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Roteiros de Conflitos e Sonhos Juvenis

Roteiros originais de diversos gêneros.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
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ROTEIRO 1

_________

INT. BANHEIRO DA ESCOLA - MANHÃ

CÁSSIO, menino negro de 16 anos, corre até uma cabine e se


tranca. JOÃO PEDRO (menino branco de 17 anos, usando óculos
escuros) entra no banheiro correndo atrás, seguido por
GABRIEL (menino branco de 16 anos) voando, com suas asas de
anjo, e MATHEUS (menino branco de 16 anos), deslizando em uma
pista de gelo gerada pelas suas mãos.

GABRIEL
Volta aqui, Cássio.

MATHEUS
Mostra seu poder. Ah, é mesmo... você
não tem poder algum.

Cássio senta no vaso sanitário e cobre suas orelhas,


chorando. Os outros meninos riem.

CÁSSIO
(gritando)
ME DEIXEM EM PAZ!

João Pedro retira seus óculos e rajadas de energia saídas de


seus olhos atingem a porta da cabine, danificando-a. Ele os
coloca novamente.

JOÃO PEDRO
Abre a porta, aberração!

Repentinamente, os meninos fora da cabine sentem uma forte


dor de cabeça. SOFIA (mulher negra de 48 anos) entra no
banheiro.

SOFIA
(telepaticamente)
Já chega! Quero todos na minha sala
imediatamente.

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2.

ROTEIRO 2
_________

EXT. CAFÉ LITERÁRIO - ENTARDECER

A luz suave do entardecer ilumina a fachada do pequeno café


literário. O letreiro diz: "Literatus Café".

INT. LITERATUS CAFÉ - ENTARDECER

O espaço é pequeno e aconchegante. Todas as paredes estão


coberta por prateleira de livros. Em uma mesa de canto, LIS,
19 anos, aparência cansada, está cochilando, debruçada sobre
seu laptop. Várias xícaras de café vazias e rascunhos
rabiscados e amassados ocupam a mesa ao seu redor.

ROSE
(O.S., suavemente)
Ei, querida. Está na hora de fechar.

ROSE, mulher branca de 25 anos, se aproxima da mesa. Lis


desperta sobressaltada, os olhos arregalados de surpresa e
cansaço. Ela olha em volta, confusa, antes de focar em Rose.

LIS
(desnorteada)
Oh, desculpe... Eu devo ter cochilado.

Rose sorri, vendo os rascunhos espalhados e as xícaras de


café.

ROSE
Trabalhando duro, hein? Quer que eu
ajude a juntar suas coisas?

Lis tenta organizar os rascunhos apressadamente, corando de


vergonha.

LIS
(timidamente)
Não, eu... Eu consigo. Desculpe pelo
incômodo.

Rose começa a ajudar, pegando algumas xícaras vazias.

ROSE
Que nada. Sabe, eu sempre admiro quem
se dedica tanto a algo. Você é
escritora?

Surpresa, Lis olha para Rose.

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3.

LIS
(hesitante)
Tento ser. Mas... tá difícil.

Rose senta ao lado de Lis, olhando diretamente em seus olhos.

ROSE
Entendo. Sabe... este café é meu
sonho. Não foi fácil chegar aqui. Mas,
se você ama o que faz, isso já é um
grande passo.

Lis sorri timidamente, corando, e desvia o olhar.

LIS
Obrigada! Eu precisava ouvir isso.

Rose sorri e estende sua mão.

ROSE
Prazer, sou Rose, a dona. Venha sempre
que precisar de um espaço para criar.

Lis aperta a mão de Rose.

LIS
Sou Lis. O prazer é meu, Rose.

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4.

ROTEIRO 3
_________

EXT. CASA DE CASSANDRA - TARDE

A casa de Cassandra está situada no meio de uma clareira na


mata, afastada da cidade. Sua arquitetura incomum, com torres
retorcidas e janelas em formatos estranhos, contrasta com o
ambiente natural. ANASTÁCIA, 21 anos, olha em volta,
visivelmente nervosa e curiosa. Ela respira fundo e caminha
hesitante até a porta, batendo levemente.

INT. CASA DE CASSANDRA - TARDE

A porta se abre com um rangido. Ninguém a abriu. Receosa,


Anastácia entra. O interior da casa é um misto de caos e
encanto, com livros espalhados, frascos misteriosos e objetos
estranhos por toda parte. CASSANDRA,70 anos, aparece atrás de
Anastácia.

CASSANDRA
(curiosa)
Posso ajudar?

Anastácia engole seco.

ANASTÁCIA
(tímida)
Oi, eu sou Anastácia. Uma amiga
sugeriu que eu viesse falar com você.
Sou professora e... bem, estou tendo
dificuldades com meus alunos.

Cassandra observa Anastácia por um momento e sorri.

CASSANDRA
Vamos conversar. Sente-se, por favor.

Cassandra aponta para duas poltronas antigas perto de uma


estante abarrotada de livros. As duas se sentam.

CASSANDRA
Então, o que exatamente está
acontecendo na sua sala de aula?

ANASTÁCIA
(nervosa)
Bem... eles são... indisciplinados,
desrespeitosos, desinteressados e nada
do que tento parece funcionar. Estou
desesperada e... minha amiga disse que
você pode ajudar. Ela mencionou que

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5.

seus métodos são... diferentes.

Cassandra sorri.

CASSANDRA
Diferente é uma maneira de colocar.
Diga-me, Anastácia, você acredita em
magia?

ANASTÁCIA
(hesitante)
Magia? Você quer dizer... truques de
mágica?

Cassandra ri suavemente.

CASSANDRA
Não exatamente. Eu sou uma bruxa,
minha querida. E acho que o que você
precisa não seja apenas controlar sua
turma, mas descobrir a magia dentro de
você mesma.

Anastácia arregala os olhos.

ANASTÁCIA
(atônita)
Uma... bruxa?

CASSANDRA
Mas a magia que ensino não é apenas
sobre feitiços e encantamentos. É
sobre encontrar força e sabedoria
interior. Algo que todo bom professor
deve ter. A sala de aula é um lugar
onde a verdadeira magia acontece.
Inspirar, guiar, e transformar vidas é
uma forma de magia. Para lidar com
seus alunos, você precisa entender a
magia da docência.

ANASTÁCIA
(curiosa)
E o que preciso fazer?

Cassandra sorri e se aproxima da jovem.

CASSANDRA
(cochichando)
Bem-vinda, minha querida. Nossa
jornada começa agora.

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6.

ROTEIRO 4
_________

INT. SALA DE JANTAR - NOITE

A sala de jantar é elegante e bem decorada. A mesa está posta


com uma refeição farta. A família está reunida: SEVERINO
(45), um homem de aparência austera, está sentado na
cabeceira. ALEXANDRE (17), está no lado oposto, visivelmente
desconfortável. A mãe de Alexandre, MARIA (43), sentada entre
eles. Severino serve um pedaço de carne no prato de
Alexandre, sorrindo de forma tensa.

SEVERINO
Então, Alexandre, já se inscreveu na
academia de espionagem? O prazo se
encerra hoje.

Alexandre suspira, colocando os talheres de lado.

ALEXANDRE
Pai, eu já disse que não quero ser um
agente secreto. Tenho outros planos
para minha vida.

MARIA
(calmamente)
Não vamos falar sobre isso agora.
Vamos aproveitar o jantar.

Severino olha fixamente para Alexandre.

SEVERINO
Isso é ridículo, Alexandre. A
espionagem é uma tradição na nossa
família. Você tem o talento, a
inteligência... por que desperdiçar
isso?

Alexandre se inclina para frente, a voz firme e controlada.

ALEXANDRE
Porque eu quero fazer algo que me faça
feliz, pai. Não quero viver a sua
vida, com seus valores. Eu tenho meus
próprios sonhos.

Severino dá um soco na mesa.

SEVERINO
(irritado)
E o que você quer fazer? Música? Arte?

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7.

Essas coisas não vão te levar a lugar


nenhum. A segurança do mundo é o que
importa!

Alexandre se levanta, encarando o pai.

ALEXANDRE
Eu quero fazer algo significativo para
mim, algo que me faça sentir vivo!

Maria se levanta.

MARIA
Por favor, podemos falar sobre isso
depois? Este é um momento de família.

SEVERINO
Você está sendo egoísta, Alexandre.
Está colocando seus desejos pessoais
acima do bem maior.

ALEXANDRE
(voz embargada)
Não, pai. Eu estou tentando viver
minha vida. Algo que você parece nunca
ter entendido.

SEVERINO
Faça o que quiser, Alexandre. Mas
lembre-se, uma vez que escolher seu
caminho, não vai ter volta.

ALEXANDRE
Eu já escolhi, pai. E vou trilhar meu
próprio caminho.

Alexandre sai da sala de jantar, deixando Severino e Maria em


silêncio. Severino se levanta e também sai. Maria chora.

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