADURA. próxima próxima
s 7h s 16h

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


A) Ringer lactato, 467 ml/h durante as 24h.
B) Ringer lactato, 5600 ml durante as próximas 8 horas.
C) Ringer lactato, 5600 ml durante 24 horas.
D) Ringer lactato, 800 ml/h durante as próximas 7 horas.
E) Ringer lactato, 11200 ml nas próximas 24 horas.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

REGRA DOS 9 DE PEDIÁTRICA

Menos comum em provas de residência

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


CIRURGIA
FUNDAÇÃO BANCO DE OLHOS DE GOIÁS - FUBOG 2019
Segundo a décima edição do ATLS, a reposição volêmica total com Ringer Lactato em 24h em um paciente de 4 anos,
14 kg, vítima de queimadura de segundo grau provocada por água quente, com extensão em tronco anterior, face
anterior da perna direita e esquerda, é, em ml:

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


REGRA DOS 9
PEDIÁTRICA

o Tronco anterior: 18%


o Face anterior dos membros inferiores
direito e esquerdo: 14%

18% + 14% = 32%

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


ATLS 10ª Ed.
PARKLAND Peso ≤ 30Kg
4ml (RL) X peso X 3ml (RL) X peso X
SCQ SCQ

Volume em 24h (ATLS 10ª Ed.) = 3 X 14 (Peso em Kg) X 32% (SCQ) = 1344ml

Crianças com peso inferior a 30Kg devem receber uma solução de manutenção de glicose 5% em ringer lactato
(D5LR). Além da reposição volêmica padrão com ringer lactato.
[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED
A) 896 ml.
B) 1.008 ml.
C) 1.344 ml.
D) 1.792 ml.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CIRCULAÇÃO – ESTIMATIVA DE ÁREA CORPÓREA QUEIMADA E REPOSIÇÃO VOLÊMICA

As fórmulas de reposição volêmica devem servir como guia para o início da administração de volume,
mas o maior e mais preciso elemento para controlar a reposição volêmica deve ser o débito urinário.

DÉBITO URINÁRIO

ADULTOS 0,5 mL/Kg/h

CRIANÇAS 1 mL/Kg/h

CRIANÇAS COM PESO INFERIOR A 30Kg 1 – 2 mL/Kg/h

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES - UFRN - HUOL 2020
Pacientes que sofreram queimaduras extensas necessitam de ressuscitação com volumes substancialmente maiores do
que vítimas de outros tipos de trauma, especialmente nas 24 horas iniciais, e os volumes administrados são
habitualmente calculados em função do peso do paciente e da porcentagem de superfície corporal queimada (%SCQ).
Na reposição volêmica inicial:

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


A) A reposição de coloides deve ser iniciada após 12 horas do trauma para prevenir a congestão
pulmonar, na dose de 2,0 mg/kg/%SCQ.

B) A taxa de infusão de líquidos deve ser continuamente ajustada visando manter um débito urinário
em torno de 0,5 - 1,0 ml/kg/hora.

C) O acesso venoso e a monitorização do débito urinário são mandatórios em pacientes com %SCQ a
partir de 25%.

D) A “Regra dos Nove” é a maneira mais precisa de estimativa para mensurar a %SCQ com fins de
cálculo de hidratação.

[Link] - ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS

• ESCAROTOMIA
• ANALGESIA
• PROFILAXIA PARA TROMBOEMBOLISMO VENOSO
• DESCOMPRESSÃO GÁSTRICA
• VACINAÇÃO ANTITETÂNICA

• ANTIBÓTICOPROFILAXIA SISTÊMICA

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS - ESCAROTOMIA

• Indicação: queimaduras de 3º grau circunferencial


• Objetivo: Evitar síndrome compartimental em
membros, restrição torácica e síndrome
compartimental abdominal.
• Incisão até subcutâneo

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis – IHOA – 2020
Um homem vítima de queimadura circunferencial de 2o. e 3o. graus na perna direita, desde o joelho até o tornozelo,
apresenta dor, formigamento, dormência e edema no pé direto após 5 dias de tratamento em unidade de referência.
Diante do quadro, qual é a conduta mais adequada?

A ) curativo com antibiótico nas áreas de 3o. grau


B ) pedido de parecer do cirurgião vascular e neurologista
C ) escarotomia longitudinal nas faces medial e lateral da perna
D ) debridamento cirúrgico se pressão intramuscular >20mmHg

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS - ANALGESIA

• Opióides: Fentanil/Morfina
• Via: Endovenosa
• Atenção para depressão do SNC (administrar potenciais depressores do SNC após A/B/C)
• Administrar benzodiazepínicos S/N

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


UNB - 2015 (Modificado):
Os pacientes que apresentam situações de emergências clínicas ou cirúrgicas, como trauma, choque, queimaduras
graves, parada cardiorrespiratória ou coma, necessitam de atendimento rápido e eficaz para que sua vida seja
preservada. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
O tratamento mais indicado para a dor intensa de paciente com área extensa de queimadura é realizado com os
opioides, por via endovenosa.

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


A) CERTO
B) ERRADO

ESTUDE COM O ESTRATÉGIA MED


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS – VACINAÇÃO ANTITETÂNICA

A vacinação antitetânica deve ser revisada para todos os pacientes vítimas de queimadura
de 2º e 3º grau.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS – DESCOMPRESSÃO GÁSTRICA E PROFILAXIA DO TEV

• Indicadas para queimaduras acima de 20% de SCQ.

• Atenção para contraindicação ao uso de anticoagulantes (Trauma)

• A sondagem nasogástrica também está indicada na presença de distensão abdominal,


náuseas ou vômitos.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS – ANTIBIOTICOPROFILAXIA SISTÊMICA

• Não há indicação de antibioticoprofilaxia sistêmica nas vítimas de queimadura

• Antibióticoterapia está indicada se houver confirmação de infecção

• Antibióticoterapia tópica pode ser considerada para lesões de segundo e terceiro grau

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
CUIDADOS ADICIONAIS – ANTIBIÓTICOS TÓPICOS

ANTIMICROBIANO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

• Os curativos devem ser trocados a cada 12h (devido a meia vida do


antimicrobiano).
Sulfadiazina de prata 1% • Pode produzir leucopenia transitória (reversível com a suspensão
temporária da medicação).

Acetato de Mafenide • Boa penetração em escaras e cartilagens.


• A aplicação é dolorosa.
• Pode produzir acidose metabólica.

Nitrato de prata 0,5% • Pode produzir discromia cutânea e hiponatremia.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


UNICAMP 2017
Mulher, 24a, admitida no pronto atendimento, referindo que derramou acidentalmente óleo fervente sobre o corpo.
Sem antecedentes mórbidos. Exame físico: fácies de dor; PA = 148 x 96 mmHg; FC = 110 bpm; FR = 22 irpm; pele:
áreas de queimadura, com eritema e formação de bolhas úmidas e muito dolorosas em todo abdome, coxas
bilateralmente e antebraços. Entre os cuidados preconizados para o atendimento inicial temos:

A) Hidratação com Ringer lactato, vacinação antitetânica, morfina.


B) Hidratação com Ringer lactato, cefazolina endovenosa, heparina subcutânea.
C) Hidratação com solução salina 0,9%, clorexidina e nitrato de prata 1%, tópicos.
D) Hidratação com solução salina 0,9%, dipirona, dexametasona endovenosa.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRANSFERÊNCIA PARA UNIDADE DE QUEIMADOS
CRITÉRIOS DE TRANSFERÊNCIA PARA UNIDADE DE QUEIMADOS

Queimaduras de 2º grau acima de 10% da superfície corporal queimada.


Queimadura em face, mãos, pés, genitália, períneo ou articulações.
Qualquer queimadura de terceiro grau.
Queimaduras elétricas.
Queimaduras químicas.
Lesão inalatória.
Queimaduras em pacientes com comorbidades que possas aumentar a mortalidade.
Queimaduras associadas a traumas concomitantes.
Queimaduras em crianças sem equipe qualificada.
Queimaduras em pacientes que necessitem suporte social, emocional ou reabilitação .

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE FLORIANÓPOLIS - SMS - FLORIPA 2020
São queimaduras que podem ser manejadas na Atenção Primária, as:

A) causadas por soda cáustica em criança de 2 anos


B) de terceiro grau que atingem o joelho em homem de 20 anos
C) de segundo grau na região anterior da perna direita em mulher de 60 anos
D) de segundo grau localizadas na mão em mulher de 35 anos

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRATAMENTO DEFINITIVO DA ÁREA QUEIMADA

• O tipo de tratamento depende da profundidade da queimadura

• Queimaduras de primeiro e segundo grau superficial são tratadas clinicamente.

• Queimaduras de segundo grau profundo e terceiro grau necessitam de tratamento


cirúrgico.

• A cirurgia habitualmente é realizada dentro de 24 a 72 horas após o evento

• Cirurgia → Debridamento da área queimada + reconstrução (enxertia)

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRATAMENTO DEFINITIVO DA ÁREA QUEIMADA

PROFUNDIDADE TRATAMENTO

Superficial (1º grau) Hidratação local

Espessura parcial superficial (2º grau


Troca diária com curativos não aderentes ou hidrocolóide com
superficial)
troca a cada 3-5 dias
Espessura parcial profunda (2º grau
Excisão tangencial e enxertia
profundo)
Espessura Total (3º grau
Escarectomia e enxertia

Extensão para planos profundos


Escarectomia e enxertia ou retalho

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
NUTRIÇÃO EM PACIENTES QUEIMADOS

• Grande queimado → Translocação bacteriana e estado hipercatabólico.

• Dieta precoce por via oral, gástrica ou enteral → reduz translocação bacteriana e
favorece o processo de cicatrização e cura.

• Principais vias para administração de dieta:


*ORAL
*NASOGÁSTRICA
*ENTERAL
*PARENTERAL

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
NUTRIÇÃO EM PACIENTES QUEIMADOS
• ORAL: Via de escolha sempre que possível. Contraindicada se rebaixamento de nível de consciência ou
instabilidade hemodinâmica

• NASOGÁSTRICA: Menos associada a episódios de diarreia (em relação à enteral). No entanto, mais
propícia à broncoaspiração e infecção pulmonar em pacientes críticos.

• NASOENTERAL: Indicada para pacientes críticos e pacientes que deverão ser submetidos a múltiplos
procedimentos cirúrgicos.

• PARENTERAL: Indicada se contraindicação às outras vias, ou o déficit calórico a mesmo com a


administração otimizada de dieta via sonda.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
NUTRIÇÃO EM PACIENTES QUEIMADOS

INDICAÇÃO DE DIETA POR SONDA

SCQ > 20% em pacientes de 12 a 70 anos .

SCQ > 10% em pacientes <12 e >70 anos .

Lesão inalatória.

Queimadura grave de face.

Intubação orotraqueal ou risco de aspiração.

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SUSSP 2017
Um homem de 45 anos sofreu queimadura de segundo grau abrangendo aproximadamente 30% da
superfície corpórea. Suas necessidades calóricas basais estão aumentadas em cerca de 70%. Para atender
a estas necessidades, é recomendado

A) administrar precocemente nutrição parenteral total.


B) iniciar precocemente dieta enteral, por sonda em posição pós-pilórica.
C) passar sonda nasogástrica, que deve ser aspirada intermitentemente até que a reanimação esteja completada,
e só então iniciar dieta, por via oral.
D) não deixar que se alimente por via oral, pelo elevado risco de aspiração.
E) administrar bloqueador de receptor H2, associado a dieta enteral.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO
• Interesse → Lesões de alta voltagem (> 1000V)

• Mecanismo de queimadura → Efeito Joule

Osso> Tendões> Pele> Músculos> Vasos> Nervos

• Queimaduras cutâneas são a ponta do Iceberg

• Lesões secundárias podem ser observadas em até 7-14 dias do envento

• A lesão muscular extensa é a principal responsável pelas complicações graves


(frequentemente cobradas em prova)

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SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO MARANHÃO - SES - MA 2019
Na avaliação geral de um paciente com queimadura elétrica, deve-se considerar que os tecidos com menor resistência
à corrente elétrica são:

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RESISTIVIDADE
ELÉTRICA

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A) pele e gordura.
B) ossos e tendões.
C) nervos e vasos sanguíneos.
D) músculos e fáscias.
E) fâneros e linfa.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO

AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DO TRUAMA ELÉTRICO INCLUEM:


o RABDOMIÓLISE COM MIOGLOBINÚRIA.
o SÍNDROME COMPARTIMENTAL.
o ARRITMIA CARDÍACA.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO: NECROSE
MUSCULAR AGUDA
RABDOMIÓLISE

LIBERAÇÃO DE ELEMENTOS
INTRACELULARES DOS MIÓCITOS
AUMENTO SÉRICO DE
POTÁSSIO E
MIOGLOBINA DEPOSIÇÃO DE
MIOGLOBINA NO TÚBULOS
MIOGLOBINÚRIA:
RENAIS
✓ OLIGOANÚRIA
✓ AUMENTO DE URÉIA E
CREATININA
✓ URINA DE COR CASTAHO-
AVERMELHADA
INJÚRIA RENAL AGUDA POR
MIOGLOBINÚRIA
CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SCMSJRP 2017
A nefropatia que ocorre na fase aguda da queimadura elétrica é decorrente de

A) Propagação de corrente elétrica até o rim com microlesões tubulares e vasculares


B) Lesão tubular térmica ocasionado pela corrente de alta-voltagem
C) Mecanismo arritmogênico com redução do débito cardíaco
D) Rabdiomiólise secundária à corrente elétrica com posterior mioglobinúria

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HOSPITAL DO AÇÚCAR - HA – AL 2015
Nos casos de queimadura elétrica, qual é a forma de acometimento renal?

A) Insuficiência renal aguda pré-renal devido à hipotensão causada pelo aumento da permeabilidade capilar nas
áreas não queimadas.
B) Microlesões vasculares renais devido à passagem da corrente elétrica pelos rins.
C) Necrose tubular aguda devido à mioglobinúria consequente a lesão muscular causada pela queimadura elétrica.
D) Estímulo da secreção inapropriada de hormônio antidiurético.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO

FÓRMULAS DE REPOSIÇÃO VOLÊMICA


PARKLAND (ATLS 10ª ED - 4 x SCQ x PESO (24 horas)
Trauma elétrico)

ATLS 10ª Ed. ADULTOS


2 x SCQ x PESO (24 horas)

ATLS 10ª Ed. Pacientes pediátricos 3 x SCQ x PESO (24 horas)


(<14 anos)

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO: RABDOMIÓLISE

• A DIURESE É O PARAMETRO MAIS FIDEDIGNO PARA AVALIAÇÃO DA REPOSIÇÃO VOLÊMICA EM


PACIENTES VÍTIMAS DE QUEIMADURA E TRAUMA ELÉTRICO.

• DIURESE ALVO PARA ADULTOS QUEIMADOS É DE APROXIMADAMENTE 0,5mL/Kg/h.

• DIURESE ALVO PARA CRIANÇAS QUEIMADAS ABAIXO DE 30 Kg E PARA CRIANÇAS COM IDADE
INFERIOR A 14 ANOS DEVE SER DE 1mL/Kg/h.

• DIURESE ALVO PARA TRAUMA ELÉTRICO 100mL/h EM ADULTOS e 1,5 a 2mL/Kg/h EM CRIANÇAS
COM PESO INFERIOR A 30 KG.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
LESÃO MUSCULAR
TRAUMA ELÉTRICO: EXTENSA
SÍNDROME
COMPARTIMENTAL
EDEMA MUSCULAR

EXPANSÃO
VOLUMÉTRICA EM UM
COMPARTIMENTO
INELÁSTICO COMPRESSÃO
NEUROVASCULAR

SÍNDROME
COMPARTIMENTAL
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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
DOR INTENSA
TRAUMA ELÉTRICO:
SÍNDROME EDEMA TENSO DO
COMPARTIMENTAL
PIOR À EXTENSÃO COMPARTIMENTO
PASSIVA ACOMETIDO

PALIDEZ
POIQUILOTERMIA
FRAQUEZA MUSCULAR E
PARESTESIA PARESIA
ALTERAÇÃO DE PULSO
→ CASOS AVANÇADOS 

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO:
SÍNDROME
COMPARTIMENTAL

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
TRAUMA ELÉTRICO: ARRITMIA CARDÍACA

Como existe risco de arritmia secundária ao acometimento cardíaco pela


corrente elétrica Está indicada monitorização eletrocardiográfica para todos os
pacientes que apresentem lesão por alta voltagem (>1000V), alterações do
ritmo cardíaco no momento da admissão ou ainda, perda de consciência.

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
COMPLICAÇÕES PRECOCES DE QUEIMADURAS

INFECÇÃO DA ÁREA QUEIMADA E SEPSE:

• Secreção com odor fétido nos curativos, além de incremento da profundidade da área
queimada, ou ainda presença de celulite ao redor da queimadura.

• O diagnóstico definitivo da infecção → biópsia de pele, sendo positivo quando a contagem


de microrganismos é superior a 105 unidade por grama de tecido.

• Tratamento: Antibióticoterapia + debridamento de tecidos desvitalizados.

• Outros focos: PAV, Infecção relacionada a dispositivos.

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
COMPLICAÇÕES PRECOCES DE QUEIMADURAS

Síndrome de Ogilvie

Úlcera de Curling

Íleo adinâmico

CIRURGIA- Prof. Antonio Rivas


QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
COMPLICAÇÕES TARDIAS DE QUEIMADURAS

Sequelas de queimaduras.

• Contraturas e bridas

• Úlcera de Marjolin

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QUEIMADURAS E TRAUMA ELÉTRICO
COMPLICAÇÕES TARDIAS DE QUEIMADURAS
A DEGENERAÇÃO MALIGNA (CEC) DE ÚLCERAS CRÔNICAS E QUEIMADURAS RECEBE O EPÔNIMO ÚLCERA
DE MARJOLIN

• TEMPO MÉDIO PARA TRANSFORMAÇÃO: 20 A 30 ANOS

• CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA TRANSFORMAÇÃO MALIGNA:

➢ MARGENS ELEVADAS OU INVERTIDAS


➢ TECIDO DE GRANULAÇÃO EXUBERANTE
➢ ODOR FÉTIDO
➢ SECREÇÃO PURULENTA
➢ AUMENTO PROGRESSIVO DE TAMANHO
➢ FRIABILIDADE COM FÁCIL SANGRAMENTO

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Hospital Oftalmológico de Brasília - HOB – DF (2020)
Paciente grande queimado, em 67º dia de internação em leito de terapia intensiva
em centro de queimados, apresentando lesão ulcerada em calcâneo direito, grande, com aspecto necrótico em algumas
áreas, sem melhora com as terapias tópicas prescritas. Em um desbridamento foi realizado exame histopatológico que
evidenciou carcinoma espinocelular. Assinale a alternativa que descreve a típica degeneração maligna de feridas
crônicas não cicatrizadas.

A) Úlcera de Marjolin.
B) Úlcera de Cushing.
C) Úlcera de Curling.
D) Úlcera de Jhonson.

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USP RP 2016
Mulher de 60 anos apresenta ferida na coxa sobre cicatriz antiga de queimadura, com intenso odor fétido. (VER
IMAGEM) Qual o diagnóstico mais provável?

A) Cicatriz instável.
B) Úlcera de Marjolin.
C) Pioderma gangrenoso.
D) Úlcera venosa.

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