INSTITUTO POLITÉCNICO DO BENGO
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
TRABALHO DE PRÁTICAS OFICINAIS
SISTEMA DE PROTECÇÃO CONTRA
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
GRUPO Nº 02
CLASSE: 11ª
SALA Nº 02
TURMA: EIE11B
PERÍODO: TARDE
CURSO: ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
O DOCENTE
_________________________
ENG.° ANTÓNIO PIEDADE
IPB, 2024
I
INSTITUTO POLITÉCNICO DO BENGO
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
SISTEMA DE PROTECÇÃO CONTRA
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Integrantes do grupo nº
N° NOMES PERCENTAGEM DE NOTA NOTA DO
PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL TRABALHO
01 Ademar Sílvia 95%
02 Dumilde João 95%
03 Gerónimo Cabo 95%
04 José Machado 95%
05 Márcia Cabeto 95%
06 Paulo dos Santos 95%
07 Valdemar Fernandes 95%
Trabalho apresentado ao Instituto Politécnico do
Bengo como um dos requisitos para obtenção de
avaliação contínua na cadeira de Práticas Oficinais.
IPB, 2024
II
AGRADECIMENTOS
Expressar gratidão é uma forma poderosa de cultivar
relacionamentos saudáveis e fortalecer os laços com as
pessoas ao nosso redor. Agradecer é reconhecer e
valorizar o apoio, o carinho e as boas ações que
recebemos. Dito isso, "Agradecemos de coração aos
nossos pais, ao nosso querido professor por tudo quanto
faz por nós. Sua bondade e generosidade são
verdadeiros presentes em nossas vidas.
III
ÍNDICE
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................1
Objectivos................................................................................................................................1
Objetivo Geral.........................................................................................................................1
Objetivos Específicos..............................................................................................................1
1. FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO/CIENTÍFICA..............................................................2
1.1 Descargas Atmosféricas........................................................................................................2
1.2. Sistema De Protecção Contra Descargas Atmosféricas.......................................................2
1.2.1. Elementos Que Compõem Um Spda................................................................................3
1.2.2. Tipos De Spda...................................................................................................................6
1.2.3. Importância Do Spda........................................................................................................9
CONCLUSÃO.........................................................................................................................10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................11
IV
INTRODUÇÃO
O presente trabalho, fala sobre Sistema de Protecção Contra Descargas
Atmosféricas, sabemos nós que há relatos no mundo sobre mortes causadas pelas descargas
atmosféricas todos os anos. As descargas atmosféricas são imprevisíveis e danosas e, para se
proteger, uma das medidas adequadas é um Sistema de Protecção Contra Descargas
Atmosféricas, sabemos nós. Popularmente conhecidos como para-raios, apesar de se tratar de
um projeto mais complexo, os Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA).
OBJECTIVOS
Objetivo Geral
O presente trabalho, objetiva apresentar os estudos sobre o Sistema de Protecção
Contra Descargas Atmosféricas.
Objetivos Específicos
Compreender o que é o Sistema de Protecção Contra Descargas Atmosféricas;
Saber o objectivo e a importância do Sistema de Protecção Contra Descargas
Atmosféricas.
1
1. FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO/CIENTÍFICA
1.1 DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
A natureza é uma força indomável, capaz de nos surpreender com sua imponência e
complexidade. Entre os fenômenos mais fascinantes e imponentes, encontramos a descarga
atmosférica, um espetáculo elétrico que ilumina os céus e nos lembra da força incontrolável
que reside na atmosfera.
Este fenômeno, popularmente conhecido como raio, é um evento natural de
proporções monumentais, capaz de alterar paisagens e despertar admiração e temor em igual
medida.
Neste texto, exploraremos a fundo a descarga atmosférica, desvendando seus mistérios
e desmistificando suas nuances. Desde a sua formação até os diferentes tipos de raios.
Ao compreendermos esse fenômeno, ganhamos uma perspectiva única sobre a força da
natureza e a complexidade intrínseca de nosso planeta.
Uma descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, é um fenômeno
natural de grande magnitude que ocorre quando há uma liberação súbita de energia elétrica na
atmosfera. Essa liberação de energia pode acontecer entre nuvens, dentro de uma mesma
nuvem ou entre uma nuvem e a superfície da Terra.
1.2. SISTEMA DE PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
O SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é um conjunto
de estruturas e soluções que tem a função de proteger pessoas e construções diversas das
ações dos raios. No SPDA, o projeto é feito para que haja captação e dissipação das
descargas atmosféricas até a terra, em caminho seguro.
O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) – popularmente
conhecido como para-raios – é um sistema que capta e direciona os raios para o solo,
protegendo as edificações e as pessoas dentro ou em torno dela dos efeitos oriundos de
descargas atmosféricas diretas e indiretas.
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Basicamente o objetivo do SPDA é dissipar para terra essa perigosa corrente elétrica,
direcionando a corrente por um caminho mais seguro possível, desta maneira minimizando ou
anulando seus impactos.
A utilização do SPDA não impede a incidência de descargas atmosféricas no local, as
descargas são fenômenos naturais causados, pelo atrito das nuvens no céu, este atrito gera um
efeito de eletrização de grande diferença potencial, desta forma é impossível anular a
indecência das descarregas, mais através dos SPDA´s podemos minimizar seus efeitos nas
instalações, construções e proteger as pessoas nelas abrigadas.
1.2.1. ELEMENTOS QUE COMPÕEM UM SPDA
Basicamente, um SPDA possui três componentes ou “sistemas” que atuam em
conjunto para captar e desviar os raios.
Subsistemas de captação (superior e lateral): capta as descargas atmosféricas;
Descidas: conduz as descargas atmosféricas até o solo;
Aterramento: dissipa as descargas atmosféricas pelo solo.
Figura 2 – Exemplo de um SPDA
Fonte: Termotécnica para-raios
Captores
Quando um raio atinge diretamente uma edificação, primeiro entram em cena os
captores. São os dispositivos que tomam contato com os raios, anteriormente aos demais
elementos.
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Normalmente são instalados no topo das edificações, alguns metros acima do telhado
ou laje.
Os para-raios de um SPDA podem ser tradicionais, constituídos de uma ponta metálica
– os chamados para-raios de ponta Franklin. Ou modernos, dotados de sensores eletrônicos
especiais, como os para-raios ionizantes, que veremos adiante.
Condutores de Descida
Depois que o raio é “capturado”, os condutores direcionam a corrente da descarga
atmosférica para uma “malha de aterramento” instalada no solo.
Esses condutores de descida do raio podem ser feitos de cobre ou alumínio. E, em
alguns casos, a própria armação metálica dos pilares e vigas de concreto da edificação podem
ser utilizados como condutores. Esses são os chamados “SPDAs estruturais”, que precisam
ser previstos já no projeto da edificação.
Malha de Aterramento
Por fim, a malha de aterramento faz a dispersão da energia para o solo.
A instalação da malha deve ser muito cuidadosa, exigindo até mesmo estudos da
qualidade do solo para avaliar critérios como resistividade, salinidade, umidade e
compactação.
Quando a malha de aterramento do SPDA é instalada em um solo com alta
resistividade à passagem da corrente, é necessário tratá-lo com eletrólitos que elevam a
condutividade.
Juntos, esses três sistemas do SPDA – captores, condutores de descida e malha de
aterramento – evitam que a descarga atmosférica direta espalhe seus efeitos na estrutura e
áreas internas da edificação. E, no caso dos SPDAs modernos com para-raios ionizantes,
podem proteger até mesmo pátios externos.
O SPDA reduz significativamente os efeitos de uma descarga elétrica sobre o edifício
em si, pessoas e sistemas eletrônicos e de comunicação.
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Mas o que acontece se você não tiver um?
Explicando de modo bem resumido, os raios produzem campos eletromagnéticos de
alta intensidade que geram picos de tensão e corrente elétrica em qualquer tipo de estrutura
metálica que encontram pelo caminho.
Esses “surtos” se espalham por cabos de redes, cercas ou mesmo pelas armaduras de
metal que sustentam as vigas e pilares estruturais das edificações.
E o pior é que esses efeitos da descarga atmosférica se espalham por um raio de até 5
mil metros do ponto de origem, podendo afetar as instalações elétricas de empresas e
edificações vizinhas.
Se um raio atingir sua empresa ou edificação e você não tiver um SPDA corretamente
instalado, podem ocorrer danos severos, como:
Perfurações de chapas metálicas por calor.
Derretimento de condutores elétricos.
Outro efeito térmico é que combustíveis podem incendiar.
O raio pode danificar a infraestrutura física.
Campos eletromagnéticos e surtos de corrente afetarão equipamentos, fornecimento de
energia e todo o funcionamento da empresa.
Danos à infraestrutura
Além de afetar os equipamentos, sensíveis para empresas e indústrias, as descargas
elétricas podem ser extremamente graves para a própria estrutura do prédio.
O raio pode romper o concreto e provocar trincas em vigas e pilares, corroendo aço e
deteriorando o próprio concreto. Dependendo da gravidade, pode ser perigoso para a estrutura
predial.
Por serem muito rápidas e terem o poder de causar ignição, as descargas elétricas
podem provocar incêndios quando passam por materiais combustíveis.
Isso pode ocorrer na própria estrutura do edifício ou começar na vegetação próxima
ao prédio e se espalhar.
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A importância de um SPDA fica clara nessas situações, mas é ainda mais fundamental
na garantia da vida das pessoas. Isso porque um raio produz corrente elétrica de alta
intensidade que pode ser fatal para um ser humano.
Mas você pode estar perguntando: todas as edificações precisam ter um SPDA? Confira!
1.2.2. TIPOS DE SPDA
Apesar da função ser a mesma, existem diferentes tipos de SPDA.
Cada um deles tem características próprias de método e funcionamento indicadas para
edificações de tamanhos e formatos distintos.
A escolha do tipo de SPDA ideal dependerá do melhor custo-benefício para a sua
empresa, bem como o tipo de atividade e nível de segurança que ela necessita para proteger as
pessoas, as edificações e os equipamentos nelas contidos.
Vejamos as principais características dos principais tipos de SPDA!
SPDA pelo método convencional de Ponta Franklin
O método Franklin é de ação passiva, ou seja, o raio se forma naturalmente e o para-
raios apenas recebe e direciona a descarga elétrica para o solo.
O para-raios de Ponta Franklin protege o volume de um cone, onde o captor – uma
ponta metálica que atrai a descarga atmosférica- fica no vértice.
O raio de atuação varia de acordo com o nível de proteção almejado e a altura do
edifício onde o para-raios é instalado.
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Devido à norma NBR 5419, o método apresenta algumas limitações.
Essas limitações são: altura máxima de 45 metros ou 15 andares, com uma flecha de
proteção de 25º. Por isso, o SPDA com Ponta Franklin só é utilizado em edifícios de porte
menor.
SPDA moderno com Para-Raios Ionizante
O SPDA que conta com Para-Raios Ionizante (também conhecido como Para-Raios
com Dispositivo de Ionização- PDI), tem como principal característica a emissão antecipada
de um traçador ascendente.
Isso significa que o captor se conecta com o raio antes de qualquer outro objeto que
esteja dentro do seu diâmetro de proteção. Portanto, possui atuação ativa.
O traçador cria um canal ionizado que modela o percurso do raio até o solo, graças à
detecção dinâmica da variação do campo elétrico presente na emissão do raio.
A conexão com a descarga atmosférica acontece num ponto mais alto em relação aos para-
raios tradicionais, como os de Ponta Franklin.
Graças a isso, o Para-Raios Ionizante entrega um raio de proteção maior, cobrindo até
mesmo as áreas abertas, o que é ótimo para grandes estruturas com operações externas, como
indústrias e condomínios residenciais.
Por essas características, o SPDA moderno com Para-Raios Ionizante acaba
oferecendo o melhor custo-benefício para esse tipo de edificação e disposição de terreno.
A tecnologia do para-raios ionizante
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A tecnologia PDI surgiu na França a partir de 1986 com o desenvolvimento e
fabricação do para-raios Prevectron. Foi uma solução que surgiu após a proibição do para-
raios radioativo e que é largamente utilizada até os dias de hoje.
A OMS Engenharia é especialista na instalação de SPDA moderno com Para-Raios
Ionizantes e é representante oficial da Indelec, multinacional francesa que fabrica a
tecnologia.
SPDA método de Gaiola de Faraday
Esse método é baseado na Teoria de Faraday, na qual o campo elétrico no interior de
uma gaiola é nulo, mesmo quando uma corrente de valor elevado passa por seus condutores.
Mas, para isso, é necessário que a corrente seja distribuída uniformemente por toda a
superfície.
Esse tipo de SPDA usa um sistema de captores formados por condutores metálicos
horizontais que são interligados em forma de malha.
Normalmente, são acrescentados terminais aéreos nas interligações e cantos para
aumentar a probabilidade de impactos nesses pontos. No mais, há condutores de descida. A
quantidade deles depende do nível de proteção e do aterramento.
O SPDA tipo Gaiola de Faraday é bastante utilizado no ramo industrial para
proteger galpões e edifícios. Isso porque a disposição dos cabos pela estrutura se torna o
próprio receptor da descarga atmosférica. Por isso, os para-raios não são fundamentais nesse
tipo de SPDA.
SPDA pelo método das Esferas Rolantes
Chamado de “modelo eletrogeométrico (EGM)”, esse tipo de SPDA é projetado por
meio de uma simulação feita com uma esfera, cujo raio é determinado pelo nível de proteção
desejado.
Durante a simulação, a esfera rola por toda a área externa da edificação.
Os locais que forem tocados pela bola são os mais suscetíveis à “queda” de um raio.
Por isso, é nesses pontos que são instalados os captores do SPDA.
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1.2.3. IMPORTÂNCIA DO SPDA
Não é possível controlar a ocorrência dos raios, eles são um fenômeno natural com
elevações elétricas bruscas, capazes de afetar e destruir instalações elétricas e aparelhos
conectados a ela.
Com um projeto bem elaborado, é possível evitar esses danos, especialmente com o
auxílio de medidas adicionais de segurança, a exemplo do isolamento das partes condutoras
expostas e do uso de barreiras físicas para impedir o toque em regiões de tensão perigosa.
É preciso considerar, no entanto, que mesmo os profissionais mais competentes não
são capazes de construir um sistema totalmente eficiente, contudo a presença de um SPDA
reduz riscos e prejuízos consideravelmente.
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CONCLUSÃO
Após um árduo estudo, podemos finalmente concluir que as siglas SPDA significam
sistema de proteção contra descargas atmosféricas, esses sistemas servem para proteção de
prédios, antenas, instalações industriais, tanques, tubulações e pessoas contra as descargas
atmosféricas e seus efeitos. Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)
são compostos por dispositivos instalados nos pontos mais altos das instalações e estruturas,
elas proporcionam um caminho para terra oferecendo a menor resistência elétrica possível,
para desta forma, oferecer um caminho para corrente criada pela descarga atmosférica fluir
em direção a terra, sem danificar equipamentos ou estruturas, além de proteger as pessoas
dentro da instalação.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AZEVEDO GENOVEZ DE MESQUITA BRAGA, Leticia. Estudo de convergência de
redes, next generation network e IP multimedia subsystem. 96 p. 2011. Monografia
(Graduação em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica) - Escola de Engenharia de São
Carlos da Universidade de São Paulo, 2011.
FERREIRA, Adriano Ananias et al. Avaliação de sistema de proteção contra descargas
atmosféricas da Empresa Acumuladores Moura SA (Un. 01). 2010.
SANTOS, Kathleen Cintia Brugnera Moraes. Dimensionamento do projeto de SPDA através
do método das malhas (Gaiola de Faraday). 19 nov. 2021. 1 fotografia. Disponível em: <
[Link]
SPDA-através-do-método-das-malhas-Gaiola-de-Faraday- >. Acesso em: 20 nov. 2022.
SANTOS, Moacir. SPDA – O que é um Subsistema de Captação?. 11 agost. 2018. 2
fotografia. Disponível em: < [Link] >. Acesso em: 20
nov. 2022.
VISACRO FILHO, S. Aterramentos Elétricos: conceitos básicos, técnicas de medição e
instrumentação, filosofias de aterramento. São Paulo: Artliber, 2002.
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