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Direito Discricionário na Função Pública

direito discricionario
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UNIVERSIDADE ABERTA ISCED

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas


Licenciatura em Administração Pública

O DIREITO DISCRICIONÁRIO NA FUNÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE

Sónia João Mangave 41231318

Maxixe, Março de 2024


2

UNIVERSIDADE ABERTA ISCED


Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Licenciatura em Administração Pública

O DIREITO DISCRICIONÁRIO NA FUNÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE

Trabalho de Campo a ser submetido na


Coordenação do Curso de Licenciatura em
Administração Pública faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da
Universidade ISCED.

Sónia João Mangave 41231318

Maxixe, Março de 2024


3

Índice

Conteúdo Págs.
Introdução...................................................................................................................................4

Objectivos...................................................................................................................................4

Metodologias...............................................................................................................................4

[Link]ão da literatura.............................................................................................................5

[Link]ção pública..........................................................................................................5

[Link]................................................................................................................5

[Link] de administração pública.........................................................................................6

[Link] discricionário...........................................................................................................6

Conclusão....................................................................................................................................8

Bibliografia.................................................................................................................................9
4

Introdução

O presente trabalho é de carácter prático para desenvolver nos estudantes da Universidade


Aberta Isced, curso de Licenciatura em Administração Pública habilidades de investigação,
como foi assistido nas aulas do módulo de Metodologias de investigação Científica, que
apresenta como tema O Direito Discricionário na Função Pública em Moçambique. Uma
vez que, o poder discricionário na administração pública vem apresentando uma aplicação no
quotidiano de cada administrador público.

Para além da parte introdutória deste trabalho vai também fazer abordagens sobre os
objectivos e metodologias que foram usados para a concretização do mesmo, ainda, far-se-á
uma abordagem da revisão literária sobre o poder discricionário na óptica de vários autores na
administração pública moçambicana; e por fim as conclusões chegadas a quando a realização
deste trabalho.

Objectivos

Geral:

 Compreender o direito discricionário na função pública em Moçambique

Específicos:

 Apresentar os conceitos básicos;


 Apresentar os poderes de administração pública;
 Descrever o poder discricionário na administração pública.

Metodologias
Segundo Dos Reis (2010, p. 57), entende metodologia como sendo um sistema de técnicas,
métodos e procedimentos que são usados para a materialização de um trabalho de pesquisa. E
para a realização deste trabalho recorreu-se a pesquisa bibliográfica que consiste na leitura de
obras que já foram produzidas.
5

[Link]ão da literatura

[Link]ção pública
Segundo Mello (2004, p. 45), a administração pública está organizada de forma a reduzir
processos burocráticos, onde alguns interessados na gestão pública pode participar de forma
efectiva.

De acordo com Amaral (2010), administração pública é o conjunto de agentes, serviços e


órgãos que foram instituídas pelo Estado para fazer a gestão de certas áreas dentro de uma
sociedade, tendo em conta a educação, saúde, ou seja, são acções que compõem uma função
administrativa.

Ressalta Di Pietro (2014), a pessoa que trabalha na administração pública lhe é munido de
grande responsabilidade para gestão pública, uma vez que, quando este pratica algo ilícito ou
estrovinha os princípios da administração pode ser julgados por improbidade administrativa.

Entretanto, pode ser considerar que, na administração pública para a ocupação de um cargo
deveria se apresentar e deve se apresentar algum concurso, então, esta passa por umas fases a
serem observadas como sendo a patrimonialista, burocrática e gerencial. Ou ainda, pode ser
considerado que a administração pública tem a tarefa de implementar as leis em todo o país,
da capital até ao nível das comunidades locais.

Portanto, pela sua complexidade e exigência a administração pública deverá alterar ou


modificar a sua forma de ser e estar de uma sociedade, uma vez que, a sua intenção ou
necessidade é com o bem colectivo e adoptar novos procedimentos na gestão de bens
materiais ou imateriais. E ainda sendo que, um certo bem passa da gestão pública os
benefícios serão definidos de acordo com a legislação e procedimentos administrativos.

[Link]
Segundo Mello (2003, p. 831), a discricionariedade é uma margem de liberdade que
remanesce ao administrador para eleger, segundo os critérios estabelecidos de pelo menos
dois comportamentos perante um caso concreto, em que pela força da fluidez das expressões
da lei ou liberdade conferida no mandamento, dela não se possa extrair objectivamente uma
solução unívoca para a situação vertente.
6

Blanchet (2006, p.71), a discricionariedade é um princípio de actuação administrativa e que a


sua aplicação se consubstancia em situações as quais a lei não estabelece de forma explícita o
agir de um agente público.

Portanto, pode-se presumir que verifica-se aqui um procedimento de exercício de actividade


sob aspecto racionais e proporcionais, dentro do âmbito estabelecido pelo ordenamento
jurídico, optando neste caso pelo melhor procedimento que irá satisfazer o bem comum.

[Link] de administração pública


Para a nossa administração moçambicana, fica evidente que existe vários tipos de poderes que
se apresentam e que caracterizam o Direito Administrativo Moçambicano na ordem das
prerrogativas. Como salienta Prosper Weil que, para satisfazer às necessidades do serviço, a
administração precisa de dispor os meios das acções necessárias, e que no serviço público a
administração deve impor obrigações aos particulares unilateralmente e sem primeiro passar
pelo juiz e a sua decisão precisa de ser considera valida juridicamente.

Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da administrativa pública que,


agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar,
extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.

Neste caso, para além de existir muitos tipos de poderes no direito Administrativo, ou na
administração pública, apenas iremos fazer menção ao poder discricionário na administração
pública.

[Link] discricionário
Para Amaral (2010), afirma que, o poder discricionário permite uma margem de liberdade ao
administrador que gestor de exercerá um juízo de valor de acordo com os critérios de
convivência e a oportunidades.

Portanto, o administrador deverá avaliar a situação em que deve agir, adoptando o


comportamento adequado, neste casso, é necessário que, o legislador previsse todas as
situações possíveis para os vários comportamentos administrativos.

Com isso fica claro afirmar que, toda a actividade administrativa encontra limites na
legalidade, devendo neste processo verificar as prerrogativas a serem praticadas nos limites
7

impostos pela lei, sob pena de ser reconhecida a arbitrariedade e consequentemente a


ilegalidade do acto a ser exposto.

Ainda Amaral (2010), apresenta a administração quando actua no exercício de discrição que
terá de obedecer os critérios aceitáveis do ponto de vista racional, em consonância com o
senso normal das pessoas equilibradas e respeitosas das finalidades que presidiram a outorga
da competência que foi exercida.

Presume-se que, o poder discricionário aparece indicado nas leis que definem a competência
dos órgãos e agentes públicos pelas expressões poderá, onde, a competência vinculada
referido nos casos e situações em que o estado está estreitamente submetido à lei, não
cabendo uma margem de liberdade.

O problema do poder discricionário é tratado e definido sob dois ângulos, que é a vinculação
do estado à lei e a impossibilidade de controlo.
8

Conclusão
Terminado o trabalho de campo deste módulo em analise, concluiu-se que, os actos
discricionários na administração pública seriam os que praticam com uma certa margem de
liberdade de avaliação ou decisão segundo o qual a conveniência e oportunidade formulados
por ela mesma, ainda que se adstrita à lei reguladora da expedição deles.

Também concluiu-se que, a administração pública mesmo que em exercício da


discricionariedade conferida pelo legislador pode sofrer controlo jurisdicional, então, o
administrador não pode actuar de forma despótica, praticando actos ilegais utilizando a
discricionariedade como um mero pretexto, pois tal conduta enseja a aplicação dos
mecanismos de controlo.
9

Bibliografia
Amaral, D. F. (2010). Direito Administrativo. Volume II, 2ª ed.

Blanchet, L. A. (2006). Curso de Direito Administrativo. 5ª ed. Curitiba: Juruá

Di Pietro, M. S. (2014). Direito Administrativo. São Paulo, Editora: Atlas

Dos Reis, F. L. (2010). Como Elaborar uma Dissertação de Mestrado segundo Bolonha. 2.ª
Edição, PACTOR

Mello, C. A. B. (2003). Curso de Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Malheiros

Mello, C. A. B. (2004). Curso do Direito Administrativo. São Paulo, Editora: Malheiros

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