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ibrasfor

Estudando

Desenvolvimento Neuropsicomotor
Infantil 120 horas
Data de matrícula 02-08-2024.

Após a leitura dos módulos clique em 'Fazer a prova'.

Fazer a prova

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1° Módulo: Introdução

2° Módulo: Desenvolvimento da criança (zero a 3 anos)

3° Módulo: Estimulação precoce

4° Módulo: Estimulação da comunicação e linguagem

5° Módulo: Uso de Tecnologia Assistiva Habilitar ou Desabilitar

A Tecnologia Assistiva (TA) ainda é um termo novo usado para identificar


uma extensa gama de equipamentos, recursos e serviços utilizados para
reduzir os problemas funcionais e promover vida independente e
consequente melhoria da qualidade de vida e inclusão social da Pessoa
com Deficiência.

A TA pode ser descrita como uma série de ações que englobam, mas não
se restringem à pesquisa, estudo, desenvolvimento e aplicação de
tecnologias, incluindo equipamentos, produtos, sistemas e qualificação
profissional, no intuito de minimizar ou eliminar as desvantagens pessoais,
ambientais e contextuais de indivíduos que apresentem qualquer tipo de
limitação de ordem física, sensorial, intelectual, cognitiva, múltipla ou
outra, com vistas ao pleno exercício da cidadania e do desempenho
ocupacional.

O trabalho da equipe de reabilitação envolve a avaliação das necessidades


do usuário, as habilidades física, cognitivas e sensoriais.

Avalia a receptividade do individuo quanto à modificação ou uso da


adaptação, sua condição sociocultural e as características físicas do
ambiente que será utilizado (PELOSI, 2005).

As soluções assistivas têm resultados mais efetivos quando há uma


abordagem interdisciplinar. A equipe precisa avaliar os potenciais e
limitações das crianças em vários domínios (motor, cognitivo, linguagem).
As capacidades em uma área (ex:cognitiva) podem ajudar, junto com a TA,
no desenvolvimento de outras (ex: motor,social ou de linguagem). O uso de
recursos de TA envolve um processo de aprendizagem que se amplia na
medida em que o uso do recurso evolui (BRAGA et al., 2012).

Nesta diretriz, serão apresentadas informações sobre os recursos de TA


comumente indicados para crianças com atraso do DNPM:

Órtese de membros superiores

São aparelhos temporários que auxiliam na recuperação funcional e podem


ser aplicados aos segmentos ou articulações para promover movimento
direcionado ou posicionamento estáticos. O objetivo principal das órteses
de membros superiores é promover o equilíbrio biomecânico, auxiliando
assim a recuperação ou a manutenção funcional e prevenindo contraturas
e deformidades decorrentes de posições viciosas (FERRIGNO, 2008).
Podem ser utilizadas para:

–– estabilizar ou promover repouso das articulações, tendões, ligamentos


e músculos;
–– manter alinhamento ósseo e outras estruturas do corpo;
–– ampliar gradativamente amplitude e movimento articular;

Como resultado final, podemos ter a melhora da função manual e


autonomia da criança em suas atividades.

Órteses para a Marcha


As órteses de posicionamento são, frequentemente, utilizadas para auxiliar
no tratamento de crianças que apresentem dificuldades na marcha e/ou
com risco de desenvolvimento de deformidades em membros inferiores
(CURY et al., 2006).

Os Critérios para Indicação do uso de órteses para os MMII da criança com


alterações neurológicas se baseiam em princípios biomecânicos e
neurofisiológicos, que visam o controle postural e a marcha. Os principais
fatores para indicação do uso destes dispositivos, segundo Lima, (2004),
são:

• Prevenir contraturas e deformidades.


• Manter alinhamento biomecânico adequado.
• Proporcionar restrição seletiva de movimento.
• Facilitar o controle postural e treino e habilidades motoras.

Facilitar o posicionamento sentado e de pé.

• Promover base de suporte adequada.


• Melhorar a eficiência dinâmica da marcha

Adequação Postural

As crianças sem prognóstico de marcha independente e que demandam a


utilização de cadeiras de rodas necessitam de avaliação quanto à
indicação de adequação postural. Segundo Bersch (2013), “ter uma
postura estável e confortável é fundamental para que se consiga um bom
desempenho funcional”. A execução de qualquer tarefa por parte da
criança fica dificultada quando a mesma encontra-se insegura com relação
a possíveis quedas ou sentindo desconforto.

Adequação postural refere-se à seleção de recursos que garantam


posturas alinhadas, estáveis, confortáveis e com boa distribuição do peso
corporal. Engloba a prescrição de sistemas especiais de assentos e
encostos, cintos de segurança, anteparos de tronco, apoio de cabeça e
para os pés, que levem em consideração as medidas, peso e flexibilidade
ou alterações musculoesqueléticas apresentadas pela criança.

Adaptações para o Brincar


De acordo com a necessidade e/ou dificuldade apresentada pela criança
pode ser necessário adaptar brinquedos, brincadeiras e/ ou o ambiente,
visando a acessibilidade e um desempenho ótimo com o recurso.

Teixeira et al. (2003), propõe adaptações que podem ser realizadas para
aumentar a ação e a participação da criança com deficiência no brincar,
podendo-se citar:

• Alterações da circunferência de brinquedos (aumento ou redução),


utilização de velcros, encaixes confeccionados em termomoldável, entre
outros para a criança com dificuldade de preensão.

• Aumento do peso, utilização de antiderrapantes em brinquedos para a


crianças que apresentam tremores, ataxia, incoordenação.

Opção por brinquedos leves e/ou que se movam ao menor toque para
crianças com fraqueza muscular – limitações de movimentos.

• Utilização de acionadores para facilitar o uso de brinquedos eletrônicos;

• Indicação/disponibilização de sistemas de varredura para o uso e


interação com tablets/computadores/celulares.

• Adequações em bicicletas, triciclos, carrinhos, balanços e outros


brinquedos na perspectiva de garantir segurança e usabilidade dos
mesmos.

Adaptações para a Comunicação

A comunicação aumentativa ou alternativa refere-se a qualquer meio de


comunicação que suplemente ou substitua os modos habituais de fala e
escrita. Trata-se de um tipo de recurso que utiliza estratégias e técnicas
para proporcionar independência e competência nas habilidades
comunicativas, propiciando assim oportunidade de interação com o outro
(MIRANDA; GOMES, 2004).

A comunicação alternativa refere-se inclui uma gama de sistemas que se


adaptam às necessidades individuais e do seu ambiente e estão divididos
em dois grandes grupos: (1) Sistemas sem auxílio, são aqueles que não
dependem de apoio técnico e consistem fundamentalmente no uso de
mímica, gestos ou sinais manuais e; (2)
Sistema com auxílio, são aqueles que se utilizam de sinais tangíveis ou
sinais gráficos para comunicar-se e, neste caso, requerem auxílio técnico
(ALMIRALL, 2001).

As adaptações utilizadas para facilitar a comunicação vão de cartões e


pranchas simples, impressas, com imagens que façam alusão a ações que
precisam ser realizadas e/ou demandadas pela criança, e chegam a
emuladores de mouse ligados a tablets, capazes de fazer captura de
mínimos movimentos oculares e interagir com pranchas de comunicação
alternativa digitais.

Cabe à equipe de reabilitação a responsabilidade pela correta prescrição,


treino e acompanhamento do uso destes recursos de forma a garantir
eficácia do dispositivo considerando as necessidades, capacidades,
contextos econômico e social da criança e seus familiares.

Acionadores: Os acionadores variam quanto à forma e modo de


acionamento e devem ser ajustados às possibilidades de movimento da
criança. Além disso, eles poderão ser utilizados para o acionamento de
sistemas alternativos de comunicação de alta tecnologia, posteriormente.
Uma forma lúdica e motivadora da criança se familiarizar com o uso dos
acionadores é adaptá-los a brinquedos eletrônicos, possibilitando também
a aprendizagem de sua função. Inicialmente, pode-se mostrar à criança
como funciona o acionador, permitindo-a observar o efeito da ação no
brinquedo.

Escaneamento: Com a restrição das possibilidades de expressão, a


comunicação da criança apóia-se no uso que o interlocutor faz da
linguagem. Esse oferece alternativas de resposta, esclarece a intenção
comunicativa da criança e enriquece o seu ambiente lingüístico com
detalhes e curiosidades sobre o tema ou idioma. O escaneamento diz
respeito à oferta de alternativas, uma a uma. Por exemplo, apresentamse
três brinquedos e pergunta-se à criança: “Qual deles você quer? O telefone?
O carro? A boneca?” Deve-se aguardar o sinal comunicativo da criança
após cada opção, antes de prosseguir a varredura oral, assim como ajustar
a dinâmica temporal do diálogo ao tempo de resposta da criança. Aos
poucos, as alternativas vão sendo ampliadas, podendo também se utilizar
figuras para o desenvolvimento dessa atividade. Há vários modos de
escaneamento: um a um, fila/coluna ou por grupo. O escaneamento é um
dos princípios de organização de sistemas alternativos de comunicação de
alta tecnologia e deve se ajustar às habilidades cognitivas, perceptivas,
motoras e comunicativas da criança.
Jogos com escaneamento: Os meneios de cabeça e o escaneamento
também favorecem uma participação mais ativa da criança em jogos
interativos. Jogos de cartas, memória ou quebra-cabeças podem ser
ajustados às formas de expressão da criança. Podese organizar o jogo no
alcance visual da criança, escanear as alternativas de resposta e a criança
seleciona a resposta desejada com suas respostas de “sim” e “não”,
acionadores sonoros ou outro sinal convencionado. Essa atividade
favorece o desenvolvimento da organização mental e atenção, necessárias
ao escaneamento, além de habilidades linguísticas e cognitivas envolvidas
nos jogos selecionados. A participação dos pais, outras crianças ou
professores amplia o universo de interlocutores da criança familiarizados
com o escaneamento oral. Pranchas de comunicação: A construção e uso
de pranchas de comunicação com símbolos gráficos amplia o vocabulário
acessível de crianças com fala ininteligível, aprimorando suas
possibilidades expressivas no diálogo. A escolha dos símbolos está
relacionada ao nível de representação mental da criança, podendo ser
fotos, desenhos, símbolos gráficos, letras, números, palavras e/ou
sentenças. A equipe de profissionais investiga as necessidades e
contextos comunicativos da criança com a família para a escolha dos
símbolos e construção das pranchas, considerando as habilidades, o modo
de seleção e escaneamento da criança. Recomenda-se que as primeiras
pranchas sejam inspiradas no cotidiano familiar, como escolha de
alimentos, brinquedos ou passeios. As pranchas podem ser construídas
para diversas intenções comunicativas e organizadas para permitir a
construção de palavras, sentenças e pequenos textos. É preciso buscar
atender as necessidades de comunicação da criança no contexto familiar,
escolar e social.
Vocalizadores: São recursos eletrônicos que permitem a construção ou
gravação e a reprodução de diversas intenções comunicativas. Os
símbolos utilizados (imagens, letras ou sentenças)

podem ser visualizados e correspondem a um conteúdo sonoro. Desta


forma, os vocalizadores podem ser inseridos na rotina diária, brincadeiras
e passeios

Os sistemas alternativos de comunicação são recursos que devem ser


ajustados ao longo do desenvolvimento, conforme modificações nas
necessidades e contextos comunicativos da criança.

A implementação de um sistema alternativo de comunicação é um


processo gradual que implica adesão a mudanças no contexto, prática e
persistência da criança e seus interlocutores. No início, o sistema pode
parecer pouco eficiente, pois a criança provavelmente necessitará de mais
tempo para expressar uma intenção comunicativa, assim como o
interlocutor precisará ajustar o diálogo às novas formas de expressão da
criança. É importante refletir sobre os benefícios que uma comunicação
compreensível a um universo maior de interlocutores trará ao processo de
socialização e escolarização da criança. Apesar de possibilitar uma ação
mais autônoma e independente na interação social, os sistemas
alternativos de comunicação não substituem a fala nem garantem tempo
real no diálogo, sendo sempre necessários ajustes e respeito do
interlocutor à dinâmica temporal envolvida na comunicação com a criança.
Recursos de Tecnologia Assistiva para Baixa Visão/Cegueira Como visto
anteriormente, a criança com prejuízos no DNPM pode apresentar
alterações visuais associadas. Estas crianças podem se

beneficiar de lentes, lupas, bengalas, softwares, entre outros recursos que


visem potencializar o desempenho das mesmas nas atividades de
locomoção, no brincar, no uso de computadores e, mais notadamente, nas
atividades de vida diária.

Cabe aos profissionais das equipes médica e de reabilitação as


competências necessárias à avaliação, indicação, prescrição e
acompanhamento do uso destes recursos.

Adaptações para as Atividades de Vida Diária

Outro grupo de recursos de grande importância no cotidiano das crianças


com prejuízos no DNPM são as adaptações para as Atividades de Vida
Diária / Vida Prática. Recursos pensados para facilitar a alimentação, auto-
cuidado, banho, vestuário, transferências, desenho, escrita, etc, devem ser
considerados pela equipe de Estimulação Precoce na perspectiva de se
iniciar, o mais cedo possível, o protagonismo da criança diante de tais
tarefas. São exemplos de TA Nas AVD: cabos de talheres modificados,
pratos com anteparo de alimentos, pratos com ventosa para fixação, copos
com alças para apoio bimanual, copos com tampa em bico ou canudo,
velcros para fechos de vestimentas e calçados, banheiras adaptadas,
barras de apoio nos banheiros e cadeira com apoio de tronco e cervical. O
Terapeuta

Ocupacional é o profissional da equipe que se responsabiliza pela


prescrição, confecção e treino do uso de tais recursos em parceria com o
paciente, familiares e demais membros da equipe.

6° Módulo: O brincar na estimulação precoce Habilitar ou Desabilitar

7° Módulo: Participação Familiar na Estimulação Precoce

8° Módulo: Referências Bibliográficas

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