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Impacto das Crises nos Bancos Brasileiros

Trabalho Científico
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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XV FATECLOG

FATEC JUNDIAÍ
JUNDIAÍ/SP - BRASIL
14 E 15 DE JUNHO DE 2024

O IMPACTO DAS CRISES NA SAÚDE FINANCEIRA


DOS BANCOS BRASILEIROS: UMA ANÁLISE COM A
METODOLOGIA CAMEL
AMANDA DOS SANTOS FERNANDES (FATEC BP)
amanda.fernandes4@[Link]

ANA LUIZA RICCI DE PAIVA (FATEC BP)


ana.paiva4@[Link]

DAIANA DE OLIVEIRA (FATEC BP)


daiana.oliveira2@[Link]

ALEXANDRE LEME SANCHES (FATEC BP)


alexandre.sanches01@[Link]

RESUMO

Uma crise pode ter um enorme impacto no sistema financeiro – para não mencionar as repercussões sociais e
económicas da falência de um banco. É por isso que este estudo se aprofundou em como as crises afetaram a saúde
financeira dos bancos brasileiros. Após analisar dados de 2000 a 2019 — projeções financeiras semestrais e
informações cadastrais de diversos bancos comerciais do BACEN (Banco Central). Com esses dados, foram
utilizados indicadores da metodologia CAMEL para medir como esses números mudaram durante os períodos de
crise. Foi testada a sensibilidade desses indicadores, com teste de diferença de médias, e forma encontradas
algumas tendências interessantes surgindo durante esses tempos turbulentos. O capital social registou um aumento
em relação aos ativos – mas o mesmo aconteceu com as carteiras de crédito de alto risco, embora com poucos
depósitos, e as despesas aumentaram enquanto as receitas de serviços diminuíram. Diferenças estatisticamente
significativas surgiram na maioria dos indicadores de gestão de qualidade, mostrando taxas de rentabilidade mais
baixas através da medida de Receita Operacional - levando os bancos a direcionar mais ativos para estratégias de
investimentos de curto prazo durante uma crise, tudo apontando para uma concluímos alcançados por este estudo:
Indicadores recomendados por A metodologia CAMEL realmente pinta um quadro mais claro durante a
turbulência financeira.

PALAVRAS-CHAVE: avaliação de risco de crédito, crises, metodologia CAMEL.

ABSTRACT

Given the impact that crises can have on the financial system and the social and economic consequences that bank
failure can have on the economy, the present study aimed to analyze the impact of crises on the financial indicators
of Brazilian banks. For this, data were collected from semi-annual financial statements and registration
information from multiple and commercial banks available at BACEN (Central Bank), from 2000 to 2019. Then,
indicators from the CAMEL methodology were used to measure these results in comparison with periods
considered a crisis. To test the sensitivity of the indicators in times of crisis, the mean difference test was used. As
a result, there was an increase in the share of Share Capital in relation to Assets. There was also an increase in
the share of significant credit portfolios at levels considered higher risk and with a lower quantity of deposits.
There was an increase in expenses and a reduction in service revenues. Furthermore, it can be observed that the
difference in the average values of four of the five indicators associated with management quality were statistically
relevant. Furthermore, profitability measured by the Operating Revenue rate was lower. Finally, it was observed
that banks tend to allocate a greater portion of their assets to short-term investments in times of crisis. In
conclusion, this study agrees with the success of the indicators recommended by the CAMEL methodology, which
responds better to periods of financial turbulence..

Keywords: credit risk assessment, crises, CAMEL methodology.


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FATEC JUNDIAÍ
JUNDIAÍ/SP - BRASIL v.1
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1. INTRODUÇÃO

A queda dos bancos é uma questão de graves consequências sociais e económicas;


portanto, é necessário considerar o impacto das crises nos índices financeiros dos bancos
brasileiros. Verifica-se que nestes períodos existem variações estatisticamente significativas
nos valores médios de quatro dos cinco indicadores considerados relacionados com a gestão
bancária.
Implica também que, nesses períodos, variações estatisticamente significativas nos
valores médios de quatro dos cinco indicadores analisados que dizem respeito à avaliação da
qualidade da gestão bancária. Resumindo, o estudo concluiu que a metodologia CAMEL foi de
facto capaz de avaliar os bancos de forma eficaz em situações de crise; desenterrou indicadores
fundamentais para a tomada de decisões e o controlo em situações críticas. Em essência,
portanto, a partir de evidências como esta, pareceria que uma orientação bastante confiável
poderia ser obtida a partir deste método específico sobre a melhor forma de exigir-se no
tratamento até mesmo de outros desafios semelhantes.
A importância deste estudo no âmbito acadêmico é sublinhada pelos seus efeitos em
cascata na arena econômica e financeira – revelando dados específicos sobre como a crise altera
os índices financeiros dos bancos brasileiros. No entanto, o valor desta investigação não se
limita a dançar ao som da academia, mas também a entrar nas esferas de melhoria da gestão
financeira institucional.

2. EMBASAMENTO TEÓRICO

2.1 A crise e suas vertentes

Segundo Dornelas (2015), as flutuações e crises econômicas não são obstáculos


permanentes para novos empreendimentos. Em vez disso, siga um padrão cíclico. Além disso,
o impacto das crises financeiras nas empresas varia dependendo do seu setor de atuação. No
entanto, outros factores ainda podem afetá-los. Durante uma crise, a economia contrai-se,
levando à redução dos gastos dos consumidores. Nessas situações, os empreendedores confiam
na sua criatividade para sustentar seus níveis de vendas.
Segundo o autor, a crise é descrita como um momento de instabilidade económica
marcado por disparidades na produção e consumo de bens, aumento da inflação, elevadas taxas
de desemprego e falências empresariais. Bertolucci, citado por Conrado e Cavalcanti (2016),
sugere que a situação atual demonstra que o ambiente de negócios está acontecendo por
transformações mais ocorrências e acontecimentos. Como resultado, os gestores são obrigados
a fazer escolhas rápidas e cada vez mais decisivas para se adaptarem a este cenário sonoro.

2.2 Impacto da crise na empresa, no mercado, na economia global

A crise econômica do Brasil, que foi ainda mais aprofundada pela pandemia da COVID-
19, apresentou obstáculos significativos para as empresas. Nestes tempos desafiadores e
incertos, em que muitos setores foram impactados devido à sua inter-relação com o crescimento
do PIB de outras nações (como setores tão variados como o turismo ou mesmo o esporte), já
que as empresas precisam encontrar uma saída, ou inventar uma.
De acordo com Assis (2016), a pandemia está a causar uma recessão econômica global
– cujas consequências permanecem envoltas em incerteza. Vários setores estão enfrentando
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quedas acentuadas devido a medidas de distanciamento social que restringem ainda mais a
procurar através do seu impacto nas atividades relacionadas que afetam o PIB, como os serviços
de produção. As elevadas taxas de desemprego observadas em muitos países agravaram ainda
mais estes problemas. No entanto, no meio desta imprevisibilidade, existem dois pontos focais
cruciais: É vital aproveitar as oportunidades emergentes, mesmo nas sombras iminentes de
ameaças iminentes.
O progresso econômico brasileiro parou em 2015, após um período de crescimento
sustentado. Este fato foi destacado por Trovão e Araújo (2019). De 2003 a 2008, o Brasil
registrou uma taxa média constante de crescimento anual de 4,2%, levando-o a expandir-se
ainda mais em mais 2,8% nos seis anos subsequentes – mas depois vieram as sombras escuras
lançadas pela recessão de 2015-2016 que parou sobre o PIB e por renda capita. Estas paisagens
desoladas prenunciaram os desafios trazidos pela pandemia global em 2020, que agravaram os
problemas em todos os setores: uma onda iminente de adversidades..Cada setor parecia abrir
sua caixa de Pandora com mais encerramentos que conduzissem a desafios econômicos;
pareceu que mais setores foram afetados posteriormente, agravando sua situação.
Há uma compensação de economistas de uma recessão global como resultado da Covid-
19, com consequências de longo alcance na economia mundial. Gopinath sublinha que a crise
económica provocada pela Covid-19 se destaca de todas as outras crises que a humanidade já
viveu: nesta crise global, não somos capazes de prever com certeza o que nos espera amanhã,
como corroboram estas palavras relacionadas devido ao VALOR ECONÔMICO (2020). De
acordo com Gandra (2020), os setores da indústria, serviços e consumo evoluem para números
negativos selecionados no Indicador Composto Ascendente da Economia (IACE) com quedas
significativas: 46,6%, 33,5% e 28,9%, respectivamente – estas devem-se a medidas de
distanciamento social. Com base nas suas contribuições, o Instituto Fiscal Independente prevê
uma possível perda de 7% do PIB em 2020 se as perturbações continuarem; Isto sublinha a
incerteza, bem como a gravidade, que provavelmente excede o que a maioria das pessoas prevê
actualmente.
Em linha com Irajá (2020), existem indicadores adicionais preocupantes. A dívida está
pública em 84,9%, enquanto o aumento dos pedidos de seguro-desemprego gira em torno de
39%. Para resolver esta questão, precisamos de uma compreensão completa dos desafios que
abrangem as pequenas e microempresas e, mais importante, precisamos de elaborar um plano
estratégico que possa combater eficazmente crises de todas as formas e tamanhos. Isto suscita
preocupação especial, uma vez que o Brasil não teve sucesso em controlar qualquer aspecto de
um surto.

2.3 Risco de crédito

Da mesma forma, CBSB (1988) apresenta uma perspectiva dinâmica sobre o risco de
crédito — definida por Caouette et al. (1988) como a probabilidade de os mutuários não
cumprirem as suas obrigações contratuais, por vezes sinónimo de preços. A prática de
gerenciamento de risco de crédito não é universal e difere para cada tipo de instituição
financeira com base na regulamentação estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Os níveis
foram classificados em um amplo espectro, de AA a H – o que implica que a classificação em
si não é padrão entre as instituições, mas sim uma previsão determinada com base em critérios
específicos definidos pelo Banco Central do Brasil e aplicados universalmente. As
classificações fornecem informações sobre as taxas de preços que deverão ser consideradas
parte da avaliação da sua previsão, enquanto essas classificações informam sobre as taxas de
preços que serão avaliadas subjetivamente durante a sua previsão.
Operação, por assim dizer: a essência e o objetivo de qualquer operação desse tipo
especificamente uma parte fundamental na garantia da segurança, onde as operações
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especializadas têm maior probabilidade de serem seguras. Na sua vertente racional, os modelos
estatísticos assumem a responsabilidade pela classificação adequada dos riscos — e, portanto,
pelos processos de tomada de decisão para aprovação de crédito. De acordo com os acordos de
Basileia, cada instituição é incentivada a criar seu próprio modelo de gestão de riscos, baseado
em dados históricos e perfis de clientes (BACEN), abrindo caminho para uma abordagem
altamente personalizada no tratamento de riscos.

2.2. Indicadores CAMEL

O método CAMEL representa um conjunto de análises de avaliação financeira. É óbvio


que depois de ter explorado as ramificações das crises no setor bancário, que este setor contribui
significativamente para o desenvolvimento de um país. Sabe-se que os efeitos das incertezas
econômicas ameaçam a saúde financeira e operacional dos bancos, ressaltando a importância
da realização de pesquisas planejadas e da adoção de técnicas de avaliação incluídas nesta área
(NATILSON; BRUETT, 2001).

2.3. Adequação de Capital (C)

Miranda (2008) afirma que a injeção de capital — independentemente da sua origem —


cria obstáculos numa instituição financeira, o que por sua vez aumenta o nível de risco. É,
portanto, muito importante que as organizações se mantenham a par de ter um montante de
capital suficiente que corresponda à sua própria entidade, bem como à natureza e dimensão dos
riscos, numa base caso a caso. Além de utilizar recursos internos, algumas instituições também
podem obter capital de mercados financeiros externos.
Resende (2012) afirma que C1 é o primeiro indicador. Mede o quanto uma empresa
utiliza recursos próprios para financiar seus ativos. O Banco Central considera valores normais
entre 6 e 12. O segundo indicador, C2, mostra a relação percentual entre o comprometimento
do patrimônio de referência de uma empresa e a imobilização de ativos; uma proporção mais
baixa é melhor. C3 indica a variação da taxa de crescimento do Patrimônio Líquido Ajustado –
idealmente deveria crescer a cada ano para que a riqueza da instituição financeira aumentasse.
C4 demonstra a evolução dos ativos em relação aos riscos reforçados no investimento; uma
evolução superior é preferível. E, finalmente, C5 revela que o percentual do Ativo Total é
financiado com recursos de acionistas – uma proporção mais elevada sinalizando independência
positiva em recursos de terceiros.

2.4. Qualidade dos Ativos (A)

As transações de crédito das organizações são importantes no setor financeiro; eles


impactaram significativamente as perspectivas financeiras dessas entidades. Assim, deve ser
dada atenção à qualidade dos empréstimos, uma vez que garanta as possibilidades e vantagens
a longo prazo para essas instituições.
Resende (2021) fornece uma descrição detalhada dos principais indicadores de
qualidade relacionados ao CAMEL – onde A1 é destacado como um indicador que mede a
relação entre os ativos que geram receitas da intermediação financeira e o Ativo Total. A
descrição fornecida por Resende (2021) inclui um detalhamento abrangente sobre este
indicador de qualidade específico.
A Carteira Classificada estabelece as divisões dentro da carteira de crédito que são
consideradas de alto risco – idealmente, deveriam constituir a menor fração do todo. Ao
observar o Indicador A4, vemos a parte não provisionada dos ativos de risco em relação ao
Patrimônio Líquido configurado; uma proporção mais baixa é mais favorável. Voltando a
atenção para os Depósitos Totais – indica que parte do Ativo Total é financiada por depósitos,
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sendo preferível uma proporção mais elevada, pois significa mais recursos para os bancos
repassarem aos mutuários de recursos. Em essência, maiores recursos dos bancos significam
que mais ajuda pode ser dada aos beneficiários, beneficiando assim ambas as partes envolvidas.

2.5. Qualidade da gestão (M)

Na linha de Resende (2012), o indicador M3 mede qual a proporção das despesas


administrativas é coberta pelas receitas de serviços. Idealmente, todas as despesas
administrativas deveriam ser cobertas. O indicador M4 avalia a expansão das operações de
crédito – um aumento positivo, pois os lucros são essenciais para os bancos. O indicador M5
analisa a evolução das receitas operacionais; um aumento consistente é positivo. O Indicador
M6 considera uma escalada nos custos operacionais – os bancos devem procurar modelos de
eficiência, reduzindo tais despesas para fim de otimizar os resultados. Como ponto de
conclusão, o indicador M7 avalia o custo envolvido na gestão de todos os ativos onde uma
proporção menor seria preferida; destaca a prudência através de baixos gastos relacionados com
a quantidade total de ativos controlados.

2.6. Rentabilidade (E)

O indicador E1 avalia as remunerações do capital próprio dos bancos – sinalizando se


os retornos superam os investimentos alternativos. Entretanto, o indicador E2 mede a
rentabilidade dos ativos, um resultado óptimo para um banco maximizar a produção face aos
recursos de insumos disponíveis. E3 indica suficiência de aplicação em operações de crédito; a
positividade em relação ao aumento das aplicações ressalta perspectivas de lucro mais altas.
Em relação à receita operacional, E7 espera despesas operacionais mínimas para maximizar os
resultados, uma vez que a geração de receita proporcional é destacada em relação a essas
despesas. Por último, mas não menos importante, o indicador E8 indica a geração de lucro
líquido em relação às receitas operacionais – mais favorável quando valores menores são
obtidos pelas instituições como despesas, podendo assim satisfazer melhores tais custos.
(RESENDE, 2012).

2.7. Liquidez (l)

O indicador L1 é utilizado para avaliar o nível de ativos líquidos dentro do ativo total,
sendo que níveis mais elevados apresentam melhor liquidez (RESENDE, 2021).
Por outro lado, L2 ajuda a identificar a proporção dos ativos de curto prazo no ativo
total, o que é fundamental para determinar a posição de liquidez. L3 indica até que ponto as
responsabilidades imediatas podem ser cumpridas a partir dos disponíveis a curto prazo, que
idealmente devem incluir algum dinheiro facilmente acessível para as necessidades de
pagamento dos recursos devidos. Para L4, o seu valor inferior a uma significaria a incapacidade
de uma organização satisfatória as exigências de levantamento de depósitos, enquanto um rácio
de liquidez positivo acima de uma implicação adequação no cumprimento destas duas
exigências sem dificuldade; finalmente temos L5 cujo valor positivo maior que também nos diz
se de fato essa folga existe mesmo após uma captura.

3. DISCUSSÕES E RESULTADOS
Os indicadores CAMEL nos grupos de crise e não-crise foram comparados usando o
teste de diferença de médias. Nossa hipótese é que não há diferença significativa nos valores
médios dos indicadores entre esses dois grupos.

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A distinção de grupos é criada comparando os valores médios em intervalos regulares


com aqueles em intervalos irregulares, marcados por instabilidade econômica histórica ou por
discrepância estatisticamente significativa.

3.1 Adequação de capital (C)

A estabilidade e a força de uma instituição sem uma supervisão rigorosa da utilização


do capital (C). Este fato é apoiado pelos indicadores C1 e C3, que ilustram, respetivamente, o
envolvimento das capitais próprias na estrutura de capital e a progressão ou regressão das
capitais próprias. A literatura sugere que a estrutura de capital de uma organização, seja
financeira ou não, está ligada ao grau de risco associado às suas atividades.
Como afirma Miranda (2008), a alocação de capital, independentemente da sua origem,
abrange questões fundamentais para a condição financeira da organização e, consequentemente,
ligadas ao seu risco global. A Tabela 1 demonstra que as diferenças nas mídias não foram
estatisticamente significativas, uma vez que esses indicadores se mantiveram consistentes ao
longo do tempo.

Tabela 1- Teste de diferença de médias: indicadores de adequação do capital


Indicador Amostra Total Crise (Não) Crise (Sim) Diferença

C1
Mean 7,0690 7,0040 7,1574 -0,1534
Std Dev 6,2423 6,3479 6,0958
Min -19,2341
Max 154,6455
C2
Mean 0,3379 0,3261 0,3539 -0,0277**
Std Dev 0,4867 0,4910 0,4807
Min -1,2903
Max 4,7325
C3
Mean 0,4723 0,4463 0,5077 -0,0614
Std Dev 17,5578 17,5340 17,5944
Min -17,0745
Max 944,5587
C4
Mean 0,5414 0,6162 0,4397 0,1765
Std Dev 18,4502 18,9288 17,7819
Min -130,3736
Max 962,8105
C5
Mean 0,2631 0,2703 0,2534 0,0169*
Std Dev 0,4263 0,4916 0,3163
Min 0,0072
Max 14,6405
Fonte: Elaboração própria.

Ao analisar o indicador C5, que avalia a relação entre o Capital Social e o Ativo Total
das instituições, torna-se evidente que em tempos de estabilidade económica, o capital próprio
assume uma posição de maior destaque na estrutura global de capital. Consequentemente, isto
leva a uma redução dos riscos potenciais para a empresa, pois significa uma diminuição da
dependência de recursos externos. Os pontos de vista expressos por estudiosos como Capelletto

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(2006) e Resende (2012) ressaltam ainda mais a importância do emprego de indicadores


baseados no patrimônio líquido.
Na avaliação econômica da estrutura de capital de uma empresa, o Patrimônio Líquido
é destacado como elemento significativo por Capelletto (2006).

3.2 Qualidade dos ativos (A)

A avaliação do desempenho futuro de uma instituição depende fortemente do indicador


de qualidade dos ativos. Neste contexto, as carteiras de crédito surgem como os principais ativos
que representam uma parcela significativa do balanço de um banco.
Após uma análise mais aprofundada, torna-se evidente que o indicador A2 assume uma
função fulcral na identificação dos segmentos da carteira de crédito que apresentam um risco
específico. A Tabela 2 demonstra claramente diferenças significativas entre as categorias de
crise e de não crise.

Tabela 2- Diferenças de testes por indicadores de qualidade de ativos


Amostra Total Crise (Não) Crise (Sim) Diferença
A1 Mean 0,8007 0,7994 0,8024
Std Dev 0,2093 0,2135 0,2033
Min 0,0001
Max 1,2006
A2 Mean 0,1273 0,1191 0,1383
Std Dev 0,1705 0,1617 0,1812
Min 0,0001
Max 1,0000
A3 Mean 0,1552 0,1518 0,1598
Std Dev 0,2091 0,2069 0,2121
Min -0,7234
Max 4,7985
A4 Mean 0,3226 0,2145 0,4697
Std Dev 10,3581 2,3887 15,6700
Min -0,9973
Max 724,9547
A5 Mean 0,3734 0,3794 0,3653
Std Dev 0,2492 0,2538 0,2426
Min 0,0001
Max 2,7026
Nota: Os símbolos (***) (**) e (*) indicam a significância de 1%, 5% e 10%, respectivamente.
Fonte: Elaboração própria.

As conclusões do relatório sublinham a importância de avaliar o risco de crédito durante


as crises — um esforço para garantir a estabilidade e a resiliência das entidades financeiras. O
método CAMEL foi considerado eficaz na análise bancária mesmo no Brasil durante tempos
economicamente turbulentos – fornecendo aos tomadores de decisão indicadores de alto risco
por meio de padrões operacionais e de liderança.
A importância das instituições financeiras que minimizam perdas não registradas de
atividades de crédito de alto risco para o seu patrimônio líquido ao considerar o indicador A3 é
destacada por Resende (2012). A ausência de qualquer variação notável entre os dois grupos
em estudo pode ser deduzida das diferenças médias para A3, apresentadas na Tabela 2.
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Especificamente, não houve diferença significativa na parcela média não provisionada dos
ativos de maior risco em relação ao Patrimônio Líquido ajustado. durante os anos desenvolvido
para ambos os grupos.
Um fator essencial para avaliar a qualidade dos ativos de um banco é a capacidade da
instituição para mobilizar recursos de forma eficiente para empréstimos. Esta avaliação pode
ser feita através de dois indicadores principais: A1 e A5. A1 mede a relação entre os ativos
geradores de rendimento através da intermediação financeira e o ativo total do banco, enquanto
A5 analisa que a percentagem do total dos ativos é financiada através de depósitos.
Resende (2012) sugere que a geração de receitas através da intermediação de recursos
depende da dependência dos bancos de taxas de juros elevados – normalmente procuram
grandes volumes de depósitos, uma vez que os investidores revelam quantidade suficiente de
recursos para emprestar aos mutuários de crédito . Apesar de não haver evidência de melhoria
nos períodos de crise ou de significância estatística observada com o indicador A5, embora
tenhamos alguma melhoria gradual observada ao longo do tempo sem que estas condições
específicas fossem cumpridas.
No entanto, como afirma A5, os bancos observam um aumento nos montantes dos
depósitos em períodos de instabilidade económica. Esta disparidade tem um significado
específico na mídia. Sugere que, durante as crises, os bancos enfrentem uma escassez de
recursos disponíveis para conceder empréstimos aos mutuários de crédito, restringindo assim a
sua capacidade de gerar através de receitas da intermediação.

3.3 Qualidade da gestão (M)

Resende (2012) sugere que o fator M3 seja definido de forma que garanta que uma
receita de serviços seja capaz de cobrir todas as despesas administrativas, com valor igual ou
superior a 1. Porém, ao avaliar as instituições como um todo, fica evidente que esta condição
não é cumprida, mesmo em períodos negativos em que o desempenho é relativamente bom e
apresenta médias superiores aos momentos de instabilidade analisadas.
A análise da redução de custos nas instituições, uma vez que o objetivo é aumentar a
eficiência, é um aspecto crucial que merece ser mais explorado. O indicador de eficiência M7
é muito importante neste caso. Isso nos ajuda a entender como as despesas operacionais se
relacionam com o ativo total.
Se observarmos como este indicador muda ao longo do tempo, podemos ver que há
picos durante certos períodos de crise, onde as despesas também aumentam – uma observação
que não passa despercebida aos analistas perspicazes. Uma rápida olhada na Tabela 3 revela
que esses picos realmente merecem a nossa atenção porque mostram um aumento
estatisticamente significativo — com um valor médio mais elevado — o que significa que
podemos dar-nos ao luxo de ser menos parcimoniosos: especialmente durante esses períodos
de crise.
Em tempos de instabilidade económica, há uma diminuição notável na eficácia da
gestão, como demonstrado pelas conclusões delineadas na Tabela 3. Este declínio na eficiência
é evidente na redução das receitas de serviços em relação às despesas administrativas, bem
como no aumento de custos operacionais. O M6 contribui ainda para este padrão ao avaliar as
oscilações das despesas operacionais entre os encerramentos dos balanços, utilizando
diferenças médias.

Tabela 3- Diferenças de testes por indicadores eficiência (management)


Amostra Total Crise (Não) Crise (Sim) Diferença

M3 Mean 0,3607 0,3765 0,3395 0,0370**


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Std Dev 0,6145 0,0370 0,6216


Min 0,0001
Max 12,5297
M4 Mean 0,6408 0,8938 0,2990 0,5948
Std Dev 16,0411 20,3359 6,7900
Min -1,0000
Max 915,7558
M5 Mean 0,6408 0,1639 1,0006 -0,8368**
Std Dev 16,0411 1,0538 22,0340
Min -1,0000
Max 915,7558
M6 Mean 0,5535 0,3223 0,8682 -0,5459***

Std Dev 7,1447 3,3348 10,2598


Min -0,9975
Max 361,5010
M7 Mean 0,2184 0,1831 0,2664 -0,0833***

Std Dev 0,4161 0,3988 0,4341


Min 0,0001
Max 14,9607
Fonte: Elaboração própria.

A avaliação da capacidade dos gestores bancários em ponderar, mensurar e gerenciar os


riscos relacionados à operação do banco com base em índices de qualidade de gestão foi
influenciado por Miranda (2008). Da mesma forma, estes índices também determinam a
eficiência operacional dos bancos, bem como aqueles que estão condicionados a determinadas
políticas regulatórias. Eles fornecem informações valiosas que podem ser usadas para avaliar
rapidamente a capacidade gerencial dos administradores. Numa nota relacionada, Rocha e
Arantes (2010) alertam contra o uso apenas de medidas de eficiência de custos devido às suas
limitações, levando a interpretações errôneas que poderiam minimizar o nível real de
desempenho dos bancos brasileiros em sua totalidade.
Não se pode negligenciar a possibilidade de os bancos obterem lucros mais elevados e,
ao mesmo tempo, cortarem custos. Ao analisar sua eficácia, fique atento a esse elemento, pois
apenas avaliar a relação custo-benefício pode levar a uma percepção incorreta sobre sua
produtividade (ROCHA; ARANTES, 2010).

[Link] (E)

O retorno médio das organizações de 2001 a 2019 foi de 0,84% ao investigar este
indicador que calcula a relação entre o Lucro Líquido e o Patrimônio Líquido médio. Note-se
que esta média foi maior e mais significativa nos períodos sem crise, conforme mostra a Tabela
4. Embora a margem do Lucro Líquido sobre a Receita Operacional (E8) não tenha apresentado
diferenças substanciais entre os dois grupos, um olhar mais atento sobre a Receita Operacional

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O resultado em relação à Receita Operacional (E7) indica que os períodos de crise realmente
tiveram desempenho superior, com disparidade significativa observada nas médias.

Tabela 4- Diferenças de testes por indicadores de rentabilidade (earnings)


Amostra Total Crise (Não) Crise (Sim) Diferença

E1 Mean 0,0084 0,0114 0,0044 0,0069**


Std Dev 0,1055 0,1128 0,0945
Min -3,5131
Max 4,3620
E2 Mean 0,0070 0,0068 0,0072 -0,0004
Std Dev 0,0440 0,0419 0,0467
Min -1,4153
Max 0,5543
E3 Mean 0,1915 0,1793 0,2082 -0,0289*
Std Dev 0,6786 0,5813 0,7917
Min 0,0001
Max 31,6860
E7 Mean 0,0677 0,0813 0,0493 0,0320**
Std Dev 0,5791 0,5360 0,6327
Min -22,3472
Max 0,9966
E8 Mean 0,0381 0,0447 0,0291 0,0156
Std Dev 0,7490 0,8319 0,6185
Min -34,8714
Max 8,4916
Nota: Os símbolos () () e () indicam a significância de 1%, 5% e 10%, respectivamente.
Fonte: Elaboração própria.

3.4 Liquidez (L)

A investigação mostrou que durante situações de crise, L1 demonstrou valores elevados,


conforme descrito na Tabela 5. Esta discrepância no panorama mediático sugere que as
instituições financeiras podem querer ter em conta uma estratégia de injeção de dinheiro que
possa ajudar a gerir melhor os seus compromissos de dívida quando enfrentam situações de
curto prazo.
Na mesma linha, os bancos também demonstraram interesse em outras medidas
preventivas durante as crises. Esta acção específica sublinha o esforço extra que as organizações
fazem para não tomar posição quando tais cenários surgem. Duas abordagens distintas são
indicadas por essas duas ações, com um delineamento claro em áreas prioritárias que merecem
atenção – entre outras mais tarde nas operações da empresa. A análise avaliou L2: Os bancos
também estiveram envolvidos no aumento dos ativos de curto prazo para o ativo total.

Tabela 5- Diferenças de testes por indicadores de liquidez


Amostra Total Crise (Não) Crise (Sim) Diferença
L1 Mean 0,0094 0,0088 0,0101 -0,0013*
Std Dev 0,0300 0,0308 0,0289
Min 0,0001
Max 0,8944
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L2 Mean 0,0094 0,4180 0,4314 -0,0135**


Std Dev 0,0300 0,2785 0,2692
Min 0,0001
Max 0,8944
L3 Mean 16,3948 16,3268 16,4870 -0,1602
Std Dev 63,3581 64,2102 64,2102
Min 0,0004
Max 977,7590
L4 Mean 8,0878 8,2566 7,8661 0,3904
Std Dev 52,3828 54,3339 49,7223
Min 0,0001
Max 940,3092
L5 Mean 7,9711 8,0035 7,9269 0,0766
Std Dev 47,6513 46,4415 49,2679
Min 0,0003
Max 977,7590
Nota: Os símbolos (***) (**) e (*) indicam a significância de 1%, 5% e 10%, respectivamente.
Fonte: Elaboração própria.

4. CONCLUSÕES
As conclusões deste relatório sublinham o valor da avaliação do risco de crédito durante
as crises – um esforço que garante a estabilidade e a robustez financeira das instituições
financeiras. O método CAMEL foi considerado eficaz na análise bancária do Brasil em tempos
economicamente instáveis, proporcionando aos tomadores de decisão índices excessivos em
seus altos riscos, exigindo padrões operacionais e de liderança em restrições críticas.
O estudo concluiu que as crises têm um grande impacto no desempenho financeiro dos
bancos, com alterações a um nível estatisticamente significativo nas seguintes áreas —
adequação de capital, qualidade dos ativos, qualidade de gestão, rentabilidade e liquidez. As
variações revelam os desafios enfrentados pelas instituições financeiras em tempos de crise,
que influenciam sobremaneira. Um estudo sobre a utilização de índices financeiros para
detectar mudanças na estrutura de ativos bancários que impeçam estratégias estratégicas em
períodos de instabilidade.
Um plano de liquidez sólido foi visto como um elemento essencial em tempos
turbulentos, de acordo com as conclusões deste estudo. A importância do controle adequado do
risco de crédito foi enfatizada pela proposta do autor de contratação do CAMEL como uma
ferramenta para avaliar a estabilidade financeira de um banco – cenários de insolvência
intuitivamente baseados em heurísticas. Os efeitos das crises sobre os bancos precisam de ser
compreendidos — como um pré-requisito para instituir medidas preventivas e iniciativas de
reforço de gestão de riscos fundamentados em crises, cujo objetivo é garantir a solidez do
sistema financeiro e dos interesses dos consumidores das partes interessadas .
.

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REFERÊNCIAS

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maior-nivel-desde2016/ Acesso em 12 de janeiro de 2024

BACEN (Banco Central do Brasil). Disponível em: [Link] Acesso em: 22 de


fevereiro 2024

CAOUETTE, J. B; ALTMAN, E. I; NARAYANAN, P. Gestão do Risco de Crédito: O


próximo grande desafio financeiro. São Paulo: Qualitymark, 1999.

CONRADO, Joice Kelly Ortega; CAVALCANTE, Talita de Fatima Silva. Gestão financeira
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Salesiano Auxilium. Curso de Administração. Lins – SP, 2016.

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Economia, São Paulo-SP, 2015. Disponível em: [Link] Acesso em 27
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MIRANDA, V. L. Impacto da adoção das IFRS (International Financial Reporting


Standards) em indicadores econômico-financeiros de bancos de alguns países da União
Européia. São Paulo, 2008. 107 p. Dissertação (Mestrado em Contabilidade), Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, 2008.

NATILSON, N.; BRUETT, P. M. T. A. Financial performance monitoring: a guide for


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p., 2001. Disponível em: <[Link] Acesso em: mar.
2024

RESENDE, L. L Análise do desempenho econômico-financeiro: um estudo ex ante e ex


post diante da fusão Itaú Unibanco. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) - Centro
de Pós- Graduação e Pesquisas em Contabilidade e Controladoria, Universidade Federal de
Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012.

TROVÃO, C. J. B. M.; ARAÚJO, J. B. Mercado de trabalho formal no Nordeste: uma


análise do período 2004-2017. Revista Econômica do Nordeste. Fortaleza, v. 50, n. 1, p. 23-
45, jan./mar. 2019.

"Os conteúdos expressos no trabalho, bem como sua revisão ortográfica e das normas ABNT
são de inteira responsabilidade do(s) autor(es)."

«Declaração de IA generativa e tecnologias assistidas por IA no processo de redação»

“Declara-se pelos autores que durante a preparação deste trabalho não foram utilizados
ferramentas de IA.”

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