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Etimologia e Conceito de Concorrência

Trabalho sobre o Estado.

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Júlio Adriano
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Origem etimológica da concorrência

Etimologicamente a palavra Concorrência, ("concurrence", em francês, "concorrenza", em


italiano), significa coincidência (de desejos ou fins), concurso ou competição.

Conceito da Concorrência
Entende – se concorrência, a competição entre vários agentes económicos com vista a
atingirem a supremacia no mercado em relação aos demais e caracteriza-se pela pluralidade de
actuações convergentes, na medida em que existe uma pluralidade indiscriminada de
fornecedores de bens e serviços que se dirigem a uma pluralidade indiscriminada de
[Link] economia usa-se o termo num sentido mais restrito, caracterizando as
relações (económicas) que se estabelecem entre os que num mercado oferecem e procuram
mercadorias ou serviços.

Conceito de direito da concorrência

Antes de falar do Direito da concorrência, entendemos conveniente recordar o próprio conceito


de Direito.O termo Direito é polissémico, ou seja, pode ser entendido em dois sentidos, quais
sejam: o sentido Objectivo e o Subjectivo.

O Direito em sentido Objectivo, pode ser entendido como um sistema de normas, “como uma
das ordens normativas que regulam a vida em sociedade”. Neste sentido, o Direito Objectivo
seria o conjunto de regras gerais que regem as relações numa dada sociedade. Regras essas
dotadas de características como sejam: generalidade, abstracção, necessidade, hipoteticidade e
coercibilidade. O Direito da Concorrência em sentido Objectivo, constitui um conjunto de
normas e princípios da concorrência por que se devem pautar os agentes económicos entre sil.
O Regime Jurídico da Concorrência em Moçambique

Por Eugénio Pedro Manhiça, Licenciando em Direito pela USTM- 2012 Ou num melhor
entendimento, “ o Direito da Concorrência pode ser caracterizado como uma parte do sistema
legal, tendente à fixação de normas aplicáveis ao exercicico da actividade económica através de
regras relativas ao estabelecimento das empresas, à comercialização dos seus produtos, às
relações concorrenciais e a protecção do consumidor”. Já o Direito em sentido Subjectivo não
pode ser tomado como um conjunto de normas, mas antes é visto na perspectiva do Homem
em relação a essas mesmas normas, tendo em conta a situação que para ele é criada por elas.
Neste entendimento, “ Direito Subjectivo corresponde ao poder ou faculdade-provindos do
Direito Objectivo de que dispõe uma pessoa, e que se destina a realização de um interesse
juridicamente relevante. Portanto, o Direito da Concorrência em sentido Subjectivo, refere-se a
liberdade de actuação dos agentes económicos, ou seja, a liberdade de ingressar e actuar num
mercado determinado. Tratase de uma prerrogativa ou faculdade de cada individuo.

Conceito do mercado
Existem várias definições do mercado. Na sua acepção primitiva, a palavra mercado dizia
respeito a um lugar determinado, onde os agentes económicos realizavam transacções. A título
ilustrativo, os textos da história económica citam os grandes mercados de antiguidade, como: o
de Marselha, no Mediterrâneo de Bizâncio e de Calcedónia, Ásia, de Naucratia, no Egipto, de
Veneza e Génova, na Itália Medieval. Por tradição histórica, este conceito chegou até os dias
actuais. O mercado permanece, por tradição, como, um lugar definido, especialmente
edificado, para o encontro de produtores e consumidores, com o propósito de ajustarem a
procura e oferta, através da formação dos preços.

Oligopólios e Concorrência monopolística.


As classificações mais simples de estruturas de mercado fundamentam-se apenas no número
de agentes envolvidos em cada um dos dois lados - o da procura (compradores) e o da oferta
(vendedores). STACKELBERG, em 1934 propôs este tipo. Entretanto, os elementos
diferenciadores não se limitam, como sugeriu a classificação pioneira de STACKELBERG, ao
número de agentes económicos envolvidos. Vai além, incluindo factores comportamentais, as
características dos recursos e produtos transaccionados, o controle que os participantes têm
sobre o preço, as possibilidades de concorrência extrapreço e as condições para o ingresso de
novos competidores no mercado.

Na concepção de STACKELBERG, as estruturas do mercado que se observam na realidade não se


limitam às hipóteses da concorrência perfeita (em que se fundamentou a tradição teórica dos
séculos XVIII e XIX) e do monopólio puro (em que se fundamentaram as críticas mais agudas aos
pressupostos clássicos e neoclássicos). Demonstra que entre esses dois extremos, há várias
possibilidades intermediárias, que se podem definir pelo número dos que se encontram em
cada um dos dois lados, em diferentes situações do mercado.23Nestes termos, tomando o
número dos agentes económicos como diferenciador, a concorrência perfeita vai pressupor
grande número dos participantes nos dois lados considerados, ou seja, grande número de
vendedores por um lado e consumidores por outro.

Tomando outro conjunto de aspectos diferenciadores, a concorrência perfeita caracterizar-se-á


por reunir condições ideais, como: a atomização dos agentes, a homogeneidade dos produtos,
a perfeita mobilidade dos concorrentes, a total permeabilidade para ingresso e saída dos
agentes económicos, a plena transparência e apenas um preço, definido pelas forças da oferta
e da procura, ao qual todos se submetem.

Oligopólios eConcorrência monopolística.


As classificações mais simples de estruturas de mercado fundamentam-se apenas no número
de agentes envolvidos em cada um dos dois lados - o da procura (compradores) e o da oferta
(vendedores). STACKELBERG, em 1934 propôs este tipo.

Entretanto, os elementos diferenciadores não se limitam, como sugeriu a classificação pioneira


de STACKELBERG, ao número de agentes económicos envolvidos. Vai além, incluindo factores
comportamentais, as características dos recursos e produtos transaccionados, o controle que os
participantes têm sobre o preço, as possibilidades de concorrência extrapreço e as condições
para o ingresso de novos competidores no mercado.

Estado e concorrência

O direito da concorrência traz-nos à evidência que o mercado e a intervenção do Estado não


são concebidos como aposto, mas sim como complementares. O direito da concorrência visa
deste modo permiter o bom funcionamento do mercado graças a uma concorrência efectiva e
eficaz. Dir-se-ia que é o Estado que compete proteger credibilizar regras de concorrência. Estás
concepções relevam do intendimento, tributário das teses alemãs do "ordoliberalismo"
vulgarizadas no pós - guerra, segundo o qual o bom funcionamento não equivale a pura e a
simples dimensão do papel do Estado, por um outro lado o Estado e o mercado não são
compatíveis. O mercado tem necessidades de regras para ser eficiente cabendo ao legislador
fórmula-las. O Estado, por sua vez, não é um substituto mas o seu complemento, condição
indispensável para o seu bom funcionamento e credibilidade prolongando se a sua intervenção
no mercado até a aplicação das normas reguladoras da concorrência.

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