Plano de Segurança e Saúde em Obras
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PROMULGAÇÃO
O presente Plano de Segurança e Saúde (PSS) respeita à empreitada do Município de Porto de Mós
designada por “NOME DA EMPREITADA” e entra em vigor na data da consignação da empreitada.
Este PSS estabelece as regras / especificações a observar no estaleiro da obra durante a fase de execução
dos trabalhos, pretendendo-se com a implementação do preconizado eliminar ou reduzir o risco de
ocorrência de acidentes e de doenças profissionais. Compete ao Empreiteiro manter este PSS
permanentemente actualizado e implementá-lo desde o início da instalação do estaleiro de apoio ou de
qualquer trabalho no estaleiro, até à recepção provisória da empreitada ou, se for o caso, até à última
recepção provisória parcial, devendo o Empreiteiro devolvê-lo ao Município de Porto de Mós, com toda a
documentação demonstrativa das ações implementadas durante a execução da empreitada (registos da
segurança e saúde no trabalho).
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ÍNDICE
1 . INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 5
1.1 Organização do PSS............................................................................................................ 5
1.2 Desenvolvimento / Complemento do PSS .......................................................................... 6
1.3 Identificação dos Arquivos ................................................................................................. 7
1.4 Alterações ao PSS ............................................................................................................... 8
1.5 Entrega do Plano de Segurança e de Saúde ........................................................................ 8
1.6 Organograma Funcional e Definição de Funções ............................................................... 9
1.7 Controlo de Assinaturas e Rubricas.................................................................................. 10
1.8 Plano de segurança e saúde para a execução da obra ....................................................... 10
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1 . I NTRODUÇÃO
Por outro lado, sempre que se faça referência a subcontratados pretende-se significar todos os
subempreiteiros, subcontratados de cedência de mão-de-obra ou de equipamento, trabalhadores
independentes, prestadores de serviços e, nos casos aplicáveis, as respetivas sucessivas cadeias de
subempreiteiros.
Salvo nos casos expressamente indicados, os prazos estabelecidos em dias neste documento referem-
se a dias úteis, excluindo-se portanto Sábados, Domingos e Feriados, independentemente de o
Empreiteiro estar autorizado a trabalhar nestes dias. Por outro lado, sempre que o início da contagem
dos prazos indicados neste documento seja a data da consignação da empreitada, pretende significar-
se esta ou, se aplicável, a data da primeira consignação parcial.
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Contém também um conjunto de modelos referidos ao longo deste PSS e que se apresentam no anexo 1
deste documento que o Empreiteiro poderá utilizar como referência para o desenvolvimento dos seus
próprios modelos, os quais deverão ter no mínimo a informação contida nos modelos aqui apresentados
incluindo as posições neles referidas para as assinaturas ou rubricas para demonstração das acções
implementadas.
Sempre que o volume de documentos a integrar num dado anexo justifique a criação de um arquivo próprio
(dossier), deve o Empreiteiro proceder à sua preparação, identificação e organização nos moldes previstos e
registar o facto no respectivo anexo.
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Todos os arquivos do âmbito do PSS deverão permanecer no estaleiro arrumados de modo organizado
em estantes durante toda a fase de construção. Caso seja necessário utilizar documentos noutros
locais devem ser efectuadas cópias.
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As propostas de alterações a este PSS deverão ser apresentadas pelo Empreiteiro no prazo de 11 (onze)
dias da data da consignação, utilizando para o efeito o modelo cmpm_17 (Proposta_alteração_
documentos _PSS) apresentado no anexo 1 deste documento.
Competirá ao Empreiteiro também solicitar aos seus subempreiteiros e trabalhadores independentes, até
5 (cinco) dias antes da entrada de cada um destes na obra, as eventuais propostas destes de soluções
alternativas às previstas no PSS, utilizando para o efeito o mesmo modelo e processo de arquivo com
indicação de quem solicitou.
Compete ao Empreiteiro elaborar e manter o Registo das alterações aprovadas, para o que utilizará o
modelo cmpm_18 (registo_alterações_aprovadas_documentos) incluído no anexo 1 deste documento.
Após aprovação de nova situação, o Empreiteiro deverá assinalar no original do PSS em sua posse, as
zonas alteradas na margem da página por traço vermelho e inscrição do termo "Alterado" e respetiva
data e número do Registo de Alteração.
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Cabe ao Empreiteiro identificar e integrar no organograma os meios humanos afetos à gestão e controlo
da segurança e saúde no trabalho. No conjunto, devem ser identificadas todas as pessoas necessárias
para preparar e organizar os documentos a desenvolver / complementar o Plano de Segurança e Saúde e
acompanhar e garantir a sua implementação, incluindo todo o pessoal de enquadramento até pelo
menos ao nível de chefe de equipa.
É competência do Diretor Técnico da Empreitada definir, por escrito, as funções que cada posição do
citado organograma desempenhada na empreitada, incluindo nestas as relativas à segurança e saúde
no trabalho tendo em conta o estabelecido neste PSS. Sem prejuízo das responsabilidades legalmente
conferidas ao Diretor Técnico da Empreitada, este assegurará toda e qualquer função relacionada com
a segurança e saúde no trabalho que não seja cometida a outrem.
Nas funções dos representantes dos trabalhadores, incluem-se nomeadamente a auscultação periódica
de outros trabalhadores (em particular, de subcontratados), verificando as condições em que estes
tomam as suas refeições, condições de habitabilidade e higiene, existência de salários em dia e
condições de segurança nos trabalhos que lhes foram atribuídos.
Os projetos, planos e procedimentos relativos à segurança e saúde no trabalho devem ser preparados
e verificados por técnicos com formação na área da construção, de acordo com as respectivas
especialidades. Quanto aos registos de verificação do preconizado nos projectos, planos e
procedimentos devem ser efectuados pelos encarregados responsáveis por cada frente de trabalho.
Os responsáveis por cada atividade devem possuir formação e experiência adequada de forma a
garantir o bom desempenho das funções atribuídas.
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No prazo de 5 (cinco) dias a contar da data da consignação, o Empreiteiro apresentará ao dono de obra o
citado organograma funcional. Caso algum dos elementos desse organograma seja diferente do
apresentado na proposta, deverá o empreiteiro apresentar, o processo de pedido de autorização de
substituição, incluindo o respectivo currículo.
Durante todo o período da obra, o Empreiteiro deverá afixar no estaleiro de apoio, em local bem
visível, o organograma funcional em vigor.
O Empreiteiro arquivará no anexo 5, cópias dos organogramas funcionais datados e aprovados para a
realização da empreitada e bem assim a definição de funções.
Essa lista de assinaturas e rubricas deverá ser preparada pelo Empreiteiro até à data da consignação,
devendo ser mantida actualizada por este durante toda a empreitada até à recepção provisória da
empreitada (ou última recepção provisória parcial, se for o caso), sempre que entrem novas pessoas
e/ou se verifiquem novas atribuições de competências às pessoas incluídas nessa lista.
A verificação dessa ficha deverá ser feita pelo Director Técnico da Empreitada, competindo ao Dono
de Obra aprová-la, sendo que este poderá determinar alterações nomeadamente quanto aos
documentos que cada um poderá assinar. Os elementos da Fiscalização e o R-CSO serão também
identificados em registo separado, utilizando o mesmo modelo, devendo o Empreiteiro solicitar
àqueles o seu preenchimento e manter actualizado esse registo sempre que a Fiscalização indicar
alterações ocorridas durante a execução da obra.
Esse plano deverá ainda integrar o Apêndice referido no ponto 1.1 da presente parte com todos os
anexos previstos criar neste PSS (excluindo portanto o anexo 1 por se encontrar já integrado no presente
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Este plano de segurança e saúde para a execução da obra deverá ser organizado e mantido
actualizado pelo Empreiteiro, sendo que o Município de Porto de Mós tem direito de acesso ao
mesmo sempre que entender, podendo solicitar cópias no todo ou em parte em qualquer momento.
Em caso de divergência entre o presente PSS elaborado na fase de projecto, e o plano de segurança e
saúde para a execução da obra aqui referido, prevalecerá o estipulado no presente PSS, salvo no que
tenha merecido aprovação escrita da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra.
2 - MEMÓRIA DESCRITIVA
2.1 POLÍTICA DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
O Director Técnico da Empreitada procederá, antes do início dos trabalhos, à definição da Política da
Segurança no Trabalho para a empreitada, a qual será escrita em folha de papel timbrado da entidade
Adjudicatária, na qual deve constar para além dos itens da referida Política, a designação da empreitada e o
título “Política da Segurança e Saúde no Trabalho”. Essa política deve ter em conta os objectivos e princípios
de actuação a seguir referidos, e ser assinada e datada pelo Director Técnico da Empreitada, ao qual
cabe também assegurar a transmissão da referida Política a todos os trabalhadores da empreitada,
incluindo os dos Subempreiteiros. Deverá ser afixada na vitrina do Estaleiro juntamente com outros
documentos que se referem adiante.
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De acordo com o artigo 15.º do DL 273, o Município de Porto de Mós deve comunicar à ACT
(Autoridade para as Condições de Trabalho) a abertura do estaleiro, tendo em conta o estipulado
nesse artigo quanto ao conteúdo e declarações anexas obrigatórias.
Para isso, o Empreiteiro deverá enviar ao Município de Porto de Mós, a informação relativamente à
Comunicação Prévia (CP), de acordo com o modelo apresentado no anexo 1 deste PSS.
Sempre que posteriormente houver qualquer alteração dos elementos constantes da Comunicação Prévia
de abertura do estaleiro (com excepção do ponto 15 desse modelo relativo aos subempreiteiros), o
Empreiteiro informará, por escrito, o Município de Porto de Mós sobre as alterações ocorridas, no
prazo de um dia a contar dessa ocorrência.
Relativamente ao citado ponto 15 da CP, o Empreiteiro deverá enviar ao Município de Porto de Mós,
mensalmente até ao terceiro dia do mês seguinte, a lista de subempreiteiros seleccionados de acordo
com o anexo CP1 do modelo de Comunicação Prévia apresentado no anexo 1 deste PSS.
Durante todo o período da empreitada, o Empreiteiro garantirá a afixação na vitrina referida no ponto
relativo ao projecto do estaleiro adiante apresentado, de cópia da última Comunicação Prévia enviada
à ACT pelo Município de Porto de Mós, incluindo todas as declarações anexas a esta e bem assim
as declarações do Município de Porto de Mós e do coordenador de segurança em projecto e em
obra.
O Empreiteiro incluirá no anexo 3, todas as cópias da Comunicação Prévia, incluindo anexo que lhe diz
respeito, e das suas alterações posteriores, e bem assim, as listas mensais de subempreiteiros acima
referida, as informações de alteração fornecidas ao Município de Porto de Mós e as declarações
relativas a eventuais trabalhadores imigrantes passadas pelo Empreiteiro e Subcontratados.
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Diversos:
- Contrato Colectivo de Trabalho Vertical aplicável às empresas que se dedicam à actividade da
construção civil e obras públicas.
- Regulamento n.º 27/99-R de 8 de Novembro de 1999 do Instituto de Seguros de Portugal (Apólice
uniforme do seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem).
Nos casos aplicáveis deverá ainda considerar-se o seguinte:
Trabalhos na área municipal de … (se existente):
- Edital da Câmara Municipal de … nº … de … (Regulamento Municipal …).
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Nos termos da legislação em vigor o Empreiteiro deverá patentear no estaleiro, durante todo o
período de intervenção na obra, em local bem visível, o horário de trabalho em vigor enviado à IGT.
No estabelecimento do horário de trabalho deverá o Empreiteiro ter em conta o período do ano em que
os trabalhos decorrem, não devendo em caso algum ser permitido o trabalho em locais com um nível de
iluminação insuficiente. O Empreiteiro tomará todas as medidas necessárias para impedir a laboração
fora do referido horário e/ou sem as condições acima referidas, relativamente a todos os trabalhadores
da empreitada (incluindo os dos Subcontratados), sendo da sua inteira responsabilidade o não
cumprimento de tal por qualquer dos seus trabalhadores presentes no estaleiro, incluindo os dos seus
Subempreiteiros.
Para a realização de trabalhos fora dos períodos previstos no horário de trabalho em vigor, o Empreiteiro
terá que solicitar autorização prévia ao Município de Porto de Mós, expressando neste pedido que o
pedido cumpre com a legislação em vigor nomeadamente quanto ao tempo de trabalho dos
trabalhadores envolvidos. Deverá ainda registar esses trabalhos no Livro de Registo de Trabalho
Suplementar que o Empreiteiro deverá organizar nos termos previstos no Código do Trabalho e manter
actualizado. Quando o Município de Porto de Mós entenda justificar-se poderá não autorizar a
realização de trabalhos fora do horário previsto ou determinar a suspensão do trabalho fora do horário
normal.
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Em anexo ao modelo acima referido deverá também o Empreiteiro juntar o organograma da cadeia de
subcontratação num formato do tipo do indicado em anexo a esse modelo cmpm_05 e respectivos
alvarás (de construção ou outros) ou títulos de registo. Estes registos e seus anexos, deverão ser
arquivados no anexo 7 deste PSS.
Caso as apólices de seguro de acidentes de trabalho sejam do tipo sem nomes, o Empreiteiro deverá
assegurar o controlo e registo mensal das folhas de vencimentos apresentadas à segurança social e à
entidade seguradora onde constem os trabalhadores afectos à empreitada em causa.
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O Empreiteiro procederá ao controlo e registo das apólices de seguros de acidentes de trabalho pela
utilização do modelo cmpm_06 (Controlo_seguro_acidentes_trabalho) incluído no anexo 1 deste PSS
que se apresenta a seguir.
Esse registo dos seguros de acidentes de trabalho será verificado e actualizado periodicamente (pelo
menos, mensalmente) pelo Empreiteiro, de forma a garantir em contínuo que todos os trabalhadores da
empreitada estão cobertos por seguro válido e adequado ao tipo de intervenção. Em caso algum é
permitida a permanência no estaleiro de pessoas não cobertas por seguro de acidentes de trabalho
válido.
O Empreiteiro arquivará no anexo 8, toda a informação que comprove que todos os trabalhadores
presentes no estaleiro estão cobertos por seguro de acidentes de trabalho válido, nomeadamente, o
modelo referenciado devidamente preenchido, incluindo cópias das apólices (ou declarações acima
referidas), os comprovativos de pagamento ou validade e, caso aplicável, as cópias das folhas de
vencimentos acima referidas.
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3 - CARACTERIZAÇÃO DA EMPREITADA
Na presente parte do PSS integra-se uma caracterização genérica dos trabalhos da empreitada,
identificam-se condicionantes e riscos especiais e registam-se algumas situações sobre a realização da
empreitada.
Os elementos aqui incluídos devem ser considerados pelos intervenientes nos processos de
preparação, planeamento e execução da empreitada, que deverão avaliar e implementar as medidas
de prevenção consideradas necessárias e adequadas.
O Empreiteiro, a Fiscalização e o R-CSO deverão efectuar a análise desse MQT e avaliar os trabalhos e
materiais que oferecem maiores riscos, quer pela própria natureza, quer pelo efeito de repetitividade
ou outro, em complemento do definido neste PSS.
proximidade de habitações;
tráfego automóvel.
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O Empreiteiro deverá ter em conta a proximidade de habitações, pelo que deverá manter os níveis de ruído
e os horários de trabalho dentro do exigido pela legislação vigente, manter e organizar a circulação de
forma a garantir os acessos às habitações em condições de utilização das mesmas.
Para a realização de trabalhos que possam interferir com serviços afectados, o Empreiteiro deverá, antes de
iniciar os trabalhos, localizar todos os serviços e manter, em coordenação com a Fiscalização, um contacto
permanente com as entidades concessionárias dos eventuais serviços existentes. Importa assegurar que
eventuais remoções e/ou reinstalações de serviços sejam executadas de forma a evitar acidentes de
trabalho durante a execução da empreitada.
O Plano de Trabalhos deve ser alterado / ajustado sempre que por questões de segurança e/ou saúde
dos trabalhadores se considere justificável. A Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra pode
solicitar ao Empreiteiro, sempre que entenda conveniente, as alterações e/ou ajustes ao Plano de
Trabalhos que entenda necessárias, nomeadamente as que se justifiquem pela realização de trabalhos
no âmbito de outras empreitadas da mesma obra ou empreendimento.
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Sempre que se justifique, deverão ser elaborados planos parciais (mensais, quinzenais, semanais, ou
outros períodos) que, extraídos do plano de trabalho geral, permitam uma pormenorização mais
adequada para a sua realização e identificação e prevenção de riscos.
O Plano de mão-de-obra deve ser apresentado em gráfico de barras verticais com escala à esquerda,
sendo o comprimento das barras proporcional ao valor da carga de mão-de-obra da semana
correspondente. O Cronograma de mão-de-obra deverá ser apresentado sobre o mesmo gráfico de
barras mas em gráfico de linha com escala à direita.
O planeamento dos trabalhos deve ser feito evitando, tanto quanto possível, grandes variações nas cargas de
mão-de-obra. Os períodos a que correspondam maiores afectações de mão-de-obra devem ser objecto de
análise e de um maior controlo de forma a garantir condições adequadas de segurança no trabalho.
Para além dos planos e cronogramas de mão-de-obra realizados com base no Plano de Trabalhos aprovado, o
Empreiteiro registará e apresentará ao CSO mensalmente até ao último dia útil da semana seguinte, de modo
equivalente e sobre aqueles planos e cronogramas, as cargas de mão-de-obra reais (Pessoas e Pessoashora)
verificados nos meses anteriores em cor diferente do traçado correspondente ao previsto.
O Empreiteiro arquivará esses registos no anexo 10, conjuntamente com os planos de trabalhos.
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Como medidas para prevenir estes riscos especiais, preconiza-se a preparação para cada um desses
trabalhos de planos de monitorização e prevenção (de acordo com o previsto na secção seguinte), os
quais deverão ser elaborados pelo Empreiteiro tendo em conta o processo construtivo e métodos de
trabalho que venha a empregar. Na elaboração desses planos, os riscos especiais acima identificados
e bem assim o nível de avaliação associado, deverão ser tidos em conta na definição das medidas
preventivas. O Município de Porto de Mós deverá aprovar esses planos antes de iniciados os
respectivos trabalhos.
A empreitada “N
NOME DA EMPREITADA” inclui também materiais com riscos especiais para a segurança e
saúde dos trabalhadores. Sem prejuízo de outros que o Empreiteiro, Fiscalização/Coordenador de
Segurança em Obra venha(m) a identificar, apresenta-se no quadro seguinte uma lista não exaustiva de
materiais que envolvem riscos especiais para a segurança e saúde dos trabalhadores.
Para os materiais referidos e para todos os outros que o Empreiteiro, a Fiscalização / Coordenador de
Segurança da Obra venham a identificar, o Empreiteiro definirá, atendendo às características dos
materiais e aos processos de manuseamento e acondicionamento, as medidas preventivas adequadas
para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores, integrando estas medidas nos respectivos
planos de monitorização e prevenção adiante referidos.
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Nota-se que não pode ser descurada a atenção a produtos perigosos de utilização indirecta, como
sejam os combustíveis, tanto no que se refere ao seu acondicionamento, como na sua utilização.
Com a definição prévia das fases de execução da empreitada pretende-se identificar objectivamente, e
eliminar os potenciais riscos resultantes de um incorrecto planeamento dos trabalhos.
Todos os trabalhos, particularmente os previstos na subsecção acima relativa aos trabalhos com riscos
especiais, devem ser planeados e executados para que o faseamento da execução dos mesmos não
seja gerador de situações de risco potencial de acidentes de trabalho e/ou de situações desfavoráveis
à saúde dos trabalhadores.
Quando os processos construtivos e/ou métodos de trabalho a utilizar não sejam os tradicionais,
apresentem níveis de complexidade não habitual ou de risco elevado, ou ainda quando a Fiscalização /
Coordenador de Segurança em Obra solicitar, o Empreiteiro para além dos Planos de Monitorização e
Prevenção (referidos na secção seguinte), preparará previamente Instruções de Trabalho (também
designados por procedimentos de trabalho ou procedimentos de execução) que submeterá à
aprovação do Município de Porto de Mós.
As Instruções de Trabalho são documentos que devem especificar para cada actividade o seu modo
operatório, isto é o modo como é realizada, devendo conter no corpo do mesmo ou em anexo, sempre
que necessário, fluxogramas do processo de execução com identificação dos pontos de controlo e
ainda elementos desenhados esclarecedores desse processo de execução. Pretendem servir de base à
identificação e avaliação de riscos envolvidos na sua execução e à definição das medidas preventivas a
implementar para eliminar ou reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes de trabalho e/ou
doenças profissionais.
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Nesta secção são definidas as regras/especificações a atender para essa preparação, que se considera
necessário desenvolver e implementar na fase de execução da empreitada para a prevenção dos
riscos associados à realização dos trabalhos.
Informação e formação
Protecção individual
Por Estaleiro entende-se os locais onde se efectuam os trabalhos de construção propriamente ditos,
bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos.
Na elaboração desse Projecto deverá ser seguida a legislação e regulamentação específica aplicável,
nomeadamente a indicada na secção 2, e no caso de o Estaleiro ocupar total ou parcialmente vias públicas,
deverá também ser tido em conta o Regulamento de Sinalização de Trânsito, incluindo eventuais
regulamentos municipais existentes que o Empreiteiro deverá verificar da sua existência.
Sem prejuízo da legislação e regulamentação aplicável que estabelecem valores limite inferiores ou
superiores, o Projecto do Estaleiro tem que cumprir as regras indicadas neste PSS, assim como outras
que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra determine.
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Devem ser identificados e definidos, todos os elementos necessários a instalar e planear a sua
organização e arrumação de forma a reduzir ao mínimo os percursos internos e optimizar a
operacionalidade.
Sem prejuízo do regulamentado, o(s) Projecto(s) do(s) Estaleiro(s) deverá(ão) respeitar, quando
aplicável, os aspectos a seguir referidos, considerando-se para todos os efeitos os respectivos custos
de preparação e implementação incluídos no preço da proposta do empreiteiro.
VEDAÇÕES
Nos termos da alínea i) do Art.º 20.º do DL 273, o Empreiteiro obriga-se a tomar as medidas necessárias para
que o acesso a todas as áreas do Estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas, devendo para tal cumprir e
fazer cumprir pelos seus Subempreiteiros com toda a legislação aplicável e no presente PSS, seguindo ainda as
indicações que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra venham a determinar.
Sempre que o Estaleiro se situe numa área urbana onde haja circulação pedonal, as vedações devem
ter pelo menos 2 (dois) metros de altura e serem constituídas por material opaco. Essas vedações
deverão satisfazer eventuais regulamentos municipais aplicáveis, podendo ser dotadas de aberturas,
com o objectivo de permitir aos transeuntes a observação da obra do exterior, as quais terão
dimensão, espaçamento e localização adequadas para o efeito, e constituídas de forma a não
apresentarem riscos de ferimentos para os transeuntes. Essas aberturas deverão ser aprovadas pelo
Município de Porto de Mós.
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Em qualquer dos casos, todas as entradas do Estaleiro deverão obrigatoriamente conter a sinalização
de segurança de acordo com o Plano de Acesso, circulação e sinalização adiante referido. Sempre que
estiverem abertas deverá existir no local, Guarda que proceda ao controlo das entradas, de forma a
assegurar que o acesso ao Estaleiro seja reservado apenas a pessoas autorizadas.
DORMITÓRIOS
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
O Empreiteiro deverá disponibilizar instalações sanitárias adequadas, separadas por sexos se necessário,
devidamente resguardadas das vistas e mantidas permanentemente em bom estado de limpeza e
arrumação.
No Estaleiro de apoio deverão ser previstas ainda instalações sanitárias considerando uma relação de 1:20
trabalhadores em simultâneo no Estaleiro. Na ausência de registo e justificação por parte do Empreiteiro do
número de trabalhadores em simultâneo no Estaleiro, considerar-se-á o número máximo indicado na
Comunicação Prévia.
Nas frentes de trabalho, o Empreiteiro terá que montar instalações sanitárias adequadas para
utilização dos trabalhadores, podendo as mesmas ser amovíveis. Estas instalações sanitárias devem
dispor de água permanente e no mínimo de retrete e lavatório (integradas ou em separado) em
número proporcional ao acima referido para o Estaleiro de apoio. Devem ser localizadas de forma a
que a distância a pé entre os locais de trabalho e as instalações sanitárias seja no máximo de 5
minutos.
Para a Fiscalização, deverão ser consideradas instalações sanitárias separadas e em local a decidir por
esta, com as características e elementos acima referidos na relação de 1:10 pessoas da Fiscalização
em permanência na empreitada, com o mínimo de uma instalação sanitária reunindo essas condições.
REFEITÓRIO E COZINHA
Todos os trabalhadores terão que dispor diariamente de condições para tomar as suas refeições, em
locais e ambiente adequados, podendo adoptar-se uma ou mais das seguintes soluções: proporcionar
condições para os trabalhadores tomarem as suas refeições em restaurantes nas proximidades (1.ª
opção); instalar refeitórios e respectivas cozinhas (2.ª opção); criar espaços para toma de refeições
com condições adequadas (3.ª opção).
O Empreiteiro deverá indicar e registar o número de trabalhadores para cada uma das opções
adoptadas de entre as acima indicadas (N1, N2 e N3, respectivamente para trabalhadores que tomam
refeições em restaurantes, nos refeitórios do Estaleiro e outros espaços criados para o efeito),
cobrindo o número máximo de trabalhadores indicados na Comunicação Prévia e tendo em conta as
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A criação de espaços para toma de refeições (3.ª opção) poderá ser considerada apenas em casos
devidamente justificados pelo Empreiteiro e aceites pelo Município de Porto de Mós, designadamente,
a pedido de grupos de trabalhadores, apresentado por escrito pelos representantes dos trabalhadores
na empreitada, ou quando a distância das frentes de trabalho aos refeitórios não permita dispor de no
mínimo 30 minutos de permanência dos trabalhadores nestes, tendo em conta o período de descanso
previsto no horário de trabalho para a refeição e a deslocação dos trabalhadores em viaturas a
disponibilizar pelo Empreiteiro. A criação desses espaços será contudo obrigatória quando não for
exigível a instalação de refeitórios de acordo com as condições a seguir referidas para estes.
Esses espaços para toma de refeições deverão ser sempre cobertos e, sempre que necessário,
protegidos das intempéries pelo menos nos lados de ventos predominantes, designadamente nos em
períodos de chuvas. Deverão dispor de mesas e assentos em número igual ao dos trabalhadores que
em simultâneo os utilizam, e deverão ser dotados de condições e meios para os trabalhadores
prepararem as suas refeições, designadamente água em quantidade suficiente.
Área mínima de portas e janelas ● 1/10 da área do pavimento com um raio livre mínimo no exterior de 2,00 m
medido a partir do eixo de cada abertura
As cozinhas deverão dispor de meios para preparação das refeições. Caso se instalem botijas de gás
industrial estas devem ser localizadas no exterior em compartimento devidamente protegido e fechado
(com chave) mas devidamente arejados, por exemplo, com portas de rede metálica. Quando estes
compartimentos sejam construídos “colados” a outras instalações deverá interpor-se uma “barreira”
constituída por material com massa adequada para absorver impactos resultantes de eventuais
explosões. O Empreiteiro deverá ainda inspeccionar estas instalações pelo menos mensalmente,
registando o resultado de tais inspecções.
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ARMAZÉNS DE MATERIAIS
Todos os materiais e equipamentos de pequena dimensão e/ou que possam deteriorar-se ao ar livre
devem ser adequadamente organizados e arrumados em zonas de armazenamento fechadas. Os
materiais perigosos devem ser separados dos restantes e devidamente resguardados e identificados.
Poderão ainda ser consideradas áreas específicas para materiais e/ou equipamentos segregados. Não
é permitido o armazenamento de combustíveis no estaleiro.
FERRAMENTARIA
No Estaleiro de preparação de armaduras, caso exista, devem ser previstas áreas organizadas para:
depósito dos varões de aço, organizado por baias para separação de varões por diâmetros; corte dos
varões de aço; depósito de desperdícios; dobragem dos varões de aço; depósito de varões de aço
dobrados; área de pré-fabrico de armaduras.
No Estaleiro para preparação de cofragens, caso exista, devem ser previstas áreas organizadas para:
depósito de materiais para cofragens; depósito de painéis de cofragem pré-fabricados; área para
execução e reparação de cofragens; depósito de cofragens fabricadas; depósito para cofragens
usadas.
No Estaleiro devem ser previstas áreas para colocação de pré-fabricados e elementos metálicos, as quais
devem ser planeadas de forma que as peças pré-fabricadas e os elementos metálicos, sejam arrumadas
por tipos. Essas áreas devem ser acessíveis aos veículos utilizados no seu transporte, carga e descarga.
Na área dos parques de pré-fabricados e elementos metálicos devem ser definidos caminhos de
acesso de forma a possibilitar a carga e descarga de peças com segurança tendo em conta o referido
no Plano de Acesso, Circulação e Sinalização adiante referido, devendo evitar-se grandes deslocações
dos elementos pré-fabricados, principalmente os de maior dimensão.
Caso os mesmos sejam descarregados junto das áreas onde vão ser aplicados, a sua deposição não
poderá ser feita próxima de valas ou cristas de taludes que apresente riscos de queda, soterramento ou
interferência com as vias em exploração.
Na organização destes parques, o Empreiteiro deverá considerar áreas específicas para armazenamento
de material rodoviário específico de separação (New Jersey/PMB, PMP) e de sinalização (sinais de
trânsito).
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No Estaleiro deverá, sempre que necessário, ser prevista área de parque de equipamentos móveis
destinada a estacionamento de equipamentos de apoio sempre que não estejam a ser utilizados.
PARQUES DE MATERIAIS
Caso o abastecimento seja feito a partir da rede pública, deverá ser objecto de pedido junto da
entidade da área competente para o efeito. Em caso contrário, deverá assegurar o controlo mensal da
potabilidade da água através de testes apropriados efectuados por entidades ou pessoas competentes
para o efeito, registando e afixando os resultados dos mesmos. Sempre que aplicável, deverá ser
afixado junto aos pontos de distribuição e de forma bem visível, informação indicando “Água imprópria
para consumo”.
O Empreiteiro tem que garantir que no Estaleiro de apoio e em todas as frentes de trabalho em
laboração existe água potável em quantidade suficiente à disponibilidade dos trabalhadores.
O Empreiteiro deverá elaborar o projecto do sistema de rede de águas residuais (incluindo cálculos tendo
em conta as capitações adequadas às necessidades, traçado, características da montagem, tipo de
tubagem e acessórios) e respectivos pontos de destino, devendo ser acompanhado de uma memória
descritiva e justificativa das soluções adoptadas. Caso necessário, deverá obter a aprovação das
entidades competentes.
O Empreiteiro deverá elaborar o projecto das instalações eléctricas (incluindo cálculos tendo em conta
as necessidades, traçado, características da montagem – enterrado e/ou aéreo, tipo de rede e
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Para os trabalhos que se realizarem em período nocturno ou em áreas interiores sem iluminação
natural suficiente, o projecto das instalações eléctricas deverá definir qual o sistema de iluminação a
utilizar nas frentes de trabalho e nos caminhos de acesso e circulação de viaturas e de trabalhadores,
devendo ter em conta os valores mínimos de Níveis de Iluminação (NI) das diferentes áreas de
trabalho indicados no quadro a seguir
NI NI
ESPAÇOS EXTERIORES ESPAÇOS INTERIORES
(lux) (lux)
Áreas e vias de circulação 10 Vias de circulação 40
O empreiteiro deverá efectuar o registo das medições efectuadas nas diferentes áreas de trabalho
para comprovar os valores mínimos indicados, utilizando para o efeito um luxímetro calibrado.
O Empreiteiro deverá obrigatoriamente montar no Estaleiro pelo menos uma vitrina, em local bem visível
e acessível a todos os trabalhadores, destinada a afixar documentação sobre segurança e saúde,
nomeadamente, a exigida na legislação, neste PSS e no Caderno de Encargos.
O Empreiteiro deverá dar especial atenção às condições de trabalho dos trabalhadores, prevendo os meios
necessários para manutenção e conservação de todas as instalações sociais e para uma adequada limpeza
de todas as zonas de passagem ou permanência dos trabalhadores, incluindo as áreas de trabalho.
Deverá também prever a recolha dos lixos em recipientes hermeticamente fechados e providenciar a
sua remoção diária. A remoção deverá, sempre que possível, ser feita pelos serviços camarários
devendo o Empreiteiro diligenciar, junto dos mesmos, tal serviço.
CIRCULAÇÕES INTERNAS
O Projecto de Estaleiro integrará a definição dos caminhos de circulação internos, devendo ser
considerado o faseamento dos trabalhos e a necessidade de acesso de viaturas pesadas.
ARQUIVO
O Empreiteiro arquivará no anexo 12, os Projectos de Estaleiro e alterações que sejam efectuadas.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Conjuntamente com o Projecto do Estaleiro, o Empreiteiro deverá preparar esse Plano de Acesso,
Circulação e Sinalização tendo em conta toda a legislação aplicável e as indicações a seguir referidas.
O Plano de Acesso, Circulação e Sinalização integrará plantas que identifiquem o Estaleiro (incluindo todas
as áreas de trabalho), incluindo vias de acesso e outras vias rodoviárias, ferroviárias, caminhos pedonais,
etc. que eventualmente existam na proximidade ou interferindo com o próprio Estaleiro.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
A sinalização de zonas públicas terá que ser submetida à aprovação do Município de Porto de Mós e
também à aprovação das entidades competentes para o efeito.
Sempre que as intervenções o justifiquem, deve ser preparado um plano de sinalização específico para
o caso, definindo a sinalização necessária para garantir a segurança nos trabalhos a realizar. Estes
planos de sinalização respeitarão a regulamentação aplicável, e serão sempre sujeitos a aprovação
prévia do Dono de Obra.
O Plano de Acesso, Sinalização e Circulação deve ser estabelecido tendo em conta, nomeadamente, o
estipulado no Decreto-Lei n.º 141/95, de 14 de Junho, relativo às prescrições mínimas para a
sinalização de segurança e de saúde no trabalho.
Os sinais de segurança e de saúde a empregar no Estaleiro devem ser os previstos na Portaria 1456-
A/95 de 11 de Dezembro e no Decreto-Regulamentar n.º 22-A/98, de 10 de Outubro, devendo o
Empreiteiro privilegiar a utilização de sinais que possuam marcação do fabricante (na frente ou no
verso) contendo o nome do fabricante, o modelo e o ano de fabrico, e bem assim incluir no anexo
abaixo referido a declaração de conformidade desses sinais com a legislação vigente ou, caso se trate
de sinais não previstos na legislação, indicação das normas utilizadas. Essa declaração deverá ser
passada pelo respectivo fabricante e conter em anexo o catálogo desses sinais onde se identifiquem
os modelos aplicados.
Nos casos gerais, os sinais devem ser colocados à altura da visão, não devendo ser colocados
mais do que (3) três sinais juntos.
O Empreiteiro arquivará no anexo 13, cópias de todos os elementos que constituem o Plano de Acesso,
Circulação e Sinalização, excepto os Planos de Sinalização Temporária a que se refere o Decreto
Regulamentar n.º 22-A/98, de 10 de Outubro, que deverão ser incluídos no anexo 14.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Na utilização corrente desta ficha deverá ter-se em conta a legislação específica aplicável, nomeadamente a
referida nas notas insertas na parte inferior dessa ficha. Importa ter em conta que a Marcação CE e a
respectiva Declaração CE de Conformidade (Decreto-Lei n.º 320/2001 de 12 de Dezembro) é exigível para os
equipamentos e para acessórios não ligados ao equipamento (por exemplo, lingas) utilizados na construção.
Porém, alguns equipamentos (designadamente, equipamentos móveis e de elevação de cargas como por
exemplo gruas fixas ou móveis, elevadores de obra para pessoas, equipamento de terraplenagem, etc.) com
data de fabrico anterior a 1999 (vd. Decreto-Lei n.º 214/95 de 18 de Agosto e Portaria n.º 172/2000 de 23 de
Março) poderão não possuir as referidas marcação e declaração CE, devendo apresentar um certificado de
conformidade passado por organismo competente notificado de acordo com a legislação em vigor.
Por outro lado, importa ter em conta que o Decreto-Lei n.º 76/2002 de 26 de Março (Regulamento das
Emissões Sonoras para o Ambiente do Equipamento para Utilização no Exterior) obriga também à existência
de uma declaração CE de conformidade que contém outras indicações complementares à declaração atrás
referida e bem assim a indicação do nível de potência sonora garantido (LWA).Tal aplica-se a diversos
equipamentos da construção incluindo gruas-torre, equipamentos de terraplenagens, martelos demolidores
e perfuradores, compressores, etc.
Esse controlo deverá ser feito semanalmente se outra periodicidade não vier a ser definida pelo Dono de
Obra o Empreiteiro. Caso venham a ser definidas periodicidades diferentes para distintos equipamentos,
deverão reunir-se na mesma ficha de controlo os equipamentos com as mesmas periodicidades, facilitando
assim a utilização destas fichas e o respectivo controlo.
Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.
Sempre que um equipamento não tenha a revisão em dia ou seja observado qualquer anomalia grave no
todo ou em algum dos seus componentes que possa por em risco o operador desse equipamento e/ou
outros trabalhadores, deverá o Empreiteiro tomar as medidas necessárias para evitar a utilização desse
equipamento, através da sua imobilização, remoção do local de utilização, caso possível, ou colocação
sobre esse equipamento em local bem visível, de um autocolante com a inscrição a vermelho de
“AVARIADO” ou outra indicação equivalente. Nestes casos, deverá ser aberta uma ficha de não-
conformidade, utilizando-se o modelo cmpm_10 (registo_não_conformidade) incluído no anexo 1 deste
documento e inscrevendo-se o número dessa não conformidade na posição (Não Conf. N.º) prevista para
o efeito na acima apresentada.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
É responsabilidade do Empreiteiro:
Criar condições e incentivar os manobradores/operadores dos equipamentos a zelarem pelo bom
funcionamento destes e a comunicarem toda e qualquer anomalia que detectem;
Proceder ao controlo de todos os equipamentos de Estaleiro (próprios e dos seus Subempreiteiros)
na periodicidade acima referida;
Efectuar prontamente as correcções das anomalias detectadas.
Sem prejuízo de outras protecções que o Empreiteiro entenda necessário, ou que a Fiscalização / Coordenador
de Segurança em Obra determine, na elaboração destes planos, o Empreiteiro deve atender ao seguinte:
Montar, em todos os trabalhos junto a vias com circulação de viaturas motorizadas, vedações
provisórias de resguardo entre áreas de trabalho e essas vias, devendo as referidas vedações ser
constituídas de forma a estabelecer um impedimento físico adequado para impossibilitar a
aproximação dos trabalhadores e máquinas a essas vias. Estas vedações têm que ser montadas
afastadas o máximo possível das vias de circulação e serem constituídas, por exemplo, por redes de
polietileno cor laranja com o mínimo de 1,00 metro de altura ou New Jerseys de betão, nos casos em
que o risco de aproximação de veículos seja mais elevado.
Todas as áreas com risco de queda em altura devem ser protegidas com sistemas de protecções
colectivas adequadas, nomeadamente, guarda-corpos, etc.
Todas as áreas com risco de queda de objectos para vias de circulação rodoviária ou pedonal devem ser
protegidas com sistemas de protecção colectiva adequadas, através da utilização de redes de protecção
com malha suficientemente fechada.
Sempre que sejam utilizados guarda-corpos, estes deverão ser constituídos por elementos
horizontais (barra superior a 1,10 ± 0,10 metro acima da plataforma de trabalho, barra intermédia
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
a meia altura ± 0,05 metro acima da mesma plataforma e rodapé com 0,20±0,05 metro de altura)
e elementos verticais rígidos. Os elementos horizontais (superiores e intermédios) deverão ser
constituídos por material que resista a uma força horizontal de 1,50 kN/m, e os elementos verticais
por material que resista à força resultante dos elementos horizontais que neles se apoiam. Entre os
rodapés e os pavimentos respectivos não poderão existir folgas superiores a 0,05 m.
As lingas para a movimentação de cargas deverão estar devidamente identificadas e documentadas com
tipo (cordões de aço, correntes), características (simples, múltiplas), secção, capacidade de carga das
lingas e dos anéis de ligação (no caso de lingas múltiplas), etc. No caso de lingas múltiplas deverão os
anéis onde se ligam estar devidamente marcados. Deverão ser seleccionadas tendo em conta a
capacidade de carga indicada pelo fabricante, devendo privilegiar-se os cabos de aço com laços
executados com braçadeiras prensadas com marcação da carga visível. As lingas com laços executados
com cerra-cabos apenas deverão ser utilizados quando se demonstre não ser possível utilizar as de laços
com braçadeiras prensadas. As lingas não deverão ser utilizadas com ângulos superiores a 90º. Os
ganchos onde as lingas irão ser utilizadas devem sempre dispor de patilha de segurança.
Os Planos de Protecções Colectivas devem ser suportados sempre que aplicável por elementos desenhados,
designadamente relativamente ao local onde as protecções serão instaladas (sobre plantas do Estaleiro ou do
projecto), incluindo tipo e características das mesmas. Estes Planos deverão ser mantidos actualizados
competindo ao Empreiteiro proceder à sua revisão / actualização face à evolução dos trabalhos.
O Empreiteiro deverá apresentar à Fiscalização até 5 (cinco) dias após a consignação da empreitada uma lista
de materiais e equipamentos que serão objecto deste controlo, podendo a Fiscalização / Coordenador de
Segurança em Obra determinar em qualquer momento a inclusão nessa lista de outros materiais ou
equipamentos que o Empreiteiro deverá também controlar. Deverá também no prazo de 11 (onze) dias antes
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.
Até 11 (onze) dias antes de iniciado qualquer trabalho relevante, deverá o Empreiteiro submeter à
aprovação da Fiscalização o respectivo Plano de Monitorização e Prevenção.
Consideram-se relevantes, nomeadamente, os trabalhos identificados na lista não exaustiva incluída no anexo 1
deste documento, a qual deverá ser complementada ao longo da obra, quer por iniciativa do Empreiteiro, quer
por determinação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra. Nenhum trabalho relevante deverá
ser iniciado sem que esteja aprovada pela Fiscalização a respectiva ficha, sendo o Empreiteiro responsável por
qualquer situação decorrente do início de qualquer trabalho relevante não aprovado.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 18 essa lista de trabalhos relevantes devidamente numerada,
complementando-a com outros de acordo com o referido, seguida de todas as fichas de Planos de
Monitorização e Prevenção da empreitada devidamente elaboradas, assinadas e datadas.
Tal registo poderá ser feito nos mesmos Planos de Monitorização e Prevenção, através de transformação
dessas fichas para acomodar esses registos que o Empreiteiro poderá propor, ou utilizando o modelo
cmpm_11 incluído no anexo 1 deste documento.
A preparação desta ficha de Registo para cada caso deverá ser efectuada pelo Empreiteiro em paralelo
ou imediatamente após a aprovação do correspondente Plano de Monitorização e Prevenção, tendo em
conta que as “verificações / tarefas” de um e outro deverão ser as mesmas, sem prejuízo de no Registo
poderem ser adicionadas informações particulares relativamente a dada verificação/tarefa e dado
elemento/operação de construção, caso em que esta ficha de Registo deverá também ser submetida à
aprovação da Fiscalização em conjunto com o respectivo Plano de Monitorização e Prevenção.
Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.
Cada elemento ou operação de construção a controlar dará origem a tantas fichas quantas as vezes
esse elemento ou operação de construção se repetir, podendo no entanto considerar-se grupos de
operações ou elementos de construção, quando executados em conjunto (por exemplo, colocação de
tubagens por troços).
Os Registos de Monitorização e Prevenção deverão ser arquivados pelo Empreiteiro no anexo 19,
organizado de acordo com o sistema de codificação dos elementos / operações de construção
estabelecido pelo Empreiteiro e aceite pela Fiscalização.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Tais não conformidades deverão ser registadas em fichas de acordo com o modelo cmpm_10,
incluído no anexo 1 deste documento, que a seguir se apresenta, ou outro que o Empreiteiro entenda
propor e a Fiscalização aceite, desde que não diminua a informação referida neste modelo.
Caso o Empreiteiro não registe uma não conformidade que no critério da Fiscalização / Coordenador de
Segurança da Obra deva ser considerado como tal, esta deverá registar essa não conformidade
obrigando-se o Empreiteiro a incluir no anexo de não conformidades adiante referido e a cumprir com a
ordem dada. Nesta situação, a Fiscalização deverá levar essa situação para a reunião de obra que se lhe
seguir, registando-se na respectiva acta as medidas tomadas para esclarecer e evitar situações similares.
Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.
No caso das não conformidades levantadas pela Fiscalização deverá seguir-se o mesmo processo de
numeração (iniciando em 1) para cada empreitada, adicionado “/F”, isto é, tratando-se por exemplo, da
3.ª não conformidade levantada pela Fiscalização, na posição “Número” inscrever-se-á: “3/F”.
Descrição da não conformidade: Espaço destinado à descrição da não conformidade, que deverá ser
sucinta, precisa e clara de forma a não haver dúvidas sobre a sua interpretação. Nesta posição inclui-se:
Localização: Espaço destinado a registar o local onde se verificou a não conformidade.
Documentos de referência: Espaço destinado a registar os documentos de referência infringidos e
que deu origem à não conformidade (regulamento, caderno de encargos, PSS, projecto, etc.),
devendo indicar-se o artigo, ponto ou elemento que não foi cumprido. Não sendo registado nenhum
documento de referência considera-se tratar-se de uma oportunidade de melhoria do processo ou
sistema.
Descrito por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que levantou a não conformidade.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que verificou a descrição da não conformidade, devendo ser pessoa hierarquicamente superior a
quem a descreveu, excepto quando a não conformidade é levantada pelo Director Técnico da
Empreitada ou pelo Chefe da Fiscalização.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Descrição das acções correctivas e/ou preventivas: Espaço destinado à descrição das acções
correctivas e/ou preventivas a implementar para, respectivamente, corrigir a não conformidade, ou
para prevenir a sua ocorrência. Nesta posição inclui-se:
Proposto por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que propõe as acções correctivas e/ou preventivas.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que verificou a proposta das acções correctivas e/ou preventivas a implementar, devendo ser
pessoa hierarquicamente superior a quem a propõe, excepto quando a não conformidade é
levantada pelo Director Técnico da Empreitada ou pelo Chefe da Fiscalização.
Decidido por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento da Fiscalização que decide sobre as
acções correctivas e/ou preventivas propostas pelo Empreiteiro. Neste processo de aprovação
deverá assinalar-se uma das situações: aceite a acção proposta; aceite nas condições em anexo
devidamente identificado (devendo anexar-se essas condições que passam a fazer parte integrante
da não conformidade); rejeitado, caso em que se deverá abrir uma nova não conformidade
seguindo a numeração existente, não se anulando a anterior. Deverá também indicar-se a data até
à qual as acções descritas devem ser implementadas.
Execução das acções correctivas e/ou preventivas: Espaço destinado a confirmar a execução
das acções realizadas. Nesta posição inclui-se:
Executado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro responsável pela
execução das acções correctivas e/ou preventivas aprovadas.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do Director Técnico da Empreitada.
Aprovado por: Espaço destinado à rubrica e data da Fiscalização / Coordenador de Segurança em
Obra.
É responsabilidade do Empreiteiro:
Identificar e descrever as não conformidades;
Propor e acordar com a Fiscalização as acções correctivas e/ou preventivas a implementar;
Desenvolver dentro do prazo acordado as acções correctivas e/ou preventivas;
Verificar a eficácia das acções correctivas e/ou preventivas;
Analisar as causas das não conformidades e providenciar a implementação de acções para eliminar
essas e/ou outras causas potenciais em futuros casos.
É responsabilidade da Fiscalização:
Decidir sobre as acções correctivas e/ou preventivas a implementar e/ou determinar condições de
aceitação ou outras acções em substituição ou suplementares das propostas.
Verificar acções correctivas e/ou preventivas executadas;
Analisar a eficácia das acções correctivas e/ou preventivas, designadamente, tratando-se de
não conformidades de gravidade significativa.
Os Registos de Não conformidade e Acções Correctivas e Preventivas deverão ser arquivados pelo
Empreiteiro no anexo 20, que deverá conter no início uma lista numerada com todas as não
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
conformidades levantadas pelo próprio Empreiteiro (qualquer pessoa com funções para tal, desde o
chefe de equipa até ao Director Técnico da Empreitada, passando por encarregados, técnicos de
segurança do Empreiteiro, etc.). As não conformidades levantadas pela Fiscalização deverão também
ser arquivadas no mesmo anexo, mas com separador identificando estas e contendo uma lista
numerada de acordo com o acima referido.
Todos os trabalhadores referidos terão que, antes de iniciarem funções, preencher uma ficha de
identificação individual em modelo à escolha do Empreiteiro, a qual deve conter os principais dados de
identificação pessoal, incluindo toda a informação referida no n.º 2 do Art.º 21.º do DL 273.
É assim obrigação do Empreiteiro assegurar que cada trabalhador da empreitada possui essa aptidão
física e psíquica para o exercício das suas funções. Na ficha individual de cada trabalhador atrás
referida terá que ser notada a data do último exame médico a que o trabalhador foi sujeito e o
resultado da inspecção médica (apto ou não apto), devendo ser anexada a cada ficha individual
declaração assinada pelo Médico do Trabalho atestando a aptidão do trabalhador tendo em conta as
funções que desempenha nesta empreitada e a data da próxima inspecção médica. Nos casos
aplicáveis, essa declaração poderá incluir informação sobre a aptidão para apenas alguns trabalhos ou
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
a execução destes em determinadas condições (por exemplo, em alturas não superiores a dado valor).
Esta declaração do Médico do Trabalho para cada trabalhador poderá ser substituída pela lista de
trabalhadores que a seguir se refere atestando em conjunto a respectiva aptidão sem condições e
outras agregando os trabalhadores com aptidão mas com as mesmas restrições.
O Empreiteiro deverá também organizar uma lista com todos os trabalhadores da empreitada
(incluindo os dos subempreiteiros/subcontratados), constituída pelo menos pelas seguintes colunas de
informação: número de ordem, nome do trabalhador, número do Bilhete de Identidade ou do
Passaporte, número da segurança social, entidade empregadora e indicação se se trata de trabalhador
do empreiteiro, de subcontratado ou de trabalhador independente, categoria profissional, data da
última inspecção médica, data da próxima inspecção médica. No final desta lista deverá ser declarado
que todos os trabalhadores incluídos nesta estão aptos para as funções que lhes estão destinadas na
presente empreitada (devendo indicar-se a designação desta). Todas as folhas desta lista deverão ser
assinadas e datadas pelo Médico do Trabalho e pelo Director Técnico da Empreitada, ou no caso de se
constituir um fascículo indecomponível poderão essas assinaturas ser feitas apenas na primeira
página.
No anexo 21 deve ser arquivada essa lista com todos os trabalhadores incluídos e contendo todos os
dados mencionados e devidamente assinadas pelo Médico do Trabalho, podendo ser utilizado para
efeitos de controlo o modelo cmpm_01 (identificação_trabalhadores) incluído no anexo 1 deste
documento, que a seguir se apresenta dispensando indicações para a sua utilização, complementado
com a outra documentação acima referida.
Os EPI devem ser utilizados sempre que os riscos identificados não puderem ser evitados de forma
satisfatória por meios técnicos de protecção colectiva ou por medidas, métodos ou processos de
organização do trabalho. Os EPI devem ser utilizados também como medidas preventivas
complementares de outras sempre que se considere justificável.
Na definição dos EPI que cada trabalhador deverá utilizar, deverão distinguir-se:
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Os segundos serão utilizados pelo trabalhador dependendo do tipo de tarefa que desempenha (por exemplo,
uso de protectores auriculares quando em ambientes com elevada intensidade sonora) e dependendo das
condições de trabalho excepcionais a que este possa vir a estar sujeito (por exemplo, uso de arneses de
segurança na execução de trabalhos em altura em complemento de outras medidas de protecção colectiva).
No acto da entrega de Equipamentos de Protecção Individual, cada trabalhador deverá assinar a sua
recepção, competindo ao empregador, nos termos da legislação em vigor, informar aquele dos riscos
que cada EPI visa proteger. Nesse acto o trabalhador deverá também tomar conhecimento das suas
obrigações assinando a declaração que consta nas fichas de Distribuição de EPI e Informação sobre
Riscos.
Os registos de Distribuição de EPI e Informação sobre Riscos deverão ser arquivados pelo Empreiteiro
no anexo 22.
CONTROLO DE ALCOOLEMIA
O Empreiteiro deverá organizar um Procedimento sobre o controlo de alcoolemia e submetê-lo à
aprovação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no prazo de 11 dias a contar da data
de consignação. Nesse Procedimento o Empreiteiro deverá estabelecer: o responsável pela realização
do controlo de alcoolemia através de exame de pesquisa de álcool no ar expirado; a periodicidade de
realização deste controlo de forma a abranger todos os trabalhadores na empreitada sendo que cada
trabalhador deverá ser sujeito a esse controlo no mínimo trimestralmente; as acções de informação e
de sensibilização que deverão preceder o referido controlo de alcoolemia; a taxa de alcoolemia que
determinará a suspensão de prestação do trabalho na empreitada, a qual não poderá ser superior a
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
0,50 g/l (gramas por litro); a forma de registo dos resultados do controlo; e bem assim outros
elementos que o Empreiteiro, a Fiscalização / Coordenador de Segurança na Obra considerarem
necessários.
Os resultados do controlo de alcoolemia deverão ser arquivados pelo Empreiteiro no mesmo anexo 22.
CAPACETES DE PROTECÇÃO
Para permitir a identificação de cada trabalhador em função da sua categoria profissional, o
Empreiteiro utilizará na obra o sistema de cores de capacetes que se indica no quadro a seguir,
podendo propor à Fiscalização outro sistema no prazo de 5 (cinco) dias a contar da data de
consignação. Na frente do capacete deverá ser aposto por colagem adequada (impermeável) a
identificação da entidade empregadora.
Tratando-se de trabalhos que envolvam o risco de queda em altura de mais de 10 (dez) metro de
qualquer trabalhador e em qualquer ponto do local de trabalho, os capacetes deverão dispor de
francalete competindo ao empreiteiro instruir todos os trabalhadores para a sua utilização permanente
sempre que estejam nesses locais de trabalho.
Azul Electricistas
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
nomeadamente:
ações de sensibilização da generalidade dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho,
tendo em conta a eventual existência de trabalhadores imigrantes e respectivos idiomas;
afixação de informações gerais sobre a segurança e saúde no trabalho, realçando aspectos essenciais;
incluir a calendarização de reuniões periódicas por grupos de trabalhadores, em função dos
trabalhos específicos de cada equipa e/ou tendo em conta a eventual existência de trabalhadores
imigrantes e respectivos idiomas;
proporcionar formação adequada a trabalhadores com tarefas específicas no âmbito da segurança e saúde,
como: técnico de segurança, socorrista, representantes dos trabalhadores, equipas específicas afectas à
execução de equipamentos de protecção colectiva (guarda-corpos, redes de protecção, etc.), entre outros.
Todas as acções do âmbito da Formação e Informação dos Trabalhadores devem ser registadas, incluindo
nomeadamente, registos de presenças, tema abordado, duração, número e grupo de trabalhadores envolvidos,
idioma da acção, etc.
ACÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO
As acções de sensibilização deverão ter lugar: num dos primeiros dias da abertura do Estaleiro; durante a
execução dos trabalhos com periodicidade previamente definida; sempre que entre no Estaleiro novo
trabalhador, grupo de trabalhadores ou subcontratado incluindo a sucessiva cadeia de subcontratação.
Estas acções de sensibilização deverão se previamente programadas com vista a ocuparem o tempo
estritamente necessário tendo em conta o número e tipo de destinatários.
O Director Técnico da Empreitada deverá transmitir ao colectivo dos trabalhadores (incluindo os dos
Subcontratados), a política da segurança e saúde no trabalho que definiu para a empreitada; os
principais riscos e respectivas medidas previstas na empreitada; as causas e consequências de
acidentes de trabalho que tenham eventualmente ocorrido na empreitada; o procedimento de controlo
de alcoolemia e informação sobre limite da taxa de alcoolemia que determina a suspensão do
trabalho, etc. Deverá também apresentar de forma sucinta, outros aspectos essenciais contidos no
PSS da empreitada e que interessem à generalidade dos trabalhadores.
Sempre que, no decurso da execução da obra, um novo trabalhador seja integrado no Estaleiro, o
Director Técnico da Empreitada deverá também garantir que lhe sejam fornecidas informações gerais
sobre segurança e saúde nesta empreitada.
FOLHETO DE ACOLHIMENTO
A todos os trabalhadores da empreitada, o Empreiteiro deverá entregar no momento de entrada, um
Folheto de Acolhimento, em formato tão reduzido quanto possível mas legível, contendo informação,
nomeadamente, sobre:
- Mensagem de boas vindas subscrita pelo Director Técnico da Empreitada;
- Política de segurança e saúde para esta empreitada;
- Organograma nominal da obra (preferencialmente incluindo fotografias);
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AFIXAÇÃO DE INFORMAÇÕES
O Empreiteiro deverá instalar uma vitrina específica afixação de informação sobre segurança e saúde
no trabalho separada da vitrina prevista no ponto referente ao Projecto do Estaleiro. Essa vitrina
deverá ser colocada em local bem visível pela generalidade dos trabalhadores da empreitada, não
sendo admissível a sua colocação no interior de escritórios. Nessa vitrina da segurança e saúde no
trabalho, o Empreiteiro deverá afixar no mínimo:
- Comunicação Prévia, incluindo as declarações referidas na secção 2 deste PSS;
- Organograma nominal;
- Horário de trabalho;
- Tabela de salários mínimos;
- Quadro com registo de telefones de emergência;
- Quadro de registo de acidentes e índices de sinistralidade laboral,
- Extracto do plano de formação e informação que inclua temas, datas e locais de realização e
destinatários.
Poderá ainda prever nessa vitrina a colocação de figuras com referências a aspectos específicos sobre
a realização de trabalhos em curso e informações relativas às acções de formação e informação que
decorrerão no Estaleiro sobre segurança e saúde.
Deverá ainda afixar noutros locais de grande visibilidade pelos trabalhadores (designadamente,
refeitórios), alguma da informação atrás referida para a vitrina, para além de informações gerais
realçando aspectos essenciais do PSS da empreitada, incluindo figuras com situações de risco e
prevenção relativas aos trabalhos em curso em cada momento, devendo nestes casos substituir-se
periodicamente as informações afixadas de forma a evitar a habituação do trabalhador e o excessivo
número de informações afixadas.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Consoante as características dos trabalhos e número de trabalhadores existentes no Estaleiro, estes grupos
poderão ser constituídos por categorias profissionais ou por tipos de trabalho que executam, tendo em
conta a eventual existência de trabalhadores imigrantes e respectivos idiomas. Nestas reuniões deverão
ser analisadas os Planos de Monitorização e Prevenção aplicáveis aos trabalhos que o grupo de
trabalhadores irá executar. A duração destas reuniões dependerá da complexidade de cada tipo de trabalho,
devendo em regra cingir-se ao mínimo necessário.
Tratando-se de acidente grave ou mortal deverá também o empreiteiro proceder à sua comunicação, nos
termos da legislação em vigor, às entidades competentes (Autoridade para as Condições do Trabalho). O
Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no
prazo de 11 (onze) dias a contar da data da consignação, um Procedimento sobre a classificação de um
acidente de trabalho como grave, sendo que no mínimo se deverá considerar como grave: o acidente de
que resulte o internamento do sinistrado e este não obtenha “alta” nas 20 (vinte) horas seguintes à
ocorrência desse acidente; a “rotura” total ou parcial, a perfuração profunda ou a amputação de
qualquer membro do corpo; sempre que se preveja que o trabalhador permaneça mais de um mês de
baixa.
Sem prejuízo de outros modelos que o empreiteiro utilize quer internamente quer por obrigação das
entidades a quem o acidente de trabalho deva ser comunicado, o Empreiteiro registará esses
acidentes utilizando o modelo cmpm_12 incluído no anexo 1 deste documento.
O Empreiteiro deverá elaborar essas fichas até ao 5.º dia de cada mês, arquivando-as no anexo 24.
A ocorrência de quaisquer Incidentes, isto é, situações ocorridas das quais não resultou lesão corporal
de qualquer pessoa mas com elevado potencial de poder vir a resultar em acidente grave, deverão
também ser comunicados à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no prazo de 2 (dois)
dias seguintes ao acontecimento acompanhado de um relato da ocorrência e respectivas medidas
tomadas para evitar a sua recorrência. Estes relatos deverão também ser arquivados no anexo 24.
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subcontratado. Em qualquer dos casos, o limite para a contagem do número de dias de trabalho
perdidos termina na data de recepção provisória da empreitada ou, caso aplicável, da última recepção
provisória parcial.
O Índice de Incidência (II) é o número de acidentes ocorridos num dado período por cada mil pessoas
expostas a risco no mesmo período. É calculado pela seguinte expressão:
N .º acidentes 1 000
II
N .º Trabalhado res
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O Índice de Frequência (IF) é o número de acidentes ocorridos num dado período em cada milhão de
pessoas-hora trabalhadas no mesmo período, traduzindo a probabilidade de ocorrência de acidentes.
É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes 1 000 000
IF
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Gravidade (IG) é o número de dias de trabalho perdidos pelo conjunto de trabalhadores
acidentados num dado período em cada mil pessoas-hora trabalhadas nesse mesmo período,
traduzindo as consequências dos acidentes. É calculado pela seguinte expressão, considerando-se que
cada acidente mortal equivale a uma perda de 7500 dias de trabalho (penalização estatística):
(N.º dias perdidos N.º Acid. mortais 7500) 1 000
IG
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Duração (ID) dos acidentes de trabalho é o número médio de dias de trabalho perdidos
por cada acidente de trabalho com baixa (não considerando os acidentes de trabalho mortais e os
correspondentes dias perdidos de penalização estatística), realçando a gravidade dos acidentes com
baixa ocorridos. É calculado pela seguinte expressão:
N.º dias perdidos
ID
N.º acidentes com baixa
Os resultados obtidos deverão ser objecto de análise em reuniões da Comissão de Segurança e Saúde
de Obra que se refere na secção 5 deste PSS, procurando-se determinar as causas dos acidentes
ocorridos e, sempre que a situação recomende, melhorar as técnicas de segurança e de saúde a
aplicar visando evitar ou eliminar potenciais riscos.
O Empreiteiro actualizará no final de cada mês um ficheiro (formato Excel) com os dados relativos aos
acidentes e índices de sinistralidade laboral (modelo cmpm_22 atrás referido), que deverá solicitar à
Fiscalização em disquete, CD ou o envio por email. Após cada actualização, o Empreiteiro procederá à
entrega ou envio por e-mail do referido ficheiro à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra
até ao 5.º dia de cada mês, juntamente com a Monitorização que se refere adiante. Deverá também
no mesmo prazo afixar esse quadro na vitrina referida no ponto relativo à Formação e Informação dos
Trabalhadores, conjuntamente com gráficos dele extraídos mostrando a evolução desses indicadores.
O Empreiteiro arquivará no anexo 24 esses quadros, os Registos dos Acidentes de Trabalho ocorridos,
incluindo os relatórios das investigações dos acidentes e comunicações às Companhias de Seguros e/ou à
ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho), assim como toda a documentação relacionada a cada
acidente.
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O Plano de visitantes e todos os documentos relativos a visitas efectuadas, deverão ser arquivados no anexo
25.
O Empreiteiro deverá preparar até 11 (onze) dias após a data da consignação um Plano de Emergência
estabelecendo as medidas a aplicar em caso de emergência, o qual deve prever, nomeadamente, o
seguinte:
Afixação na vitrina e junto aos telefones que existam no Estaleiro, lista de telefones de entidades
locais, nomeadamente, Bombeiros, Polícia, Hospital, entidades concessionárias de serviços
afectados, Serviços Camarários, Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra, Director da
Técnico da Empreitada, Encarregado Geral.
Sinalização de segurança identificando, nomeadamente os meios de combate a incêndios e o posto
de primeiros socorros (fixo ou móvel).
Identificação de elementos com formação em prestação de primeiros socorros (socorristas do
trabalho) e respectivos meios disponibilizados a estes para rápida comunicação.
Sistema de comunicação eficaz entre o Estaleiro de apoio e as diferentes frentes de trabalho,
identificando os trabalhadores envolvidos na operacionalidade do sistema de comunicação. Esses
trabalhadores têm que possuir meio de comunicação rápida e lista de meios de socorro e
respectivos contactos para poderem solicitar a intervenção rápida em situação de emergência.
O Empreiteiro possuirá no Estaleiro em permanência e em perfeito estado de utilização pelo menos
uma viatura automóvel de tracção às quatro rodas (no caso de haver frentes de trabalho a mais de
200 metro do Estaleiro de apoio).
Deve evitar-se trabalhadores isolados, sendo as equipas de trabalho constituídas no mínimo por 2
trabalhadores.
Caminhos e sinalização adequada de acesso a todas as frentes de trabalho para evacuação de
sinistrados em caso de acidente de trabalho, e de todo o pessoal da empreitada, em caso de
ocorrência de catástrofe (por exemplo, incêndio, explosão, inundação).
No caso de obras com frentes de trabalho em locais não servidos directamente por vias públicas e
outros de difícil referência à sua localização exacta, deverá o empreiteiro promover os contactos
necessários com os bombeiros locais entregando-lhes uma cópia do Plano de Emergência e sempre
que possível acompanhar estes numa visita a essas frentes de trabalho determinando-se em conjunto
as placas de sinalização necessárias para se chegar às frentes de trabalho, incluindo a colocação de
Pontos de Encontro devidamente sinalizados em planta e no terreno. A realização de simulacro deverá
também ser prevista em conjunto e seguindo as indicações dos Bombeiros ou Protecção Civil locais.
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Sem prejuízo das exigências legalmente estabelecidas, antes de iniciar qualquer trabalho de
escavações com riscos associados, o Empreiteiro tem que elaborar o respectivo Plano de Escavações,
que submeterá à aprovação prévia da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra,
identificando:
O faseamento de execução das escavações;
Os processos e métodos de escavação e transporte a utilizar;
As medidas preventivas necessárias para prevenir os riscos associados (queda de trabalhadores,
soterramento, queda de equipamentos, …) atendendo às características dos solos, às
profundidades e topografia do terreno;
As ações desenvolvidas relativamente a eventuais serviços afectados que possam existir no local,
incluindo medidas tomadas para garantir a sua preservação ou desvio;
As áreas para depósito dos solos escavados;
O destino final e percursos de transporte de produtos e escavação.
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queda, com os rodapés prevenindo também o risco de rolamento de objectos para a escavação;
Não devem ser depositados ou colocados materiais provenientes de escavação nem outros, junto
aos bordos superiores (cristas) dos taludes de escavação a menos de metade da profundidade com
o mínimo de 0,60 metro destes;
Verificar diariamente, antes de iniciar qualquer trabalho junto dos taludes, a estabilidade do
mesmo ou da entivação (existência de fissuras no terreno, defeitos do material de entivação, etc.);
Assegurar a existência de meios de acesso a essas escavações, nomeadamente através de escadas em
número suficiente de forma a que cada trabalhador nessa escavação não tenha que percorrer uma
distância superior a 15 metros desde o local onde se encontra até uma das escadas; quando a
profundidade seja superior a 3 metros, essas escadas devem possuir guarda-corpos laterais;
Os Planos de Escavações têm que ser apresentados pelo Empreiteiro até 11 (onze) dias antes do início
dos trabalhos respectivos, não podendo o Empreiteiro executar qualquer trabalho de escavação antes
da Fiscalização aprovar o Plano respectivo.
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 30, esses Planos de Escavações e eventuais alterações.
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 31, esses Planos de Montagem de Tubagens e eventuais alterações.
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O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 32, esses Planos de Montagem de Equipamentos e eventuais
alterações.
óleos descofrantes deverão privilegiar-se óleos de base vegetal em vez dos de base mineral por
estes conterem solventes orgânicos voláteis eventualmente tóxicos, evitando-se assim o eventual
risco de irritação cutânea e de ataque dos pulmões;
Método de colocação do betão, equipamento utilizado, seu posicionamento e meios humanos a envolver;
A sequência de execução das betonagens dos elementos a betonar;
O faseamento de execução dos mesmos, identificando as juntas de betonagem;
Métodos de protecção das pontas de varões de aço caso se situem a altura que possam originar
lesões aos trabalhadores.
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 33, esses Planos de Cofragens e Betonagens e eventuais alterações.
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Efluentes líquidos e sólidos de instalações industriais, oficinais e de apoio da obra (serrim das
carpintarias, lamas de lavagem de betoneiras e central de betão, resíduos de oficinas de
mecânica, etc.).
Medidas de contenção e tratamento de derrames acidentais (abastecimento de combustíveis,
mudanças de óleos lubrificantes de máquinas, etc.).
O Empreiteiro arquivará no anexo 35 cópia do Plano de Controlo e Gestão de Efluentes e de todos os
registos de monitorização resultantes desse plano e das alterações que lhe sejam efectuadas.
5 - MONITORIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO
Sem prejuízo das acções diárias e/ou periódicas que deverão ser realizadas por todos os
intervenientes nesta empreitada, quer em cumprimento das obrigações legais aplicáveis, quer por
exigência do caderno de encargos do qual este Plano de Segurança e Saúde faz parte integrante,
referem-se as seguintes acções específicas para verificar o desempenho do Empreiteiro na
implementação da segurança e saúde no trabalho nesta empreitada:
Registo de acidentes e índices de sinistralidade laboral;
Monitorização mensal;
Comissões de Segurança e Saúde;
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
Auditorias e Inspecções.
Tratando-se de acidente grave ou mortal deverá também o empreiteiro proceder à sua comunicação, nos
termos da legislação em vigor, às entidades competentes (Autoridade para as Condições de Trabalho). O
Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização no prazo de 11 (onze) dias a contar da data da
consignação, um Procedimento sobre a classificação de um acidente de trabalho como grave, sendo que
no mínimo se deverá considerar como grave: o acidente de que resulte o internamento do sinistrado e
este não obtenha “alta” nas 20 (vinte) horas seguintes à ocorrência desse acidente; a “rotura” total ou
parcial, a perfuração profunda ou a amputação de qualquer membro do corpo; sempre que se preveja
que o trabalhador permaneça mais de um mês de baixa.
Sem prejuízo de outros modelos que o empreiteiro utilize quer internamente quer por obrigação das
entidades a quem o acidente de trabalho deva ser comunicado, o Empreiteiro registará esses
acidentes utilizando o modelo cmpm_12 (registo_acidente_trabalho) incluído no anexo 1 deste
documento.
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No prazo máximo de 5 (cinco) dias após o regresso ao trabalho do acidentado ou após a data do
apuramento (efectivo) de eventual grau de desvalorização, o Empreiteiro terá que enviar o
Relatório Final que integrará obrigatoriamente o Registo de Acidente de Trabalho completamente
preenchido e o Relatório de Investigação do Acidente.
O Empreiteiro deverá elaborar essas fichas até ao 5.º dia de cada mês, arquivando-as no anexo 24.
A ocorrência de quaisquer Incidentes, isto é, situações ocorridas das quais não resultou lesão corporal
de qualquer pessoa mas com elevado potencial de poder vir a resultar em acidente grave, deverão
também ser comunicados à Fiscalização no prazo de 2 (dois) dias seguintes ao acontecimento
acompanhado de um relato da ocorrência e respectivas medidas tomadas para evitar a sua
recorrência. Estes relatos deverão também ser arquivados no anexo 25.
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(3) N.º médio de pessoas na empreitada, incluindo técnicos e administrativos, trabalhadores dos
Subcontratados. É calculado pela média aritmética do número de trabalhadores existente em cada um
dos dias desse mês.
(4) N.º total de pessoas-hora trabalhadas no mês, determinado a partir de folhas diárias de permanência
de cada trabalhador em obra (folhas de controlo de assiduidade). Trata-se de registar o número total
de horas de exposição a risco de todos os trabalhadores existentes no Estaleiro.
(5) N.º de acidentes mortais ocorridos no mês.
(6) N.º de acidentes não mortais sem baixa.
(7) N.º de acidentes não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(8) N.º de acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(9) N.º total de acidentes de trabalho ocorridos, mortais e não mortais (M+NM).
(10) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com 3 ou menos dias de baixa.
(11) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com mais 3 de dias de baixa.
(12) N.º total de dias de trabalho perdidos com todos os acidentes não mortais, com baixa.
(13) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais.
(14) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(15) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(16) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais.
(17) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(18) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(19) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais.
(20) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(21) Índice de Duração de todos os acidentes não mortais com mais de 1 dia de baixa.
(22) Índice de Duração dos acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.
O Índice de Incidência (II) é o número de acidentes ocorridos num dado período por cada mil pessoas
expostas a risco no mesmo período. É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes 1 000
II
N.º Trabalhadores
O Índice de Frequência (IF) é o número de acidentes ocorridos num dado período em cada milhão de
pessoas-hora trabalhadas no mesmo período, traduzindo a probabilidade de ocorrência de acidentes.
É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes 1 000 000
IF
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Gravidade (IG) é o número de dias de trabalho perdidos pelo conjunto de trabalhadores
acidentados num dado período em cada mil pessoas-hora trabalhadas nesse mesmo período,
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traduzindo as consequências dos acidentes. É calculado pela seguinte expressão, considerando-se que
cada acidente mortal equivale a uma perda de 7500 dias de trabalho (penalização estatística):
(N.º dias perdidos N.º Acid. mortais 7500) 1 000
IG
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Duração (ID) dos acidentes de trabalho é o número médio de dias de trabalho perdidos
por cada acidente de trabalho com baixa (não considerando os acidentes de trabalho mortais e os
correspondentes dias perdidos de penalização estatística), realçando a gravidade dos acidentes com
baixa ocorridos. É calculado pela seguinte expressão:
N.º dias perdidos
ID
N.º acidentes com baixa
Os resultados obtidos deverão ser objecto de análise em reuniões da Comissão de Segurança e Saúde
de Obra que se refere na secção 5 deste PSS, procurando-se determinar as causas dos acidentes
ocorridos e, sempre que a situação recomende, melhorar as técnicas de segurança e de saúde a
aplicar visando evitar ou eliminar potenciais riscos.
O Empreiteiro atualizará no final de cada mês um ficheiro (formato Excel) com os dados relativos aos
acidentes e índices de sinistralidade laboral (modelo cmpm_22 atrás referido), que deverá solicitar à
Fiscalização o envio por email. Após cada atualização, o Empreiteiro procederá ao envio por e-mail do
referido ficheiro à Fiscalização até ao 5.º dia de cada mês, juntamente com a Monitorização que se
refere adiante. Deverá também no mesmo prazo afixar esse quadro na vitrina referida no ponto relativo
à Formação e Informação dos Trabalhadores, conjuntamente com gráficos dele extraídos mostrando a
evolução desses indicadores.
O Empreiteiro arquivará no anexo 25 esses quadros, os Registos dos Acidentes de Trabalho ocorridos,
incluindo os relatórios das investigações dos acidentes e comunicações às Companhias de Seguros e/ou à
ACT (Autoridade para as condições do Trabalho), assim como toda a documentação relacionada a cada
acidente.
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Para além dessa monitorização, o empreiteiro deverá promover e criar as condições, fornecendo os
meios necessários, para que os representantes dos trabalhadores dentro do horário de trabalho
possam periodicamente (no mínimo mensalmente) percorrer as frentes de trabalho para auscultar
diferentes trabalhadores do empreiteiro ou dos seus subcontratados/subempreiteiros, com vista a
recolher informação sobre as condições de trabalho e bem-estar destes no estaleiro em causa,
incluindo condições de segurança no trabalho que desempenham, garantia de salários em dia,
condições de habitabilidade no Estaleiro (dormitórios, caso aplicável), condições em que tomam as
suas refeições, etc.
No prazo de 11 (onze) dias a contar da data da consignação da empreitada, o Empreiteiro deve informar a
Fiscalização dos elementos que lhe compete designar para integrar a Comissão de Segurança e Saúde da Obra
acima referida, incluindo-se também os representantes dos trabalhadores da empreitada cujo número deverá
ser o referido na Lei-Quadro sobre Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de
Novembro). Salvo casos excepcionais, estes representantes não poderão ser trabalhadores da equipa dirigente
da empreitada (direcção técnica, administrativos, encarregados, arvorados, chefes de equipa). Nos 5 (cinco)
dias seguintes a essa designação, o Empreiteiro obriga-se a colocar este PSS à disposição dos representantes
dos trabalhadores da empreitada, explicando o seu conteúdo, assegurando o mesmo e no mesmo prazo
sempre que haja alterações de algum destes representantes.
n < 61 1 (um)
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 28 as actas das reuniões da Comissão da Segurança da Obra.
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Deverão ser arquivados neste anexo, os Planos de Ações Corretivas e/ou Preventivas resultantes
dessas auditorias ou inspeções e bem assim os documentos relativos a eventuais inspeções (autos de
notícia, notificações, autos de suspensão de trabalhos) que venham a ser realizadas à obra pelo ACT
(Autoridade para as Condições de Trabalho).
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