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Plano de Segurança e Saúde em Obras

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

PROMULGAÇÃO
O presente Plano de Segurança e Saúde (PSS) respeita à empreitada do Município de Porto de Mós
designada por “NOME DA EMPREITADA” e entra em vigor na data da consignação da empreitada.

Este PSS estabelece as regras / especificações a observar no estaleiro da obra durante a fase de execução
dos trabalhos, pretendendo-se com a implementação do preconizado eliminar ou reduzir o risco de
ocorrência de acidentes e de doenças profissionais. Compete ao Empreiteiro manter este PSS
permanentemente actualizado e implementá-lo desde o início da instalação do estaleiro de apoio ou de
qualquer trabalho no estaleiro, até à recepção provisória da empreitada ou, se for o caso, até à última
recepção provisória parcial, devendo o Empreiteiro devolvê-lo ao Município de Porto de Mós, com toda a
documentação demonstrativa das ações implementadas durante a execução da empreitada (registos da
segurança e saúde no trabalho).

Compete a todos os intervenientes na execução da empreitada a todos os níveis e, em particular, ao


Director Técnico da Empreitada, cumprir e garantir o cumprimento das determinações que constam
deste PSS, sendo cada um responsável por informar o seu superior hierárquico, atendendo ao
organograma funcional da empreitada, todas as situações anómalas que detecte, assim como propor
acções para a melhoria contínua do sistema de segurança e saúde preconizado neste PSS.

São destinatários do presente documento: Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra e o


Empreiteiro, nas pessoas dos seus representantes para esta empreitada e bem assim o responsável
pelo exercício da coordenação de segurança em obra. O representante do Empreiteiro obriga-se a
disponibilizar este PSS no processo de consulta a todos os subempreiteiros e trabalhadores
independentes nas partes que lhes diz respeito, as quais deverão ser referenciadas nos respectivos
contratos e incluir cláusulas que obriguem cada um destes ao seu cumprimento e que assegurem a
transmissão dessas cláusulas à sucessiva cadeia de subempreiteiros. A coordenação e controlo de
todos os Subempreiteiros, compete ao Empreiteiro nos termos do n.º 4 do art.º 8.º do Decreto-Lei n.º
441/91 de 14 de Novembro.

O Empreiteiro deverá controlar, registar e manter permanentemente atualizada a ficha de distribuição


do PSS utilizando para o efeito o modelo cmpm_20 (registo_entrega_documentos_pss) apresentado
no anexo 1 deste documento, anexando essas fichas no anexo 2 do presente documento. É proibida a
distribuição deste PSS a entidades externas não intervenientes na presente empreitada, salvo
autorização expressa por escrito para o efeito do representante do Município de Porto de Mós.

O REPRESENTANTE DO MUNICÍPIO DE PORTO DE MÓS


Ass: ________________________________ de de 20

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

ÍNDICE

1 . INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 5
1.1 Organização do PSS............................................................................................................ 5
1.2 Desenvolvimento / Complemento do PSS .......................................................................... 6
1.3 Identificação dos Arquivos ................................................................................................. 7
1.4 Alterações ao PSS ............................................................................................................... 8
1.5 Entrega do Plano de Segurança e de Saúde ........................................................................ 8
1.6 Organograma Funcional e Definição de Funções ............................................................... 9
1.7 Controlo de Assinaturas e Rubricas.................................................................................. 10
1.8 Plano de segurança e saúde para a execução da obra ....................................................... 10

2 - MEMÓRIA DESCRITIVA .................................................................................................................... 11


2.1 Política da Segurança e Saúde no Trabalho...................................................................... 11
2.2 Definição de Objectivos ................................................................................................... 12
2.3 Princípios de Actuação ..................................................................................................... 12
2.4 Comunicação Prévia e Declaração relativa a trabalhadores imigrantes ........................... 13
2.5 Legislação e regulamentação Aplicável ........................................................................... 13
2.6 Horário de Trabalho.......................................................................................................... 17
2.7 Controlo de subcontratados .............................................................................................. 18
2.8 Seguros de Acidentes de Trabalho ................................................................................... 18

3 - CARACTERIZAÇÃO DA EMPREITADA .................................................................................................... 20


3.1 Características Gerais da empreitada ................................................................................ 20
3.2 Mapa de Quantidades Trabalho ........................................................................................ 20
3.3 Condicionalismos Existentes no Local ............................................................................. 20
3.4 Plano de Trabalhos ........................................................................................................... 21
3.5 Plano e Cronograma da Mão-de-obra ............................................................................... 22
3.6 Trabalhos com Riscos Especiais ....................................................................................... 22
3.7 Materiais com Riscos Especiais ....................................................................................... 24
3.8 Fases de Execução da Empreitada .................................................................................... 25
3.9 Processos Construtivos e Métodos de Trabalho ............................................................... 25

4 - ACÇÕES PARA A PREVENÇÃO DE RISCOS ............................................................................................... 26


4.1 Avaliação de Riscos .......................................................................................................... 26
4.2 Projecto do Estaleiro ......................................................................................................... 26

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

4.3 Plano de Acesso, Circulação e Sinalização ...................................................................... 33


4.4 Controlo de Equipamentos de Apoio e Acessórios .......................................................... 34
4.5 Planos de Protecções Colectivas....................................................................................... 36
4.6 Controlo de Recepção de Materiais e Equipamentos ....................................................... 37
4.7 Planos e Registos de Monitorização e Prevenção............................................................. 38
4.8 Registos de Não Conformidade e Acções Correctivas e Preventivas............................... 40
4.9 Identificação e Controlo da Saúde dos Trabalhadores ..................................................... 42
4.10 Plano de Protecções Individuais ....................................................................................... 43
4.11 Formação e Informação dos Trabalhadores ...................................................................... 45
4.12 Plano de Registo de Acidentes e Índices de Sinistralidade Laboral ................................. 48
4.13 Plano de Visitantes ........................................................................................................... 51
4.14 Plano de Emergência ........................................................................................................ 52
4.15 Planos de Escavações ....................................................................................................... 53
4.16 Planos de Montagem de Tubagens ................................................................................... 54
4.17 Planos de Montagem de Equipamentos ............................................................................ 55
4.18 Planos de Cofragens e Betonagens ................................................................................... 55
4.19 Planos de Montagem de Estruturas Metálicas .................................................................. 56
4.20 Plano de Controlo e Gestão de Efluentes ......................................................................... 57
4.21 Recomendações Técnicas de Segurança ........................................................................... 58

5 - MONITORIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO ............................................................................................. 58


5.1 Registo de Acidentes e Índices de Sinistralidade Laboral ................................................ 59
5.2 Monitorização Mensal ...................................................................................................... 62
5.3 Comissão de Segurança e Saúde da Obra ......................................................................... 63
5.4 - Auditorias e Inspecções .................................................................................................. 64

ANEXOS (VD. LISTA NO INÍCIO DOS ANEXOS)

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

1 . I NTRODUÇÃO

O presente Plano de Segurança e de Saúde (PSS) refere-se à empreitada de “NOME DA EMPREITADA”


que integra, nomeadamente, trabalhos referidos nas alíneas (definir as alíneas corretas de acordo com
os trabalhos a executar) do número 2 do Artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro,
tendo sido desenvolvido atendendo ao estipulado nos números 1 e 2 do Artigo 6.º do mesmo
Decreto-Lei.

No desenvolvimento do Plano utilizam-se as seguintes expressões abreviadas:

 Coordenador de Segurança em Projeto (CSP);

 Coordenador de Segurança em Obra (CSO).

 Os responsáveis pelo exercício da coordenação de segurança em projecto e em obra são aqui


referenciados pelas abreviaturas R-CSP e CSO, respectivamente.

Sempre que se faça referência ao Empreiteiro (significando a Entidade Executante na aceção do DL


273), à Fiscalização ou a qualquer dos acima referidos coordenadores de segurança, pretende-se
significar os respectivos representantes para a presente empreitada.

Por outro lado, sempre que se faça referência a subcontratados pretende-se significar todos os
subempreiteiros, subcontratados de cedência de mão-de-obra ou de equipamento, trabalhadores
independentes, prestadores de serviços e, nos casos aplicáveis, as respetivas sucessivas cadeias de
subempreiteiros.

Salvo nos casos expressamente indicados, os prazos estabelecidos em dias neste documento referem-
se a dias úteis, excluindo-se portanto Sábados, Domingos e Feriados, independentemente de o
Empreiteiro estar autorizado a trabalhar nestes dias. Por outro lado, sempre que o início da contagem
dos prazos indicados neste documento seja a data da consignação da empreitada, pretende significar-
se esta ou, se aplicável, a data da primeira consignação parcial.

1.1 ORGANIZAÇÃO DO PSS


O presente PSS é constituído por um Documento Base e por um Apêndice que inclui um conjunto de
anexos. O documento base corresponde ao presente PSS elaborado na fase de projeto e apresentado
no processo de concurso pelo Município de Porto de Mós. O Apêndice, a elaborar e manter pelo
Empreiteiro Adjudicatário, corresponde ao desenvolvimento o número 1 do Artigo 11.º do DL 273, o
qual deverá incluir no mínimo todos os documentos referidos neste documento base.

O presente documento base está organizado nas seguintes partes:


 Introdução (parte 1);
 Memória Descritiva (parte 2);

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

 Caracterização da Empreitada (parte 3);


 Ações para a Prevenção de Riscos (parte 4);
 Monitorização e Acompanhamento (parte 5).

Contém também um conjunto de modelos referidos ao longo deste PSS e que se apresentam no anexo 1
deste documento que o Empreiteiro poderá utilizar como referência para o desenvolvimento dos seus
próprios modelos, os quais deverão ter no mínimo a informação contida nos modelos aqui apresentados
incluindo as posições neles referidas para as assinaturas ou rubricas para demonstração das acções
implementadas.

A referência ao PSS em qualquer momento durante a execução da empreitada, deve sempre


entender-se como significando este documento base com todas as alterações,
desenvolvimentos/complementos e registos integrados até esse momento no Apêndice.

Independentemente da integração deste PSS na fase de concurso, o empreiteiro deverá apresentar a


declaração modelo cmpm_15 (Declaração_recepção_pss) incluído no anexo 1 deste documento,
integrando-a no anexo 2.

1.2 DESENVOLVIMENTO / COMPLEMENTO DO PSS


Este PSS foi elaborado de forma a ter um carácter dinâmico e evolutivo durante a execução dos
trabalhos da empreitada, devendo integrar os projetos, planos e registos de todas as medidas
implementadas no âmbito da segurança e saúde.

Assim, todos os desenvolvimentos / complementos devem considerar a integração dos elementos


preparados nos prazos estabelecidos. As adaptações ou complementos serão sempre feitas atendendo
aos processos construtivos e métodos de trabalho utilizados na execução dos trabalhos pelo
Empreiteiro, aos condicionalismos existentes, à organização do estaleiro e ao planeamento dos
trabalhos. Os documentos a integrar deverão estar redigidos em língua portuguesa.

Para a integração dos elementos que constituem os desenvolvimentos / complementos resultante da


implementação do preconizado neste PSS, deverá o Empreiteiro constituir os anexos referidos no texto
com uma numeração sequencial (cuja lista se apresenta no início do Apêndice a este PSS, e que poderá
e deverá ser complementada com outros anexos a criar durante a execução dos trabalhos) e adicionar
outros que durante a execução da empreitada, o Empreiteiro, a Fiscalização ou o Coordenador de
Segurança em Obra venha a considerar necessários.

O desenvolvimento / complemento deste PSS consiste assim particularmente na preparação e


integração de projetos, planos e procedimentos referidos neste documento e na realização de registos
das acções implementadas, demonstrativas destas, que no seu conjunto serão incluídos nos anexos e
que farão parte integrante do PSS. A manutenção atualizada da documentação do PSS é
responsabilidade do Empreiteiro.

Sempre que o volume de documentos a integrar num dado anexo justifique a criação de um arquivo próprio
(dossier), deve o Empreiteiro proceder à sua preparação, identificação e organização nos moldes previstos e
registar o facto no respectivo anexo.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Todos os arquivos do âmbito do PSS deverão permanecer no estaleiro arrumados de modo organizado
em estantes durante toda a fase de construção. Caso seja necessário utilizar documentos noutros
locais devem ser efectuadas cópias.

1.3 IDENTIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS


As lombadas das pastas de arquivo que sejam criadas no âmbito do Plano de Segurança e Saúde
devem ser elaboradas pelo Empreiteiro e identificar objectivamente o seu conteúdo conforme
seguidamente se exemplifica, apresentando-se também algumas regras para a identificação de
documentos e arquivos.

 Todos os documentos que devam ser assinados e/ou datados


não poderão ser integrados neste Plano de Segurança e Saúde
sem as correspondentes assinaturas e/ou datas respectivas.
 Todos os projetos, planos, procedimentos e registos deverão
referenciar o Empreiteiro e a designação da empreitada.
 Cada projeto, plano ou registo pode ser composto por várias
páginas, indicando-se o Número de página / Total de páginas
do documento. Eventuais anexos dos documentos serão
objeto do mesmo tipo de paginação.
Designação da Empreitada
 Em cada pasta de arquivo os documentos serão organizados
de acordo com os sistemas de codificação dos elementos
estabelecidos pelo Empreiteiro e por numeração sequencial
no caso dos registos, atendendo às datas da sua realização.
Símbolo e
designação  Em todas as pastas de arquivo ou secção das mesmas os
do Empreiteiro documentos mais recentes são arquivados sobrepondo-se
aos mais antigos (números maiores sobre os menores).
 Todos os documentos substituídos serão mantidos em
arquivo devendo ser mencionado sobre os mesmos a data
Plano de da substituição e a referência do documento que os
Segurança substituiu.
e Saúde
 No início de cada pasta haverá um índice com o conteúdo da
pasta. Quando estas forem organizadas por partes estará
patente no início da pasta o índice das secções e dentro de
Anexo N.º
cada secção, uma folha para averbamento do seu conteúdo.
Designação do anexo  Nas pastas de registos existirá cópia atualizada do Controlo
de Assinaturas e Rubricas, onde estarão identificadas todas
as pessoas autorizadas a assinar documentos do âmbito do
PSS (elementos do Empreiteiro e da Fiscalização).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

1.4 ALTERAÇÕES AO PSS


Qualquer dos intervenientes na execução da empreitada pode propor à Fiscalização as alterações ao
presente PSS elaborado na fase de Projeto.

O conteúdo do PSS elaborado na fase de Projeto (documento base), quando considerado


desadequado, pode ser adaptado, sendo para tal obrigatória a identificação dos pontos alterados e a
nova descrição, que tem que ser validada pelo R-CSO e aprovada pela Fiscalização e pelo Município
de Porto de Mós.

As propostas de alterações a este PSS deverão ser apresentadas pelo Empreiteiro no prazo de 11 (onze)
dias da data da consignação, utilizando para o efeito o modelo cmpm_17 (Proposta_alteração_
documentos _PSS) apresentado no anexo 1 deste documento.

Competirá ao Empreiteiro também solicitar aos seus subempreiteiros e trabalhadores independentes, até
5 (cinco) dias antes da entrada de cada um destes na obra, as eventuais propostas destes de soluções
alternativas às previstas no PSS, utilizando para o efeito o mesmo modelo e processo de arquivo com
indicação de quem solicitou.

Compete ao Empreiteiro elaborar e manter o Registo das alterações aprovadas, para o que utilizará o
modelo cmpm_18 (registo_alterações_aprovadas_documentos) incluído no anexo 1 deste documento.
Após aprovação de nova situação, o Empreiteiro deverá assinalar no original do PSS em sua posse, as
zonas alteradas na margem da página por traço vermelho e inscrição do termo "Alterado" e respetiva
data e número do Registo de Alteração.

O Empreiteiro incluirá no Anexo 4, os registos das propostas de alterações, incluindo as alterações


aprovadas nos termos acima referidos.

1.5 ENTREGA DO PLANO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE


Concluídos todos os trabalhos da empreitada, o Empreiteiro entregará, no acto da receção provisória
(ou da última recepção provisória, se aplicável) ao Município de Porto de Mós, o PSS organizado
nos termos previstos, ficando com uma cópia para ser utilizada caso haja lugar a trabalhos durante o
prazo de garantia. Este facto será registado no Auto da Receção Provisória, anexando-se declaração,
conforme o modelo cmpm_16 (Declaração_entrega_pss_final_obra) incluído no anexo 1 deste
documento, devidamente preenchida e assinada por todos os elementos previstos. Deverá ser incluída
uma cópia dessa declaração no início do PSS.

No caso de se verificar a necessidade de execução de trabalhos durante o prazo de garantia, o


Empreiteiro obriga-se a proceder à sua realização de acordo com o estipulado no PSS e a planear e
implementar as medidas necessárias, bem como a promover a integração dos elementos
desenvolvidos no PSS sempre que se justifique. No final desses trabalhos deverá entregar ao
Município de Porto de Mós os complementos ao PSS elaborados, incluindo registos para constituir
anexo ao PSS.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

1.6 ORGANOGRAMA FUNCIONAL E DEFINIÇÃO DE FUNÇÕES


O Empreiteiro estabelecerá objectivamente o organograma funcional nominal identificando os meios
humanos afectos à empreitada, com indicação sobre este das respectivas percentagens de afetação à
empreitada em causa ou inclusão de uma nota nesse organograma referindo que nos casos em que
não se especifica a percentagem de afetação de qualquer pessoa incluída no mesmo, significa que se
encontra afecta a tempo inteiro na presente empreitada.

Cabe ao Empreiteiro identificar e integrar no organograma os meios humanos afetos à gestão e controlo
da segurança e saúde no trabalho. No conjunto, devem ser identificadas todas as pessoas necessárias
para preparar e organizar os documentos a desenvolver / complementar o Plano de Segurança e Saúde e
acompanhar e garantir a sua implementação, incluindo todo o pessoal de enquadramento até pelo
menos ao nível de chefe de equipa.

É competência do Diretor Técnico da Empreitada definir, por escrito, as funções que cada posição do
citado organograma desempenhada na empreitada, incluindo nestas as relativas à segurança e saúde
no trabalho tendo em conta o estabelecido neste PSS. Sem prejuízo das responsabilidades legalmente
conferidas ao Diretor Técnico da Empreitada, este assegurará toda e qualquer função relacionada com
a segurança e saúde no trabalho que não seja cometida a outrem.

Nas funções dos representantes dos trabalhadores, incluem-se nomeadamente a auscultação periódica
de outros trabalhadores (em particular, de subcontratados), verificando as condições em que estes
tomam as suas refeições, condições de habitabilidade e higiene, existência de salários em dia e
condições de segurança nos trabalhos que lhes foram atribuídos.

A direção da empreitada deverá promover a realização de visitas periódicas destes representantes


pelas diferentes frentes de trabalho fornecendo-lhes os meios para tal.

Relativamente aos Socorristas, o Empreiteiro deverá assegurar a existência destes, em permanência,


designadamente nas frentes de trabalho, os quais poderão ser trabalhadores da empreitada. A
direcção da empreitada deverá disponibilizar os meios necessários para que estes possam prestar
primeiros socorros a eventuais acidentados, incluindo meios de contacto rápido para poderem ser
chamados e para contactar as unidades de socorro necessárias em qualquer situação de emergência.
O número de Socorristas deverá ser tal que qualquer trabalhador possa ser assistido, em caso de
acidente, por um destes profissionais em menos de 5 (cinco) minutos.

Os projetos, planos e procedimentos relativos à segurança e saúde no trabalho devem ser preparados
e verificados por técnicos com formação na área da construção, de acordo com as respectivas
especialidades. Quanto aos registos de verificação do preconizado nos projectos, planos e
procedimentos devem ser efectuados pelos encarregados responsáveis por cada frente de trabalho.

Os responsáveis por cada atividade devem possuir formação e experiência adequada de forma a
garantir o bom desempenho das funções atribuídas.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

No prazo de 5 (cinco) dias a contar da data da consignação, o Empreiteiro apresentará ao dono de obra o
citado organograma funcional. Caso algum dos elementos desse organograma seja diferente do
apresentado na proposta, deverá o empreiteiro apresentar, o processo de pedido de autorização de
substituição, incluindo o respectivo currículo.

Durante todo o período da obra, o Empreiteiro deverá afixar no estaleiro de apoio, em local bem
visível, o organograma funcional em vigor.

O Empreiteiro arquivará no anexo 5, cópias dos organogramas funcionais datados e aprovados para a
realização da empreitada e bem assim a definição de funções.

1.7 CONTROLO DE ASSINATURAS E RUBRICAS


Todas as pessoas com tarefas de preparação, actualização, controlo, verificação ou aprovação de
quaisquer documentos relativos ou com influência na segurança e saúde no trabalho, nomeadamente
projectos (pormenores de execução, estruturas provisórias, etc.), planos, procedimentos ou instruções
de trabalho, registos comprovativos das acções implementadas, entre outros, devem ser identificadas
na ficha de registo de Controlo de Assinaturas e Rubricas de acordo com o modelo cmpm_04
incluído no anexo 1 deste documento e que se apresenta a seguir.

Essa lista de assinaturas e rubricas deverá ser preparada pelo Empreiteiro até à data da consignação,
devendo ser mantida actualizada por este durante toda a empreitada até à recepção provisória da
empreitada (ou última recepção provisória parcial, se for o caso), sempre que entrem novas pessoas
e/ou se verifiquem novas atribuições de competências às pessoas incluídas nessa lista.

A verificação dessa ficha deverá ser feita pelo Director Técnico da Empreitada, competindo ao Dono
de Obra aprová-la, sendo que este poderá determinar alterações nomeadamente quanto aos
documentos que cada um poderá assinar. Os elementos da Fiscalização e o R-CSO serão também
identificados em registo separado, utilizando o mesmo modelo, devendo o Empreiteiro solicitar
àqueles o seu preenchimento e manter actualizado esse registo sempre que a Fiscalização indicar
alterações ocorridas durante a execução da obra.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 5, os citados registos de Controlo de Assinaturas e Rubricas.

1.8 PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE PARA A EXECUÇÃO DA OBRA


No prazo de 5 (cinco) dias a contar da consignação, o Empreiteiro (Entidade Executante) deverá elaborar
o plano de segurança e saúde para a execução da obra a que se refere o n.º 2 do artigo 11.º do DL 273
devendo seguir obrigatoriamente a estrutura estabelecida no anexo II e incluir os elementos referidos no
anexo III, ambos desse Decreto-Lei.

Esse plano deverá ainda integrar o Apêndice referido no ponto 1.1 da presente parte com todos os
anexos previstos criar neste PSS (excluindo portanto o anexo 1 por se encontrar já integrado no presente

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

documento). A integração desse Apêndice, que contém o desenvolvimento / complemento do PSS


referido no ponto 2.2, pretende responder à exigência contida na parte final do n.º 1 do Art.º 12.º do DL
273.

Este plano de segurança e saúde para a execução da obra deverá ser organizado e mantido
actualizado pelo Empreiteiro, sendo que o Município de Porto de Mós tem direito de acesso ao
mesmo sempre que entender, podendo solicitar cópias no todo ou em parte em qualquer momento.

Em caso de divergência entre o presente PSS elaborado na fase de projecto, e o plano de segurança e
saúde para a execução da obra aqui referido, prevalecerá o estipulado no presente PSS, salvo no que
tenha merecido aprovação escrita da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra.

2 - MEMÓRIA DESCRITIVA
2.1 POLÍTICA DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
O Director Técnico da Empreitada procederá, antes do início dos trabalhos, à definição da Política da
Segurança no Trabalho para a empreitada, a qual será escrita em folha de papel timbrado da entidade
Adjudicatária, na qual deve constar para além dos itens da referida Política, a designação da empreitada e o
título “Política da Segurança e Saúde no Trabalho”. Essa política deve ter em conta os objectivos e princípios
de actuação a seguir referidos, e ser assinada e datada pelo Director Técnico da Empreitada, ao qual
cabe também assegurar a transmissão da referida Política a todos os trabalhadores da empreitada,
incluindo os dos Subempreiteiros. Deverá ser afixada na vitrina do Estaleiro juntamente com outros
documentos que se referem adiante.

O Empreiteiro incluirá no anexo 5, essa declaração da Política da Segurança e Saúde no Trabalho,


incluindo documentos que evidenciem a sua divulgação (por exemplo, cartas de envio a Subcontratados).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

2.2 DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS


O presente Plano de Segurança e Saúde referente à empreitada de construção do “NOME DA
EMPREITADA” pretende responder ao exigido na legislação em vigor com o objectivo de:
 Realizar todos os trabalhos de forma a proporcionar a todos os trabalhadores da obra condições de
segurança e saúde adequadas;
 Executar os trabalhos nos prazos adequados tendo em conta boas condições de segurança e saúde
e os níveis de produtividade considerados no planeamento aprovado que deverá ser cumprido;
 Minimizar os índices de sinistralidade laboral e os custos sociais e económicos que resultam de
acidentes de trabalho ou doenças profissionais;
 Realizar todos os trabalhos com a qualidade especificada, num espaço adequadamente organizado
e ambientalmente correcto.

2.3 PRINCÍPIOS DE ACTUAÇÃO


O alcance dos objectivos mencionados deve basear-se num conjunto de princípios de actuação que
deverão ser assumidos pela Direcção Técnica da Empreitada perante o Município de Porto de Mós,
nomeadamente:
 Reconhecer a segurança e saúde no trabalho como parte influente do desempenho e que é um
investimento e não um custo;
 Cumprir toda a legislação e regulamentação do âmbito da segurança e saúde no trabalho;
 Ter presente e aplicar diariamente os princípios gerais de prevenção consignados na legislação
geral sobre segurança e saúde no trabalho;
 Identificar os riscos e planear as medidas preventivas necessárias, para todas as actividades com
riscos associados;
 Empregar materiais de acordo com as suas características técnicas e as instruções dos respectivos
fabricantes, privilegiando os que são menos perigosos ou isentos de perigo;
 Utilizar os equipamentos de apoio adequados aos fins para que foram concebidos, seguindo
rigorosamente as instruções e assegurando as manutenções dos respectivos fabricantes;
 Adaptar o trabalho ao homem, especialmente no que se refere à concepção dos postos de
trabalho, bem como à escolha dos equipamentos de trabalho e dos processos construtivos e
métodos de trabalho utilizados na produção;
 Dar prioridade às medidas de protecção colectiva em relação às de protecção individual;
 Registar as acções implementadas de forma a evidenciar a sua preparação e execução;
 Reconhecer os direitos e deveres dos trabalhadores, os quais deverão ser envolvidos na
implementação das medidas preventivas planeadas;
 Incentivar os trabalhadores a zelarem pela sua própria segurança e pela dos colegas que possam
ser afectados pelas suas acções;

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

 Encorajar os trabalhadores a identificarem e comunicarem todas as situações de perigo que


detectem, mesmo que estas não interfiram directamente com a sua segurança;
 Promover as acções necessárias dando instruções adequadas aos trabalhadores, para que seja
compreendido por todos as acções a implementar e assim assegurar a segurança no trabalho;
 Alocar todos os recursos humanos e materiais necessários à implementação das acções planeadas
para garantir a segurança e saúde no trabalho, tendo em conta o estado de evolução da técnica.

2.4 COMUNICAÇÃO PRÉVIA E DECLARAÇÃO RELATIVA A TRABALHADORES IMIGRANTES

De acordo com o artigo 15.º do DL 273, o Município de Porto de Mós deve comunicar à ACT
(Autoridade para as Condições de Trabalho) a abertura do estaleiro, tendo em conta o estipulado
nesse artigo quanto ao conteúdo e declarações anexas obrigatórias.

Para isso, o Empreiteiro deverá enviar ao Município de Porto de Mós, a informação relativamente à
Comunicação Prévia (CP), de acordo com o modelo apresentado no anexo 1 deste PSS.

Deverá também apresentar a declaração relativa a eventuais trabalhadores imigrantes utilizando o


modelo cmpm_19 (trabalhadores imigrantes) incluído no anexo 1 deste PSS. O empreiteiro deverá
também exigir declarações idênticas a todos os seus Subempreiteiros.

Sempre que posteriormente houver qualquer alteração dos elementos constantes da Comunicação Prévia
de abertura do estaleiro (com excepção do ponto 15 desse modelo relativo aos subempreiteiros), o
Empreiteiro informará, por escrito, o Município de Porto de Mós sobre as alterações ocorridas, no
prazo de um dia a contar dessa ocorrência.

Relativamente ao citado ponto 15 da CP, o Empreiteiro deverá enviar ao Município de Porto de Mós,
mensalmente até ao terceiro dia do mês seguinte, a lista de subempreiteiros seleccionados de acordo
com o anexo CP1 do modelo de Comunicação Prévia apresentado no anexo 1 deste PSS.

Durante todo o período da empreitada, o Empreiteiro garantirá a afixação na vitrina referida no ponto
relativo ao projecto do estaleiro adiante apresentado, de cópia da última Comunicação Prévia enviada
à ACT pelo Município de Porto de Mós, incluindo todas as declarações anexas a esta e bem assim
as declarações do Município de Porto de Mós e do coordenador de segurança em projecto e em
obra.

O Empreiteiro incluirá no anexo 3, todas as cópias da Comunicação Prévia, incluindo anexo que lhe diz
respeito, e das suas alterações posteriores, e bem assim, as listas mensais de subempreiteiros acima
referida, as informações de alteração fornecidas ao Município de Porto de Mós e as declarações
relativas a eventuais trabalhadores imigrantes passadas pelo Empreiteiro e Subcontratados.

2.5 LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL


Na empreitada de construção do “NOME DA EMPREITADA” aplica-se toda a regulamentação de
segurança e de saúde que se encontre em vigor, destacando-se nomeadamente a seguinte:

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

- Decreto-lei nº 41821 de 11 de Agosto de 1958 (Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da


Construção Civil - RSTCC).
- Decreto-lei nº 46427 de 10 de Julho de 1965 (Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias do
pessoal Empregado nas Obras - RIPPEO).
- Decreto-lei nº 441/91 de 14 de Novembro (Transpõe a directiva nº 89/391/CEE relativa à aplicação de
medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho).
- Decreto Regulamentar nº 1/92 de 18 de Fevereiro (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas
de Alta Tensão).
- Decreto-lei nº 113/93 de 10 de Abril (Define os procedimentos a adoptar com vista a que os materiais de
construção civil se revelem adequados ao fim a que se destinam).
- Decreto-lei nº 128/93 de 22 de Abril (Estabelece as exigências técnicas de segurança a observar pelos
equipamentos de protecção individual, de acordo com a directiva nº 89/686/CEE de 21 de Dezembro).
- Decreto-lei nº 330/93 de 25 de Setembro (Transpõe a Directiva nº 90/269/CEE de 29 de Maio
relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na movimentação manual de cargas).
- Decreto-lei nº 347/93 de 1 de Outubro (Transpõe a Directiva nº 89/654/CEE de 30 de Novembro
relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho).
- Decreto-lei nº 348/93 de 1 de Outubro (Transpõe a Directiva nº 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa
às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual).
- Portaria nº 987/93 de 6 de Outubro (Estabelece as normas técnicas de execução do Decreto-lei nº
347/93 de 1 de Outubro).
- Portaria nº 988/93 de 6 de Outubro (Estabelece a descrição técnica do equipamento de protecção
individual, de acordo com o artº 7º do Decreto-lei nº 348/93 de 1 de Outubro).
- Decreto-lei nº 362/93 de 15 de Outubro (Estabelece as regras relativas à informação estatística
sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais).
- Portaria nº 1131/93 de 4 de Novembro (Estabelece as exigências essenciais relativas à saúde e
segurança aplicáveis aos equipamentos de protecção individual, de acordo com o artº 2º do Decreto-
lei nº 128/93 de 22 de Abril).
- Decreto-lei nº 48/95 de 15 de Março (Código Penal - Art.ºs 277º a 280º).
- Decreto-lei nº 141/95 de 14 de Junho (Transpõe para o direito interno a Directiva nº 92/58/CEE de
24 de Junho, relativa a prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no
trabalho).
- Decreto-lei nº 214/95 de 18 de Agosto (Estabelece as condições de utilização e comercialização de
máquinas usadas visando eliminar riscos para a saúde e segurança das pessoas).
- Portaria nº 1456-A/95 de 11 de Dezembro (Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e
utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho).
- Portaria nº 101/96 de 3 de Abril (Regulamenta o Decreto-Lei n.º 155/95 de 1 de Julho relativo às
prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis, mantido
em vigor pelo Decreto-Lei n.º 273/2003 de 29 de Outubro).
- Portaria nº 109/96 de 10 de Abril (Altera os anexos I, II, IV e V da Portaria 1131/93 de 4 de Novembro).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

- Portaria nº 695/97 de 19 de Agosto (Altera os anexos I e V da Portaria 1131/93 de 4 de Novembro).


- Decreto Regulamentar nº 22-A/98 de 1 de Outubro (Regulamento de Sinalização do Trânsito).
- Decreto-lei nº 374/98 de 24 de Novembro (Altera os Decretos-Lei n.º 128/93 de 22/4, n.º 383/93 de
18/11, n.º 130/92 de 6/6, n.º 117/88 de 12/4 e n.º 113/93 de 10/4, relativos a EPI e marcação CE).
- Decreto-lei nº 82/99 de 16 de Março (Altera o regime relativo às prescrições mínimas de segurança e
de saúde para a utilização de equipamentos de trabalho, transpondo a Directiva n.º 95/63/CE de
5/12/95).
- Decreto-lei nº 133/99 de 21 de Abril (Altera o Decreto-Lei n.º 441/91 de 14/11 relativo aos princípios
de prevenção de riscos profissionais).
- Decreto-lei nº 159/99 de 11 de Maio (Regulamenta a Lei n.º 100/97 de 13/9, no que respeita ao
seguro de acidentes de trabalho para os trabalhadores independentes).
- Lei nº 113/99 de 3 de Agosto (Desenvolve e concretiza o regime geral das contra-ordenações
laborais em certos sectores de actividade).
- Lei nº 116/99 de 4 de Agosto (Aprova o regime geral das contra-ordenações laborais).
- Lei nº 118/99 de 11 de Agosto (Desenvolve e concretiza o regime geral das contra-ordenações laborais,
nomeadamente, D. L. 441/91 de 14/11 e D.L. 26/94 de 1/2).
- Portaria nº 172/2000 de 23 de Março (Definição das máquinas usadas que pela sua complexidade e
características revistam especial perigosidade).
- Decreto-lei nº 292/2000 de 14 de Novembro (Estabelece o regime legal sobre a poluição sonora -
Regulamento Geral do Ruído).
- Decreto-lei nº 4/2001 de 10 de Janeiro (Estabelece as condições de entrada, permanência, saída e
afastamento de estrangeiros do território português - Vd em especial o artigo 144.º).
- Decreto-lei nº 320/2001 de 12 de Dezembro (Transpõe a designada Directiva Máquinas - Estabelece as
regras a que deve obedecer a colocação no mercado e a entrada em serviço das máquinas e componentes
de segurança colocados no mercado isoladamente).
- Decreto-Lei n.º 76/2002 de 26 de Março (Aprova o Regulamento das Emissões Sonoras para o
Ambiente do Equipamento para Utilização no Exterior, transpondo para o ordenamento jurídico
interno a Directiva n.º 2000/14/CEE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de Maio. Altera
ainda alguns artigos do D. L. 292/2000 de 14/11).
- Decreto Regulamentar nº 41/2002 de 20 de Agosto (Altera o Decreto Regulamentar n.º 22-A/98
relativo ao Regulamento de Sinalização de Trânsito).
- Lei n.º 99/2003 de 27 Agosto (Altera a Código de Trabalho).
- Decreto-lei nº 34/2003 de 25 de Fevereiro (Altera alguns artigos do D. L. N.º 4/2001 de 10 de
Janeiro - Vd em especial a alteração do artigo 144.º).
- Decreto-lei nº 273/2003 de 29 de Outubro (Altera o D. L. N.º 155/95 de 1 de Julho - Transpõe para o
direito interno a Directiva nº 92/57/CEE de 24 de Junho, relativa a prescrições mínimas de segurança e
saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis).
- Decreto-lei nº 12/2004 de 9 de Janeiro (Estabelece o regime jurídico de ingresso e permanência na
actividade da construção).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

- Lei n.º 99/2003 de 27 Agosto (Aprova o Código do Trabalho).


- Decreto-lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. Transpõe a Directiva 2001/45/CE que recomenda as
prescrições mínimas de segurança e saúde para a utilização de equipamentos de trabalho.(Revoga o
Decreto-lei nº 82/99 de 16 de Março).
- Decreto-Lei n.º 26852, de 30 de Julho de 1936 - Aprova o Regulamento de Licenças para instalações
eléctricas (nº 7 do artigo 41º foi revogado pelo Decreto-Lei nº 131/87, de 17 de Março e alterado
pelo Decreto-Lei nº 446/76, de 5 de Junho e pela Portaria nº 344/89, de 13 de Maio).
- Portaria nº 37/70, de 17 de Janeiro, alterado pela Declaração DR 42/70, de 19 de Fevereiro - Aprova
as instruções para os primeiros socorros em acidentes pessoais produzidos por correntes eléctricas e,
igualmente, aprova o modelo oficial das referidas instruções para afixação obrigatória nas
instalações eléctricas, sempre que o exijam os regulamentos de segurança respectivos (revoga a
Portaria nº 17653 e, bem assim as instruções por ela aprovadas).
- Decreto Regulamentar nº 90/84, de 26 de Dezembro - Regulamento de Segurança das Redes de
Distribuição da Energia Eléctrica em Baixa Tensão.
- Decreto-lei nº 182/2006 de 6 de Setembro - Transpõe a Directiva Nº 2003/10/CE, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro, relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde em
matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído.
- Decreto-lei nº 4/2007, de 8 de Janeiro (3ª Alteração ao DL nº 113/93, de 10 de Abril, que transpõe
para a ordem jurídica interna a Directiva nº 89/106/CEE, do Conselho, de 21 de Dezembro de 1988,
e aproxima as legislações dos estados membros no que se refere aos processos de construção).
- Portaria nº 949-A/2006, de 11 de Setembro - Aprova as Regras Técnicas das Instalações Eléctricas
de Baixa Tensão (anula o Decreto-Lei nº 740/74, de 26 de Dezembro).

Diversos:
- Contrato Colectivo de Trabalho Vertical aplicável às empresas que se dedicam à actividade da
construção civil e obras públicas.
- Regulamento n.º 27/99-R de 8 de Novembro de 1999 do Instituto de Seguros de Portugal (Apólice
uniforme do seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem).
Nos casos aplicáveis deverá ainda considerar-se o seguinte:
Trabalhos na área municipal de … (se existente):
- Edital da Câmara Municipal de … nº … de … (Regulamento Municipal …).

Trabalhos em estradas da jurisdição da EP:


- Manual de Sinalização Temporária (1997) da Junta Autónoma de Estradas – Tomo I e Tomo II
Utilização de explosivos, produtos químicos, etc.:
- Decreto-lei nº 376/84 de 30 de Novembro (Aprova o Regulamento sobre o Licenciamento dos
Estabelecimentos de Fabrico e de Armazenagem de Produtos Explosivos, o Regulamento sobre o
Fabrico, Armazenagem, Comércio e Emprego de Produtos Explosivos e o Regulamento sobre
Fiscalização de Produtos Explosivos).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

- Decreto-lei nº 265/94 de 25 de Outubro (Transpõe a Directiva n.º 93/15/CEE, do Conselho, de 5 de


Abril, relativa à harmonização da legislação sobre explosivos para utilização civil).
- Decreto-Lei n.º 139/2002 de 17 de Maio (Aprova o Regulamento de Segurança dos Estabelecimentos
de Fabrico e de Armazenagem de Produtos Explosivos e revoga o Decreto-Lei n.º 142/79, de 23 de
Maio, e as Portarias n.º 29/74, de 16 de Janeiro, 831/82, de 1 de Setembro, e 506/85, de 25 de
Julho).
- Decreto-Lei n.º 87/2005 de 23 de Maio (Altera o Decreto-Lei n.º 139/2002 de 17 de Maio).
Até 11 (onze) dias após a consignação, o Empreiteiro deverá organizar uma compilação (dossier)
devidamente identificado, que contenha de forma organizada um índice do seu conteúdo e cópia da
legislação e regulamentação aplicável, nomeadamente a acima referida, mantendo esta actualizada
e permanentemente disponível no estaleiro da empreitada para consulta sempre que necessário.

2.6 HORÁRIO DE TRABALHO


Antes do início dos trabalhos, o Empreiteiro deverá submeter à aprovação do Município de Porto de
Mós o horário de trabalho que pretende utilizar no decorrer da empreitada.

Nos termos da legislação em vigor o Empreiteiro deverá patentear no estaleiro, durante todo o
período de intervenção na obra, em local bem visível, o horário de trabalho em vigor enviado à IGT.

No estabelecimento do horário de trabalho deverá o Empreiteiro ter em conta o período do ano em que
os trabalhos decorrem, não devendo em caso algum ser permitido o trabalho em locais com um nível de
iluminação insuficiente. O Empreiteiro tomará todas as medidas necessárias para impedir a laboração
fora do referido horário e/ou sem as condições acima referidas, relativamente a todos os trabalhadores
da empreitada (incluindo os dos Subcontratados), sendo da sua inteira responsabilidade o não
cumprimento de tal por qualquer dos seus trabalhadores presentes no estaleiro, incluindo os dos seus
Subempreiteiros.

Para a realização de trabalhos fora dos períodos previstos no horário de trabalho em vigor, o Empreiteiro
terá que solicitar autorização prévia ao Município de Porto de Mós, expressando neste pedido que o
pedido cumpre com a legislação em vigor nomeadamente quanto ao tempo de trabalho dos
trabalhadores envolvidos. Deverá ainda registar esses trabalhos no Livro de Registo de Trabalho
Suplementar que o Empreiteiro deverá organizar nos termos previstos no Código do Trabalho e manter
actualizado. Quando o Município de Porto de Mós entenda justificar-se poderá não autorizar a
realização de trabalhos fora do horário previsto ou determinar a suspensão do trabalho fora do horário
normal.

O Empreiteiro arquivará no anexo 6, cópia de todos os horários de trabalho utilizados na empreitada


incluindo os comprovativos da sua entrega ou envio à ACT, notando sobre os mesmos os períodos de
validade e os pedidos de realização de trabalho suplementar e respectivas autorizações devidamente
assinadas pelo Município de Porto de Mós.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

2.7 CONTROLO DE SUBCONTRATADOS


Sem prejuízo de o Empreiteiro ter de organizar em arquivo separado o registo previsto no n.º 1 do
Art.º 21.º do DL 273 e assegurar e controlar que cada empregador organize o registo previsto no n.º
2 dos mesmos artigo e Decreto-Lei, o Empreiteiro deverá também, atendendo ao n.º 4 do art.º 8.º do
Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro, efectuar o controlo de todos os
subempreiteiros/subcontratados que permaneçam no estaleiro mais de 24 (vinte e quatro) horas,
registando e mantendo permanentemente actualizado esse controlo utilizando para o efeito o modelo
cmpm_05 (Controlo subempreiteiros) incluído no anexo 1 deste PSS.

O Empreiteiro deverá incluir em todos os subempreiteiros/subcontratados, cláusulas específicas sobre


o presente plano de segurança e saúde, e todas as obrigações decorrentes deste relativamente aos
subempreiteiros/subcontratados. Deverá em particular fazer referência nesses subcontratos à
apresentação de toda a documentação exigida neste PSS, nomeadamente, especificação do alvará do
subempreiteiro/subcontratado, caso aplicável, (número, categoria e subcategorias que interessam em
função do tipo de intervenção), apólices de seguros de acidentes de trabalho de acordo com o referido
a seguir, exames médicos de todos os trabalhadores, clarificação sobre a quem compete o
fornecimento aos trabalhadores dos Equipamentos de Protecção Individual (EPI) de uso permanente e
os de uso temporário (em particular, quando se trate de subcontratados de cedência de mão-de-
obra), etc..

Em anexo ao modelo acima referido deverá também o Empreiteiro juntar o organograma da cadeia de
subcontratação num formato do tipo do indicado em anexo a esse modelo cmpm_05 e respectivos
alvarás (de construção ou outros) ou títulos de registo. Estes registos e seus anexos, deverão ser
arquivados no anexo 7 deste PSS.

2.8 SEGUROS DE ACIDENTES DE TRABALHO


Antes de iniciados os trabalhos e atendendo à legislação aplicável, o Empreiteiro comprovará ao
Município de Porto de Mós, a existência, a adequabilidade e a validade das apólices de seguro
exigidos contratualmente, particularmente, os seguros de acidentes de trabalho que deverão ter
cobertura para obras públicas e para o território onde se localiza a obra. Estas apólices deverão conter
cláusula pela qual a entidade seguradora se compromete a mantê-la válida até à conclusão da
empreitada ou até ao final previsto da intervenção nesta empreitada, caso se trate de Subcontratados,
que permaneçam no estaleiro em apenas alguns períodos.

Caso as apólices de seguro de acidentes de trabalho sejam do tipo sem nomes, o Empreiteiro deverá
assegurar o controlo e registo mensal das folhas de vencimentos apresentadas à segurança social e à
entidade seguradora onde constem os trabalhadores afectos à empreitada em causa.

É responsabilidade do Empreiteiro verificar e garantir que todos os trabalhadores da empreitada,


incluindo os dos seus Subempreiteiros, estão cobertos por seguros de acidentes de trabalho válidos e
com as mesmas coberturas de acordo com o acima referido.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Relativamente aos Subempreiteiros, o Empreiteiro poderá apresentar, em alternativa às apólices,


declarações emitidas pelas respectivas entidades seguradoras desde que estas possuam data não
anterior a 6 (seis) meses em qualquer momento, estejam devidamente assinadas por pessoa da entidade
seguradora cujo nome e cargo deverão ser explicitamente indicados e contenham toda a informação
acima referida (tipo de seguro, validade, coberturas, etc.), incluindo a expressão no final “O signatário
possui poderes bastantes para prestar esta declaração em nome de <<entidade seguradora>>”.

O Empreiteiro procederá ao controlo e registo das apólices de seguros de acidentes de trabalho pela
utilização do modelo cmpm_06 (Controlo_seguro_acidentes_trabalho) incluído no anexo 1 deste PSS
que se apresenta a seguir.

Esse registo dos seguros de acidentes de trabalho será verificado e actualizado periodicamente (pelo
menos, mensalmente) pelo Empreiteiro, de forma a garantir em contínuo que todos os trabalhadores da
empreitada estão cobertos por seguro válido e adequado ao tipo de intervenção. Em caso algum é
permitida a permanência no estaleiro de pessoas não cobertas por seguro de acidentes de trabalho
válido.

O Empreiteiro arquivará no anexo 8, toda a informação que comprove que todos os trabalhadores
presentes no estaleiro estão cobertos por seguro de acidentes de trabalho válido, nomeadamente, o
modelo referenciado devidamente preenchido, incluindo cópias das apólices (ou declarações acima
referidas), os comprovativos de pagamento ou validade e, caso aplicável, as cópias das folhas de
vencimentos acima referidas.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

3 - CARACTERIZAÇÃO DA EMPREITADA
Na presente parte do PSS integra-se uma caracterização genérica dos trabalhos da empreitada,
identificam-se condicionantes e riscos especiais e registam-se algumas situações sobre a realização da
empreitada.

Os elementos aqui incluídos devem ser considerados pelos intervenientes nos processos de
preparação, planeamento e execução da empreitada, que deverão avaliar e implementar as medidas
de prevenção consideradas necessárias e adequadas.

3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA EMPREITADA

A empreitada “NOME DA EMPREITADA” compreende de uma forma sumária os seguintes trabalhos:

3.2 MAPA DE QUANTIDADES TRABALHO


Os trabalhos incluídos na presente empreitada são os que estão definidos no projecto e no Mapa de
Quantidades de Trabalho (MQT) que serve de base ao concurso, onde se listam de uma forma
organizada os tipos e principais características dos trabalhos a realizar constituindo uma boa ajuda
para uma melhor percepção e identificação dos riscos envolvidos, e assim definirem-se os trabalhos
que deverão merecer maior atenção nomeadamente para efeitos de preparação dos planos de
monitorização e prevenção referidos na secção seguinte deste PSS.

O Empreiteiro, a Fiscalização e o R-CSO deverão efectuar a análise desse MQT e avaliar os trabalhos e
materiais que oferecem maiores riscos, quer pela própria natureza, quer pelo efeito de repetitividade
ou outro, em complemento do definido neste PSS.

3.3 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL


Sem prejuízo de outros que o Empreiteiro, a Fiscalização e o R-CSO deverão verificar, identificam-se
desde já como maiores condicionalismos existentes no local e no meio envolvente que, directa ou
indirectamente, podem prejudicar ou condicionar os trabalhos no estaleiro, os seguintes, por exemplo:

 proximidade de habitações;

 proximidade das instalações em funcionamento da junta de freguesia e do centro de saúde


(circulação diária de pessoas próxima do local da empreitada);

 linhas eléctricas aéreas;

 tráfego automóvel.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Na preparação e planeamento dos trabalhos, o Empreiteiro deverá ter em consideração esses


condicionalismos identificados, assim como outros que venha a detectar na fase de execução, e planear e
implementar todas as medidas necessárias à prevenção de acidentes face aos riscos associados.
O Empreiteiro deverá ter em conta as interferências dos trabalhos a executar com o tráfego local, como tal,
deve implementar as regras de sinalização temporárias necessárias, assim como garantir o mínimo de
interferência entre os diversos trabalhos e a via pública.

O Empreiteiro deverá ter em conta a proximidade de habitações, pelo que deverá manter os níveis de ruído
e os horários de trabalho dentro do exigido pela legislação vigente, manter e organizar a circulação de
forma a garantir os acessos às habitações em condições de utilização das mesmas.

Caso se verifique a implementação de uma grua na empreitada, além do fornecimento de toda a


documentação inerente a este equipamento, é necessário proceder à justificação técnica do seu local de
instalação tendo em conta a natureza da obra e a existência de infra-estruturas, nomeadamente eléctricas
aéreas. Neste seguimento, deverá ser prevista a utilização de limitadores para que não haja qualquer
interferência no raio de acção da grua com as referidas infra-estruturas.

Para a realização de trabalhos que possam interferir com serviços afectados, o Empreiteiro deverá, antes de
iniciar os trabalhos, localizar todos os serviços e manter, em coordenação com a Fiscalização, um contacto
permanente com as entidades concessionárias dos eventuais serviços existentes. Importa assegurar que
eventuais remoções e/ou reinstalações de serviços sejam executadas de forma a evitar acidentes de
trabalho durante a execução da empreitada.

O Empreiteiro arquivará no anexo 9, todos os registos relativos à identificação dos condicionalismos


existentes no local, incluindo as acções implementadas.

3.4 PLANO DE TRABALHOS


É responsabilidade do Empreiteiro preparar e apresentar o Plano de Trabalhos para a empreitada,
conforme previsto no Caderno de Encargos.

Nos períodos de maior concentração de trabalhos o risco de ocorrência de acidentes de trabalho ou


doenças profissionais é mais elevado. O Plano de Trabalhos deve ser preparado de forma a que não
sejam realizados simultaneamente trabalhos que se considerem incompatíveis ou que a sua execução em
paralelo seja geradora de riscos acrescidos aos que estão associados à sua execução em separado.

Sem prejuízo do previsto no Projecto de Execução e no Caderno de Encargos, o Plano de Trabalhos


deve ser submetido à apreciação do Dono de Obra, não podendo o mesmo ser aprovado sem parecer
favorável desta através da aposição de assinatura e data de aprovação.

O Plano de Trabalhos deve ser alterado / ajustado sempre que por questões de segurança e/ou saúde
dos trabalhadores se considere justificável. A Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra pode
solicitar ao Empreiteiro, sempre que entenda conveniente, as alterações e/ou ajustes ao Plano de
Trabalhos que entenda necessárias, nomeadamente as que se justifiquem pela realização de trabalhos
no âmbito de outras empreitadas da mesma obra ou empreendimento.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Sempre que se justifique, deverão ser elaborados planos parciais (mensais, quinzenais, semanais, ou
outros períodos) que, extraídos do plano de trabalho geral, permitam uma pormenorização mais
adequada para a sua realização e identificação e prevenção de riscos.

O Empreiteiro arquivará no anexo 10 todos os Planos de Trabalhos aprovados (incluindo os parciais)


ou incluirá nesse anexo, uma referência do arquivo onde se encontram.

3.5 PLANO E CRONOGRAMA DA MÃO-DE-OBRA


Conjuntamente com o Plano de Trabalhos, o Empreiteiro apresentará, atendendo ao previsto no Caderno
de Encargos, o cronograma de mão-de-obra que indique por semana os valores previstos das cargas de
mão-de-obra expressas em Pessoas (Plano de mão-de-obra) e Pessoashora (cronograma de mão-de-
obra), assim como os valores acumulados.

O Plano de mão-de-obra deve ser apresentado em gráfico de barras verticais com escala à esquerda,
sendo o comprimento das barras proporcional ao valor da carga de mão-de-obra da semana
correspondente. O Cronograma de mão-de-obra deverá ser apresentado sobre o mesmo gráfico de
barras mas em gráfico de linha com escala à direita.

O planeamento dos trabalhos deve ser feito evitando, tanto quanto possível, grandes variações nas cargas de
mão-de-obra. Os períodos a que correspondam maiores afectações de mão-de-obra devem ser objecto de
análise e de um maior controlo de forma a garantir condições adequadas de segurança no trabalho.

A Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra poderá também solicitar ao Empreiteiro a


elaboração de planos e cronogramas de mão-de-obra por categorias profissionais e/ou frentes de
trabalho, devendo estes serem apresentados no prazo máximo de 5 (cinco) dias após a solicitação.

Para além dos planos e cronogramas de mão-de-obra realizados com base no Plano de Trabalhos aprovado, o
Empreiteiro registará e apresentará ao CSO mensalmente até ao último dia útil da semana seguinte, de modo
equivalente e sobre aqueles planos e cronogramas, as cargas de mão-de-obra reais (Pessoas e Pessoashora)
verificados nos meses anteriores em cor diferente do traçado correspondente ao previsto.

O Empreiteiro arquivará esses registos no anexo 10, conjuntamente com os planos de trabalhos.

3.6 TRABALHOS COM RISCOS ESPECIAIS


A empreitada “ NOME DA EMPREITADA” inclui diversos trabalhos com riscos especiais para a segurança e
saúde dos trabalhadores, particularmente os previstos nas alíneas (definir as alíneas corretas de acordo
com os riscos) do Art.º 7.º do DL 273.

Sem prejuízo de outros que o Empreiteiro, a Fiscalização / Coordenador de Segurança da Obra


venham a identificar, apresenta-se no quadro seguinte uma lista não exaustiva de trabalhos que
envolvem riscos especiais para a segurança e saúde dos trabalhadores, incluindo uma identificação
destes e avaliação do nível de risco em causa.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

LISTA NÃO EXAUSTIVA DE TRABALHOS COM RISCOS ESPECIAIS


Risco (*)
Trabalhos com riscos especiais Riscos potenciais
B M A
- Soterramento *
- Queda de altura de pessoas *
- Queda de objectos *
Escavação
- Atropelamento ou esmagamento na manobra dos
veículos e máquinas *
- Capotamento ou derrapagem dos veículos ou máquinas *
- Capotamento *
Movimentação de terras - Colisão *
- Esmagamento *
- Queda de objectos *
Manuseamento de cargas em altura - Esmagamento *
- Electrocussão *
Circulação de viaturas no estaleiro e - Atropelamento *
instalações de acesso - Acidentes de viação *
- Quedas em altura *
Trabalhos em altura - Queda de objectos *
- Colapso das plataformas de trabalho *
- Explosão extemporânea ou acidental *
Utilização de explosivos - Projecções *
- Intoxicação *
- Quedas em altura *
Montagem de instalações electromecânicas - Queda de objectos *
- Esmagamento *
- Quedas em altura *
Instalação e Manutenção de equipamentos - Queda de objectos *
de grande porte (gruas…) - Embate de equipamentos *
- Electrocussão *
- Queda em altura *
- Queda de componentes da estrutura *
Montagem e desmontagem de estruturas
- Queda de objectos/equipamentos *
metálicas provisórias
- Esmagamento *
- Instabilidade dos apoios *
- Queda de objectos *
Trabalhos de demolição
- Queda em altura *
- Queda em altura *
- Entalamentos *
Cofragem e descofragem
- Esmagamento *
- Contusões *
- Queda ao mesmo nível *
- Electrocussão *
Betonagem
- Perfurações *
- Dermatoses *
- Queda de objectos *
- Entalamentos *
Movimentação e montagem de elementos
- Esmagamentos *
Pré-Fabricados
- Cortes *
- Perfurações *
- Electrocussão *
Riscos eléctricos/Soldadura - Incêndio *
- Queimaduras *
(*) Avaliação dos Riscos: B = Baixo; M = Médio; A = Alto

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Como medidas para prevenir estes riscos especiais, preconiza-se a preparação para cada um desses
trabalhos de planos de monitorização e prevenção (de acordo com o previsto na secção seguinte), os
quais deverão ser elaborados pelo Empreiteiro tendo em conta o processo construtivo e métodos de
trabalho que venha a empregar. Na elaboração desses planos, os riscos especiais acima identificados
e bem assim o nível de avaliação associado, deverão ser tidos em conta na definição das medidas
preventivas. O Município de Porto de Mós deverá aprovar esses planos antes de iniciados os
respectivos trabalhos.

3.7 MATERIAIS COM RISCOS ESPECIAIS


A utilização de materiais, produtos substâncias e preparações perigosas (genericamente aqui designados
por materiais) deve ser objecto de uma adequada avaliação dos riscos e definidas as respectivas medidas
preventivas.

A empreitada “N
NOME DA EMPREITADA” inclui também materiais com riscos especiais para a segurança e
saúde dos trabalhadores. Sem prejuízo de outros que o Empreiteiro, Fiscalização/Coordenador de
Segurança em Obra venha(m) a identificar, apresenta-se no quadro seguinte uma lista não exaustiva de
materiais que envolvem riscos especiais para a segurança e saúde dos trabalhadores.

LISTA NÃO EXAUSTIVA DE MATERIAIS COM RISCOS ESPECIAIS


Materiais com riscos especiais Riscos potenciais
Pele: Dermatose, Carcinoma
Cimento, betões e argamassas Olhos: irritação
Problemas respiratórios
Intoxicação
Tonturas e náuseas
Tintas, vernizes, resinas e solventes Irritações cutâneas
Inflamação dos olhos
Incêndio
Queimaduras
Combustíveis Intoxicação
Incêndio e Explosão
Aço Pele: acção oxidante e tétano
Problemas respiratórios
Aerossóis
Carcinoma
Pele: Dermatoses, Queimaduras e desidratação
Cal
Olhos: Conjutivite
Silicose
Inertes e material de escavação
Inflamação dos olhos

Para os materiais referidos e para todos os outros que o Empreiteiro, a Fiscalização / Coordenador de
Segurança da Obra venham a identificar, o Empreiteiro definirá, atendendo às características dos
materiais e aos processos de manuseamento e acondicionamento, as medidas preventivas adequadas
para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores, integrando estas medidas nos respectivos
planos de monitorização e prevenção adiante referidos.

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Genericamente, para todos os materiais e equipamentos incorporáveis, o Empreiteiro terá em


consideração as características dos mesmos e atenderá às indicações contidas nos rótulos das
embalagens e nas respectivas fichas técnicas, que deverão sempre solicitar aos respectivos
fabricantes ou fornecedores antes da recepção dos materiais ou dos equipamentos no estaleiro.

Nota-se que não pode ser descurada a atenção a produtos perigosos de utilização indirecta, como
sejam os combustíveis, tanto no que se refere ao seu acondicionamento, como na sua utilização.

3.8 FASES DE EXECUÇÃO DA EMPREITADA


O Empreiteiro deverá planear os trabalhos da empreitada de forma a assegurar que a mesma seja
executada em condições de segurança, para o que deve identificar previamente as fases de execução
e as prioridades das mesmas, assim como as incompatibilidades de execução simultânea face aos
riscos que daí decorrem.

Com a definição prévia das fases de execução da empreitada pretende-se identificar objectivamente, e
eliminar os potenciais riscos resultantes de um incorrecto planeamento dos trabalhos.

Todos os trabalhos, particularmente os previstos na subsecção acima relativa aos trabalhos com riscos
especiais, devem ser planeados e executados para que o faseamento da execução dos mesmos não
seja gerador de situações de risco potencial de acidentes de trabalho e/ou de situações desfavoráveis
à saúde dos trabalhadores.

O Empreiteiro arquivará os documentos relativos à definição das fases de execução da empreitada no


anexo 10.

3.9 PROCESSOS CONSTRUTIVOS E MÉTODOS DE TRABALHO


O Empreiteiro antes da realização de qualquer trabalho, identificará os processos construtivos e métodos
de trabalho que vai utilizar, os riscos associados e as medidas preventivas que prevê implementar.

Quando os processos construtivos e/ou métodos de trabalho a utilizar não sejam os tradicionais,
apresentem níveis de complexidade não habitual ou de risco elevado, ou ainda quando a Fiscalização /
Coordenador de Segurança em Obra solicitar, o Empreiteiro para além dos Planos de Monitorização e
Prevenção (referidos na secção seguinte), preparará previamente Instruções de Trabalho (também
designados por procedimentos de trabalho ou procedimentos de execução) que submeterá à
aprovação do Município de Porto de Mós.

As Instruções de Trabalho são documentos que devem especificar para cada actividade o seu modo
operatório, isto é o modo como é realizada, devendo conter no corpo do mesmo ou em anexo, sempre
que necessário, fluxogramas do processo de execução com identificação dos pontos de controlo e
ainda elementos desenhados esclarecedores desse processo de execução. Pretendem servir de base à
identificação e avaliação de riscos envolvidos na sua execução e à definição das medidas preventivas a
implementar para eliminar ou reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes de trabalho e/ou
doenças profissionais.

O Empreiteiro arquivará todas as Instruções de Trabalho preparadas no anexo 11.

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4 AÇÕES PARA A PREVENÇÃO DE RISCOS


As acções a empreender na realização dos trabalhos da empreitada “NOME DA EMPREITADA” para a
prevenção de riscos devem ser objecto de planeamento prévio que resultará na preparação de um
conjunto de projectos, planos e procedimentos relativos à segurança e saúde.

Nesta secção são definidas as regras/especificações a atender para essa preparação, que se considera
necessário desenvolver e implementar na fase de execução da empreitada para a prevenção dos
riscos associados à realização dos trabalhos.

4.1 AVALIAÇÃO DE RISCOS

A avaliação de riscos profissionais está prevista legalmente, conforme consta na alínea c) do nº 3 do


Artigo 272º da Lei nº 99/2003 de 27 de Agosto.

Apresenta-se a título exemplificativo o seguinte quadro:

 Redes elétrica e telefónica (aéreas ou subterrâneas)


Riscos Medidas de prevenção

Electrocussão Definir e remarcar redes enterradas

Incêndio Proteger redes aéreas ou levantá-las

Queimaduras Verificar as distâncias à rede

Contacto com as linhas aéreas Sinalização

Transferência de linhas telefónicas, se necessário

Informação e formação

Protecção individual

4.2 PROJETO DO ESTALEIRO


O Empreiteiro deverá elaborar o Projeto do Estaleiro apresentando-o posteriormente para aprovação
da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra.

Por Estaleiro entende-se os locais onde se efectuam os trabalhos de construção propriamente ditos,
bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos.

Na elaboração desse Projecto deverá ser seguida a legislação e regulamentação específica aplicável,
nomeadamente a indicada na secção 2, e no caso de o Estaleiro ocupar total ou parcialmente vias públicas,
deverá também ser tido em conta o Regulamento de Sinalização de Trânsito, incluindo eventuais
regulamentos municipais existentes que o Empreiteiro deverá verificar da sua existência.

Sem prejuízo da legislação e regulamentação aplicável que estabelecem valores limite inferiores ou
superiores, o Projecto do Estaleiro tem que cumprir as regras indicadas neste PSS, assim como outras
que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra determine.

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O Projecto do Estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas e


desenhadas, a implantação e características das instalações de apoio à execução dos trabalhos
incluindo os cálculos (estabilidade ou outros), quando necessário ou exigido pelo Dono de Obra dos
equipamentos de apoio fixos, das infra-estruturas provisórias e de todos os outros elementos que as
características dos trabalhos, os processos construtivos e métodos de trabalho a utilizar determinarem.

Devem ser identificados e definidos, todos os elementos necessários a instalar e planear a sua
organização e arrumação de forma a reduzir ao mínimo os percursos internos e optimizar a
operacionalidade.

Sem prejuízo do regulamentado, o(s) Projecto(s) do(s) Estaleiro(s) deverá(ão) respeitar, quando
aplicável, os aspectos a seguir referidos, considerando-se para todos os efeitos os respectivos custos
de preparação e implementação incluídos no preço da proposta do empreiteiro.

VEDAÇÕES

Nos termos da alínea i) do Art.º 20.º do DL 273, o Empreiteiro obriga-se a tomar as medidas necessárias para
que o acesso a todas as áreas do Estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas, devendo para tal cumprir e
fazer cumprir pelos seus Subempreiteiros com toda a legislação aplicável e no presente PSS, seguindo ainda as
indicações que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra venham a determinar.

O Projecto do Estaleiro identificará a implantação das vedações e as respectivas características, tendo


em conta que, sempre que possível, deverão impedir fisicamente a entrada de pessoas não
autorizadas.

Sempre que o Estaleiro se situe numa área urbana onde haja circulação pedonal, as vedações devem
ter pelo menos 2 (dois) metros de altura e serem constituídas por material opaco. Essas vedações
deverão satisfazer eventuais regulamentos municipais aplicáveis, podendo ser dotadas de aberturas,
com o objectivo de permitir aos transeuntes a observação da obra do exterior, as quais terão
dimensão, espaçamento e localização adequadas para o efeito, e constituídas de forma a não
apresentarem riscos de ferimentos para os transeuntes. Essas aberturas deverão ser aprovadas pelo
Município de Porto de Mós.

Tratando-se de trabalhos “lineares” (por exemplo, redes de águas, esgotos, eléctricas,


telecomunicações, etc.), onde haja ou se preveja circulação pedonal e/ou automóvel, a vedação
poderá ser constituída por redes ou barreiras (metálicas, polietileno, ou outras) de cor aberta (laranja,
vermelho) com altura mínima de 1,00 m, não sendo permitido a utilização de “fitas” para este efeito e
devendo as entradas nessas áreas ser devidamente protegidas e fechadas para evitar o acesso de
pessoas não autorizadas. Esse fecho deverá ser efectuado de forma a não permitir a sua abertura
fácil, designadamente no final de cada dia de trabalho e dias de não laboração. Essa vedação deverá
ainda ser reforçada nos pontos onde haja o risco de choque de veículos contra a mesma
(designadamente, na proximidade de curvas). Esse reforço deverá ser constituído por elementos
físicos com massa suficiente aos eventuais choques dos veículos (por exemplo, recorrendo a PMB –
perfis móveis de betão, ou outros). Ao longo de toda a vedação deverá ser prevista sinalização
adequada tendo em conta o plano de sinalização adiante referido.

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Em qualquer dos casos, todas as entradas do Estaleiro deverão obrigatoriamente conter a sinalização
de segurança de acordo com o Plano de Acesso, circulação e sinalização adiante referido. Sempre que
estiverem abertas deverá existir no local, Guarda que proceda ao controlo das entradas, de forma a
assegurar que o acesso ao Estaleiro seja reservado apenas a pessoas autorizadas.

DORMITÓRIOS

Não são autorizados dormitórios no estaleiro.

INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

O Empreiteiro deverá disponibilizar instalações sanitárias adequadas, separadas por sexos se necessário,
devidamente resguardadas das vistas e mantidas permanentemente em bom estado de limpeza e
arrumação.

No Estaleiro de apoio deverão ser previstas ainda instalações sanitárias considerando uma relação de 1:20
trabalhadores em simultâneo no Estaleiro. Na ausência de registo e justificação por parte do Empreiteiro do
número de trabalhadores em simultâneo no Estaleiro, considerar-se-á o número máximo indicado na
Comunicação Prévia.

Nas frentes de trabalho, o Empreiteiro terá que montar instalações sanitárias adequadas para
utilização dos trabalhadores, podendo as mesmas ser amovíveis. Estas instalações sanitárias devem
dispor de água permanente e no mínimo de retrete e lavatório (integradas ou em separado) em
número proporcional ao acima referido para o Estaleiro de apoio. Devem ser localizadas de forma a
que a distância a pé entre os locais de trabalho e as instalações sanitárias seja no máximo de 5
minutos.

Para a Fiscalização, deverão ser consideradas instalações sanitárias separadas e em local a decidir por
esta, com as características e elementos acima referidos na relação de 1:10 pessoas da Fiscalização
em permanência na empreitada, com o mínimo de uma instalação sanitária reunindo essas condições.

REFEITÓRIO E COZINHA

Todos os trabalhadores terão que dispor diariamente de condições para tomar as suas refeições, em
locais e ambiente adequados, podendo adoptar-se uma ou mais das seguintes soluções: proporcionar
condições para os trabalhadores tomarem as suas refeições em restaurantes nas proximidades (1.ª
opção); instalar refeitórios e respectivas cozinhas (2.ª opção); criar espaços para toma de refeições
com condições adequadas (3.ª opção).

O Empreiteiro deverá indicar e registar o número de trabalhadores para cada uma das opções
adoptadas de entre as acima indicadas (N1, N2 e N3, respectivamente para trabalhadores que tomam
refeições em restaurantes, nos refeitórios do Estaleiro e outros espaços criados para o efeito),
cobrindo o número máximo de trabalhadores indicados na Comunicação Prévia e tendo em conta as

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interrupções para refeições de acordo com o horário de trabalho aprovado e a simultaneidade de


trabalhadores para tomarem as refeições (Ns). Na ausência de indicação do número indicado para Ns,
ou não aceitação de justificação por parte da Fiscalização, considera-se Ns igual ao número máximo de
trabalhadores indicado na Comunicação Prévia.

A criação de espaços para toma de refeições (3.ª opção) poderá ser considerada apenas em casos
devidamente justificados pelo Empreiteiro e aceites pelo Município de Porto de Mós, designadamente,
a pedido de grupos de trabalhadores, apresentado por escrito pelos representantes dos trabalhadores
na empreitada, ou quando a distância das frentes de trabalho aos refeitórios não permita dispor de no
mínimo 30 minutos de permanência dos trabalhadores nestes, tendo em conta o período de descanso
previsto no horário de trabalho para a refeição e a deslocação dos trabalhadores em viaturas a
disponibilizar pelo Empreiteiro. A criação desses espaços será contudo obrigatória quando não for
exigível a instalação de refeitórios de acordo com as condições a seguir referidas para estes.

Esses espaços para toma de refeições deverão ser sempre cobertos e, sempre que necessário,
protegidos das intempéries pelo menos nos lados de ventos predominantes, designadamente nos em
períodos de chuvas. Deverão dispor de mesas e assentos em número igual ao dos trabalhadores que
em simultâneo os utilizam, e deverão ser dotados de condições e meios para os trabalhadores
prepararem as suas refeições, designadamente água em quantidade suficiente.

A instalação de refeitórios e respectivas cozinhas é obrigatória sempre que (Ns-N1-N3)>50 trabalhadores,


devendo estes ser cobertos e abrigados das intempéries, dotados de água potável e dispondo de mesas e
bancos em quantidade adequada ao número de trabalhadores que tomem as suas refeições em simultâneo.
Junto aos refeitórios deverá existir uma zona de cozinhas com chaminés e pias com água potável em
quantidade adequada ao número de trabalhadores, onde estes possam preparar e/ou apenas tomar as suas
refeições. Tanto os refeitórios como as cozinhas, devem dispor de portas de abrir para o exterior e meios de
combate a incêndios adequados e em número suficiente.

Os refeitórios e as cozinhas a instalar no Estaleiro respeitarão as seguintes condições, considerando


como utilizadores todos os trabalhadores que tomam as suas refeições nos refeitórios:
Pé-direito mínimo ● 2,60 m

Lavatórios ● 1 unidade por 10 utilizadores

Urinóis ● 1 unidade por 20 utilizadores

Retretes ● 1 unidade por 20 utilizadores

Área mínima de portas e janelas ● 1/10 da área do pavimento com um raio livre mínimo no exterior de 2,00 m
medido a partir do eixo de cada abertura

As cozinhas deverão dispor de meios para preparação das refeições. Caso se instalem botijas de gás
industrial estas devem ser localizadas no exterior em compartimento devidamente protegido e fechado
(com chave) mas devidamente arejados, por exemplo, com portas de rede metálica. Quando estes
compartimentos sejam construídos “colados” a outras instalações deverá interpor-se uma “barreira”
constituída por material com massa adequada para absorver impactos resultantes de eventuais
explosões. O Empreiteiro deverá ainda inspeccionar estas instalações pelo menos mensalmente,
registando o resultado de tais inspecções.

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ARMAZÉNS DE MATERIAIS

Todos os materiais e equipamentos de pequena dimensão e/ou que possam deteriorar-se ao ar livre
devem ser adequadamente organizados e arrumados em zonas de armazenamento fechadas. Os
materiais perigosos devem ser separados dos restantes e devidamente resguardados e identificados.
Poderão ainda ser consideradas áreas específicas para materiais e/ou equipamentos segregados. Não
é permitido o armazenamento de combustíveis no estaleiro.

FERRAMENTARIA

As ferramentas e equipamentos de pequena dimensão devem ser guardados diariamente em zonas


destinadas para o efeito e devidamente fechadas.

ESTALEIRO DE PREPARAÇÃO DE ARMADURAS

No Estaleiro de preparação de armaduras, caso exista, devem ser previstas áreas organizadas para:
depósito dos varões de aço, organizado por baias para separação de varões por diâmetros; corte dos
varões de aço; depósito de desperdícios; dobragem dos varões de aço; depósito de varões de aço
dobrados; área de pré-fabrico de armaduras.

ESTALEIRO DE PREPARAÇÃO DE COFRAGENS

No Estaleiro para preparação de cofragens, caso exista, devem ser previstas áreas organizadas para:
depósito de materiais para cofragens; depósito de painéis de cofragem pré-fabricados; área para
execução e reparação de cofragens; depósito de cofragens fabricadas; depósito para cofragens
usadas.

PARQUES DE PRÉ-FABRICADOS E ELEMENTOS METÁLICOS

No Estaleiro devem ser previstas áreas para colocação de pré-fabricados e elementos metálicos, as quais
devem ser planeadas de forma que as peças pré-fabricadas e os elementos metálicos, sejam arrumadas
por tipos. Essas áreas devem ser acessíveis aos veículos utilizados no seu transporte, carga e descarga.

Na área dos parques de pré-fabricados e elementos metálicos devem ser definidos caminhos de
acesso de forma a possibilitar a carga e descarga de peças com segurança tendo em conta o referido
no Plano de Acesso, Circulação e Sinalização adiante referido, devendo evitar-se grandes deslocações
dos elementos pré-fabricados, principalmente os de maior dimensão.

Caso os mesmos sejam descarregados junto das áreas onde vão ser aplicados, a sua deposição não
poderá ser feita próxima de valas ou cristas de taludes que apresente riscos de queda, soterramento ou
interferência com as vias em exploração.

Na organização destes parques, o Empreiteiro deverá considerar áreas específicas para armazenamento
de material rodoviário específico de separação (New Jersey/PMB, PMP) e de sinalização (sinais de
trânsito).

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PARQUE DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS

No Estaleiro deverá, sempre que necessário, ser prevista área de parque de equipamentos móveis
destinada a estacionamento de equipamentos de apoio sempre que não estejam a ser utilizados.

PARQUE DE VIATURAS DE PASSAGEIROS

O parque para estacionamento de viaturas de passageiros, será separado do parque de equipamentos


de apoio e deverá ser próximo da área social do Estaleiro e junto a um acesso.

PARQUES DE MATERIAIS

Os materiais destinados a aplicação posterior deverão ser depositados em locais do Estaleiro


devidamente arrumados e organizados tendo em conta as suas características e serão transportados
para os locais de aplicação pelos meios mais adequados.

REDE PROVISÓRIA DE ÁGUA

O Empreiteiro deverá elaborar o projecto da rede de água potável e respectivos pontos de


abastecimento e de distribuição (incluindo cálculos tendo em conta as capitações adequadas às
necessidades, traçado, características da montagem, tipo de tubagem e acessórios), devendo ser
acompanhado de uma memória descritiva e justificativa das soluções adoptadas.

Caso o abastecimento seja feito a partir da rede pública, deverá ser objecto de pedido junto da
entidade da área competente para o efeito. Em caso contrário, deverá assegurar o controlo mensal da
potabilidade da água através de testes apropriados efectuados por entidades ou pessoas competentes
para o efeito, registando e afixando os resultados dos mesmos. Sempre que aplicável, deverá ser
afixado junto aos pontos de distribuição e de forma bem visível, informação indicando “Água imprópria
para consumo”.

O Empreiteiro tem que garantir que no Estaleiro de apoio e em todas as frentes de trabalho em
laboração existe água potável em quantidade suficiente à disponibilidade dos trabalhadores.

REDE PROVISÓRIA DE ESGOTOS

O Empreiteiro deverá elaborar o projecto do sistema de rede de águas residuais (incluindo cálculos tendo
em conta as capitações adequadas às necessidades, traçado, características da montagem, tipo de
tubagem e acessórios) e respectivos pontos de destino, devendo ser acompanhado de uma memória
descritiva e justificativa das soluções adoptadas. Caso necessário, deverá obter a aprovação das
entidades competentes.

REDE PROVISÓRIA DE ELECTRICIDADE

O Empreiteiro deverá elaborar o projecto das instalações eléctricas (incluindo cálculos tendo em conta
as necessidades, traçado, características da montagem – enterrado e/ou aéreo, tipo de rede e

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

acessórios) e respectivos pontos de abastecimento e distribuição, devendo ser acompanhado de uma


memória descritiva e justificativa das soluções adoptadas. Deverá submeter esse projecto à aprovação
das entidades competentes e ao Dono de Obra.

Para os trabalhos que se realizarem em período nocturno ou em áreas interiores sem iluminação
natural suficiente, o projecto das instalações eléctricas deverá definir qual o sistema de iluminação a
utilizar nas frentes de trabalho e nos caminhos de acesso e circulação de viaturas e de trabalhadores,
devendo ter em conta os valores mínimos de Níveis de Iluminação (NI) das diferentes áreas de
trabalho indicados no quadro a seguir

NI NI
ESPAÇOS EXTERIORES ESPAÇOS INTERIORES
(lux) (lux)
Áreas e vias de circulação 10 Vias de circulação 40

Áreas de realização de trabalhos 40 Escadas e áreas de armazenagem 60

Áreas de trabalho em geral, vestiários, sanitários, etc. 120

Áreas fechadas afectadas a trabalho permanente 200

O empreiteiro deverá efectuar o registo das medições efectuadas nas diferentes áreas de trabalho
para comprovar os valores mínimos indicados, utilizando para o efeito um luxímetro calibrado.

VITRINA PARA AFIXAÇÃO DE INFORMAÇÃO

O Empreiteiro deverá obrigatoriamente montar no Estaleiro pelo menos uma vitrina, em local bem visível
e acessível a todos os trabalhadores, destinada a afixar documentação sobre segurança e saúde,
nomeadamente, a exigida na legislação, neste PSS e no Caderno de Encargos.

LIMPEZA E RECOLHA DE LIXOS

O Empreiteiro deverá dar especial atenção às condições de trabalho dos trabalhadores, prevendo os meios
necessários para manutenção e conservação de todas as instalações sociais e para uma adequada limpeza
de todas as zonas de passagem ou permanência dos trabalhadores, incluindo as áreas de trabalho.

Deverá também prever a recolha dos lixos em recipientes hermeticamente fechados e providenciar a
sua remoção diária. A remoção deverá, sempre que possível, ser feita pelos serviços camarários
devendo o Empreiteiro diligenciar, junto dos mesmos, tal serviço.

CIRCULAÇÕES INTERNAS

O Projecto de Estaleiro integrará a definição dos caminhos de circulação internos, devendo ser
considerado o faseamento dos trabalhos e a necessidade de acesso de viaturas pesadas.

ARQUIVO

O Empreiteiro arquivará no anexo 12, os Projectos de Estaleiro e alterações que sejam efectuadas.

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4.3 PLANO DE ACESSO, CIRCULAÇÃO E SINALIZAÇÃO


Nos termos da legislação em vigor devem adoptar-se as medidas para garantir as condições de
acesso, deslocação e circulação necessárias à segurança de todos os trabalhadores no Estaleiro,
incluindo os elementos da Fiscalização/CSO e eventuais visitantes, e transeuntes nas imediações do
Estaleiro tendo em conta a natureza, características, dimensão e localização do Estaleiro.

Conjuntamente com o Projecto do Estaleiro, o Empreiteiro deverá preparar esse Plano de Acesso,
Circulação e Sinalização tendo em conta toda a legislação aplicável e as indicações a seguir referidas.
O Plano de Acesso, Circulação e Sinalização integrará plantas que identifiquem o Estaleiro (incluindo todas
as áreas de trabalho), incluindo vias de acesso e outras vias rodoviárias, ferroviárias, caminhos pedonais,
etc. que eventualmente existam na proximidade ou interferindo com o próprio Estaleiro.

Na preparação desse Plano deverá ser considerado o seguinte:


 Identificar todos os acessos ao Estaleiro (viaturas e pessoas);
 Tomar as medidas necessárias para que o acesso ao Estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas, não
devendo ser permitido em caso algum o atravessamento do Estaleiro por pessoas estranhas à obra;
 Prever a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de
viaturas no Estaleiro;
 Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os
materiais e equipamentos utilizados no Estaleiro;
 Os caminhos de circulação de veículos pesados devem, antes de utilizados, ser regularizados e
compactados de forma a possuírem a capacidade portante necessária, sem que apresentem
deformações excessivas;
 Os caminhos de terra batida no tempo seco devem ser regularmente regados de forma a evitar o
levantamento de pó, e no tempo de chuvas, devem ser espalhados materiais adequados para
evitar a criação de lamas;
 Todas as entradas no Estaleiro têm que ser sinalizadas proibindo a entrada a pessoas estranhas à
obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do
Estaleiro (no mínimo, capacete e botas com palmilha e biqueira de aço);
 No Estaleiro a delimitação das áreas de circulação pedonal deverá ser feita, sempre que possível e
necessário, através de redes de polietileno cor laranja com o mínimo de 1,00 m de altura, sendo que a
utilização de “fitas” apenas poderão ser aplicadas quando expressamente autorizados pelo Dono de
Obra;
 Tratando-se de trabalhos em, ou junto a, vias de circulação de viaturas automóveis, a delimitação
poderá ser feita com as redes referidas no ponto anterior ou outro método equivalente, devendo
no entanto recorrer-se a PMB (Perfis Móveis de Betão) ou PMP (Perfis Móveis de Plástico) cheios de
água, caso haja o risco de proximidade e perigosidade de eventual contacto com trabalhadores
(velocidade dos veículos, zona de curvas, etc.); a utilização dos designados Flat Cones apenas
deverá ser admitida em zonas afastadas de circulação de viaturas ou de reduzida perigosidade de
contacto com trabalhadores;

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

 Os caminhos pedonais externos devem ser identificados, protegidos e sinalizados de forma a


proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes.

A sinalização do Estaleiro deve identificar:


 Zonas perigosas ou interditas, com identificação dos perigos;
 A obrigação de uso de Equipamento de Protecção Individual (EPI), com os sinais apropriados;
 Caminhos pedonais para circulação de trabalhadores;
 Sinalização da localização dos meios de combate a incêndios;
 Localização das instalações do estaleiro de apoio.

A sinalização de zonas públicas terá que ser submetida à aprovação do Município de Porto de Mós e
também à aprovação das entidades competentes para o efeito.

Sempre que as intervenções o justifiquem, deve ser preparado um plano de sinalização específico para
o caso, definindo a sinalização necessária para garantir a segurança nos trabalhos a realizar. Estes
planos de sinalização respeitarão a regulamentação aplicável, e serão sempre sujeitos a aprovação
prévia do Dono de Obra.

O Plano de Acesso, Sinalização e Circulação deve ser estabelecido tendo em conta, nomeadamente, o
estipulado no Decreto-Lei n.º 141/95, de 14 de Junho, relativo às prescrições mínimas para a
sinalização de segurança e de saúde no trabalho.

Os sinais de segurança e de saúde a empregar no Estaleiro devem ser os previstos na Portaria 1456-
A/95 de 11 de Dezembro e no Decreto-Regulamentar n.º 22-A/98, de 10 de Outubro, devendo o
Empreiteiro privilegiar a utilização de sinais que possuam marcação do fabricante (na frente ou no
verso) contendo o nome do fabricante, o modelo e o ano de fabrico, e bem assim incluir no anexo
abaixo referido a declaração de conformidade desses sinais com a legislação vigente ou, caso se trate
de sinais não previstos na legislação, indicação das normas utilizadas. Essa declaração deverá ser
passada pelo respectivo fabricante e conter em anexo o catálogo desses sinais onde se identifiquem
os modelos aplicados.

Nos casos gerais, os sinais devem ser colocados à altura da visão, não devendo ser colocados
mais do que (3) três sinais juntos.

O Empreiteiro arquivará no anexo 13, cópias de todos os elementos que constituem o Plano de Acesso,
Circulação e Sinalização, excepto os Planos de Sinalização Temporária a que se refere o Decreto
Regulamentar n.º 22-A/98, de 10 de Outubro, que deverão ser incluídos no anexo 14.

4.4 CONTROLO DE EQUIPAMENTOS DE APOIO E ACESSÓRIOS


O empreiteiro deverá assegurar que todos os equipamentos de apoio existentes no estaleiro e acessórios
não ligados ao equipamento estejam em bom estado de funcionamento, utilizando para o efeito o modelo
cmpm_03 (controlo_equipamentos_apoio) incluído no anexo 1 deste documento, que a seguir se
apresenta.

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Na utilização corrente desta ficha deverá ter-se em conta a legislação específica aplicável, nomeadamente a
referida nas notas insertas na parte inferior dessa ficha. Importa ter em conta que a Marcação CE e a
respectiva Declaração CE de Conformidade (Decreto-Lei n.º 320/2001 de 12 de Dezembro) é exigível para os
equipamentos e para acessórios não ligados ao equipamento (por exemplo, lingas) utilizados na construção.
Porém, alguns equipamentos (designadamente, equipamentos móveis e de elevação de cargas como por
exemplo gruas fixas ou móveis, elevadores de obra para pessoas, equipamento de terraplenagem, etc.) com
data de fabrico anterior a 1999 (vd. Decreto-Lei n.º 214/95 de 18 de Agosto e Portaria n.º 172/2000 de 23 de
Março) poderão não possuir as referidas marcação e declaração CE, devendo apresentar um certificado de
conformidade passado por organismo competente notificado de acordo com a legislação em vigor.

Por outro lado, importa ter em conta que o Decreto-Lei n.º 76/2002 de 26 de Março (Regulamento das
Emissões Sonoras para o Ambiente do Equipamento para Utilização no Exterior) obriga também à existência
de uma declaração CE de conformidade que contém outras indicações complementares à declaração atrás
referida e bem assim a indicação do nível de potência sonora garantido (LWA).Tal aplica-se a diversos
equipamentos da construção incluindo gruas-torre, equipamentos de terraplenagens, martelos demolidores
e perfuradores, compressores, etc.

Esse controlo deverá ser feito semanalmente se outra periodicidade não vier a ser definida pelo Dono de
Obra o Empreiteiro. Caso venham a ser definidas periodicidades diferentes para distintos equipamentos,
deverão reunir-se na mesma ficha de controlo os equipamentos com as mesmas periodicidades, facilitando
assim a utilização destas fichas e o respectivo controlo.

Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.

Sempre que um equipamento não tenha a revisão em dia ou seja observado qualquer anomalia grave no
todo ou em algum dos seus componentes que possa por em risco o operador desse equipamento e/ou
outros trabalhadores, deverá o Empreiteiro tomar as medidas necessárias para evitar a utilização desse
equipamento, através da sua imobilização, remoção do local de utilização, caso possível, ou colocação
sobre esse equipamento em local bem visível, de um autocolante com a inscrição a vermelho de
“AVARIADO” ou outra indicação equivalente. Nestes casos, deverá ser aberta uma ficha de não-
conformidade, utilizando-se o modelo cmpm_10 (registo_não_conformidade) incluído no anexo 1 deste
documento e inscrevendo-se o número dessa não conformidade na posição (Não Conf. N.º) prevista para
o efeito na acima apresentada.

O Empreiteiro deverá explicitar na definição de funções que acompanha o organograma referido na


secção 1 deste PSS, a responsabilidade por este Controlo dos Equipamentos de Apoio, que poderá ser
o técnico do Empreiteiro Responsável pela Segurança e Saúde (ou pessoa com categoria profissional
equivalente ou superior), ao qual cabe assegurar a realização do citado controlo geral que terá de
incidir sobre todos os equipamentos que envolva riscos para os trabalhadores, incluindo acessórios
não integrados naqueles (por exemplo, lingas).

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

É responsabilidade do Empreiteiro:
 Criar condições e incentivar os manobradores/operadores dos equipamentos a zelarem pelo bom
funcionamento destes e a comunicarem toda e qualquer anomalia que detectem;
 Proceder ao controlo de todos os equipamentos de Estaleiro (próprios e dos seus Subempreiteiros)
na periodicidade acima referida;
 Efectuar prontamente as correcções das anomalias detectadas.

O Empreiteiro arquivará os Registos do Controlo dos Equipamentos de Apoio no anexo 15.

4.5 PLANOS DE PROTECÇÕES COLECTIVAS


A Lei-Quadro sobre Segurança, Higiene e Saúde em vigor determina a necessidade de o empregador
aplicar, entre outras, as medidas necessárias de protecção colectiva visando a redução de riscos
profissionais. Nesse diploma legal prevê-se também como princípio de prevenção geral que o
empregador deve dar prioridade às medidas de protecção colectiva em relação às de protecção
individual.

O Plano de Protecções Colectivas a desenvolver pelo Empreiteiro deverá definir objectivamente os


equipamentos de protecção colectiva a empregar que deverão ser devidamente dimensionados e
especificados, e identificar claramente os respectivos locais de implantação, em função dos riscos que
os trabalhadores poderão estar expostos (risco de queda em altura, risco de queda de objectos, risco
de electrização / electrocussão, risco de atropelamento, risco de afogamento, etc.). Os locais de
implantação devem ser marcados sobre plantas do Estaleiro (incluindo áreas de trabalho), indicando-
se ainda o tipo de protecção a utilizar em cada caso, incluindo, nos casos aplicáveis, as respectivas
características técnicas e dimensionais, método de fixação, cálculos, processo de aplicação, etc.

Sem prejuízo de outras protecções que o Empreiteiro entenda necessário, ou que a Fiscalização / Coordenador
de Segurança em Obra determine, na elaboração destes planos, o Empreiteiro deve atender ao seguinte:
 Montar, em todos os trabalhos junto a vias com circulação de viaturas motorizadas, vedações
provisórias de resguardo entre áreas de trabalho e essas vias, devendo as referidas vedações ser
constituídas de forma a estabelecer um impedimento físico adequado para impossibilitar a
aproximação dos trabalhadores e máquinas a essas vias. Estas vedações têm que ser montadas
afastadas o máximo possível das vias de circulação e serem constituídas, por exemplo, por redes de
polietileno cor laranja com o mínimo de 1,00 metro de altura ou New Jerseys de betão, nos casos em
que o risco de aproximação de veículos seja mais elevado.
 Todas as áreas com risco de queda em altura devem ser protegidas com sistemas de protecções
colectivas adequadas, nomeadamente, guarda-corpos, etc.
 Todas as áreas com risco de queda de objectos para vias de circulação rodoviária ou pedonal devem ser
protegidas com sistemas de protecção colectiva adequadas, através da utilização de redes de protecção
com malha suficientemente fechada.
 Sempre que sejam utilizados guarda-corpos, estes deverão ser constituídos por elementos
horizontais (barra superior a 1,10 ± 0,10 metro acima da plataforma de trabalho, barra intermédia
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

a meia altura ± 0,05 metro acima da mesma plataforma e rodapé com 0,20±0,05 metro de altura)
e elementos verticais rígidos. Os elementos horizontais (superiores e intermédios) deverão ser
constituídos por material que resista a uma força horizontal de 1,50 kN/m, e os elementos verticais
por material que resista à força resultante dos elementos horizontais que neles se apoiam. Entre os
rodapés e os pavimentos respectivos não poderão existir folgas superiores a 0,05 m.
 As lingas para a movimentação de cargas deverão estar devidamente identificadas e documentadas com
tipo (cordões de aço, correntes), características (simples, múltiplas), secção, capacidade de carga das
lingas e dos anéis de ligação (no caso de lingas múltiplas), etc. No caso de lingas múltiplas deverão os
anéis onde se ligam estar devidamente marcados. Deverão ser seleccionadas tendo em conta a
capacidade de carga indicada pelo fabricante, devendo privilegiar-se os cabos de aço com laços
executados com braçadeiras prensadas com marcação da carga visível. As lingas com laços executados
com cerra-cabos apenas deverão ser utilizados quando se demonstre não ser possível utilizar as de laços
com braçadeiras prensadas. As lingas não deverão ser utilizadas com ângulos superiores a 90º. Os
ganchos onde as lingas irão ser utilizadas devem sempre dispor de patilha de segurança.

Os Planos de Protecções Colectivas devem ser suportados sempre que aplicável por elementos desenhados,
designadamente relativamente ao local onde as protecções serão instaladas (sobre plantas do Estaleiro ou do
projecto), incluindo tipo e características das mesmas. Estes Planos deverão ser mantidos actualizados
competindo ao Empreiteiro proceder à sua revisão / actualização face à evolução dos trabalhos.

O Empreiteiro incluirá no anexo 16, os Planos de Protecções Colectivas preparados e implementados,


devendo ser notado sobre os mesmos as fases a que cada um deles respeita.

4.6 CONTROLO DE RECEPÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS


Todos os materiais ou equipamentos com riscos envolvidos no seu manuseamento e/ou transporte
deverão ser objecto de acompanhamento através da elaboração de uma ficha de Controlo de
Recepção na entrada no estaleiro, utilizando-se para o efeito o modelo cmpm_08
(controlo_recepção_materiais_equipamentos) incluído no anexo 1 deste documento que a seguir se
apresenta.

Todas as fichas de Registo de Controlo de Recepção de Materiais e Equipamentos deverão ser


numeradas sequencialmente (Posição indicada na ficha com Número) e arquivadas sobrepondo as
mais recentes às mais antigas. Na posição indicada por Número de página / Total de páginas deverá
inscrever-se essas indicações para cada controlo efectuado.

O Empreiteiro deverá apresentar à Fiscalização até 5 (cinco) dias após a consignação da empreitada uma lista
de materiais e equipamentos que serão objecto deste controlo, podendo a Fiscalização / Coordenador de
Segurança em Obra determinar em qualquer momento a inclusão nessa lista de outros materiais ou
equipamentos que o Empreiteiro deverá também controlar. Deverá também no prazo de 11 (onze) dias antes

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

do fornecimento desses materiais ou equipamentos, apresentar à Fiscalização para aprovação a respectiva


ficha de Controlo de Recepção de Materiais e Equipamentos. Competirá à Fiscalização determinar os Pontos de
Paragem (PP), caso em que no Registo de Controlo de Recepção, o Empreiteiro deverá solicitar a presença da
Fiscalização para proceder à verificação em causa, incluindo as condições de armazenamento.

Nessa lista incluem-se todos os materiais ou substâncias perigosos (combustíveis incluindo o


equipamento de armazenamento destes, tintas e vernizes com riscos envolvidos na manipulação ou
utilização, explosivos, etc.). Deverão ser delimitadas e organizadas zonas específicas de
armazenamento para cada um desses casos incluindo a colocação de extintores em número e
características adequados e sinalização de proibição de fumar ou foguear.

O Empreiteiro incluirá no anexo 17, a lista de materiais e equipamentos acima referida e as


respectivas fichas de registo do Controlo de Recepção.

4.7 PLANOS E REGISTOS DE MONITORIZAÇÃO E PREVENÇÃO


Os Planos de Monitorização e Prevenção visam estabelecer para os elementos / operações de
construção com riscos associados, as medidas preventivas a adoptar face a esses riscos, assim como
estabelecer o processo de registo de forma a comprovar a execução das medidas previstas.

PLANOS DE MONITORIZAÇÃO E PREVENÇÃO (PMP)


Nestes Planos pretende-se identificar os riscos e planear as respectivas medidas preventivas
associadas à execução de cada elemento / operação de construção. Para tal, deverá ser utilizado o
modelo cmpm_11 (plano de monitorização e prevenção), incluído no anexo 1 deste documento, que
a seguir se apresenta, ou outro que o Empreiteiro entenda propor e a Fiscalização aceite, desde que
não diminua a informação referida neste modelo.

Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.

Sempre que se justifique, dever-se-á elaborar uma Instrução de Trabalho e um fluxograma do


processo operatório em causa (Vd. Processos Construtivos e Métodos de Trabalho).

Até 11 (onze) dias antes de iniciado qualquer trabalho relevante, deverá o Empreiteiro submeter à
aprovação da Fiscalização o respectivo Plano de Monitorização e Prevenção.

Consideram-se relevantes, nomeadamente, os trabalhos identificados na lista não exaustiva incluída no anexo 1
deste documento, a qual deverá ser complementada ao longo da obra, quer por iniciativa do Empreiteiro, quer
por determinação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra. Nenhum trabalho relevante deverá
ser iniciado sem que esteja aprovada pela Fiscalização a respectiva ficha, sendo o Empreiteiro responsável por
qualquer situação decorrente do início de qualquer trabalho relevante não aprovado.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 18 essa lista de trabalhos relevantes devidamente numerada,
complementando-a com outros de acordo com o referido, seguida de todas as fichas de Planos de
Monitorização e Prevenção da empreitada devidamente elaboradas, assinadas e datadas.

REGISTO DE MONITORIZAÇÃO E PREVENÇÃO (RMP)


A implementação durante a execução dos trabalhos dos Planos de Monitorização e Prevenção é
responsabilidade do Empreiteiro e traduz-se em evidenciar que as verificações previstas nesses Planos
são efectuadas, devendo assim registarem-se as acções realizadas e respectivos resultados das
inspecções, medições e ensaios efectuados no âmbito de cada verificação.

Tal registo poderá ser feito nos mesmos Planos de Monitorização e Prevenção, através de transformação
dessas fichas para acomodar esses registos que o Empreiteiro poderá propor, ou utilizando o modelo
cmpm_11 incluído no anexo 1 deste documento.
A preparação desta ficha de Registo para cada caso deverá ser efectuada pelo Empreiteiro em paralelo
ou imediatamente após a aprovação do correspondente Plano de Monitorização e Prevenção, tendo em
conta que as “verificações / tarefas” de um e outro deverão ser as mesmas, sem prejuízo de no Registo
poderem ser adicionadas informações particulares relativamente a dada verificação/tarefa e dado
elemento/operação de construção, caso em que esta ficha de Registo deverá também ser submetida à
aprovação da Fiscalização em conjunto com o respectivo Plano de Monitorização e Prevenção.

Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.

Cabe à Fiscalização a responsabilidade de acompanhar / certificar o cumprimento das acções


desenvolvidas pelo Empreiteiro confirmando no mínimo as verificações identificadas como Pontos de
Paragem (PP). A Fiscalização sempre que considere justificável, pode ordenar que o Empreiteiro proceda
à elaboração de Registos de Não Conformidade. Em caso de dúvida, a Fiscalização poderá elaborar esses
registos, obrigando-se o Empreiteiro a juntá-los ao processo e tomar as acções correspondentes.

Cada elemento ou operação de construção a controlar dará origem a tantas fichas quantas as vezes
esse elemento ou operação de construção se repetir, podendo no entanto considerar-se grupos de
operações ou elementos de construção, quando executados em conjunto (por exemplo, colocação de
tubagens por troços).

Os Registos de Monitorização e Prevenção deverão ser arquivados pelo Empreiteiro no anexo 19,
organizado de acordo com o sistema de codificação dos elementos / operações de construção
estabelecido pelo Empreiteiro e aceite pela Fiscalização.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

4.8 REGISTOS DE NÃO CONFORMIDADE E ACÇÕES CORRECTIVAS E PREVENTIVAS


O Empreiteiro deverá registar como não conformidade todos os casos que apresentem gravidade
significativa (requerendo acções correctivas / preventivas importantes), que embora de menor
gravidade correspondam a uma situação de reincidência ou cujas correcções não possam ser
resolvidas de imediato.

Tais não conformidades deverão ser registadas em fichas de acordo com o modelo cmpm_10,
incluído no anexo 1 deste documento, que a seguir se apresenta, ou outro que o Empreiteiro entenda
propor e a Fiscalização aceite, desde que não diminua a informação referida neste modelo.

Caso o Empreiteiro não registe uma não conformidade que no critério da Fiscalização / Coordenador de
Segurança da Obra deva ser considerado como tal, esta deverá registar essa não conformidade
obrigando-se o Empreiteiro a incluir no anexo de não conformidades adiante referido e a cumprir com a
ordem dada. Nesta situação, a Fiscalização deverá levar essa situação para a reunião de obra que se lhe
seguir, registando-se na respectiva acta as medidas tomadas para esclarecer e evitar situações similares.

Todas as fichas deverão ser numeradas sequencialmente (1, 2, 3, …) para cada empreitada (Posição
indicada na ficha com Número), e arquivadas sobrepondo as mais recentes às mais antigas e assim o
maior número corresponderá ao número de fichas preparadas para a empreitada em causa. Na posição
indicada por Número de página / Total de páginas deverá inscrever-se, para cada uma das fichas, essas
indicações e assim para uma ficha constituída por 2 páginas ter-se-ão as páginas 1/2 e 2/2.

No caso das não conformidades levantadas pela Fiscalização deverá seguir-se o mesmo processo de
numeração (iniciando em 1) para cada empreitada, adicionado “/F”, isto é, tratando-se por exemplo, da
3.ª não conformidade levantada pela Fiscalização, na posição “Número” inscrever-se-á: “3/F”.

Na utilização sistemática desta ficha, dever-se-á ter em conta o seguinte:

Descrição da não conformidade: Espaço destinado à descrição da não conformidade, que deverá ser
sucinta, precisa e clara de forma a não haver dúvidas sobre a sua interpretação. Nesta posição inclui-se:
Localização: Espaço destinado a registar o local onde se verificou a não conformidade.
Documentos de referência: Espaço destinado a registar os documentos de referência infringidos e
que deu origem à não conformidade (regulamento, caderno de encargos, PSS, projecto, etc.),
devendo indicar-se o artigo, ponto ou elemento que não foi cumprido. Não sendo registado nenhum
documento de referência considera-se tratar-se de uma oportunidade de melhoria do processo ou
sistema.
Descrito por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que levantou a não conformidade.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que verificou a descrição da não conformidade, devendo ser pessoa hierarquicamente superior a
quem a descreveu, excepto quando a não conformidade é levantada pelo Director Técnico da
Empreitada ou pelo Chefe da Fiscalização.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Descrição das acções correctivas e/ou preventivas: Espaço destinado à descrição das acções
correctivas e/ou preventivas a implementar para, respectivamente, corrigir a não conformidade, ou
para prevenir a sua ocorrência. Nesta posição inclui-se:
Proposto por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que propõe as acções correctivas e/ou preventivas.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro ou da Fiscalização
que verificou a proposta das acções correctivas e/ou preventivas a implementar, devendo ser
pessoa hierarquicamente superior a quem a propõe, excepto quando a não conformidade é
levantada pelo Director Técnico da Empreitada ou pelo Chefe da Fiscalização.
Decidido por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento da Fiscalização que decide sobre as
acções correctivas e/ou preventivas propostas pelo Empreiteiro. Neste processo de aprovação
deverá assinalar-se uma das situações: aceite a acção proposta; aceite nas condições em anexo
devidamente identificado (devendo anexar-se essas condições que passam a fazer parte integrante
da não conformidade); rejeitado, caso em que se deverá abrir uma nova não conformidade
seguindo a numeração existente, não se anulando a anterior. Deverá também indicar-se a data até
à qual as acções descritas devem ser implementadas.

Execução das acções correctivas e/ou preventivas: Espaço destinado a confirmar a execução
das acções realizadas. Nesta posição inclui-se:
Executado por: Espaço destinado à rubrica e data do elemento do Empreiteiro responsável pela
execução das acções correctivas e/ou preventivas aprovadas.
Verificado por: Espaço destinado à rubrica e data do Director Técnico da Empreitada.
Aprovado por: Espaço destinado à rubrica e data da Fiscalização / Coordenador de Segurança em
Obra.

É responsabilidade do Empreiteiro:
 Identificar e descrever as não conformidades;
 Propor e acordar com a Fiscalização as acções correctivas e/ou preventivas a implementar;
 Desenvolver dentro do prazo acordado as acções correctivas e/ou preventivas;
 Verificar a eficácia das acções correctivas e/ou preventivas;
 Analisar as causas das não conformidades e providenciar a implementação de acções para eliminar
essas e/ou outras causas potenciais em futuros casos.

É responsabilidade da Fiscalização:
 Decidir sobre as acções correctivas e/ou preventivas a implementar e/ou determinar condições de
aceitação ou outras acções em substituição ou suplementares das propostas.
 Verificar acções correctivas e/ou preventivas executadas;
 Analisar a eficácia das acções correctivas e/ou preventivas, designadamente, tratando-se de
não conformidades de gravidade significativa.

Os Registos de Não conformidade e Acções Correctivas e Preventivas deverão ser arquivados pelo
Empreiteiro no anexo 20, que deverá conter no início uma lista numerada com todas as não

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conformidades levantadas pelo próprio Empreiteiro (qualquer pessoa com funções para tal, desde o
chefe de equipa até ao Director Técnico da Empreitada, passando por encarregados, técnicos de
segurança do Empreiteiro, etc.). As não conformidades levantadas pela Fiscalização deverão também
ser arquivadas no mesmo anexo, mas com separador identificando estas e contendo uma lista
numerada de acordo com o acima referido.

4.9 IDENTIFICAÇÃO E CONTROLO DA SAÚDE DOS TRABALHADORES

IDENTIFICAÇÃO DOS TRABALHADORES


É responsabilidade do Empreiteiro identificar todos os trabalhadores ao serviço da empreitada,
incluindo os dos Subempreiteiros.

Todos os trabalhadores referidos terão que, antes de iniciarem funções, preencher uma ficha de
identificação individual em modelo à escolha do Empreiteiro, a qual deve conter os principais dados de
identificação pessoal, incluindo toda a informação referida no n.º 2 do Art.º 21.º do DL 273.

Tratando-se de trabalhadores estrangeiros, o Empreiteiro deverá assegurar-se ainda que estes


possuem vistos de trabalho e autorização de residência ou permanência, identificando e registando
também o (s) idioma(s) que falam e/ou escrevem.

CARTÕES DE IDENTIFICAÇÃO DOS TRABALHADORES


O Empreiteiro deverá fornecer a cada trabalhador, um cartão de identificação contendo na frente
deste no mínimo o seguinte: designação do empreiteiro, designação da empreitada de forma
resumida, nome do trabalhador, grupo sanguíneo, profissão, empregador. No verso desse cartão
deverá conter no mínimo os EPI de uso permanente (incluindo os inerentes à profissão de cada
trabalhador) e telefones relevantes (Estaleiro de apoio, emergência, etc.).

APTIDÃO FÍSICA E PSÍQUICA DOS TRABALHADORES


Nos termos da legislação vigente constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância
adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que se encontram expostos, devendo
para tal promover a realização de exames de saúde, tendo em vista verificar a aptidão física e psíquica
dos trabalhadores, bem como a repercussão do trabalho e das suas condições na saúde do
trabalhador.

É assim obrigação do Empreiteiro assegurar que cada trabalhador da empreitada possui essa aptidão
física e psíquica para o exercício das suas funções. Na ficha individual de cada trabalhador atrás
referida terá que ser notada a data do último exame médico a que o trabalhador foi sujeito e o
resultado da inspecção médica (apto ou não apto), devendo ser anexada a cada ficha individual
declaração assinada pelo Médico do Trabalho atestando a aptidão do trabalhador tendo em conta as
funções que desempenha nesta empreitada e a data da próxima inspecção médica. Nos casos
aplicáveis, essa declaração poderá incluir informação sobre a aptidão para apenas alguns trabalhos ou

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a execução destes em determinadas condições (por exemplo, em alturas não superiores a dado valor).
Esta declaração do Médico do Trabalho para cada trabalhador poderá ser substituída pela lista de
trabalhadores que a seguir se refere atestando em conjunto a respectiva aptidão sem condições e
outras agregando os trabalhadores com aptidão mas com as mesmas restrições.

O Empreiteiro deverá também organizar uma lista com todos os trabalhadores da empreitada
(incluindo os dos subempreiteiros/subcontratados), constituída pelo menos pelas seguintes colunas de
informação: número de ordem, nome do trabalhador, número do Bilhete de Identidade ou do
Passaporte, número da segurança social, entidade empregadora e indicação se se trata de trabalhador
do empreiteiro, de subcontratado ou de trabalhador independente, categoria profissional, data da
última inspecção médica, data da próxima inspecção médica. No final desta lista deverá ser declarado
que todos os trabalhadores incluídos nesta estão aptos para as funções que lhes estão destinadas na
presente empreitada (devendo indicar-se a designação desta). Todas as folhas desta lista deverão ser
assinadas e datadas pelo Médico do Trabalho e pelo Director Técnico da Empreitada, ou no caso de se
constituir um fascículo indecomponível poderão essas assinaturas ser feitas apenas na primeira
página.

Os trabalhadores que sofram acidentes resultando em incapacidade temporária por um período


superior a 30 dias seguidos devem, antes de regressar ao trabalho ser sujeitos a inspecção médica.

É responsabilidade do Empreiteiro proceder à verificação das fichas individuais de todos os


trabalhadores na primeira semana de cada mês de forma a garantir que todos os trabalhadores têm
as inspecções médicas válidas. Nenhum trabalhador poderá permanecer no Estaleiro sem a
correspondente indicação de apto com ou sem condições.

No anexo 21 deve ser arquivada essa lista com todos os trabalhadores incluídos e contendo todos os
dados mencionados e devidamente assinadas pelo Médico do Trabalho, podendo ser utilizado para
efeitos de controlo o modelo cmpm_01 (identificação_trabalhadores) incluído no anexo 1 deste
documento, que a seguir se apresenta dispensando indicações para a sua utilização, complementado
com a outra documentação acima referida.

4.10 PLANO DE PROTEÇÕES INDIVIDUAIS


Por Equipamento de Protecção Individual (EPI) entende-se qualquer equipamento ou seu acessório destinado a
uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no
desempenho das tarefas que lhe estão atribuídas. O Decreto-Lei nº 348/93 de 1 de Outubro e a Portaria
988/93 de 6 de Outubro, definem regras de utilização dos equipamentos de protecção individual.

Os EPI devem ser utilizados sempre que os riscos identificados não puderem ser evitados de forma
satisfatória por meios técnicos de protecção colectiva ou por medidas, métodos ou processos de
organização do trabalho. Os EPI devem ser utilizados também como medidas preventivas
complementares de outras sempre que se considere justificável.

Na definição dos EPI que cada trabalhador deverá utilizar, deverão distinguir-se:

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- EPI de uso permanente;


- EPI de uso temporário.

Os primeiros destinam-se a serem utilizados durante a permanência de qualquer trabalhador no


Estaleiro, considerando-se no mínimo o capacete de protecção e botas com palmilha e biqueira de aço.
Tratando-se de obras em ou na proximidade de vias públicas (rodoviárias, ferroviárias e outras) ou
particulares (incluindo nestas últimas o próprio Estaleiro), considera-se também como de uso
permanente mínimo o vestuário de alta visibilidade na cor laranja ou verde, conforme for definido pela
Fiscalização a pedido do Empreiteiro.

Os segundos serão utilizados pelo trabalhador dependendo do tipo de tarefa que desempenha (por exemplo,
uso de protectores auriculares quando em ambientes com elevada intensidade sonora) e dependendo das
condições de trabalho excepcionais a que este possa vir a estar sujeito (por exemplo, uso de arneses de
segurança na execução de trabalhos em altura em complemento de outras medidas de protecção colectiva).

O Empreiteiro registará a distribuição dos EPI a todos os trabalhadores da empreitada, incluindo os


dos Subcontratados. Para tal utilizará o modelo cmpm_09 (EPI’s_riscos) incluído no anexo 1 deste
documento que se apresenta a seguir em formato reduzido e dispensando indicações dada a fácil
utilização.

Na utilização corrente desta ficha, dever-se-á ter em conta o seguinte:


- Antes da utilização de qualquer EPI, a direcção técnica da empreitada terá que assegurar que são
transmitidas ao trabalhador que vai utilizar o EPI todas as instruções necessárias para o correcto uso
do equipamento e os riscos que esses EPI pretendem proteger face às tarefas que cada trabalhador
irá desempenhar. Ao trabalhador caberá a responsabilidade de respeitar as instruções de utilização
e participar todas as anomalias ou defeitos que detecte no equipamento.

No acto da entrega de Equipamentos de Protecção Individual, cada trabalhador deverá assinar a sua
recepção, competindo ao empregador, nos termos da legislação em vigor, informar aquele dos riscos
que cada EPI visa proteger. Nesse acto o trabalhador deverá também tomar conhecimento das suas
obrigações assinando a declaração que consta nas fichas de Distribuição de EPI e Informação sobre
Riscos.

Os registos de Distribuição de EPI e Informação sobre Riscos deverão ser arquivados pelo Empreiteiro
no anexo 22.

CONTROLO DE ALCOOLEMIA
O Empreiteiro deverá organizar um Procedimento sobre o controlo de alcoolemia e submetê-lo à
aprovação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no prazo de 11 dias a contar da data
de consignação. Nesse Procedimento o Empreiteiro deverá estabelecer: o responsável pela realização
do controlo de alcoolemia através de exame de pesquisa de álcool no ar expirado; a periodicidade de
realização deste controlo de forma a abranger todos os trabalhadores na empreitada sendo que cada
trabalhador deverá ser sujeito a esse controlo no mínimo trimestralmente; as acções de informação e
de sensibilização que deverão preceder o referido controlo de alcoolemia; a taxa de alcoolemia que
determinará a suspensão de prestação do trabalho na empreitada, a qual não poderá ser superior a

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0,50 g/l (gramas por litro); a forma de registo dos resultados do controlo; e bem assim outros
elementos que o Empreiteiro, a Fiscalização / Coordenador de Segurança na Obra considerarem
necessários.

Os resultados do controlo de alcoolemia deverão ser arquivados pelo Empreiteiro no mesmo anexo 22.

CAPACETES DE PROTECÇÃO
Para permitir a identificação de cada trabalhador em função da sua categoria profissional, o
Empreiteiro utilizará na obra o sistema de cores de capacetes que se indica no quadro a seguir,
podendo propor à Fiscalização outro sistema no prazo de 5 (cinco) dias a contar da data de
consignação. Na frente do capacete deverá ser aposto por colagem adequada (impermeável) a
identificação da entidade empregadora.

Tratando-se de trabalhos que envolvam o risco de queda em altura de mais de 10 (dez) metro de
qualquer trabalhador e em qualquer ponto do local de trabalho, os capacetes deverão dispor de
francalete competindo ao empreiteiro instruir todos os trabalhadores para a sua utilização permanente
sempre que estejam nesses locais de trabalho.

CORES DE CAPACETES CATEGORIAS PROFISSIONAIS

Branco Fiscalização, Direcção Técnica, encarregados; arvorados; capatazes; visitantes

Verde Pedreiros, montadores de tubagens, canalizadores

Vermelho Carpinteiros; montadores de cofragens

Castanho Armadores de ferro

Azul Electricistas

Amarelo Serventes; auxiliares; aprendizes; praticantes

Laranja Condutores manobradores

Cinzento Apontadores; controladores; medidores; ferramenteiros

4.11 FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO DOS TRABALHADORES


Nos termos da Lei-Quadro sobre Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, constitui obrigação do
empregador assegurar a formação e informação dos trabalhadores tendo em conta as funções que
desempenham e o posto de trabalho que ocupam.

Atendendo às características dos trabalhos a realizar, ao prazo de execução da empreitada, às


condicionantes existentes e aos processos construtivos e métodos de trabalho, o Empreiteiro deverá
preparar até 11 (onze) dias após a data da consignação, um Plano de Formação e Informação dos
Trabalhadores.
O Plano de Formação e Informação dos Trabalhadores poderá incluir acções de diversos tipos,

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

nomeadamente:
 ações de sensibilização da generalidade dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho,
tendo em conta a eventual existência de trabalhadores imigrantes e respectivos idiomas;
 afixação de informações gerais sobre a segurança e saúde no trabalho, realçando aspectos essenciais;
 incluir a calendarização de reuniões periódicas por grupos de trabalhadores, em função dos
trabalhos específicos de cada equipa e/ou tendo em conta a eventual existência de trabalhadores
imigrantes e respectivos idiomas;
 proporcionar formação adequada a trabalhadores com tarefas específicas no âmbito da segurança e saúde,
como: técnico de segurança, socorrista, representantes dos trabalhadores, equipas específicas afectas à
execução de equipamentos de protecção colectiva (guarda-corpos, redes de protecção, etc.), entre outros.

Todas as acções do âmbito da Formação e Informação dos Trabalhadores devem ser registadas, incluindo
nomeadamente, registos de presenças, tema abordado, duração, número e grupo de trabalhadores envolvidos,
idioma da acção, etc.

ACÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO
As acções de sensibilização deverão ter lugar: num dos primeiros dias da abertura do Estaleiro; durante a
execução dos trabalhos com periodicidade previamente definida; sempre que entre no Estaleiro novo
trabalhador, grupo de trabalhadores ou subcontratado incluindo a sucessiva cadeia de subcontratação.
Estas acções de sensibilização deverão se previamente programadas com vista a ocuparem o tempo
estritamente necessário tendo em conta o número e tipo de destinatários.

O Director Técnico da Empreitada deverá transmitir ao colectivo dos trabalhadores (incluindo os dos
Subcontratados), a política da segurança e saúde no trabalho que definiu para a empreitada; os
principais riscos e respectivas medidas previstas na empreitada; as causas e consequências de
acidentes de trabalho que tenham eventualmente ocorrido na empreitada; o procedimento de controlo
de alcoolemia e informação sobre limite da taxa de alcoolemia que determina a suspensão do
trabalho, etc. Deverá também apresentar de forma sucinta, outros aspectos essenciais contidos no
PSS da empreitada e que interessem à generalidade dos trabalhadores.

Sempre que, no decurso da execução da obra, um novo trabalhador seja integrado no Estaleiro, o
Director Técnico da Empreitada deverá também garantir que lhe sejam fornecidas informações gerais
sobre segurança e saúde nesta empreitada.

FOLHETO DE ACOLHIMENTO
A todos os trabalhadores da empreitada, o Empreiteiro deverá entregar no momento de entrada, um
Folheto de Acolhimento, em formato tão reduzido quanto possível mas legível, contendo informação,
nomeadamente, sobre:
- Mensagem de boas vindas subscrita pelo Director Técnico da Empreitada;
- Política de segurança e saúde para esta empreitada;
- Organograma nominal da obra (preferencialmente incluindo fotografias);

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- Comunicação Prévia (parte geral);


- Principais características da empreitada (incluindo quantidades de trabalho mais significativas);
- Plantas do estaleiro de apoio reduzidas com indicação expressa das diferentes instalações;
- Principais telefones de emergência (incluindo do Estaleiro de apoio);
- Equipamento de protecção individual de uso permanente por todos os trabalhadores;
- Regras a seguir em caso de acidente.

AFIXAÇÃO DE INFORMAÇÕES
O Empreiteiro deverá instalar uma vitrina específica afixação de informação sobre segurança e saúde
no trabalho separada da vitrina prevista no ponto referente ao Projecto do Estaleiro. Essa vitrina
deverá ser colocada em local bem visível pela generalidade dos trabalhadores da empreitada, não
sendo admissível a sua colocação no interior de escritórios. Nessa vitrina da segurança e saúde no
trabalho, o Empreiteiro deverá afixar no mínimo:
- Comunicação Prévia, incluindo as declarações referidas na secção 2 deste PSS;
- Organograma nominal;
- Horário de trabalho;
- Tabela de salários mínimos;
- Quadro com registo de telefones de emergência;
- Quadro de registo de acidentes e índices de sinistralidade laboral,
- Extracto do plano de formação e informação que inclua temas, datas e locais de realização e
destinatários.
Poderá ainda prever nessa vitrina a colocação de figuras com referências a aspectos específicos sobre
a realização de trabalhos em curso e informações relativas às acções de formação e informação que
decorrerão no Estaleiro sobre segurança e saúde.

Deverá ainda afixar noutros locais de grande visibilidade pelos trabalhadores (designadamente,
refeitórios), alguma da informação atrás referida para a vitrina, para além de informações gerais
realçando aspectos essenciais do PSS da empreitada, incluindo figuras com situações de risco e
prevenção relativas aos trabalhos em curso em cada momento, devendo nestes casos substituir-se
periodicamente as informações afixadas de forma a evitar a habituação do trabalhador e o excessivo
número de informações afixadas.

REUNIÕES PERIÓDICAS POR GRUPOS DE TRABALHADORES


Para além das acções de sensibilização dirigidas a todos os trabalhadores da empreitada, o
Empreiteiro deverá também organizar reuniões periódicas com grupos de trabalhadores,
preferencialmente nos próprios locais de trabalho. Em particular, tratando-se de trabalhos junto a vias
em operação (rodoviárias ou ferroviárias), o Empreiteiro terá que organizar uma acção com todos os
trabalhadores intervenientes na intervenção em causa antes de iniciado qualquer trabalho e no próprio
local.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

Consoante as características dos trabalhos e número de trabalhadores existentes no Estaleiro, estes grupos
poderão ser constituídos por categorias profissionais ou por tipos de trabalho que executam, tendo em
conta a eventual existência de trabalhadores imigrantes e respectivos idiomas. Nestas reuniões deverão
ser analisadas os Planos de Monitorização e Prevenção aplicáveis aos trabalhos que o grupo de
trabalhadores irá executar. A duração destas reuniões dependerá da complexidade de cada tipo de trabalho,
devendo em regra cingir-se ao mínimo necessário.

O Empreiteiro incluirá no anexo 23 todos os documentos desenvolvidos no âmbito do Plano de


Formação e Informação dos Trabalhadores, nomeadamente calendarizações de acções, assim como os
registos comprovativos da realização das mesmas.

4.12 PLANO DE REGISTO DE ACIDENTES E ÍNDICES DE SINISTRALIDADE LABORAL


Sempre que ocorra um acidente de trabalho envolvendo qualquer trabalhador ao serviço do
empreiteiro (incluindo os da sucessiva cadeia de subcontratação e fornecedores), e que tenha que ser
participado à Companhia de Seguros deve ser efectuado um inquérito registando-se todas as
informações relevantes que permitam uma análise detalhada desse acidente, incluindo as medidas
preventivas adequadas para evitar a ocorrência de um mesmo tipo de acidente.

Tratando-se de acidente grave ou mortal deverá também o empreiteiro proceder à sua comunicação, nos
termos da legislação em vigor, às entidades competentes (Autoridade para as Condições do Trabalho). O
Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no
prazo de 11 (onze) dias a contar da data da consignação, um Procedimento sobre a classificação de um
acidente de trabalho como grave, sendo que no mínimo se deverá considerar como grave: o acidente de
que resulte o internamento do sinistrado e este não obtenha “alta” nas 20 (vinte) horas seguintes à
ocorrência desse acidente; a “rotura” total ou parcial, a perfuração profunda ou a amputação de
qualquer membro do corpo; sempre que se preveja que o trabalhador permaneça mais de um mês de
baixa.

Sem prejuízo de outros modelos que o empreiteiro utilize quer internamente quer por obrigação das
entidades a quem o acidente de trabalho deva ser comunicado, o Empreiteiro registará esses
acidentes utilizando o modelo cmpm_12 incluído no anexo 1 deste documento.

COMUNICAÇÃO E REGISTO DE ACIDENTES DE TRABALHO


Sem prejuízo de outras comunicações estabelecidas legalmente, o Director Técnico da Empreitada é
responsável por comunicar por escrito à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra todos os
acidentes de trabalho acima referidos comunicados às Companhias de Seguros, de acordo com o seguinte:
 Essa comunicação deverá ser feita prazo máximo de 24 horas após o acidente. Essas comunicações
são feitas pelo envio do Registo de Acidente de Trabalho de acordo com o modelo cmpm_12
(registo_acidente_trabalho) incluído no anexo 1 deste documento, o qual deve conter todos os
dados disponíveis à data do acidente.
 No prazo máximo de 5 (cinco) dias após a data do acidente, o Empreiteiro terá que enviar o Relatório
de Investigação do Acidente. Esse relatório deve conter no mínimo as causas do acidente e as
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medidas de prevenção implementadas, destinadas a evitar a ocorrência de acidentes do mesmo tipo, e


deverão ser anexados pelo Empreiteiro aos respectivos Registos de Acidente de Trabalho.
 Caso o trabalhador acidentado permaneça de baixa por um longo período, o Empreiteiro obriga-se
a enviar até ao quinto dia útil de cada mês, informação sobre a evolução do estado de saúde do(s)
acidentado(s) e previsão do seu regresso ao trabalho. Caso o trabalhador sinistrado tenha que ficar
internado e permaneça como tal, essa informação deverá ser prestada no primeiro dia útil de cada
semana, durante um período de pelo menos quatro semanas seguidas, a menos que termine
entretanto esse internamento.
 No prazo máximo de 5 (cinco) dias após o regresso ao trabalho do acidentado ou após a data do
apuramento (efectivo) de eventual grau de desvalorização, o Empreiteiro terá que enviar o
Relatório Final que integrará obrigatoriamente o Registo de Acidente de Trabalho completamente
preenchido e o Relatório de Investigação do Acidente.

Mensalmente, o Empreiteiro deverá elaborar a ficha modelo cmpm_21


(registo_mensal_acidentes_trabalho) incluída no anexo 1 deste documento, onde se pretende resumir
os acidentes de trabalho ocorridos no mês e todos os sinistrados em meses anteriores que ainda se
encontrem de baixa ou que tenham regressado ao trabalho durante esse mês.

O Empreiteiro deverá elaborar essas fichas até ao 5.º dia de cada mês, arquivando-as no anexo 24.

A ocorrência de quaisquer Incidentes, isto é, situações ocorridas das quais não resultou lesão corporal
de qualquer pessoa mas com elevado potencial de poder vir a resultar em acidente grave, deverão
também ser comunicados à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra no prazo de 2 (dois)
dias seguintes ao acontecimento acompanhado de um relato da ocorrência e respectivas medidas
tomadas para evitar a sua recorrência. Estes relatos deverão também ser arquivados no anexo 24.

INDICADORES DE SINISTRALIDADE LABORAL


O Empreiteiro registará todos os dados necessários para realçar os principais Indicadores de
Sinistralidade Laboral, utilizando para o efeito o modelo cmpm_22 (quadro_indice_sinistralidade) no
anexo 1 deste documento ou outro contendo no mínimo a informação que a seguir se apresenta.

Na utilização desse quadro, o Empreiteiro deverá considerar o seguinte:

a) Consideram-se todos os acidentes de trabalho comunicados às Companhias de Seguros;


b) No caso de acidente envolvendo mais do que um trabalhador, o número de acidentes de trabalho
são tantos quantos os trabalhadores sinistrados.
c) Na contagem do número de dias de trabalho perdidos não se considera o dia da ocorrência do
acidente nem o do regresso ao trabalho. Note-se que se consideram dias de trabalho e não dias de
calendário.
d) Tratando-se de acidentes de trabalho ocorridos com trabalhadores de Subcontratados, no número de
dias perdidos serão contabilizados todos os dias de trabalho até ao final do contrato desse

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subcontratado. Em qualquer dos casos, o limite para a contagem do número de dias de trabalho
perdidos termina na data de recepção provisória da empreitada ou, caso aplicável, da última recepção
provisória parcial.

A informação contida nesse quadro possui o significado que se apresenta a seguir:


(1) Ano a que respeita a informação.
(2) Mês a que respeita a informação.
(3) N.º médio de pessoas na empreitada, incluindo técnicos e administrativos, trabalhadores dos
Subcontratados. É calculado pela média aritmética do número de trabalhadores existente em cada um
dos dias desse mês.
(4) N.º total de pessoas-hora trabalhadas no mês, determinado a partir de folhas diárias de permanência
de cada trabalhador em obra (folhas de controlo de assiduidade). Trata-se de registar o número total
de horas de exposição a risco de todos os trabalhadores existentes no Estaleiro.
(5) N.º de acidentes mortais ocorridos no mês.
(6) N.º de acidentes não mortais sem baixa.
(7) N.º de acidentes não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(8) N.º de acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(9) N.º total de acidentes de trabalho ocorridos, mortais e não mortais (M+NM).
(10) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com 3 ou menos dias de baixa.
(11) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com mais 3 de dias de baixa.
(12) N.º total de dias de trabalho perdidos com todos os acidentes não mortais, com baixa.
(13) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais.
(14) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(15) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(16) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais.
(17) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(18) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(19) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais.
(20) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(21) Índice de Duração de todos os acidentes não mortais com mais de 1 dia de baixa.
(22) Índice de Duração dos acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.

O Índice de Incidência (II) é o número de acidentes ocorridos num dado período por cada mil pessoas
expostas a risco no mesmo período. É calculado pela seguinte expressão:
N .º acidentes  1 000
II 
N .º Trabalhado res

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

O Índice de Frequência (IF) é o número de acidentes ocorridos num dado período em cada milhão de
pessoas-hora trabalhadas no mesmo período, traduzindo a probabilidade de ocorrência de acidentes.
É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes  1 000 000
IF 
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Gravidade (IG) é o número de dias de trabalho perdidos pelo conjunto de trabalhadores
acidentados num dado período em cada mil pessoas-hora trabalhadas nesse mesmo período,
traduzindo as consequências dos acidentes. É calculado pela seguinte expressão, considerando-se que
cada acidente mortal equivale a uma perda de 7500 dias de trabalho (penalização estatística):
(N.º dias perdidos  N.º Acid. mortais  7500)  1 000
IG 
N.º Pessoas - hora trabalhad as

O Índice de Duração (ID) dos acidentes de trabalho é o número médio de dias de trabalho perdidos
por cada acidente de trabalho com baixa (não considerando os acidentes de trabalho mortais e os
correspondentes dias perdidos de penalização estatística), realçando a gravidade dos acidentes com
baixa ocorridos. É calculado pela seguinte expressão:
N.º dias perdidos
ID 
N.º acidentes com baixa
Os resultados obtidos deverão ser objecto de análise em reuniões da Comissão de Segurança e Saúde
de Obra que se refere na secção 5 deste PSS, procurando-se determinar as causas dos acidentes
ocorridos e, sempre que a situação recomende, melhorar as técnicas de segurança e de saúde a
aplicar visando evitar ou eliminar potenciais riscos.

O Empreiteiro actualizará no final de cada mês um ficheiro (formato Excel) com os dados relativos aos
acidentes e índices de sinistralidade laboral (modelo cmpm_22 atrás referido), que deverá solicitar à
Fiscalização em disquete, CD ou o envio por email. Após cada actualização, o Empreiteiro procederá à
entrega ou envio por e-mail do referido ficheiro à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra
até ao 5.º dia de cada mês, juntamente com a Monitorização que se refere adiante. Deverá também
no mesmo prazo afixar esse quadro na vitrina referida no ponto relativo à Formação e Informação dos
Trabalhadores, conjuntamente com gráficos dele extraídos mostrando a evolução desses indicadores.

O Empreiteiro arquivará no anexo 24 esses quadros, os Registos dos Acidentes de Trabalho ocorridos,
incluindo os relatórios das investigações dos acidentes e comunicações às Companhias de Seguros e/ou à
ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho), assim como toda a documentação relacionada a cada
acidente.

4.13 PLANO DE VISITANTES


Não aplicável para a presente empreitada.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

O Plano de visitantes e todos os documentos relativos a visitas efectuadas, deverão ser arquivados no anexo
25.

4.14 PLANO DE EMERGÊNCIA


Nos termos da legislação em vigor, constitui obrigação do empregador o estabelecimento das medidas
a adoptar em caso de ocorrência de acidentes.

O Empreiteiro deverá preparar até 11 (onze) dias após a data da consignação um Plano de Emergência
estabelecendo as medidas a aplicar em caso de emergência, o qual deve prever, nomeadamente, o
seguinte:
 Afixação na vitrina e junto aos telefones que existam no Estaleiro, lista de telefones de entidades
locais, nomeadamente, Bombeiros, Polícia, Hospital, entidades concessionárias de serviços
afectados, Serviços Camarários, Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra, Director da
Técnico da Empreitada, Encarregado Geral.
 Sinalização de segurança identificando, nomeadamente os meios de combate a incêndios e o posto
de primeiros socorros (fixo ou móvel).
 Identificação de elementos com formação em prestação de primeiros socorros (socorristas do
trabalho) e respectivos meios disponibilizados a estes para rápida comunicação.
 Sistema de comunicação eficaz entre o Estaleiro de apoio e as diferentes frentes de trabalho,
identificando os trabalhadores envolvidos na operacionalidade do sistema de comunicação. Esses
trabalhadores têm que possuir meio de comunicação rápida e lista de meios de socorro e
respectivos contactos para poderem solicitar a intervenção rápida em situação de emergência.
 O Empreiteiro possuirá no Estaleiro em permanência e em perfeito estado de utilização pelo menos
uma viatura automóvel de tracção às quatro rodas (no caso de haver frentes de trabalho a mais de
200 metro do Estaleiro de apoio).
 Deve evitar-se trabalhadores isolados, sendo as equipas de trabalho constituídas no mínimo por 2
trabalhadores.
 Caminhos e sinalização adequada de acesso a todas as frentes de trabalho para evacuação de
sinistrados em caso de acidente de trabalho, e de todo o pessoal da empreitada, em caso de
ocorrência de catástrofe (por exemplo, incêndio, explosão, inundação).

No caso de obras com frentes de trabalho em locais não servidos directamente por vias públicas e
outros de difícil referência à sua localização exacta, deverá o empreiteiro promover os contactos
necessários com os bombeiros locais entregando-lhes uma cópia do Plano de Emergência e sempre
que possível acompanhar estes numa visita a essas frentes de trabalho determinando-se em conjunto
as placas de sinalização necessárias para se chegar às frentes de trabalho, incluindo a colocação de
Pontos de Encontro devidamente sinalizados em planta e no terreno. A realização de simulacro deverá
também ser prevista em conjunto e seguindo as indicações dos Bombeiros ou Protecção Civil locais.

Os documentos preparados no âmbito do Plano de Emergência deverão ser arquivados pelo


Empreiteiro no anexo 26.

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

4.15 PLANOS DE ESCAVAÇÕES


A empreitada integra a execução de escavações internas.

Sem prejuízo das exigências legalmente estabelecidas, antes de iniciar qualquer trabalho de
escavações com riscos associados, o Empreiteiro tem que elaborar o respectivo Plano de Escavações,
que submeterá à aprovação prévia da Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra,
identificando:
 O faseamento de execução das escavações;
 Os processos e métodos de escavação e transporte a utilizar;
 As medidas preventivas necessárias para prevenir os riscos associados (queda de trabalhadores,
soterramento, queda de equipamentos, …) atendendo às características dos solos, às
profundidades e topografia do terreno;
 As ações desenvolvidas relativamente a eventuais serviços afectados que possam existir no local,
incluindo medidas tomadas para garantir a sua preservação ou desvio;
 As áreas para depósito dos solos escavados;
 O destino final e percursos de transporte de produtos e escavação.

Sem prejuízo de outros aspectos que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra ou o


Empreiteiro venham a considerar relevantes, os Planos de Escavações devem ser elaborados
atendendo, nomeadamente, ao seguinte:
 Antes de iniciadas as escavações com meios mecânicos deverão ser identificadas e devidamente
sinalizadas as infra-estruturas existentes considerando uma faixa de segurança de 1,50 metros para
qualquer dos lados dessas infra-estruturas; dentro dessa faixa de segurança as escavações,
preferencialmente manuais, deverão ser permanentemente supervisionadas;
 Todas as escavações com mais de 1,00 m de profundidade têm que ter talude com inclinação adequada
ao tipo e condições do terreno ou serem entivadas, devendo em qualquer dos casos "sanear-se" as
paredes da escavação de elementos soltos;
 Quando for o caso, deverão ser identificados os processos de entivação e respectivos cálculos
justificativos tendo em conta os regulamentos em vigor;
 Os equipamentos deverão circular sempre afastados das cristas dos taludes e dos limites
superiores das valas a uma distância de metade da profundidade, com o mínimo de 0,60 metros.
Essa delimitação deverá ser efectuada de forma a impedir a entrada ou queda de viaturas,
devendo o Empreiteiro submeter previamente à aprovação da Fiscalização / Coordenador de
Segurança em Obra o método de delimitação que propõe utilizar devidamente justificado face aos
riscos envolvidos. Tais delimitações poderão ser constituídas por redes de polietileno cor laranja
com pelo menos 1,00 metro de altura (caso não haja o risco de queda de viaturas) e/ou com
elementos tipo “New Jersey” (caso esse risco seja identificado especialmente tratando-se de
grandes profundidades), para além de outros processos equivalentes que o Empreiteiro ou a
Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra venha a determinar;
 No cimo dos taludes acessíveis por pessoas devem ser montados, a distância adequada, guarda-
corpos com resistência tal que garantam uma protecção colectiva adequada face ao risco de

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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

queda, com os rodapés prevenindo também o risco de rolamento de objectos para a escavação;
 Não devem ser depositados ou colocados materiais provenientes de escavação nem outros, junto
aos bordos superiores (cristas) dos taludes de escavação a menos de metade da profundidade com
o mínimo de 0,60 metro destes;
 Verificar diariamente, antes de iniciar qualquer trabalho junto dos taludes, a estabilidade do
mesmo ou da entivação (existência de fissuras no terreno, defeitos do material de entivação, etc.);
 Assegurar a existência de meios de acesso a essas escavações, nomeadamente através de escadas em
número suficiente de forma a que cada trabalhador nessa escavação não tenha que percorrer uma
distância superior a 15 metros desde o local onde se encontra até uma das escadas; quando a
profundidade seja superior a 3 metros, essas escadas devem possuir guarda-corpos laterais;

Os Planos de Escavações têm que ser apresentados pelo Empreiteiro até 11 (onze) dias antes do início
dos trabalhos respectivos, não podendo o Empreiteiro executar qualquer trabalho de escavação antes
da Fiscalização aprovar o Plano respectivo.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 30, esses Planos de Escavações e eventuais alterações.

4.16 PLANOS DE MONTAGEM DE TUBAGENS


A empreitada inclui o fornecimento e montagem de tubagens devendo o Empreiteiro prever meios
adequados para tais movimentações e montagem tendo em conta essas características.
Tendo em conta as situações atrás referidas e outras que a localização, condições de acesso às frentes
de trabalho, etc. poderão determinar e sem prejuízo de outros aspectos que a Fiscalização / Coordenador
de Segurança em Obra considerem relevantes, o Empreiteiro deverá submeter a esta para aprovação,
até 11 (onze) dias antes do início dos trabalhos em causa, um Plano de Montagem de Tubagens, o qual
deverá identificar:
 Meios humanos e equipamentos a utilizar e respectivas características técnicas;

 Identificação dos locais de descarga e posicionamento inicial das tubagens;


 Formação adequada dos trabalhadores intervenientes na montagem das tubagens;
 A sequência das montagens das tubagens e métodos e técnicas a utilizar;
 Posicionamento dos equipamentos e movimentos que irão executar isoladamente ou em
conjunto, e métodos de controlo de movimentação das tubagens a transportar;
 Faixas de circulação dos equipamentos e definição de zonas interditas a trabalhadores e
máquinas em cada fase das operações de montagem;
 Definição das medidas de protecção colectiva e de protecção individual a empregar / utilizar face
aos riscos associados às operações a executar.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 31, esses Planos de Montagem de Tubagens e eventuais alterações.
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

4.17 PLANOS DE MONTAGEM DE EQUIPAMENTOS


A empreitada inclui o fornecimento e montagem de equipamentos cujas dimensões e pesos poderá
atingir cerca de 100 kg, devendo assim o Empreiteiro prever meios adequados (equipamento e
acessórios) para a movimentação e montagem de tais equipamentos, não sendo admissível neste tipo de
trabalho a utilização de equipamento não concebido para elevação de cargas.
Tendo em conta as situações atrás referidas e outras que a localização, condições de acesso às frentes
de trabalho, etc. poderão determinar e sem prejuízo de outros aspectos que a Fiscalização / Coordenador
de Segurança em Obra considerem relevantes, o Empreiteiro deverá submeter a esta para aprovação,
até 11 (onze) dias antes do início dos trabalhos em causa, um Plano de Montagem de Equipamentos, o
qual deverá identificar:
 Meios humanos e equipamentos a utilizar e respectivas características técnicas;

 Identificação dos locais de descarga e posicionamento inicial dos equipamentos a montar;


 Formação adequada dos trabalhadores intervenientes na montagem dos equipamentos;
 A sequência das montagens dos equipamentos e métodos e técnicas a utilizar;
 Posicionamento dos equipamentos de movimentação de cargas e movimentos que irão
executar isoladamente ou em conjunto, e métodos de controlo de movimentação dos
equipamentos a transportar;
 Faixas de circulação dos equipamentos de movimentação de cargas e definição de zonas
interditas a trabalhadores e máquinas em cada fase das operações de montagem;
 Definição das medidas de protecção colectiva e de protecção individual a empregar / utilizar face
aos riscos associados às operações a executar.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 32, esses Planos de Montagem de Equipamentos e eventuais
alterações.

4.18 PLANOS DE COFRAGENS E BETONAGENS


Antes de iniciada a montagem de cofragens e executada qualquer betonagem, o Empreiteiro, sem
prejuízo de outros aspectos que a Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra considerem
relevantes, submeterá a esta para aprovação, até 11 (onze) dias antes do início dos trabalhos em causa,
um Plano de Cofragens e Betonagens, identificando:
 A estrutura de apoio da cofragem (prumos, cavaletes / cimbres) a utilizar, incluindo os
travamentos, os sistemas de apoio e as inspecções e verificações sistemáticas a efectuar (listas de
verificação);
 As cofragens a utilizar, incluindo escoramento e travamento das mesmas e respectivas medidas
preventivas de protecção colectiva a integrar para prevenir os riscos associados à operação,
nomeadamente plataformas de trabalho com o mínimo de 0,60 metro de largura livre e guarda-
corpos ou outros dispositivos adequados à prevenção de quedas em altura; caso sejam utilizados
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PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE

óleos descofrantes deverão privilegiar-se óleos de base vegetal em vez dos de base mineral por
estes conterem solventes orgânicos voláteis eventualmente tóxicos, evitando-se assim o eventual
risco de irritação cutânea e de ataque dos pulmões;
 Método de colocação do betão, equipamento utilizado, seu posicionamento e meios humanos a envolver;
 A sequência de execução das betonagens dos elementos a betonar;
 O faseamento de execução dos mesmos, identificando as juntas de betonagem;
 Métodos de protecção das pontas de varões de aço caso se situem a altura que possam originar
lesões aos trabalhadores.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 33, esses Planos de Cofragens e Betonagens e eventuais alterações.

4.19 PLANOS DE MONTAGEM DE ESTRUTURAS METÁLICAS


O Empreiteiro deverá elaborar e submeter à aprovação da Fiscalização, os Planos de Montagem das
Estruturas Metálicas, nomeadamente andaimes, cavaletes apoiados no solo, cimbres, plataformas de
trabalho, entivações e respectivos meios de acesso, os quais devem atender ao método de execução e
seu faseamento. Os Planos de Montagem das Estruturas Metálicas, têm que ser apresentados pelo
Empreiteiro até 11 (onze) dias antes do início dos trabalhos respectivos. O Empreiteiro não poderá
executar qualquer trabalho antes da Fiscalização aprovar o Plano respectivo, o qual deve identificar:
 A sequência das montagens dos elementos da estrutura metálica a executar e ordem de realização
das ligações, incluindo os respectivos métodos e técnicas a utilizar;
 Identificação dos locais de descarga e posicionamento inicial dos elementos a montar;
 Meios humanos e equipamentos a utilizar e respectivas características técnicas;
 Formação adequada dos trabalhadores intervenientes na montagem da estrutura metálica;
 Posicionamento dos equipamentos e movimentos que irão executar isoladamente ou em conjunto,
e métodos de controlo de movimentação dos elementos a transportar;
 Faixas de circulação dos equipamentos e definição de zonas interditas a trabalhadores e máquinas
em cada fase das operações de montagem;
 Definição das medidas de protecção colectiva e de protecção individual a empregar / utilizar face aos
riscos associados às operações a executar, nomeadamente plataformas de trabalho, guarda-corpos,
redes, “linhas de vida” ou outros dispositivos adequados à prevenção de quedas em altura.
Cada estrutura metálica só poderá ser utilizada depois de terminada a sua montagem, verificado e
registado o cumprimento de especificado.
Os Planos de Montagem das Estruturas Metálicas deverão ser acompanhados de documentos e cálculos
demonstrativos da estabilidade e de termos de responsabilidade dos respectivos Técnicos. Estes
projectos, deverão ser elaborados por projectista credenciado, sendo revistos e verificados por outro
projectista independente. A Entidade Executante/Adjudicatário deverá entregar à Fiscalização não só os
Planos de Montagem das Estruturas Metálicas como também os pareceres de revisão efectuados.
O projectista contratado pelo empreiteiro para elaborar o Plano de Montagem das Estruturas Metálicas
deverá confirmar “in situ” os pressupostos utilizados no cálculo, nomeadamente no que se refere à

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capacidade de carga e às deformações verificadas nos terrenos de fundação e ao estado de conservação


dos materiais, obrigando-se o empreiteiro a proceder aos ensaios para tal necessário.
Especial atenção e protecção deverão merecer as faces laterais das plataformas de trabalho, tendo em
conta os ventos que incidirão sobre estas plataformas. Estas protecções laterais deverão ser tais que
permitam boas condições de trabalho aos trabalhadores, pela influência que terão quer na segurança dos
trabalhadores quer na qualidade do trabalho a executar.
O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 34, esses Planos de Montagem das Estruturas Metálicas e
eventuais alterações.

4.20 PLANO DE CONTROLO E GESTÃO DE EFLUENTES


Da implantação da obra, previsivelmente, resultarão efluentes de vários tipos e com impactos
diferenciados. Alguns desses efluentes foram já considerados em termos do Projeto de Estaleiro, sendo
que compete ao Empreiteiro providenciar a organização do estaleiro de modo a que os efluentes
produzidos sejam devidamente tratados de modo a minimizar impactos, implementando sistemas de
identificação, controlo, recolha e encaminhamento adequado, privilegiando o reaproveitamento ou a
reciclagem dos efluentes ou componentes em que tal seja tecnicamente viável.
De modo a programar estas actividades e aferir e verificar o seu sucesso, o Empreiteiro preparará e
submeterá à aprovação da Fiscalização, conjuntamente com o projecto de Estaleiro, um Plano de
Controlo e Gestão de Efluentes em que fará:
 A identificação e caracterização dos efluentes sólidos, líquidos e gasosos previstos:
 Identificando as fontes geradoras de efluentes;
 Caracterização física e química de cada efluente;
 Caudal médio e variabilidade de cada efluente;
 Método de controlo de cada efluente;
 A identificação das operações de recolha, armazenamento, transporte e encaminhamento para
reciclagem, valorização ou terminação de cada efluente;
 A descrição do sistema de monitorização e registo de efluentes.
O Plano de Controlo e Gestão de Efluentes terá que prever e referir, entre outras, as medidas de
controlo, gestão e minimização, pré-tratamento, armazenagem e encaminhamento dos seguintes
efluentes:
 Efluentes líquidos domésticos, resultantes de cozinhas, refeitórios, dormitórios, escritórios,
instalações oficinais, etc.;
 Efluentes sólidos domésticos, resultantes de cozinhas, refeitórios e dormitórios;
 Efluentes sólidos banais, resultantes de cozinhas, refeitórios, dormitórios, escritórios,
instalações oficinais, etc.
 Implantação de sistemas de eco-ponto para recolha e encaminhamento para reciclagem de
vidro, papel, metais, plásticos, pilhas e óleos.
 Efluentes líquidos e gasosos de centrais de betão e asfalto.

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 Efluentes líquidos e sólidos de instalações industriais, oficinais e de apoio da obra (serrim das
carpintarias, lamas de lavagem de betoneiras e central de betão, resíduos de oficinas de
mecânica, etc.).
 Medidas de contenção e tratamento de derrames acidentais (abastecimento de combustíveis,
mudanças de óleos lubrificantes de máquinas, etc.).
O Empreiteiro arquivará no anexo 35 cópia do Plano de Controlo e Gestão de Efluentes e de todos os
registos de monitorização resultantes desse plano e das alterações que lhe sejam efectuadas.

4.21 RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS DE SEGURANÇA


Apresentam-se, no anexo 36 a título exemplificativo, algumas recomendações técnicas de segurança
relativas a equipamentos e trabalhos a utilizar no estaleiro, assim como a operações previstas na
execução da obra, sem prejuízo de outras que venham a ser identificadas na fase de execução da
empreitada.
O Empreiteiro arquivará no anexo 36 outras documentações técnicas relativas a equipamentos e
trabalhos que não tenham sido consideradas durante a elaboração deste PSS.

5 - MONITORIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO
Sem prejuízo das acções diárias e/ou periódicas que deverão ser realizadas por todos os
intervenientes nesta empreitada, quer em cumprimento das obrigações legais aplicáveis, quer por
exigência do caderno de encargos do qual este Plano de Segurança e Saúde faz parte integrante,
referem-se as seguintes acções específicas para verificar o desempenho do Empreiteiro na
implementação da segurança e saúde no trabalho nesta empreitada:
 Registo de acidentes e índices de sinistralidade laboral;
 Monitorização mensal;
 Comissões de Segurança e Saúde;

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 Auditorias e Inspecções.

5.1 REGISTO DE ACIDENTES E ÍNDICES DE SINISTRALIDADE LABORAL


Sempre que ocorra um acidente de trabalho envolvendo qualquer trabalhador ao serviço do
empreiteiro (incluindo os da sucessiva cadeia de subcontratação e fornecedores), e que tenha que ser
participado à Companhia de Seguros deve ser efectuado um inquérito registando-se todas as
informações relevantes que permitam uma análise detalhada desse acidente, incluindo as medidas
preventivas adequadas para evitar a ocorrência de um mesmo tipo de acidente.

Tratando-se de acidente grave ou mortal deverá também o empreiteiro proceder à sua comunicação, nos
termos da legislação em vigor, às entidades competentes (Autoridade para as Condições de Trabalho). O
Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização no prazo de 11 (onze) dias a contar da data da
consignação, um Procedimento sobre a classificação de um acidente de trabalho como grave, sendo que
no mínimo se deverá considerar como grave: o acidente de que resulte o internamento do sinistrado e
este não obtenha “alta” nas 20 (vinte) horas seguintes à ocorrência desse acidente; a “rotura” total ou
parcial, a perfuração profunda ou a amputação de qualquer membro do corpo; sempre que se preveja
que o trabalhador permaneça mais de um mês de baixa.

Sem prejuízo de outros modelos que o empreiteiro utilize quer internamente quer por obrigação das
entidades a quem o acidente de trabalho deva ser comunicado, o Empreiteiro registará esses
acidentes utilizando o modelo cmpm_12 (registo_acidente_trabalho) incluído no anexo 1 deste
documento.

COMUNICAÇÃO E REGISTO DE ACIDENTES DE TRABALHO


Sem prejuízo de outras comunicações estabelecidas legalmente, o Director Técnico da Empreitada é
responsável por comunicar por escrito à Fiscalização todos os acidentes de trabalho acima referidos
comunicados às Companhias de Seguros, de acordo com o seguinte:
 Essa comunicação deverá ser feita prazo máximo de 24 horas após o acidente. Essas comunicações
são feitas pelo envio do Registo de Acidente de Trabalho de acordo com o modelo cmpm_12
incluído no anexo 1 deste documento, o qual deve conter todos os dados disponíveis à data do
acidente.
 No prazo máximo de 5 (cinco) dias após a data do acidente, o Empreiteiro terá que enviar o Relatório
de Investigação do Acidente. Esse relatório deve conter no mínimo as causas do acidente e as
medidas de prevenção implementadas, destinadas a evitar a ocorrência de acidentes do mesmo tipo, e
deverão ser anexados pelo Empreiteiro aos respectivos Registos de Acidente de Trabalho.
 Caso o trabalhador acidentado permaneça de baixa por um longo período, o Empreiteiro obriga-se
a enviar até ao quinto dia útil de cada mês, informação sobre a evolução do estado de saúde do(s)
acidentado(s) e previsão do seu regresso ao trabalho. Caso o trabalhador sinistrado tenha que ficar
internado e permaneça como tal, essa informação deverá ser prestada no primeiro dia útil de cada
semana, durante um período de pelo menos quatro semanas seguidas, a menos que termine
entretanto esse internamento.

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 No prazo máximo de 5 (cinco) dias após o regresso ao trabalho do acidentado ou após a data do
apuramento (efectivo) de eventual grau de desvalorização, o Empreiteiro terá que enviar o
Relatório Final que integrará obrigatoriamente o Registo de Acidente de Trabalho completamente
preenchido e o Relatório de Investigação do Acidente.

Mensalmente, o Empreiteiro deverá elaborar a ficha modelo cmpm_21 (registo-


mensal_acidentes_trabalho) incluída no anexo 1 deste documento, onde se pretende resumir os
acidentes de trabalho ocorridos no mês e todos os sinistrados em meses anteriores que ainda se
encontrem de baixa ou que tenham regressado ao trabalho durante esse mês.

O Empreiteiro deverá elaborar essas fichas até ao 5.º dia de cada mês, arquivando-as no anexo 24.

A ocorrência de quaisquer Incidentes, isto é, situações ocorridas das quais não resultou lesão corporal
de qualquer pessoa mas com elevado potencial de poder vir a resultar em acidente grave, deverão
também ser comunicados à Fiscalização no prazo de 2 (dois) dias seguintes ao acontecimento
acompanhado de um relato da ocorrência e respectivas medidas tomadas para evitar a sua
recorrência. Estes relatos deverão também ser arquivados no anexo 25.

INDICADORES DE SINISTRALIDADE LABORAL


O Empreiteiro registará todos os dados necessários para realçar os principais Indicadores de
Sinistralidade Laboral, utilizando para o efeito o modelo cmpm_22 no anexo 1 deste documento ou
outro contendo no mínimo a informação que a seguir se apresenta.

Na utilização desse quadro, o Empreiteiro deverá considerar o seguinte:

a) Consideram-se todos os acidentes de trabalho comunicados às Companhias de Seguros;


b) No caso de acidente envolvendo mais do que um trabalhador, o número de acidentes de trabalho
são tantos quantos os trabalhadores sinistrados.
c) Na contagem do número de dias de trabalho perdidos não se considera o dia da ocorrência do
acidente nem o do regresso ao trabalho. Note-se que se consideram dias de trabalho e não dias de
calendário.
d) Tratando-se de acidentes de trabalho ocorridos com trabalhadores de Subcontratados, no número de
dias perdidos serão contabilizados todos os dias de trabalho até ao final do contrato desse
subcontratado. Em qualquer dos casos, o limite para a contagem do número de dias de trabalho
perdidos termina na data de recepção provisória da empreitada ou, caso aplicável, da última recepção
provisória parcial.

A informação contida nesse quadro possui o significado que se apresenta a seguir:


(1) Ano a que respeita a informação.
(2) Mês a que respeita a informação.

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(3) N.º médio de pessoas na empreitada, incluindo técnicos e administrativos, trabalhadores dos
Subcontratados. É calculado pela média aritmética do número de trabalhadores existente em cada um
dos dias desse mês.
(4) N.º total de pessoas-hora trabalhadas no mês, determinado a partir de folhas diárias de permanência
de cada trabalhador em obra (folhas de controlo de assiduidade). Trata-se de registar o número total
de horas de exposição a risco de todos os trabalhadores existentes no Estaleiro.
(5) N.º de acidentes mortais ocorridos no mês.
(6) N.º de acidentes não mortais sem baixa.
(7) N.º de acidentes não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(8) N.º de acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(9) N.º total de acidentes de trabalho ocorridos, mortais e não mortais (M+NM).
(10) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com 3 ou menos dias de baixa.
(11) N.º de dias de trabalho perdidos nos acidentes com mais 3 de dias de baixa.
(12) N.º total de dias de trabalho perdidos com todos os acidentes não mortais, com baixa.
(13) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais.
(14) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(15) Índice de Incidência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(16) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais.
(17) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com 1 ou mais dias de baixa.
(18) Índice de Frequência dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(19) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais.
(20) Índice de Gravidade dos acidentes mortais e não mortais com mais de 3 dias de baixa.
(21) Índice de Duração de todos os acidentes não mortais com mais de 1 dia de baixa.
(22) Índice de Duração dos acidentes não mortais com mais de 3 dias de baixa.

O Índice de Incidência (II) é o número de acidentes ocorridos num dado período por cada mil pessoas
expostas a risco no mesmo período. É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes  1 000
II 
N.º Trabalhadores
O Índice de Frequência (IF) é o número de acidentes ocorridos num dado período em cada milhão de
pessoas-hora trabalhadas no mesmo período, traduzindo a probabilidade de ocorrência de acidentes.
É calculado pela seguinte expressão:
N.º acidentes  1 000 000
IF 
N.º Pessoas - hora trabalhad as
O Índice de Gravidade (IG) é o número de dias de trabalho perdidos pelo conjunto de trabalhadores
acidentados num dado período em cada mil pessoas-hora trabalhadas nesse mesmo período,

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traduzindo as consequências dos acidentes. É calculado pela seguinte expressão, considerando-se que
cada acidente mortal equivale a uma perda de 7500 dias de trabalho (penalização estatística):
(N.º dias perdidos  N.º Acid. mortais  7500)  1 000
IG 
N.º Pessoas - hora trabalhad as

O Índice de Duração (ID) dos acidentes de trabalho é o número médio de dias de trabalho perdidos
por cada acidente de trabalho com baixa (não considerando os acidentes de trabalho mortais e os
correspondentes dias perdidos de penalização estatística), realçando a gravidade dos acidentes com
baixa ocorridos. É calculado pela seguinte expressão:
N.º dias perdidos
ID 
N.º acidentes com baixa
Os resultados obtidos deverão ser objecto de análise em reuniões da Comissão de Segurança e Saúde
de Obra que se refere na secção 5 deste PSS, procurando-se determinar as causas dos acidentes
ocorridos e, sempre que a situação recomende, melhorar as técnicas de segurança e de saúde a
aplicar visando evitar ou eliminar potenciais riscos.

O Empreiteiro atualizará no final de cada mês um ficheiro (formato Excel) com os dados relativos aos
acidentes e índices de sinistralidade laboral (modelo cmpm_22 atrás referido), que deverá solicitar à
Fiscalização o envio por email. Após cada atualização, o Empreiteiro procederá ao envio por e-mail do
referido ficheiro à Fiscalização até ao 5.º dia de cada mês, juntamente com a Monitorização que se
refere adiante. Deverá também no mesmo prazo afixar esse quadro na vitrina referida no ponto relativo
à Formação e Informação dos Trabalhadores, conjuntamente com gráficos dele extraídos mostrando a
evolução desses indicadores.

O Empreiteiro arquivará no anexo 25 esses quadros, os Registos dos Acidentes de Trabalho ocorridos,
incluindo os relatórios das investigações dos acidentes e comunicações às Companhias de Seguros e/ou à
ACT (Autoridade para as condições do Trabalho), assim como toda a documentação relacionada a cada
acidente.

5.2 MONITORIZAÇÃO MENSAL


O Empreiteiro actualizará no final de cada mês, um ficheiro (formato Word) com dados relativos à
monitorização (modelo cmpm_13 incluído no anexo 1 deste PSS) que deverá solicitar à Fiscalização /
Coordenador de Segurança em Obra, o envio por email, conforme. Após cada atualização, o
Empreiteiro procederá ao envio por email, do referido ficheiro à Fiscalização até ao 5.º dia de cada
mês, acompanhado dos documentos nele indicados.

Compete à Fiscalização / Coordenador de Segurança em Obra, analisar o conteúdo do mencionado


ficheiro e avaliar a implementação do preconizado no PSS, assim como os acidentes e indicadores de
sinistralidade laboral.

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 27 os relatórios de Monitorização enviados à Fiscalização.

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Para além dessa monitorização, o empreiteiro deverá promover e criar as condições, fornecendo os
meios necessários, para que os representantes dos trabalhadores dentro do horário de trabalho
possam periodicamente (no mínimo mensalmente) percorrer as frentes de trabalho para auscultar
diferentes trabalhadores do empreiteiro ou dos seus subcontratados/subempreiteiros, com vista a
recolher informação sobre as condições de trabalho e bem-estar destes no estaleiro em causa,
incluindo condições de segurança no trabalho que desempenham, garantia de salários em dia,
condições de habitabilidade no Estaleiro (dormitórios, caso aplicável), condições em que tomam as
suas refeições, etc.

5.3 COMISSÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DA OBRA


Com o objetivo de acompanhar e avaliar a implementação do Plano de Segurança e Saúde será
constituída uma Comissão de Segurança da Obra composta, em princípio, pelas pessoas com as
seguintes funções ou representações:
 Representante da Fiscalização (Engenheiro Residente);
 Responsável pelo exercício da coordenação de segurança em obra;
 Director Técnico da Empreitada;
 Responsável do Empreiteiro pelo cumprimento da legislação aplicável em matéria de segurança, higiene e
saúde no trabalho e pela correta aplicação, manutenção, actualização e organização deste PSS;
 Representante(s) dos trabalhadores da empreitada.

No prazo de 11 (onze) dias a contar da data da consignação da empreitada, o Empreiteiro deve informar a
Fiscalização dos elementos que lhe compete designar para integrar a Comissão de Segurança e Saúde da Obra
acima referida, incluindo-se também os representantes dos trabalhadores da empreitada cujo número deverá
ser o referido na Lei-Quadro sobre Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de
Novembro). Salvo casos excepcionais, estes representantes não poderão ser trabalhadores da equipa dirigente
da empreitada (direcção técnica, administrativos, encarregados, arvorados, chefes de equipa). Nos 5 (cinco)
dias seguintes a essa designação, o Empreiteiro obriga-se a colocar este PSS à disposição dos representantes
dos trabalhadores da empreitada, explicando o seu conteúdo, assegurando o mesmo e no mesmo prazo
sempre que haja alterações de algum destes representantes.

Nº de trabalhadores na empreitada (n) N.º de representantes

n < 61 1 (um)

61  n < 151 2 (dois)

151  n < 301 3 (três)

301  n < 501 4 (quatro)

n > 501 5 (cinco)

O Empreiteiro deverá arquivar no anexo 28 as actas das reuniões da Comissão da Segurança da Obra.

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5.4 - AUDITORIAS E INSPEÇÕES

Deverão ser arquivados neste anexo, os Planos de Ações Corretivas e/ou Preventivas resultantes
dessas auditorias ou inspeções e bem assim os documentos relativos a eventuais inspeções (autos de
notícia, notificações, autos de suspensão de trabalhos) que venham a ser realizadas à obra pelo ACT
(Autoridade para as Condições de Trabalho).

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