0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações8 páginas

Estudando

Curso
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações8 páginas

Estudando

Curso
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ibrasfor

Estudando

Desenvolvimento Neuropsicomotor
Infantil 120 horas
Data de matrícula 02-08-2024.

Após a leitura dos módulos clique em 'Fazer a prova'.

Fazer a prova

Emitir certificado

1° Módulo: Introdução

2° Módulo: Desenvolvimento da criança (zero a 3 anos)

3° Módulo: Estimulação precoce

4° Módulo: Estimulação da comunicação e linguagem

5° Módulo: Uso de Tecnologia Assistiva Habilitar ou Desabilitar

6° Módulo: O brincar na estimulação precoce Habilitar ou Desabilitar

7° Módulo: Participação Familiar na Estimulação Precoce

Quando um bebê com comprometimentos graves nasce, ocorre um


impacto significativo na vida dos pais, que esperavam uma criança
diferente daquela que nasceu. Por consequência, as figuras parentais e
outros familiares próximos acabam por enfrentar angústias e uma gama de
sentimentos ambíguos. Há preocupações em relação à sobrevivência e ao
futuro da criança, há desconhecimento sobre como cuidar; coisas que
podem acarretar sentimentos de culpa, de impotência e dependência de
terceiros. Tal contexto, tem potencial para gerar angústia, ansiedade e
estresse aos cuidadores principais, nem sempre centradas nas
representações materna e paterna originais, aquelas sobre o filho
imaginado e desejado (FORMIGA; PEDRAZZANI; TUDELA, 2010).

Cuidar de uma criança é uma atividade que requer a aquisição de


habilidades e competências por parte do cuidador, não sendo uma tarefa
fácil ou espontaneamente desenvolvida. Há sobrecarga de trabalho e, na
medida em que o comportamento do bebê muda, conforme o
desenvolvimento, a família precisa também mudar e se adaptar às novas
demandas. Mudanças estruturantes e produtivas na dinâmica e na
interação familiar também provocam modificações no comportamento da
criança, podendo criar condições facilitadoras para seu desenvolvimento.
Nesse sentido, em especial nos casos de crianças de risco, redes e ações
de apoio, como a inserção da criança num Programa de Estimulação
Precoce, são fundamentais para a assistência à família, diminuindo a
ansiedade e o estresse dos cuidadores, uma vez que os mesmos serão
amparados e capacitados para lidar com sua criança, o que pode favorecer
interações mais sincrônicas e recíprocas (PEREIRA et al., 2014).

O desenvolvimento de todo bebê é mediado e estimulado a partir da


interação com as pessoas mais próximas a ele. Estimular o
desenvolvimento da criança é papel natural da família, que a ensina a
explorar objetos, a falar, a andar e a interagir socialmente. Uma vez
estabelecido o diagnóstico de atraso do Desenvolvimento
Neuropsicomotor, profissionais de saúde vão se juntar aos familiares nesta
estimulação ajudando a enriquecê-la (BRAGA et al., 2005; PRIGATANO;
GRAY, 2007; ANDERSON et al., 2001). Estudos comprovam que o contato
próximo com os pais tem influência significativa no desenvolvimento
cerebral (BRAGA, 2014; SEIDEL et al. 2011; WEAVER et al., 2006). A
interação positiva pais/ criança se correlaciona com ganhos neurológicos
e comportamentais da criança (KOLB et al., 2012; FENOGLIO et al., 2006).
O acolhimento, apoio à família e a criação de grupos de pais ajudam a lidar
com as emoções e fortalecer interações. Pesquisas científicas baseadas
em evidências comprovam que as crianças com problemas cerebrais
congênitos tratadas com a participação da família tem melhores
resultados, tanto na área motora quanto na cognitiva (BRAGA, 2005).

A transferência de conhecimento para a família, pelos profissionais, sobre


os problemas e as formas de enfrentá-los fortalece e tranquiliza os pais. A
equipe de saúde capacita os pais sobre como fazer cada atividade de
estimulação motora, cognitiva e de linguagem para que os mesmos
estejam capazes de transferi-las para o dia a dia da família de forma
lúdica, prazerosa e com maior frequência (BRAGA et al., 2005).

A capacitação da família em estimulação não significa transformá-la em


terapeuta, mas empoderá-la com conhecimento para que seja capaz de
enriquecer as interações e o contexto, no ambiente familiar tornando as
atividades voltadas para o desenvolvimento motor, cognitivo e da
linguagem mais naturais e agradáveis. Os profissionais vão realizar a
estimulação do neurodesenvolvimento nos centros de reabilitação e, junto
com os pais, fazer avaliações e elaborar programas de
intervenção,atualizando-os na medida em que a criança faz novas
aquisições e se desenvolve (BRAGA et al., 2005).

Efetivar a participação familiar parental compreende também ações para


estabelecer objetivos da estimulação precoce junto com os pais; para
planejar intervenções; para realizar aconselhamentos; para fornecer auxílio
no transporte, quando necessário; para ofertar apoio social e
encorajamento aos cuidadores, de modo que percebam o sucesso do
tratamento como conquistas de suas iniciativas e esforços (PEREIRA et al.,
2014).

Com a participação ativa da família, a estimulação do


neurodesenvolvimento passa a ser feita de forma ecológica, com afeto,
integrada ao cotidiano da família, o que leva a resultados mais efetivos
(BRAGA et al., 2005).
Nesse contexto, é evidente que o apoio a ser ofertado às famílias passa
pela intervenção psicológica, voltada aos cuidadores principais, para
promover a aderência à estimulação precoce da criança, bem como para
dar suporte à elaboração parental sobre as representações simbólicas em
relação ao filho com alterações do DNPM, trabalhando possíveis negações
e enfatizando os potenciais de desenvolvimento, uma vez que atrasos
podem ser prevenidos ou atenuados pela estimulação precoce (POLLI,
2010).

Vários estudos afirmam que os resultados de uma estimulação precoce


são mais contundentes a partir do envolvimento e participação ativa da
família, o que otimiza efeitos no desenvolvimento infantil. Para isso é
preciso levar em consideração valores e aspectos culturais de cada núcleo
familiar, além de promover uma aprendizagem colaborativa pautada no
oferecimento de oportunidades à família (JINGJING et al., 2014; FORMIGA;
PEDRAZZANI; TUDELA, 2010; PEREIRA et al., 2014; POLLI, 2010; LOUREIRO
et al., 2015). Oportunidade de descobrir o que quer e o que precisa para
atingir seus objetivos; oportunidade para reconhecer o que já sabem e
podem fazer, de descobrirem o que ainda precisam aprender; oportunidade
de participar na seleção e na utilização de métodos de avaliação e de
intervenção com suas crianças.

Efetivar a participação parental passa também por ações para estabelecer


objetivos da estimulação precoce junto com os pais; para planejar
intervenções; para realizar aconselhamentos; para fornecer auxílio no
transporte, quando necessário; para ofertar apoio social e encorajamento
aos cuidadores, de modo que percebam o sucesso do tratamento como
conquistas de suas iniciativas e esforços (PEREIRA et al., 2014).
Se for assim, o trabalho dos profissionais que atuam em Programas de
Estimulação Precoce é bem mais abrangente do que, simplesmente,
orientar os pais sobre como proceder com o bebê e as crianças pequenas.
Além disso, e por fim, a falta de estimulação precoce nos casos de agravos
do DNPM, ou encaminhamento tardio, podem limitar o potencial de
desenvolvimento global da criança, situação que, dentro do possível,
precisa ser evitada (BARATA; BRANCO, 2010). Outras publicações do
Ministério da Saúde voltadas à orientação das famílias quanto ao
desenvolvimento infantil, poderão ser acessadas no portal do Ministério da
Saúde .

8° Módulo: Referências Bibliográficas

Pesquisar por um curso

Nome do curso

Aluno(a): Arsmtrong

Meus cursos

Meus certificados

Meus pedidos

Meu carrinho

Meus indicados

Meus dados

Sair

Áreas de cursos
Educação

Serviço Social

Informática

Gestão Pública

Psicologia

Administração

Direito

Idiomas

Recursos Humanos

Contabilidade

Concursos Públicos

Meio Ambiente

Comunicação e Vendas

Saúde

Segurança no Trabalho

Turismo e Hotelaria

Profissionalizante
Outras Áreas

Estudam conosco

Site Cursos
Home Educação

Sobre nós Informática


Como funciona Serviço Social
Certificados Gestão Pública

Autenticação Ver todos...

Aluno
Meus cursos
Meus certificados

Programa de
afiliados
Contato

O Instituto Brasil de Formação é uma sociedade científica, sem fins lucrativos,


com objetivo de apoiar a "indústria do conhecimento" do país procurando reduzir
as desigualdades causadas pelo isolamento e pela distância dos grandes centros
urbanos.
Contribuição:

Copyright © 2017 - 2024 | CNPJ:


31.799.806/0001-15

Você também pode gostar