UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE ECONOMIA E GESTAO
CURSO DE LICENCIATURA EM GESTAO DE EMPRESAS COM
HABILITACAO FINANCEIRA
ARISTIDES PEDRO JOAO
JASTENE SOLOMONE MULUAPA
WHYNET MARLENE DE SOUSA
VANESSA JOAQUIM FIJAMO
ZÉLIO JOSÉ RICARDO
ELISA CHIPOSSE EDUARDO
ELSO LOBO
LEASING
Quelimane
2023
2º Grupo
ARISTIDES PEDRO JOAO
JASTENE SOLOMONE MULUAPA
WHYNET MARLENE DE SOUSA
VANESSA JOAQUIM FIJAMO
ZÉLIO JOSÉ RICARDO
ELISA CHIPOSSE EDUARDO
ELSO LOBO
LEASING
Trabalho cientifico de caracter avaliativo a
ser entregue e apresentado na cadeira de
Calculo Financeiro – II, sob a orientação do
docente:
Orientador: Dr. Moisés Quissico
Quelimane
2023
Sumário
1. Introducao ....................................................................................................... 4
2. Objetivos ......................................................................................................... 5
3. Metodológia .................................................................................................... 5
4. Leasing ............................................................................................................ 6
4.1. Evoluão Historica do leasing ....................................................................... 6
4.2. Principais conceitos ..................................................................................... 7
4.3. Modalidades de leasing................................................................................ 8
4.3.3. Modalidades de leasing especificas .......................................................... 9
4.4. Vantagens e Desvantagem dos Leasing..................................................... 10
4.5. Caracteristicas dos leasings ....................................................................... 11
4.6. Tipos de contratos de leasing ..................................................................... 11
5. Conclusão ...................................................................................................... 22
6. Referências Bibliográficas ............................................................................ 23
1. Introducao
Os contratos em geral, especialmente os mercantis foram, juntamente com os
títulos de crédito, a mola mestra que impulsionou o comércio mundial ao atual
estágio. Através do desenvolvimento do comércio, ocorreu a necessidade da
célebre evolução da teoria. Por outro lado, em virtude do aperfeiçoamento do
contrato, este constitui-se no instrumento imprescindível e no elemento
indispensável à circulação dos bens.
O Leasing, por sua natureza mercantil, é um contrato mercantil atípico, muito
embora, como se verá adiante, resultado de um entrosamento de contratos. Em
todo contrato mercantil, a figura do lucro está presente, porém este resultado surge
do uso econômico e não da propriedade, por certo o será por força de um Leasing.
O contrato de leasing duas identidades que pretendem fazer a circulacao de um
bem sendo o locador e o locatario.
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2. Objetivos
2.1. Objetivo geral
Estudar e demostrar as formas de leasing
2.2. Objetivo especificos
Conceituar o leasing
Modalidades de leasing
Demostrar efectuando os tipos contrato de leasing
3. Metodológia
Para a elaboracao deste trabalho recorreu-se a pesquisas cientificas (web sites,
internet) e a meios bibliotecarios ( livros, modulos, pdfs) de modo a ter uma um
conteudo legivel e de uma fonte confiavel.
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4. Leasing
4.1. Evoluão Historica do leasing
A prática do leasing como meio de outorgar o uso de um bem sem transferir a sua
propriedade tem sua origem na antiguidade, mesmo antes de Cristo. Conforme
Carlos Patrício Samanez, na Grécia, o governo de Atenas concedia arrendamentos
perpétuos das minas de propriedade estatal.
Na política de Aristóteles, há um facto controvertido que alguns consideram uma
autêntica operação de Leasing, enquanto outros o vêem como um método de
monopólio, o episódio narra que Tales de Mileto foi certa vez censurado, pois sua
sabedoria de nada amenizava a miséria em que vivia. Antevendo um ano próspero
para as Oliveiras, aproveitou as circuspara provar o contrário do que diziam. Às
vésperas das colheitas, comprou todas as prendas que havia em Mileto e Quio,
sublocando-as posteriormente, aos produtores de óleo a preços elevados e obtendo
formidável lucros.
A mais antiga evidência sobre leasing da qual se tenha conhecimento data da
antiguidade, por volta de 2.000 a.c., nas receitas cuneiformes do povo sumério, já
quez sendo o leasing forma peculiar de locação, os antigos usaram as primeiras
fórmulas locativas distinguindo a propriedade do bem em relação ou seu uso.
Nos EUA, o Leasing a longo prazo foi introduzido pelos colonos ingleses, em
1700, nas cidades de Baltimore e Filadélfia. Tempos depois os holandeses
inseriram-no em New Iorque. Durante o século XIX, o leasing continuou a se
expandir, porém , com aplicações muito limitadas.
Certos autores dizem que ele surgiu nos EUA, na década de 1950. O método foi
criado em 1952 por Boothe Jr, proprietário de uma fábrica de alimentos na
Califórnia. Necessitando atender a um importante contrato de fornecimento
firmado com o exercito, para qual não possuía o equipamento suficiente nem
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podia comprar a maquinaria, ressalvou aluga-la. Tempos mais tarde, aproveitando
a experiência, criou uma empresa destinada ao aluguel de equipamentos.
Outros dizem que a fonte inspiradora desta modalidade de financiamento foi o
Lend and Lease Act, promulgada pelo governo norte-americano, em março de
1941. Através dessa lei, Roosevelt Estipulou um sistema de ajuda mútua aos
aliados, durante segunda guerra mundial.
Nos EUA teve tal crescimento, que já em 1970, cerca de 50% das empresas norte-
americanas recorriam ao leasing. Implantado na Europa em 1960, o leasing
cresceu, estendo-se, primcipal, na Inglaterra, França e Alemanha. Em
Moçambique.
4.2. Principais conceitos
O leasing destaca-se entre as modalidades que as empresas podem recorrer para
suprimir as suas necessidades financeiras de longo prazo é locaçao financeia,
mais conhecida por leasing. Por locaçao financeira entende-se como sendo o
contrato mediante o qual uma entidade, a qual se denomina locador, fica obtigada
a conceder a uma outra parte (locatario) o direito a usufruir temporariamente de
um bem (movel ou imóvel). No final da operaçao o locatário, caso deseje, poderá
adquirir o bem mediante o pagamento de um valor risidual.
Esta modalidade de financiamento de longo prazo difere das restantes pelo facto
de o bem adquirido ser propriedade do locador até ao momento em que o locatário.
Caso deseje, exercer a opção de compra e pague o respectivo valor residual. A
grande vantagem desta modalidade de leasing é, no final da vida útil da operação,
o locatário pode decidir se predente, ou não, ser dono efetivo do bem.
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4.3. Modalidades de leasing
Os leasings podem assumir três formas diferentes:
4.3.1. Leasing financeiro
Destina-se a financiar essencialmente a aquisicao de bens associados à produção.
Os contratos elaborados entre o locador e locatário têm geralmente uma duração
muito proxima da vida útil do próprio bem, podendo, o locatário, no final da
operação. Optar por compra-lo, liquidando o valor residual. Se não pretender ficar
com o bem, o locatário poderá devolvê-lo à sociedade de leasing. A sociedade de
leasing não assume o risco associado à normal depreciação do equipamento,
sendo este suportado pelo locatário.
Definição: a depreciação
Em relaçao ao pagamento das rendas associadas leasing, na maioria parte dos
casos, essa liquidação é mensal, podendo assumir a forma de constantes ou
variaveis.
4.3.2. Leasing operacional
O leasing operacional difere do leasing financeiro essencialmente porque neste
caso o bem é cedido ao locatário por curtos periodos de tempo. Além disso, na
maior parte dos casos, o locatário não adquire o bem no final do contrato, uma
vez que o seu valor é geralmente elevado e a empresa não necessita
permanentemente do equipamento.
Um exemplo muito simples para se perceber o que é o leasing operacional é uma
empresa de construçāo civil, de dimensão média, que constrói um prédio de
diversos andares. Na fase inicial, quando se estāo a edificar as estruturas, torna-
se vantajoso efectuar uma operação de leasing para obter uma grua. Este
equipamento permitirá uma construção muito mais rápida. Finda a contrução das
estruturas, a nocessidade da grua será apenas pontual, não se justificando a sua
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manutençao na empresa, devolendo a empresa locatária o equipamento à empresa
de leasing.
4.3.3. Modalidades de leasing especificas
Para além das referidas modalidades de leasing existem outras, as quais se
designam
De especificas, destacando-se o lease-back.
Nesta modalidade de leasing, o locatário (empresa) é detentor de um determinado
imobilizado, que vende ao locador (sociedade de leasing por umn dado valor.
Efec- tuada a operação, o locatário fica a pagar ao locador uma determinada
prestaçao durante um periodo pré-estabelecido podendo, no final da operação,
exercer a opcao de compra sobre o bem.
Para melhor se compreender o Lease Back, pressuponha-se a seguinte situação:
uma determinada empresa apresenta algumas dificuldades financeiras, fruto do
grande endividamento de curto prazo que actualmente detém. Pretendia, assim,
contrair um empréstimo com um prazo mais dilatado que lhe permita liquidar
todos os compromissos financeiros assumidos até ao momento (bancários e a
fornecedores, e obter ainda algum fundo de maneio para implementar um projecto
considerado altamente rentável.
Para o efeito, contactou uma sociedade de leasing, tendo efectuado uma operação
de lease-back que consiste nos seguintes passos: venda do armazém da fäbrica
pelo valor 1.000.000 u.m. à empresa de leasing; com esse valor a empresa liquida
todas as dividas a fornecedores e aos diversos bancos, concentrando agora a dívida
na sociedade de leasing, o prazo de pagamento desses montantes é agora de 12
anos, bem superior ao que detinha inicialmente; durante a vida do empréstimo
continuou sempre a laborar no mesmo edificio; após o pagamento de todas as
dívidas ainda ficou com dinheiro para efectuar o investimento pretendido; no final
da vida do empréstimo voltou a comprar o edificio à empresa de leasng, de onde
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nunca saiu, pelo valor residual do contrato, encontrando-se agora numa situação
financeira saudável.
4.4. Vantagens e Desvantagem dos Leasing
Este aspecto tem sido estudado por quase todos que se preocupam com a temática
de Leasing, e é muito oportuno que tal aconteça, pois será indispensável ao
executivo arrendatário analisar tais considerações e optar ou não por este tipo de
contrato.
O contrato de Leasing é o resultado de um ato negocial, que surge pela vontade
das partes; todos os envolvidos pensaram e repensaram antes de concluí-lo, tendo
em mente que todo negócio, mesmo o melhor sempre tem um risco, que poderá
ou não suceder durante sua vigência
Toda empresa apresenta uma situação e dela é que sairá a decisão positiva
havendo vantagem, ou negativa se for desvantajoso o eventual contrato de
Leasing. A situaçao em questao é o dia a dia da empresa :
A necessidade de um equipamento sofisticado e de alto valor, que fará'
aumentar a produção, mas que, por falta de recursos, está fora de cogitação
adquiri-lo com financiamento-padrão;
Renovaçao de equipamento, que se tomou obsoleto, por outros de nova
geração tecnológica, ( ex. computadores), impossível de realizar com capital
próprio;
Manter um capital de giro apropriado ao cronograma de produção, não o
desviando para aumentar o ativo;
4.4.1. Vantagens
Possibilidade de escolher o equipamento ou imóvel, bem como o
fornecedor do mesmo, negociando descontos de pronto pagamento;
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Rapidez de resposta e processo administrativo simples;
Facilita a renovação tecnológica, evitando a obsolescência, nos casos de
celebração de contratos por prazos inferiores à vida útil fiscal dos bens;
Existência de opção de aquisição do equipamento ou imóvel no final do
contrato, mediante o pagamento do valor residual acordado inicialmente.
4.4.2. Desvantagens
Não fornece o direito de propriedade, enquanto decorre o contrato. Tal
facto poderá assumir uma situação vantajosa, caso o locatário tenha a intenção de
não adquirir o bem, optando por sua renovação por tecnologia mais recente;
Penalizações significativas por incumprimentos contratuais, ou por
exemplo, por resolução antecipada do contrato.
4.5. Caracteristicas dos leasings
Os contratos de leasings podem diferir quanto:
Aos periodos – geralmente são mensais, mas também podem ser
trimestrais, e em alguns casos mais raros semestrais.
Ao vencimento das rendas – geralmente vencem-se no inicio de cada
periodo (antecipados) mas poderão casos em que os vencimentos sejam no final
de cada periodo (postecipadas).
A taxa de juros – normalmente a taxa de juros é variavel, podendo, no
entanto, assumir a forma de fixa se assim for negociado.
Ao termo – na generalidade, dos casos o valor do termo, tambem
denominado prestação, é fixo. Podem, surgir casos em que o termo varia entre
progreção geometrica ou aritmetrica.
4.6. Tipos de contratos de leasing
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4.6.1. Rendas constantes antecipadas
Sao contratos de leasing em que os termos são pagos no inicio de cada periodo e
não no fim (ex: inicio de cada mês, trimestre, etc.)
Para se saber o valor de uma renda constante antecipada parte-se do presuposto
que:
No momento atual (momento zero), a empresa que vendeu o bem (ex:stand
de viaturas para o caso de venda de uma viatura comercial recebe da sociedade
de leasing o valor total do equipamento.
Nesse mesmo momento, a sociedade de leasing passa a ser a proprietaria
do bem até ao final do contrato de leasing.
O cliente da sociedade de leasing (locatorio) passa a usufruir do bem que
a empresa de leasing adquiriu pagando uma renda periodica durante n periodos
pré-estabelecidos.
Se no final da operação da operação a empresa preender ficar com o bem
pode adquiri-lo pelo seu valor residual (𝑉𝑟 ) que não é mais do que o valor pelo
qual se pretende transferir a propriedade do bem da empresa locadora para o seu
cliente (locatario).
O esquema temporal deste leasing é:
+𝐶0 -T -T … -T -𝑉1
0 1 2 … n-1 N periodos
T
𝑇
(1+𝑖)1
12
𝑇
(1+𝑖)2
𝑇
(1+𝑖)𝑛−1
𝑉𝑟
(1+𝑖)𝑛
No momento zero é assinado o contrato leasing entre o locador ( sociedade de
leasing) e o locatário (cliente da sociedade de leasing). Conjuntamente com esse
contrato deverá ser transferido para a sociedade de leasing o valor da primeira
prestação (primeiro valor de T) já que as rendas são antecipadas, ou seja, pagas
no inicio de cada período, coincidindo o primeiro destes pagamentos com o
próprio momento da assinatura do contrato (momento zero). Durante o período
de vida do empréstimo a empresa (locatário) fica a pagar prestações no valor de
T à sociedade de leasing (o sinal negativo antes de cada T significa que o locatário
deverá pagar à sociedade de leasing esse montante). No final da operacao, caso
pretenda adquirir o bem, terá de pagar o valor residual (−𝑉𝑟 ). Apartir desse
momento passa a ser proprietario do bem.
A formula para calcular o valor de uma renda antecipada de termos constantes é:
𝑉𝑟
𝐶0 = 𝑇 ∗ 𝑎̃𝑛⌉𝑖 +
(1 + 𝑖)𝑛
Sendo que 𝑎𝑛⌉𝑖 é o valor atual de uma renda antecipada durante n periodos à taxa
de juros i, 𝑉𝑟 o valor residual do equipamento, a formula do valor atual de uma
rendaantecipada para n período a taxa de juros i é:
1
𝑎̃𝑛⌉𝑖 = (1 + 𝑖) ∗ 𝑎𝑛⌉𝑖 = (1 + 𝑖) ∗ ∗ [1 − (1 + 𝑖)−𝑛 ]
𝑖
13
Substituindo na formula anterior temos:
1 𝑉𝑟
𝐶0 = 𝑇 ∗ (1 + 𝑖) ∗ ∗ [1 − (1 − 𝑖)−𝑛 ] +
𝑖 (1 + 𝑖)𝑛
E necessário converter a taxa anual (i) numa taxa efetiva, mensal, trimestral, etc.,
se o periodo de pagamentos for diferente do ano.
Normalmente, um contrato de leasing tem associadas as seguintes despesas:
Despesas de formalização do contrato de leasing – por recigirem o contrato
as empresas de leasing cobram normalmente despesas. Sobre essas despesas
incide impostos sobre o valor acrescentado (IVA) a taxa legal.
Comissão de abertura do contrato/formalização.
Comissão de gestão anual.
Alterações contratuais.
A Estas comissões poderão as instituições bancarias adicionar outras. Dever-se-á
assim recolher antecipadamente, juros das instituições de crédito, todo o conjunto
de comissões que são cobradas para este tipo de operação. Deve, também, estar-
se ciente que estas comissões podem variar significamente de instituição para
instituição, não só em termos de valor como em termos de modalidades.
4.6.2. Rendas constantes postecipadas
Este tipo de contrato de leasing difere da modalidade anterior apenas porque o
pagamento de cada termo, ou prestação, é efectuado de cada periodo e não no
inicio.
Assim,
+𝐶0 −𝑉1
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-T -T … -T -T
0 1 2 … n-1 N periodos
T
𝑇
(1+𝑖)1
𝑇
(1+𝑖)2
𝑇
(1+𝑖)𝑛−1
𝑇+𝑉𝑟
(1+𝑖)𝑛
Ou seja, a primeira prestação não é paga no momento zero, mas sim no final do
primeiro periodo (ex: final de cada mês e não no inicio). A ultima prestação
também não é paga no inicio do ultimo periodo mas sim no final deste. Na
generalidade dos casos, conjutamente com a ultima prestação, é liquidado também
no valor residual, caso se pretenda ficar com o bem.
A formula para calcular o valor de uma renda antecipada de termos constantes é:
𝑉𝑟
𝐶0 = 𝑇 ∗ 𝑎𝑛⌉𝑖 +
(1 + 𝑖)𝑛
Sendo que 𝑎𝑛⌉𝑖 é o valor atual de uma postecipada durante n periodos á taxa de
juro i que se desmembra da seguinte forma:
1
𝑎𝑛⌉𝑖 = ∗ [1 − (1 + 𝑖)−𝑛 ]
𝑖
Substituindo, na formula anterior temos:
15
1 𝑉𝑟
𝐶0 = 𝑇 ∗ ∗ [1 − (1 + 𝑖)−𝑛 ] +
𝑖 (1 + 𝑖)𝑛
Tal como no caso anterior , se o vencimento das prestações não for anual, torna-
se necessario converter a taxa anual (i) numa taxa efetiva, mensal, trimestral, etc.
Exemplo: A empresa ABC, SA necessita de adquirir uma viatura de transportes
pelo valor de 500.000 u.m. para o efeito negociou com a sociedade de leasing
XY as seguintes condições:
Valor residual – 16% do valor do contrato a pagar no final da operacao
Prazo – 60 meses
Prestacoes – constantes e postecipadas
Periodicidade – mensal
Taxa de juros nominal - 5% ao ano
Despesas de formalizacao do contrato – 100 u.m. + IVA
Resolucao:
𝑖 5%
Taxa de juros (5%): 𝑖12 = = = 0,4167%
12 12
Duração : 5 anos
Valor residual: 0,16 ∗ 500.000 = 80.000 𝑢. 𝑚
Mensalidades constantes postecipadas
Para se calcular o valor da prestação temos:
1 𝑉𝑟
𝐶0 ∗ 𝑇 ∗ ∗ [1 − (1 + 𝑖)−𝑛 ] +
𝑖 (1 + 𝑖)𝑛
1 80.000
500.000 = 𝑇 ∗ ∗ [1 − (1 + 0,004167)−60 ] +
0,004167 (1 + 0,005167)60
16
𝑇 = 8259,25 𝑢. 𝑚
Mapa de amortização da dívida (valores: u.m.):
Meses Prestação Juro Amortização Capital em Capital
divida amortizado
0 500000
1 8259,25 2083,33 6175,92 493824,08 6175,92
2 8259,25 2057,60 6201,65 487622,43 12377,57
3 8259,25 2031,76 6227,49 481394,94 18605,06
4 8259,25 2005,81 6253,44 475141,50 24858,50
5 8259,25 1953,76 6279,50 468862,00 31138,00
6 8259,25 1953,59 6305,66 462556,35 37443,63
7 8259,25 1927,32 6331,93 456224,41 43775,59
8 8259,25 1900,94 6358,32 449866, 50133,90
10
9 8259,25 1874,44 6384,81 443481,29 56518,71
10 8259,25 1847,84 6411,41 437069,87 62930,13
11 8259,25 1821,12 6438,13 430631,75 69368,25
12 8259,25 1794,30 6464,95 424166,79 75833,2
13 8259,25 1767,36 6491,89 417674.90 1
82325,10
14 8259,25 1740.31 6518,94 411155.96 88844,04
15 8259,25 1713,15 6546,10 404609,86 95390,14
16 8259,25 1685,87 6573,38 398036,49 101963,51
17 8259,25 1658,49 6600,77 391435,72 108564,28
18 8259,25 1630,98 6628,27 384807,45 115192,55
19 8259,25 6655,89 378151,56 121848,44
17
20 8259,25 6683,62 371467,94 128532,06
21 8259,25 6711,47 364756,48 135243,52
22 8259,25 6739,43 358017,04 141982,96
23 8259,25 6767,51 351249,53 148750,47
24 8259,25 6795,71 344453,82 155546,18
25 8259,25 6824,03 337629,79 162370,21
26 8259,25 6852,46 330777,33 169222,67
8259,25 6881,01 323896,32 176103,68
8259,25 316986,63 183013,37
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4.7. Intervenientes do leasing
Intervenientes do Leasing
Embora se caracterize a locação financeira como operação tripartida, os sujeitos
do contrato de locação financeira são apenas dois: A sociedade locadora eo
locatário utilizador do bem. O formecedor é um intermediário dos dois.
4.7.1. Locador
O locador tem algumas obrigações a saber: adquirir ou mandar construir o bem a
locar; examinar o gozo do bem para os fins a que se destina; vender o bem ao
locatário, caso este esteja interessado.
Assistem-Ihe os seguintes direitos:
Defender a integridade do bem;
Examinar o bem, sem prejuizo da actividade normal do locatário.
4.7.2. Locatário
O locatário deve cumprir as seguintes obrigações:
Pagar rendas e facultar o exame do bem locado;
Assegurar a conservação do bem e não fazer uma utilização imprudente;
Realizar as reparações, urgentes ou nccessárias, bem como quaisquer obras
ordenadas pela autoridade pública;
Efectuar o seguro do bem locado;
Restituir o bem locado, no final do contrato, em bom estado, salvo as
deteriorações decorrentes da utilização nomal, quando não optc pela sua
aquisição.
E tem os seguintes direitos:
Escolher e usar o bem;
Defender a integridade do bem e o seu gozo, nos termos de direito;
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Usar das acções processórias, mesmo contra o locador;
Onerar, total ou parcialmente, o seu direito, mediante a autorização expressa
do locador;
Adquirir o bem locado, findo o contrato, pelo preço estipulad.
4.7.3. Fornecedor
muitas das vezes o fornecedor entrega o bem ao locatário e envia a factura ao
locador. O locador para efectuaro pagamento deve ter a confirmação de que o
locatário recebeu o bem.
4.8. Legislação sobre Locações em Moçambique Em Moçambique
A actividade sobre as propriedades em regime de locação, primeiramente,
encontrava-se regulamentada nos Decretos nº 44/94, de 12 de Outubro,
“Regulamento das Sociedades de Locação Financeira” e nº 45/94, de 12 de
Outubro, “Regulamento do Contrato de Locação Financeira”. Em 2004 foi
aprovado o Decreto nº 56/2004 de 10 de Dezembro “, decreto este que revogou
os dois anteriormente referidos.
A contabilidade das sociedades de locação financeira rege-se pelo Plano de
Contas do Sistema Bancário.
Segundo o nº 3 do artigo 37 deste Decreto, para além das sociedades de locação
financeira e dos bancos, quando previamente autorizados pelo Banco de
Moçambique, nenhuma outra entidade pode celebrar, de forma habitual e na
qualidade de locador, contratos que tenham por objecto operações de natureza
similar ou com resultados económicos ou equivalentes aos do contrato de locação
financeira.
Ainda segundo o artigo 37 do mesmo Decreto, “entende-se por locação financeira
o contrato pelo qual uma das partes (locador) se obriga, mediante retribuição, a
ceder a outra (locatário) o gozo temporário de uma coisa, móvel ou imóvel,
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adquirida ou construída por indicação do locatário, a qual poderá, ou não, ser
afecta a um investimento produtivo ou a serviços de manifesto interesse
económico ou social, e que o locatário poderá comprar, decorrido o período
acordado, por um preço determinado ou determinável mediante simples aplicação
de critérios fixados no contrato”.
Neste Decreto são estabelecidos os parâmetros que devem ser observados no
âmbito de celebração de um contrato de locação financeira. Nos termos deste
mesmo Diploma Legal, a renda deve permitir, dentro do período de vigência do
contrato, a recuperação de mais de metade do capital correspondente ao valor do
bem locado e cobrir todos os encargos e a 42 margem de lucro do locador,
correspondendo o valor residual do bem ao montante não recuperado. O Banco
de Moçambique tem a faculdade de estabelecer normas sobre a determinação dos
montantes das rendas e dos valores residuais atribuídos aos bens locados, bem
como definir as condições e critérios da sua eventual revisão, periodicidade para
o pagamento das rendas e prazos por que serão efectuados os contratos.
A locação financeira de bens móveis e imóveis não pode ser celebrada por prazo
inferior a dezoito meses e a sete anos, respectivamente. O prazo da locação
financeira de bens móveis deve corresponder aproximadamente ao período de
utilização económica dos mesmos. Em qualquer caso, o contrato de locação
financeira não pode ter duração superior a 30 anos.
As sociedades de leasing em Moçambique estão sujeitas ao regime fiscal
consagrado no IRPC, sendo os lucros imputáveis a cada exercício sujeitos à
incidência do IRPC. Segundo o Art. n.º 25 deste código, não são aceites como
custos dedutíveis as rendas de locação financeira, em relação ao locatário na parte
da renda destinada à amortização financeira.
21
5. Conclusão
Contudo o leasing ou locacao financeira é um contrato a longo prazo através do
qual a arrendadora ou locadora (a empresa que se dedica à exploração de leasing)
adquire um bem escolhido por seu cliente (o arrendatário, ou locatário) para, em
seguida, alugá-lo a este último, por um prazo determinado. Ao término do contrato
o arrendatário pode optar por renová-lo por mais um período, por devolver o bem
arrendado à arrendadora (que pode exigir do arrendatário, no contrato, a garantia
de um valor residual) ou dela adquirir o bem, pelo valor de mercado ou por um
valor residual previamente definido no contrato.
O cliente deste tipo de crédito, é, tipicamente, uma empresa, podendo, no entanto,
ser, também, contratado por pessoa física.
O leasing apresenta-se como uma nova e importante alternativa de obtenção de
recursos no mercado financeiro de longo prazo, cujo grande beneficiário será o
empresário nacional. As empresas poderão recorrer a esse tipo de operação
especialmente quando, havendo carência de recursos próprios para realizar seus
investimentos, encontrem dificuldades em obter financiamento de instituições
financeiras especializadas, por falta de enquadramento, insuficiência de garantias,
etc. Assim, a possibilidade das empresas operarem com o leasing, notadamente o
lease-back, constitui uma importante alternativa ao financiamento de capital de
giro, sem que haja qualquer comprometimento quanto ao uso dos ativos fixos
arrendados (equipamentos, imóveis, etc.).
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6. Referências Bibliográficas
Escolar Editora - Finanças Empresarias (teoria e prática)
([Link] w/[Link]?title=Leasing&action=edit)
Banco Central do Brasil - FAQ - Arrendamento mercantil (leasing) (ht
tp://[Link]/pre/bc_atende/ port/[Link])
MATIAS, ROGERIO (2007), Calculo-financeiro- teoria e pratica, 2a
edicao, Escolar Editora
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