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Cidadania e Direitos no Brasil

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REPERTÓRIOS

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele” Simone de Beauvoir

“O homem é o lobo do homem” Tomas Hobbes

“Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la” Tomás de Aquino

Constituição Federal de 1988, Art. 3° direito todo cidadão tem direito à vida digna.

Constituição Federal de 1988, Art. 6° são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados

Constituição Federal de 1988, Art. 225° afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Declaração dos Direitos Humanos da ONU promulgada em 1948 afirma que todo ser humano tem direito à
liberdade e vida digna.

O escritor português José Saramago escreveu a obra “O ensaio sobre a cegueira”, a qual aborda uma
sociedade em que todos ficam cegos. Tal cegueira representa, para o autor, a alienada e despreocupação
com as questões sociais, tão logo, o egocentrismo humano.

Filósofo Platão abordou a teoria “O mito da caverna”, a qual evidencia um homem que por não procurar
expandir seus conhecimentos acerca do mundo, se fecha em sua própria caverna e torna-se alienado diante
dos problemas sociais.

Max Weber defende que o Estado moderno é “uma comunidade humana que pretende, com êxito, o
monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”, não valorizando a dignidade
humana e seus direitos substanciais.

Hanna Arendt, filósofa de origem alemã, defende a teoria “Banalidade do mal”, a qual compreende que as
ações degradantes provocadas pelo homem se tornaram banais à sociedade.
A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo (Nelson Mandela).

A marca da cultura de consumo é a redução do ‘ser’ para ‘ter’ (John Piper).

Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada (Hanna
Arendt).

O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado (Rousseau).

Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo (Shopenhauer).

A linguagem é uma verdadeira forma de ação (Jurgen Habermas).

A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades (Paulo Freire).

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho (Drummond).

Dom Casmurro de Machado de Assis, o qual apresenta apenas a voz do narrador, defendendo-o, mas não
sabemos como Capitu enxerga essa realidade.

A obra 1984, Gorge Orwel, a qual trata da censura, falta de liberdade de expressão.

Madame Bovary de Flaubert fala sobre a vida idealizada, perfeita e inalcançável e as consequências
drásticas por trás desse pensamento.

Poema O bicho de Manuel de Barros, em que o eu-lírico confunde um bicho com um homem que procura
alimentos nos restos de lixo.

“Vidas Secas” Graciliano Ramos: Uma família que vive procurando abrigo e trabalho no sertão nordestino e
entrega-se a uma realidade de miséria.

Gilberto Dimenstein denomina o brasileiro como um “Cidadão de Papel” visto que as leis presentes na
Constituição Federal fiquem apenas no papel e não são postas em prática.
Sérgio Buarque de Holanda, historiador brasileiro, afirma que no Brasil há uma espécie de “Homem Cordial”
o qual diz que é preocupado com a questões sociais do país, mas na verdade vive em uma bolha e busca
lutar apenas por seus próprios interesses (tudo isso está em um livro denominado “Raízes do Brasil”).

Na obra expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a desesperança e a inquietude
de um personagem envolto em uma atmosfera de profunda desolação.

A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com o objetivo de delinear direitos
básicos para todos os cidadãos.
É possível citar a obra “Casa-grande e Senzala”, do autor Gilberto Freyre, na qual ele realiza uma
comparação entre o Brasil hodierno e o Brasil Colônia, em que o trabalho escravo - ou seja, o ato
laboral precarizado - é um instrumento de invisibilidade social.
O conceito de polifonia das cidades, desenvolvido pelo teórico Nick Couldry, no qual ele afirma que a
democracia é constituída pela atuação das vozes de todos, e, por isso, onde não há a voz de alguém,
não há democracia.
Segundo Ariano Suassuna, ilustre pensador brasileiro, o território nacional está dividido em dois
países distintos: o dos privilegiados e o dos despossuídos.
Para a pensadora alemã Hannah Arendt, os apátridas estão sujeitos ao chamado Estado de exceção,
em que são excluídos e explorados.
De acordo com Lilia Schwarcz, há a prática de uma política de eufemismos no Brasil, ou seja,
determinados problemas tendem a ser suavizados e não recebem a visibilidade necessária.
Tal situação é discutida no livro "A cidadania no Brasil: o longo caminho", do historiador José Murilo
de Carvalho, ao sustentar que a desigualdade social impede a construção de uma sociedade mais
justa e equitativa.
A título de exemplo, o Brasil é o 9° país mais desigual do mundo, conforme o IBGE.
No documentário “A cidadania é para todos”, disponibilizado pela Netflix, é retratada a liberdade dos
indivíduos na participação social.
Acerca disso, Thomas Hobbes, em seu livro "Leviatã", defende a obrigação do Estado em
proporcionar meios que auxiliem o progresso do corpo social.
O intitulado "Paradoxo da Moral", é um livro escrito pelo musicólogo Vladimir Jankélévitch para
exemplificar a cegueira ética do homem moderno, ou seja, a passividade das pessoas frente aos
impasses enfrentados pelo próximo.
O historiador José Murilo de Carvalho, para que haja uma cidadania completa no Brasil é necessária a
coexistência dos direitos sociais, políticos e civis.
Norberto Bobbio, cientista político italiano, afirma que a democracia é um processo que tem, em seu
cerne, o objetivo de garantir a representatividade política de todas as pessoas.
Em sua obra “Os Retirantes”, o artista expressionista Cândido Portinari faz uma denúncia à condição
de desigualdade compartilhada por milhões de brasileiros, os quais, vulneráveis
socioeconomicamente, são invisibilizados enquanto cidadãos.
O economista José Murilo de Carvalho, observa-se a formação de uma “cidadania operária”, na qual a
população mais vulnerável socioeconomicamente não é estimulada a desenvolver um pensamento
crítico e é idealizada para ser explorada.
O conceito "Cidadanias Mutiladas", do geógrafo brasileiro Milton Santos, explicita que a democracia
só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social.
Pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes
governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital
político, negligencia a conservação de direitos sociais.
Nesse contexto, relembra-se que o sociólogo Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”,
afirma que, embora o Brasil possua um sólido aparato legislativo, ele mantém-se restrito ao plano
teórico.
O professor israelense Yuval Harari, o qual, na obra “21 Lições para o Século XXI”, afirma que grande
parte dos indivíduos não é capaz de perceber os reais problemas do mundo.
O filósofo alemão Jürgen Habermas, a democracia justa é fundamentada no diálogo e na troca de
conhecimento entre os seres e as instituições sociais.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos busca garantir a todos os cidadãos, pleno acesso aos
direitos básicos, como saúde e educação, além de preservar a integridade e dignidade da pessoa
humana.
O clássico da literatura infantil inglesa "Oliver Twist" aborda as vivências daqueles marginalizados
durante a era vitoriana e a forma como eram consideradas invisíveis por não pertencerem à lógica
social.
O antropólogo belga Claude Lévi-Strauss, representa o conjunto de padrões sociais nos quais as
relações interpessoais estão ancoradas e, desse modo, determina o papel do sujeito na comunidade.
Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o
corpo social se ausenta de conflitos e problemas.
“Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de
doença.” Organização Mundial da Saúde
“O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio.”
Hipócrates, pai da medicina.
“O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la”.
Confúcio, filósofo chinês.
“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Jiddu Krishnamurti, filósofo e
educador indiano.
“Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença.”
Lair Ribeiro, médico brasileiro.
Apenas 17% dos jovens com mais de 25 anos têm nível superior completo (IBGE, 2019)
Taxa de analfabetismo no Brasil é de 6,6% (IBGE, 2019).
Apenas 48% dos jovens de 25 anos ou mais concluíram o Ensino Médio Completo (IBGE, 2019).
A metade da população brasileira mais pobre só ganha 10% do total da renda nacional (Laboratório
das Desigualdades Mundiais, 2021).
4,1% dos brasileiros vivem em condições de extrema pobreza no Brasil (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), 2022).
A taxa de desemprego no Brasil no segundo semestre de 2022 é de 8,9% dos brasileiros de acordo
com o IBGE.
70% da população brasileira depende do SUS (Sistema Único de Saúde) de acordo com pesquisa do
iBGE de 2020.
De agosto de 2021 a julho de 2022 foram desmatados 10.781 km² da floresta amazônica de acordo
com Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD).
o Brasil é quarto país que mais produz lixo plástico e um dos que menos recicla no mundo, segundo
pesquisa feita pelo Fundo Mundial para a Natureza em 2019.
29% da população brasileira tem renda menor que 497 reais de acordo com a FGV, pesquisa de
2022.
70% dos brasileiros estão fora da linha da pobreza de acordo com a FGV (2022).
Artigo 5° da CF de 88 “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida,
à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
Artigo 144 da CF de 88: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

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