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Inquérito Policial: Conceitos e Características

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Direito Processual Penal

INQUÉRITO POLICIAL
1. CONCEITO

IP é o procedimento administrativo inquisitório e preparatório presidido pela


autoridade policial (autoridade judiciária – Civil ou Federal), consistente em um
conjunto de diligencias objetivando a identificação das fontes de prova e a colheita
de elementos de informação quanto autoria e materialidade, a fim de possibilitar que
o titular da ação penal possa ingressar em juízo.

2. NATUREZA JURÍDICA

Procedimento administrativo, pois dele não resulta a imposição direta de nenhuma


sanção.

3. VALOR PROBATÓRIO

O IP tem valor probatório relativo pois carece de confirmação por outros elementos
colhidos durante a instrução processual. O IP tem como objetivo angariar elementos
para contribuir na formação da opinião delitiva do titular da ação penal, não havendo
nessa fase o contraditório e ampla defesa.
O juiz não pode condenar o réu com base tão somente em elementos colhidos
durante o IP.
A relatividade do valor dos elementos de informação no IP se deve pelos seguintes
motivos:
a) os elementos colhidos não são submetidos ao contraditório;
b) juiz não pode tomar decisões fundadas apenas nos elementos de informação,
ressalvadas as provas cautelares, antecipadas e irrepetíveis – o IP pode ser
levado em consideração, desde que não seja o único fundamento para o
decreto condenatório;
c) os elementos de informação devem ser interpretados em conjunto com as
provas carreadas em juízo

4. VÍCIOS

Os vícios no IP não atingem a ação penal.


Prevalece na doutrina e jurisprudência que o IP por ser dispensável, não tem o condão
de uma vez viciado, contaminar a ação penal.
Direito Processual Penal

5. FINALIDADE DO IP

Pela leitura do art. 4º e 12º do CPP que o inquérito visa colheita de elementos
informativos para apuração da existência de infração penal (materialidade) e à
respectiva autoria, a fim de que o titular da ação penal disponha de elementos que
autorizem a promovê-la.
Elementos informativos são diferente das provas.

Elementos informativos: → colhidos a fase inquisitorial → produção sem


contraditório e ampla defesa.

Provas: → colhidas na fase judicial → observância do contraditório e ampla defesa.

6. CARACTERÍSTICAS

1) Escrito – não se concebe a existência de um IP oral (art. 9 CPP). Todas as peças do


IP devem estar por escrito. Dentro de uma interpretação progressiva da lei e visando
maior fidelidade ao ato, admite-se a produção de provas – oitivas – através do sistema
audiovisual.

2) Dispensável - O IP é peça meramente informativa. Nela se apuram a infração penal


e as suas circunstancias para permitir que o titular da ação possa exercer o direito de
ingressar com a ação penal

Assim, desde que o titular da ação penal tenha em mãos as informações necessárias
(os elementos imprescindíveis aos oferecimentos da denúncia ou queixa) o inquérito
será perfeitamente dispensável.

O art. 27 do CPP dispõe que qualquer pessoa do povo pode provocar a iniciativa do
MP ao fornecer por escrito informações sobre fato e autoria e indicando o tempo,
lugar e elementos de convicção.

O art. 39, §5º CPP acentua que o MP dispensará o IP se com a representação forem
oferecidos elementos que habilitem a promover a ação penal.

O mesmo ocorre na alçada privada.


3) Sigiloso - Se o IP visa a investigação, à elucidação, a descoberta das infrações
penais e das respectivas autorias, pouco ou quase nada valeria a ação da Policia Civil
se não pudesse guardar o necessário sigilo durante a sua realização.
Direito Processual Penal

Aqui o Princípio da Publicidade não se harmoniza com o IP – art. 20 do CPP

Com o sigilo haverá a restrição da defesa? Não. Se no IP não há acusação também


não há defesa e por isso não se pode restringir uma coisa que não existe.

A quem não se opõe o sigilo → juiz (acesso amplo)


→ MP (acesso amplo)
→ Advogado (garantido o acesso apenas das
diligencias já concluídas, não abrangendo aquelas em andamento).
Sumula vinculante 14 (STF)

4) Inquisitivo – não observância do contraditório e ampla defesa. O IP é mera colheita


de prova, mero procedimento. Assim, somente após o início da ação penal que o
contraditório será observado.

ATENÇÃO!!! Art. 14-A CPP → Assistência jurídica em favor de servidores


vinculados aos órgãos de segurança pública (art. 144 CF) diante da instauração
de inquérito para fins de investigação de fatos relacionados ao uso da força letal
praticados no exercício funcional.

5) Procedimento discricionário – o IP deve ser conduzido de forma discricionária


pela autoridade policial, que deve orientar o rumo das investigações e diligencias de
acordo com as peculiaridades do caso concreto.
As diligências que podem ou devem ser realizadas estão previstas nos art. 6 e 7 do
CPP

6) Procedimento oficial – Incumbe ao delegado de polícia (federal ou estadual) a


presidência do IP

7) Procedimento indisponível – delegado não pode determinar o arquivamento do


IP. Art. 17 CPP. O arquivamento somente é possível por ordem do Promotor de Justiça,
com ulterior homologação pela instância de revisão ministerial.

8) Procedimento temporário – investigado preso = 10 dias para termino do IP; já se


tiver solto o prazo é de 30 dias. Prazo pode ser prorrogado (divergência quanto essa
possibilidade no caso de investigado preso).

9) Oficiosidade – havendo crime de ação penal pública = delegado deve agir de


oficio, instaurando e apurando os fatos, dispensando qualquer autorização para agir.
Direito Processual Penal

Já nos crimes de ação penal pública condicionada e penal privada = a persecução


penal depende da autorização da vítima ou seu representante legal (art. 5, §4 e 5 do
CPP)

7. NOTITIA CRIMINIS

É o conhecimento espontâneo ou provocado por parte da autoridade policial acerca


de um fato delituoso.
Essa notícia pode ser cognição imediata, mediata ou coercitiva

Notitia Criminis de Cognição Imediata – é quando a autoridade policial toma conhecimento


do fato ilícito por meio das suas atividades rotineiras – ou porque o jornal publicou a respeito,
ou porque um dos seus agentes lhe levou a conhecimento, etc.
Notitia Criminis de Cognição Mediata – quando a autoridade sabe sobre o fato por meio
de requerimento:
a) Requisição do Juiz ou MP
b) Requerimento da Vítima ou sua representação
c) Delação – Delatio Criminis (cabível apenas nos crimes de ação pública – quando qualquer
do povo faz a denúncia)
d) Requisição do Ministro da Justiça

Notitia Criminis de Cognição Coercitiva – no caso de prisão em flagrante em que junto com
a notitia criminis é apresentado a autoridade policial o autor do fato.
Delação apócrifa ou notitia criminis inqualificada – é o que se chama de denúncia
anônima. A Polícia ao estar diante desse tipo de denúncia deve proceder investigações com
cuidado, porém não deve deixar de atuar. STF e STJ têm admitido a denúncia anônima apenas
quando precedida de diligências preliminares que atestem a verossimilhança dos fatos
noticiados.

Assim, tomando ciência do fato a autoridade policial iniciara a investigação.

8. INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL

a) Ação penal pública incondicionada


+de ofício
+mediante requisição da autoridade judiciária ou do MP
+ mediante requerimento do ofendido ou quem tiver qualidade para representá-lo
+ Delatio Criminis - noticia ofertada por qualquer do povo (art. 5ª, §3 CPP)
Direito Processual Penal

+ Auto de prisão em flagrante


b) Ação penal pública condicionada a representação

Art. 5º, §4º O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não
poderá sem ela ser iniciado

A Representação deverá ser exercida no prazo de 6 meses a contar do conhecimento


do autor do delito

Trata de prazo decadencial = não se interrompe e nem suspende.


O seu não exercício gera a extinção de punibilidade do agente

c) Ação penal privadas

Nestes crimes a autoridade policial somente poderá proceder a abertura de inquérito


mediante requerimento de quem tiver qualidade para intentá-la, conforme art. 5,
parag. 5 do CPP

E quem poderá requere a abertura do IP? Art. 30 – o ofendido e quem tiver qualidade
para representá-lo.

No caso de morte ou ausência judicialmente declarada – cônjuge, ascendente,


descendente ou irmão – art. 31

Menor de 18 anos ou mentalmente enfermo – seu representante legal

Se já possuir elementos suficientes que habilitem a promover a ação penal, pode


ingressar em juízo com a queixa.

9. INDICIAMENTO

Conceito

Indiciar é atribuir a alguém a autoria ou participação em determinada infração penal.

É privativa do delegado de polícia. Não pode ser objeto de requisição do juiz ou do


Ministério Público (Lei 12.830/13, art. 2º, § 6º)
Direito Processual Penal

Pressupostos para o indiciamento

a) Elementos informativos quanto a autoria e materialidade do delito


b) Classificação da conduta delituosa
c) Depende de um despacho fundamentado da autoridade policial.

Momento para indiciamento

Pode ser feito a partir do início das investigações até o momento anterior ao início do
processo.

Sujeito passivo

Regra → qualquer pessoa pode ser indiciada


Exceção → não podem ser:

a) membros do MP;
b) membros da magistratura,
c) Autoridades dotadas de foro por prerrogativa de função: STF entendeu que
eventual indiciamento (e até mesmo as investigações) depende de prévia autorização
Ministro-Relator do tribunal competente.

10. PROVIDÊNCIAS (art. 6º CPP)

A) autoridade policial deve se dirigir ao local providenciando para que não se


alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais
B) apreensão de objetos e instrumentos do crime

Após a liberação feita pelo perito a autoridade policial deverá apreender todos os
instrumentos e os objetos que tiverem relação com o fato.
Estes instrumentos serão examinados para verificar sua natureza e eficiência – art. 175
CPP

C) busca e apreensão

Dos instrumentos e de outros objetos que interessarem à prova pode ser realizada na
própria cena do crime, no domicílio ou até mesmo na própria pessoa.

Quando a busca e apreensão se dar nos lócus delicti (cena do crime) não haverá maior
Direito Processual Penal

dificuldade para o encarregado nesta tarefa.


Já se tratando de busca domiciliar somente poderão ser realizadas com autorização
do juiz, em razão do previsto na CF art. 5, XI.

Tratando de busca pessoal esta poderá realizar com ou sem mandado. Se a própria
Autoridade realizar a diligencia (Juiz, delegado) não haverá necessidade de mandado
(art. 241). Pode fazer sem mandado também durante a diligencia domiciliar ou então
no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse
de arma proibida ou de objetos e papeis que constituem corpo de delito.

A matéria de busca apreensão está contida nos art. 240 a 250 do CPP.

D) Da ouvida do ofendido

Deverá a autoridade quando possível ouvir o ofendido, pois em regra o sujeito passivo
é quem melhor poderá fornecer à autoridade elementos para o esclarecimento do
fato. Ademais, a palavra do ofendido apresenta valor probatório relativo em face de
seu interesse na relação jurídico-material. Às vezes, sua palavra é de extraordinária
valia, pois constitui o vértice de toda a prova como sucede nos crimes contra os
costumes, uma vez que tais crimes são cometidos longe dos olhares de testemunhas.

A autoridade policial, se possível, irá notificar o ofendido para que compareça a


delegacia; se o ofendido descumprir a notificação poderá ser determinada a sua
condução coercitiva art. 201 CPP
Ou ainda, determinar sua busca e apreensão art. 240, §º 1, g do CPP.

E) Da oitiva do indiciado

A autoridade policial no momento da elaboração do inquérito e se não for impossível


(fuga, desconhecimento da autoria) ouvir o indiciado, ou seja, ouvir a pessoa contra
quem foi instaurado IP.

Na sua ouvida deve ser aplicado o disposto nos art. 185 e SS do CPP que tratam do
interrogatório do acusado em juízo, no que couber.

Assim, o interrogatório do indiciado deve seguir as mesmas normas e garantias que


norteiam o interrogatório em juízo. A advertência quanto ao seu direito de não
responder a qualquer pergunta é de rigor e não só por constar no CPP, mas por ser
um direito fundamental do réu. Não pode sofrer qualquer pressão no seu
interrogatório, não precisa de Defensor presente, até porque aplica-se o contraditório
Direito Processual Penal

no IP.
Presença do advogado = não é obrigatório (porque não se aplica o contraditório no
IP). Caso o indiciado tenha advogado e queira sua presença no interrogatório =
obrigatório a presença sob pena do crime de abuso de autoridade

F) Do reconhecimento

Os reconhecimentos de pessoas ou coisas devem seguir as regras dos art. 226, 227 e
228 CPP.

G) Das acareações

A autoridade policial poderá fazer acareações sobre fatos ou circunstancias


relevantes entre indiciados, entre indiciado e testemunhas, entre testemunhas, entre
indiciado ou testemunha e a pessoa ofendida, entre os ofendidos, sempre que
divergirem nas suas declarações.

Faz a acareação colocando os acareados um frente ao outro na presença da


autoridade policial.

Esta então faz a leitura dos trechos dos depoimentos conflitantes e se forem
testemunhas, as lembra do compromisso que prestaram antes de depor e em seguida
indaga se confirmam seus depoimentos anteriores ou se tem alguma modificação a
introduzir. Concluída a acareação, será lavrado auto que será por todos assinado.

Deve-se lembrar que se a autoridade policial quiser fazer acareação entre indiciado e
testemunha/vítima, que aquele tem o direito constitucional de ficar calado, motivo
pelo qual não será obrigado a participar do ato. Fazendo apenas se quiser.

H) Dos exames periciais

Se houver a necessidade de proceder exame de corpo de delito ou quaisquer outras


perícias a autoridade policial deverá seguir as normas do art.158 a 184 CPP.

Procede-se o exame de corpo delito todas as vezes que a infração deixar vestígios por
isso que Corpo delito ou corpus delicti é o conjunto dos vestígios materiais deixados
pelo crime. Assim, o exame de corpo de delito pode ser feito numa pessoa viva, num
cadáver, janela, quadro, etc.

Pode ser realizada durante as investigações qualquer outra pericia – ex: analise da
Direito Processual Penal

composição química de um objeto, exame para constatar a presença de sangue


humano em determinado objeto, o exame caligráfico, o exame realizado numa arma
para ver se foi ou não utilizada recentemente, o exame psiquiátrico para constatação
da saúde mental da vítima.

A autoridade policial pode determinar a realização de quaisquer pericias menos o


exame para constatação da saúde mental do indiciado, neste caso cabe a autoridade
representar ao juiz competente no sentido de que faça como determina o §º 1 do art.
149 CPP.

I) Reprodução simulada

As vezes a autoridade policial deverá, para verificar a possibilidade de haver a infração


ter sido praticada de determinado modo, proceder a reprodução dos fatos desde que
não contrarie a moralidade ou a ordem pública.

Salvo nos casos em que o indiciado não for encontrado, a reprodução poderá ficar a
cargos das testemunhas presenciais.

Se o indiciado se opuser, não comete nenhuma infração em razão do privilegio contra


a autoincriminação, mas se ele quiser sua presença não pode ser recusada.

Se houver vítima, normalmente um funcionário ou funcionária da delegacia fará seu


papel.
Quando da reprodução serão tiradas fotos da sequência dos atos cometidos.

J) Identificação

Envolve três formas de identificação:


a) identificação fotográfica
b) identificação datiloscópica (colheita de impressão digital)
c) Identificação do perfil genético (introduzida recentemente pela Lei 12654/12.
Por meio da coleta e realização de exames de DNA, é praticamente impossível
que uma pessoa seja confundida com outra. A coleta deve ser feita à luz do
Princípio da Não-Autoincriminação.

Antes da CF/88 → a identificação criminal era a regra, mesmo que o agente se


identificasse civilmente. (Sumula 568 STF – ultrapassada)

Depois da CF/88 → o civilmente identificado não será submetido a identificação


Direito Processual Penal

criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei – art. 5, LVIII CF. As hipóteses que
autorizam a identificação criminal estão dispostas no art. 3º, da lei 12037/09.

O art. 5º, parágrafo único, foi incluído pela Lei12654/12. Dispõe que, na hipótese do
inciso IV (“a identificação criminal for essencial às investigações”), a identificação
criminal poderá incluir a coleta de material biológico para a obtenção do perfil
genético.

Assim, a coleta de material biológico necessita de autorização judicial, pode ser


feita em relação a todo e qualquer delito, desde que se encaixe ao que dispõe o inciso
IV.

- Não confundir a identificação do perfil genético, que foi incluída na lei 12037, com a que foi
introduzida na Lei de Execução Penal (art. 9º-A). 1) na LEP a identificação do perfil genético
NÃO depende de autorização judicial, é compulsória; 2) na LEP o indivíduo deverá ter sido
condenado, o crime deverá ser doloso, deverá ter havido violência de natureza grave contra a
pessoa ou o crime deverá ter sido hediondo (= rol taxativo de delitos).

K) Folhas de antecedentes
Por meio deste documento constata-se se o criminoso é ou não reincidente,
circunstancia importantíssima para aplicação da pena conforme art. 61, I e 77, I do CP.

A reincidência pressupõe que alguém haja praticada uma infração penal após haver
sido condenado por sentença transitada em julgado, salvo se a condenação anterior
ocorreu há mais de 5 anos, quando então ocorre a prescrição da reincidência.

L) colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se


possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável
pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa
Direito Processual Penal

11. ENCERRAMENTO

Prazo

PRESO SOLTO
CPP 10 dias 30 dias
IP Federal 15 + 15 dias 30 dias
IP Militar 20 dias 40 dias
Crimes – Economia 10 dias 10 dias
Popular
Lei de Drogas 30 + 30 dias 90+ 90 dias
Prisão temporária em 30 + 30 dias
crimes hediondos

A prorrogação é possível se o investigado estiver solto

Contagem: os prazos possuem natureza processual quando o investigado está solto;


já se estiver preso há divergência em ser processual ou penal.

Não se enganar com o prazo da prisão que é penal.

Relatório

Concluída todas as diligencias, terminando enfim o IP, a autoridade policial deverá


fazer um relatório nos próprios autos de tudo quando houver apurado nas
investigações.

Não é indispensável para o início do processo.

Providências tomadas pelo MP após recebimento do IP

No caso de se tratar de crime de ação privada → o MP deve requerer a permanência


dos autos em cartório aguardando a iniciativa do ofendido ou representante legal.

Em se tratando de crime de ação pública:


→formalização do acordo de não persecução penal (art.28-A CPP)
→denuncia
→promoção de arquivamento
→requisição de diligencias desde que imprescindíveis ao oferecimento da
denúncia. Essas diligencias devem ser requisitadas diretamente a autoridade
Direito Processual Penal

policial, salvo se necessária a intervenção do judiciário.


→ remessa dos autos ao juízo competente

12. ARQUIVAMENTO

Autoridade policial não pode determinar o arquivamento dos autos de IP, conforme
art. 17 CPP.

Somente o MP, poderá determinar o arquivamento do IP ou qualquer elemento


informativo da mesma natureza – que passará pela instância de revisão
ministerial para fins de homologação (art. 28 CPP – está com a eficácia suspensa
em virtude de medida cautelar concedida pelo Min. Fux)

13. GARANTIAS DO INVESTIGADO

1. Dignidade da pessoa humana


2. Princípio da legalidade (art. 5º, XXXIX da CF/88, que descreve: “não há crime
sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”)
3. Princípio da vedação da prova ilícita (artigo 157 do CPP: “São inadmissíveis,
devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas
as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais”)
4. Vedação à tortura e ao tratamento desumano ou degradante
5. Princípio da presunção de inocência ou de não- culpabilidade
6. Princípio do in dubio pro reo
7. Princípio da não autoincriminação
8. Do contraditório e da ampla defesa no inquérito policial (A doutrina e
jurisprudência majoritárias entendem que o contraditório e ampla defesa não são
aplicáveis ao inquérito policial)

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