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Necessidades Educativas Especiais Visuais

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Table of Contents

1. Introdução.....................................................................................................................................2
1.1. Objectivos..................................................................................................................................2
1.1.1. Objectivo geral.......................................................................................................................2
1.1.2. Objectivos específicos............................................................................................................2
1.2. Metodologia..............................................................................................................................2
2. Fundamentação teórica.................................................................................................................3
2.1. Conceitos...................................................................................................................................3
2.1.1. Ensino....................................................................................................................................3
2.1.2. Necessidade Educativa Especial.............................................................................................3
2.1.3. Inclusão..................................................................................................................................3
2.1.4. Educação................................................................................................................................3
2.1.5. Educação Especial..................................................................................................................3
3. Deficiência visual...........................................................................................................................4
3.1. Diagnóstico da deficiência visual...............................................................................................5
3.2. Sinais de alerta...........................................................................................................................5
3.3. Tipos de deficiência visual.........................................................................................................6
3.4. Causas da deficiência visual.......................................................................................................6
3.5. Níveis da visão...........................................................................................................................8
3.6. Cuidados a ter com a visão.......................................................................................................8
3.7. Processo de ensino-aprendizagem de criança deficiente visual (baixa visão e cega)................8
3.8. Método Braille...........................................................................................................................9
3.9. Aspectos a ter em conta na sala de aula..................................................................................10
3.10. Aspectos a ter em conta no quotidiano...............................................................................10
4. Conclusão....................................................................................................................................12
5. Bibliografia...................................................................................................................................13
1. Introdução
O presente trabalho foi elaborado no âmbito da cadeira de Necessidades Educativas
Especiais, cujo tema é Necessidades Educativas Especiais Visuais. A visão é responsável por
80% das informações que recebemos do nosso entorno, as demais são apreendidas pelos
outros órgãos dos sentidos. A deficiência visual em qualquer grau compromete a capacidade
da pessoa de se orientar e de se movimentar no espaço com segurança e independência. Para
que haja uma educação de crianças deficientes visuais é preciso que haja uma coordenação da
acção educativa entre o professor do ensino regular e professor especializado.

1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral


Analisar necessidades educativas especiais sensoriais (visuais) .

1.1.2. Objectivos específicos


 Compreender as necessidades educativas especiais visuais;
 Identificar os tipos de deficiências visuais;
 Descrever os cuidados a ter com a visão;
 Identificar o papel do professor perante à esta situação.

1.2. Metodologia
Este trabalho resulta da pesquisa feita nas actividades de horas de estudo independente que
norteiam-se nas seguintes etapas: Recolha de informações através da fonte bibliográfica,
como ilustra a bibliografia; Análise e discussão dos dados recolhidos em torno do tema, com
vista a solidificação e elaboração do trabalho final.
2. Fundamentação teórica

2.1. Conceitos

2.1.1. Ensino
É uma acção deliberada e organizada, actividade pela qual o professor por meio de métodos
adequados orienta a aprendizagem dos alunos.

2.1.2. Necessidade Educativa Especial


Necessidade Educativa Especial reflecte o postulado da filosofia da inclusão, que segundo
Correia (2008, p.23, citado por Martins 2009), engloba alunos que:

“por exibirem determinadas condições específicas podem necessitar de apoio de serviços de


educação especial durante todo ou parte do seu percurso escolar, de forma a facilitar o seu
desenvolvimento académico, social e emocional”.

Segundo MADUREIRA e LEITE (2003:31) citados por MOURA (2010:19), NEE são
situações em que são evidentes dificuldades na aprendizagem, ou seja, em aceder ao currículo
oferecido pela escola, exigindo um atendimento especializado, de acordo com as suas
características específicas do aluno.

2.1.3. Inclusão
Inclusão é inserção do aluno com NEE na classe regular onde que sempre que for possível,
deve receber todos os serviços educativos adequados contando-se, para esse fim, com o apoio
apropriado as suas características e necessidades. (Correia, 1997).

2.1.4. Educação
Educação é Processo de aprendizagem e de mudança que se opera num aluno através do
ensino e de quaisquer outras experiências a que ele é exposto nos ambientes onde interage.
(Correia, 1997).

2.1.5. Educação Especial


Educação Especial é Conjunto de serviços de apoio especializados destinados a responder às
necessidades especiais do aluno com base nas suas características e com o fim de maximizar
o seu potencial. Tais serviços devem efectuar-se, sempre que possível, na classe regular e
devem ter por fim a prevenção, redução ou supressão da problemática do aluno, seja ela do
foro mental, físico ou emocional e/ou a modificação dos ambientes de aprendizagem para que
ele possa receber uma educação apropriada às suas capacidades e necessidades. (Correia,
1997).

BAUTISTA (1997:9) citado por MOURA (2010:17), o termo educação especial é utilizado
para designar um tipo de educação diferente da praticada no ensino regular e que desenrolaria
paralelamente a esta, sendo a criança a quem era diagnosticada uma deficiência, incapacidade
ou diminuição segregada para uma unidade ou centro específico.

Para MADUREIRA e LEITE (2003:31) citados por MOURA (2010:17), educação especial
tem sido nos últimos anos alvo de mudanças que fizeram com que as crianças com
Necessidades Educativas Especiais (NEE), que no passado foram descriminadas, maltratadas
e catalogadas de nomes pejorativos, viessem participar e beneficiar de uma educação menos
estigmatizante e que aproxima da criança do ensino regular.

3. Deficiência visual
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preocupada com a falta de critérios de elegibilidade
das pessoas para usufruírem de benefícios de segurança social, física, atribuição de subsídios
e outros apoios, baseia-se num critério clinico para objectivar a definição da deficiência
visual.

MOURA (2010:43) citando LADEIRA e QUEIRÓS (2002:20), do ponto de vista clinico, um


indivíduo pode ser considerado deficiente visual quando apresenta significativas limitações:

 Na Acuidade visual: capacidade que a pessoa tem para perceber e descriminar


pormenores de um objecto a uma determinada distancia;
 No campo visual : distancia angular que o olho consegue abranger, sendo o da
pessoa normo-visual de cerca de 180º sem mover a cabeça.

Na óptica de CORREIA (2008c), a Deficiência Visual diz respeito a “uma incapacidade de


visão significativa ou total que, mesmo depois de corrigida, afecta negativamente a realização
escolar do aluno.

A Deficiência Visual é um tipo de deficiência sensorial e refere-se à perda ou redução grave


da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de
ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.

Para eles a deficiência visual está organizada em cinco (5) categorias:


 Moderada: acuidade visual binocular corrigida entre 3/10 e 1/10, com campo visual
de pelo menos 20º;
 Grave: acuidade visual binocular corrigida entre 1/10 e 1/20;
 Profunda: acuidade visual binocular corrigida entre 1/20 e 1/50, ou com um campo
visual inferior a 10º mas superior a 5º;

 Quase total: acuidade visual binocular inferior a 1/50, com a percepção luminosa
preservada ou campo visual inferior a 5º;
 Total: cegueira absoluta com ausência da percepção luminosa. As categorias
moderada e grave são relativas a situações de baixa visão.

As categorias profunda, quase total e total referem-se a situações de cegueira.

3.1. Diagnóstico da deficiência visual


O diagnóstico deve ser obtido através do exame realizado pelo Oftalmologista que pode
lançar mão de exames subsidiários. No caso em que a deficiência visual está caracterizada,
deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a
indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

3.2. Sinais de alerta


LADEIRA e QUEIRÓS (2002:19) citado por MOURA (2010:48), os sinais de alerta a ter em
conta são:

 Olhos vermelhos ou raiados com sangue;


 Lacrimejar frequente;
 Visão de objectos “turvos” ou dupla visão;
 Fechar os olhos ou franzir as sobrancelhas quando sai de casa ou da escola para o
exterior ou quando entra em ambientes com pouca luz;
 Esfregar os olhos;
 Irritação constante dos olhos;
 Aproximação constante do papel junto ao rosto quando lê e escreve;
 Dificuldade de encaixes ou actividades que exija boa coordenação dos olhos e das
mãos;
 Tropeços frequentes por não enxergar pequenos obstáculos;
 Olhos aquosos;
 Pálpebras afundadas e ou caídas;
 Inclinar a cabeça para a frente ou para trás ao olhar para objectos distantes;
 Giro da cabeça para usar um só olho.

3.3. Tipos de deficiência visual


 Cegueira;
 Baixa visão (congénita ou adquirida), ou visão subnormal.

Cegueira

A cegueira é a perda total da visão em ambos os olhos ou percepção luminosa. O Código


Internacional de Doenças (CID) considera a acuidade visual inferior a 0.05 ou o campo visual
inferior a 10º, após o melhor tratamento ou correcção óptica especifica.

 Enfoque educacional: perda da função visual leve, o individuo utiliza o sistema


Braille, de recursos didácticos, tecnologias e equipamentos especiais para o processo
de comunicação e leitura-escrita.

Baixa visão

A Baixa visão ou visão subnormal é o comportamento visual em ambos os olhos, mesmo


após tratamento e/ou correcção de erros refracionais comuns, com acuidade visual inferior a
20/70 (0,3) e/ou restrição de campo visual que interfira na execução de tarefas visuais.

 Enfoque educacional: capacidade potencial de utilização da visão prejudica para


actividades escolares e de locomoção, mesmo apóso melhor tratamento ou máxima
correcção óptica, necessitam portanto, de recursos educativos especiais.

3.4. Causas da deficiência visual


A principal causa da cegueira é a pré-natal, sendo resultante principalmente dos factores
genéticos.
Desta forma, a deficiência visual até a cegueira pode também estar associada a síndromes,
mal formações, glaucoma congénito, Catarata congénita e infecções maternas como
toxoplasmose, rubéola, sífilis, etc.

Até o início da década de 60 a causa mais frequente da cegueira era a fibroplasia retiniana,
que ocorrem em bebés prematuros, e cuja causa era a elevada concentração de oxigénio nas
incubadoras. Estabeleceu-se, então, a diminuição da taxa de oxigénio, o que resultou num
índice maior de hipoxia e mortalidade, levando a um aumento de paralisia cerebral,
deficiência mental e outras deficiências.

Actualmente, existem técnicas mais apuradas para se controlar a taxa de oxigénio, porém os
riscos de fibroplasia retiniana ainda existem. A deficiência visual também pode ser adquirida
por traumas oculares, doenças degenerativas como a degeneração de mácula, glaucoma,
catarata, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial, diabetes, atrofia do nervo
óptico, entre outras.

Retnose Pigmentar

É um distúrbio degenerativo dos bastonetes, com atrofia secundária da retina e do epitético


pigmentar. As alterações se iniciam na periferia da retina, manifestando-se através de
cegueira nocturna durante a puberdade e na sua evolução, ocorre a diminuição gradativa do
campo visual. A visão macular se perde em torno da quarta ou quinta década. A doença é
bilateral, podendo ter evolução simétrica.

Glaucoma

O glaucoma é uma enfermidade que atinge o nervo óptico causando a perda do campo visual,
na maioria das vezes, por aumento da pressão intra-ocular. Na maioria dos casos, o paciente
não sente dor, diminuição da acuidade visual, ardor ou qualquer outra sintoma.

Catarata

A catarata é definida como a pacificação do cristalino, que é uma lente transparente


localizada dentro do olho. Essa pacificação causa diminuição da entrada de luz para dentro do
olho e como consequência a visão torna-se menos nítida, borrada e escura. Essa mudança
geralmente é gradativa. As causas mais comuns que contribuem para o surgimento da catarata
são: senil, congénita, traumática e inflamatória.
Diabetes

Os Diabetes Melitus são distúrbios causados pela falta absoluta ou relativa de insulina no
organismo. Quando a insulina produzida pelo pâncreas se torna insuficiente, a glicose é
impedida de ser absorvida pelas células, acarretando na elevação dos níveis sanguíneos de
glicose, cuja taxa normal, em jejum, é de 70 a 110 mg por 100 ml de sangue. Os Diabetes são
um dos mais graves problemas de saúde, sendo a terceira maior causa de morte no mundo,
superada apenas pelas doenças cardiocirculatórias e câncer.

3.5. Níveis da visão


 Visão normal, acomoda-se as variações de luz, ajusta-se as passagens dos ambientes
claros para ambientes de completa escuridão, permite a avaliação da distância e da
posição dos objectos. Funciona como motivador para exploração do ambiente e
facilita na transferência da informação para os outros sistemas sensoriais. 10.2.

 Visão com catarata, caracteriza-se pela perda progressiva da transparência do


cristalino (lente natural do olho). É causada pelo processo natural do envelhecimento
que ocorre a partir dos 45 anos. Os sintomas da catarata nos olhos fazem-se sentir de
uma forma intensa, dependendo do grau de opacificação do cristalino.

3.6. Cuidados a ter com a visão


Os cuidados que devemos ter com a visão são:

 Não mexer os olhos com as mãos sujas;


 Não ler em ambientes escuros, ou em movimento;
 Não usar óculos sem controlo da qualidade;
 Não usar colírios sem prescrição médica.
3.7. Processo de ensino-aprendizagem de criança
deficiente visual (baixa visão e cega)
Segundo a OMS, citado por LADEIRA E QUEIRÓS (2002), o individuo com baixa visão ou
visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após o
tratamento e/ou correcção óptica convencional e uma acuidade visual menor que 6/18 à
percepção de luz, ou campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa
ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planeamento e/ou execução de uma tarefa.

MENDONCA etal (2002:16), ao estudarem o papel da visão no desenvolvimento da


aprendizagem, concluíram que a visão constitui um canal privilegiado de acesso ao mundo,
constituindo a base de uma parte significativa das aprendizagens humanas.

As crianças cegas ou com graves limitações visuais, a informação visual é inexistente ou


recebida de forma incompleta e distorcida, o que limita a interacção com o meio,
comprometendo assim, as aprendizagens acidentais e originando atrasos no desenvolvimento
motor, cognitivo e social.

Para eles, os sons e o tacto fornecem uma informação fragmentada do meio e as descrições
verbais são dificilmente aprendidas nas primeiras idades, o que determina existência de
características próprias de desenvolvimento nas crianças com deficiência visual, não
seguindo as mesmas etapas dos seus pares normovisuais.

Os princípios da educação dos alunos com deficiência visual são:

 Individualização;
 Concretização;
 Ensino unificado;
 Estímulo adicional;
 Auto-actividade.

3.8. Método Braille


Segundo MARTIN e BUENO (1997) citados por MOURA (2010:55), o sistema braille
baseia-se na combinação de 6 pontos em relevo, dispostos em células organizadas em
unidades de 2 pontos na horizontal e 3 pontos na vertical. Os pontos das filas verticais são
numerados de 1 a 3 na fila da esquerda e de 4 a 6 na direita. As 64 combinações possíveis que
geram os 6 pontos, incluindo a célula sem pontos e a célula com os 6 pontos (signo gerador),
permitiram a Luís Braille, seu inventor, representar letras, vogais acentuadas, sinais de
pontuação, sinais próprios, sistema de números.

Para BELARMINO (2001) citado por MOURA (2010:55 ), o sistema braille é o único meio
adequado e natural de leitura e escrita das pessoas cegas, insubstituível e deve ser a espinha
dorsal, tanto dos processos de ensino-aprendizagem da criança cega como dos cursos de
formação e mesmo dos cursos superiores de formação em educação especial.

MENDONCA etal (2008:32) salientam que a importância fundamental do braille no reforço


de identidade pessoa, auto-estima, autonomia e integração social dos indivíduos cegos,
devendo considerar-se livre exercício desse sistema “um direito que deve proteger-se e
tornar-se acessível a todos”

3.9. Aspectos a ter em conta na sala de aula


Segundo LADEIRA e QUEIRÓS (2002:48), os aspectos a se ter em conta na sala de aula
são:

 Tipo de iluminação e posicionamento da luz para evitar insuficiência, encandeamento


e reflexos;
 Posicionamento do aluno na sala, posição e ângulo para docentes e colegas;
 Postura de trabalho confortável de modo a criar oportunidades de aprendizagem mais
favoráveis;
 Aumentar o tempo na resolução de problemas;
 O professor deve ser paciente e compreensivo;
 Não forcar a criança a ter uma postura dita “normal”, nas actividades, pois pode estar
a prejudicar o único ângulo de visão que ele possa ter;
 Verbalização de todos os procedimentos desenvolvidos, transmitindo com clareza os
conteúdos de forma fácil e audível;
 Falar de forma pausada para que a criança que utiliza auxiliares técnicos consiga
acompanhar a exposição do professor;
 Na apresentação de materiais audiovisuais, verificar se a criança consegue visualizar
as imagens atendendo à frequência, à duração e à velocidade com que são
processadas;
 Em casos de deficiência grave, deve recorrer-se ao Braille e a gravação de aulas.

3.10. Aspectos a ter em conta no quotidiano


 Quando falar com uma pessoa com deficiência visual, identifique-se inicialmente. Da
mesma forma, quando se for embora, avise sempre a pessoa;
 Ao deslocar-se com uma pessoa com deficiência visual, ofereça-lhe o braço para
ajudar a mobilidade, andando ligeiramente à frente e descrevendo o local enquanto
caminham;
 Quando estiver junto a degraus informe a pessoa com deficiência visual se estes são
em sentido ascendente ou descendente. Nunca se deve informar o número de degraus
que vai descer ou subir, a menos que saiba a sua quantidade exacta, porque um erro de
cálculo pode provocar um acidente. Informe apenas quando chegar o último degrau;
 Por vezes, evita-se usar expressões como “ver”, “olhar” ou “cegueira” quando se
conversa com uma pessoa com deficiência visual. Não existe motivo para este
comportamento, pois esta utiliza estas palavras, naturalmente, no seu discurso.
 Os gestos não têm qualquer significado para a pessoa com deficiência visual, assim,
ao indicar direcções, deve-se tomar como referência a posição desta.
 Ajude a pessoa a sentar. Alem de andar, pode ser preciso ajuda-la a sentar em
algumas horas. Informe a pessoa do lado para o qual o assento esta virado, ande ate o
local e coloque o braço guia na cadeira ou no banco. Deixe a pessoa ciente de qual
parte da cadeira você esta tocando para que ela oiça senti-la e descobrir como sentar.
 Os cegos podem utilizar bengalas brancas para se destacarem na multidão, facilitando
a identificação dos deficientes visuais.
4. Conclusão
O conhecimento histórico da deficiência visual e algumas de suas causas são fundamentais
para se compreender melhor as necessidades da pessoa com deficiência visual.

Em contacto com esta realidade e como frequentamos um curso de ensino, consideramos


importante desenvolver estratégias de ensino capazes de motivar e ajudar os alunos com
Necessidades Educativas Especiais.

O professor deve ser capaz de incrementar actividades de ensino individualizado,


acompanhar com eficácia os outros elementos da turma e promover a interacção entre todos
os alunos. Contudo, o professor não sendo especializado em NEEs, desconhece muitas vezes
as implicações destas problemáticas na aprendizagem e não consegue prestar o apoio
apropriado a estes alunos.

Deverá então existir um esforço por parte da comunidade escolar, em especial por parte dos
docentes na promoção da integração das crianças e adolescentes com Necessidades
Educativas Especiais no ensino regular para que esta se processe de um modo salutar.

Concluímos ainda que é preciso aplicar medidas apropriadas, por forma a diminuir as
diferenças existentes entre a crianças com baixa visão e a crianças dita normais, pois as
crianças com baixa visão poderão depararem-se com algumas dificuldades na aprendizagem,
dai que é importante utilizar técnicas adequadas para que se possa proporcionar o equilíbrio
entre as crianças normais e deficientes.

É importante adequar actividades que possibilitam a criança portadora de deficiência visual,


conhecer as suas potencialidades através do raciocínio, gestos, pensamentos e exploração das
suas vivências corporais. Para educar crianças cegas exige profissionalismo do profissional
da educação, para que seu desempenho se transforme em algo de muito respeito e que lhe dê
credibilidade.

5. Bibliografia
Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) [Link]

CORREIA, Luís Miranda. Alunos com Educativas Especiais nas Classes Regulares. Porto
Editora, 1997. CORREIA, Luís Miranda. Alunos com Educativas Especiais nas Classes
Regulares. Porto Editora, 1999.

DIOGO, Fernando (Coord.). Necessidades Educativa Especiais. Colecção Universidade –


Ciências Educação, Plural Editora, Maputo, 2010.

DUTRA, Cláudia Perreira. Inclusão Revista da Educação Especial. Outubro 2005, pag. 9-15.

MOURA, André Barreto. A inclusão das crianças com deficiências visuais na educação
inclusiva na educação infantil. Praia 2010;

NIELSEN, Lee Brattland. Necessidades Educativas Especiais na Sala de Aulas. Um guia para
professores. Portugual, Porto Editora, 1999

UNESCO. Declaração de Salamanca, Acesso e qualidade, Espanha, 1994


[Link]

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