Eu finalmente acordei.
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Ja desperta e com meu corpo completamente iniciado, me sento lentamente na minha cama
olhando a bagunça que estava meu quarto.
Me viro para Alice para questionar o motivo dessa grande bagunça mas a vejo toda
encolhida debaixo de suas cobertas me olhando com seus olhinhos arregalados.
- Ali, ta tudo bem? Qual o motivo dessa cara? Ate parece que viu um fantasma. - Tiro
minhas cobertas de cima de mim, com pouca coragem me levantando para procurar meus
chinelos.
- Você.... você tava... as coisas..... tudo voou! Você quase voou, dai você gritou e tudo caiu
e um morcego do nada apareceu e.... eu não sei. - Minha amiga falava numa rapidez
impressionante. Mas também parecia estar em estado de choque, olhando fixamente para
minha cama.
- Ali, acho que um desses objetos bateu na sua cabeça, sabe que eu não tenho o "dom da
famosa e querida telecinese", venha! Estamos atrasadas pra aula. - Jogo sua toalha em seu
colo pegando a minha indo direto ao banheiro.
Mais uma semana se inicia, mais uma semana de aulas intensas e cansativas.
Mas sinto que dessa vez não sera monótono como antes, e saber que essa monotonia pode
acabar me deixava ansiosa.
De banho tomado e arrumada para a aula, me agarro em Alice que me esperava na porta
do quarto.
- Ja disse que ODEIO esse uniforme? Por que caralhos não me dão outro mais longo? Essa
blusa e essa saia me faz parecer uma.... atriz pornô ou uma garota que saiu de um hentai. -
Os corredores quase vazios me davam a liberdade de reclamar sobre o uniforme curto e
apertado.
- Você ficou muito linda com ele, mas se voce nao se sente confortável deveria ir reclamar
com o diretor, e se ele não der um jeito vai com roupas casuais pra aula, não vai ser a
primeira vez que quebra as regras mesmo. - Sua voz baixinha e tímida conseguia encher
meu peito de calma, e mesmo com anos de amizade eu nunca iria me cansar de ouvir ela.
- Eu ja reclamei, mas aquele velho pedófilo parece gostar de ver as garotas usando esses
uniformes vulgares, eu juro que se pudesse cortava as duas cabeça daquele nojento
pecador. - Um sentimento esquisito que eu julgava ser raiva e odio percorriam pelas minhas
veias ate minha visão fazendo-me ver tudo turvo e vermelho.
- Nathy se acalma por favor! - Saio da minha bolha com minha amiga me chamando com a
voz desesperada e alta. - Seus olhos ficaram vermelhos de repente. Você ta bem?
Olho ao meu redor vendo as poucas pessoas me olhando com curiosidade e alguns
assustados.
- V-vamos logo pra aula. - Um pouco envergonhada, puxo a mais baixa pra andarmos mais
rápido para a nossa sala de aula.
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Ja se passou 1 hora e meia que estavamos sentados naquela cadeira desconfortável,
vendo o professor passando o resumo sobre a explosão do Big Bang e outros assuntos
inúteis que estudamos no 8 ano.
Mas minha mente nao conseguia prestar atenção na aula, ela sempre voltava para o
acontecimento mais cedo e para o sonho estranho que tive.
Quem era aquele demônio estranho que me chamava de senhora?
Por que ele disse que eu tenho que tomar meu trono de volta?
E por que aquelas vozes me chamavam de filha de Lilith?
Autora
A ruiva prende seus cabelos em um coque mal feito ainda mexida com o sonho que teve
esta madrugada.
- Senhorita Queens? Poderia nos explicar sobre a matéria? - O professor perguntou
olhando com desdém para a aluna que o encarava com certo tédio.
- Não. - Curta e grossa, disse Nathanyelle ja sem paciência para o drama do professor de
Ciências.
- E por que não? - Ergue uma sobrancelha ainda com aquele olhar.
- Porque eu nao estava prestando atenção? - A avermelhada imita o professor o deixando
irritado.
- Sabe Queens, essa não é a primeira vez que a senhorita fica no mundo da lua nas minhas
aulas, e saiba que nao conseguirá minha atenção assim. - Encosta as costas na cadeira
coçando a barba.
Incrédula, Nathy solta um riso forçado e debochado, mas por dentro fervendo de raiva e
enjoo.
- Como assim, professor. - Sua voz ja nao estava normal, e todos conseguiram perceber
que a garota estava prestes a explodir.
- A senhorita ficará na minha sala depois da aula, preciso conversar sobre suas notas. - A
garota nao estava gostando nada dos olhares que o professor lhe dava, e como se aquilo
fosse o ápice, ela simplesmente explodiu. Fora de si, como se algo maléfico tomasse seu
corpo.
- Oh professor! - Sua risada macabra fazia os pelos dos alunos se arrepiarem. - Eu nao vou
ficar porra nenhuma. Nem ela. - Aponta para a garota que se sentava no fundo. - Nem ela. -
Aponta para a que se sentava na frente do professor. - E nem elas. - Aponta agora para as
duas garotas que estavam encolhidas ao lado dela. - Você é um tarado nojento, acha que
essa mentirinha nojenta vai dar certo comigo? Antes de encostar a mão em mim eu corto
todos os seus membros e faço você engolir um por um. - A cada palavra seu timbre
aumentava, seu ódio crescia fazendo com que as canetas e os lápis tremessem sobre as
mesas. - Sabe o que eu faço com caras como você no inferno? Faço com que eles sintam
como é horrível ser assediada e importunada, meus queridinhos adoram comer a carne
podre de pedófilos e assediadores. Você iria sentir o verdadeiro fogo do inferno entrando
pela sua bunda, queimando suas entranhas. - Os olhos da garota estavam em um vermelho
escuro brilhante, sua voz alta e grossa fazia os lápis e as canetas tremerem ainda mais nas
mesas. - Você ira implorar por Deus, vai pedir misericórdia, igual todas as garotas pediram e
imploraram para você parar de importuna-las seu maldito. - Num piscar de olhos todas as
canetas voaram na direção do professor lhe acertando nos olhos, nas mãos, e nos braços.
Uma risada bizarra e extremamente alta ecoou pela sala deixando todos aterrorizados.
O grito agudo fez as janelas estouraram e os cacos de vidro cortarem superficialmente a
pele dos alunos.
E no canto escuro da sala, perto da porta, o demônio morcego encarava aquela cena toda
com um sorriso brincalhão no rosto, levemente excitado e animado para o que estava por
vir.
Pois estava na hora de sua senhora despertar.