DISTÚRBIOS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
Gabriela Zanatta Port
gabriela@[Link]
• Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário Metodista IPA
• Especializada em Nutrição Clínica Funcional pela VP / UNICSUL
• Mestre em Hepatologia pela UFCSPA
• Doutora em Hepatologia pela UFCSPA
• Autora do Manual de Nutrição e Microbiota Intestinal, editora IPGS
• Atua como nutricionista clínica há 15 anos
• Atua como professora há 13 anos
• Professora da Pós-Graduação da Faculdade iPGS
• Fundadora da Funcione, empresa de cursos na área de Nutrição em Saúde Intestinal
• Mentora de nutricionistas
Distúrbios Funcionais
Gastrointestinais
Definição: grupo de doenças mais frequentes da Gastrenterologia,
caracterizadas por alterações nas interações no eixo “gut – brain”
O estudo destas doenças baseia-se no uso de critérios de diagnósticos
específicos, designados como critérios da ROMA Foundation.
2006 - ROMA III
2016 - ROMA IV
DISTÚRBIOS
DO TRATO
GASTROINTESTINAL
SUPERIOR
Prevalência na América Latina:
67% sintomas digestivos
26% SII
DISTÚRBIOS GASTROINTESTINAIS FUNCIONAIS
Atribuídos a quatro regiões anatômicas principais:
Distúrbios Distúrbios Distúrbios Distúrbios
esofágicos: gastroduodenais intestinais anorretais
• Dor torácica • Dispepsia • SII • Incontinência
• Pirose • Aerofagia • Constipação • Escape fecal
• Disfagia • Diarreia • Dor anorretal
• Distensão funcional
abdominal • Dificuldade em
• Dor abdominal evacuar—
crônica disquesia
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
SINTOMAS
Pirose Flatulência Alternância
Dor Pressão entre diarreia
abdominal abdominal e constipação
Cãibras Plenitude Fezes com
abdominais gástrica muco
Desconfortos Urgência
abdominais Diarreia Náuseas
Distensão, Constipação Vômitos
inchaço
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
DIAGNÓSTICO - ROMA III e IV
• Desordens :
• Esofágicas
• Gastroduodenais
• Intestinais
• Dor abdominal
• Biliares e pancreáticas
• Anorretais
[Link]
Ausência de dentes
Xerostomia = Hipossalivação
↓digestão
↓saliva ↓amilase
carboidratos
Quimioterapia
IRC
Idosos
Medicações psiquiátricas
Jagodzinska M, 2011; Van Eijk J, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
Xerostomia
Jagodzinska M, 2011; Van Eijk J, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
Xerostomia
x
Jagodzinska M, 2011; Van Eijk J, 2013
DISFAGIA =
dificuldade na deglutição
Diagnóstico: fono - videofluoroscopia
Objetivo: facilitar mastigação e deglutição
Como: modificar a consistência dos alimentos, para manter ou
melhorar o estado nutricional do paciente
Observar: condições individuais de cada paciente
WGO. Global Guidelines Disphagya, 2014
• Alimentos mais macios
• Medidas posturais
• Alimentação oral sempre que possível
• Consistência da dieta
• Cuidado com hidratação
• Ácido cítrico à ↑ reflexos deglutição
WGO. Global Guidelines Disphagya, 2014
• Oferecer pequenas
quantidades
• Variar as preparações
• Refeições frequentes
Considerar NE
- Preferência gastrostomia
Consistência definida pelo
FONOAUDIOLOGISTA
[Link]/anuncio_ftp/carne_po/livro_espessam_jul09.pdf
WGO. Global Guidelines Disphagya, 2014
HERNIA HIATAL
PIROSE = AZIA
Sensação de queimação retroesternal ou de calor que pode irradiar
Manifestação dos sintomas:
• Em períodos pós-prandiais imediatos
• Durante o exercício físico
• Decúbito dorsal
• Durante a noite
Sintomas semelhantes DRGE
REFLUXO E ESOFAGITE - FISIOPATOLOGIA
• 21% a 56% da população
REFLUXO (RGE) ESOFAGITE
• Dieta inadequada • Ingestão de agente
• Hérnia hiatal corrosivo
• ↓ pressão na cárdia • Infecção viral
• ↑ pressão abdominal • Intubação
(DPOC) • RGE
• ↓ esvaziamento gástrico
• Vômito recorrente
• Tabagismo
• Gestação
(Diaz-Rubio M, 2004;19:95-105; Louis E, 2002;14(3):275-84, Oliveira SS, 2002;14(3):275-84)
HIPO OU HIPERCLORIDRIA?
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
REFLUXO / ESOFAGITE / HÉRNIA HIATAL
• METAS
• ↓RGE
• ↓Dor
• ↓ Lesão
mucosa
Carvalhaes A. Diretriz Brasileira DRGE – ANS, 2011
TERAPIA NUTRICIONAL
REFLUXO E ESOFAGITE
Mudança comportamental
Carvalhaes A. Diretriz Brasileira DRGE – ANS, 2011
DISPEPSIA / INDIGESTÃO
FISIOPATOLOGIA
ETIOLOGIA
SINTOMAS
Dieta inadequada
Dor abdominal vaga
Estresse
Distensão abdominal
↓ Mastigação
Náusea
↑ Álcool
Eructação
↑ Cafeína
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
Distensão abdominal
Definição e descrição:
Sensação de inchaço / aumento / plenitude / pressão
abdominal pós-prandial
10-30 % da população adulta
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TRATAMENTO NUTRICIONAL
SINTOMÁTICO
• ↓ frutose e lactose
• 5 a 6 refeições/ dia Probióticos
• evitar lanche antes de dormir Gengibre
• ↓ bebidas cafeinadas
• ↓ bebidas gaseificadas
• ↓ gordura animal e frituras
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TRATAMENTO NUTRICIONAL
SINTOMÁTICO
↓ FODMAP = Fermentable Oligo-Di-Monosaccharides and Polyols
leguminosas, brócolis, repolho, couve-flor, couve-de-bruxelas
polióis - adoçantes artificiais: maltitol, sorbitol, xilitol e isomaltose
Evitar o consumo excessivo
Comer devagar
Mastigação
Manter o peso ideal
Estilo de vida — melhorar a prática de exercício e postura
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
DISPEPSIA
DISTÚRBIOS
DO TRATO
GASTROINTESTINAL
INFERIOR
FLATULÊNCIA - FISIOPATOLOGIA
Gases intestinais 200ml presente TGI Causas Queixas
• Nitrogênio • ↑consumo CHO • Excesso de gases
• Oxigênio • Absorvidos pelo • ↓ absorção (volume/
• Dióxido de carbono trato alimentar na substrato frequencia)
• Hidrogênio corrente sanguínea fermentável • Distensão
• Exprirados pelos • Consumo fibras / abdominal
pulmões Amido resistente • Cólica
• Eructação • Lactose / Sorbitol • Borborigmo
• Eliminação retal • Frutose(indust)
• Disbiose
• Inatividade
• ↓Motilidade
• Distúrbios TGI
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
FLATULÊNCIA
Avaliar sintomas Relacionar Orientar Avaliar
• ↑produção OU • Intolerância ou • Mastigação • ↓ leguminosas
• ↑eliminação alergia • Alimentar-se (estquiose /
(cólica e alimentar lentamente rafinose)
distensão) • Inatividade • Evitar líquidos • ↓ fibras
• Dismotilidade nas refeições solúveis
• Obstrução • ↓amido (em • ↓ amidos
parcial excesso) resistentes
• ↓frutose
• ↓ sorbitol
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
CONSTIPAÇÃO FISIPATOLOGIA
• 5% a 25% da
população
• Definição:
• Fezes ressecadas
• Esforço para
evacuar
• ↓ peristaltismo
• Esvaziamento
incompleto
Normal: 100g a 200g
fezes/dia
Frequência: 1 a 3x /dia
Tempo de trânsito normal:
18h a 48h
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
SINTOMAS
• Esforço defecatório
• Desconfortos durante a evacuação
• Evacuações menos frequentes do que o usual
• Fezes mais duras, granulosas ou secas do que o usual
• Cãibras / distensão estomacal
• Desconforto / dor na parte inferior das costas ou estômago
• Sensação de esvaziamento incompleto após evacuação
• Náuseas, irritabilidade, diminuição do apetite
• Cansaço / fadiga
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
CONSTIPAÇÃO
ETIOLOGIA
NUTRICIONAIS EXTRA NUTRICIONAIS
• ↓ fibras • Questões psicológicas
• ↓ água • Efeito colateral de medicação
• Uso crônico de laxantes • Anormalidades metabólicas
• Ignorar o estímulo de defecar /endócrinas (hipotireoidismo
• Disbiose / uremia / calcemia)
• Sedentarismo • Gravidez
• Efeito colateral de • Doença vascular do intestino
suplementação • Síndrome do Intestino Irritável
• Fissura anal / hemorróidas
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• Desjejum à reflexo gastrocólico (melhor momento)
• ↑ fibra (gradualmente para evitar distensão e eructações)
• ↑ frutas ricas em pectina à ↑ volume das fezes e facilita evacuação
• ↑ água
• ↓ bebidas cafeinadas, alcoólicas e açucaradas
• ↓ açúcares refinados à ↑ fermentação
• Probióticos
• Regularizar os horários das comidas e hábitos de alimentação.
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
TERAPIA NUTRICIONAL
CONSTIPAÇÃO
DRI fibras:
FIBRAS
25g mulheres
38g homens • Psyllium
• Linhaça
• Plantago
Objetivo:
↑líquido colônico fecal
↑ microbiota
↑ peso das fezes
↑ frequência
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
Mudanças comportamentais
Constipação
↓ Estresse
↓ Laxante
↑ Atividade física
Atenção aos movimentos intestinais
à Não ignorar o desejo de evacuação urgente
Posição no vaso sanitário
àinclinado para a frente, coluna ereta e pés apoiados
WGO Global Guidelines Common GI symptoms, 2013
Como aumentar o consumo de fibras?
• Incluir linhaça, chia,
gergelim, sementes de
girassol, abóbora
• Substituir refinados
por integrais
• Evitar descascar
• Usar talos
DIARREIA - FISIOPATOLOGIA
Conceito Etiologia
• Evacuação frequente • ↑Trânsito intestinal
• Fezes líquidas • ↓ digestão enzimática
• Volume >300ml/dia • ↓ absorção de líquidos e nutrientes
• Perda excessiva de líquidos • Doença inflamatória:
e eletrólitos (Na e K) • Fungos
• Bactérias
• Vírus
• Medicações
• ↑ consumo açúcares
• Mucosa intestinal danificada
WGO Global Guidelines Diarrhea, 2012
Diarreia Diarreia Fatores
Diarreia osmótica
secretória exsudativa agravantes
• Solutos • Secreção ativa • Associada ao • ATB:não seletivo
osmóticos ativos de água e dano da mucosa ↓ microbiota
e pouco eletrólitos pelo • Derramamento • Clostridium
absorvidos epitélio de muco, difficile
• Exemplo: intestinal líquido, sangue e • Escherichia coli
Síndrome de • Causa: proteínas • HIV /
Dumping Exotoxinas plasmáticas deficiências
Intolerância à bacterianas • Liberação de imunes
lactose Virus prostaglandinas • Antineoplásicos
• Jejum alivia • Jejum não alivia e citocnas
• Desnutrição
• Exemplo: grave
D Crohn
Colite ulcerativa
• Enterite por
radiação
WGO Global Guidelines Diarrhea, 2012
A prática de interromper a administração de alimentos durante
mais de 4 horas é incorreta. Recomenda-se manter com a
alimentação normal nos casos nos quais não há sinais de
desidratação, e reintroduzi-la.
Corrigir a desidratação:
WGO Global Guidelines Diarrhea, 2012
TERAPIA NUTRICIONAL
DIARRÉIA
AGUDA: CRÔNICA:
↓ resíduos
↓ gorduras Reposição líquidos e
↓ açúcares (lactose, frutose, eletrólitos (Na e K)
sacarose) Corrigir anorexia
↓ cafeína
↓ álcool Tratar desnutrição
Reposição líquidos e eletrólitos ß Identificar alimentos
(Na e K)
sensibilizadores
WGO Global Guidelines Diarrhea, 2012
WGO Global Guidelines Diarrhea, 2012
Probióticos para o tratamento
da diarreia aguda
• L. reuteri
• L. rhamnosus GG
• L. casei
• Saccharomyces cerevisiae (boulardii)
• Objetivo: Reduzir a gravidade e a duração da diarreia aguda infecciosa
WGO Global Guidelines Prebiotics and Probiotics, 2012
• Prevenção da diarreia aguda:
• Lactobacillus GG, L. casei
• S. boulardii
• Diarreia associada a antibióticos:
• S. boulardii
• L. rhamnosus GG
• Diarreia associada a ATB e a diarreia por C. difficile em pacientes adultos internados:
• L. casei
• Diarreia induzida por radiação:
• VSL#3 (Lactobacillus casei, L. plantarum, L. acidophilus, L. delbrueckii,
Bifidobacterium longum, B. breve, B. infantis, e Streptococcus thermophilus)
WGO Global Guidelines Prebiotics and Probiotics, 2012
ESTEATORREIA FISIOPATOLOGIA
Esteatorreia: Normal:
> 20% gordura nas fezes < 7% gordura nas fezes
90 a 98% da gordura ingerida é absorvida
ESTEATORREIA FISIOPATOLOGIA
Causas
1. ↓ bile – secundária à hepatopatia ou obstrução biliar
2. Síndrome de alça cega
3. Insuficiência pancreática (fibrose cística)
4. ↓ reabsorção de sais biliares no íleo distal (crohn, espru)
5. ↓ reesterificação de gordura
Diagnóstico:
Coeficiente = gordura ingerida – gordura fecal
TERAPIA NUTRICIONAL
ESTEATORRÉIA
Foco: Evitar perda de peso
↑ proteína
↑ carboidratos complexos
Escolher lipídeos:
TCM à absorção facilitada na ausência de sais biliares
AGCC / AGCM à sangue venoso portal à fígado à triglicerídeos
Observar:
Vitaminas lipossolúveis
Minerais – Ca, Zn, Mg
Absorção Ducto
Ducto água colédoco
hepático
Fermenta
ção
Armazena
fezes
INTESTINO
GROSSO
Eliminaçã
o
Definição:
Transtorno intestinal funcional caracterizado por alteração no hábito intestinal,
associado à dor e/ou desconforto abdominal.
É frequente que se acompanhe de inchaço, distensão e alterações na defecação.
WGO Global Guidelines IBS, 2015
SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
(SII) FISIOPATOLOGIA
Alimentos
Estresse
alergênicos
Ansiedade
Excesso de
bebidas e
alimentos
↑ sensação
desconforto
↑ Resposta GI
intestinal
↑ consciência
da atividade GI
WGO Global Guidelines IBS, 2015
SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
FISIOPATOLOGIA
Prevalência:
20% mulheres SII – resposta excessiva aos estímulos TGI:
10 a 15% homens ↑ hormônios peptídeos
↑ neurotransmissores
20 a 40% das consultas com
Gastroenterologista
Não é doença
Impacto social: Baixo:
↑Ausência escola / trabalho Dano tecidual
↓Produtividade Inflamação
Envolvimento imunológico
↑ Custos com saúde
↓Qualidade de vida
WGO Global Guidelines IBS, 2015
SINTOMAS
• Diarreia
• Constipação
Fatores agravantes:
• Dor abdominal 1. Uso laxantes
2. ATB
• Desconforto após refeições 3. Cafeína
4. Patologia GI prévia
• Inchaço 5. ↓ sono / descanso
6. ↓ ingestão de líquidos
• Flatulência
• ↑ Resposta Gastrocólica
• ↑ Movimentos Intestinais
WGO Global Guidelines IBS, 2015
DIAGNÓSTICO
• Critérios ROME I e II
C1. Irritable Bowel Syndrome
Diagnostic criterion*
Recurrent abdominal pain or discomfort** at least 3 days/month in the last
3 months associated with two or more of the following:
1. Improvement with defecation
2. Onset associated with a change in frequency of stool
3. Onset associated with a change in form (appearance) of stool
*Criterion fulfilled for the last 3 months with symptom onset at least 6 months prior to diagnosis
** “Discomfort” means an uncomfortable sensation not described as pain.
In pathophysiology research and clinical trials, a pain/discomfort frequency of at least
2 days a week during screening evaluation is recommended for subject eligibility
[Link]/assets/pdf/19_RomeIII_apA_88
SII - TRATAMENTO MÉDICO
• Medicações – antiespasmódicos,
anticolinérgicos, antidiarréicos, pró-cinéticos,
antidepressivos
• Aconselhamento: ↓ estresse
• Dieta
WGO Global Guidelines IBS, 2015
TERAPIA NUTRICIONAL- SII
Ansiedade
Agravo dos Desconforto
sintomas GI
Dieta Prejuízo
restritiva social
WGO Global Guidelines IBS, 2015
TERAPIA NUTRICIONAL
SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
Práticas dietéticas à dieta incompleta / ↓ nutrientes / ↓ prazer em alimentar-se
à Identificar gatilhos
Reduzir: Adequar: Pré
FODMAP’s Fibras (psyllium) Probióticos
Cafeína Vitaminas Gengibre
Acucares (lactose, Minerais Hortelã
frutose e sorbitol) Hidratação
Gordura
Volumes nas
refeições
Álcool
WGO Global Guidelines IBS, 2015
•
Fatores
Microbiota
ambientais Proteases / Prostaglandinas /
alterada
Leucotrienos / Eicosanóides / RL
Predisposição Agente irritante:
genética ↑resposta imunológica Viral /Bacteriano
da mucosa +
Auto-imune
↑ processo inflamatório
Hiperpermeabilidade Dano às células Úceração/
Má absorção intestinais Estritura
Alergias e Diarreia
Intolerâncias ↓ peso
alimentares ↓ crescimento
WGO Global Guidelines IBD, 2015
Característica DOENÇA DE CROHN COLITE ULCERATIVA
Idade Jovem Jovem a meia-idade
Profundidade Todas camadas submucosa Mucosa e submucosa
Envolvimento Boca ao ânus Cólon e reto
Manifestação Fístula Úlceras
Distribuição da doença Segmentar Contínuo
Massa inflamatória Crônica Rara
Esteatorreia Frequente Ausente
Doença maligna Rara Após 10 anos
Curso da doença Lentamente progressiva Remissões e reincidências
Sangramento retal Ocasional 90 a 100%
Dor abdominal Cólica 45% Pré-evacuação (60 a 70%)
Diarreia 65 a 85% 80 a 95%
Vômito 35% 15%
Perda de peso 60 a 70% 20 a 50%
Desnutrição Comum Comum
Fístula e fissura anorretal 80% 10 a 20%
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
DOENÇA DE CROHN
CIRURGIA – remover estrituras
– 50 a 70% dos casos
Recidivas em 1 a 3 anos
NOVA CIRURGIA – 30 a 70% dos casos
Corticoesteróides / AINE’s /
Imunossupressores / ATB / Anti-TNF
WGO Global Guidelines IBD, 2015
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
COLITE ULCERATIVA
CIRURGIA na doença grave
– remoção completa do cólon
Ileostomia / Bolsa ileal / anastomose ileonal
Corticoesteróides / AINE’s /
Imunossupressores / ATB
WGO Global Guidelines IBD, 2015
Problemas relacionados à Nutrição em DII
Deficiências nutricionais Dificuldade na ingestão ↓ Digestão ↓ Absorção
Anemias Dor abdominal Estreitamento TGI Inflamação
Interações droga-
Náusea / Vômito Estrituras Ressecções cirúrgicas
nutriente
Vitaminas ADEK Ansiedade / Medo ↓ Sais biliares Diarreia
Minerais Auto restrições ↑ Trânsito TGI ↑ Bacteriano
WGO Global Guidelines IBD, 2015
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
DII
Fase aguda: Estágio crônico:
↓resíduos Pequenas refeições
↓açúcar Suplementos isotônicos
↓cafeína
↓fibra Esteatorreia:
TCM
WGO Global Guidelines IBD, 2015
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
DII - METAS
1. Recuperar / Manter Estado Nutricional
Desnutrição à comprometimento função digestiva e
absortiva à ↑ permeabilidade à ↑ inflamação
↑ PTN à cicatrização
Suplementação micronutrientes – Zn, K, Se
TNO / TNE / TNP
Pré e probióticos
WGO Global Guidelines IBD, 2015
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
DII - METAS
2. Auxiliar na Remissão das DII
Alimentação antiinflamatória w3
AA’s (glutamina)
Antioxidantes
Fibra (evitar constipação) – prebióticos
Suplementação – Modulen
Suplementação micronutrientes
TNO / TNE / TNP
Pré e probióticos – produção de AGCC à ↓inflamação
WGO Global Guidelines IBD, 2015
TRATAMENTO MÉDICO / NUTRICIONAL
DII – avaliar:
Questão
Alimentos
psicológica – Fibras
desencadeantes
medo / ansiedade
Lactose Açúcar
WGO Global Guidelines IBD, 2015
3.5. Stool Microbiota after Probiotics and Omega-3 Supplementation
There was a significant increase in the concentration of total aerobes, total
anaerobes, lactobacillus, bifidobacteria, and streptococcus in the probiotic group
and probiotic + omega-3 supplemented groups. In the probiotic + omega-3 group
there was a significant effect on bacteroides, coliforms, and E. coli as well. In the
omega-3 group there was no effect on gut microbiota (Table 2).
53 estudos = 555 pacientes
• Remissão clínica:
• 36% (201/555) - Colite Ulcerativa
• 50.5% (42/83) - Doença de Crohn
TMF em DII
doi: 10.1093/ecco-jcc/jjx063
DOENÇA DIVERTICULAR - FISIOPATOLOGIA
↓ fibras Constipação
↓ H2O crônica
Hipertrofia ↑ pressão
muscular intraluminal
Herniação da
mucosa e
submucosa
WGO Global Guidelines. Doença Diverticular, 2015
WGO Global Guidelines. Doença Diverticular, 2015
DOENÇA DIVERTICULAR -
FISIOPATOLOGIA
75%
Simples
15 a 25% Abscesso
Diverticulite
25% Perfuração
5 a 15% Complicada Fístula
Diverticulose Hemorragia Obstrução
diverticular
70%
Assintomáticos Prevalância aumenta com a idade:
60 anos – 30%
>85 anos – 65%
WGO Global Guidelines. Doença Diverticular, 2015
Sintomas Diagnóstico Tratamento
Dor abdominal Exames: Clínico:
Distensão Físico ↓ sintomas
Flatulência - laboratoriais ↓ complicações
Alteração no - proctológicos
hábito intestinal
Cirúrgico:
diverticulite
WGO Global Guidelines. Doença Diverticular, 2015
TERAPIA NUTRICIONAL
DOENÇA DIVERTICULAR
↑ fibras ↑ volume e ↑
↑ H2O maciez fecal eliminação
↓ pressão
↓ sintomas ↓ esforço
intraluminal
x
SN: Mito:
constipação Nutrição enteral
Nutrição parenteral Restrição de fibras
WGO Global Guidelines. Doença Diverticular, 2015
RESTRIÇÃO DE GRÃOS?
Distúrbios
Lesão mucosa
do intestinal
Disbiose
Sistema
Digestório
- Agravamento
das doenças ↑ Crescimento ↑Permeabilidade
- Piora dos bacteriano ↓Seletividade
sintomas ↑ Endotoxinas
clínicos
Miele L, 2009; Ma YY, 2013
DISBIOSE
↑ Permeabilidade
Intestinal
DISBIOSE
Mudanças da microbiota
intestinal
• quantidade
• qualidade
• atividade metabólica
• local de distribuição
(Grenham, 2011; Araújo, 2011).
TRATAMENTO DA REMOVER
DISBIOSE • Patógenos
• Alérgenos
PROGRAMA • Xenobióticos
6R’s
RECOLOCAR
REPARAR
• Ácido
• Antioxidantes clorídrico
• Anti-
• Enzimas
inflamatórios digestivas
REINOCULAR
• Prebióticos
• Probióticos
OBRIGADA!
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gabriela@[Link]