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Prevenção da Chuva Ácida e Seus Efeitos

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INTRODUÇÃO

A chuva ácida é uma das consequências da poluição atmosférica. Os gases


provenientes da queima de combustíveis reagem com o oxigênio do ar e o vapor
de água, transformando-se em ácidos que são depositados na superfície terrestre
através das precipitações. Essa acidificação do solo e das águas superficiais
exerce efeitos devastadores nos ecossistemas e representa um grave perigo para
os seres vivos.

As erupções vulcânicas, os terremotos, os incêndios naturais, os


relâmpagos e alguns processos microbianos liberam dióxido de enxofre e óxidos
de nitrogênio na atmosfera. Não obstante, é a ação humana a causadora da maior
parte das emissões de dióxido de enxofre em consequência da queima de
combustíveis na indústria e nas usinas elétricas, assim como da metade das
emissões de óxidos de nitrogênio devido aos gases produzidos pelos veículos a
motor. Da mesma forma e embora em menor grau, as explorações pecuárias
intensivas produzem amoníaco a partir da decomposição da matéria orgânica.

Esses três poluentes, que podem ser transportados a grandes distâncias a


partir de seus focos de origem, se oxidam quando entram em contato com a
atmosfera originando a formação de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Tais ácidos se
dissolvem nas gotas de água das nuvens e caem na superfície terrestre mediante
a denominada chuva ácida, que também pode ser em forma de neve ou nevoeiro.
CHUVA ÁCIDA

Chuva ácida é a designação dada à chuva, ou qualquer outra forma


de precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente maior do que a
resultante do dióxido de carbono (CO2) atmosférico dissolvido na água precipitada.
A principal causa daquela acidificação é a presença, na atmosfera terrestre, de
gases e partículas ricas em enxofre e azoto reativo cuja hidrólise no meio
atmosférico produz ácidos fortes. Assumem particular importância os compostos
azotados (NOx) gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis
fósseis e os compostos de enxofre (SOx) produzidos pela oxidação das impurezas
sulfurosas existentes na maior parte dos carvões e petróleos. Quimicamente,
chuva ácida não seria uma expressão adequada porque, para a Química, toda
chuva é ácida devido à presença do ácido carbônico (H2CO3), mas, para
a Geografia, toda chuva com pH abaixo do N.T. (Nível de tolerância de pH) igual a
aproximadamente 5,5 é considerada ácida. Ela também pode acarretar sérios
danos às trutas, por exemplo, uma vez que se cair chuva ácida em um ambiente
lacustre de uma truta, abaixo ou acima do N.T., a truta morrerá.

ORIGEM DA CHUVA ÁCIDA

Chama-se de chuva ácida a precipitação na forma de água que possui


baixo pH, geralmente abaixo do valor 5,6, que é o patamar considerado normal
para as chuvas. A escala de pH mede o índice de acidez de uma determinada
solução. Considera-se uma substância ácida quando o seu pH é menor do que 7.
Dessa forma, podemos afirmar que, em condições normais, as chuvas
apresentam certo grau de acidez, mas sem que haja quaisquer tipos de prejuízo
para a natureza ou para a saúde humana.

O aumento da acidez da água das chuvas ocorre em função do acúmulo de


poluentes na atmosfera, os quais são compostos geralmente por óxidos, que,
quando reagem com as moléculas de água em suspensão, geram a chuva ácida.
A emissão de gases poluentes com potencial para desencadear esse fenômeno
atmosférico pode ter origem tanto natural como antrópica. No primeiro caso, os
principais responsáveis são os vulcões, que ocasionam a liberação de uma série
de gases, materiais particulados e compostos de enxofre no ar. A decomposição
de matéria orgânica sobre as superfícies dos solos e demais processos biológicos
que ocorrem também em superfície, assim como queimadas (naturais ou não)
podem emitir gases e outras substâncias poluentes. A origem antrópica se dá
sobretudo por meio das emissões industriais, das usinas e pela queima
de combustíveis fósseis, processos esses que se concentram nos grandes centros
urbanos.

FORMAÇÃO DAS CHUVAS ÁCIDAS

A chuva ácida é formada a partir da reação dos óxidos presentes nos gases
poluentes com as gotículas de água que se encontram em suspensão
na atmosfera. Nesse processo, ocorre a formação de compostos ácidos, que, no
momento da condensação e precipitação, são depositados sobre as cidades,
vegetação e superfícies aquáticas.

COMPOSIÇÃO DA CHUVA ÁCIDA

A chuva ácida é composta principalmente pelo ácido sulfúrico (H2SO4) e


pelo ácido nítrico (HNO3). Ambos são formados a partir da reação da água com os
seguintes elementos:

 Óxidos de enxofre (SO2 e SO3): sua emissão pode se dar naturalmente pela
decomposição de matérias orgânicas ou por meio de atividades vulcânicas, e
também por meio da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo) e
processos industriais.
 Óxidos de nitrogênio (Nox): derivados também da queima de combustíveis
fósseis em motores à combustão e emitidos por outras fontes, como fumaça de
cigarros e usinas. Alguns processos naturais podem causar a sua liberação,
como as descargas elétricas.
PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DA CHUVA ÁCIDA

O fenômeno da chuva ácida é extremamente prejudicial para os


ecossistemas terrestres e aquáticos, bem como para a saúde humana.

Sua ocorrência traz ainda efeitos destrutivos para os monumentos públicos


e estruturas urbanas de um modo geral. Os ventos podem carregar as águas com
elevada acidez para outras localidades, ampliando a sua escala de danos.
Elencamos abaixo algumas das principais consequências das chuvas ácidas:

 Acidificação da água dos rios, lagos e mananciais, causando a morte de peixes


e outras espécies aquáticas;
 Destruição de folhas e galhos de árvores, levando à degradação da cobertura
vegetal;
 Aumento da acidez dos solos e mudanças na sua composição nutricional,
afetando o ciclo de desenvolvimento da vegetação e, em alguns casos,
causando o seu envenenamento;
 Contaminação das reservas subterrâneas de água;
 Corrosão de monumentos instalados ao ar livre, sobretudo aqueles feitos em
mármore e pedra-sabão;
 Corrosão de estruturas metálicas de edificações públicas e residências;
 Danos à saúde humana pelo consumo de água poluída;
 Surgimento ou agravamento de problemas respiratórios e até mesmo danos
aos olhos associados à maior presença de óxidos de enxofre na atmosfera e
sua inalação.

EFEITOS DA CHUVA ÁCIDA

O pH da chuva sofre alterações quando combinada com o ácido sulfúrico e


o ácido nítrico, por isso, quando a chuva cai sobre o solo e as águas, altera suas
características químicas colocando em perigo o equilíbrio dos ecossistemas. É o
que se conhece como acidificação do meio ambiente, um fenômeno que tem
graves efeitos:
 Os oceanos podem perder biodiversidade e productividade. A queda do pH
das águas oceânicas prejudica o fitoplâncton, fonte de alimento de
diferentes organismos e animais, o que pode modificar os níveis tróficos e
acarretar a extinção de diferentes espécies marinhas.
 As águas continentais também estão sofrendo acidificação a um ritmo muito
rápido, um fato especialmente preocupante se tivermos em consideração
que, apesar de apenas 1% da água do planeta ser doce, 40% dos peixes
vivem nela. Tal acidificação aumenta a concentração de íons metálicos —
principalmente íon de alumínio —, o que poderia ocasionar a morte de uma
grande parte dos peixes, anfíbios e plantas aquáticas dos lagos
acidificados. Além disso, os metais pesados são deslocados para as águas
subterrâneas, que deixam de ser aptas para o consumo.
 Nas florestas, o baixo nível de pH do solo e a concentração de metais como
o alumínio impedem que a vegetação absorva corretamente a água e os
nutrientes necessários. Isso danifica as raízes, diminui o crescimento e
torna as plantas mais fracas e vulneráveis a doenças e pragas.
 A chuva ácida também afeta o patrimônio artístico, histórico e cultural. Além
de corroer os elementos metálicos de edifícios e infraestruturas, deteriora o
aspecto externo dos monumentos quando depositada sobre eles. O maior
dano se verifica nas construções calcárias, como o mármore, que se
dissolvem pouco a pouco devido ao efeito dos ácidos e da água.

PREVENÇÃO DAS CHUVAS ÁCIDAS

Uma vez que o ser humano é seu principal causador, a solução para o
problema da acidificação do meio ambiente está em suas mãos: para mitigar a
chuva ácida, é imprescindível reduzir as emissões poluentes. Para tal, é
necessário que exista um compromisso em âmbito governamental e empresarial
que impulsione uma série de medidas: Filtrar e desintoxicar a água utilizada pelas
fábricas antes de devolvê-la aos rios. Reduzir a emissão de gases poluentes por
parte da indústria. Favorecer a geração e o uso de energias limpas, em detrimento
dos combustíveis fósseis. Diminuir o consumo energético nas fábricas e
empresas. Potencializar a inovação e as novas tecnologias orientadas para a
otimização do consumo energético e o desenvolvimento de energias limpas.
Plantar árvores para que absorvam o ar poluído. Conscientizar a população sobre
a importância da redução do consumo de energia nas casas. Fomentar o uso do
carro elétrico e de outros veículos não poluentes, como a bicicleta.
CONCLUSÃO

Chuva ácida é um fenômeno atmosférico caracterizado pelo alto grau de


acidez das águas das chuvas, com pH menor do que 5,6. É causada pelo elevado
grau de poluição atmosférica. Em função disso, é mais comum em grandes
centros urbanos e áreas altamente industrializadas. Forma-se a partir da reação
dos óxidos presentes nos gases poluentes com as partículas de água em
suspensão na atmosfera, que dão origem aos ácidos que são depositados quando
há precipitação.

É composta comumente por ácido sulfúrico e ácido nítrico, derivados da


reação dos óxidos de enxofre e nitrogênio com a água. Os elementos podem ter
origem natural, como vulcões, ou antrópicas, como a partir de motores de
veículos, indústrias e usinas. Trazem severos danos aos ecossistemas e à vida
humana, além de promover a corrosão de monumentos e edificações.

Nações asiáticas como a Índia e, especialmente, a China passaram a


registrar chuvas com elevado teor de acidez a partir da década de 1980, período
que marcou a intensificação da industrialização e urbanização chinesas. Em
muitos desses países há, entretanto, o monitoramento da composição das águas
das chuvas e esse mecanismo, aliado a políticas voltadas à redução das emissões
de gases poluentes, conseguiu reduzir significativamente a ocorrência de chuvas
ácidas.

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