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Controle Interno na Empresa Cindimba

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Bernardo Witnes

1° Grupo

T1

Sistema de Controle Interno na Gestão Empresarial: Estudo de Caso da Empresa


Cindimba em Lichinga

Escola Secundária de Amizade

Lichinga

2024
Bernardo Witnes

Sistema de Controle Interno na Gestão Empresarial: Estudo de Caso da Empresa


Cindimba em Lichinga

Projecto de pesquisa de caracter avaliatico a


apresentar ao Departamento de investigação
cientifica, na Escola Secundária de Amizade, sub
orientado pelo Professor: Blomaz

Escola Secundária de Amizade


Lichinga
2024
ÍNDICE

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO................................................................................................1

1.1. Contextualização....................................................................................................1

1.2. Problematização.....................................................................................................2

1.3. Delimitação do estudo............................................................................................3

1.4. Objectivos...............................................................................................................3

1.5. Questões de Investigação.......................................................................................4

1.6. Justificativa.............................................................................................................4

CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................6

2.1. Contextualização..........................................................................................................6
2.2. Controlo Interno...........................................................................................................6
2.3. Objectivos de Controlo Interno....................................................................................8
2.4. Tipos de Controlo Interno............................................................................................9
2.5. Características............................................................................................................11
2.6. Tipos de controlo interno presentes num Sistema de Controlo Interno (SCI)...........12
2.7. Limitações do Sistema de Controle Interno...............................................................13
2.8. Avaliação do Controle Interno...................................................................................14
CAPÍTULO III: METODOLOGIA........................................................................................15

3.1. Contextualização..................................................................................................15

3.2. Tipo de Pesquisa...................................................................................................15

3.3. Técnicas de Recolha de Dados.............................................................................16

3.4. População e participantes.....................................................................................16

3.5. Tratamento de Dados............................................................................................17

3.6. Aspectos Éticos....................................................................................................18

CRONOGRAMA...................................................................................................................19

ORÇAMENTO.......................................................................................................................19

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................20
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização

Actualmente as empresas vem deparando-se com intensas e rápidas dinâmicas do contexto


organizacional. Devido a estas mudanças, as empresas precisam apoiar-se em ferramentas
estratégicas que os ajudam a sobreviver neste contexto. Portanto para que as empresas possam
fazer frente a essas dinâmicas, precisam implementar sistemas de controlos internos que
fornecem informações e dados contabilísticos fidedignos e credíveis que auxiliam os gestores
na tomada de decisões importantes para as empresas.

O presente projecto tem como objectivo principal conhecer a importância do sistema de


controle interno na gestão empresarial, bem como suas principais características, tipos e
ferramentas, focalizando na empresa Cindimba localizada em Lichinga, do ramo agro-
pecuário. A escolha do tema justifica-se pelo facto do controlo interno ser uma ferramenta
fundamental para sobrevivência das empresas e que quando aplicada correctamente pode
detectar qualquer ocorrência de irregularidade.

O processo do controle tem a função de regular as operações a padrões pré-estabelecidos, e


sua ação depende de informações recebidas, que permitem a oportunidade de ação corretiva.
Dessa maneira, este mecanismo deve ser definido de acordo com os resultados que se
pretende obter a partir dos objetivos, planos, políticas, organogramas, procedimentos, etc. e
envolve uma comparação com padrões previamente estabelecidos para permitir a tomada de
ação corretiva quando um desvio inaceitável ocorrer (Floriano & Lozeckyi, 2008).

O Controle Interno aplicado e monitorado de forma contínua dentro da organização tem o


efeito preventivo sobre os procedimentos por ela adotados. Possuir excelentes controles
internos é um pré-requisito para diminuir a ocorrência de fatos indesejáveis na Gestão
Empresarial.

O controlo interno deve garantir a fidedignidade das informações financeiras e de resultados


dessas operações, e também o cumprimento das regras, porém, a ausência dessas variáveis
resulta numa falha para a empresa, onde o sistema se torna fraco e vulnerável a fraudes que
podem pôr em causa a imagem da empresa.

O presente projecto está estruturado em três capítulos principais, sendo a Introdução, a


fundamentação teórica, e a metodologia, além disso, inclui as partes pós-textuais como o

1
cronograma das actividades, o orçamento, as referências bibliográficas e, por fim, os
Apêndices.

1.2. Problematização

As organizações têm sofrido vários casos de incompetência, fraudes, práticas perversas sobre
a gestão, casos esses que abalam a confiança e a credibilidade da sociedade ou população.
Tais factos demonstram que os sistemas de controlo interno possuem deficiências que os
impede de garantir de forma razoável com eficiência e eficácia a qualidade de mesmo e
prestação de serviços.

O controlo interno e o seu desempenho com eficiência e eficácia ainda são um desafio nas
organizações. Isso faz com que o controlo seja aperfeiçoado cada vez mais nas empresas para
evitar maiores prejuízos.

Alguns gestores ainda resistem em apoiar os sistemas de controlo interno com receio de serem
controlados, quando na verdade a implementação desses sistemas só os beneficia, e auxiliam
para um bom andamento da gestão. No exercício de suas actividades, o gestor, quando muito,
poderá analisar os números constantes dos documentos de prestação de contas e os
comprovantes do emprego dos recursos. Porém, como se sabe, os documentos dificilmente
irão mostrar que existem desvios, mal versão ou uso indevido dos recursos da empresa. Dessa
forma, a autoridade fica sujeita a responder por actos dos quais sequer teria condições de
tomar conhecimento. Essa circunstância evidencia a importância de um sistema de controlo
interno.

Vale lembrar que, mesmo trabalhando com pessoas de extrema confiança, se não existir um
controlo interno eficiente e eficaz, o gestor estará sujeito a irregularidades e desperdícios, e
isso culminará em resultados desastrosos.

Olhando os desafios que as organizações acompanham em Moçambique, tornou-se oportuno


neste estudo analisar uma empresa local, a fim de averiguar os mecanismos por estes
adoptados para garantia da gestão, levantando-se como questão a seguinte:

Quais são os procedimentos do controle interno adoptados na Empresa Cindimba em


Lichinga?

2
1.3. Delimitação do estudo

O estudo sera focado na empresa Cindimba em Lichinga, na qual o escopo do estudo será
direccionado ao sistema de controle interno da empresa Cindimba e sua relação com a gestão
empresaria, serão examinados os procedimentos, sistemas e práticas de controle interno
adoptados pela empresa. A população alvo do estudo consistirá nos gestores, funcionários e
colaboradores da empresa. O estudo abrangerá os últimos dois anos da empresa, sendo 2021 e
2022.

A metodologia envolvera a colecta de dados por meio de entrevistas, observação directa e


análise documental. Todas as informações obtidas serão tratadas de forma confidencial e
utilizadas exclusivamente para fins deste estudo.

No entanto, é importante destacar que os resultados e conclusões obtidos serão aplicáveis


somente à empresa Cindimba em Lichinga e não poderão ser generalizados para outras
empresas ou contextos. Além disso, a disponibilidade de recursos e tempo poderá impor
algumas limitações na colecta de dados e análise, o que pode afectar a abrangência do estudo.

1.4. Objectivos

1.4.1. Objectivo Geral

 Analisar os procedimentos de controlo interno adoptados pela na gestão da empresa


Cindimba em Lichinga.

1.4.2. Objectivos Específicos

 Caracterizar os procedimentos de controle interno adoptados pela empresa Cindimba;

 Identificar os sistemas de controlo interno para se obter melhorias na gestão


empresarial;

 Perceber o funcionamento do sistema de controle interno nas empresas;

 Descrever a importância do uso do sistema de controle interno na gestão empresarial;

 Diagnosticar os desafios na efectividade do sistema de controlo interno na empresa;

 Sensibilizar os gestores no uso de procedimentos adequadas para melhorar o sistema


de controle interno da empresa Cindimba.

3
1.5. Questões de Investigação

 Quais são os procedimentos de controle interno adoptados actualmente pela empresa


Cindimba?
 Quais são os sistemas de controle interno que podem ser implementados para obter
melhorias na gestão empresarial?
 Como funciona o sistema de controle interno nas empresas em geral?
 Qual é a importância do uso do sistema de controle interno na gestão empresarial?
 Quais são os principais desafios que afectam a efectividade do sistema de controle
interno na empresa Cindimba?
 Como podemos sensibilizar os gestores sobre a importância de utilizar procedimentos
adequados para melhorar o sistema de controle interno da empresa Cindimba?

1.6. Justificativa

O presente trabalho justifica-se pelo facto de um sistema de controlo interno ser importante
para o melhor funcionamento das organizações, uma vez que os Controles Internos
encontram-se nas empresas em todos os seus níveis: operacional (fabricação, conserto,
manutenção, qualidade) e administrativo (vendas, compras, tesouraria), etc. e sua adequada
aplicação diária sobre cada uma dessas áreas é de suma importância para que se atinjam os
resultados mais favoráveis evitando desperdícios, pois, se não existir um controlo interno
eficiente e eficaz pode-se sofrer vulnerabilidades, assim nesta fase de conclusão de curso,
surgiu como uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos através de uma pesquisa para
melhor domínio do assunto, em termos de análise do sistema em uma PME localizada em
Lichinga.

O facto das empresas enfrentarem vários casos de incompetência, fraudes, práticas perversas
sobre a gestão do caixa, casos esses que impactam na rentabilidade e sustentabilidade do
negócio, tais factos que demonstram que os sistemas de controlo interno possuem deficiências
que os impede de garantir de forma razoável com eficiência e eficácia a qualidade dos
produtos e serviços.

Para empresa ajudará a conhecer melhor o sistema de controlo interno adequado para
melhorar o cenário actual da instituição com intuito de garantir o alcance dos objectivos
pretendidos.

4
No âmbito económico a presente pesquisa elucidara implementação de um sistema de
controlo interno nas empresas, de modo a garantir o sucesso das mesmas e automaticamente o
crescimento da economia no País.

No âmbito social esta pesquisa orientara aos gestores e empreendedores sobre dinâmicas que
podem adoptar no processo de gestão dos seus empreendimentos.

Para a comunidade académica servira como fonte de consulta para a produção de mais
conhecimento sobre o tema em estudo.

5
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Contextualização

A fundamentação teórica é uma parte essencial de qualquer pesquisa académica,


proporcionando a base conceitual e teórica sobre a qual o estudo é construído. Nesta seção
sera revisado as teorias e conceitos estabelecidos na literatura relevante sobre a Importância
do Controle Interno na Gestão Empresarial, buscando embasar e fundamentar os conceitos
relacionados ao tema. Segundo Gil (2010), a fundamentação teórica tem como objectivo
apresentar as teorias, conceitos, modelos e estudos anteriores que são relevantes para a
pesquisa em questão. Ela permite que o pesquisador situe seu estudo dentro do contexto
existente do conhecimento científico, identifique as lacunas que sua pesquisa pretende
preencher e justifique a relevância do estudo.

2.2. Controlo Interno

Segundo Ferreira (2002), a palavra controlo surgiu do termo francês “controle”, em que
associavam esta às finanças e era encarada como uma forma de averiguar se as atividades
efetivas estavam de acordo com as atividades e projetos originais.

De acordo com Oliveira (2005), controlar é comparar os padrões preestabelecidos e o


propósito de corrigi-las, caso necessário, com resultado das ações. A palavra controlo é
originária do latim rotulum, que consistia na relação dos contribuintes, a partir dos quais se
contratava a operação do cobrador de impostos.

De acordo com Costa (2017), o Controlo Interno (CI) é um conceito que engloba todas as
operações da organização. Foram várias as definições de CI que ao longo dos anos foram
surgindo. Assim sendo, o CI pode ser observado de múltiplas formas.

Em 1992, o organismo COSO definiu CI como um processo desenvolvido pela


Administração, órgão de gestão e outros funcionários da entidade com o intuito de
proporcionar um grau de confiança razoável na concretização dos seguintes objetivos: eficácia
e eficiência das operações; fiabilidade das demonstrações financeiras; e cumprimento das leis
e regulamentos aplicáveis (COSO, 2013)

confiança
CI P rocessos P essoas ob jectivo s
razoável

Figura 1: Definição do COSO de CI.

6
Fonte: adaptado por (Garcia, 2017)
Podemos entender CI como sendo um processo desempenhado por pessoas de forma a
garantir uma confiança razoável na execução dos seus três principais objectivos que são:
eficácia e eficiência das operações; fiabilidade das demonstrações financeiras; e cumprimento
das leis e regulamentos aplicáveis mencionados acima pelo COSO.

Segundo Morais e Martins (2013), afirma que a definição de CI é composta pelos seguintes
termos fundamentais:

 Processo – O CI é o conjunto de acções e procedimentos que actuam como um meio


para atingir um fim. Todas as actividades, processos e tarefas da organização ficam
abrangidas por estas medidas, permitindo a função de monitorização da sua conduta e
relevância continuada;
 Pessoas – O CI não se resume a um manual composto por políticas e documentos o
SCI é levado acabo por pessoas, que o desenvolvem e colocam em prática,
provocando impactos no desenvolvimento das diversas actividades desempenhadas
por todos os elementos da organização;
 Confiança razoável – Um SCI não consegue proporcionar um grau de confiança de
100%, pois o mesmo é incapaz de eliminar por completo todos os riscos. Apenas os
consegue minimizar. Assim, só é possível assegurar uma confiança razoável;
 Objectivos – O CI permite o alcance dos objectivos gerais e específicos nas diferentes
áreas da organização. No momento em que a entidade define a sua missão ficam
estabelecidos quais os seus objectivos e a estratégia a seguir para os alcançar.
Assim, pode se entender CI como um conjunto sequencial de acções com objectivo comum.
Acções essas, desempenhadas por pessoas com vista a trazer uma confiança razoável na
execução dos seus objectivos.

Segundo as definições acima citados inerentes ao controlo irei me posicionar na definição de


COSO sustentado por Morais e Martins porque os mesmos trazem uma definição completa
sobre CI que diz que o mesmo é um processo desempenhado por pessoas com vista a garantir
a confiança razoável na execução dos objectivos como eficiência e eficácia das operações,
fiabilidade das demonstrações financeiras e cumprimentos das leis e regulamentos aplicáveis
por COSO.E diz respeito também a este trabalho pois trata de ilustrar a importância da
implementação do SCI para transmitir confiança e garantir com que os objectivos da empresa
sejam atingidos.

7
Segundo Gomes (1990), um sistema de controlo compreende a estrutura e o processo de
controlo. A estrutura de controlo deve ser desenhada em função das variáveis-chave, que
derivam do contexto social e da estratégia da organização, além de levar em consideração as
responsabilidades de cada administrador ou gerente, por centros de competência.

O International Federation of Accountants (IFAC) citado por Marçal e Marques (2011, p.17),
o sistema de controlo interno é o plano de organização e todos os métodos ou procedimentos
adoptados pela Administração de uma entidade para auxiliar e atingir o objectivo de gestão,
de assegurar tanto quanto praticável, a metódica e eficiente conduta dos seus negócios,
incluindo a aderência às políticas da Administração, a salvaguarda dos activos, a prevenção e
detenção de fraudes e erros, a plenitude dos registos contabilísticos e a atempada preparação
da informação financeira fidedigna.

Pode-se entender o Sistema de controlo interno como conjunto de meios criados para alcançar
um determinado fim.

Audibra (1992), destaca que os controlos internos devem ser entendidos como qualquer acção
tomada pela administração para aumentar a probabilidade de que os objectivos e metas
estabelecidos sejam atingidos. O controlo interno busca nortear o que foi planeado e
organizado pela alta administração, de forma que os objectivos sejam atingidos com a
execução das actividades, sem que haja desvios, erros ou fraudes no processo.

Para Attie (1998,p.111), “o controlo tem significado e relevância somente quando é concebido
para garantir o cumprimento de um objectivo definido, quer seja administrativo ou gerência”.

Com base nas definições acima, controlo interno pode ser entendido como uma ferramenta
usada pela administração a fim de garantir com que os objectivos da empresa sejam atingidos
e deter erros e fraudes.

2.3. Objectivos de Controlo Interno

Desta forma, Attie (1998), sob óptica empresarial, o controlo interno visa os seguintes
objectivos básicos:
 A Salvaguarda dos interesses da empresa;
 A precisão e a confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e
operacionais;
 O estímulo à eficiência operacional; e.

8
 A aderência às políticas existentes.

Em suma, podemos afirmar que o CI visa proteger o património da empresa contra perdas ou
riscos devido a erros ou irregularidades, gerar informações oportunas necessárias para
compreender os eventos realizados na empresa, prover meios necessários a condução das
áreas, e assegurar que as normas leis estabelecidas na organização sejam seguidas pelos
funcionários.

Segundo Attie (1998), o Controlo Interno é definido como sendo o processo levado acabo
pelo Conselho de Administração, Direcção e outros membros de uma organização, com o
objectivo de proporcionar um grau de confiança na concretização dos seguintes objectivos:

a) Eficiência e eficácia dos recursos – objectivo do alcance básico das metas de


desempenho e rentabilidade da entidade, com menção a salvaguarda dos activos;
b) Fiabilidade da informação financeira – para este objectivo, as demonstrações
financeiras devem reflectir transacções reais, consignadas pelos valores reais e
enquadramentos correctos; e
c) Cumprimento das leis e normas estabelecidas – observância da aplicabilidade das
normas que a entidade está sujeita.

Attie (1998) ainda afirma que o controlo interno compreendera todos os meios planeados pela
empresa para dirigir, restringir, governar e conferir suas várias actividades com o propósito de
fazer cumprir os seus objectivos.

Segundo esses conceitos pode-se entender que a alta administração e os próprios gestores, são
totalmente responsáveis por planear, organizar, dirigir e controlar todos os desempenhos da
empresa. E também, entender de forma genérica que o controlo interno envolve todos os
processos e rotinas de natureza contabilística e administrativa, com a ideia de organizar a
empresa de maneira que os seus colaboradores entendam, respeitem e cumpram com as
políticas traçadas pela administração.

2.4. Tipos de Controlo Interno

Tendo por base a estrutura do AICPA, o autor Costa (2017) , caraterizado o CI por dois
grandes tipos: o administrativo e o contabilístico. A tabela a seguir apresenta as características
do CI administrativo e CI contabilístico.

9
Tabela 1: Características do CI administrativo e do CI contabilístico

Controlo Interno Administrativo Controlo Interno Contabilístico


Compreende o controlo hierárquico, Compreende o plano de organização e os
nomeadamente o plano de organização, os registos e procedimentos relacionados com a
procedimentos e registos relacionados com os protecção dos activos e com a credibilidade
processos de tomada de decisão. Procura dos registos contabilísticos. Procura proteger
alcançar os objectivos da empresa a empresa contra fraudes ou erros
assegurando a eficiência das operações e a involuntários, garantindo que as operações
obediência às regras administrativas. são executadas de acordo com as autorizações
da direcção e que o acesso aos activos está
conforme as directrizes existentes.
Garante assim que as demonstrações
financeiras são preparadas de acordo com os
princípios contabilísticos geralmente aceites e
que cumprem as normas estabelecidas
internamente.
Fonte: Adaptado de Costa, (2008, pg.10)

Segundo Noordin e Pakistan (1997), o CI pretende ajudar os membros de uma empresa no


cumprimento das suas responsabilidades, quer no plano operacional, quer nos planos
económicos-financeiro, contabilístico e legal dependendo o seu sucesso da forma como o CI
está implementado, assim como do seu grau de operacionalidade.

Sobre os tipos de controlo interno irei me focar no Controlo Interno Contabilístico, pois, este
tipo de controlo compreende todos os métodos e procedimentos utilizados para salvaguardar o
património e a propriedade dos itens que o compõem.

Segundo Morais e Martins (2013), o controlo interno surge como um meio para atingir um
fim, por que:

 A entidade precisa de ajuda na concretização dos objectivos estabelecidos;


 Os gestores precisam de ajuda na consecução dos objectivos estabelecidos;
10
 A gestão precisa de tomar decisões constantemente;
 A tomada de decisão tem por base a informação;
 A evolução do ambiente económico e competitivo é muito rápido e a entidade precisa
estar preparada;
 As exigências e mudanças dos “clientes” são constantes e a estrutura da entidade
precisa de se adaptar para assegurar o futuro.

2.5. Características

O SCI é caracterizado por um conjunto de aspectos que lhe dão corpo e de acordo com Marçal
e Marques, (2011), são cinco as principais características de um SCI, a saber:

1. A segregação de funções enquanto medida de controlo está característica baseia-se na


separação de funções incompatíveis entre si. Tendo como finalidade, evitar que sejam
atribuídas à mesma pessoa duas ou mais funções concomitantes com o objectivo de
impedir ou pelo menos dificultar a prática de erros, irregularidades ou a sua simulação,
Marçal e Marques, (2011). A segregação de funções pretende-se que uma pessoa seja
responsável pela execução de uma operação, operação essa que devera estar
identificada nos fluxogramas de actividades da organização e no manual de
procedimentos, não se correndo o risco de mais uma pessoa intervir na mesma fase do
processo, tornando impossível o apuramento de responsabilidades.
2. A definição de autoridade e delegação de responsabilidades, dentro de uma
empresa tem como objectivo fixar e limitar dentro do possível, as funções de todo o
pessoal, identificar a autoridade funcional de cada elemento e atribuindo a
responsabilidade inerente a cada função.
3. Controlo das operações, deve ser feito por pessoa diferente das que intervieram na
sua realização ou registo, esta característica obedece ao princípio de segregação de
funções.
4. Competência do pessoal, essa característica diz respeito às habilitações e
competências técnicas necessárias para o desempenho das funções é necessário
também um profissional que tenha qualificações, experiência e um determinado perfil.
O desempenho das acções do CI normalmente não é bem aceite pelos colegas, gerando
por vezes momentos de tensão e conflito para impedir esta situação é necessário um
profissional que desempenhe a função com rigor, honestidade, integridade, pouco
influenciável e com personalidade forte.

11
Todas características até então são importantes ao SCI mas não se pode deixar de fora os
registos dos factos que é a quinta característica e a aplicação deste princípio relaciona-se com
a forma como as operações são relevadas na contabilidade que deve ter em conta a
observância das regras contabilísticas aplicáveis e os comprovantes ou documentos
justificativos. Também se destina a assegurar uma conveniente verificação da ligação entre os
diferentes serviços.

Galloro (2000, pg.63), caracteriza os SCI da seguinte maneira:

 Os sistemas de controlo interno devem variar de acordo com a natureza do negócio,


estrutura e tamanho da empresa, diversidade e complexidade das operações, métodos
utilizados para processamento de dados e requisitos legais e regulamentares
aplicáveis;
 Desta forma devem ser desenhados de maneira que se mostrem eficazes para atender
os objectivos da direcção;
 Não geram ineficiências ou burocracias, adaptando os recursos da estrutura ao sistema
e não o contrário;
 Tenham um saldo positivo na relação custo/benefício.

2.6. Tipos de controlo interno presentes num Sistema de Controlo Interno (SCI)

Morais e Martins (2013) e Almeida (2014), consideram que de acordo com as necessidades da
organização, são vários os tipos de controlos que um SCI deve incluir, tais como: preventivos,
Detectivos, diretivos ou orientativos, corretivos e compensatórios.

controlos
preventivo
s
controlos controlos
compensat

SCI
detectivos
órios

controlos controlos
orientativ correctivo
os s

Figura 2: Tipos de controlo interno presentes num SCI;


Fonte: (Garcia, 2017)

12
 Os controlos preventivos (controlos à priori) são aqueles que tendem a prevenir a
ocorrência de acontecimentos indesejáveis, entrando em funcionamento de imediato.

 São controlos à posterior a defectivos, os quais têm como função a detenção ou


correcção de acontecimentos não desejáveis já ocorridos

 Os controlos directivos ou orientativos desencadeiam o acontecimento de factos


desejáveis através de boas orientações, de modo a que maus efeitos não ocorram.

 São denominados de controlos correctivos aqueles que têm como missão a rectificação
de problemas identificados.

 Por último, os controlos compensatórios têm como finalidade compensar possíveis


fraquezas de controlo existentes noutras áreas da organização.

Estes diversos controlos são compostos por análises de desempenho, segregação de funções,
controlos físicos e controlos sobre o processo de informação e acontecimentos não desejáveis
já ocorridos.

2.7. Limitações do Sistema de Controle Interno

No cenário atual, de forte concorrência, o sistema de controle interno é necessário e de


fundamental importância para o sucesso das organizações, no entanto apresenta limitações e
está sujeito a distorções e falhas decorrentes do mau entendimento das instruções ou
informações.

Quando se fala que a empresa mantém um bom controle interno, não quer dizer que a mesma
esteja isenta de fraudes, na IBRACON, (1988, p. 324), são citadas as seguintes limitações:

a) A exigência usualmente imposta pela administração de que um controle seja eficiente


em relação a seu custo, ou seja, que o custo de um procedimento de controle não seja
desproporcional em relação à perda potencial, resultante de fraude ou de erro.

b) O fato de que a maior parte dos controles tende a ser direcionada para cobrir
transações conhecidas e rotineiras e não as eventuais (transações fora do comum).

c) O potencial de erro humano por desleixo, distração, falha de julgamento ou má


interpretação de instruções.

d) A possibilidade de se escapar a controles por meio de conluio, seja com terceiros ou


com membros da organização.

13
e) A possibilidade de que um funcionário responsável por determinado controle possa
abusar de sua responsabilidade (exemplo: um membro da administração poderia
passar por cima de determinado controle).

2.8. Avaliação do Controle Interno

Para avaliar o sistema de controle interno, é necessário que se conheça o funcionamento do


sistema, os princípios e procedimentos adotados e a rotina operacional da empresa (Filho et
al., 2005).

Segundo Almeida (1996, p. 60), a avaliação do sistema de controle interno compreende:

 Determinar os erros ou irregularidades que poderiam acontecer

 Verificar se o sistema atual de controles detectaria de imediato esses erros ou


irregularidades;

 Analisar as fraquezas ou falta de controle, que possibilitam a existência de erros ou


irregularidades, a fim de determinar natureza, data e extensão dos procedimentos de
auditoria;

 Emitir relatório-comentário dando sugestões para o aprimoramento do sistema de


controle interno da empresa.

Nota-se que muitas vezes o sistema de controle interno adotado não cumpre sua finalidade
devido à intenção de economia de recursos ou a uma implantação incompleta e sem
acompanhamento, vindo com isso a se tornar ineficaz.

14
CAPÍTULO III: METODOLOGIA

1.1. Contextualização

Nesta secção sera abordado sobre a metodologia que são os procedimentos utilizados para
conduzir a pesquisa. De acordo com Creswell (2014), a metodologia de pesquisa é a
"abordagem geral que o pesquisador toma para estudar um problema e responder às perguntas
de pesquisa" e de acordo com Fonseca (2002), methodos significa organização, e logos,
estudo sistemático, pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização,
dos caminhos a serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se
fazer ciência. Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados
para fazer uma pesquisa científica.

1.2. Tipo de Pesquisa

1.2.1. Quanto a abordagem

Quanto a abordagem, do trabalho, a pesquisa será qualitativa.

Para Minayo (2001), a pesquisa qualitativa preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade
que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das
relações sociais. A pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos,
aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenómenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de
variáveis.

1.2.2. Quanto aos objectivos

Quanto aos objectivos, a pesquisa enquadra-se no tipo exploratório (pesquisa exploratória).

Segundo Gil (2007), este tipo de pesquisa tem como objectivo proporcionar maior
familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.
Geralmente esse tipo de pesquisa envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas
experientes no problema pesquisado, etc. Geralmente, assume a forma de pesquisa
bibliográfica e estudo de caso.

1.2.3. Quanto aos procedimentos técnicos

Quanto aos procedimentos do trabalho será pesquisa documental.

A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas, sem tratamento


analítico, tais como: tabelas estatísticas, jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais,
15
cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas, vídeos de programas de
televisão, etc. (Fonseca, 2002).

1.3. Técnicas de Recolha de Dados

Chamamos de “colecta de dados” a fase do método de pesquisa, cujo objectivo é obter


informações da realidade…É a fase da pesquisa em que reunimos dados através de técnicas
específicas (Prodanov e Freitas, 2013).

A presente pesquisa, tomará como caminho para colecta de dados, a entrevista e


principalmente o questionário que é uma das técnicas de interrogação abordadas por Gil. “
Pode-se verificar que o questionário constitui o meio mais rápido e barato de obtenção de
informações, além de não exigir treinamento de pessoal e garantir o anonimato” (Gil, 2002).

1.3.1. Entrevista

Conforme Marconi e Lakatos (1996), a entrevista é feita entre duas pessoas com finalidade de
que uma delas obtenha informação de acordo com o assunto mediante uma conversa
profissional, é uma conversa de frente a frente de uma forma sistemática.

1.3.2. Observação Directa

Marconi & Lakatos (1996) afirmam que a técnica de observação directa o pesquisador realiza
a observação de eventos, comportamentos ou fenómenos directamente, sem a interferência ou
influência dos participantes. A observação directa é caracterizada pela observação atenta e
sistemática dos fatos, permitindo ao pesquisador obter informações detalhadas e precisas
sobre o objecto de estudo. Essa técnica pode ser realizada de forma participante, quando o
pesquisador se envolve directamente na situação observada, ou de forma não participante,
quando o pesquisador apenas observa sem interagir com os participantes.

1.4. População e participantes

1.4.1. População

De acordo com Diehl & Tatim (2004, p.64) “população é o conjunto de elementos passiveis
de serem mensurados com respeito as variáveis que se pretende levantar. A população pode
ser formada por pessoas, famílias, empresas, ou qualquer outro tipo de elemento conforme os
objectivos da pesquisa”.

Desta forma a população desta pesquisa, engloba os funcionários da empresa Cindimba, que
são um total de 32.

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1.4.2. Participantes

A nível deste estudo os participantes serão seleccionados mediante a não probabilidade que
segundo Carmo e Ferreira (2011, p.197) “são utilizadas em muitos projectos de investigação,
amostras não probabilísticas podem ser seleccionadas tendo como base critério de escolha
intencional sistematicamente utilizadas com a finalidade de determinar as unidades da
população que fazem parte da amostra”.

Desta forma, serão integrados 2 funcionários que serão seleccionados intencionalmente por
fazerem parte da área administrativa, sendo que tem maior domínio de questões relacionadas
a contabilidade e sistema de controlo interno.

1.5. Tratamento de Dados

Mediante os dados qualitativos o pesquisador vai ter depoimentos gravados, assim será feita
primeiramente uma transcrição dos dados e agrupamento em quadro de categorias. Em
seguida vai proceder com a análise de conteúdo, segundo Guerra (2006):

Desde há décadas que se reconhece a importância de analisar textos recolhidos


em primeira mão ou já existentes, importância acentuada hoje com a existência
de novas tecnologias que possibilitam o acesso a uma quantidade enorme de
informação em plataforma online, como os arquivos de jornais, programas de
rádio, TV e internet. (p.204)
Assim pela preocupação em tirar significados por mio de pensamento de pessoas,
sentimentos, vai sugerir-se a aplicação da análise de conteúdo, sendo uma técnica que enfatiza
o papel do pesquisador em tirar significados por meio da avaliação profunda das respostas dos
entrevistados.

De acordo com Guerra (2006) esta técnica utiliza um procedimento normal de pesquisa, onde
faz-se um confronto entre o quadro técnico e o material empírico recolhido, nesse sentido a
análise de conteúdo tem uma dimensão mais descritiva procurando dar conta do que foi
narrado e por outro lado interpretativa que parte das interrogações do pesquisador diante do
objecto de estudo.

No âmbito deste modelo de análise de conteúdo, o pesquisador vai fazer uma análise
profunda, desde os aspectos mais destacados pelos entrevistados, como também comparações
e procurar relacionar com o marco teórico, interligando o material colhido no campo e o
referencial teórico.

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1.6. Aspectos Éticos

No percurso da pesquisa, serão tomadas em consideração os aspectos éticos que vinculam


uma pesquisa. De acordo com Sousa e Baptista (2011) destacam-se os seguintes princípios
éticos:
 O dever de informar os participantes sobre a investigação que se vai desenvolver, em
relação ao processo de investigação e em relação a divulgação dos resultados;
 Respeitar e garantir os direitos daqueles que participam no processo de investigação;
 Proteger os participantes da investigação de quaisquer danos ou prejuízos que possam
decorrer dos resultados dos dados;
 Pedir autorização para divulgar os dados que são recolhidos;

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CRONOGRAMA

Nº ACTIDADES TEMPO
Setembro Outubro Novembro
1 Levantamento Bibliográfico X
2 Colecta de Fontes X
3 Analise de Fontes X
4 Levantamento de dados no campo X
5 Trabalho com material recolhido X
6 Compilação de dados X
7 Redacção do trabalho X
8 Avaliação do trabalho X
9 Entrega do trabalho X
Fonte: o autora (2021)

ORÇAMENTO

Itens Preço Unitário Preço total


Caderno 100,00 MT 100,00 MT
Caneta 10,00 MT 20,00 MT
Impressão 2,50 MT 3.000,00 MT
Transporte 50,00 MT 500,00 MT
Água 50,00 MT 200,00 MT
Total 3.820,00 MT

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Aprendizagem (2.a Edição). Universidade Aberta.
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