Lógica Proposicional: Conceitos e Conectivos
Lógica Proposicional: Conceitos e Conectivos
1. PROPOSIÇÃO
Denomina-se proposição a toda frase declarativa, expressa em palavras ou símbolos, que
exprima um juízo ao qual se possa atribuir, dentro de certo contexto, somente um de dois valores
lógicos possíveis: verdadeiro ou falso.
2. CONECTIVOS LÓGICOS
Conectivos Conectivos
Estrutura lógica Exemplo
(linguagem idiomática) (Símbolo)
e Conjunção: A B João é ator e alagoano.
ou Disjunção: A B Irei ao cinema ou à praia.
ou ... ou, mas não Disjunção exclusiva: Ou Tiago é médico ou dentista,
ambos AB mas não ambos.
# CONJUNÇÃO: “A e B”
A B AeB
V V V
V F F
F V F
F F F
# DISJUNÇÃO: “A ou B”
A B A ou B
V V V
V F V
F V V
F F F
Pág.1
# DISJUNÇÃO EXCLUSIVA: “ou A ou B, mas não ambos”
A B A ou B
V V F
V F V
F V V
F F F
1) Se A, B. 5) Todo A é B.
2) B, se A. 6) A é condição suficiente para B.
3) Quando A, B. 7) B é condição necessária para A.
4) A implica B. 8) A somente se B.
Exemplo: Dada a condicional “Se chove, então fico molhado”, são expressões equivalentes:
# BICONDICIONAL: “A se e somente se B”
A B A↔B
V V V
V F F
F V F
F F V
Pág.2
3. MODIFICADOR “NÃO”
# NEGAÇÃO: “não A”
As seguintes frases são equivalentes entre si:
Lógica não é fácil.
Não é verdade que Lógica é fácil.
É falso que Lógica é fácil.
Não é o caso que Lógica é fácil.
A ~A
V F
F V
No quadro abaixo, apresentamos uma tabela muito interessante a respeito dos conectivos,
mostrando as condições em que o valor lógico é verdade e em que é falso.
Estrutura
É verdade quando É falso quando
lógica
AeB A e B são, ambos, verdade pelo menos um dos dois for falso
A ou B pelo menos um dos dois for verdade A e B, ambos, são falsos
A ou B A e B tiverem valores lógicos diferentes A e B tiverem valores lógicos iguais
AB nos demais casos A é verdade e B é falso
A e B tiverem valores lógicos
AB A e B tiverem valores lógicos iguais
diferentes
Pág.3
P Q ~Q (P ~Q) ~(P ~Q)
V V
V F
F V
F F
7. TAUTOLOGIA:
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições A, B, C, ... será dita
uma Tautologia se ela for sempre verdadeira, independentemente dos valores lógicos das
proposições A, B, C, ... que a compõem.
Em palavras mais simples: para saber se uma proposição composta é uma Tautologia,
construiremos a sua tabela-verdade! Daí, se a última coluna da tabela-verdade só apresentar
verdadeiro (e nenhum falso), então estaremos diante de uma Tautologia. Só isso!
Exemplo: A proposição (A B) (A B) é uma tautologia, pois é sempre verdadeira,
independentemente dos valores lógicos de A e de B, como se pode observar na tabela-verdade
abaixo:
A B AB AB (A B) (A B)
V V V V V
V F F V V
F V F V V
F F F F V
Observemos que o valor lógico da proposição composta (A B) (A B), que aparece
na última coluna, é sempre verdadeiro.
8. CONTRADIÇÃO:
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições A, B, C, ... será dita
uma contradição se ela for sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das
proposições A, B, C, ... que a compõem.
Ou seja, construindo a tabela-verdade de uma proposição composta, se todos os
resultados da última coluna forem FALSO, então estaremos diante de uma contradição.
Exemplo:
A proposição (A ~B) (A B) também é uma contradição, conforme verificaremos por
meio da construção de sua da tabela-verdade. Vejamos:
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A B (A ~B) (A B) (A ~B) (A B)
V V F V F
V F V F F
F V V F F
F F F F F
Observemos que o valor lógico da proposição composta (A ~B) (A B), que aparece
na última coluna de sua tabela-verdade, é sempre Falso, independentemente dos valores lógicos
que A e B assumem.
9. CONTINGÊNCIA:
Uma proposição composta será dita uma contingência sempre que não for uma tautologia
nem uma contradição. Exemplo:
A proposição "A (A B)" é uma contingência, pois o seu valor lógico depende dos
valores lógicos de A e B, como se pode observar na tabela-verdade abaixo:
A B (A B) A (A B)
V V V V
V F F F
F V F V
F F F V
E por que essa proposição acima é uma contingência? Porque nem é uma tautologia e
nem é uma contradição!
Exemplos:
1) Negação de “Algum carro é veloz” é: “Nenhum carro é veloz”.
2) Negação de “Nenhuma música é triste” é: “Alguma música é triste”.
3) Negação de “Nenhum exercício não é difícil” é: “Algum exercício não é difícil”.
4) Negação de “Toda meditação é relaxante” é: “Alguma meditação não é relaxante”.
5) Negação de “Todo político não é rico” é: “Algum político é rico”.
6) Negação de “Alguma arara não é amarela” é: “Toda arara é amarela”.
7) Negação de “Alguém ganhou o bingo” é: “Ninguém ganhou o bingo”.
8) Negação de: “Algum dia ela me amará” é: “Nenhum dia ela me amará”, ou melhor: “Nunca
ela me amará”.
9) “Nem todo livro é ilustrado” é o mesmo que:
O termo “nem” na frente do “todo” significa que devemos negar a proposição “todo livro é
ilustrado”. E para obter a negação desta proposição, basta trocar o termo TODO por
ALGUM...NÃO. Teremos:
“Algum livro não é ilustrado”. (Resposta!)
10) “Não é verdade que algum gato tem sete vidas” é o mesmo que:
O termo “não é verdade que” significa que devemos negar tudo o que vem em seguida, ou
seja, negar a proposição “algum gato tem sete vidas”. E para obter a negação desta proposição,
basta trocar o termo ALGUM por NENHUM.
“Nenhum gato tem sete vidas”. (Resposta!)
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11. NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Pág.6
12.3. Equivalências Básicas:
1ª) A e A = A 5ª) A B = B A
2ª) A ou A = A 6ª) A B = (A B) e (B A)
3ª) A e B = B e A
4ª) A ou B = B ou A
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14. PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
1. Todo A é B
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A está contido no conjunto B, ou
seja, todo elemento de A também é elemento de B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A.
Todo gaúcho é brasileiro Todo brasileiro é gaúcho
Também, são equivalentes as expressões seguintes:
Todo A é B = Qualquer A é B = Cada A é B
2. Nenhum A é B
Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é,
A e B não tem elementos em comum.
Dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Exemplo: Nenhum diplomata é analfabeto = Nenhum analfabeto é diplomata
3. Algum A é B
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma Algum A é B estabelecem que
o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B.
Entretanto, no sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que “alguns alunos são
ricos”, mesmo sabendo que “todos eles são ricos”.
Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A.
Exemplo: Algum médico é poeta = Algum poeta é médico
Também, são equivalentes as expressões seguintes:
Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B
Exemplo:
Algum poeta é médico = Pelo menos um poeta é médico = Existe um poeta que é médico
4. Algum A não é B
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos
um elemento que não pertence ao conjunto B.
Dizer que Algum A não é B é logicamente equivalente a dizer que Algum A é não B, e
também é logicamente equivalente a dizer que Algum não B é A.
Exemplo:
Algum fiscal não é honesto = Algum fiscal é não honesto = Algum não honesto é fiscal
Atenção: dizer que Algum A não é B não significa o mesmo que Algum B não é A.
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Exemplo: Algum animal não é mamífero Algum mamífero não é animal
IMPORTANTE: Nas proposições categóricas, usam-se também as variações gramaticais dos
verbos ser e estar, tais como é, são, está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.
B
A=B
A B
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3. Se a proposição “Algum A é B” é verdadeira, temos quatro representações possíveis:
A A=B
B
A
A B B
A B
Exercício: (Especialista em Políticas Públicas Bahia 2004 FCC) Considerando “todo livro é
instrutivo” como uma proposição verdadeira, é correto inferir que:
a) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
b) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
c) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
d) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
e) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
Pág.0000010
Sol.:
Temos que a proposição “todo livro é instrutivo” é verdadeira. Baseando-se nesta proposição,
construiremos as representações dos conjuntos dos livros e das coisas instrutivas. Como
vimos anteriormente há duas representações possíveis:
instrutivo
instrutivo = livro
livro
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15. ARGUMENTO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de proposições iniciais redunda em
uma outra proposição final, que será conseqüência das primeiras!
Dito de outra forma, argumento é a relação que associa um conjunto de proposições p1, p2,
... pn , chamadas premissas do argumento, a uma proposição c, chamada de conclusão do
argumento.
No lugar dos termos premissa e conclusão podem ser também usados os
correspondentes hipótese e tese, respectivamente.
# ARGUMENTO VÁLIDO:
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem construído), quando a
sua conclusão é uma conseqüência obrigatória do seu conjunto de premissas.
Para testar a validade de um argumento, devemos considerar as premissas como
verdadeiras, mesmo quando o conteúdo da premissa é falso.
# ARGUMENTO INVÁLIDO:
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído,
falacioso ou sofisma – quando a verdade das premissas não é suficiente para garantir a
verdade da conclusão.
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16. SENTENÇAS ABERTAS
1. Sentenças Abertas
No capítulo um, comentamos sobre as sentenças abertas, que são sentenças do tipo:
a) x + 3 = 10
b) x > 5
c) (x+1)2 – 5 = x2
d) x – y = 20
e) Em 2004 foram registradas 800+z acidentes de trânsito em São Paulo.
f) Ele é o juiz do TRT da 5ª Região.
Tais sentenças não são consideradas proposições porque seu valor lógico (V ou F)
depende do valor atribuído à variável (x, y, z,...). O pronome ele que aparece na última sentença
acima, funciona como uma variável, a qual se pode atribuir nomes de pessoas.
Há, entretanto, duas maneiras de transformar sentenças abertas em proposições:
1ª) atribuir valor às variáveis;
2ª) utilizar quantificadores.
A primeira maneira foi mostrada no capítulo um, mas vejamos outros exemplos:
Ao atribuir a x o valor 5 na sentença aberta x + 3 = 10, esta transforma-se na proposição 5
+ 3 = 10, cujo valor lógico é F.
Ao atribuir a x o valor 2 na sentença aberta (x+1)2 – 5 = x2, esta transforma-se na
2 2
proposição (2+1) – 5 = 2 , que resulta em 4 = 4, tendo, portanto, valor lógico V.
A seguir, veremos a transformação de uma sentença aberta numa proposição por meio de
quantificadores.
2. Quantificadores
Consideremos as afirmações:
a) Todo sangue é vermelho.
b) Cada um dos alunos participará da excursão.
c) Algum animal é selvagem.
d) Pelo menos um professor não é rico.
e) Existe uma pessoa que é poliglota.
f) Nenhum crime é perfeito.
Expressões como “todo”, “cada um”, "algum", "pelo menos um", “existe”, “nenhum” são
quantificadores.
Há fundamentalmente dois tipos de quantificadores: Universal e Existencial.
O quantificador universal é indicado pelo símbolo que se lê: para todo, para cada,
qualquer que seja.
Veremos agora exemplos de transformações de sentenças abertas em proposições:
1) (x)(xN)(x + 3 = 10)
O símbolo é o quantificador universal, x é a variável, N é o conjunto dos números
naturais e x + 3 = 10 é a sentença aberta. (É freqüente em questões de concurso a sentença
aberta ser chamada de predicado ou propriedade.)
A proposição (x)(xN)(x2 = 4) se lê da seguinte maneira: “Para todo elemento x do
conjunto dos números naturais, temos que x + 3 = 10”.
Qual o valor lógico dessa proposição? É claro que é Falso, pois se fizermos, por exemplo,
o x igual ao número natural 1, teremos 1 + 3 = 10 (resultado falso!).
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2) (x)(xZ)(x2 x)
O símbolo é o quantificador universal, x é a variável, Z é o conjunto dos números inteiros
e x2 x é a sentença aberta.
A proposição (x)(xZ)(x2 x) se lê da seguinte maneira: “Para todo elemento x do
conjunto dos números inteiros, temos que x2 x”.
Qual o valor lógico dessa proposição? Os números inteiros são {... -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3...}.
Se substituirmos qualquer um desses números na sentença x x, o resultado será sempre
2
2) (y)(yR)(y + 1 = y + 2)
O símbolo é o quantificador existencial, y é a variável, R é o conjunto dos números reais
e y + 1 = y + 2 é a sentença aberta.
A proposição (y)(yR)(y + 1 = y + 2) se lê da seguinte maneira: “Existe pelo menos um y
pertencente ao conjunto dos números reais tal que y + 1 = y + 2”.
Podemos simplificar a sentença y + 1 = y + 2, cortando o y de cada lado da igualdade,
resultando em 1 = 2. Não há y que dê jeito de fazer 1 igual a 2, portanto a proposição é Falsa.
1) (| x)(x N)(x + 5 = 7) que se lê: "existe um único número x pertencente ao conjunto dos
números naturais tal que x + 5 = 7". Realmente, só existe o número 2 que satisfaz essa sentença,
daí a proposição tem valor lógico Verdade.
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CONJUNTOS
1) Relações de Pertinência
Relacionam elemento com conjunto. E a indicação de que o elemento pertence ou não
pertence a um conjunto é feita pelos símbolos: (pertence) e (não pertence).
Exemplo 1: a) 2 {0, 1, 2}
b) 4 {0, 1, 2}
2) Relações de Inclusão
Relacionam um conjunto com outro conjunto. Temos a seguinte simbologia de inclusão:
(está contido), (não está contido), (contém) e (não contém).
Exemplo 2: a) {2, 5} {0, 1, 2, 5}
b) {2, 7} {0, 1, 2, 5}
c) {0, 1, 2, 5} {2, 5}
d) {0, 1, 2, 5} {2, 7}
3) Subconjunto
Diz-se que A é subconjunto de B se todo elemento de A é também elemento de B.
Exemplo 3: a) {2} é subconjunto de {1, 2, 3}
b) {1, 3} é subconjunto de {1, 3, 5}
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A representação gráfica da união entre dois conjuntos é dada pelo seguinte desenho:
U
A B
b) Interseção ()
A intersecção entre dois conjuntos, AB, é o conjunto formado pelos elementos que são
comuns aos dois conjuntos. Simbolicamente: AB = {x | xA e xB}.
Exemplo 6: {1, 2, 3} {2, 5, 8} = {2} (Resposta!)
Representação gráfica da intersecção entre dois conjuntos:
c) Diferença (–)
A diferença entre dois conjuntos, B–A, é o conjunto formado pelos elementos de B que não
pertencem a A. Simbolicamente: B–A = {x | xB e xA}.
Exemplo 7: {1, 2, 3} – {2, 5, 8} = {1, 3} (Resposta!)
A representação gráfica da diferença entre dois conjuntos (B-A) é dada pelo seguinte
desenho:
d) Complementar (')
O complementar do conjunto A, simbolizado por A', é o conjunto formado pelos elementos
do conjunto universo (U) que não pertencem a A. Simbolicamente: A'={xU|xA}.
A representação gráfica do complementar do conjunto A é dada pelo seguinte desenho:
U
A
Pág.16
e) Diferença simétrica entre dois conjuntos ()
A diferença simétrica entre dois conjuntos é definida por: AB = (AB)–(AB).
Exemplo 8: Considerando os conjuntos A={1, 2, 3} e B={2, 5, 8}, encontre AB.
Solução:
(AB) = {1, 2, 3}–{2, 5, 8} = {1, 2, 3, 5, 8}
(AB) = {1, 2, 3}–{2, 5, 8} = {2}
AB = (AB)–(AB) = {1, 2, 3, 5, 8}–{2} = {1, 3, 5, 8} (Resposta!)
A representação gráfica da diferença simétrica entre dois conjuntos (AB) é dada pelo
seguinte desenho:
f) Fórmula da União
Existe uma fórmula que relaciona o número de elementos da união, da intersecção e dos
conjuntos individuais. A fórmula é dada por:
n(AB) = n(A) + n(B) – n(AB)
Se forem três conjuntos a fórmula será:
n(ABC)=n(A)+n(B)+n(C)–n(AB)–n(AC)–n(BC)+n(ABC)
Pág.17
Exemplo 10: Considere o diagrama abaixo onde o retângulo representa o conjunto-universo U e
os círculos representam os conjuntos A e B.
U
A B
1
4 7
2
5 8
3
9 13
10 11 12
Pág.18
PORCENTAGEM
Observação: A porcentagem, quando escrita na forma de 15%, por exemplo, é chamada de forma
percentual, enquanto que seu equivalente 0,15 é dito forma unitária ou decimal.
Pág.19
20
Solução: 20% 650 650 2 65 130
100
c) Quanto é 12% de 148?
12 1776
Solução: 12% 148 148 17,76
100 100
4) AUMENTO E REDUÇÃO PERCENTUAL
Se um número N sofre um aumento percentual x%, seu novo valor passará a ser:
N + x%.N = (1 + x%).N
Da mesma forma, se o número N sofre um decréscimo percentual x%, passará a valer:
N – x%.N = (1 – x%).N
Exemplo: Um produto que custava R$ 80,00 sofreu um aumento de 15%. Quanto passou a custar?
Solução: novo preço = (1 + 15%) x 80 = (1 + 0,15) x 80 = 1,15 x 80 = 92,00.
Exemplo: Um artigo custa R$ 250,00. Com uma redução de 35% no seu valor, quanto passará a
custar?
Solução: novo preço = (1 – 35%) x 250 = (1 – 0,35) x 250 = 0,65 x 250 = 162,50.
Exemplo: O salário de um jogador de futebol teve três aumentos percentuais num ano: o primeiro
de 10%, o segundo de 5% e o terceiro de 20%. Qual foi o aumento percentual de salário obtido
pelo jogador nesse ano?
Solução: i (1 10%) (1 5%) (1 20%) 1
i (1 0,1) (1 0,05) (1 0,2) 1
i 1,11,051,2 1
i 1,386 1 i 0,386 38,6%
Exemplo: O preço de certa mercadoria era de R$ 500,00. Mas nos três primeiros meses do ano,
sofreu as seguintes variações mensais: aumento de 30%, em seguida uma redução de 10% e logo
depois uma redução de 1%. Qual é o novo preço da mercadoria?
Solução:
A taxa percentual sofrida nesses três meses será de:
i (1 30%) (1 10%) (1 1%) 1
i (1 0,3) (1 0,1) (1 0,01) 1
i 1,3 0,9 0,99 1
i 1,1583 1
i 0,1583 15,83%
Novo preço da mercadoria = 500 + 15,83% x 500 = 500 + 79,15 = 579,15
Exemplo: Num certo mês a inflação foi de 10% e no mês seguinte foi de 20%. Qual é a inflação
acumulada nesses dois meses?
Solução:
INF (1 10%) (1 20%) 1.
Pág.0000020
INF (1 0,1) (1 0,2) 1
INF 1,11,2 1
INF 1,32 1 0,32 32%
6) LUCRO E PREJUÍZO
O lucro é definido como a diferença entre o valor de venda e o valor de custo (ou compra)
e simbolizamos por:
L(R$) = V – C
Quando o valor de venda (V) for maior que o valor de custo (C), o L será positivo,
indicando que houve um lucro. Caso contrário, o valor de venda menor que o de custo, teremos um
L negativo, indicando que houve prejuízo.
A taxa percentual do lucro pode ter como referência o preço de custo ou o preço de venda.
As duas fórmulas são apresentadas a seguir:
Taxa percentual do Lucro sobre o Preço de Custo:
V C
L
C
Taxa percentual do Lucro sobre o Preço de Venda:
V C
L
V
Exemplo: Um computador que foi comprado nos EUA pelo equivalente de R$ 1.400,00, será
vendido no Brasil com um lucro de 15% sobre o preço de compra. Qual foi o valor de venda do
computador no Brasil?
Solução:
Temos os seguintes dados:
C = 1400 e L = 15%
A fórmula do “Lucro sobre o preço de compra” é dado por:
V C
L
C
Vamos substituir os dados na fórmula:
V 1400
15%
1400
Resolvendo vem:
V 1400 0,15 1400
V 1400 210
V 1610,00 (Resposta!)
Exemplo: Uma empresa fabrica certo produto a um custo de R$ 250,00. Contudo, o produto não foi
bem aceito no mercado e, então, a empresa resolveu vendê-lo pelo preço de R$ 180,00. Qual foi a
taxa de prejuízo sobre o preço de venda?
Solução:
Temos os seguintes dados:
C = 250 e V = 180
O prejuízo equivale a um lucro negativo. Daí, usaremos a fórmula do “Lucro sobre o preço
de venda” que é dado por:
V C
L
V
Vamos substituir os dados na fórmula:
Pág.21
180 250
L
180
Resolvendo vem:
70 7
L
180 18
Vamos multiplicar por 100 para encontrar o valor percentual:
7 7 50 350
L 100 % % % 38,89%
18 9 9
Portanto, o prejuízo foi de aproximadamente 38,89%.
7) EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
Exemplo: Numa escola de 800 alunos, temos que 60% são meninas. Qual é a quantidade de
meninos?
Solução:
Como a quantidade de meninas representa 60% do total, a quantidade de meninos
representará 40% do total. Daí, teremos:
Número de meninos = 40% de 800 = 0,4 x 800 = 4 x 80 = 320 (Resposta!)
Exemplo: Numa urna, 35% das bolas são pretas e as outras 455 são brancas. Quantas bolas há na
urna?
Solução:
A porcentagem de bolas brancas na urna é igual a 65% (=100% – 35%) do total.
Considerando que o total de bolas da urna é X, podemos montar a seguinte equação:
65%X 455
Resolvendo vem:
455 455 100 91100
X 7 100 700
0,65 65 13
Portanto, há 700 bolas na urna.
Exemplo: Certo produto passou de R$ 24,00 para R$ 30,00. Qual foi a taxa percentual de
aumento?
Solução:
Aumento em reais = 30 – 24 = 6,00
A variação percentual pode ser calculada dividindo-se o aumento em dinheiro pelo valor
inicial do produto:
6
0,25 25% (Resposta!)
24
Exemplo: O salário de Amarildo é 30% maior que o de Bruno e o salário deste é 20% menor que o
de Carlos. A soma dos salários dos três é igual a R$ 5680,00. Qual é o salário de cada um deles?
Solução:
Vamos designar as seguintes letras:
A = salário de Amarildo
B = salário de Bruno
C = salário de Carlos
Devemos trabalhar apenas com uma letra, para tanto vamos colocar A em função de C.
Teremos:
A = 1,3.B = 1,3.(0,8C) = 1,04.C
Pág.22
A expressão da soma dos salários é:
A + B + C = 5680
Daí:
A = 1,04.C = 1,04 . 2000 = 2080
B = 0,8.C = 0,8 . 2000 = 1600
Leis de Morgan
~(P∨Q) ≡ ~P ∧ ~Q
Negar as proposições
Exemplo
Negar a proposição: “Pedro não sofreu acidente de trabalho ou Pedro está aposentado”
Pág.23
P: Pedro não sofreu acidente de trabalho
Conectivo: ∨ (ou)
Afirmativa: P∨Q
Negação: ~(P∨Q)
Lei de Morgan: ~P ∧ ~Q
Conectivo: ∧ (e)
~(P→Q) ≡ P ∧ ~Q
Exemplo
Conectivo: → (se…então…)
Pág.24
Q: você emagrece
Afirmativa: P→Q
Negação: ~(P→Q)
Lei de Morgan: P ∧ ~Q
Conectivo: ∧ (e)
Questões comentadas
Comentário:
Quebrando a sentença em P e Q:
P: Lívia é estudiosa
Conectivo: ∧ (e)
Q: Marcos decora
Pág.25
~P: Lívia não é estudiosa
Conectivo: ∨ (ou)
Gabarito: D
Vou à academia todos os dias da semana e corro três dias na semana. Uma afirmação que corresponde à
negação lógica da afirmação anterior é
Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.
Vou à academia quase todos os dias da semana e corro dois dias na semana.
Não vou à academia todos os dias da semana e não corro três dias na semana.
Comentário:
Quebrando a sentença em P e Q:
Conectivo: ∧ (e)
Conectivo: ∨ (ou)
Logo: Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.
Gabarito: A
Pág.26
Figuras do silogismo e As premissas, para formar um
algumas regras para o silogismo, devem ser assim
distribuídas:
seu entendimento
A primeira premissa, chamada de
premissa maior, deve conter o termo
1 maior e o termo médio;
A segunda premissa, chamada de
premissa menor, deve conter o termo
médio e o termo menor;
A conclusão deve conter os termos
maior e menor.
Abaixo, seguem algumas regras
para um melhor entendimento da
forma do silogismo:
1. O silogismo deve sempre
conter três termos: o maior, o
menor e o médio;
[Link] Página 27
6. De duas premissas Todas as estrelas são astros.
afirmativas, a conclusão deve ser
Logo, nenhuma estrela é perecível.
afirmativa, evidentemente;
C. A premissa maior é
7. De duas proposições
universal afirmativa, a
particulares, nada poderá ser
premissa menor é particular
concluído (vide item 2);
afirmativa e a conclusão é
8. A conclusão sempre particular afirmativa.
acompanha a parte “fraca”, isto é,
Ex.:
se houver uma premissa negativa,
Todos os homens são mortais.
a conclusão será negativa. Se
houver uma premissa particular, a João é homem.
conclusão será particular. Se
houver ambas, a conclusão Logo, João é mortal.
deverá ser negativa e particular. D. A premissa maior é
universal negativa, a
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Dessa forma, pode-se premissa menor é particular
configurar alguns modos afirmativa e a conclusão é
de silogismo em Aristóteles: particular negativa.
A. Todas as proposições Ex.:
são universais afirmativas. Nenhum rei é amado.
Ex.: Henrique VII é um rei.
Todos os homens são mortais.
Logo, Henrique VII não é amado.
Todos os brasileiros são homens.
É claro que pelas possibilidades,
Logo, todos os brasileiros são mortais. existem até 64 modos de se produzir
Este é o famoso silogismo perfeito, um argumento ou silogismo, mas na
porque demonstra a ligação necessária prática, essas são as suas formas mais
entre indivíduo, espécie e gênero. É o utilizadas. Lembrando que essas
que visa à ciência. regras são utilizadas para fazer o
famoso cálculo de predicados naquilo
B. A premissa maior é que chamamos de lógica formal
universal negativa, a aristotélica.
premissa menor é universal
afirmativa e a conclusão é
universal negativa.
Ex.:
Nenhum astro é perecível.
[Link] Página 28
Temos também outros subconjuntos
de Z:
CONJUNTOS NUMÉRICOS Z* = Z-{0}
Z+ = conjunto dos inteiros não
Conjunto dos números naturais (IN) negativos = {0,1,2,3,4,5,...}
Z_ = conjunto dos inteiros não
positivos = {0,-1,-2,-3,-4,-5,...}
[Link] Página 29
subconjuntos importantes de IR 1,01 ; 1,001 ; 1,0001 ; 1,1 ; 1,2 ;
temos: 1,5 ; 1,99 ; 1,999 ; 1,9999
IR* = IR-{0} 2) Entre os números 5 e 6 existem
IR+ = conjunto dos números reais infinitos números reais:
não negativos 5,01 ; 5,02 ; 5,05 ; 5,1 ; 5,2 ; 5,5 ;
IR_ = conjunto dos números 5,99 ; 5,999
reais não positivos
Ex: IX = 9 IV = 4 dia.
Regra da adição:Usam-se regras Subtração de números racionais.
anteriores e adicionam-se os Multiplicação:Numa fábrica uma
valores. máquina produz 1500 peças de
Ex:CI = 101 roupas por hora. Quantas peças
Regra da multiplicação: Coloca-se serão produzidas em 8 horas por
um traço em cima dos símbolos e o essa máquina.
valor dos mesmos fica multiplicado Multiplicação de números
por mil. racionais
4 Operações Fundamentais Divisão:Numa empresa foram
Adição: Quando juntamos duas usados 2400 litros de álcool durante
coleções e contamos todos os 4 semanas de limpeza. Se a
objetos, essa ação leva ao conceito quantidade de álcool usada por
da adição com números naturais na semana foi a mesma, quantos litros
matemática. foram usados por semana?
Adição de números racionais. Divisão de números racionais
Subtração: Marcos tem dois dias DÍZIMAS PERIÓDICAS
para percorrer 1400 Km. Se ele
percorrer 800Km no Aos numerais decimais em que há
Primeiro dia, então quantos repetição periódica e infinita de um
quilômetros percorrerá no segundo ou mais algarismos, dá-se o nome
[Link] Página 30
de numerais decimais periódicos ou seu último algarismo é 0 (zero) ou
dízimas periódicas. [Link]: 75 é divisível por 5 pois
termina com o algarismo 5, mas 107
Numa dízima periódica, o algarismo não é divisível por 5 pois o seu
ou algarismos que se repetem último algarismo não é 0 (zero) nem
infinitamente, constituem o período 5.
dessa dízima.
Divisibilidade por 6
As dízimas classificam-se em
dízimas periódicas simples e Um número é divisível por 6 se é
dízimas periódicas compostas. par e a soma de seus algarismos é
divisível por 3.
[Link] Página 31
1935 é divisível por 9 pois: de quanto tempo os ônibus das
1+9+3+5=18 que é divisível por 9, duas empresas devem partir juntos
mas 5381 não é divisível por 9 pois: novamente?
5+3+8+1=17 que não é divisível por Vamos aplicar a noção de MMC,
9. pois precisamos determinar depois
de quanto tempo os ônibus deverão
Divisibilidade por 10 partir juntos.
2 – Dois pedaços de madeira, um
Um número é divisível por 10 se com 80 centímetros e outro com
termina com o algarismo 0 120 centímetros, devem ser
(zero).Exemplos: 5420 é divisível cortados em pedaços de tamanhos
por 10 pois termina em 0 (zero), iguais, para que seja montada a
mas 6342 não termina em 0 (zero). estrutura de um pequeno armário.
Para que os pedaços de madeira
possuam o tamanho mínimo
possível, para que não haja
MÍNIMO MULTIPLO COMUM: desperdício, qual deve ser o
comprimento de cada pedaço?
Podemos calcular o m.m.c. de dois
ou mais números utilizando a
fatoração. Acompanhe o cálculo do MÁXIMO DIVISOR COMUM:
m.m.c. de 12 e 30:
[Link] Página 32
Exercícios b)Um empreiteiro deseja construir
um prédio em um terreno retangular
a)Um comerciante quer distribuir 60 de medidas 216m por 414m. para
laranjas, 48 pêras, 72 maçãs e 36 isso deverá cercar-lo com estacas,
mangas em sacolas diferentes, para se ele colocar uma estaca em cada
que haja o mesmo número e canto do terreno e utilizar sempre a
má[Link] número total de mesma distância entre duas estacas
sacolas obtidas. consecutivas, qual a será a
quantidade mínima de estacas a
serem utilizadas.
RADICAIS conserva-se a base e soma-se os
expoentes.
Potência b² +b³ = b5
[Link] Página 33
D) 72 a) 25 3 27 4 81
4 .Em certas condições, o número
de bactérias de uma cultura é
b) 64 3 64 6 64
expresso por , onde x 2- Efetue:
representa o tempo de observação a) 3 5 5 6 5
medido em horas. Quando
b) 5 3 2 3 2 3 3
5 5 5 5
completar 66 horas de observação o
c) 4 5 2 5 4
número de bactérias dessa cultura 3 3
será:
d) 2 3 2 3 3 3 3 3
5 5
e) 50 18 8
RADICIAÇÃO
f) 2 27 5 12
g) 4 63 7
h) 12 75 108
0,5 7
Exemplo 3 a)
x 2
Em um jogo de basquete, a equipe 0,8 0,008
b)
de Pedro e de José marcou 60 0,8 x
pontos, dos quais Pedro marcou 20 a 3
pontos e José marcou 15. Com c)
2 6
base nessas informações 2 x
determine: d)
3 9
a) a razão entre o número de pontos
Soma dos termos de uma
marcados por José e o número de
proporção:
pontos marcados por Pedro.
15/20 simplificando temos 3/4
Em toda proporção, a soma dos
termos de dois primeiros termos
está para o primeiro ou para o
b) razão entre o número de pontos
segundo, assim como a soma
marcados por Pedro e o número de
dos dois últimos está para o
[Link] Página 35
terceiro. 48.
a/b = b/c ...
ab cd cb cd a = maior
ou
a c b d b = menor
Exemplo: A soma de dois a-b = 48
números é 80 e a razão entre o ab 73
a/b = 7/3 ...
2 a 7
menor e o maior é . Achar o
3 48 4
4a 48.7 a 84
valor desses dois números. a 7
Solução: a = menor; b = maior; a a b 48 b 84 48 b 36
+ b = 80 Ex1: Calcular x e y na proporção
Exemplo: x y
, sabendo-se que y – x = 5.
a 2 ab 23 3 4
e , por tan to
b 3 a 2 Ex2: A diferença entre as idades
80 5 80.2 de duas crianças é de 12 anos.
a a 32 Calcule a idade de cada uma,
a 2 5
Exemplos: sabendo que estão entre si como
Ex1: Determine x e y na 1:4.
x 1
proporção , sabendo que x Ex3: Sabendo-se que x –y = 18, e
y 2 x 5
+ y = 60. que , determine as
y 2
Ex2: A razão entre dois números é
57, e sua soma é 180. Quais os incógnitas da proporção.
dois números? FRAÇÕES
Ex3: A soma de dois números é Os números naturais surgiram com
10 a prática da contagem e as frações
54 e a razão entre eles é . surgiram com a necessidade de
8 representar aquilo que é menor que
Determinar os números. um inteiro.
Subtração dos termos de uma
proporção:
As frações pertencem ao conjunto
Em qualquer proporção, a
diferença entre os dois primeiros dos números racionais e o uso
termos está para o primeiro ou delas está presente em diversas
para o segundo, assim como a situações matemáticas. Em
diferença entre os dois últimos algumas sentenças envolvendo
está para o terceiro ou para o frações é preciso o conhecimento
quarto. adequado de técnicas de resolução
como adicionar, subtrair, multiplicar,
a/b = c/d ...
dividir e cálculo de potências.
ab cd a b cd
ou Vamos demonstrar a resolução de
a c b d
algumas expressões seguida de
Exemplo: comentários.
Determinar dois números, ADIÇÃO e SUBTRAÇÃO:
sabendo-se que a razão entre Para se adicionar frações de
7 mesmo denominador, é só adicionar
eles é de e que a diferença é de
3 os numeradores e repetir o
[Link] Página 36
denominador. No entanto quando as número.
frações tiverem denominadores
diferentes é necessário algumas Regra de três simples
Regra de três simples é um
medidas.
processo prático para resolver
problemas que envolvam quatro
valores dos quais conhecemos três
deles. Devemos, portanto,
determinar um valor a partir dos três
já conhecidos.
Passos utilizados numa regra de
três simples:
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES: 1º) Construir uma tabela, agrupando
Para se multiplicar uma fração pela as grandezas da mesma espécie
em colunas e mantendo na mesma
outra é necessário multiplicar os
linha as grandezas de espécies
numeradores e em seguida os diferentes em correspondência.
denominadores. 2º) Identificar se as grandezas são
diretamente ou inversamente
proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a
equação.
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de
raios solares de 1,2m2, uma lancha
Divisão de frações:
com motor movido a energia solar
consegue produzir 400 watts por
Para se dividir frações o método
hora de energia. Aumentando-se
prático é o de conservar a primeira
essa área para 1,5m2, qual será a
fração e multiplicar pelo inverso da
energia produzida?
segunda.
Solução: montando a tabela:
Energia
Área (m2)
(Wh)
1,2 400
1,5 X
Identificação do tipo de relação:
[Link] Página 37
diretamente proporcionais. Assim
sendo, colocamos uma outra seta
no mesmo sentido (para baixo) na
1ª coluna. Montando a proporção e
resolvendo a equação temos:
[Link] Página 38
aumentar o número de caminhões. Portanto qual será o tempo necessário para completar
a relação é diretamente proporcional (seta esse muro?
para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar
a razão que contém o termo x com o produto Inicialmente colocamos uma seta para baixo
das outras razões de acordo com o sentido na coluna que contém o x. Depois colocam-
das setas. se flechas concordantes para as grandezas
Montando a proporção e resolvendo a diretamente proporcionais com a incógnita
equação temos: e discordantes para as inversamente
proporcionais, como mostra a figura abaixo:
Razão centesimal
3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir Toda a razão que tem para consequente o
um muro com 2m de altura. Trabalhando 3 número 100 denomina-se razão centesimal.
pedreiros e aumentando a altura para 4m, Alguns exemplos:
[Link] Página 39
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
Podemos representar uma razão centesimal
67% 1,67
de outras formas:
Exemplo: Aumentando 10% no valor
de R$10,00 temos: 10 * 1,10 = R$
11,00
No caso de haver um decréscimo, o
fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de
desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:
Fator de
As expressões 7%, 16% e 125% são Desconto
Multiplicação
chamadas taxas centesimais ou taxas
percentuais. 10% 0,90
25% 0,75
Considere o seguinte problema: 34% 0,66
60% 0,40
João vendeu 50% dos seus 50 cavalos. 90% 0,10
Quantos cavalos ele vendeu? Exemplo: Descontando 10% no valor
Para solucionar esse problema devemos de R$10,00 temos: 10 * 0,90 = R$
aplicar a taxa percentual (50%) sobre o total 9,00
de cavalos. a)Eu tenho 20 anos e meu irmão tem 12,
qual a porcentagem da idade do meu
irmão em relação a minha.
b)Por um descuido meu, eu perdi
R$338,00 dos R$1.200,00 que tinha, qual
foi o percentual da minha perda
c)Em minha gaveta tinha 28 bombons,
Calcular 10% de 300. dos quais comi 75% quantos restaram
d)Comprei 30 peças de roupas para
revender em minha primeira saída vendi
Calcular 25% de 200kg. 60% das peças, quantas sobraram
e) O reajuste salarial de uma certa
categoria foi de 6% porém devido a varias
Uma dica importante: o FATOR DE intervenções sindicais foram concedidos
MULTIPLICAÇÃO. 120% a mais de aumento qual foi o
Se, por exemplo, há um acréscimo de percentual de aumento dessa categoria.
10% a um determinado valor, Média aritmética simples
podemos calcular o novo valor apenas A média aritmética simples também é
multiplicando esse valor por 1,10, que conhecida apenas por média. É a
é o fator de multiplicação. Se o medida de posição mais utilizada e a
acréscimo for de 20%, multiplicamos mais intuitiva de todas. Ela está tão
por 1,20, e assim por diante. Veja a presente em nosso dia-a-dia que
tabela abaixo: qualquer pessoa entende seu
Acréscimo Fator de significado e a utiliza com frequência.
ou Lucro Multiplicação A média de um conjunto de valores
10% 1,10 numéricos é calculada somando-se
[Link] Página 40
todos estes valores e dividindo-se o =
p
resultado pelo número de elementos
somados, que é igual ao número de
elementos do conjunto, ou seja, a
média de n números é sua soma
dividida por n.
EXERCÍCIOS: EXEMPLO: Alcebíades participou de
um concurso, onde foram realizadas
a)Qual a média aritmética simples dos provas de Português, Matemática,
números 11, 7 , 13 e 9 Biologia e História. Essas provas
tinham peso 3, 3, 2 e 2,
b)Qual a média aritmética simples dos respectivamente. Sabendo que
números 10, 14, 18 e 30 Alcebíades tirou 8,0 em Português, 7,5
em Matemática, 5,0 em Biologia e 4,0
c)Dado um conjunto de quatro em História, qual foi a média que ele
números cujo a média aritmética obteve?
simples é 2,5 se incluirmos o número
p =
8 neste conjunto, quanto passará ser a
nova média aritmética.
[Link] Página 41
Exemplo 2 membros, os quais são compostos de
elementos constituídos por dois tipos:
Buscando melhorar o atendimento ao usuário
do sistema de saúde de um município, a Observe exemplos de equações com uma
prefeitura realizou uma pesquisa de incógnita:
rendimento satisfatório com 500 pessoas. As
notas disponibilizadas aos entrevistados no
intuito de avaliar o nível de satisfação
compreendem a notas inteiras de 1 a 10. X+1=6
Veja os resultados na tabela a seguir:
2X + 7 = 18
4X + 1 = 3X – 9
10X + 60 = 12X + 5
INEQUAÇÃO DO 1º GRAU
Uma inequação do 1° grau na incógnita x é
qualquer expressão do 1° grau que pode ser
escrita numa das seguintes formas:
ax + b > 0;
A média de satisfação dos usuários do ax + b < 0;
sistema de saúde do município em questão ax + b ≥ 0;
foi igual a 5,0. ax + b ≤ 0.
Onde a, b são números reais com a ≠ 0.
Exemplos:
-2x + 7 > 0
EQUAÇÃO DO 1º GRAU x – 10 ≤ 0
2x + 5 ≤ 0
Utilizamos uma equação para calcular o valor 12 – x < 0
de um termo desconhecido que será Resolvendo uma inequação de 1° grau
representado por uma letra, cuja Uma maneira simples de resolver uma
representação mais usual se dá por X,Y e Z. equação do 1° grau é isolarmos a incógnita x
as equações possuem sinais operatórios em um dos membros da igualdade. Observe
como, adição subtração, multiplicação, dois exemplos:
divisão radiciação e igualdade os sinais de Exemplo1: Resolva a inequação -2x + 7 > 0.
igualdade divide a equação em dois Solução:
-2x > -7
Multiplicando por (-1)
[Link] Página 42
2x < 7 fórmula de resolução da equação do
x < 7/2 segundo grau se estabeleceu no Brasil por
Portanto a solução da inequação é x < 7/2. volta de 1960. Esse costume aparentemente
Exemplo 2: Resolva a inequação 2x – 6 < 0. só Brasileiro, não é adequado, pois o
Solução: problema que aparece numa equação do
2x < 6 segundo grau já aparecia, há quase 4 mil
x < 6/2 anos,em textos escritos pelos babilônios.
x<3 Então não foi Bhaskara que adequou essa
Portanto a solução da inequação e x < 3 fórmula.
Pode-se resolver qualquer inequação do 1° A importância da fórmula de Bhaskara é que
grau por meio do estudo do sinal de uma ela nos permite resolver qualquer problema
função do 1° grau, com o seguinte que envolva equações do 2 º grau, que
procedimento: aparecem em diversas situações
1. Iguala-se a expressão ax + b a zero; importantes.
2. Localiza-se a raiz no eixo x; Uma relação de IR em IR recebe o nome de
3. Estuda-se o sinal conforme o caso. equação do 2º grau quando associa a cada
Exemplo 1: elemento x IR , um elemento do tipo ax2 +
-2x + 7 > 0 bx + c, sempre com a diferente de 0, assim
-2x + 7 = 0 definida como uma função de f: IR → IR.
x = 7/2
Exemplo :
x2 + 3x + 4 → a = 1, b = 3, c = 4
[Link] Página 43
, Resumindo a soma das raízes é eo
produto delas é .
Por fim: onde iremos
atribuir ao discriminante b2 – 4ac = ∆ , Exemplo:
assim x1 = 3 e x2 = 2 ou vice-versa
repare que :
Exercícios de Equações de 2º Grau
1) Identifique os coeficientes de cada
Quando Δ > 0, obtemos duas raízes reais do
equação e diga se ela é completa ou não:
a) 5x2 - 3x - 2 = 0
b) 3x2 + 55 = 0
tipo: , c) x2 - 6x = 0
d) x2 - 10x + 25 = 0
2) Achar as raízes das equações:
Quando Δ = 0, obtemos uma raiz real do tipo: a) x2 - x - 20 = 0
b) x2 - 3x -4 = 0
c) x2 - 8x + 7 = 0
3) Dentre os números -2, 0, 1, 4, quais
deles são raízes da equação x2-2x-8= 0?
Quando Δ < 0, obtemos duas raízes não 4) O número -3 é a raíz da equação x2 - 7x
- 2c = 0. Nessas condições, determine o
reais, assim .
valor do coeficiente c:
5) Se você multiplicar um número real x
Método rápido para resolução de uma
por ele mesmo e do resultado subtrair 14,
equação do 2º grau. ( Soma e Produto das
você vai obter o quíntuplo do número x.
Raízes)
Qual é esse número?
INEQUAÇÕES DO 2 GRAU
Assim como nas equações do 1º grau os
Repare que: , sinais utilizados serão utilizados também nas
inequações do 2º grau. as inequações serão
assim resolvidas pelo método de Bhaskara já o
resultado deve ser comparado ao sinal da
inequação.
[Link] Página 44
S = {x ? R / –7/3 < x < –1}
S = {x ? R / x ≤ 0 ou x ≥ 4}
Exemplo 2
S = {x ? R / x ≤ –1 ou x ≥ 1/2}
S = {x ? R / x < 3 e x > 3}
Exemplo 3
Exemplo:
Determine a e b de modo que (a + 2, 8) = a x
O
(7, 2b).
Resolução:
De acordo com a propriedade anterior,
temos:
a+2=7a=7–2a=5
8
2b 8 b b4
2 P é o ponto de coordenadas a e b;
Importante:
2º Quadrante 1º Quadrante O primeiro elemento do par
ordenado corresponde sempre à abscissa
(x) e o segundo elemento à ordenada (y).
O x Produto Cartesiano
Dados os conjuntos não vazios A e
B, chama-se produto cartesiano de A por
3º Quadrante 4º Quadrante B (indicado por A x B) o conjunto de
todos os pares ordenados (x, y) em que x
A e y B, isto é:
A x B = {(x, y)/x A e y B}
[Link] Página 46
então:
n(A x B) = n(A) . n(B)
a) A x B = {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (2, 1), (2, 2),
(2, 3)} Exemplo: Se A = {2, 3} e B = {3, 4, 5, 6},
então:
b) B x A = {(1, 1), (1, 2), (2, 1), (2, 2), (3, 1), n(A) = 2 elementos, n(B) = 4 elementos e
(3, 2)} n(A x B) = 8 elementos.
R é uma relação de A em B R A x B
Gráfico Cartesiano A
R
B
y AxB 1
2
3 2
3
2
5
1
0 1 2 x Definição de Função
Seja uma relação de A em B. diz-
se que é uma função de A em B, e
indica-se : A B, se, e somente se, para
[Link] Página 47
cada elemento x A, existe um único y
B, tal que (x, y) .
y
Se (x, y) então y é a imagem de
x pela função . Representa-se por y =
(x).
x
(x, y) y = (x) 0 3
[Link] Página 48
A B
0 2 1
1 4 5
2 3 6
Contradomínio da função :
CD() = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ou CD() = B.
a) (1)
Resolução:
(1) = 12 – 3 = 1 – 3 = – 2
b) (– 2)
Resolução:
(– 2) = (– 2)2 – 3 = 4 – 3 = 1
FUNÇÃO AFIM
[Link] Página 49
Função Quadrática
f(x)=ax²+bx + c com , e
construção do gráfico:
1° passo:interseção com o eixo x(raízes)
2° passo:interseção com o eixo y( C)
3° passo:pico do gráfico (coordenadas do
vértice)
[Link] Página 50
Função Exponencial
Imagem: Toda função f : IR IR, definida por
SE a > 0 (concavidade voltada para f(x) = ax, sendo a positivo e diferente de 1
cima) é uma função exponencial.
Im(f) = { y Є R / y ≥ yv } Toda função f : IR IR, f(x) = ax, com a
SE a < 0 (concavidade voltada para
1 é crescente e sua imagem é f(x) 0.
baixo) y
8
Im(f) = { y Є R / y ≤ yv }
Ex: f(x) = 2x
Coordenadas do vértice:
x Y 4
b
– 1/8
2
Xv Y v 3
2a 4a
– 1/4
2
– 1/2 – – – 0 1 2 3 x
FUNÇÃO EXPONENCIAL 3 2 1
Equação Exponencial 1
Equação exponencial é uma equação 0 1
em que a incógnita apresenta-se no 1 2
expoente da potência. 2 4
A resolução de uma equação 3 8
exponencial baseia-se em dois casos
importantes:
1º) transformar a equação em igualdade
de potências de mesma base.
Ex: 2x + 1 = 32
2x + 1 = 25 Toda função f : IR IR, f(x) = ax, com 0
x + 1= 5 a 1 é decrescente e sua imagem é f(x)
x = 4 0.
2º) as equações exigem transformações x
1
e artifícios. Ex: f(x) = y
2
8
x Y
Ex: 22x – 52x + 4 = 0
–3 8
(2x)2 – 52x + 4 = 0, substituir 2x =
–2 4
y 4
–1 2
y2 – 5y + 4 = 0 2
0 1
= 25 – 16 = 9 1 1/2
53 y´ 4
y= , como 2x = y, 2 1/4
2 y´´ 1 3 1/8 – – – 0 1 2 3 x
temos: 3 2 1
Inequação Exponencial
2x = 4 2x = 22 x = 2
2x = 1 2x = 20 x = 0 Na resolução de inequações
exponenciais, devemos transformar as
S = {0, 2} potências à mesma base e interpretar o
sentido das desigualdades conforme os
gráficos das funções f(x) = ax.
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1º caso: a 1 2º caso: 0 a Equações Logarítmicas
1
y y Equação logarítmica é uma equação na
ax ax
qual a inço-gnita é logaritmando e/ou base
de um logaritmo indicado.
A resolução de uma equação
logarítmica é efetuada aplicando ou
x1 x2 x x1 x2 x voltando as propriedades operatórias de
logaritmos e analisando a condição de
a x2 a x1 x2 x1 a x2 a x1 x2 x1 existência dos logaritmos indicados.
Ex: Resolver a equação
log 2 ( x 1) log 2 ( x 1) 3
O sentido da desigualdade O sentido da Resolução: primeiro, devemos estudar
desigualdade a condição de
se conserva. se existência. x1
inverte. x+10x–1
LOGARITMOS
x–10x1
Para a sua resolução, vamos voltar à
propriedade do logaritmo do produto.
log 2 ( x 1) log 2 ( x 1) 3
Dados os números reais a e b, ambos
log 2 ( x 1) ( x 1) 3 log 2 ( x 2 1) 3
positivos com b 1, existe sempre um
único real x tal que bx = a. O expoente x, x2 – 1 = 23 x2 = 9 x = 3
que deve ser colocado na base b para que
o resultado seja a, recebe o nome de Pela condição de existência, a
logaritmo de a na base b, ou seja: resposta é x = 3
a 0
S={3}
log b a x b a, para isso deve - se ter b 0, b 1
x
Função Logarítmica
x
b a
Toda função f : IR IR definida por
f ( x) loga x
Propriedades dos logaritmos
Satisfeitas as condições de existência dos sendo a 0 e a 1 é uma função
logaritmos, tem-se: logarítmica.
Vamos analisar os gráficos das funções
logarítmicas f ( x) loga xy, considerando a
* Conseqüência da definição: b log b a a
1 ou 0 a 1.
* log b b 1
* log c 1 0 1º caso: a 1
* log b ( M N ) log b M log b N
1 x1 x2 x
* log b
M
log b M log b N
N
* log b M k k log b M
log c a
* log b a
log c b
* cologa M log a M
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3) Determine o log 1 2 2
Toda função logarítmica f ( x) loga x , 4
y 2 2
4
x
1
1
2 2.2 2
2
x2
x1 1 x 1
-2x 1
2 = 2 .2 2
1
Toda função logarítmica f ( x) loga x , -2x = 1+
2
com x 0 e 0 a 1 é decrescente e sua 4x 2 1
imagem é IR. - =
2 2 2
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS: - 4x = 3
1) Determine o log 3 81 :
Solução: 3
Log 3 81 = x x=
4
3x = 81
3x = 34 3
x=4 Assim : log 1 2 2 =
4
4
Assim : log 3 81 = 4
4) Sendo log b a 4 e log b c 6 e log b d 1
1
2) Determine o log 2 a.c
32 determine log b .
Solução: d
1 Solução:
log 2 =x
32 a.c
log b = log b a log b c lobb d
2x =
1 d
32
= 4 + 6 – ( -1 ) = 10+1 = 11
1
2x=
25
2x=2-5
x = -5
1
Assim : log 2 =-5
32
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5)Se log x y 2 , determine o valor de log x ( x. y) .