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Exames Complementares em Diagnóstico Odontológico

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Graduação em Odontologia

Exame complementar de diagnóstico:

Complementam informações aos dados obtidos na anamnese

EXAMES COMPLEMENTARES e exame físico para a confirmação das hipóteses diagnósticas


e plano de tratamento.

MSc. Prof. Carolina Drumond Azevedo

1 2

DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO

Exame Exame
Clínico Por imagem

Exame
Laboratorial

“Cada um tem a sua importância”

3 4

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM

• RADIOGRAFIA (INTRA OU EXTRA BUCAL);


A. EXAMES POR IMAGENS
• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA;
B. EXAMES LABORATORIAIS
• RESSONÂNCIA MAGNÉTICA;
• ULTRA-SONOGRAFIA;

5 6

1
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES POR IMAGEM RADIOGRAFIA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

7 8

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

VISTA CORONAL VISTA AXIAL

9 10

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

CORTES TRANSVERSAIS
VISTA SAGITAL

RECONSTRUÇÃO PANORÂMICA

11 12

2
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

• NÃO UTILIZA RADIAÇÃO IONIZANTE, UTIZADA CAMPO MAGNÉTICO : alinhamento dos prótons
dos tecidos (contra a favor ao campo)
• PADRÃO OURO: Tecido Mole
• CONTRAINDICAÇÃO: implantes metálicos em seus organismos, sejam marcapassos, pinos
ósseos de sustentação, clips vasculares e etc. Apenas alguns casos podem ser permitidos
(implantes dentários, aparelho ortodôntico )

13 14

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

VISTA SAGITAL VISTA CORONAL

15 16

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EXAMES POR IMAGEM ULTRASSONOGRAFIA

VISTA AXIAL

17 18

3
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA

I. Eritrócitos – hemácias
• SANGUE II. Leucócitos

• URINA III. Plaquetas


QUANDO SOLICITAR:
• BIÓPSIA • Idade do paciente (ex.: infância a adolescência – discrasias sanguíneas -
Sangue não coagula de modo adequado)
• CITOLOGIA ESFOLIATIVA • Alteração sistêmica do paciente ou monitoramento do tratamento
(identificado na anamnese)
• Patologia a ser analisada
• De acordo com a intervenção a ser realizada

*Validade - 28 dias

19 20

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA
MORFOLOGIA - ERITRÓCITOS: QUANTIDADE - ERITRÓCITOS:

VERIFICAR REFERÊNCIA QUE VEM DESCRITA NO EXAME


Anisocitose: Poiquilocitose: Policromasia:
• Variação do tamanho (maior Variação no formato - ex • Coloração da hemácia – IMPORTÂNCIA
ou menor) - ex ferropriva falciforme azul – ex.: hemolítica ABAIXO DO VALOR DE REFERÊNCIA ACIMA DO VALOR DE REFERÊNCIA
• Anemias • Fisiológica (grandes altitudes tem ar
• Chance de ter hipóxia nos tecidos rarefeito (< % O2 - o corpo entende que
(diminuição da % O2 nas células) o que se deve produzir mais hemácias)
pode levar a necrose tecidual ou • Patológica (ex.: neoplasia
Transporte de O2
predisposição a bactérias anaeróbias mieloproliferativa)
aos tecidos e de CO2
para troca gasosa.

*Hematoma: hemácias que saíram dos tecidos. Com o tempo sofrem hemólise, liberando hemoglobina
que é convertida em bilirrubina (deixando a coloração mais esverdeada- amarelada)

21 22

HEMOGRAMA – ERITRÓCITOS
VALORES ACIMA (sugestivo) VALORES ABAIXO (sugestivo) EXAMES COMPLEMENTARES
• Contagem numérica – interfere diretamente
no transporte O2
• Neoplasia mieloproliferativa
• Desidratação grave
EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA
N° hemácias • Hemorragia horas ou dias antes (corpo entende • Anemias (dev e-se inv estigar a causa)
que ocorreu essa perda e aumenta o n°
HB • Verificar se nossas hemácias estão hemácias significativamente; • Pode estar ocorrendo uma hemorragia
(Hemoglobina) conseguindo se ligar ao O2 e transportá-las • Caso esteja em altas altitudes (devido ↓O2) HEMOGRAMA – LEUCÓCITOS
pros tecidos • Doenças pulmonares ou cardíacas avançadas
que afetam a troca gasosa VALORES ACIMA (sugestivo) VALORES ABAIXO (sugestivo)
• Cálculo, representado por %, que nos fala
quantos % de hemácias eu tenho no meu • > n° de hemácias no v olume sanguíneo • < n° hemácias no volume sanguíneo • LEUCÓCITOS • Leucocitose • Leucopenia
Hematócrito
volume sanguíneo total – isso nos auxilia a (policetemia) (anemia) (avalia todas as células • ↑ n° leucócitos (infecção bacteriana, inflamações, menstruação, • ↓ N° leucócitos (idade, gestação,
saber a gravidade do quadro anêmico de da serie branca de exercício físico, leucemia) medicamentos, doenças auto-imune)
um paciente por exemplo forma generalizada)
• Neutrofilia • Neutropenia
VCM • Volume médio das hemácias, ou seja, seu • Anemias macrocíticas (hemácia maior - não • Anemia ferropriva • NEUTRÓFILOS • Infecções bacterianas, pancreatite, doença autoimune, processos • Alteração na medula óssea, anticorpos,
(volume tamanho (calculado pelo valor do consegue transportar O2 de forma eficiente) • Anemia microcítica inflamatórios, pós-operatório, corticoides medicamentos
corpuscular hematrócrito x 10 / n° de hemácias) • Alcoolismo, doenças hepáticas, hipotireoidismo, • Talassemias (diminuição dos efeitos de
médio) lactantes e recém-nascidos coagulação e das hemácias) • Monocitose • Monocitopenia
• Intoxicação por Pb (não é comum) • MONÓCITOS • Infecções (septicemia, mononucleose, tuberculose, endocardite, • Anemia , corticoides
artrite reumatoide, câncer)
• Linfocitose • Linfopenia
HCM • Média de hemoglobina presente em cada • Anemia macrocítica (hemácia maior e mais • Anemia microcítica (hemácia em menor • LINFÓCITOS • Infecções virais agudas, infecções crônicas, leucemia, amigdalites e • Deficiência imunológico, HIV
(hemoglobina hemácia. Isso pode nos indicar também a vermelha), lactantes e recém nascidos. tamanho) e normocíticas (hm normal e processos ganglionares.
corpuscular cor da hemácia menos vermelha) • Eosinofilia • Eosinopenia
média) • EOSINÓFILOS • Parasitoses, processos imunoalérgicos • Gravidez, trabalho de parto, aplasia
CHCM • Concentração de hemoglobina em uma • Anemia macrocítica (hemácia maior e mais • Anemia microcítica (hemácia em menor eosinofílica ou doença autoimune
(concentração de hemácia – analisado junto com outros vermelha), lactantes e recém nascidos. tamanho) e normocíticas (hm normal e • Basofilia • Basopenia
hemoglobina parâmetros para obter o diagnóstico menos vermelha) • BASÓFILOS • Processos imunoalérgicos (asma, rinite, sinusite), varíola, varicela, • Doença autoimune
corpuscular doença de hodgkin e leucemia mieloide crônica
média)

RDW • Índice que indica a diferença entre o • Anisocitose – o que pode indicar o inicio de um • Doenças crônicas *Se houver identificação de células sanguíneas jovens, pode indicar problema na medula óssea
tamanho das hemácias quadro anêmico no paciente.

23 24

4
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA EXAMES LABORATORIAIS URINA
PLAQUETAS:
• Plaquetose: ↑ n° plaquetas (anemias, hemorragias agudas, inflamação e Demonstra numerosas manifestações de doenças sistêmicas.
infecções crônicas)
Os elementos de maior importância no exame de urina e que devem ser
• Plaquetopenia: ↓ N° plaquetas (aplasia, medicamentos, produtos químicos, analisados são:
infecções virais, púrpura, leucemia) • Densidade,
• Volume,
• Cor,
• Aspecto,
• Verificação do tempo de coagulação (TC), • Ph,
• Tempo de sangramento (TS) • Glicosúria,
• Fragilidade capilar (FC), • Acetonúria,
• Piúria,
Caso os exames revelem alterações de normalidade, o paciente deve ser • Hematúria
encaminhado ao hematologista para que o tratamento seja efetuado.
INDICADO:
Pré-operatório

25 26

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

• Procedimento cirúrgico simples, rápido e “seguro” • EXCISIONAL • INCISIONAL


• Parte da lesão ou toda a lesão de tecido mole e/ou ósseo é removida, para
estudo de suas características microscópicas • Remove pequena parte da lesão
• Remoção da lesão completa – + • Se grande ou diferente em partes: recolher
• Permite correlação entre os achados clínicos e histopatológicos
perímetro de 2-3mm (tecido normal). mais de uma área para amostra
determinando, na grande maioria dos casos, o diagnóstico definitivo
Se houver suspeita de displasia ou • Em forma de cunha para incluir tecido de
malignidade +2-3mm aspecto normal e anormal
• Áreas centrais – necrosadas (pouco valor)
• Normalmente já faz parte do • Melhor obter uma amostra estreita e profunda
tratamento. do que uma ampla e rasa
• Cuidado para não comprometer estruturas
anatômicas adjacentes importantes.

• EXCISIONAL • INCISIONAL

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EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

INCISÃO LESÃO
LESÃO LESÃO

INCISÃO INCISÃO

• EXCISIONAL • INCISIONAL

29 30

5
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

INDICAÇÕES: CONTRA-INDICAÇÕES:
• Tudo o que contra-indica uma cirurgia
• Para confirmar hipótese de diagnóstico
• Preocupação excessiva do paciente com alguma lesão(cancerofobia)
• Tumores encapsulados (para não provocar difusão para
• Tecidos retirados cirurgicamente, quando ainda não se tem um diagnóstico prévio
tecidos vizinhos) Ex. Adenoma pleomórfico em glândula
parótida
• Lesão:
− História e características clínicas não permitam elaborar um diagnóstico preciso
• Lesões vasculares (Ex. hemangioma)- diascopia/vitroscopia
− Não apresente cura < duas semanas ou responda ao tratamento clínico de rotina.
− Intraóssea que não possa ser positivamente identificada por exames de imagem
• Estado físico e sistêmico do paciente

• Alterações de exames hematológicos

• Áreas necrosadas

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EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

SEQÜÊNCIA DE BIÓPSIA SEQÜÊNCIA DE BIÓPSIA

1. Infiltração anestésica (periferia da lesão ou regional) 6. Sutura da região quando necessário

2. Incisão do tecido a ser biopsiado (bisturi ou punch) 7. Relatório: data da biópsia, nome, idade e sexo do
paciente, nome do operador, local da biópsia,
3. Preensão da peça (pinça "dente de rato“) descrição breve dos aspectos clínicos da lesão e
hipóteses diagnósticas.
4. Corte ou remoção da peça (tesoura ou bisturi)
8. Envio da amostra, junto ao relatório para o laboratório
5. Colocar o tecido removido em um frasco (vidro ou
plástico) com formol 10% (20x o volume do tecido) 9. Em caso de biópsia óssea enviar radiografia

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EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

PRINCIPAIS CAUSAS DE ERROS E FALHAS DAS BIÓPSIAS

• Falta de representatividade do material colhido


• Manipulação inadequada da peça
• Fixação inadequada
• Introdução de anestésico sobre a lesão
• Uso de substâncias antissépticas corantes
• Informações deficientes
• Troca de material pelo clínico ou pelo laboratório

35 36

6
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS PUNÇÃO BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA
(Biópsia Aspirativa)

• Lesões de difícil acesso, profundas, intra-ósseas ou • Estudo morfológico e morfomét rico de células descamadas da mucosa,
com suspeita de malignidade, com conteúdo principalmente suprabasais, por meio de microscópio óptico.
líquido: retira-se o líquido e envia para análise.
• Muito utilizado no Papanicolau – preventivo do câncer da genitália feminino
• Técnica: Não se faz anti-sepsia da área onde será
coletado o material para exame, pois o anti-
séptico pode influenciar no diagnóstico por possuir
pigmentos.

• 1 gota do material da punção é espalhado sobre


uma lâmina de vidro. Espera-se secar e fixa-se
com álcool absoluto para ser enviado ao
laboratório.

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EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA

INDICAÇÕES:
• Pode ser obtida por: espátula de metal ou de plástico (não
• Lesões ulceradas que persistam na mucosa bucal e não apresentam sinais
absorvem).
de melhora;
• A raspagem da mucosa, deve ser depositada sobre uma lâmina
de vidro, fixado em álcool absoluto e enviado ao laboratório.
• Lesões que não vão ser biopsiadas por ser suficiente a citologia.
• Fidelidade: quase 100%. Se forem encontradas células atípicas,
Dependendo do resultado - biopsia;
recomenda-se fazer biópsia.
• No controle de áreas submetidas à radioterapia onde se observam
alterações típicas de radiação;

• Detecção de recidivas pós cirúrgicas (alguns tumores malignos)

• Diagnóstico de lesões suspeitas em pacientes com grande risco cirúrgico.

39 40

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA

Ex.: Classificação de Papanicolau

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7
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