Controle Interno na Empresa Cindimba
Controle Interno na Empresa Cindimba
1° Grupo
T1
Lichinga
2024
Bernardo Witnes
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO................................................................................................1
1.1. Contextualização....................................................................................................1
1.2. Problematização.....................................................................................................2
1.4. Objectivos...............................................................................................................3
1.6. Justificativa.............................................................................................................4
2.1. Contextualização..........................................................................................................6
2.2. Controlo Interno...........................................................................................................6
2.3. Objectivos de Controlo Interno....................................................................................8
2.4. Tipos de Controlo Interno............................................................................................9
2.5. Características............................................................................................................11
2.6. Tipos de controlo interno presentes num Sistema de Controlo Interno (SCI)...........12
2.7. Limitações do Sistema de Controle Interno...............................................................13
2.8. Avaliação do Controle Interno...................................................................................14
CAPÍTULO III: METODOLOGIA........................................................................................15
3.1. Contextualização..................................................................................................15
CRONOGRAMA...................................................................................................................19
ORÇAMENTO.......................................................................................................................19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................20
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização
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cronograma das actividades, o orçamento, as referências bibliográficas e, por fim, os
Apêndices.
1.2. Problematização
As organizações têm sofrido vários casos de incompetência, fraudes, práticas perversas sobre
a gestão, casos esses que abalam a confiança e a credibilidade da sociedade ou população.
Tais factos demonstram que os sistemas de controlo interno possuem deficiências que os
impede de garantir de forma razoável com eficiência e eficácia a qualidade de mesmo e
prestação de serviços.
O controlo interno e o seu desempenho com eficiência e eficácia ainda são um desafio nas
organizações. Isso faz com que o controlo seja aperfeiçoado cada vez mais nas empresas para
evitar maiores prejuízos.
Alguns gestores ainda resistem em apoiar os sistemas de controlo interno com receio de serem
controlados, quando na verdade a implementação desses sistemas só os beneficia, e auxiliam
para um bom andamento da gestão. No exercício de suas actividades, o gestor, quando muito,
poderá analisar os números constantes dos documentos de prestação de contas e os
comprovantes do emprego dos recursos. Porém, como se sabe, os documentos dificilmente
irão mostrar que existem desvios, mal versão ou uso indevido dos recursos da empresa. Dessa
forma, a autoridade fica sujeita a responder por actos dos quais sequer teria condições de
tomar conhecimento. Essa circunstância evidencia a importância de um sistema de controlo
interno.
Vale lembrar que, mesmo trabalhando com pessoas de extrema confiança, se não existir um
controlo interno eficiente e eficaz, o gestor estará sujeito a irregularidades e desperdícios, e
isso culminará em resultados desastrosos.
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1.3. Delimitação do estudo
O estudo sera focado na empresa Cindimba em Lichinga, na qual o escopo do estudo será
direccionado ao sistema de controle interno da empresa Cindimba e sua relação com a gestão
empresaria, serão examinados os procedimentos, sistemas e práticas de controle interno
adoptados pela empresa. A população alvo do estudo consistirá nos gestores, funcionários e
colaboradores da empresa. O estudo abrangerá os últimos dois anos da empresa, sendo 2021 e
2022.
1.4. Objectivos
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1.5. Questões de Investigação
1.6. Justificativa
O presente trabalho justifica-se pelo facto de um sistema de controlo interno ser importante
para o melhor funcionamento das organizações, uma vez que os Controles Internos
encontram-se nas empresas em todos os seus níveis: operacional (fabricação, conserto,
manutenção, qualidade) e administrativo (vendas, compras, tesouraria), etc. e sua adequada
aplicação diária sobre cada uma dessas áreas é de suma importância para que se atinjam os
resultados mais favoráveis evitando desperdícios, pois, se não existir um controlo interno
eficiente e eficaz pode-se sofrer vulnerabilidades, assim nesta fase de conclusão de curso,
surgiu como uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos através de uma pesquisa para
melhor domínio do assunto, em termos de análise do sistema em uma PME localizada em
Lichinga.
O facto das empresas enfrentarem vários casos de incompetência, fraudes, práticas perversas
sobre a gestão do caixa, casos esses que impactam na rentabilidade e sustentabilidade do
negócio, tais factos que demonstram que os sistemas de controlo interno possuem deficiências
que os impede de garantir de forma razoável com eficiência e eficácia a qualidade dos
produtos e serviços.
Para empresa ajudará a conhecer melhor o sistema de controlo interno adequado para
melhorar o cenário actual da instituição com intuito de garantir o alcance dos objectivos
pretendidos.
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No âmbito económico a presente pesquisa elucidara implementação de um sistema de
controlo interno nas empresas, de modo a garantir o sucesso das mesmas e automaticamente o
crescimento da economia no País.
No âmbito social esta pesquisa orientara aos gestores e empreendedores sobre dinâmicas que
podem adoptar no processo de gestão dos seus empreendimentos.
Para a comunidade académica servira como fonte de consulta para a produção de mais
conhecimento sobre o tema em estudo.
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CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Contextualização
Segundo Ferreira (2002), a palavra controlo surgiu do termo francês “controle”, em que
associavam esta às finanças e era encarada como uma forma de averiguar se as atividades
efetivas estavam de acordo com as atividades e projetos originais.
De acordo com Costa (2017), o Controlo Interno (CI) é um conceito que engloba todas as
operações da organização. Foram várias as definições de CI que ao longo dos anos foram
surgindo. Assim sendo, o CI pode ser observado de múltiplas formas.
confiança
CI P rocessos P essoas ob jectivo s
razoável
6
Fonte: adaptado por (Garcia, 2017)
Podemos entender CI como sendo um processo desempenhado por pessoas de forma a
garantir uma confiança razoável na execução dos seus três principais objectivos que são:
eficácia e eficiência das operações; fiabilidade das demonstrações financeiras; e cumprimento
das leis e regulamentos aplicáveis mencionados acima pelo COSO.
Segundo Morais e Martins (2013), afirma que a definição de CI é composta pelos seguintes
termos fundamentais:
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Segundo Gomes (1990), um sistema de controlo compreende a estrutura e o processo de
controlo. A estrutura de controlo deve ser desenhada em função das variáveis-chave, que
derivam do contexto social e da estratégia da organização, além de levar em consideração as
responsabilidades de cada administrador ou gerente, por centros de competência.
O International Federation of Accountants (IFAC) citado por Marçal e Marques (2011, p.17),
o sistema de controlo interno é o plano de organização e todos os métodos ou procedimentos
adoptados pela Administração de uma entidade para auxiliar e atingir o objectivo de gestão,
de assegurar tanto quanto praticável, a metódica e eficiente conduta dos seus negócios,
incluindo a aderência às políticas da Administração, a salvaguarda dos activos, a prevenção e
detenção de fraudes e erros, a plenitude dos registos contabilísticos e a atempada preparação
da informação financeira fidedigna.
Pode-se entender o Sistema de controlo interno como conjunto de meios criados para alcançar
um determinado fim.
Audibra (1992), destaca que os controlos internos devem ser entendidos como qualquer acção
tomada pela administração para aumentar a probabilidade de que os objectivos e metas
estabelecidos sejam atingidos. O controlo interno busca nortear o que foi planeado e
organizado pela alta administração, de forma que os objectivos sejam atingidos com a
execução das actividades, sem que haja desvios, erros ou fraudes no processo.
Para Attie (1998,p.111), “o controlo tem significado e relevância somente quando é concebido
para garantir o cumprimento de um objectivo definido, quer seja administrativo ou gerência”.
Com base nas definições acima, controlo interno pode ser entendido como uma ferramenta
usada pela administração a fim de garantir com que os objectivos da empresa sejam atingidos
e deter erros e fraudes.
Desta forma, Attie (1998), sob óptica empresarial, o controlo interno visa os seguintes
objectivos básicos:
A Salvaguarda dos interesses da empresa;
A precisão e a confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e
operacionais;
O estímulo à eficiência operacional; e.
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A aderência às políticas existentes.
Em suma, podemos afirmar que o CI visa proteger o património da empresa contra perdas ou
riscos devido a erros ou irregularidades, gerar informações oportunas necessárias para
compreender os eventos realizados na empresa, prover meios necessários a condução das
áreas, e assegurar que as normas leis estabelecidas na organização sejam seguidas pelos
funcionários.
Segundo Attie (1998), o Controlo Interno é definido como sendo o processo levado acabo
pelo Conselho de Administração, Direcção e outros membros de uma organização, com o
objectivo de proporcionar um grau de confiança na concretização dos seguintes objectivos:
Attie (1998) ainda afirma que o controlo interno compreendera todos os meios planeados pela
empresa para dirigir, restringir, governar e conferir suas várias actividades com o propósito de
fazer cumprir os seus objectivos.
Segundo esses conceitos pode-se entender que a alta administração e os próprios gestores, são
totalmente responsáveis por planear, organizar, dirigir e controlar todos os desempenhos da
empresa. E também, entender de forma genérica que o controlo interno envolve todos os
processos e rotinas de natureza contabilística e administrativa, com a ideia de organizar a
empresa de maneira que os seus colaboradores entendam, respeitem e cumpram com as
políticas traçadas pela administração.
Tendo por base a estrutura do AICPA, o autor Costa (2017) , caraterizado o CI por dois
grandes tipos: o administrativo e o contabilístico. A tabela a seguir apresenta as características
do CI administrativo e CI contabilístico.
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Tabela 1: Características do CI administrativo e do CI contabilístico
Sobre os tipos de controlo interno irei me focar no Controlo Interno Contabilístico, pois, este
tipo de controlo compreende todos os métodos e procedimentos utilizados para salvaguardar o
património e a propriedade dos itens que o compõem.
Segundo Morais e Martins (2013), o controlo interno surge como um meio para atingir um
fim, por que:
2.5. Características
O SCI é caracterizado por um conjunto de aspectos que lhe dão corpo e de acordo com Marçal
e Marques, (2011), são cinco as principais características de um SCI, a saber:
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Todas características até então são importantes ao SCI mas não se pode deixar de fora os
registos dos factos que é a quinta característica e a aplicação deste princípio relaciona-se com
a forma como as operações são relevadas na contabilidade que deve ter em conta a
observância das regras contabilísticas aplicáveis e os comprovantes ou documentos
justificativos. Também se destina a assegurar uma conveniente verificação da ligação entre os
diferentes serviços.
2.6. Tipos de controlo interno presentes num Sistema de Controlo Interno (SCI)
Morais e Martins (2013) e Almeida (2014), consideram que de acordo com as necessidades da
organização, são vários os tipos de controlos que um SCI deve incluir, tais como: preventivos,
Detectivos, diretivos ou orientativos, corretivos e compensatórios.
controlos
preventivo
s
controlos controlos
compensat
SCI
detectivos
órios
controlos controlos
orientativ correctivo
os s
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Os controlos preventivos (controlos à priori) são aqueles que tendem a prevenir a
ocorrência de acontecimentos indesejáveis, entrando em funcionamento de imediato.
São denominados de controlos correctivos aqueles que têm como missão a rectificação
de problemas identificados.
Estes diversos controlos são compostos por análises de desempenho, segregação de funções,
controlos físicos e controlos sobre o processo de informação e acontecimentos não desejáveis
já ocorridos.
Quando se fala que a empresa mantém um bom controle interno, não quer dizer que a mesma
esteja isenta de fraudes, na IBRACON, (1988, p. 324), são citadas as seguintes limitações:
b) O fato de que a maior parte dos controles tende a ser direcionada para cobrir
transações conhecidas e rotineiras e não as eventuais (transações fora do comum).
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e) A possibilidade de que um funcionário responsável por determinado controle possa
abusar de sua responsabilidade (exemplo: um membro da administração poderia
passar por cima de determinado controle).
Nota-se que muitas vezes o sistema de controle interno adotado não cumpre sua finalidade
devido à intenção de economia de recursos ou a uma implantação incompleta e sem
acompanhamento, vindo com isso a se tornar ineficaz.
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CAPÍTULO III: METODOLOGIA
1.1. Contextualização
Nesta secção sera abordado sobre a metodologia que são os procedimentos utilizados para
conduzir a pesquisa. De acordo com Creswell (2014), a metodologia de pesquisa é a
"abordagem geral que o pesquisador toma para estudar um problema e responder às perguntas
de pesquisa" e de acordo com Fonseca (2002), methodos significa organização, e logos,
estudo sistemático, pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização,
dos caminhos a serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se
fazer ciência. Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados
para fazer uma pesquisa científica.
Para Minayo (2001), a pesquisa qualitativa preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade
que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das
relações sociais. A pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos,
aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenómenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de
variáveis.
Segundo Gil (2007), este tipo de pesquisa tem como objectivo proporcionar maior
familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.
Geralmente esse tipo de pesquisa envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas
experientes no problema pesquisado, etc. Geralmente, assume a forma de pesquisa
bibliográfica e estudo de caso.
1.3.1. Entrevista
Conforme Marconi e Lakatos (1996), a entrevista é feita entre duas pessoas com finalidade de
que uma delas obtenha informação de acordo com o assunto mediante uma conversa
profissional, é uma conversa de frente a frente de uma forma sistemática.
Marconi & Lakatos (1996) afirmam que a técnica de observação directa o pesquisador realiza
a observação de eventos, comportamentos ou fenómenos directamente, sem a interferência ou
influência dos participantes. A observação directa é caracterizada pela observação atenta e
sistemática dos fatos, permitindo ao pesquisador obter informações detalhadas e precisas
sobre o objecto de estudo. Essa técnica pode ser realizada de forma participante, quando o
pesquisador se envolve directamente na situação observada, ou de forma não participante,
quando o pesquisador apenas observa sem interagir com os participantes.
1.4.1. População
De acordo com Diehl & Tatim (2004, p.64) “população é o conjunto de elementos passiveis
de serem mensurados com respeito as variáveis que se pretende levantar. A população pode
ser formada por pessoas, famílias, empresas, ou qualquer outro tipo de elemento conforme os
objectivos da pesquisa”.
Desta forma a população desta pesquisa, engloba os funcionários da empresa Cindimba, que
são um total de 32.
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1.4.2. Participantes
A nível deste estudo os participantes serão seleccionados mediante a não probabilidade que
segundo Carmo e Ferreira (2011, p.197) “são utilizadas em muitos projectos de investigação,
amostras não probabilísticas podem ser seleccionadas tendo como base critério de escolha
intencional sistematicamente utilizadas com a finalidade de determinar as unidades da
população que fazem parte da amostra”.
Desta forma, serão integrados 2 funcionários que serão seleccionados intencionalmente por
fazerem parte da área administrativa, sendo que tem maior domínio de questões relacionadas
a contabilidade e sistema de controlo interno.
Mediante os dados qualitativos o pesquisador vai ter depoimentos gravados, assim será feita
primeiramente uma transcrição dos dados e agrupamento em quadro de categorias. Em
seguida vai proceder com a análise de conteúdo, segundo Guerra (2006):
De acordo com Guerra (2006) esta técnica utiliza um procedimento normal de pesquisa, onde
faz-se um confronto entre o quadro técnico e o material empírico recolhido, nesse sentido a
análise de conteúdo tem uma dimensão mais descritiva procurando dar conta do que foi
narrado e por outro lado interpretativa que parte das interrogações do pesquisador diante do
objecto de estudo.
No âmbito deste modelo de análise de conteúdo, o pesquisador vai fazer uma análise
profunda, desde os aspectos mais destacados pelos entrevistados, como também comparações
e procurar relacionar com o marco teórico, interligando o material colhido no campo e o
referencial teórico.
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1.6. Aspectos Éticos
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CRONOGRAMA
Nº ACTIDADES TEMPO
Setembro Outubro Novembro
1 Levantamento Bibliográfico X
2 Colecta de Fontes X
3 Analise de Fontes X
4 Levantamento de dados no campo X
5 Trabalho com material recolhido X
6 Compilação de dados X
7 Redacção do trabalho X
8 Avaliação do trabalho X
9 Entrega do trabalho X
Fonte: o autora (2021)
ORÇAMENTO
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