0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Poesias de Rian Ribeiro: Sentimentos e Saudade

Enviado por

Rian Ribeiro
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Poesias de Rian Ribeiro: Sentimentos e Saudade

Enviado por

Rian Ribeiro
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Poesias

Rian Ribeiro (2024)

Primeiro
Cataloguei os meus poemas
Num livro de saudade infinda
Não escrevi epílogo, nem temas,
E tenho muito a escrever ainda,
Tenho na alma, de dores, algemas,
E uma tristeza sempre vinda.

Nas páginas impressas em volume


Onde cunhei os meus esboços,
Há luz somente de um vagalume,
São meus poemas de moço,
Toda a mocidade não resume,
Mas exigiu de mim o esforço.

Boas horas que passei fazendo


Do sentimento o verso corriqueiro
Ao pouco que ia já se desfazendo
Deste moleque o coração arteiro
E eu sentia a vida remoendo
Fiz cada verso como o derradeiro

Não me pergunte se possui beleza,


Se tem a musa de um verso fino,
Em cada página verás tristeza,
Paixão, ternura, fogo, desatino,
Tem sempre viva natureza
Os versos que fiz, desde menino.

A infância do poeta
Foste linda primavera,
oh anos da minha infância
Não fostes a mais severa,
Não possuiste a ganância
Que à juventude impera
Foste linda primavera
Oh anos da minha infância

Eu sinto saudade tanta,


Tanta saudade, pudera!
Canta-la não adianta,
Não tornará ao que era
A inocência sacrossanta,
Quem pode canta-la, canta,
Quem não pode, espera

Confissão
Dizer o que tenho na alma
Só em sussuros o posso fazer
Se pouco diz o meu olhar, tem calma,
Menos ainda o tenho a dizer

Este ofício que me exige tanto,


Desde a infância, já nasceu comigo,
Cada poema eu molho no pranto
Que repousou no coração amigo

Buscas, com razão, em mim,


Qualquer motivo de saudade vaga,
Navego no mar da solidão sem fim,
E a minha vida neste mar naufraga

Vives dizendo que perdi o brilho,


Dizes que a tempo já não tenho cor,
É que me falta a natureza um filho,
E uma mulher que me possua amor.

Felicitações
Da meia noite a hora se aproxima,
Com dificuldades escrevo a rima,
E não sei o que escrever na carta:
Tens, amigo, inteligência, virtude,
Possuis nobreza, e na juventude
Tens a força dos varões de Esparta!

Agora, vou-me, o sono me venceu,


É má a rima, e pior sou eu,
Que não fiz jus a beleza do amigo,
Mas deixa que eu explico a falta...
Sobre a beleza, ela não sobressalta.
Te vejo rindo, a ralhar comigo

Volta
Volta, se sentires saudades
Se te apertar no peito a vontade
De ver-me mais de perto
Volta, meu peito é um deserto

Volta logo, vem correndo,


Pouco a pouco vejo morrendo
O que outrora tinha vida tanta
Volta, mas voltar não adianta

Sinto na alma muita tristeza


E não me dá esperança a tua beleza

Se chama poesia este bem


Se chama poesia este bem
Que todos possuem na juventude
E que em mim se deu maior completude
Como não deu em mais ninguém

Pode canta-la outro alguém


Que possua na alma virtude,
Canta-la pode, também,
Qualquer pateta que estude

Hoje em dia quem lê logo pensa


Que a poesia a sí está propensa
E corre a escrever canção

A esses digo pra ter calma,


Pois só quem a possuí na alma
Pode a possuir no coração

Mar revolto
Que mar revolto os meus pensamentos,
Se dá contra as rochas, ondas frias,
Se amotinam, e embaraçam em rebeldia
Todos os meus sentimentos

Quanta loucura, quanto abatimento


Sinto na alma a cada escuro dia,
Somente incita a luz da fantasia
Maior motivo ao descontentamento

Que névoa espessa em mim se expande,


Que águas, que sombra misteriosa,
E não há nada que abrande...

O ser que possuí a cisma prodigiosa,


Que transforma o pouco em fado grande
Faz da brisa a tempestade horrorosa

Você também pode gostar