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Lógica Proposicional: Conceitos e Conectivos

atu

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LÓGICA PROPOSICIONAL

1. PROPOSIÇÃO
Denomina-se proposição a toda frase declarativa, expressa em palavras ou símbolos, que
exprima um juízo ao qual se possa atribuir, dentro de certo contexto, somente um de dois valores
lógicos possíveis: verdadeiro ou falso.

São exemplos de proposições as seguintes sentenças declarativas:


A capital do Brasil é Brasília.
23 > 10
Existe um número ímpar menor que dois.
João foi ao cinema ou ao teatro.

Não são proposições:


1) frases interrogativas: “Qual é o seu nome?”
2) frases exclamativas: “Que linda é essa mulher!”
3) frases imperativas: “Estude mais.”
4) frases optativas: “Deus te acompanhe.”
5) frases sem verbo: “O caderno de Maria.”
6) sentenças abertas (o valor lógico da sentença depende do valor (do nome)
atribuído a variável):
“x é maior que 2”; “x+y = 10”; “Z é a capital do Chile”.

2. CONECTIVOS LÓGICOS

Conectivos Conectivos
Estrutura lógica Exemplo
(linguagem idiomática) (Símbolo)
e  Conjunção: A  B João é ator e alagoano.
ou  Disjunção: A  B Irei ao cinema ou à praia.
ou ... ou, mas não Disjunção exclusiva: Ou Tiago é médico ou dentista,

ambos AB mas não ambos.

se ... então  Condicional: A → B Se chove, então faz frio.

se e somente se  Bicondicional: A  B Vivo se e somente se sou feliz.

# CONJUNÇÃO: “A e B”
A B AeB
V V V
V F F
F V F
F F F

# DISJUNÇÃO: “A ou B”
A B A ou B
V V V
V F V
F V V
F F F

Pág.1
# DISJUNÇÃO EXCLUSIVA: “ou A ou B, mas não ambos”
A B A ou B
V V F
V F V
F V V
F F F

# CONDICIONAL: “Se A, então B”


A B AB
V V V
V F F
F V V
F F V

As seguintes expressões podem se empregar como equivalentes de "Se A, então B":

1) Se A, B. 5) Todo A é B.
2) B, se A. 6) A é condição suficiente para B.
3) Quando A, B. 7) B é condição necessária para A.
4) A implica B. 8) A somente se B.

Exemplo: Dada a condicional “Se chove, então fico molhado”, são expressões equivalentes:

1) Se chove, fico molhado. 5) Toda vez que chove, fico molhado.


2) Fico molhado, se chove. 6) Chover é condição suficiente para fico molhado.
3) Quando chove, fico molhado. 7) Ficar molhado é condição necessária para chover.
4) Chover implica ficar molhado. 8) Chove somente se fico molhado.

# BICONDICIONAL: “A se e somente se B”
A B A↔B

V V V
V F F
F V F
F F V

Uma proposição bicondicional "A se e somente se B" equivale à proposição composta:


“se A então B e se B então A”, ou seja,

“ A ↔ B “ é a mesma coisa que “ (A  B) e (B  A) “

Podem-se empregar também como equivalentes de "A se e somente se B" as seguintes


expressões:
1) A se e só se B.
2) Se A então B e se B então A.
3) A implica B e B implica A.
4) Todo A é B e todo B é A.
5) A somente se B e B somente se A.
6) A é condição suficiente e necessária para B.
7) B é condição suficiente e necessária para A.

Pág.2
3. MODIFICADOR “NÃO”

# NEGAÇÃO: “não A”
As seguintes frases são equivalentes entre si:
Lógica não é fácil.
Não é verdade que Lógica é fácil.
É falso que Lógica é fácil.
Não é o caso que Lógica é fácil.
A ~A

V F
F V

4. VISÃO GERAL DOS CONECTIVOS

A B AeB A ou B A ou B AB A↔B


V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V

No quadro abaixo, apresentamos uma tabela muito interessante a respeito dos conectivos,
mostrando as condições em que o valor lógico é verdade e em que é falso.

Estrutura
É verdade quando É falso quando
lógica

AeB A e B são, ambos, verdade pelo menos um dos dois for falso
A ou B pelo menos um dos dois for verdade A e B, ambos, são falsos
A ou B A e B tiverem valores lógicos diferentes A e B tiverem valores lógicos iguais
AB nos demais casos A é verdade e B é falso
A e B tiverem valores lógicos
AB A e B tiverem valores lógicos iguais
diferentes

5. ORDEM DE PRECEDÊNCIA DOS CONECTIVOS


1º) ~ (Negação)
2º)  (Conjunção)
3º)  (Disjunção)
4º)  (Condicional)
5º)  (Bicondicional)

6. CONSTRUÇÃO DA TABELA-VERDADE PARA UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA


O número de linhas da tabela-verdade de uma sentença é igual a 2n, onde n é o número
de proposições simples (letras) que há na sentença.

 Exemplo 01) ~( P  ~Q) número de linhas = 22 = 4 linhas

Pág.3
P Q ~Q (P  ~Q) ~(P  ~Q)
V V
V F
F V
F F

 Exemplo 02) (P  ~R)  (Q  ~R ) número de linhas = 23 = 8 linhas

P Q R ~R (P  ~R) (Q  ~R) (P  ~R)  (Q  ~R)


V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

7. TAUTOLOGIA:
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições A, B, C, ... será dita
uma Tautologia se ela for sempre verdadeira, independentemente dos valores lógicos das
proposições A, B, C, ... que a compõem.
Em palavras mais simples: para saber se uma proposição composta é uma Tautologia,
construiremos a sua tabela-verdade! Daí, se a última coluna da tabela-verdade só apresentar
verdadeiro (e nenhum falso), então estaremos diante de uma Tautologia. Só isso!
Exemplo: A proposição (A  B)  (A  B) é uma tautologia, pois é sempre verdadeira,
independentemente dos valores lógicos de A e de B, como se pode observar na tabela-verdade
abaixo:
A B AB AB (A  B)  (A  B)
V V V V V
V F F V V
F V F V V
F F F F V
Observemos que o valor lógico da proposição composta (A  B)  (A  B), que aparece
na última coluna, é sempre verdadeiro.

8. CONTRADIÇÃO:
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições A, B, C, ... será dita
uma contradição se ela for sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das
proposições A, B, C, ... que a compõem.
Ou seja, construindo a tabela-verdade de uma proposição composta, se todos os
resultados da última coluna forem FALSO, então estaremos diante de uma contradição.
Exemplo:
A proposição (A  ~B)  (A  B) também é uma contradição, conforme verificaremos por
meio da construção de sua da tabela-verdade. Vejamos:

Pág.4
A B (A  ~B) (A  B) (A  ~B)  (A  B)
V V F V F
V F V F F
F V V F F
F F F F F
Observemos que o valor lógico da proposição composta (A  ~B)  (A  B), que aparece
na última coluna de sua tabela-verdade, é sempre Falso, independentemente dos valores lógicos
que A e B assumem.

9. CONTINGÊNCIA:
Uma proposição composta será dita uma contingência sempre que não for uma tautologia
nem uma contradição. Exemplo:
A proposição "A  (A  B)" é uma contingência, pois o seu valor lógico depende dos
valores lógicos de A e B, como se pode observar na tabela-verdade abaixo:
A B (A  B) A  (A  B)
V V V V
V F F F
F V F V
F F F V
E por que essa proposição acima é uma contingência? Porque nem é uma tautologia e
nem é uma contradição!

10. NEGAÇÃO DOS TERMOS TODO, NENHUM E ALGUM


Proposição Negação da proposição
Algum ... Nenhum ...
Nenhum ... Algum ...
Todo ... Algum ... não ...
Algum ... não ... Todo ...

Exemplos:
1) Negação de “Algum carro é veloz” é: “Nenhum carro é veloz”.
2) Negação de “Nenhuma música é triste” é: “Alguma música é triste”.
3) Negação de “Nenhum exercício não é difícil” é: “Algum exercício não é difícil”.
4) Negação de “Toda meditação é relaxante” é: “Alguma meditação não é relaxante”.
5) Negação de “Todo político não é rico” é: “Algum político é rico”.
6) Negação de “Alguma arara não é amarela” é: “Toda arara é amarela”.
7) Negação de “Alguém ganhou o bingo” é: “Ninguém ganhou o bingo”.
8) Negação de: “Algum dia ela me amará” é: “Nenhum dia ela me amará”, ou melhor: “Nunca
ela me amará”.
9) “Nem todo livro é ilustrado” é o mesmo que:
O termo “nem” na frente do “todo” significa que devemos negar a proposição “todo livro é
ilustrado”. E para obter a negação desta proposição, basta trocar o termo TODO por
ALGUM...NÃO. Teremos:
“Algum livro não é ilustrado”. (Resposta!)

10) “Não é verdade que algum gato tem sete vidas” é o mesmo que:
O termo “não é verdade que” significa que devemos negar tudo o que vem em seguida, ou
seja, negar a proposição “algum gato tem sete vidas”. E para obter a negação desta proposição,
basta trocar o termo ALGUM por NENHUM.
“Nenhum gato tem sete vidas”. (Resposta!)

Pág.5
11. NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Proposição Negação da Proposição


(A e B) ~A ou ~B
(A ou B) ~A e ~B
(A  B) A e ~B
1ª forma) ~(AB e BA) = (A e ~B) ou (B e ~A)
(A  B)
2ª forma) A ou B
(A ou B) AB

12. PROPOSIÇÕES LOGICAMENTE EQUIVALENTES


Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes (ou simplesmente que são
equivalentes) quando são compostas pelas mesmas proposições simples e os resultados de
suas tabelas-verdade são idênticos.

12.1. Equivalências que envolvem a Condicional:

 1ª) Se A, então B = Se não B, então não A.


A  B = ~B  ~A
Observando a relação simbólica acima, percebemos que a forma equivalente para AB
pode ser obtida pela seguinte regra:
1º) Trocam-se os termos da condicional de posição;
2º) Negam-se ambos os termos da condicional.
 2ª) Se A, então B = não A ou B.
A  B = ~A ou B
Observando a relação simbólica acima, percebemos que essa outra forma equivalente
para AB pode ser obtida pela seguinte regra:
1º) Nega-se o primeiro termo;
2º) Mantém-se o segundo termo.
3º) Troca-se o símbolo do implica pelo “ou”;

 3ª) A ou B = se não A, então B


A ou B = ~A  B
A relação simbólica acima nos mostra que podemos transformar uma disjunção numa
condicional equivalente, através da seguinte regra:
1º) Nega-se o primeiro termo;
2º) Mantém-se o segundo termo.
3º) Troca-se o “ou” pelo símbolo “”;

12.2. Equivalência entre “nenhum” e “todo”:

1ª) Nenhum A não é B = Todo A é B


Exemplo: Nenhuma arte não é bela = Toda arte é bela.

2ª) Todo A não é B = Nenhum A é B


Exemplo: Todo médico não é louco = Nenhum médico é louco.

Pág.6
12.3. Equivalências Básicas:
1ª) A e A = A 5ª) A  B = B  A
2ª) A ou A = A 6ª) A  B = (A  B) e (B  A)
3ª) A e B = B e A
4ª) A ou B = B ou A

12.4. Leis Associativas, Distributivas e da Dupla Negação:


1ª) Leis associativas:
(A e B) e C = A e (B e C)
(A ou B) ou C = A ou (B ou C)

2ª) Leis distributivas:


A e (B ou C) = (A e B) ou (A e C)
A ou (B e C) = (A ou B) e (A ou C)

3ª) Lei da dupla negação:


~(~A) = A
Daí, concluiremos ainda que:
A não é não B = AéB
Todo A não é não B = Todo A é B
Algum A não é não B = Algum A é B
Nenhum A não é não B = Nenhum A é B

13. REGRAS DE SIMPLIFICAÇÃO:


1. p ou p = p (Lei idempotente)
2. p e p = p (Lei idempotente)
3. p ou ~p = V (tautologia)
4. p e ~p = F (contradição)
5. p ou V = V (na disjunção, o V é quem manda)
6. p ou F = p (na disjunção, o F é elemento neutro)
7. p e V = p (na conjunção, o V é elemento neutro)
8. p e F = F (na conjunção, o F é quem manda)
9. p  p = V (tautologia)
10. p  ~p = F (contradição)
11. p ou (p e q) = p (Lei da Absorção)
12. p e (p ou q) = p (Lei da Absorção)

Pág.7
14. PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

As proposições formadas com os termos todo, algum e nenhum são chamadas de


proposições categóricas. Temos as seguintes formas:
1. Todo A é B 2. Nenhum A é B 3. Algum A é B 4. Algum A não é
B

1. Todo A é B
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A está contido no conjunto B, ou
seja, todo elemento de A também é elemento de B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A.
Todo gaúcho é brasileiro  Todo brasileiro é gaúcho
Também, são equivalentes as expressões seguintes:
Todo A é B = Qualquer A é B = Cada A é B

2. Nenhum A é B
Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é,
A e B não tem elementos em comum.
Dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Exemplo: Nenhum diplomata é analfabeto = Nenhum analfabeto é diplomata

3. Algum A é B
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma Algum A é B estabelecem que
o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B.
Entretanto, no sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que “alguns alunos são
ricos”, mesmo sabendo que “todos eles são ricos”.
Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A.
Exemplo: Algum médico é poeta = Algum poeta é médico
Também, são equivalentes as expressões seguintes:
Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B
Exemplo:
Algum poeta é médico = Pelo menos um poeta é médico = Existe um poeta que é médico

4. Algum A não é B
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos
um elemento que não pertence ao conjunto B.
Dizer que Algum A não é B é logicamente equivalente a dizer que Algum A é não B, e
também é logicamente equivalente a dizer que Algum não B é A.
Exemplo:
Algum fiscal não é honesto = Algum fiscal é não honesto = Algum não honesto é fiscal

Atenção: dizer que Algum A não é B não significa o mesmo que Algum B não é A.

Pág.8
Exemplo: Algum animal não é mamífero  Algum mamífero não é animal
IMPORTANTE: Nas proposições categóricas, usam-se também as variações gramaticais dos
verbos ser e estar, tais como é, são, está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.

# REPRESENTAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

As proposições categóricas serão representadas por diagramas de conjuntos para a


solução de diversas questões de concurso.
Cada proposição categórica tem um significado em termos de conjunto, e isso é quem
definirá o desenho do diagrama; e veremos adiante que uma proposição categórica pode possuir
mais de um desenho.
Relembremos os significados, em termos de conjunto, de cada uma das proposições
categóricas:
Todo A é B = todo elemento de A também é elemento de B.
Nenhum A é B = A e B não tem elementos em comum.
Algum A é B = o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Algum A não é B = o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao conjunto
B.

1. Se a proposição “Todo A é B” é verdadeira, então temos duas representações possíveis:

a O conjunto A dentro do conjunto B O conjunto A é igual ao conjunto B

B
A=B

2. Se a proposição “Nenhum A é B” é verdadeira, então temos somente a representação:

a Não há elementos em comum entre os dois conjuntos (Não há intersecção!)

A B

Pág.9
3. Se a proposição “Algum A é B” é verdadeira, temos quatro representações possíveis:

Os dois conjuntos possuem uma parte Todos os elementos de A estão em B.


dos elementos em comum.
B
A
A B

c Todos os elementos de B estão em A. d O conjunto A é igual ao conjunto B

A A=B
B

4. Se a proposição “Algum A não é B“ é verdadeira, temos três representações possíveis:


Os dois conjuntos possuem uma Todos os elementos de B estão em A.
parte dos elementos em comum.

A
A B B

c Não há elementos em comum entre os dois conjuntos.

A B

Exercício: (Especialista em Políticas Públicas Bahia 2004 FCC) Considerando “todo livro é
instrutivo” como uma proposição verdadeira, é correto inferir que:
a) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
b) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
c) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
d) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
e) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.

Pág.0000010
Sol.:
Temos que a proposição “todo livro é instrutivo” é verdadeira. Baseando-se nesta proposição,
construiremos as representações dos conjuntos dos livros e das coisas instrutivas. Como
vimos anteriormente há duas representações possíveis:

instrutivo
instrutivo = livro

livro

A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é instrutivo” implica a total dissociação


entre os diagramas. E estamos com a situação inversa!
A opção B é perfeitamente escorreita! Percebam que nos dois desenhos acima os
conjuntos em vermelho e em azul possuem elementos em comum. Resta necessariamente
perfeito que “algum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
Resposta: opção B.
Já achamos a resposta correta, mas continuaremos a análise das outras opções.
A opção C é incorreta! Pois a proposição “algum livro não é instrutivo” é necessariamente
falsa. Isso pode ser constatado nos dois desenhos acima, vejam que não há um livro sequer que
não seja instrutivo.
A opção D é incorreta! Pois na análise da opção B já havíamos concluído que “algum
livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
A opção E é incorreta! Pois na análise da opção C já havíamos concluído que “algum
livro não é instrutivo” é uma proposição necessariamente falsa.

Pág.11
15. ARGUMENTO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de proposições iniciais redunda em
uma outra proposição final, que será conseqüência das primeiras!
Dito de outra forma, argumento é a relação que associa um conjunto de proposições p1, p2,
... pn , chamadas premissas do argumento, a uma proposição c, chamada de conclusão do
argumento.
No lugar dos termos premissa e conclusão podem ser também usados os
correspondentes hipótese e tese, respectivamente.

# ARGUMENTO VÁLIDO:
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem construído), quando a
sua conclusão é uma conseqüência obrigatória do seu conjunto de premissas.
Para testar a validade de um argumento, devemos considerar as premissas como
verdadeiras, mesmo quando o conteúdo da premissa é falso.

# ARGUMENTO INVÁLIDO:
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído,
falacioso ou sofisma – quando a verdade das premissas não é suficiente para garantir a
verdade da conclusão.

# MÉTODOS PARA TESTAR A VALIDADE DOS ARGUMENTOS


Na seqüência, um quadro que resume os quatro métodos, e quando se deve lançar mão
de um ou de outro, em cada caso. Vejamos:
Deve ser usado quando... O argumento é válido quando...

1º Método o argumento apresentar as


Considerar as premissas palavras todo, nenhum, ou a partir dos diagramas verificarmos
verdadeiras e verificar a algum que a conclusão é uma
validade da conclusão por conseqüência obrigatória das
meio da utilização dos premissas.
Diagramas (circunferências)

2º Método em qualquer caso, mas


Construção da Tabela- nas linhas da tabela em que os
preferencialmente quando o
Verdade do argumento argumento tiver no máximo valores lógicos das premissas têm
duas proposições simples. valor V, os valores lógicos relativos
a coluna da conclusão forem
também V.

3º Método o 1º Método não puder ser


Considerar as premissas empregado, e houver uma
verdadeiras e verificar o premissa... o valor encontrado para a
valor lógico da conclusão ...que seja uma proposição conclusão é obrigatoriamente
simples; ou verdadeiro.
... que esteja na forma de uma
conjunção (e).

Pág.12
16. SENTENÇAS ABERTAS

1. Sentenças Abertas
No capítulo um, comentamos sobre as sentenças abertas, que são sentenças do tipo:
a) x + 3 = 10
b) x > 5
c) (x+1)2 – 5 = x2
d) x – y = 20
e) Em 2004 foram registradas 800+z acidentes de trânsito em São Paulo.
f) Ele é o juiz do TRT da 5ª Região.
Tais sentenças não são consideradas proposições porque seu valor lógico (V ou F)
depende do valor atribuído à variável (x, y, z,...). O pronome ele que aparece na última sentença
acima, funciona como uma variável, a qual se pode atribuir nomes de pessoas.
Há, entretanto, duas maneiras de transformar sentenças abertas em proposições:
1ª) atribuir valor às variáveis;
2ª) utilizar quantificadores.

A primeira maneira foi mostrada no capítulo um, mas vejamos outros exemplos:
Ao atribuir a x o valor 5 na sentença aberta x + 3 = 10, esta transforma-se na proposição 5
+ 3 = 10, cujo valor lógico é F.
Ao atribuir a x o valor 2 na sentença aberta (x+1)2 – 5 = x2, esta transforma-se na
2 2
proposição (2+1) – 5 = 2 , que resulta em 4 = 4, tendo, portanto, valor lógico V.
A seguir, veremos a transformação de uma sentença aberta numa proposição por meio de
quantificadores.

2. Quantificadores
Consideremos as afirmações:
a) Todo sangue é vermelho.
b) Cada um dos alunos participará da excursão.
c) Algum animal é selvagem.
d) Pelo menos um professor não é rico.
e) Existe uma pessoa que é poliglota.
f) Nenhum crime é perfeito.

Expressões como “todo”, “cada um”, "algum", "pelo menos um", “existe”, “nenhum” são
quantificadores.
Há fundamentalmente dois tipos de quantificadores: Universal e Existencial.

2.1. O Quantificador Universal

O quantificador universal é indicado pelo símbolo  que se lê: para todo, para cada,
qualquer que seja.
Veremos agora exemplos de transformações de sentenças abertas em proposições:

1) (x)(xN)(x + 3 = 10)
O símbolo  é o quantificador universal, x é a variável, N é o conjunto dos números
naturais e x + 3 = 10 é a sentença aberta. (É freqüente em questões de concurso a sentença
aberta ser chamada de predicado ou propriedade.)
A proposição (x)(xN)(x2 = 4) se lê da seguinte maneira: “Para todo elemento x do
conjunto dos números naturais, temos que x + 3 = 10”.
Qual o valor lógico dessa proposição? É claro que é Falso, pois se fizermos, por exemplo,
o x igual ao número natural 1, teremos 1 + 3 = 10 (resultado falso!).

Pág.13
2) (x)(xZ)(x2  x)
O símbolo  é o quantificador universal, x é a variável, Z é o conjunto dos números inteiros
e x2  x é a sentença aberta.
A proposição (x)(xZ)(x2  x) se lê da seguinte maneira: “Para todo elemento x do
conjunto dos números inteiros, temos que x2  x”.
Qual o valor lógico dessa proposição? Os números inteiros são {... -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3...}.
Se substituirmos qualquer um desses números na sentença x  x, o resultado será sempre
2

verdadeiro. Portanto, o valor lógico da proposição é Verdade.


Se mudássemos do conjunto dos inteiros (Z) para o conjunto dos números racionais (Q), a
proposição (x)(xQ)(x2  x) tornar-se-ia Falsa. Pois, se substituirmos x por 1/2, teremos (1/2)2 
1/2, que resulta em 1/4  1/2 (resultado falso!).

Podemos simplificar a notação simbólica das proposições, conforme mostrado abaixo:


 (x)(xN)(x + 3 = 10) pode ser escrita como (x  N)(x + 3 = 10);
 (x)(xZ)(x2  x) pode ser escrita como (x  Z)(x2  x).

2.2. O Quantificador Existencial


O quantificador existencial é indicado pelo símbolo  que se lê: existe pelo menos um,
existe um, existe, para algum.
Passemos a exemplos de transformações de sentenças abertas em proposições usando o
quantificador existencial:
2
1) (x)(xN)(x = 4)
O símbolo  é o quantificador existencial, x é a variável, N é o conjunto dos números
naturais e x2 = 4 é a sentença aberta.
A proposição (x)(xN)(x2 = 4) se lê da seguinte maneira: “Existe pelo menos um x
pertencente ao conjunto dos números naturais tal que x2 = 4”.
Qual o valor lógico dessa proposição? Ao resolver a equação x2 = 4, encontramos como
raízes os valores 2 e -2, sendo apenas o primeiro um número natural. Como existe uma raiz que é
um número natural, então a proposição tem valor lógico Verdade.

2) (y)(yR)(y + 1 = y + 2)
O símbolo  é o quantificador existencial, y é a variável, R é o conjunto dos números reais
e y + 1 = y + 2 é a sentença aberta.
A proposição (y)(yR)(y + 1 = y + 2) se lê da seguinte maneira: “Existe pelo menos um y
pertencente ao conjunto dos números reais tal que y + 1 = y + 2”.
Podemos simplificar a sentença y + 1 = y + 2, cortando o y de cada lado da igualdade,
resultando em 1 = 2. Não há y que dê jeito de fazer 1 igual a 2, portanto a proposição é Falsa.

Há outro quantificador que deriva do quantificador existencial, ele é chamado de


quantificador existencial de unicidade, simbolizado por | que se lê: existe um único, existe
um e um só. Exemplos:

1) (| x)(x  N)(x + 5 = 7) que se lê: "existe um único número x pertencente ao conjunto dos
números naturais tal que x + 5 = 7". Realmente, só existe o número 2 que satisfaz essa sentença,
daí a proposição tem valor lógico Verdade.

Da mesma forma que o quantificador universal, também podemos simplificar a


representação simbólica das proposições com quantificador existencial, por exemplo:

 (x)(xZ)(x3 = 5x2) pode ser escrita como (x  N)(x3 = 5x2);


 (| x)(x  N)(x + 5 = 7) pode ser escrita como (| x  N)(x + 5 = 7).

Pág.14
CONJUNTOS

1) Relações de Pertinência
Relacionam elemento com conjunto. E a indicação de que o elemento pertence ou não
pertence a um conjunto é feita pelos símbolos:  (pertence) e  (não pertence).
Exemplo 1: a) 2  {0, 1, 2}
b) 4  {0, 1, 2}

2) Relações de Inclusão
Relacionam um conjunto com outro conjunto. Temos a seguinte simbologia de inclusão: 
(está contido),  (não está contido),  (contém) e (não contém).

Exemplo 2: a) {2, 5}  {0, 1, 2, 5}
b) {2, 7}  {0, 1, 2, 5}
c) {0, 1, 2, 5}  {2, 5}
d) {0, 1, 2, 5} {2, 7}

3) Subconjunto
Diz-se que A é subconjunto de B se todo elemento de A é também elemento de B.
Exemplo 3: a) {2} é subconjunto de {1, 2, 3}
b) {1, 3} é subconjunto de {1, 3, 5}

4) Conjunto das Partes de um Conjunto


O conjunto das partes de um conjunto A, simbolizado por P(A), é o conjunto cujos elementos
são todos partes (subconjuntos) de A.
O número de partes (subconjuntos) de um conjunto A é dado por 2n, em que n é o número
de elementos de A.
Exemplo 4: Dado o conjunto A={1, 2, 3}, encontrar o conjunto das partes de A.
Solução:
Como A tem 3 elementos, P(A) terá 8 elementos (=2 3).
O conjunto P(A) é { {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3}, {1, 2, 3},  }. Onde o símbolo 
representa o conjunto vazio. Este é sempre subconjunto de qualquer conjunto.

5) Operações com Conjuntos


Considerando os conjuntos A, B e o conjunto-universo U, daremos a definição de cada
operação com conjuntos:
a) União ()
A união entre dois conjuntos, AB, é o conjunto formado pela reunião dos elementos de A
e de B. Simbolicamente: AB = {x | xA ou xB}.
Exemplo 5: {1, 2, 3}  {2, 5, 8} = {1, 2, 3, 5, 8} (Resposta!)

Pág.15
A representação gráfica da união entre dois conjuntos é dada pelo seguinte desenho:
U
A B

b) Interseção ()
A intersecção entre dois conjuntos, AB, é o conjunto formado pelos elementos que são
comuns aos dois conjuntos. Simbolicamente: AB = {x | xA e xB}.
Exemplo 6: {1, 2, 3}  {2, 5, 8} = {2} (Resposta!)
Representação gráfica da intersecção entre dois conjuntos:

c) Diferença (–)
A diferença entre dois conjuntos, B–A, é o conjunto formado pelos elementos de B que não
pertencem a A. Simbolicamente: B–A = {x | xB e xA}.
Exemplo 7: {1, 2, 3} – {2, 5, 8} = {1, 3} (Resposta!)
A representação gráfica da diferença entre dois conjuntos (B-A) é dada pelo seguinte
desenho:

d) Complementar (')
O complementar do conjunto A, simbolizado por A', é o conjunto formado pelos elementos
do conjunto universo (U) que não pertencem a A. Simbolicamente: A'={xU|xA}.
A representação gráfica do complementar do conjunto A é dada pelo seguinte desenho:
U
A

Pág.16
e) Diferença simétrica entre dois conjuntos ()
A diferença simétrica entre dois conjuntos é definida por: AB = (AB)–(AB).
Exemplo 8: Considerando os conjuntos A={1, 2, 3} e B={2, 5, 8}, encontre AB.
Solução:
(AB) = {1, 2, 3}–{2, 5, 8} = {1, 2, 3, 5, 8}
(AB) = {1, 2, 3}–{2, 5, 8} = {2}
AB = (AB)–(AB) = {1, 2, 3, 5, 8}–{2} = {1, 3, 5, 8} (Resposta!)
A representação gráfica da diferença simétrica entre dois conjuntos (AB) é dada pelo
seguinte desenho:

f) Fórmula da União
Existe uma fórmula que relaciona o número de elementos da união, da intersecção e dos
conjuntos individuais. A fórmula é dada por:
 n(AB) = n(A) + n(B) – n(AB)
Se forem três conjuntos a fórmula será:
 n(ABC)=n(A)+n(B)+n(C)–n(AB)–n(AC)–n(BC)+n(ABC)

Exemplo 9: Calcule o número de elementos da união dos conjuntos A e B a partir dos


seguintes dados: n(A)=10, n(B)=7, n(AB)=5.
Solução:
Substituiremos os dados na fórmula da união. Teremos:
 n(AB) = n(A)+n(B)–n(AB) = 10+7-5
 n(AB) = 12 (Resposta!)
Esta não é a única maneira de se chegar à resposta. Fazendo o desenho dos círculos e
escrevendo nestes os dados fornecidos, facilmente chegaremos à mesma resposta!

Pág.17
Exemplo 10: Considere o diagrama abaixo onde o retângulo representa o conjunto-universo U e
os círculos representam os conjuntos A e B.
U
A B
1
4 7
2
5 8
3
9 13
10 11 12

Com base no desenho, determine:


a) O conjunto A
Sol.: A = {1, 2, 3, 4, 5} e n(A)=5
b) O conjunto B
Sol.: B = {4, 5, 6, 7, 8,9} e n(B)=6
c) O número de subconjuntos de A
n 5
Sol.: 2 = 2 = 32 subconjuntos
d) O número de subconjuntos de B
Sol.: 2n = 26 = 64 subconjuntos
e) A união de A e B
Sol.: A  B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
f) A intersecção entre A e B
Sol.: A  B = {4, 5}
g) A diferença A–B
Sol.: A-B = {1, 2, 3}
h) A diferença B–A
Sol.: B - A = {6, 7, 8, 9}
i) O complementar de A
Sol.: A' = U - A = {6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13}
j) O complementar de B
Sol.: B' = U - B = {1, 2, 3, 10, 11, 12, 13}
l) Diferença simétrica entre A e B
Sol.: AB = (AB)–(AB) = {1, 2, 3, 6, 7, 8, 9}

Pág.18
PORCENTAGEM

1) RAZÃO CENTESIMAL – é a razão cujo denominador é igual a 100.


5 50 135 33,8
Exemplos: , , ,
100 100 100 100
Existe ainda outra forma de representar essas razões centesimais:
5
 5% (cinco por cento)
100
50
 50% (cinquenta por cento)
100
135
 135% (cento e trinta e cinco por cento)
100
33,8
 33,8% (trinta e três vírgula oito por cento)
100
Tais razões estão expressas em taxas percentuais.

Toda percentagem está associada a um número decimal.


Exemplos: 48% = 0,48 ; 0,7% = 0,007 ; 7% = 0,07 ; 70% = 0,7 ; 700% = 7

Observação: A porcentagem, quando escrita na forma de 15%, por exemplo, é chamada de forma
percentual, enquanto que seu equivalente 0,15 é dito forma unitária ou decimal.

2) TRANSFORMAÇÃO EM TAXAS PERCENTUAIS


Multiplicando-se a taxa (fracionária, decimal...) por 100 e acrescentando-se o símbolo %,
obtém-se a taxa percentual.
Exemplos:
3 = 3 100 %  3  25 %  75%
a)
4 4
2 2 200
b) = 100 %  %  66,67%
3 3 3
5 5
c) = 100 %  5  25 %  125%
4 4
d) 0,374 = 0,374 x 100 % = 37,4%
e) 2,50 = 2,50 x 100 % = 250%
f) 3 = 3 x 100 % = 300%

3) PORCENTAGEM SOBRE QUANTIDADES


Para calcular uma porcentagem de uma quantidade qualquer, basta multiplicá-la pela taxa
percentual.
Exemplos:
a) Quanto é 15% de 300?
15
Solução: 15%  300   300  15  3  45
100
b) Quanto é 20% de 650?

Pág.19
20
Solução: 20%  650   650  2  65  130
100
c) Quanto é 12% de 148?
12 1776
Solução: 12% 148  148   17,76
100 100
4) AUMENTO E REDUÇÃO PERCENTUAL
Se um número N sofre um aumento percentual x%, seu novo valor passará a ser:
N + x%.N = (1 + x%).N
Da mesma forma, se o número N sofre um decréscimo percentual x%, passará a valer:
N – x%.N = (1 – x%).N

Exemplo: Um produto que custava R$ 80,00 sofreu um aumento de 15%. Quanto passou a custar?
Solução: novo preço = (1 + 15%) x 80 = (1 + 0,15) x 80 = 1,15 x 80 = 92,00.

Exemplo: Um artigo custa R$ 250,00. Com uma redução de 35% no seu valor, quanto passará a
custar?
Solução: novo preço = (1 – 35%) x 250 = (1 – 0,35) x 250 = 0,65 x 250 = 162,50.

5) TAXAS PERCENTUAIS SUCESSIVAS


A fim de estabelecer uma única fórmula para aumentos e descontos sucessivos, podemos
definir que aumentos percentuais são taxas percentuais positivas e que reduções (descontos)
percentuais são taxas negativas. Desse modo, teremos a fórmula:
i  (1 i1 )  (1 i2 )  (1 i3 )   (1 in ) 1

Exemplo: O salário de um jogador de futebol teve três aumentos percentuais num ano: o primeiro
de 10%, o segundo de 5% e o terceiro de 20%. Qual foi o aumento percentual de salário obtido
pelo jogador nesse ano?
Solução: i  (1 10%)  (1  5%)  (1  20%) 1
i  (1  0,1)  (1  0,05)  (1  0,2) 1
i  1,11,051,2 1
i  1,386 1  i  0,386  38,6%

Exemplo: O preço de certa mercadoria era de R$ 500,00. Mas nos três primeiros meses do ano,
sofreu as seguintes variações mensais: aumento de 30%, em seguida uma redução de 10% e logo
depois uma redução de 1%. Qual é o novo preço da mercadoria?
Solução:
A taxa percentual sofrida nesses três meses será de:
i  (1  30%)  (1 10%)  (1 1%) 1
i  (1  0,3)  (1  0,1)  (1  0,01) 1
i  1,3  0,9  0,99 1
i  1,1583 1
i  0,1583  15,83%
Novo preço da mercadoria = 500 + 15,83% x 500 = 500 + 79,15 = 579,15
Exemplo: Num certo mês a inflação foi de 10% e no mês seguinte foi de 20%. Qual é a inflação
acumulada nesses dois meses?
Solução:
INF  (1 10%)  (1  20%) 1.

Pág.0000020
INF  (1  0,1)  (1  0,2) 1
INF  1,11,2 1
INF  1,32 1  0,32  32%

6) LUCRO E PREJUÍZO
O lucro é definido como a diferença entre o valor de venda e o valor de custo (ou compra)
e simbolizamos por:
L(R$) = V – C
Quando o valor de venda (V) for maior que o valor de custo (C), o L será positivo,
indicando que houve um lucro. Caso contrário, o valor de venda menor que o de custo, teremos um
L negativo, indicando que houve prejuízo.
A taxa percentual do lucro pode ter como referência o preço de custo ou o preço de venda.
As duas fórmulas são apresentadas a seguir:
 Taxa percentual do Lucro sobre o Preço de Custo:
V C
L
C
 Taxa percentual do Lucro sobre o Preço de Venda:
V C
L
V
Exemplo: Um computador que foi comprado nos EUA pelo equivalente de R$ 1.400,00, será
vendido no Brasil com um lucro de 15% sobre o preço de compra. Qual foi o valor de venda do
computador no Brasil?
Solução:
Temos os seguintes dados:
C = 1400 e L = 15%
A fórmula do “Lucro sobre o preço de compra” é dado por:
V C
L
C
Vamos substituir os dados na fórmula:
V  1400
15% 
1400
Resolvendo vem:
V 1400  0,15 1400
V  1400  210
V  1610,00 (Resposta!)

Exemplo: Uma empresa fabrica certo produto a um custo de R$ 250,00. Contudo, o produto não foi
bem aceito no mercado e, então, a empresa resolveu vendê-lo pelo preço de R$ 180,00. Qual foi a
taxa de prejuízo sobre o preço de venda?
Solução:
Temos os seguintes dados:
C = 250 e V = 180
O prejuízo equivale a um lucro negativo. Daí, usaremos a fórmula do “Lucro sobre o preço
de venda” que é dado por:
V C
L
V
Vamos substituir os dados na fórmula:

Pág.21
180 250
L
180
Resolvendo vem:
70 7
L 
180 18
Vamos multiplicar por 100 para encontrar o valor percentual:
7 7 50 350
L 100 %  % %  38,89%
18 9 9
Portanto, o prejuízo foi de aproximadamente 38,89%.

7) EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
Exemplo: Numa escola de 800 alunos, temos que 60% são meninas. Qual é a quantidade de
meninos?
Solução:
Como a quantidade de meninas representa 60% do total, a quantidade de meninos
representará 40% do total. Daí, teremos:
Número de meninos = 40% de 800 = 0,4 x 800 = 4 x 80 = 320 (Resposta!)

Exemplo: Numa urna, 35% das bolas são pretas e as outras 455 são brancas. Quantas bolas há na
urna?
Solução:
A porcentagem de bolas brancas na urna é igual a 65% (=100% – 35%) do total.
Considerando que o total de bolas da urna é X, podemos montar a seguinte equação:
65%X  455
Resolvendo vem:
455 455 100 91100
X    7 100  700
0,65 65 13
Portanto, há 700 bolas na urna.

Exemplo: Certo produto passou de R$ 24,00 para R$ 30,00. Qual foi a taxa percentual de
aumento?
Solução:
Aumento em reais = 30 – 24 = 6,00
A variação percentual pode ser calculada dividindo-se o aumento em dinheiro pelo valor
inicial do produto:
6
 0,25  25% (Resposta!)
24
Exemplo: O salário de Amarildo é 30% maior que o de Bruno e o salário deste é 20% menor que o
de Carlos. A soma dos salários dos três é igual a R$ 5680,00. Qual é o salário de cada um deles?
Solução:
Vamos designar as seguintes letras:
A = salário de Amarildo
B = salário de Bruno
C = salário de Carlos

Do enunciado, temos que:


 A = B + 30%.B = 1,3.B
 B = C – 20%.C = 0,8.C

Devemos trabalhar apenas com uma letra, para tanto vamos colocar A em função de C.
Teremos:
 A = 1,3.B = 1,3.(0,8C) = 1,04.C

Pág.22
A expressão da soma dos salários é:
 A + B + C = 5680

Vamos substituir as letras A e B em função de C:


 1,04C + 0,8C + C = 5680
 2,84C = 5680
 C = 5680/2,84
 C = 2000

Daí:
 A = 1,04.C = 1,04 . 2000 = 2080
 B = 0,8.C = 0,8 . 2000 = 1600

Portanto, o salário de Amarildo é R$ 2080,00, o de Bruno é R$ 1600,00 e o de Carlos é de


R$ 2000,00.

Raciocínio Lógico Leis de Morgan

Leis de Morgan

Leis de Morgan – Negativa de uma proposição composta

Negar proposição com conectivos ∧ (e) ou ∨ (ou)


~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q

~(P∨Q) ≡ ~P ∧ ~Q

Para aplicar as regras:

Negar as proposições

Inverter os conectivos (∧→∨ e ∨→∧)

Exemplo

Negar a proposição: “Pedro não sofreu acidente de trabalho ou Pedro está aposentado”

Pág.23
P: Pedro não sofreu acidente de trabalho

Conectivo: ∨ (ou)

Q: Pedro está aposentado

Afirmativa: P∨Q

Negação: ~(P∨Q)

Lei de Morgan: ~P ∧ ~Q

~P: Pedro sofreu acidente de trabalho

Conectivo: ∧ (e)

~Q: Pedro não está aposentado

Logo: “Pedro sofreu acidente de trabalho e Pedro não está aposentado”

Negar proposição com conectivo → (se…então…)

~(P→Q) ≡ P ∧ ~Q

Para aplicar as regras:

Substituir o conectivo → pelo conectivo∧

Negar a segunda parte da proposição

Exemplo

Negar a proposição: “Se você faz dieta, então você emagrece”

P: você faz dieta

Conectivo: → (se…então…)

Pág.24
Q: você emagrece

Afirmativa: P→Q

Negação: ~(P→Q)

Lei de Morgan: P ∧ ~Q

P: Você faz dieta

Conectivo: ∧ (e)

~Q: você não emagrece

Logo: “Você faz dieta e não emagrece”

Questões comentadas

FUNCAB – MDA – 2014 – Administrador de Dados

Determine a negação da proposição “Lívia é estudiosa e Marcos decora”.

Lívia é estudiosa ou Marcos decora

Lívia não é estudiosa e Marcos decora.

Lívia não é estudiosa ou Marcos decora.

Lívia não é estudiosa ou Marcos não decora.

Marcos não decora e Lívia é estudiosa.

Comentário:

Quebrando a sentença em P e Q:

P: Lívia é estudiosa

Conectivo: ∧ (e)

Q: Marcos decora

Aplicando a lei de Morgan: ~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q

Pág.25
~P: Lívia não é estudiosa

Conectivo: ∨ (ou)

~Q: Marcos não decora

Logo: Lívia não é estudiosa ou Marcos não decora

Gabarito: D

FCC – TJ / AP – 2014 – Técnico Judiciário / Área Judiciária e Administrativa

Vou à academia todos os dias da semana e corro três dias na semana. Uma afirmação que corresponde à
negação lógica da afirmação anterior é

Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.

Vou à academia quase todos os dias da semana e corro dois dias na semana.

Nunca vou à academia durante a semana e nunca corro durante a semana.

Não vou à academia todos os dias da semana e não corro três dias na semana.

Se vou todos os dias à academia, então corro três dias na semana.

Comentário:

Quebrando a sentença em P e Q:

P: Vou à academia todos os dias da semana

Conectivo: ∧ (e)

Q: Corro três dias na semana

Aplicando a lei de Morgan: ~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q

~P: Não vou à academia todos os dias da semana

Conectivo: ∨ (ou)

~Q: Não corro três dias na semana

Logo: Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.

Gabarito: A

Pág.26
Figuras do silogismo e As premissas, para formar um
algumas regras para o silogismo, devem ser assim
distribuídas:
seu entendimento
 A primeira premissa, chamada de
 premissa maior, deve conter o termo
 1 maior e o termo médio;
 A segunda premissa, chamada de
premissa menor, deve conter o termo
médio e o termo menor;
 A conclusão deve conter os termos
maior e menor.
Abaixo, seguem algumas regras
para um melhor entendimento da
forma do silogismo:
1. O silogismo deve sempre
conter três termos: o maior, o
menor e o médio;

2. O termo médio deve fazer


parte das premissas e nunca da
conclusão e deve ser tomado ao
menos uma vez em toda a sua
O silogismo para Aristóteles deve ser extensão;
mediado, dedutivo e necessário
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3. Nenhum termo pode ser
Inferir significa extrair uma mais extenso na conclusão do que
proposição como conclusão de outras. nas premissas, porque assim,
O silogismo é o argumento que, concluir-se-á mais que o
segundo Aristóteles, possui três permitido, ou seja, uma das
características: é mediado, dedutivo e premissas deverá ser sempre
necessário. universal e necessária, positiva
O silogismo é mediado, pois não é ou negativa.
apreendido imediatamente da
4. A conclusão não pode
percepção, mas deve usar o raciocínio
conter o termo médio (vide item
para compreender o real.
2);
É dedutivo porque parte da verdade de
premissas universais para se chegar a 5. De duas premissas
outras premissas. E é necessário, negativas, nada poderá ser
porque estabelece uma cadeia causal concluído. O termo médio não
entre as premissas. terá ligado os extremos;

[Link] Página 27
6. De duas premissas Todas as estrelas são astros.
afirmativas, a conclusão deve ser
Logo, nenhuma estrela é perecível.
afirmativa, evidentemente;
C. A premissa maior é
7. De duas proposições
universal afirmativa, a
particulares, nada poderá ser
premissa menor é particular
concluído (vide item 2);
afirmativa e a conclusão é
8. A conclusão sempre particular afirmativa.
acompanha a parte “fraca”, isto é,
Ex.:
se houver uma premissa negativa,
Todos os homens são mortais.
a conclusão será negativa. Se
houver uma premissa particular, a João é homem.
conclusão será particular. Se
houver ambas, a conclusão Logo, João é mortal.
deverá ser negativa e particular. D. A premissa maior é
universal negativa, a
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Dessa forma, pode-se premissa menor é particular
configurar alguns modos afirmativa e a conclusão é
de silogismo em Aristóteles: particular negativa.
A. Todas as proposições Ex.:
são universais afirmativas. Nenhum rei é amado.
Ex.: Henrique VII é um rei.
Todos os homens são mortais.
Logo, Henrique VII não é amado.
Todos os brasileiros são homens.
É claro que pelas possibilidades,
Logo, todos os brasileiros são mortais. existem até 64 modos de se produzir
Este é o famoso silogismo perfeito, um argumento ou silogismo, mas na
porque demonstra a ligação necessária prática, essas são as suas formas mais
entre indivíduo, espécie e gênero. É o utilizadas. Lembrando que essas
que visa à ciência. regras são utilizadas para fazer o
famoso cálculo de predicados naquilo
B. A premissa maior é que chamamos de lógica formal
universal negativa, a aristotélica.
premissa menor é universal
afirmativa e a conclusão é
universal negativa.

Ex.:
Nenhum astro é perecível.

[Link] Página 28
Temos também outros subconjuntos
de Z:
CONJUNTOS NUMÉRICOS Z* = Z-{0}
Z+ = conjunto dos inteiros não
 Conjunto dos números naturais (IN) negativos = {0,1,2,3,4,5,...}
Z_ = conjunto dos inteiros não
positivos = {0,-1,-2,-3,-4,-5,...}

Observe que Z+=IN.


Um subconjunto importante de IN é o
Podemos considerar os números
conjunto IN*:
inteiros ordenados sobre uma reta,
IN*={1, 2, 3, 4, 5,...}  o zero foi
conforme mostra o gráfico abaixo:
excluído do conjunto IN.
Podemos considerar o conjunto dos
Conjunto dos números racionais
números naturais ordenados sobre uma
(Q)
reta, como mostra o gráfico abaixo:

Os números racionais são todos


aqueles que podem ser colocados
 Conjunto dos números inteiros (Z) na forma de fração (com o
numerador e denominador  Z). Ou
seja, o conjunto dos números
racionais é a união do conjunto dos
números inteiros com as frações
positivas e negativas.
O conjunto IN é subconjunto de Z.
Exemplos:
Assim, podemos escrever:
É interessante considerar a
representação a decimal  Conjunto dos números
de um número b racional , que se irracionais
obtém dividindo a por b.
Os números irracionais são
Exemplos referentes às decimais exatas decimais infinitas não periódicas, ou
ou finitas: seja, os números que não podem
Exemplos referentes às decimais ser escrito na forma de fração
periódicas ou infinitas: (divisão de dois inteiros). Como
exemplo de números irracionais,
Toda decimal exata ou periódica temos a raiz quadrada de 2 e a raiz
pode ser representada na forma de quadrada de 3:
número racional.
Um número irracional bastante
conhecido é o número
=3,1415926535...
O diagrama abaixo mostra a
relação entre os conjuntos
 Conjunto dos números reais (IR)
numéricos:
Portanto, os números naturais,
Dados os conjuntos dos números
inteiros, racionais e irracionais são
racionais (Q) e dos irracionais, definimos o
todos números reais. Como
conjunto dos números reais como:

[Link] Página 29
subconjuntos importantes de IR 1,01 ; 1,001 ; 1,0001 ; 1,1 ; 1,2 ;
temos: 1,5 ; 1,99 ; 1,999 ; 1,9999
IR* = IR-{0} 2) Entre os números 5 e 6 existem
IR+ = conjunto dos números reais infinitos números reais:
não negativos 5,01 ; 5,02 ; 5,05 ; 5,1 ; 5,2 ; 5,5 ;
IR_ = conjunto dos números 5,99 ; 5,999
reais não positivos

Obs: entre dois números inteiros SISTEMA DE NUMERAÇÃO


existem infinitos números reais. Por ROMANO
exemplo: Na Europa até o século 13,época
1) Entre os números 1 e 2 existem em que os algarismos indo-
infinitos números reais: arábicos
foram divulgados, os números 100 cem C
escritos no sistema de numeração 500 D
[Link]õe-se que os símbolos quinhentos
1000 mil M
1 5 75
 0,5   1,25  3,75
2 4 20 Regras;
da escrita numérica romana vêm do Regra de repetição:Os símbolos
hábito de se registrar a contagem I, X, C, M podem ser repetidos até
dos votos, numa eleição,utilizando três vezes seguidas e os seus
traços. valores são adicionados.
1 um I Ex: III = 3 XX = 20
5 cinco V Regra da subtração: Do símbolo de
10 dez X maior valor subtrai-se o de menor
50 cinquenta L valor, quando se escreve.

Ex: IX = 9 IV = 4 dia.
Regra da adição:Usam-se regras Subtração de números racionais.
anteriores e adicionam-se os Multiplicação:Numa fábrica uma
valores. máquina produz 1500 peças de
Ex:CI = 101 roupas por hora. Quantas peças
Regra da multiplicação: Coloca-se serão produzidas em 8 horas por
um traço em cima dos símbolos e o essa máquina.
valor dos mesmos fica multiplicado Multiplicação de números
por mil. racionais
4 Operações Fundamentais Divisão:Numa empresa foram
Adição: Quando juntamos duas usados 2400 litros de álcool durante
coleções e contamos todos os 4 semanas de limpeza. Se a
objetos, essa ação leva ao conceito quantidade de álcool usada por
da adição com números naturais na semana foi a mesma, quantos litros
matemática. foram usados por semana?
Adição de números racionais. Divisão de números racionais
Subtração: Marcos tem dois dias DÍZIMAS PERIÓDICAS
para percorrer 1400 Km. Se ele
percorrer 800Km no Aos numerais decimais em que há
Primeiro dia, então quantos repetição periódica e infinita de um
quilômetros percorrerá no segundo ou mais algarismos, dá-se o nome

[Link] Página 30
de numerais decimais periódicos ou seu último algarismo é 0 (zero) ou
dízimas periódicas. [Link]: 75 é divisível por 5 pois
termina com o algarismo 5, mas 107
Numa dízima periódica, o algarismo não é divisível por 5 pois o seu
ou algarismos que se repetem último algarismo não é 0 (zero) nem
infinitamente, constituem o período 5.
dessa dízima.
Divisibilidade por 6
As dízimas classificam-se em
dízimas periódicas simples e Um número é divisível por 6 se é
dízimas periódicas compostas. par e a soma de seus algarismos é
divisível por 3.

Exemplos: 756 é divisível por 6, pois


Divisibilidade por 2 756 é par e a soma de seus
algarismos: 7+5+6=18 é divisível
Um número é divisível por 2 se ele é por 3, 527 não é divisível por 6, pois
par, ou seja, termina em 0, 2, 4, 6 não é par e 872 é par mas não é
ou [Link]: O número 5634 é divisível por 6 pois a soma de seus
divisível por 2, pois o seu último algarismos: 8+7+2=17 não é
algarismo é 4, mas 135 não é divisível por 3.
divisível por 2, pois é um número
terminado com o algarismo 5 que Divisibilidade por 7
não é par.
Um número é divisível por 7 se o
Divisibilidade por 3 dobro do último algarismo, subtraído
do número sem o último algarismo,
Um número é divisível por 3 se a resultar um número divisível por 7.
soma de seus algarismos é divisível Se o número obtido ainda for
por [Link]: 18 é divisível por 3 grande, repete-se o processo até
pois 1+8=9 que é divisível por 3, que se possa verificar a divisão por
576 é divisível por 3 pois: 5+7+6=18 [Link]: 165928 é divisível por 7
que é divisível por 3, mas 134 não é pois:
divisível por 3, pois 1+3+4=8 que
não é divisível por 3. Divisibilidade por 8

Divisibilidade por 4 Um número é divisível por 8 se o


número formado pelos seus três
Um número é divisível por 4 se o últimos algarismos é divisível por
número formado pelos seus dois [Link]: 45128 é divisível por 8
últimos algarismos é divisível por pois 128 dividido por 8 fornece 16,
[Link]: 4312 é divisível por 4, mas 45321 não é divisível por 8 pois
pois 12 é divisível por 4, mas 1635 321 não é divisível por 8.
não é divisível por 4 pois 35 não é
divisível por 4. Divisibilidade por 9

Divisibilidade por 5 Um número é divisível por 9 se a


soma dos seus algarismos é um
Um número é divisível por 5 se o número divisível por [Link]:

[Link] Página 31
1935 é divisível por 9 pois: de quanto tempo os ônibus das
1+9+3+5=18 que é divisível por 9, duas empresas devem partir juntos
mas 5381 não é divisível por 9 pois: novamente?
5+3+8+1=17 que não é divisível por Vamos aplicar a noção de MMC,
9. pois precisamos determinar depois
de quanto tempo os ônibus deverão
Divisibilidade por 10 partir juntos.
2 – Dois pedaços de madeira, um
Um número é divisível por 10 se com 80 centímetros e outro com
termina com o algarismo 0 120 centímetros, devem ser
(zero).Exemplos: 5420 é divisível cortados em pedaços de tamanhos
por 10 pois termina em 0 (zero), iguais, para que seja montada a
mas 6342 não termina em 0 (zero). estrutura de um pequeno armário.
Para que os pedaços de madeira
possuam o tamanho mínimo
possível, para que não haja
MÍNIMO MULTIPLO COMUM: desperdício, qual deve ser o
comprimento de cada pedaço?
Podemos calcular o m.m.c. de dois
ou mais números utilizando a
fatoração. Acompanhe o cálculo do MÁXIMO DIVISOR COMUM:
m.m.c. de 12 e 30:

1º) decompomos os números em


fatores primos Um modo de calcular o m.d.c. de
2º) o m.m.c. é o produto dos fatores dois ou mais números é utilizar a
primos comuns e não-comuns: decomposição desses números em
fatores primos.
12 = 2 x 2 x 3
30 = 2 x 3 x 5 1) decompomos os números em
m.m.c (12,30) = 2 x 2 x 3 x 5 fatores primos;
2) o m.d.c. é o produto dos fatores
Escrevendo a fatoração dos primos comuns.
números na forma de potência,
temos: Acompanhe o cálculo do m.d.c.
12 = 22 x 3 entre 36 e 90:
30 = 2 x 3 x 5 36 = 2 x 2 x 3 x 3
m.m.c (12,30) = 22 x 3 x 5 90 = 2 x 3 x 3 x 5

O m.d.c. é o produto dos fatores


primos comuns => m.d.c.(36,90) = 2
Exercícios x3x3
Portanto m.d.c.(36,90) = 18.
1 – Em uma rodoviária, o ônibus da
empresa Viaje Bem parte a cada 20 Escrevendo a fatoração do número
minutos e o ônibus da empresa Boa na forma de potência temos:
Viagem parte a cada 30 minutos. 36 = 22 x 32
Supondo que os dois ônibus partem 90 = 2 x 32 x5
juntos às 6 horas da manhã, depois Portanto m.d.c.(36,90) = 2 x 32 = 18

[Link] Página 32
Exercícios b)Um empreiteiro deseja construir
um prédio em um terreno retangular
a)Um comerciante quer distribuir 60 de medidas 216m por 414m. para
laranjas, 48 pêras, 72 maçãs e 36 isso deverá cercar-lo com estacas,
mangas em sacolas diferentes, para se ele colocar uma estaca em cada
que haja o mesmo número e canto do terreno e utilizar sempre a
má[Link] número total de mesma distância entre duas estacas
sacolas obtidas. consecutivas, qual a será a
quantidade mínima de estacas a
serem utilizadas.
RADICAIS conserva-se a base e soma-se os
expoentes.
Potência b² +b³ = b5

Potenciação ou Exponenciação Ex1: 2 . 2³. 23 . 25 = 21+3+3+5 = 212


significa multiplicar um número real Divisão:
(base) por ele mesmo X vezes, Para dividirmos potências de
onde X é a potência (número mesma base conservamos a base e
natural). Exemplo: subtraímos os expoentes.

32 (leia-se “três elevado ao Ex1: 53 : 52 = 53 – 2 = 51


quadrado”, ou “três elevado à Potência de um número negativo
segunda potência” ou ainda “três Um número elevado a um expoente
elevado à dois”). negativo é igual ao inverso desse
número elevado ao expoente
No exemplo, precisamos multiplicar positivo.
o 3 por ele mesmo. Ficando: 3.3 =
9. ( ) ( )
Potência de expoente zero
Então 33 = 3 . 3 . 3 = 3 . 9 = 27 A potência de qualquer número
natural, diferente de zero, elevado
Algumas outras definições que ao expoente 0 é igual a 1.
podem ser utilizadas:
Exercícios
a1 = a
a0 = 1, a ≠ 0 é igual a:
A) 576 B) 578 C) 756
Propriedades: D) 856
Adição: Para se adicionar potências 2 .Simplifique a expressão abaixo
é necessário observar a base, se para determinar o valor A.
ela for a mesma tem-se uma regra
para a solução dos mesmos.
O valor A é:
Ex: 214 +214 +214 +214 A) 2-14 B) 2-12 C) 212
14
D) 2
Multiplicação: 3 .ache o valor de k para que :214
+214 +214 +214 = 2k
. Potências de mesma base A) 28 B) 16 C) 56

[Link] Página 33
D) 72 a) 25  3 27  4 81 
4 .Em certas condições, o número
de bactérias de uma cultura é
b) 64  3  64  6 64 
expresso por , onde x 2- Efetue:
representa o tempo de observação a) 3 5  5  6 5 
medido em horas. Quando
b) 5 3  2 3  2 3  3 
5 5 5 5
completar 66 horas de observação o
c)  4  5  2 5  4 
número de bactérias dessa cultura 3 3

será:

d) 2 3  2 3  3 3  3 3 
5 5

e) 50  18  8 
RADICIAÇÃO
f) 2 27  5 12 
g) 4 63  7 

h) 12  75  108 

Encontrar a raiz de um número,


consiste em encontrar um número
RAZÃO
que multiplicado por ele mesmo
Dizemos que a razão entre dois
onúmero de vezes que aparece no
números a e b é a relação a/b, onde
índice resulte no radicando.
a e b são números reais com b
.Operações com Radicai
diferente de 0. dessa forma,
Adição e subtraçãoSó podemos
concluímos que a razão é uma
somar e subtrair radicais
fração, a qual é utilizada no intuito
semelhantes, isto é, aqueles que
de comparar grandezas. A razão
possuem o mesmo índice e o
pode ser representada por uma
mesmo radicando.
fração, um número na forma
Ex1: √2-√5+3√2+7√5 = √2+3√2-
decimal, porcentagem ou até
√5+7√5 = (1+3) √2+(-1+7)√5 =
mesmo por uma divisão:
4√2+6√5
3 : 5 = 3/5 = 0,6 = 60%
Ex2: 3√5+29√53 = 3√5 + 23√5 = (1+2)
3
√5 = 3 3√5
1 : 10 = 1/10 = 0,1 = 10%
pois 29√53 = 29:3√53:3 =23√5
Multiplicação e divisão.
Para entendermos a ideia principal
Só podemos multiplicar ou dividir
de uma razão, observe os exemplos
radicais de mesmo índice.
a seguir:
n
a b  n a  n b
5. Racionalização de Radica Exemplo 1
Exemplos:
Em uma turma de preparatório para
o vestibular, o número de mulheres
é igual a 50 e o número de homens
é 40. Determine:
Exercicios
Calcule:
a) a razão entre o número de
[Link] Página 34
homens e o número de mulheres. pontos marcados pela equipe.
Temos 40 homens para 50 20/60 que simplificado fica 1/3
mulheres, então: 40/50 que
simplificado fica 4/5. Concluímos
que para cada cinco mulheres Na resolução dos exemplos você
existem quatro homens. pôde notar que a ordem dos
números no cálculo de uma razão é
b) a razão entre o número de muito importante. Dessa forma,
homens e de mulheres na forma de cada um recebe um nome. O
porcentagem. numerador é denominado
40/50 = 0,8 = 80% antecedente e o denominador
recebe o nome de consequente.
Exemplo 2 Proporção
Proporção nada mais é que uma
Em uma prova de testes, Carlos igualdade entre duas razões.
acertou 28 questões e errou 12.
Escreva na forma de fração: 2 4
Exemplo:  , onde: o 1º
5 10
a) a razão entre o número de termo é igual ao 3º termo e o 2º
acertos e o número de erros. termo igual ao 4º termo
28/12, simplificando fica 7/3
OBS: devemos lembrar que para
b) a razão entre o número de erros alcançarmos o valor da incógnita,
e o número de acertos. devemos fazer o produto dos
12/28 simplificando temos 3/7 meios pelos extremos.
Ex1: Calcule o valor de x na
c) a razão entre o número de 7 x
acertos e o número total de proporão a seguir: 
8 40
questões. Ex2: Calcule o valor de x nas
28/40 simplificando temos 7/10 seguintes proporções:

0,5 7
Exemplo 3 a) 
x 2
Em um jogo de basquete, a equipe 0,8 0,008
b) 
de Pedro e de José marcou 60 0,8 x
pontos, dos quais Pedro marcou 20 a 3
pontos e José marcou 15. Com c) 
2 6
base nessas informações 2 x
determine: d) 
3 9
a) a razão entre o número de pontos
Soma dos termos de uma
marcados por José e o número de
proporção:
pontos marcados por Pedro.
15/20 simplificando temos 3/4
Em toda proporção, a soma dos
termos de dois primeiros termos
está para o primeiro ou para o
b) razão entre o número de pontos
segundo, assim como a soma
marcados por Pedro e o número de
dos dois últimos está para o

[Link] Página 35
terceiro. 48.
a/b = b/c ...
ab cd cb cd a = maior
 ou 
a c b d b = menor
Exemplo: A soma de dois a-b = 48
números é 80 e a razão entre o ab 73
a/b = 7/3 ... 
2 a 7
menor e o maior é . Achar o
3 48 4
  4a  48.7  a  84
valor desses dois números. a 7
Solução: a = menor; b = maior; a a  b  48  b  84  48  b  36
+ b = 80 Ex1: Calcular x e y na proporção
Exemplo: x y
 , sabendo-se que y – x = 5.
a 2 ab 23 3 4
 e  , por tan to
b 3 a 2 Ex2: A diferença entre as idades
80 5 80.2 de duas crianças é de 12 anos.
  a  a  32 Calcule a idade de cada uma,
a 2 5
Exemplos: sabendo que estão entre si como
Ex1: Determine x e y na 1:4.
x 1
proporção  , sabendo que x Ex3: Sabendo-se que x –y = 18, e
y 2 x 5
+ y = 60. que  , determine as
y 2
Ex2: A razão entre dois números é
57, e sua soma é 180. Quais os incógnitas da proporção.
dois números? FRAÇÕES
Ex3: A soma de dois números é Os números naturais surgiram com
10 a prática da contagem e as frações
54 e a razão entre eles é . surgiram com a necessidade de
8 representar aquilo que é menor que
Determinar os números. um inteiro.
Subtração dos termos de uma
proporção:
As frações pertencem ao conjunto
Em qualquer proporção, a
diferença entre os dois primeiros dos números racionais e o uso
termos está para o primeiro ou delas está presente em diversas
para o segundo, assim como a situações matemáticas. Em
diferença entre os dois últimos algumas sentenças envolvendo
está para o terceiro ou para o frações é preciso o conhecimento
quarto. adequado de técnicas de resolução
como adicionar, subtrair, multiplicar,
a/b = c/d ...
dividir e cálculo de potências.
ab cd a b cd
 ou  Vamos demonstrar a resolução de
a c b d
algumas expressões seguida de
Exemplo: comentários.
Determinar dois números, ADIÇÃO e SUBTRAÇÃO:
sabendo-se que a razão entre Para se adicionar frações de
7 mesmo denominador, é só adicionar
eles é de e que a diferença é de
3 os numeradores e repetir o

[Link] Página 36
denominador. No entanto quando as número.
frações tiverem denominadores
diferentes é necessário algumas Regra de três simples
Regra de três simples é um
medidas.
processo prático para resolver
problemas que envolvam quatro
valores dos quais conhecemos três
deles. Devemos, portanto,
determinar um valor a partir dos três
já conhecidos.
Passos utilizados numa regra de
três simples:
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES: 1º) Construir uma tabela, agrupando
Para se multiplicar uma fração pela as grandezas da mesma espécie
em colunas e mantendo na mesma
outra é necessário multiplicar os
linha as grandezas de espécies
numeradores e em seguida os diferentes em correspondência.
denominadores. 2º) Identificar se as grandezas são
diretamente ou inversamente
proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a
equação.
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de
raios solares de 1,2m2, uma lancha
Divisão de frações:
com motor movido a energia solar
consegue produzir 400 watts por
Para se dividir frações o método
hora de energia. Aumentando-se
prático é o de conservar a primeira
essa área para 1,5m2, qual será a
fração e multiplicar pelo inverso da
energia produzida?
segunda.
Solução: montando a tabela:

Energia
Área (m2)
(Wh)
1,2 400
1,5 X
Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta


para baixo na coluna que contém o
x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área
Simplificação de fração de absorção, a energia solar
aumenta.
Para simplificarmos frações é Como as palavras correspondem
necessário dividir tanto o numerador (aumentando - aumenta), podemos
como o denominador pelo mesmo afirmar que as grandezas são

[Link] Página 37
diretamente proporcionais. Assim
sendo, colocamos uma outra seta
no mesmo sentido (para baixo) na
1ª coluna. Montando a proporção e
resolvendo a equação temos:

2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade Como as palavras correspondem


média de 400Km/h, faz um determinado (aumentando - aumenta), podemos afirmar
percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria que as grandezas são diretamente
esse mesmo percurso, se a velocidade proporcionais. Montando a proporção e
utilizada fosse de 480km/h? resolvendo a equação temos:
Solução: montando a tabela:
Velocidade Tempo
(Km/h) (h)
400 3
480 x
Identificação do tipo de relação:
Regra de três composta
A regra de três composta é utilizada em
problemas com mais de duas grandezas,
Inicialmente colocamos uma seta para baixo
direta ou inversamente proporcionais.
na coluna que contém o x (2ª coluna).
Exemplos:
Observe que: Aumentando a velocidade, o
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam
tempo do percurso diminui.
160m3 de areia. Em 5 horas, quantos
Como as palavras são contrárias
caminhões serão necessários para
(aumentando - diminui), podemos afirmar que
descarregar 125m3?
as grandezas são inversamente
Solução: montando a tabela, colocando em
proporcionais. Assim sendo, colocamos
cada coluna as grandezas de mesma
uma outra seta no sentido contrário (para
espécie e, em cada linha, as grandezas de
cima) na 1ª coluna. Montando a proporção e
espécies diferentes que se correspondem:
resolvendo a equação temos:
Horas Caminhões Volume
8 20 160
5 x 125
Identificação dos tipos de relação:
Inicialmente colocamos uma seta para baixo
na coluna que contém o x (2ª coluna).

3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou


R$120,00. Quanto ela pagaria se comprasse A seguir, devemos comparar cada grandeza
5 camisetas do mesmo tipo e preço? com aquela onde está o x.
Solução: montando a tabela: Observe que:
Preço Aumentando o número de horas de
Camisetas
(R$) trabalho, podemos diminuir o número de
3 120 caminhões. Portanto a relação é
5 x inversamente proporcional (seta para cima
Observe que: Aumentando o número de na 1ª coluna).
camisetas, o preço aumenta. Aumentando o volume de areia, devemos

[Link] Página 38
aumentar o número de caminhões. Portanto qual será o tempo necessário para completar
a relação é diretamente proporcional (seta esse muro?
para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar
a razão que contém o termo x com o produto Inicialmente colocamos uma seta para baixo
das outras razões de acordo com o sentido na coluna que contém o x. Depois colocam-
das setas. se flechas concordantes para as grandezas
Montando a proporção e resolvendo a diretamente proporcionais com a incógnita
equação temos: e discordantes para as inversamente
proporcionais, como mostra a figura abaixo:

2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens


montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos
carrinhos serão montados por 4 homens em
16 dias?
Solução: montando a tabela:
Homens Carrinhos Dias
8 20 5 PORCENTAGEM
4 x 16
Observe que: É frequente o uso de expressões que
Aumentando o número de homens, a refletem acréscimos ou reduções em preços,
produção de carrinhos aumenta. Portanto a números ou quantidades, sempre tomando
relação é diretamente proporcional (não por base 100 unidades. Alguns exemplos:
precisamos inverter a razão).
Aumentando o número de dias, a produção  A gasolina teve um aumento de 15%
de carrinhos aumenta. Portanto a relação Significa que em cada R$100 houve
também é diretamente proporcional (não um acréscimo de R$15,00
precisamos inverter a razão). Devemos  O cliente recebeu um desconto de
igualar a razão que contém o termo x com o 10% em todas as mercadorias.
produto das outras razões. Significa que em cada R$100 foi dado
um desconto de R$10,00
 Dos jogadores que jogam no Grêmio,
90% são craques.
Significa que em cada 100 jogadores
que jogam no Grêmio, 90 são craques.

Razão centesimal

3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir Toda a razão que tem para consequente o
um muro com 2m de altura. Trabalhando 3 número 100 denomina-se razão centesimal.
pedreiros e aumentando a altura para 4m, Alguns exemplos:

[Link] Página 39
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
Podemos representar uma razão centesimal
67% 1,67
de outras formas:
 Exemplo: Aumentando 10% no valor
de R$10,00 temos: 10 * 1,10 = R$
11,00
 No caso de haver um decréscimo, o
fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de
desconto (na forma decimal)
 Veja a tabela abaixo:
Fator de
As expressões 7%, 16% e 125% são Desconto
Multiplicação
chamadas taxas centesimais ou taxas
percentuais. 10% 0,90
25% 0,75
Considere o seguinte problema: 34% 0,66
60% 0,40
João vendeu 50% dos seus 50 cavalos. 90% 0,10
Quantos cavalos ele vendeu?  Exemplo: Descontando 10% no valor
Para solucionar esse problema devemos de R$10,00 temos: 10 * 0,90 = R$
aplicar a taxa percentual (50%) sobre o total 9,00
de cavalos. a)Eu tenho 20 anos e meu irmão tem 12,
qual a porcentagem da idade do meu
irmão em relação a minha.
b)Por um descuido meu, eu perdi
R$338,00 dos R$1.200,00 que tinha, qual
foi o percentual da minha perda
c)Em minha gaveta tinha 28 bombons,
 Calcular 10% de 300. dos quais comi 75% quantos restaram
d)Comprei 30 peças de roupas para
revender em minha primeira saída vendi
 Calcular 25% de 200kg. 60% das peças, quantas sobraram
e) O reajuste salarial de uma certa
categoria foi de 6% porém devido a varias
 Uma dica importante: o FATOR DE intervenções sindicais foram concedidos
MULTIPLICAÇÃO. 120% a mais de aumento qual foi o
 Se, por exemplo, há um acréscimo de percentual de aumento dessa categoria.
10% a um determinado valor,  Média aritmética simples
podemos calcular o novo valor apenas  A média aritmética simples também é
multiplicando esse valor por 1,10, que conhecida apenas por média. É a
é o fator de multiplicação. Se o medida de posição mais utilizada e a
acréscimo for de 20%, multiplicamos mais intuitiva de todas. Ela está tão
por 1,20, e assim por diante. Veja a presente em nosso dia-a-dia que
tabela abaixo: qualquer pessoa entende seu
Acréscimo Fator de significado e a utiliza com frequência.
ou Lucro Multiplicação A média de um conjunto de valores
10% 1,10 numéricos é calculada somando-se

[Link] Página 40
todos estes valores e dividindo-se o  =
p
resultado pelo número de elementos
somados, que é igual ao número de
elementos do conjunto, ou seja, a
média de n números é sua soma
dividida por n.
 EXERCÍCIOS:  EXEMPLO: Alcebíades participou de
um concurso, onde foram realizadas
a)Qual a média aritmética simples dos provas de Português, Matemática,
números 11, 7 , 13 e 9 Biologia e História. Essas provas
tinham peso 3, 3, 2 e 2,
b)Qual a média aritmética simples dos respectivamente. Sabendo que
números 10, 14, 18 e 30 Alcebíades tirou 8,0 em Português, 7,5
em Matemática, 5,0 em Biologia e 4,0
c)Dado um conjunto de quatro em História, qual foi a média que ele
números cujo a média aritmética obteve?
simples é 2,5 se incluirmos o número
 p =
8 neste conjunto, quanto passará ser a
nova média aritmética.

 Média ponderada  Portanto a média de Alcebíades foi de


 Nos cálculos envolvendo média 6,45
aritmética simples, todas as
ocorrências têm exatamente a mesma Exemplo 1
importância ou o mesmo peso.
Dizemos então que elas têm o mesmo Na escola de Gabriel, a média anual de cada
peso relativo. No entanto, existem matéria é calculada de acordo com os
casos onde as ocorrências têm princípios da média ponderada.
importância relativa diferente. Nestes Considerando que o peso das notas esteja
casos, o cálculo da média deve levar relacionado ao bimestre em questão,
em conta esta importância relativa ou determine a média anual de Gabriel sabendo
peso relativo. Este tipo de média que as notas em Matemática foram iguais a:
chama-se média aritmética
ponderada. 1ºBimestre:7,0
 Ponderar é sinônimo de pesar. No 2ºBimestre:6,0
cálculo da média ponderada, 3ºBimestre:8,0
multiplicamos cada valor do conjunto 4º Bimestre: 7,5
por seu "peso", isto é, sua importância
relativa.
 DEFINIÇÃO DE MÉDIA ARITMÉTICA
PONDERADA:
 A média aritmética ponderada p de
um conjunto de números x1, x2, x3, ...,
xn cuja importância relativa ("peso") é
respectivamente p1, p2, p3, ..., pn é
calculada da seguinte maneira:

A média anual de Gabriel é correspondente a


7,3.

[Link] Página 41
Exemplo 2 membros, os quais são compostos de
elementos constituídos por dois tipos:
Buscando melhorar o atendimento ao usuário
do sistema de saúde de um município, a Observe exemplos de equações com uma
prefeitura realizou uma pesquisa de incógnita:
rendimento satisfatório com 500 pessoas. As
notas disponibilizadas aos entrevistados no
intuito de avaliar o nível de satisfação
compreendem a notas inteiras de 1 a 10. X+1=6
Veja os resultados na tabela a seguir:
2X + 7 = 18

4X + 1 = 3X – 9

10X + 60 = 12X + 5

Em uma equação , devemos separar os


elementos variáveis dos elementos
constantes. Para isso, vamos colocar os
elementos semelhantes em lados diferentes
do siinal de igualdade, invertendo o sinal dos
termos que mudarem de lado.

INEQUAÇÃO DO 1º GRAU
Uma inequação do 1° grau na incógnita x é
qualquer expressão do 1° grau que pode ser
escrita numa das seguintes formas:
ax + b > 0;
A média de satisfação dos usuários do ax + b < 0;
sistema de saúde do município em questão ax + b ≥ 0;
foi igual a 5,0. ax + b ≤ 0.
Onde a, b são números reais com a ≠ 0.
Exemplos:
-2x + 7 > 0
EQUAÇÃO DO 1º GRAU x – 10 ≤ 0
2x + 5 ≤ 0
Utilizamos uma equação para calcular o valor 12 – x < 0
de um termo desconhecido que será Resolvendo uma inequação de 1° grau
representado por uma letra, cuja Uma maneira simples de resolver uma
representação mais usual se dá por X,Y e Z. equação do 1° grau é isolarmos a incógnita x
as equações possuem sinais operatórios em um dos membros da igualdade. Observe
como, adição subtração, multiplicação, dois exemplos:
divisão radiciação e igualdade os sinais de Exemplo1: Resolva a inequação -2x + 7 > 0.
igualdade divide a equação em dois Solução:
-2x > -7
Multiplicando por (-1)
[Link] Página 42
2x < 7 fórmula de resolução da equação do
x < 7/2 segundo grau se estabeleceu no Brasil por
Portanto a solução da inequação é x < 7/2. volta de 1960. Esse costume aparentemente
Exemplo 2: Resolva a inequação 2x – 6 < 0. só Brasileiro, não é adequado, pois o
Solução: problema que aparece numa equação do
2x < 6 segundo grau já aparecia, há quase 4 mil
x < 6/2 anos,em textos escritos pelos babilônios.
x<3 Então não foi Bhaskara que adequou essa
Portanto a solução da inequação e x < 3 fórmula.
Pode-se resolver qualquer inequação do 1° A importância da fórmula de Bhaskara é que
grau por meio do estudo do sinal de uma ela nos permite resolver qualquer problema
função do 1° grau, com o seguinte que envolva equações do 2 º grau, que
procedimento: aparecem em diversas situações
1. Iguala-se a expressão ax + b a zero; importantes.
2. Localiza-se a raiz no eixo x; Uma relação de IR em IR recebe o nome de
3. Estuda-se o sinal conforme o caso. equação do 2º grau quando associa a cada
Exemplo 1: elemento x IR , um elemento do tipo ax2 +
-2x + 7 > 0 bx + c, sempre com a diferente de 0, assim
-2x + 7 = 0 definida como uma função de f: IR → IR.
x = 7/2
Exemplo :

x2 + 3x + 4 → a = 1, b = 3, c = 4

-2x2 -x +9 → a = -2, b = -1, c = 9

Onde a, b, c são denominados coeficientes.

Exemplo 2: Raízes de uma equação do 2º grau


2x – 6 < 0
2x – 6 = 0 ax2 + bx + c = 0 , para calcularmos o valor de
x=3 x que satisfaz a igualdade iremos primeiro
demonstrar a equação de Bháskara (1114-
1185), o mais importante matemático do
século XII.

ax2 + bx + c → 4a(ax2 + bx + c) = 0 → 4a2x2


+ 4abx + 4ac = 0

EQUAÇAÕ DO 2º GRAU Completando os quadrados temos que:


Origem da equação do 2º grau
Bhaskara akaria nasceu na Índia em 1114 e 4a2x2 + 4abx+b2-b2+4ac = 0 , note que: 4a2x2
viveu até cerca de 1185 e foi um dos mais + 4abx+b2 = (2ax+b)2
importantes matemáticos do século XII,
embora não seja correto conceder a ele a Então: (2ax+b)2 – b2 + 4ac = 0 → (2ax+b)2 =
conhecida f´´ormula de equação do 2º grau. b2 – 4ac
O hábito de dar nomes de bhaskara a essa

[Link] Página 43
, Resumindo a soma das raízes é eo

produto delas é .
Por fim: onde iremos
atribuir ao discriminante b2 – 4ac = ∆ , Exemplo:

assim x1 = 3 e x2 = 2 ou vice-versa
repare que :
Exercícios de Equações de 2º Grau
1) Identifique os coeficientes de cada
Quando Δ > 0, obtemos duas raízes reais do
equação e diga se ela é completa ou não:
a) 5x2 - 3x - 2 = 0
b) 3x2 + 55 = 0
tipo: , c) x2 - 6x = 0
d) x2 - 10x + 25 = 0
2) Achar as raízes das equações:
Quando Δ = 0, obtemos uma raiz real do tipo: a) x2 - x - 20 = 0
b) x2 - 3x -4 = 0
c) x2 - 8x + 7 = 0
3) Dentre os números -2, 0, 1, 4, quais
deles são raízes da equação x2-2x-8= 0?
Quando Δ < 0, obtemos duas raízes não 4) O número -3 é a raíz da equação x2 - 7x
- 2c = 0. Nessas condições, determine o
reais, assim .
valor do coeficiente c:
5) Se você multiplicar um número real x
Método rápido para resolução de uma
por ele mesmo e do resultado subtrair 14,
equação do 2º grau. ( Soma e Produto das
você vai obter o quíntuplo do número x.
Raízes)
Qual é esse número?

INEQUAÇÕES DO 2 GRAU
Assim como nas equações do 1º grau os
Repare que: , sinais utilizados serão utilizados também nas
inequações do 2º grau. as inequações serão
assim resolvidas pelo método de Bhaskara já o
resultado deve ser comparado ao sinal da
inequação.

e ainda que , Exemplo 1

Vamos resolver a inequação 3x² + 10x + 7 <


assim 0.

[Link] Página 44
S = {x ? R / –7/3 < x < –1}

S = {x ? R / x ≤ 0 ou x ≥ 4}
Exemplo 2

Determine a solução da inequação –2x² – x + Exemplo 4


1 ≤ 0.
Calcule a solução da inequação x² – 6x + 9 >
0.

S = {x ? R / x ≤ –1 ou x ≥ 1/2}

S = {x ? R / x < 3 e x > 3}
Exemplo 3

Determine a solução da inequação x² – 4x ≥


0.
[Link] Página 45
FUNÇÃO Dizemos que:
 O  ponto de origem do sistema;
Dados dois elementos reais a e b  Ox  eixo das abscissas;
formamos um novo elemento indicado por  Oy  eixo das ordenadas.
(a, b) e denominado par ordenado de
números reais, em que o primeiro Assim, associando-se ao par ordenado
elemento é a e o segundo elemento é b. (a, b) o ponto P, cuja representação no
Propriedade: plano cartesiano é vista a seguir,
Dados dois pares ordenados (a, b) e podemos afirmar que:
(c, d) são iguais se e somente se a = c e b
= d. y

(a, b) = (c, d)  a = c e b = d b P(a, b)

Exemplo:
Determine a e b de modo que (a + 2, 8) = a x
O
(7, 2b).
Resolução:
De acordo com a propriedade anterior,
temos:
 a+2=7a=7–2a=5
8
 2b  8  b  b4
2  P é o ponto de coordenadas a e b;

Sistema Cartesiano Ortogonal  O número a é chamado abscissa de


Para representar a localização de P;
um par ordenado de números reais,
utilizamos o chamado sistema cartesiano  O número b é chamado ordenada
ortogonal, que é estabelecido por duas de P;
retas orientadas, denominadas eixos,
perpendiculares entre si num ponto O.  A origem do sistema é o ponto (0,
Veja: 0).
y

 Importante:
2º Quadrante 1º Quadrante O primeiro elemento do par
ordenado corresponde sempre à abscissa
(x) e o segundo elemento à ordenada (y).

O x Produto Cartesiano
Dados os conjuntos não vazios A e
B, chama-se produto cartesiano de A por
3º Quadrante 4º Quadrante B (indicado por A x B) o conjunto de
todos os pares ordenados (x, y) em que x
 A e y  B, isto é:

A x B = {(x, y)/x  A e y  B}

Exemplo: Se A = {1, 2} e B = {1, 2, 3}

[Link] Página 46
então:
n(A x B) = n(A) . n(B)
a) A x B = {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (2, 1), (2, 2),
(2, 3)} Exemplo: Se A = {2, 3} e B = {3, 4, 5, 6},
então:
b) B x A = {(1, 1), (1, 2), (2, 1), (2, 2), (3, 1), n(A) = 2 elementos, n(B) = 4 elementos e
(3, 2)} n(A x B) = 8 elementos.

c) A2 = A x A = {(1, 1), (1, 2), (2, 1), (2, 2)}


Relação Binária
Dados dois conjuntos A e B, chama-
se Relação Binária de A em B a qualquer
subconjunto R de A x B.

R é uma relação de A em B  R  A x B

Sendo relação binária um conjunto


de pares ordenados, podemos representá-
 Representação: la graficamente como já o fizemos com o
Para representar A x B, além de Produto Cartesiano.
enumerar os seus elementos, como nos
exemplos anteriores, podemos utilizar o Exemplo: Enumerar os pares ordenados,
diagrama de flechas ou gráfico cartesiano. representar por diagrama de flechas e
construir o gráfico cartesiano da relação
 Diagrama de flechas R de A em B, definida por R = {(x, y)  A x
AxB B/ x < y}.
B Dados: A = {1, 2, 5} e B = {2, 3}.
A
1
1
2
2 Resolução:
3 Os pares ordenados (x, y), com x 
A, e y  B e tais que x < y, são (1, 2), (1, 3)
e (2, 3).
Portanto: R = {(1, 2), (1, 3), (2, 3)}.

 Gráfico Cartesiano A
R
B
y AxB 1
2
3 2
3
2
5
1

0 1 2 x Definição de Função
Seja  uma relação de A em B. diz-
se que  é uma função de A em B, e
indica-se : A  B, se, e somente se, para

[Link] Página 47
cada elemento x  A, existe um único y 
B, tal que (x, y)  .
y
Se (x, y)   então y é a imagem de 
x pela função . Representa-se por y =
(x).
x
(x, y)    y = (x) 0 3

 Reconhecendo uma Função:


: não é função
(1) Pelo diagrama de flechas:
Uma relação  de A em B é uma
função se, e somente se, de cada x  A
partir uma única flecha. Domínio, Contradomínio e Imagem de
uma Função
Exemplos:
Se  é uma função de A em B então:
 
A B A B
   (1) O conjunto A é chamado domínio de 
e é representado por D().

 
  (2) O conjunto B é chamado
contradomínio de  e é representado por
é  não é função CD().
função
 
A B A B
  (3) O conjunto de todos os elementos y 
B que são imagens de pelo menos um
  (2)
elemento x  A é chamado imagem de  e
  é representado por Im().
 
 não é é
função função Exemplo: Dados os conjuntos A = {0, 1, 2}
e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, determine o
(2) Pelo gráfico cartesiano: conjunto imagem da função : A  B
Uma definida por (x) = x + 2.

relação  de A   em  é uma Resolução:


função se, e somente se, toda reta vertical (0) = 0 + 2 = 2
de abscissa x, com x  A, intercepta o
gráfico y de  num único (1) = 1 + 2 = 3
 ponto.
(2) = 2 + 2 = 4
–3 0 6 x
Exemplos: : A   é função

[Link] Página 48
A  B

0 2 1

1 4 5

2 3 6

Observando o diagrama, temos:

 Domínio da função : D() = {0, 1, 2}


ou D() = A

 Contradomínio da função :
CD() = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ou CD() = B.

 Imagem da função : Im() = {2, 3,


4}.

Exemplo: Seja a função :    definida


por (x) = x2 – 3. Determine:

a) (1)

Resolução:

(1) = 12 – 3 = 1 – 3 = – 2

b) (– 2)

Resolução:

(– 2) = (– 2)2 – 3 = 4 – 3 = 1

FUNÇÃO AFIM

[Link] Página 49
Função Quadrática

f(x)=ax²+bx + c com , e

construção do gráfico:
1° passo:interseção com o eixo x(raízes)
2° passo:interseção com o eixo y( C)
3° passo:pico do gráfico (coordenadas do
vértice)

[Link] Página 50
Função Exponencial
Imagem: Toda função f : IR  IR, definida por
SE a > 0 (concavidade voltada para f(x) = ax, sendo a positivo e diferente de 1
cima) é uma função exponencial.
Im(f) = { y Є R / y ≥ yv } Toda função f : IR  IR, f(x) = ax, com a
SE a < 0 (concavidade voltada para
 1 é crescente e sua imagem é f(x)  0.
baixo) y
8
Im(f) = { y Є R / y ≤ yv }
Ex: f(x) = 2x
Coordenadas do vértice:
x Y 4
b 
– 1/8
2
Xv   Y v  3
2a 4a
– 1/4
2
– 1/2 – – – 0 1 2 3 x
FUNÇÃO EXPONENCIAL 3 2 1
Equação Exponencial 1
Equação exponencial é uma equação 0 1
em que a incógnita apresenta-se no 1 2
expoente da potência. 2 4
A resolução de uma equação 3 8
exponencial baseia-se em dois casos
importantes:
1º) transformar a equação em igualdade
de potências de mesma base.
Ex: 2x + 1 = 32
 2x + 1 = 25 Toda função f : IR  IR, f(x) = ax, com 0
 x + 1= 5  a  1 é decrescente e sua imagem é f(x)
x = 4  0.
2º) as equações exigem transformações x
1
e artifícios. Ex: f(x) =   y
2
8
x Y
Ex: 22x – 52x + 4 = 0
–3 8
 (2x)2 – 52x + 4 = 0, substituir 2x =
–2 4
y 4
–1 2
 y2 – 5y + 4 = 0 2
0 1
 = 25 – 16 = 9 1 1/2
53  y´ 4
y=  , como 2x = y, 2 1/4
2  y´´ 1 3 1/8 – – – 0 1 2 3 x
temos: 3 2 1
Inequação Exponencial
 2x = 4  2x = 22  x = 2
 2x = 1  2x = 20  x = 0 Na resolução de inequações
exponenciais, devemos transformar as
S = {0, 2} potências à mesma base e interpretar o
sentido das desigualdades conforme os
gráficos das funções f(x) = ax.

[Link] Página 51
1º caso: a  1 2º caso: 0  a Equações Logarítmicas
1
y y Equação logarítmica é uma equação na
ax ax
qual a inço-gnita é logaritmando e/ou base
de um logaritmo indicado.
A resolução de uma equação
logarítmica é efetuada aplicando ou
x1 x2 x x1 x2 x voltando as propriedades operatórias de
logaritmos e analisando a condição de
a x2  a x1  x2  x1 a x2  a x1  x2  x1 existência dos logaritmos indicados.
Ex: Resolver a equação
log 2 ( x  1)  log 2 ( x  1)  3
O sentido da desigualdade O sentido da Resolução: primeiro, devemos estudar
desigualdade a condição de
se conserva. se existência. x1
inverte. x+10x–1
LOGARITMOS
x–10x1
Para a sua resolução, vamos voltar à
propriedade do logaritmo do produto.
log 2 ( x  1)  log 2 ( x  1)  3
Dados os números reais a e b, ambos
 log 2 ( x  1)  ( x  1)  3  log 2 ( x 2  1)  3
positivos com b  1, existe sempre um
único real x tal que bx = a. O expoente x,  x2 – 1 = 23  x2 = 9  x =  3
que deve ser colocado na base b para que
o resultado seja a, recebe o nome de Pela condição de existência, a
logaritmo de a na base b, ou seja: resposta é x = 3
a  0
 S={3}
log b a  x  b  a, para isso deve - se ter b  0, b  1
x
Função Logarítmica
 x
b  a
Toda função f : IR  IR definida por
f ( x)  loga x
Propriedades dos logaritmos
Satisfeitas as condições de existência dos sendo a  0 e a  1 é uma função
logaritmos, tem-se: logarítmica.
Vamos analisar os gráficos das funções
logarítmicas f ( x)  loga xy, considerando a 
* Conseqüência da definição: b log b a  a
1 ou 0  a  1.
* log b b  1
* log c 1  0 1º caso: a  1
* log b ( M  N )  log b M  log b N
1 x1 x2 x
* log b 
M
  log b M  log b N
N
 
* log b M k  k  log b M
log c a
* log b a 
log c b
* cologa M   log a M

[Link] Página 52
3) Determine o log 1 2 2
Toda função logarítmica f ( x)  loga x , 4

com x  0 e a  1 é crescente e sua Solução


imagem é IR. log 1 2 2 = x
4
2º caso: 0  a  1 1
x

y   2 2
4

x
 1 
1

 2   2.2 2
2 
x2
x1 1 x 1
-2x 1
2 = 2 .2 2

1
Toda função logarítmica f ( x)  loga x , -2x = 1+
2
com x  0 e 0  a  1 é decrescente e sua 4x 2 1
imagem é IR. - = 
2 2 2
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS: - 4x = 3
1) Determine o log 3 81 :
Solução: 3
Log 3 81 = x x= 
4
3x = 81
3x = 34 3
x=4 Assim : log 1 2 2 = 
4
4
Assim : log 3 81 = 4
4) Sendo log b a  4 e log b c  6 e log b d  1
1
2) Determine o log 2  a.c 
32 determine log b  .
Solução:  d 
1 Solução:
log 2 =x
32  a.c 
log b   = log b a  log b c  lobb d
2x =
1  d 
32
= 4 + 6 – ( -1 ) = 10+1 = 11
1
2x=
25

2x=2-5

x = -5

1
Assim : log 2 =-5
32

[Link] Página 53
5)Se log x y  2 , determine o valor de log x ( x. y) .

6) Calcule log5 , sabendo que log 2 = 0,3.

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