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Estudo de Defasagem em Circuitos Elétricos

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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO

ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

Estudo prático: circuitos alternados e defasagem de tensão por um simulador

Relatório analítico e descritivo sobre um


estudo de impedâncias elétricas e
defasagem de tensão realizado por
simulações de dois circuitos em um
software online ([Link]).

RAYNER A. B. JUNIOR
VICTOR OLIVEIRA SOUZA
RHAFAEL CABRAL RODRIGUES

Linhares, ES
Junho/2022
RESUMO

O presente relatório aborda um estudo prático direcionado a impedâncias


em circuitos elétricos e a defasagem de tensão por elas causadas, cujo objetivo é a
observação desses fenômenos físicos em contextos práticos. O experimento foi
realizado em um laboratório de informática do IFES campus Linhares, sob a
orientação do docente especializado. Este estudo utiliza de um simulador de
circuitos elétricos online ([Link]), e, devido ser um software, a precisão das
observações estão de acordo com a programação do mesmo, apresentando pouco
erro e confirmando os resultados teóricos.
SUMÁRIO

1. Introdução
2. Procedimento experimental
3. Descrição analítica dos circuitos
4. Considerações finais
5. Bibliografia
1. Introdução

Quando o tema é circuitos elétricos, há de saber que a variedade de


contextos de aplicação é vasta. De resistores a indutores e capacitores, os circuitos
elétricos compostos por estes elementos apresentam diferentes comportamentos
físicos. Ao direcionar o olhar para circuitos compostos de impedâncias (indutores,
capacitores e resistores), existe um fenômeno físico não tão trivial conhecido por
defasagem de tensão. Este, pode ser observado ao aplicar conhecimentos
matemáticos a sua peculiaridade, tratando as características implícitas do circuito
(tensão e corrente) como osciladores harmônicos senoidais e analisando as
características dessas “ondas”, sendo a distância entre suas fases dada por
Defasagem de Tensão.

A defasagem é mensurada ao chamá-la de θ, sendo θ um produto entre a


diferença de tempo das fases das senóides (Δt) com a frequência angular da
senoidal da corrente (ɷ). Assim, obtém-se a equação

θ = ɷ.Δt

Partindo do conhecimento que a frequência angular (ɷ) é dada por ɷ = 2𝜋f,


sendo f a frequência temporal de onda, obtém-se

θ = 2.𝜋.f.Δt
E, a partir disso, é possível notar a diferença de fase entre dois sinais
alternados de mesma frequência.

2. Procedimento experimental

Para a prática de laboratório, na qual obtivemos os dados utilizamos o software


multisim.

No exemplo acima, à esquerda da imagem estão os componentes do circuito e o


circuito montado. No próprio circuito é possível alterar os valores dos componentes
de acordo com o desejado.
Após isso, inicie a simulação e veja o gráfico com a senóide de tensão e corrente e
a defasagem Δx ( Δx é igual Δt, apenas a maneira como aparece no programa é diferente).
Na aba à direita, da imagem acima, é definido as configurações em geral da
simulação e dos itens, por exemplo: quais os gráficos que serão exibidos (tensão e
corrente). Para nós, o importante foi colocar um cursor (eixo x) como ponta de prova
da tensão e corrente, PR1 e PR2 respectivamente, e, assim, saber a defasagem.
3. Descrição analítica dos circuitos

O estudo aborda dois circuitos, sendo o primeiro um circuito série com uma
fonte de tensão de 10 V e frequência 1 kHz, seguido de um indutor (L1) de 0,2 H e
um resistor (R1) de 1 kΩ, com saída em um aterramento. Este segue abaixo:

Simulando o funcionamento deste circuito, o programa utilizado oferece uma


perspectiva de comparação das senoidais tensão e corrente plotadas em um
mesmo gráfico, assim, pode-se notar a diferença de fases
Tomando os dois pontos médios das senoidais, o programa consegue
estimar uma medida precisa da diferença temporal de fases, estando a
tensão em atraso em relação a corrente em um intervalo de Δt = 143,01 μs

Obs.: A defasagem de tempo Δt é dada por Δx; O tempo da figura é figurativo.

Agora é possível calcular a defasagem entre as senoidais a partir da equação


de defasagem
θ = 2. 𝜋. 𝑓. Δ𝑥

A defasagem é de θ≈51, 48°

Finalmente, a partir disso, pode-se encontrar a tensão eficaz e a corrente


eficaz, em outras palavras, tudo aquilo não defasado.
A tensão eficaz será encontrada em uma razão simples dada por:

𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑚/𝑠𝑞𝑟𝑡(2)
= 7, 07 𝑉

Sendo Vef= Tensão eficaz, Vm = Tensão de magnitude

E, na mesma linha, pode-se também encontrar a corrente eficaz, dada pela


razão da tensão inicial pela impedância do sistema,

𝑍(𝑖𝑚𝑝𝑒𝑑â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒) = 𝑅(𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑜𝑟) + 𝑗𝑋𝐿(𝑖𝑚𝑝𝑒𝑑â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑑𝑢𝑡𝑜𝑟) (Ⅰ)

𝐼𝑒𝑓 = 𝑉𝑚/𝑍 (ⅠⅠ)

substituindo (Ⅰ) em (ⅠⅠ), obtém-se

𝐼𝑒𝑓 ≈ 6, 22 𝑚𝐴(− 51, 49°)

Obs.: o resultado da corrente eficaz está em notação polar

Sendo I = Corrente eficaz; V = Tensão eficaz; Z = impedância

Comportamento do circuito mudando sua frequência para 2 kHz

Esta fase do experimento serve para mostrar que:


● A defasagem aumenta (θ1< θ2);
● A magnitude da tensão não se altera e nem a tensão eficaz
(permanece Vm = 10V (10°), Vef = 7,07V);
● A magnitude da corrente diminui e sua frequência aumenta.
Ou seja, o aumento da defasagem está diretamente relacionado ao
comportamento senoidal da corrente.

Já no circuito 2, teremos uma configuração diferente. Agora com um


capacitor (C1 = 0,027 μF) em série com a impedância:

Que apresenta as seguintes senóides com a seguinte defasagem:

A defasagem temporal descrita no software é de Δt = 91,737 μs


Já a defasagem em ângulo será

θ = 2. 𝜋. 𝑓. Δ𝑥
θ = 66, 05°

Quanto a tensão eficaz, esta não muda

𝑉𝑒𝑓 = 7, 07 𝑉

Quanto a corrente eficaz, esta foi alterada pela presença do capacitor

𝑧𝑐 = 𝑖1/𝑤𝑐 (Ⅰ) -> Impedância do capacitor

𝑍𝑒𝑞 = 𝑅 + 𝑗𝑋𝐿 (ⅠⅠ)

Daí, substituindo (Ⅰ) em (ⅠⅠ), com uma série de manipulações algébricas,


obtém-se
2
𝑍𝑒𝑞 = 𝑅 + 𝑤𝐿/(1 + 𝑤 𝐿𝑐 − 𝑗𝑅 𝑤𝑐)
Sendo 𝑍𝑒𝑞 ≈ 13396, 5000

Sabendo que
−1
𝑍 = 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜(𝑍𝑒𝑞) . (𝑡𝑔 (𝑤𝐿/𝑅))

Que é a impedância total em notação polar, pode-se encontrar a corrente


eficaz

𝑍 = 13396, 500 (1, 92°) (Ⅰ)

𝐼𝑒𝑓 = 𝑉𝑚/𝑍 (ⅠⅠ)

Substituindo (Ⅰ) em (ⅠⅠ), logo

𝐼𝑒𝑓 = 74, 65 𝑚𝐴 (− 1, 92°)

Como observado no circuito 2, o capacitor aumenta a magnitude da corrente


e reduz a defasagem.
4. Considerações finais

Em suma, este estudo avalia como se comportam os circuitos na presença


de impedâncias, como isto afeta a magnitude e a fase da corrente, em específico, já
que a tensão depende apenas da fonte. Para resumir, segue uma análise fasorial
dos circuitos trabalhados:

No circuito 1, a tensão está atrasada em relação a corrente pelo ângulo theta


= − 51, 48°

Ainda no circuito 1, porém, aumentando a frequência da tensão para 2kHz, a


tensão está atrasada em relação a corrente pelo ângulo theta = - 89,95°

No circuito 2, com a presença do capacitor. A corrente entre quase em fase


com a impedância, a deixando minimamente adiantada em relação a tensão que
continua constante
Deste modo, é mais fácil analisar que a capacitância e a impedância alteram
somente na corrente do circuito, sendo o indutor um agravante da defasagem, e o
capacitor um redutor.
Há de se considerar os erros intrínsecos dos software utilizado no
experimento, como também o erro humano de precisão no manuseio deste
equipamento. Todavia, a teoria se fez verídica.
5. Bibliografia

● O Que É Impedância - Encontra-se em:


[Link]

● Simulador de circuitos online Multisim: [Link]


● O QUE É CAPACITÂNCIA? - Encontra-se em
[Link]

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