FACULDADE IGUAÇU
INACIA CRISTIANO DE PAULA
SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE: DESAFIOS PRESENTES
CAMPINA GRANDE/PB
2023
FACULDADE IGUAÇU
INACIA CRISTIANO DE PAULA
SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE: DESAFIOS PRESENTES
Artigo Científico apresentado à Faculdade
Iguaçu, como parte das exigências para a
obtenção do título de Pós-graduação em
Assistência Social e Saúde.
CAMPINA GRANDE/PB
2023
SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE: DESAFIOS PRESENTES
Inaca Cristiano de Paula
RESUMO
O presente artigo tem como ideia principal pensar as ações do Serviço Social, na
sua operacionalidade na área da saúde, principalmente os desafios que se enfrenta
nas contradições de uma sociedade capitalista, contribuindo no processo saúde-
doença dos sujeitos, à medida que sua intervenção se volta para a compreensão
dos sujeitos não como seres isolados, mas articulados a fenômenos sociais.
Buscou-se mostrar as intervenções do profissional na sua particularidade disciplinar
na saúde, sua responsabilidade destacando as dimensões do saber e do fazer com
o profissionalismo e equilíbrio que devemos ter no campo da saúde. Para isso, para
que concretizássemos esse trabalho, pesquisamos através de trabalhos científicos
publicados por autores como Ianamoto, Carvalho, Costa e outros mais que
citaremos ao longo desse artigo e que nos guiou para concluirmos e entendermos
melhor o papel do assistente social nessa área tão importante para a vida humana.
Palavras chave: Serviço Social; Saúde; Cotidiano profissional.
Introdução
O Serviço Social nasceu na década de 1930, em uma sociedade capitalista
em que o estado intervia nas reivindicações dos trabalhadores por melhores
condições no seu trabalho e na sua vida, conforme cita Ianamoto e Carvalho (2011).
Com o processo de aceleração de acumulo do capital, mudando a vida material de
alguns e dificultando a de outros, como a exploração do trabalhador e os baixos
salários, que levava o trabalhador a péssimas moradias nas periferias das grandes
cidades, sobrevivendo apenas com o básico para a sua alimentação.
Neste contexto, o serviço social centra a sua ação na abordagem das
locuções latentes do problema social que continua a afetar a sociedade atual, devido
ganância da acumulação de capital e de riqueza que, embora construída
socialmente, se distribui de forma desigual.
Devemos estar atento para sermos um bom profissional na área da saúde, o
assistente social deve ser detentor de um conhecimento teórico para que aliado com
a prática se torne um profissional mais qualificado, criativo e propositivo para assim
poder viabilizar respostas qualificadas às necessidades apresentadas pelos
usuários.
Na área da saúde, o profissional que trabalha como Assistente Social,
enfrentam ainda o desafio em dar visibilidade ao seu trabalho, tem que demonstrar
todo o seu potencial para os demais membros da equipe que faz parte, como
também para os usuários, fazendo isso demonstrando de forma clara quais são suas
atribuições e competências nessa área, mesmo entendendo que o saber médico
sempre tem prioridade
Segundo Carvalho e Neto (2007, p. 45), os desafios não se esgotam: a
defesa da qualificação profissional, da sistematização da prática, da realização de
cursos e de participação em eventos da categoria (como seminários e congressos) é
constante em nosso cotidiano de trabalho, cotidiano esse compreendido como o
espaço do imediato, presente em todas as esferas da vida do indivíduo.
Assim sendo, o presente trabalho tem como objetivo, discutir a importância do
Assistente Social na área da saúde e os desafios que ele encontrará para
desenvolver seu trabalho numa área de multidisciplinaridade com pessoas carentes
e que muitas das vezes não tem um conhecimento dos seus direitos e que devem
serem respeitados.
Para o desenvolvimento desse artigo procuramos desenvolver as ideias de
alguns autores que publicaram suas opiniões através de manuais e revistas
eletrônicas na internet. Buscamos nas citações de Ianamoto, Carvalho, Costa e
outros autores que discute sobre o assunto as orientações para a finalização do
mesmo.
Desenvolvimento
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 196, a saúde é definida como
política pública, resumindo, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. A
saúde como direito de todos deve ser garantido mediante políticas sócias e
econômicas, que busquem a redução dos riscos das doenças que qualquer venha a
se encontrar com ela.
A 8ª Conferência Nacional de Saúde – Brasília (1986), representou um
marco dessas discussões. O documento final sinaliza a necessidade de que o
Estado deve assumir uma política de saúde integrada às demais políticas sociais e
econômicas, assegurando os meios para efetivá-la. A saúde é um resultado das
condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho,
transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços
de saúde. É, assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da
produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida.
(BRASIL, 1987, p. 4).
Contextualizando o processo histórico do SUS, o problema parece estar
relacionado ao seguinte: Perfil dos profissionais médicos que serão de
responsabilidade do Estado brasileiro. Essa atribuição também está especificada no
artigo 200 da Constituição Federal (Brasil, 1988). Lei de Saúde Biológica No. 1990,
quando a educação ganhou destaque 8.080. Por meio da gestão do Sistema Médico
Integrado (SUS). Superando a mudança e treinando intervenções e tratamentos
Concentrar-se nas doenças e alinhar a educação e os serviços com as
necessidades de saúde pública. (Brasil, 1990).
As mudanças, em decorrência do crescimento do número de assistentes
sociais no campo da saúde e a demanda de dúvidas postas ao conjunto
CFESS/CRESS acerca da real intervenção do assistente social no campo da saúde,
a criação dos Parâmetros para Atuação do Assistente Social pelo CFESS em 2008
objetivou nortear as ações do profissional no âmbito da saúde, regulamentado pela
Lei de Regulamentação da Profissão 8662/93. O documento visa orientar a
categoria no sentido de dar respostas pertinentes ao cotidiano de trabalho e na
identificação das demandas e questões sociais que permeiam a vida dos usuários.
(CFESS, 2010).
Diante do Projeto Ético-Político profissional, bem como suas dimensões
de intervenção, o Serviço Social deve promover a reflexão crítica dos
usuários nos processos de saúde no sentido de politizar as ações, isso
contribui para o fortalecimento do sistema de saúde público na
perspectiva do direito social. (Vasconcellos, p. 29, 2009).
O papel dos assistentes sociais no SUS frente a democratização do
acesso e das informações. Contribuem, também, para dar respostas concretas às
necessidades dos usuários frente às expressões da questão social que se
encontram presentes no campo da saúde. segundo Vasconcelos, (2009, p. 38) O
profissional que tiver, no percurso de sua prática, orientação teórica, ética e
metodológica à luz do projeto de reforma sanitária e do projeto profissional, bem
como do Código de Ética, legitimará a concepção de saúde como direito social e
o enfrentamento da privatização da saúde, à medida que resgata o exercício de
uma consciência social: consciência do direito do cidadão e do dever do Estado.
Citando Vasconcelos (2012, p. 51) o profissional de Serviço Social possui
em sua base de intervenção o comprometimento com os interesses históricos da
população diante das expressões da questão social na perspectiva da garantia
dos direitos civis, políticos e sociais. Nesse sentido, coloca-se em questão o
compromisso com a autonomia dos sujeitos no sentido de plena expansão dos
indivíduos sociais, no fomento à democracia e à construção de uma nova ordem
social sem exploração de classe, bem como na superação de qualquer
configuração preconceituosa no seio da sociedade.
O papel dos serviços sociais no contexto do SUS, é que os mesmos
busquem práticas que visem garantir [Link] o papel do serviço
social no SUS, preocupado com a promoção da garantia do direito à saúde e aos
serviços de saúde. ao tentar torná-lo realidade. Na verdade, o SUS é uma
ferramenta legal que permeia o sistema de saúde.
O profissional ao referir o posicionamento em favor da equidade e justiça
social no acesso a bens e serviços, ressalta o avanço do sistema de
saúde constitucionalmente. Remete-nos, também, à conquista desta
saúde de cunho universal obtida através de lutas da classe trabalhadora.
Isto é, a defesa da saúde como direito social e a promoção de condições
que garantam o acesso da população, destaca o compromisso deste
profissional com as lutas históricas e conquistas das classes que vivem
do trabalho. (VASCONCELOS, 2012, p. 62).
Constatamos que um serviço social tem um papel para viabilizar o SUS de
acordo com as contradições da sociedade capitalista e constatamos também que
essa compreensão ocorre dentro da própria equipe do serviço social, que descreve
a visão críticas dos profissionais e fortalece o projeto de reforma sanitária.
Segundo a visão de Amador (2009), o Serviço Social se insere numa
realidade complexa e contraditória, encontrando limites que desafiam seu
cotidiano profissional. O plantão, neste contexto, é visto como forma de
burocratizar a ação profissional, à medida que não permite o aprofundamento das
questões subjetivas e objetivas em torno dos sujeitos, considerando a
continuidade do cuidado e acompanhamento.
Um dos maiores desafios do Serviço Social, atualmente, diz respeito à
dificuldade de elaborar propostas criativas no seu agir profissional, que
ultrapassem as demandas emergentes do cotidiano. Construir um trabalho onde
haja relações de trabalho fortalecidas e se faça presente a continuidade do
cuidado e a articulação de programas e projetos que envolva diversas equipes
pode se constituir numa estratégia para a superação de práticas fragmentadas e
ineficazes. (IAMAMOTO, 2012, p. 20).
São quatro frentes de trabalho na intervenção do profissional da
Assistência Social no ambiente da saúde: pesquisa, assistência, extensão e
ensino. Assim sendo, os assistentes sociais nele inseridos prestam atendimentos
aos usuários e suas famílias que buscam atendimento em diferentes setores,
supervisionam estagiários, prestam preceptoria aos residentes multiprofissionais
em saúde e também participam de diversas pesquisas, projetos e programas
nesse ambiente.
Os Parâmetros para a atuação de assistentes sociais na saúde (CFESS,
2010), É primordial que os assistentes sociais tenham clareza de suas atribuições
e competências, para que possam direcionar essas demandas para os setores
competentes, refletindo sobre seu trabalho e sobre as condições sócio-históricas
a que são submetidos os usuários dos serviços de saúde.
O trabalho em saúde é um trabalho coletivo, na saúde toda atividade é
realizada por um trabalhador de dimensão coletiva, o trabalho de um se
organiza com o do outro, portanto, o modo como ele se organiza é
importante para entender o funcionamento da sociedade atual e da
própria saúde que está sendo desenvolvida (MERHY, 2000, p. 162).
Seguindo o pensamento de Merhy (2000, p. 162): “Não há nenhum perfil
de trabalhador que dê conta sozinho do mundo das necessidades de saúde – o
objeto real do trabalho em saúde, ou seja, o trabalho de um dá sentido ao
trabalho do outro, na direção da verdadeira finalidade do trabalho em saúde:
cuidar do usuário, o portador efetivo das necessidades de saúde”.
O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS, 2010), após o debate
coletivo da categoria, organizou os Parâmetros para a Atuação Profissional na
Política de Saúde, que articula os princípios do Projeto Ético-Político profissional
com os princípios da Reforma Sanitária, no sentido de fortalecer as estratégias
que busquem reforçar ou criar experiências nos serviços de saúde que efetivem o
direito social à saúde.
Por isso, O assistente social deve ser detentor de um conhecimento
teórico para que aliado com a prática, que seja um profissional mais qualificado,
criativo e propositivo para assim poder viabilizar respostas qualificadas às
necessidades apresentadas pelos usuários.
É necessário romper com uma visão endógena, focalista. Uma visão ‘de
dentro’ do serviço social prisioneira em seus muros internos. Alargar os
horizontes, olhar para mais longe, para o movimento das classes sociais e
do Estado em suas relações com a sociedade [...] é importante sair da
redoma de vidro que aprisiona os assistentes sociais numa visão de
dentro e para dentro do serviço social, como pré-condição para que se
possa captar as novas mediações e requalificar o fazer profissional,
identificando suas particularidades e descobrir alternativas de ação.
(IAMAMOTO, 2010, p. 20).
Nessa perspectiva, os assistentes sociais devem lembrar de realizar
habilidades e as tarefas especificas conectando a teoria e a prática, passando
assim, a se posicionar em defesa de direitos civis, políticos e sociais da
coletividade, contribuindo dessa forma para viabilizar os direitos conquistados pela
sociedade civil através de muitas lutas.
A objetivação do trabalho do assistente social, na área da saúde pública, é
composta por uma grande diversidade e volume de tarefas que evidenciam a
capacidade desse profissional para lidar com uma gama heterogênea de demandas,
derivadas da natureza e do modo de organização do trabalho em saúde, bem como
das contradições internas e externas ao sistema de saúde. (COSTA, 2012, p. 38).
O desafio atual para o Serviço Social passa pela construção de uma
proposta crítica e criativa de trabalho que consiga conciliar o papel profissional
dentro de uma equipe multidisciplinar, a conquista e ampliação do espaço
profissional dentro das unidades de saúde sem perder de foco a busca constante
pela consolidação da saúde como direito social de todo cidadão, tendo como norte
o projeto ético político profissional e a base democrática de acesso universal
igualitário, com equidade e justiça social proposto pela Reforma Sanitária.
(SOUSA, 2008, p. 122).
Para Nozawa (2010, p. 8) a grande luta é para que o serviço social na
saúde assuma seu papel, com direção no projeto ético político e que os
assistentes sociais não sejam meros sanitaristas ou serviço social clínico, tendo
claro seu objetivo profissional que é o da defesa intransigente de direitos.
O que realmente faz um assistente social na saúde? Qual o objetivo do
trabalho do assistente social? O que o serviço social estuda? Diante de tantas
indagações, diante desses questionamentos, Vasconcelos (1999, p. 16) cita: Que
a busca de uma ruptura, teórico-prático com um fazer profissional tradicional,
conservador, que contribui somente para reprodução social, não se efetivará sem
uma articulação sistemática e de qualidade entre academia e profissional
tradicional. Desse modo, tais questionamentos acontecem devido ao fato que
teoria e prática nem sempre andam juntas, mais que uma depende da outra.
Podemos afirmar que atualmente há uma ascensão para o campo de
trabalho para os assistentes sociais na área da saúde, para que o profissional se
destaque diante de um mercado tão competitivo, ele precisa ser um detentor de
conhecimentos a respeito das legislações que norteiam a sua prática, isso quer
dizer que ele tenha um bom conhecimento normas, estatutos, resoluções entre
outros documentos que norteiam o seu trabalho.
O Serviço Social em seu processo de renovação, ampliação e consolidação
do seu projeto ético político, tem como marcos regulatório o Código de Ética
Profissional; A Lei que Regulamenta a Profissão e as Diretrizes Curriculares. Com
o desenvolver do Projeto, a profissão ficou em evidência, pois se tornaram
conhecidos seus objetivos e propósitos; sua prática estruturada num Projeto de
Profissão, pois o Projeto ético-politico da profissão, construído nos últimos anos,
pauta-se na perspectiva da totalidade social e tem na questão social a base de sua
fundamentação. (CFESS/CRESS, 2009, p. 22).
Outro documento importante para orientar o trabalho do profissional é
intitulado “Parâmetros para a atuação de Assistentes Sociais na Saúde”, esse
documento foi elaborado em 2008, e o seu objetivo é:
[...] referenciar a intervenção dos profissionais de Serviço Social na área
da saúde, [...] com orientações gerais sobre as respostas profissionais a
serem dadas pelos assistentes sociais às demandas identificadas no
cotidiano do trabalho no setor saúde e àquelas que ora são requisitadas
pelos usuários dos serviços ora pelos empregadores desses
profissionais”. (PARAMETROS, 2008, p. 6).
O documento é uma forma de orientar os assistentes sociais na área da
saúde, como: ações assistenciais, em equipe, socioeducativa, mobilização,
participação e controle social, investigação, planejamento e gestão, assessoria,
qualificação e formação profissional. Espera-se com este documento, fortalecer o
trabalho dos assistentes sociais na saúde, na direção dos Projetos de Reforma
Sanitária e Ético-Político, imprimindo maior qualidade ao atendimento prestado à
população usuária dos serviços de saúde, sempre articulando teoria e prática nas
suas intervenções durante seu cotidiano profissional. (CFESS, 2009).
esta parte do trabalho o autor deve fazer uma exposição e uma discussão
das teorias que foram utilizadas para entender e esclarecer o problema,
apresentando e relacionando-as com a dúvida investigada. Assim, ao constar uma
Revisão de Literatura, o objetivo é de desenvolver a respeito das contribuições
teóricas a respeito do assunto abordado.
É importante expor os argumentos de forma explicativa ou demonstrativa,
através de proposições desenvolvidas na pesquisa, onde o autor demonstra, assim,
ter conhecimento da literatura básica, do assunto, onde é necessário analisar as
informações publicadas sobre o tema até o momento da redação final do trabalho,
demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a necessidade ou
oportunidade da pesquisa que realizou. Como também é importante que o autor faça
interligações entre as ideias visando fazer comprovações a teoria acadêmica
apresentada.
Com intuito de realizar um embasamento científico das informações
apresentadas no artigo é necessário abordar ao menos quinze autores acadêmicos
que já fizeram abordagem sobre o assunto, fortalecendo os argumentos
apresentados. Para isso você pode utilizar de citações indiretas, diretas curtas e
direta longas.
É imprescindível que durante todo o texto seja mantido uma estruturação
lógica de todo o conteúdo, de modo que as argumentações utilizadas tornem o texto
fidedigno.
Conclusão
Os aprendizados e observações realizados por meio da pesquisa, afinal, são
a parte mais relevante da conclusão. Feito isso, você deve expor os objetivos
definidos no início do trabalho foram alcançados. A conclusão é de caráter
qualitativo, portanto, não permite quadros, tabelas, citações entre outros.
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