Disciplina: Auditoria Interna Docente: Felix Govene
UNIDADE TEMÁTICA II – CONTROLO INTERNO
21 de agosto de 2023
CONTROLO INTERNO
Introdução
As normas de auditoria geralmente aceites, referentes ao trabalho no campo, estabelecem
que o auditor deve avaliar o sistema de controlo interno da empresa auditada, a fim de
determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.
O auditor independente executa os seguintes passos na avaliação do controlo interno:
Levanta o sistema de controlo interno;
Verifica se o sistema levantado e o que esta sendo seguido na prática
Avalia a possibilidade de o sistema revelar de imediato erros e irregularidades;
Determina tipo, data e volume dos procedimentos de auditoria.
O auditor esta interessado em valores significativos, referentes a erros ou irregularidades, que
afetam as demonstrações financeiras, podendo conduzir os leitores a terem um entendimento
erróneo sobre estas demonstrações. Um bom sistema de controlo interno funciona como uma
“peneira” na detenção desses erros ou irregularidades. Portanto, o auditor pode reduzir o volume
de testes de auditoria na hipótese de a empresa ter um sistema de controlo forte; caso contrário, o
auditor deve aumenta-lo.
Definição
O controlo interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou
rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contáveis confiáveis e ajudar a
administração na condução ordenada dos negócios da empresa.
Os dois primeiros objetivos representam controlos contáveis e o último, controlos
administrativos.
São exemplos de controlos contáveis:
Sistemas de conferencia, aprovação e autorização;
Segregação de funções (pessoas que tem acesso aos registros contáveis não podem
custodiar ativos da empresa);
Controlos físicos sobre ativos
Auditoria interna.
São exemplos de controlos administrativos:
Análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos;
Controlo de qualidade;
Treinamento de pessoal
Estudos de tempos e movimentos
Análise das variações entre os valores orçados e os incorridos
Controlo dos compromissos assumidos, mas ainda não realizados economicamente.
O objetivo principal do auditor externo ou independente é emitir uma opinião sobre as
demonstrações financeiras auditadas. Logo, o auditor deve somente avaliar os controlos
relacionados com as estas demonstrações, que são, no caso, os controlos contáveis.
Evidentemente, se algum controlo administrativo tiver influência nos relatórios da contabilidade,
o auditor deve considerar também a possibilidade de avalia-lo.
Princípios fundamentais dos controlos contáveis
A administração da empresa é responsável pelo estabelecimento do sistema de controlo
interno, pela verificação de se está este sendo seguido pelos funcionários, e por sua modificação,
no sentido de adapta-lo as novas circunstâncias.
Responsabilidade
As atribuições dos funcionários ou sectores da empresa devem ser claramente definidas e
limitadas, de preferência por escrito, mediante o estabelecimento de manuais internos de
organização.
As razões para se definirem as atribuições são:
Assegurar que todos os procedimentos de controlos sejam executados;
Detetar erros e irregularidades;
Apurar as responsabilidades por eventuais omissões na realização das transações
da empresa.
Apresentaremos a seguir alguns exemplos de tarefas internas de controlo, para as quais
precisam ser definidos os empregados responsáveis:
Aprovação de aquisição de bens e serviços;
Execução do processo de aquisição (cotação de preços, seleção do fornecedor e
formalização da compra);
Certificação do recebimento de bens ou prestação dos serviços
Habilitação do documento fiscal do fornecedor para pagamento (confronto da
nota fiscal do fornecedor com contrato, ordem de compra etc.);
Programação financeira do pagamento;
Guarda de talonários de cheques em branco;
Preenchimento dos cheques para pagamento;
Assinatura de cheques;
Pagamento ao fornecedor;
Aprovação de venda;
Preparo da nota fiscal de venda, fatura e duplicata;
Controlo de cobrança de vendas a prazo;
Programação financeira do recebimento;
Recebimento de numerário
Preparo do recibo de deposito
Deposito do numerário em branco
Controlo dos registros de empregados;
Determinação dos valores a pagar aos empregados
Pagamentos aos empregados;
Controlo físico sobre os ativos (dinheiro em caixa, cautelas de títulos, estoques
etc.)
Registro contáveis das operações da empresa.
Rotinas internas
A empresa deve definir no manual de organização todas as suas rotinas internas. Essas
rotinas compreendem:
Formulários internos e externos, como, por exemplo:
Requisição de aquisição de material ou serviços
Formulário de cotação de preços (para solicitar preços aos fornecedores);
Mapa de licitação (para selecionar o fornecedor que ofereceu as melhores
condições comerciais);
Ordem de compra (para formalizar a compra junto ao fornecedor)
Aviso de recebimento de material (evidencia do recebimento de bens comprados)
Mapa de controlo de programação financeira;
Fichas de lançamento contáveis;
Boletim de fundo fixo (para fins de prestação de contas dos valores pagos através
do caixa)
Carta de comunicação com os bancos
Formulário de devolução de material
Pedido de vendas;
Adiantamento para viagem;
Relatório de prestação de contas de adiantamento para viagem;
Instruções para o preenchimento e destinações dos formulários internos e
externos;
Evidencias das execuções dos procedimentos internos de controlo (assinaturas,
carimbos etc.);
Procedimentos internos dos diversos setores da empresa, como, por exemplo:
Compras no pais e no estrangeiro;
Contas a pagar;
Programação financeira
Caixa;
Controlo de facturamento
Créditos e cobrança;
Fiscal;
Controladoria.
Acesso aos ativos
A empresa deve limitar o acesso dos funcionários a seus ativos e estabelecer controlos
físicos sobre esses. O acesso aos ativos da empresa representa:
Manuseio de numerário recebido antes de ser depositado em conta-corrente
bancaria;
Emissão de cheque sozinho (única assinatura)
Manuseio de cheques assinados;
Manuseio de envelopes de dinheiros de salários;
Custodia de ativos (dinheiro em caixa, cautelas de títulos, estoques, imobilizados
etc.)
São exemplos de controlos físicos sobre ativos:
Local fechado para o caixa;
Guarda de títulos em cofre;
A fabrica deve ser totalmente cercada e na saída os funcionários ou terceiros com
embrulhos e carros devem ser revistados (poderiam estar levando indevidamente
bens da empresa).
Cabe destacar que o acesso aos ativos pode ser de forma direta (fisicamente) ou de forma
indireta, por meio da preparação de documentos que autorizam sua movimentação.
Segregação de funções
A segregação de funções consiste em estabelecer que uma mesma pessoa não pode ter
acesso aos ativos e aos registros contáveis, devido ao fato de essas funções serem incompatíveis
dentro do sistema de controlo interno.
Os registros contáveis compreendem o razão geral e os registros inicial, intermediário e
final. O acesso a esses registros representa as pessoas que os preparam ou manuseiam
informações que servem de base para sua elaboração, em circunstâncias que lhes permitem
modificar os dados desses registros. Por exemplo, caso o funcionário tivesse acesso aos ativos e
registros contáveis, ele poderia desviar fisicamente o ativo e baixa-lo contabilmente para
despesa, o que levaria a ocultar permanentemente essa transação.
Confrontos dos ativos com os registros
A empresa deve estabelecer procedimentos de forma que seus ativos, sob a
responsabilidade de alguns funcionários, sejam periodicamente confrontados com os registros da
contabilidade. O objetivo desse procedimento e detetar desfalque de bens ou ate mesmo registro
contável inadequado de ativos.
São exemplos desse confronto:
Contagem de caixa e comparação com o saldo do razão geral;
Contagem física de títulos e comparação com o saldo da conta de investimentos
do razão geral;
Conciliações bancarias (reconciliação, em determinada data-base, do saldo da
conta-corrente bancaria segundo o razão da contabilidade, com o saldo pelo
extrato enviado pelo banco);
Inventario físico dos bens do estoque e do ativo imobilizado, confronto com os
registros individuais e comparação do somatório dos saldos desses registros com
o saldo da respetiva conta do razão geral.
Se a empresa não adota o procedimento de comparar os ativos com os registros contáveis,
fica em aberto a possibilidade de o funcionário custodiante apoderar-se indevidamente do ativo
sem que esse fato seja descoberto por muito tempo.
Cumpre ressaltar que esse procedimento de controlo deve ser efetuado por funcionários
que não tem acesso aos ativos. Esse fato e evidente, já que o funcionário custodiante poderia
desviar o bem e informar a administração da empresa que os ativos existentes concordam com os
registros contáveis.
Amarrações do sistema
O sistema de controlo interno deve ser concebido de maneira que sejam registrados
apenas as transações autorizadas, por seus valores corretos e dentro do período de competência.
Esse fato exige uma serie de providencias, tais como:
Conferencia independente do registro das transações contáveis, como, por exemplo:
Transporte dos valores dos documentos para os registros iniciais:
Transporte dos valores dos registros iniciais para os registros intermediários;
Transporte dos valores dos registros intermediários para os registros finais;
Transporte dos valores dos registros finais para o razão geral;
Soma do razão geral e dos registros iniciais, intermediários e finais;
Conferencia independente dos cálculos, por exemplo:
Cálculos da valorização das quantidades de estoques transferidas ou baixadas
(matéria-prima transferida para produtos em processo, produtos em processo
transferidos para produtos acabados e produtos acabados baixados para custo dos
produtos vendidos);
Cálculos das depreciações
Cálculos das provisões (impostos de renda, ferias, 13º salários etc.)
Cálculos de atualização de dividas em moeda estrangeira;
Cálculos de elaboração das notas fiscais de vendas;
Conferencia da classificação contável de todos os registros finais (ficha de
lançamento ou voucher) por um contabilista experiente;
Estabelecimento de controlos sequenciais sobre as compras e vendas, de forma a
assegurar que essas transações sejam contabilizadas na época devida. Deve ser
centralizado o recebimento e aposta uma numeração sequencial nas notas fiscais
de aquisição dos fornecedores. A contabilidade deve exercer um controlo sobre a
numeração sequencial das notas fiscais de compras e vendas, observando se elas
estão sendo contabilizadas dentro do regime de competência.
As rotinas internas de controlo devem ser determinadas de modo que uma área
controle a outra. Por exemplo, em um sistema de compras e pagamentos, a
empresa teria as seguintes áreas e rotinas envolvidas:
Setor requisitante: informa ao sector de compras, por meio de um
formulário de requisição, que necessita de determinado bem:
Setor de compras: verifica se a requisição do sector requisitante foi
devidamente aprovada segundo os limites de competência estabelecidos
nas normas internas da empresa, seleciona os possíveis fornecedores com
base em seu cadastro, faz cotação dos preços junto a estes, seleciona o
fornecedor que ofereceu as melhores condições comerciais e efetua a
compra;
Setor de receção: recebe os bens e a nota fiscal do fornecedor e da o
“certifico” indicando as quantidades recebidas e que os bens estão em
bom estado;
Setor de Contabilidade: recebe a nota fiscal do setor de receção, faz o
lançamento contável (debito em estoques e crédito em fornecedores) e o
envia para processamento no setor de computador;
Setor de computador: processa o lançamento contável e remete os
relatórios contáveis para o setor de contabilidade;
Setor de contas a pagar: recebe do setor de Contabilidade e nota fiscal,
verifica se foi devidamente certificada pelo setor de receção, confronta-a
com o instrumento formalizador da compra (ordem de compra ou
contrato), enviado diretamente pelo setor de compras, e habilita-a para
pagamento;
Setor financeiro: recebe do setor de contas a pagar a nota fiscal, verifica
se foi devidamente habilitada por esse setor e processa o pagamento;
Setor de Contabilidade: recebe o processo de pagamento do setor
financeiro, verifica se todos documentos estão em ordem, faz o
lançamento contável (debito em fornecedores e créditos em bancos) e
envia para processamento no setor de computador.
Agora, vamos analisar a possibilidade de algum dos setores supracitados colocar um
documento falso no sistema, no sentido de se beneficiar a posterior do produto do pagamento:
Setor requisitante: é impossível incluir em qualquer fase do sistema um documento
falso, já que esse setor não tem acesso a nota fiscal do fornecedor no processo normal de
compra e pagamento;
Setor de compras: a mesma situação do setor requisitante;
Setor de receção: o setor de contas a pagar detetaria, devido ao fato de que existiria uma
nota fiscal sem que o setor de compras tivesse enviado o instrumento formalizador da
aquisição;
Setor de contabilidade: o mesmo caso do setor de receção;
Setor de computador: a mesma situação do setor requisitante;
Setor de contas a pagar: o documento falso poderia ate ser pago; entretanto, o setor de
contabilidade descobriria essa irregularidade por ocasião da analise da conta de
fornecedores, já que não existiria o credito (registrado pela contabilidade quando do
recebimento do bem) para eliminar o debito pelo pagamento;
Setor financeiro; a mesma situação do setor de contas a pagar.
Tipos de controlo interno
Tipo Função Exemplo
Detectivos Descobre e informa a Revisão mensal dos relatórios
ocorrência de um erro, de despesas realizadas por um
omissão ou ato malicioso departamento. comparação do
texto de avisos de edital
publicados com as
informações presentes nos
respectivos atos de
convocação pode levar à
detecção de erros nos dados
divulgados, possibilitando a
adoção de medidas corretivas
corretivos Minimiza o impacto de uma • Contingência Corretivos
ameaça resolve problemas • Procedimentos de Backup
detetados por controlos • Procedimentos de
detectivos identifica a causa Recuperação
do problema corrige erros que • correção de dados
surgem de um problema incorretamente inseridos;
modifica o sistema de • remoção de software ilegal;
processamento para • recuperação de sistemas ou
minimizar futuras ocorrências dados; etc.
do problema
Preventivo • Descobre problemas antes • Exigência de uso de senha
de eles surgirem para acesso a recursos
• Monitora ambos operações computacionais;
e inputs • Segregação de funções
• Prognostica potenciais (Factor de impedimento)
problemas • Controle de acesso físico as
• Previne erros, omissão ou instalações
actos maliciosos antes de • Estabelecimento de
acontecer procedimentos satisfatórios
para autorização de
transações • Uso de software
de controlo de acesso que
permite só pessoal autorizado
ter acesso a arquivos
sensíveis
Diretivo/ orientado • desencadeiam o
acontecimento de factos
desejáveis através de boas
orientações, de modo a que
maus efeitos não ocorram
compensatórios • mitigar perdas ou exposição revisar e avaliar a adequação
a riscos nas situações onde do plano de avaliação de
determinada atividade de controles internos, incluindo
controle mostrar-se deficiente escopo de processos,
para o alcance dos objetivos metodologia, estratégia e
de controle de determinado abrangência; Acompanhar
processo periodicamente a evolução
• Os controles dos trabalhos de avaliação de
compensatórios não controles internos conforme
substituem as atividades de relatórios emitidos pela
controle endereçadas nos Coordenação de Gestão de
processos de negócios; Riscos e Controles Internos,
• minimizam a ocorrência de Auditoria Interna e Auditoria
erros, fraudes ou perdas que Independente; Identificar a
não seriam prevenidas e/ou necessidade de implantação
detectadas com a ausência de novos controles e/ou os
dos mesmos. aprimoramentos nos controles
existentes, quando da
ausência e/ou insuficiência
desses derivarem deficiências
significativas
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
Ambiente de Controlo Interno Demonstra compromisso com
integridade. Valores éticos e
competências.
Exerce responsabilidade de
supervisão.
Estabelece estrutura, autoridade e
responsabilidade.
Avaliação do Risco Especifica objetivos relevantes;
Identifica e avalia riscos e
alterações significativas.
Avaliar o risco de fraude
Atividades de controlo Seleciona e desenvolve atividades
de controlo,
Seleciona e desenvolve controlos
gerais sobre a tecnologia;
Desenvolver políticas e
procedimentos.
Informação e comunicação Gera informação relevante
Comunica interna e externa.
Monitorização Conduz avaliações continuas e
separadas;
Avalia e comunica deficiências.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
1. Ambiente de Controlo
• Estabelece o carácter da organização, influenciando a perceção de controlo do seu
pessoal
• É a base de todos os outros componentes de controlo interno, providenciando disciplina
e estrutura
Fatores do Ambiente de Controlo
• Integridade e valores éticos
• incentivos e tentações
• prestar e comunicar orientação moral
• Empenho na competência
• Administração e Comité de Auditoria
• Filosofia da gestão e estilo de operações
• Estrutura organizativa
• tribuição de autoridade e responsabilidade
• Políticas e práticas de RH
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
2. Avaliação do risco
• Condição prévia: definição de objectivos ligados a níveis diferentes da entidade e
internamente consistentes
• Extensão do impacto de eventos potenciais
• Identificação e análise dos riscos relevantes
• Base da gestão dos riscos Respostas ao risco
• Avaliação custo/benefício
• Aceitar/Evitar/Partilhar/Controlar
• Controlar atividades de controlo Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
• Políticas e procedimentos que ajudam a assegurar:
• as respostas aos riscos, visando o alcance dos objetivos da entidade
• o cumprimento das diretivas da entidade
• Ocorrem por toda a organização, a todos os níveis e em todas as funções
• As atividades de controlo geralmente envolvem dois elementos:
• uma política que estabelece o que deve ser feito e que serve de base aos
procedimentos
• procedimentos que efetivam a política, Categorias de atividades de controlo
(atendendo à natureza dos objetivos da entidade que lhes são inerentes)
• Relato
• Operações
• Conformidade
• Comum a sobreposição de categorias para uma mesma atividade de
Controlo Componentes e seus Princípios de controlo Interno Tipos de atividades de
controlo:
• Preventivas/Detetivas
• Manuais/Automatizadas
• Quanto ao tipo do controlo de relato:
• Totalidade
• Exatidão
• Acesso restrito
• Validade
Leque de atividades incluídas:
• aprovações
• autorizações
• verificações
• reconciliações
• revisões do desempenho operacional
• segurança dos ativos
• segregação de funções
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
1. É aposta etiqueta nos bens do ativo fixo
2. É conferida pelo vigilante a identidade do aluno inscrita em folha
de teste, contra documento de identificação, rubricando-a em
evidência
3. É realizada uma avaliação dos docentes por regentes e discentes
da qual é emitida relatório individual
4. São confrontadas as propinas recebidas em conta com os talões
entregues pelos alunos
5. As trocas de aulas carecem de permissão do Diretor do Mestrado
6. As faltas são justificadas hierarquicamente, ninguém se autoriza a
si próprio
7. É emitida pauta de alunos, por unidade curricular, contendo
apenas as avaliações dos que têm a sua situação escolar
regularizada
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
• Integração com a avaliação do risco
• A gestão deve identificar e implementar ações necessárias para
responder aos riscos, entre elas atividades de controlo
• Especificidades das entidades
• Cada entidade tem o seu conjunto próprio de objetivos e estratégias
de implementação e consequentemente as suas atividades de
controlo próprias
NOTA: As actividades do controlo devem estar de acordo com a estrutura do sistema de
controlo contabilístico
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
Estrutura de um sistema de controlo contabilístico ao SCI compete desenhar ações de
controlo que verifiquem a conformidade e regularidade legislativa, os registos contabilísticos e
financeiros, a boa utilização dos activos (eficácia, eficiência e economia), o cumprimento dos
planos e objetivos do organismo. um sistema contabilístico, que seja suportado por controlos
internos eficazes, proporciona à gestão uma razoável segurança de que os activos estã
salvaguardados de utilização ou alienação abusiva bem como de que os registos financeiros são
fiáveis e permitem a preparação de informação financeira adequada.
Um ambiente de apertado controlo interno tem impacto na eficácia dos procedimentos de
controlo específicos. Se existir, por exemplo, um bom controlo Orçamental e uma boa Auditoria
Interna, significa que existe um forte ambiente de controlo interno. Contudo, a existência dum
forte ambiente não assegura por si mesmo a eficácia geral do sistema de controlo interno.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
Estrutura de um sistema de controlo contabilístico Sistema Contabilístico É um conjunto
de tarefas de uma entidade pelas quais as transações são tratadas como meio de assegurar a
manutenção de registos financeiros.
Propriedades do sistema
Reconhecer
Calcular
Classificar
Lançar
Resumir Relatar
Sistema de Controlo Interno
• O Plano da Organização;
• Todos os métodos e procedimentos adoptados pela gestão para:
proteger os seus activos, prevenir e detectar fraudes;
verificar a exactidão e a fidedignidade dos seus dados contabilísticos.
Controlos sobre os SI
3. Atividades de controlo
• os controlos podem ainda ser classificados como gerais ou
Aplicacionais, sendo eles de natureza Preventiva, Detectiva ou
Correctiva.
• Este controlos aplicam-se a todos os sistemas qualquer que seja a sua
dimensão (ambientes informáticos de "mainframe", "minis" e "micros"
("endures computing")) e subdividem-se em:
• Controlos sobre a Operação
• Controlos sobre o Software de Sistema
• Controlos sobre a Segurança de Acesso a Sistemas
• Controlos sobre o Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas
Aplicacionais
• Controlos aplicacionais
• Relação entre CONTROLOS GERAIS e APLICACIONAIS
• Evolução.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
Controlos sobre os SI
Os Controlos Gerais, também designados de Controlos Infraestruturais, ou de Integridade
ou de Tecnologias de Informação referem-se ao como é gerida a generalidade dos sistemas, dos
processos e dos dados que numa organização fazem parte do domínio dos SI. Estes aplicam-se a
muitos se não todos os sistemas aplicacionais e visam assegurar a sua operação correta e
contínua. Por Ex: segurança da Informação; gestão de acessos; aquisição e desenvolvimento de
sistemas; procedimentos de backup; etc.
Controlos Gerais
• Controlos sobre as operações do Data Center
• Procedimentos de backup, recuperação, contingência, DRP
• Controlos sobre a aquisição, implementação e manutenção do software do
sistema
• Controlos de segurança de acesso
• Controlos sobre o desenvolvimento e manutenção dos sistemas aplicacionais
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
Controlos sobre os SI
Controlos aplicacionais são procedimentos manuais ou automáticos que operam tipicamente ao
nível de um processo de negócio e se aplicam ao processamento de transações por aplicações
individuais. Os controlos aplicacionais podem ser de natureza preventiva ou de detecção e são
concebidos para assegurar a integridade dos registos contabilísticos. Consequentemente,
relacionam-se com procedimentos usados para iniciar, registar, processar e relatar transações ou
outra informação financeira. Estes controlos ajudam a assegurar que as transações ocorreram,
estão autorizadas e são completa e correctamente registadas e processadas. Por ex: as
verificações de listas de dados introduzidos e as verificações de sequências numéricas com
seguimento manual através de relatórios de excepção ou de correcção no ponto de introdução de
dados.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
Controlos sobre os SI
• Controlos gerais e aplicacionais
• Inter-relacionados
• Os controlos gerais são necessários para suportar o funcionamento
dos controlos aplicacionais e ambos são necessários para assegurar o
processamento completo e exato da informação
• End-user computing (Computação do usuário final)
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
3. Atividades de controlo
1. A receção da encomenda é assinada pelo cliente em evidência da
prestação do serviço.
2. Análise das encomendas pendentes com base em listagens retiradas da
aplicação. Solicitação de justificações por escrito aos gestores
responsáveis.
3. A atualização do software aplicacional é objeto de teste antes da sua
passagem a produtivo.
4. O Sistema impede a aprovação de dados mestre de fornecedores por
quem os criou
5. São efetuados backups diários da informação.
6. Comparação dos valores realizados com os dados orçamentados com
base em informação extraída do Sistema e justificação das discrepâncias.
7. Controlos programados que minimizam a probabilidade de introdução
incorreta/ incompleta de dados.
8. O acesso ao Sistema é restrito a utilizadores com credenciais válidas.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
4. Informação e Comunicação
• Informação relevante identificada, capturada e comunicada com qualidade
• Os SI são fonte de informação que concorre para a gestão e controlo do
negócio
• Os SI tratam dados gerados internamente e também informação sobre
eventos, atividades e condições externas necessárias à tomada de decisão
informada e ao relato externo
• A comunicação eficaz deve ocorrer num sentido lato, fluindo para baixo,
para cima e ao longo da organização
• Todo o pessoal:
deve receber uma mensagem clara da gestão de topo que as responsabilidades de
controlo devem ser assumidas seriamente
deve compreender o seu o papel no SCI, bem como de que modo é que as
atividades individuais se relacionam com o trabalho de outros
deve dispor de meios de comunicar, para cima, informação relevante
• É necessária uma comunicação eficaz com entidades externas, tais como
clientes, fornecedores, reguladores e acionistas
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
4. Informação e Comunicação
• Integrar o planeamento, desenvolvimento e implementação dos sistemas
com a estratégia
• Integrar nos sistemas as necessidades das operações
• Coexistência de várias tecnologias
Qualidade da informação:
Apropriada
Atempada
Atual
Correta
Acessível
Formas de comunicação:
Manuais de procedimentos
Memorandos
Newsletters
Ordens de serviço/Notas internas
Vídeo gravações
Etc.
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
4. Informação e Comunicação
Comunicação dos resultados
• Painel de riscos e correspondentes respostas
• Fluxogramas dos processos com os controlos chave
assinalados
• Objetivos do negócio ligados aos riscos e respostas
operacionais
• Lista dos riscos chave a ser monitorizados
• Reconhecimento pela gestão da responsabilidade sobre o risco
chave do negócio e comunicação de atribuições
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
5. Monitorização
• O SCI precisa de ser monitorizado - um processo que avalia a
qualidade do desempenho do sistema ao longo do tempo
• Tal é conseguido através de:
–Atividades de monitorização contínuas
–Avaliações separadas
–Uma combinação das duas
• Recolher e exibir informação
• Realizar análises:
–Riscos estão a ser adequadamente tratados
–Controlos estão a funcionar para mitigar os riscos
Componentes e seus Princípios de controlo Interno
5. Monitorização: Reporte de deficiências
•As deficiências de controlo interno devem ser reportadas para
cima, com os assuntos graves a ser reportados à gestão de topo
e à administração
16/03/202