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UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM ENSINO DE HISTÓRIA
2º ANO
DELCIA EUGENIA
ESTEVAO COSSA
ORDEM ABDUL
LAURA CLAUDIO
RITUAIS E RITOS DE PASSAGEM
Quelimane
2024
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2º ANO
DELCIA EUGENIA
ESTEVAO COSSA
ORDEM ABDUL
LAURA CLAUDIO
RITUAIS E RITOS DE PASSAGEM
Trabalho a ser apresentado ao Curso de
Licenciatura em Ensino de História da
Faculdade de Educação como requisito de
avaliação na cadeira de Antropologia geral de
Moçambique.
Docente: Dr. Maria Teresa.
Quelimane
2024
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Índice
[Link]ção................................................................................................................................3
[Link].............................................................................................................................3
[Link]...................................................................................................................................3
[Link]íficos.........................................................................................................................4
[Link]..........................................................................................................................4
[Link] e ritos de passagem...................................................................................................4
1.3.1. Estudos de Rituais na Antropologia..................................................................................4
1.3.2. Principais ritos..................................................................................................................6
[Link]. Ritos de passagem ou de iniciação.................................................................................6
[Link]. Ritos mortuários.............................................................................................................7
[Link]. Ritos propiciatórios........................................................................................................7
1.3.3. Ritos de Iniciação ou de Passagem na província de Napula.............................................7
[Link]. Ritos de Iniciação Masculina.........................................................................................8
[Link]. Ritos de Iniciação Feminina...........................................................................................9
1.3.4. Objectivos dos Ritos de passagem ou iniciação.............................................................10
1.3.5. Aspectos positivos..........................................................................................................10
1.3.6 Aspectos negativos...........................................................................................................10
1.3.7. Factores que podem interferir nos ritos de iniciação......................................................11
1.3.8. Cultura tradicional na sociedade Macua/Napula............................................................11
1.3.9. Religiosidade tradicional na sociedade Macua/ Napula.................................................12
Conclusão..................................................................................................................................14
Bibliografia...............................................................................................................................15
3
[Link]ção
As teorias antropológicas emergem para explicar diversas situações que o homem
enfrenta na sociedade em que esta inserido. Na medida em que o homem desenvolve as
teorias antropológicas também desenvolvem, para responder face a esse desenvolvimento.
Contudo, formulara-se diversos paradigmas voltados à compreensão da cultura e de sua
influência no comportamento humano. Analisando as diferenças e semelhanças existentes
neste contexto do comportamento humano e elaborar propostas de acções que busquem
transformar a realidade. O trabalho, centra-se no Domínio de Símbolos (Rituais ou ritos de
passagem) em torno da sociedade tradicional em Moçambique.
[Link]
[Link]
a) Compreender as influencias dos rituais e ritos de passagem na cultura Moçambicana.
[Link]íficos
a) Descrever os principais tipos de ritos;
b) Indicar os Factores que podem interferir nos ritos de iniciação e;
c) Mencionar os Objectivos dos Ritos de passagem ou iniciação.
[Link]
Para tornar possível a realização deste trabalho recorreu se a pesquisa bibliográfica e
para Marconi & Lakatos (2000), advogam que “método é o caminho pelo qual se chega a
determinado resultado, ainda que esse caminho não tenha sido fixado de antemão de modo
reflectido e deliberado” (p. 44).
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[Link] e ritos de passagem
1.3.1. Estudos de Rituais na Antropologia
Segundo Rodolpho, (2004,p. 141) Os rituais são práticas que fazem parte do leque dos
costumes culturais que cada sociedade cria e segue.
Constituem actos simbólicos co-desenvolvidos, incluem, não só, os aspectos
cerimoniais de apresentação do ritual, mas também, todo o processo de preparação. Pode
incluir formulações verbais ou não, a repetição pode fazer parte através do conteúdo, forma
ou ocasião (Lind, 2004).
Neste sentido, os componentes dos rituais são os seguintes: a repetição (não só na
acção, mas também no conteúdo e forma); a acção (não só dizer ou pensar algo, mas também
fazer algo); o comportamento especial ou estilização (que difere do comportamento usual); a
ordem (com principio e fim); o estilo evocativo (que pretende apresentar algo); e dimensão
colectiva (com um significado social) (Lind, 2004).
Importa referir que, a conceptualização dos rituais formou-se no campo religioso e, no
início, na escola antropológica, tanto francesa como inglesa. O rito, como o mito, estavam na
dependência do estudo das religiões. A multiplicação dos terrenos e abertura da etnologia às
sociedades modernas orientaram o rito para aspectos mais profanos e, por vezes, menos
colectivos (Segalen, 2000).
Para Émile Durkheim, os ritos são essencialmente momentos de efervescência
colectiva: as representações religiosas são representações colectivas que exprimem realidades
colectivas; os ritos são modos de agir que apenas aparecem no meio de grupos unidos e que se
destinam a suscitar, manter ou fazer renascer certos estados mentais desses grupos
(Durkheim, 1912).
Referir que, para Durkheim os ritos tem a finalidade de ligar o presente ao passado, o
individuo à comunidade, a função real de um rito consiste, não nos efeitos particulares e
definidos que ele parece visar, e através dos quais é geralmente caracterizado, mas numa
acção geral que, apesar de continuar sempre e em todo o lado semelhante a si própria é, no
entanto, susceptível de apresentar formas diferentes de acordo com as circunstâncias, enfim,
os ritos são, essencialmente, os meios pelos quais o grupo social se reafirma periodicamente
(Durkheim, 1912).
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Marcel Mauss (1968) parte da noção de sagrado e de sacrifício que lhe parece ser o
operador do conhecimento dos ritos e dos mitos. Segundo este autor, a noção de sacrifício está
no centro da definição de rito. Visão esta que veio a ser prolongada por Douglas (1971)
reaproximando rito e acção simbólica eficaz, oferecendo assim uma nova dimensão heurística
para estudar os rituais contemporâneos. Douglas (1971) nota no entanto, a estreiteza da
definição dada ao rito, que acaba por ser assimilado exclusivamente pelo campo religioso.
Para Douglas (1971) o termo “rito” é muitas vezes sinónimo de símbolo, e, nesta
acepção, vamos poder classificar gestos do quotidiano, desde que signifiquem outra coisa
além do que são ou fazem, tal como Marcel Mauss dizia a respeito do rito. Há rito onde se
produz sentido (Segalen, 2000).
Para Segalen (2000) o ritual reconhece-se como sendo o fruto de uma aprendizagem,
implicando a continuidade das gerações, dos grupos etários ou dos grupos sociais em que se
produz. A mesma autora afirma que, o rito é uma linguagem eficaz no sentido em que age na
realidade social, de onde se deduz que não se pode fazer rito seja com o que for, que é
necessário apoiar-se em símbolos reconhecidos pela colectividade, como nota Isambert (1979)
que comenta a propósito de ritos religiosos, o facto de a comunhão não poder ser dada a partir
de pão vulgar, ou em taças de plástico, etc.
Entretanto, Segalen (2000) ao fazer a análise dos rituais na sociedade moderna, alerta
para que se evite dois obstáculos: o de fortalecer a ideia de uma certa diminuição dos rituais
nas sociedades modernas e o de ver os rituais em todo o lado.
Para esta autora, o ritual reconhece-se como sendo o fruto de uma aprendizagem,
implicando a continuidade das gerações, dos grupos etários ou dos grupos sociais em que se
produz. E o rito é uma linguagem eficaz no sentido em que age na realidade social, de onde se
deduz que não se pode fazer rito seja com o que for, que é necessário apoiar-se em símbolos
reconhecidos pela colectividade (idem).
1.3.2. Principais ritos
Os ritos são classificados pelas finalidades, sendo acções. Tem a intenção de conseguir
algo, um bem sagrado. Entre os ritos destacam-se os de passagem, os mortuários e os
propiciatórios.
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[Link]. Ritos de passagem ou de iniciação
Para Nobre, (2010, p.36) Existem em todas as religiões. Fazem referência a momentos
decisivos que o indivíduo não somente nasce, mas renasce ou se inicia em uma nova forma de
ser e de agir. “Iniciar-se é morrer para voltar a nascer.
De modo geral, os ritos de iniciação tentam expressar a passagem a uma nova forma
de vida, religiosa e social. Os ritos de iniciação mais típicos são os ligados com a passagem à
vida adulta, que indicam a capacidade de realizar as tarefas de adultos. Ritos de passagem são
aqueles que marcam momentos especiais, onde mudanças significativas ocorrem na vida das
pessoas. Os mais comuns são os ligados a nascimentos, a mortes, a casamentos e a
formaturas.
[Link]. Ritos mortuários
São acções simbólicas para significar a passagem desta vida para outro modo de ser.
Os ritos mortuários estão presentes em todas as sociedades e mesmo que compreendidos de
maneira diferente cumprem sua função nos diferentes grupos. A função do rito fúnebre é
sempre a mesma: facilitar a passagem para a outra vida, pois todos os indivíduos sabem que a
morte determina o fim da existência corporal. Na África, os antepassados permanecem como
tutores dos vivos, assim o culto aos mortos é muito importante, pois é a reafirmação da
imortalidade da Grande Família (os que já morreram, os vivos e os que nascerão.
[Link]. Ritos propiciatórios
São aqueles que tornam propício, que tem a função de atrair ou readquirir o favor ou a
boa vontade de um ser sobrenatural. É uma acção para agraciar essa divindade, para aplacar a
ira ou a justiça divina, para obter perdão da culpa entre outras. É a expiação pelas faltas
cometidas. Os ritos propiciatórios favorecem, propiciam algo. Podem ser de oferendas e
expiatórios; influenciam uma divindade no sentido de se conseguir o que se pretende. O rito
expiatório é um ato de purificação das influências perniciosas, dos pecados, que pode ser de
pessoas ou de um lugar.
1.3.3. Ritos de Iniciação ou de Passagem na província de Napula
Napula é uma província no norte de Moçambique, conhecida por sua diversidade
cultural e recursos naturais.
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Segundo RITA, (1975, p.88) Ritos de iniciação são cerimónias de carácter tradicional
e cultural praticado nas sociedades africanas que visa preparar o adolescente para encarar a
outra fase da vida, isto é, a fase adulta.
Na sociedade moçambicana, os ritos de iniciação não se manifestam de maneira
homogénica. Eles variam de província para província, de região para região, de religião para
religião, e de sexo para sexo.
A sociedade tradicional em Moçambique particularmente na província de Napula
pratica ritos de passagem de uma fase da vida para outra preparando desta forma o
adolescente a encarar os problemas que lhes esperam nesse outro estádio da vida.
De todos ritos praticados pela Comunidade Tradicional, aqueles que consideremo-los
serem mais importante são os de circuncisão para os rapazes e os de iniciação feminina
(emwali) realiza-se logo após a primeira puberdade feminina (1ª menstruação), o
adonzelamento da menina.
Nestas duas grandes cerimónias de grande importância para a organização da vida
futuro e inserção do jovem na vida comunitária, nem todas as tribos de Moçambique,
praticam da mesma forma, variando portanto de uma região para outra.
Em regra são os seguintes ritos praticados:
[Link]. Ritos de Iniciação Masculina
Os ritos de iniciação masculina subscrevem-se em realização da circuncisão e todas a
ela inerentes durante o período de preparação e ensinando aos jovens tudo o que possa a vir a
encontrar na vida e que necessite conhecer para a luta. Alí, aprende-se a sofrer com
resignação todos os martírios que lhe infligirem bem como todas as durezas da vida e, até, é-
se-lhes ensinado a caçar.
No dia marcado, o jovem em companhia do seu padrinho partem para a mata,
segurando uma perna de galinha com uma shima de mapira ou milho que lhe é dado pela mãe.
Ao longo da caminhada para a mata, a marcha é interropida por um grupo de assaltantes
mascarados que gritam fortemente para assustar os garotos.
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Quando já se aproximam do local escolhido pelo chefe tradicional no meio de uma
floresta o padrinho tapa-lhes os olhos e os tambores e apitos rufam para que lhe não oiça os
gritos dos outros circuncidados.
«Metem-lhes um pauzinho entre os dentes para melhor suportar as dores.
Nisto o Namuko aproxima-se do garoto a “relampago” e corta o perpucio do
circuncidado de uma só vez mesmo que não o atinge não repete.» A navalha tradicional usada
nesta operação é antes levada ao fogo para evitar infecções. Depois da operação o namuko
deita-lhes um remédio tradicional para cicatrizar a ferida.
Neste intervalo de tempo, até que a ferida cure o jovem é proibido de comer alimentos
salgados, segundo a tradição, infectaria a ferida. Neste período não pode, tomar banho e nem
tocar na água rara que alguém morra por infecção mas quando alguém morre não se comunica
a família até acabar o período de incubação todo o grupo regressa a casa.
«A mãe fica a saber da notícia no de “Okuma aluka”, ressurgimento do jovem.»
Os jovens são ensinados durante os ritos as regras de ser bom esposo e pai de filhos :
conviver com as mulheres e tudo que refira da vida intima sexual, os seus tabus, interdição de
manter relações sexuais com mulheres da mesma linhagem, com uma mulher menstruada ou a
amamentar
[Link]. Ritos de Iniciação Feminina
Uma rapariga só é reconhecida como ser completo depois de ter passado pelos ritos de
iniciação, estes tem como objectivo a formação de mulheres para enfrentar as múltiplas
tarefas do lar nos aspectos de uma futura esposa mãe e produtora de bens materiais em
benefício do marido e dos filhos. As mestras ensinam que a menstruação nada tem de
anormal, antes pelo ao contrário de que em breve pode procriar.
As raparigas menstruadas pela vez, são conduzidas a uma palhota, no meio do mato,
longe da povoação e ali entre cantigas,e prelecções sob de direcção de mestras idóneas,
aprendem tudo o que uma mulher deve saber nas suas relações com o outro sexo. Durante o
período de iniciação, que dura cerca de oito dias, as raparigas não podem ter o menor contacto
com estranho, mesmo do seu sexo excluindo o contacto obrigatório e indispensável com as
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mestras. Oruído dos batuques, próprios das cerimónias, impedem que o viajante desprevenido
se aproxime do recinto.
Findo este rito, a palhota que as albergou e queimada indo todas iniciadas banhar ao
rio próximo, vestindo-se depois, os seus panos mais vistosos e adornando-se com missangas
iniciadas de cores vivas. Uma vez ali sentadas as raparigas iniciadas, cercadas pelas mulheres
mais ou menos abrias, um monótono canto, acompanhado em coro pelas outras mulheres,
abordando no canto assuntos eróticos e à medida que se vai entusiasmado no canto, vai-se
despojando dos panos até ficar nua, tapando teoricamente o sexo com uma tira de pano cerca
de dois centímetros de largura, suspensa atrás e a frente de um cinto de missangas.
No canto ensinam o seguinte às moças naquele estado de embriagada:
a) A mulher deve sempre limpar o sémen derramado pelo marido com as mãos, depois
das relações sexuais, nunca devendo para tal utilizar qualquer pano;
b) Mostrar sempre o seu reconhecimento ao marido quando este lhe oferecer qualquer
presente (panos, missangas, etc.) despindo-se e facultando o coito;
c) Nunca esconder do marido o estado da menstruação;
d) Nunca cozinhar para o marido nem tocar em sal quando estiver menstruada, só o
podendo fazer depois da finda da menstruação e depois de ter tido relações sexuais
com o marido um a duas vezes.
1.3.4. Objectivos dos Ritos de passagem ou iniciação
O objectivo destas cerimónias é de preparar os rapazes e as raparigas para a vida
matrimonial e social e com o rito de iniciação os rapazes e as raparigas têm o acesso a
participação e ao conhecimento de certos mistérios.
1.3.5. Aspectos positivos
a) A circuncisão, devido a higiene pessoal que evita possíveis doenças de transmissão
sexual;
b) Integração social e formação da pessoalidade do indivíduo;
c) Educação cívica moral (respeito aos mais velhos, aos lugares sagrados, aos mortos);
d) Educação sexual e matrimonial.
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1.3.6 Aspectos negativos
a) Os procedimentos para o acto de circuncisão são demasiado dolorosos, aliado ao uso
de instrumentos cortantes não adequados;
b) O elevado risco de vida dos iniciados ao mergulhar na água, durante o isolamento
ficam a mercê dos animais ferozes e frio;
c) Educação ao homem para manifestação do poder autoritário;
d) Não adequação do programa dos ritos de iniciação com o calendário escolar;
e) Longo período de permanência nos ritos de iniciação para os rapazes;
f) Separação dos trabalhos caseiros e outros por sexo;
g) Limitação da dieta alimentar (não consumo de ovos, fígado, moela, etc.).
1.3.7. Factores que podem interferir nos ritos de iniciação
a) A educação tradicional em Moçambique através dos ritos de iniciação é complexo e
multiforme devido essencialmente o diverso culturas, como o ilustram as diferentes
línguas que abundam, alicerçado pela vastidão do seu território e influência de culturas
dos países vizinhos. Assim, podem ser apontados alguns factores que podem concorrer
negativamente para a manutenção dos traços culturais tradicionais originais:
b) Os valores culturais tradicionais são transmitidos de geração em geração através dos
mais velhos aos mais novos com base na capacidade de aprendizagem e transmissão
via oral de vido a escassez ou não existência de registos escritos. Em cada fase, cada
tipo de cultura vai se fragilizando, e a pouco e pouco a originalidade vai cedendo lugar
a inovações;
c) Os interesses relativos a convicções e crenças religiosas que pululam no país, na
maioria transportadas gratuitamente do estrangeiro;
d) O matrimónio conjugal entre uma pessoa que passou pelos ritos de iniciação com
outra que não passou pelo rito;
e) A actual preocupação do governo na divulgação do programa de prevenção e combate
as DTS/HIV/SIDA a todos os níveis e os cuidados básicos a ter em consideração para
não proliferação da doença orientando, por exemplo, aos procedimentos de utilização
de objectos cortantes, até aos médicos tradicionais, etc.).
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1.3.8. Cultura tradicional na sociedade Macua/Napula
Para Ivala, (2011, p.47). A cultura tradicional dos Macuas, em Nampula
(Moçambique), é marcada por:n Sociedade Matrilinear: A herança e o status são
transmitidos pela linha materna, com os tios maternos desempenhando papéis importantes na
educação das criança; Religião e Crenças: Veneração aos espíritos ancestrais e uma forte
presença do Islamismo, combinados com práticas espirituais tradicionais; Ritos de Passagem:
Iniciação de jovens em rituais que marcam a transição para a vida adulta, com destaque para
circuncisão e ensinamentos sobre deveres sociais; Música e Dança: Danças como tufu e
niphepa, e a música tradicional são essenciais em celebrações e rituais; Economia:
Agricultura (mandioca, milho) e pesca são atividades principais, com divisão de trabalho
baseada no gênero.
A tradição oral e a língua Macua preservam os valores culturais e histórias ancestrais
dessa comunidade
1.3.9. Religiosidade tradicional na sociedade Macua/ Napula
Para Ivala, (2011, p.55) A religiosidade tradicional em Nampula, entre o povo Macua,
é marcada por uma forte conexão com os ancestrais e crenças espirituais ligadas à natureza.
Os espíritos dos antepassados (conhecidos como mizimu) são venerados e considerados
protectores das famílias e comunidades. Os Macuas realizam rituais e oferendas para manter
uma relação harmoniosa com esses espíritos, pedindo orientação, cura e protecção
Além da veneração ancestral, há práticas ligadas à espiritualidade animista, onde
forças da natureza, como rios, montanhas e árvores, são vistas como habitadas por espíritos
que também podem influenciar a vida humana. Curandeiros (ou n'gangas) desempenham um
papel crucial na mediação entre o mundo físico e espiritual, realizando curas, consultas e
rituais de proteção.
Ao longo do tempo, o Islamismo se tornou proeminente na região, particularmente nas
áreas urbanas e costeiras, coexistindo com as práticas tradicionais. Muitos Macuas mesclam
elementos dessas crenças tradicionais com o Islã, criando um sincretismo religioso que
reflecte a complexidade espiritual da região.
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Conclusão
Podemos concluir afirmando que dada suas características que a Antropologia é uma
ciência de extrema actualidade. Ela pode contribuir para o desenvolvimento dos nossos seres
humanos e dos povos. O resultado dos seus estudos e pesquisas ajuda na superação de
desequilíbrio e de tensões culturais. antropológicas também desenvolvem, para responder face
a esse desenvolvimento.
Contudo, formulara-se diversos paradigmas voltados à compreensão da cultura e de
sua influência no comportamento humano. Analisando as diferenças e semelhanças existentes
neste contexto do comportamento humano e elaborar propostas de acções que busquem
transformar a realidade
Os símbolos ( rituais) são realidades físicas ou sensoriais às quais os indivíduos atribuem
valores ou significados específicos, representando ou implicando coisas concretas ou
abstractas.
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Bibliografia
Ivala, Z (2011). Manual de Antropologia Cultural de Moçambique. Volume I. Nampula,
Universidade Rovuma.
Nobre, J. (2010) O Desafio da Diversidade, Uma Introdução à Antropologia Cultural de
Moçambique. Universidade Rovuma.
Boleo, (1951) Oliveira, Moçambique, Agencia geral do ultramar, Lisboa
Rita, F (1975). Povos de Moçambique, História-cultural, Edições Afrontamento, Porto
Lakatos, E, Mariconi, A. (2001) Metodologias do trabalho cientifico 6ª ed, editora Atlas, São
Paulo.