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Sistemas de Apoio à Decisão: Estrutura e Funções

Sistemas de Apoio a Decisão

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Wisley Ibraimo
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Sistemas de Informação

Construindo
Sistemas de
Apoio à Decisão

Adriano Gheller Bruschi


Fabrício Aparecido Breve
Luís Gustavo Giordano
Sumário
1. Introdução ...................................................................................................................3
2. Fundamentação do Tema ........................................................................................3
2.1 Tomada de Decisão.............................................................................................3
2.2. Sistemas de Apoio a Decisão...........................................................................5
2.3. Estrutura para desenvolvimento de um SAD .................................................5
2.3.1. Primeira Parte ...............................................................................................6
[Link]. Os níveis de tecnologia ........................................................................6
[Link]. Pessoal envolvido..................................................................................6
2.3.2. Segunda Parte ..............................................................................................7
[Link]. Ponto de vista do usuário.....................................................................7
[Link]. Ponto de vista do projetista ..................................................................8
[Link]. Ponto de vista do criador......................................................................8
2.4. Arquitetura de um SAD ......................................................................................8
2.4.1. Interface .........................................................................................................9
2.4.2. Usuário.........................................................................................................10
2.4.3. Dados ...........................................................................................................10
2.4.4. Modelos .......................................................................................................11
2.5. Ambiente para desenvolvimento de um SAD...............................................11
3. Relevância do Tema para Sistemas de Informação ..........................................12
4. Futuro do Tema .......................................................................................................13
5. Conclusão .................................................................................................................13
6. Bibliografia ................................................................................................................14
3

1. Introdução
Os Sistemas de Apoio a Decisão (SAD, ou DSS, de Decision Support
Systems) estão provocando as mais diversas reações para os profissionais
envolvidos com ele: será que eles significam uma ruptura dos velhos sistemas
para os novos ou serão somente apenas uma palavra nova no campo da
informática?
Recebendo o nome primeiramente de sistemas de decisões gerenciais
por Michael S. Scott Morton na década de 70, empresas e pesquisadores
começaram a caracterizarem eles por sistemas computacionais interativos, que
por meio de modelos e dados, ajudavam as pessoas para a tomada de
decisões.
A partir disso a maioria dos sistemas que apoiavam uma decisão, eram
considerados como SADs.
A confusão de se classificar um sistema como de apoio à decisão ou
não está no fato de que cada profissional de cada área enxerga o problema de
um prisma diferente do outro, gerando com isso a classificação muitas vezes
incorreta do sistema em questão.
Desta forma, para não generalizarmos todos os sistemas que apóiam
decisões com o codinome de SAD, algumas características devem ser
examinadas:

- SADs são voltados para a resolução de problemas menos


estruturados e menos especificados, isto é, problemas que não
servem apenas para uma situação, mas que englobam as outras que
poderão ser afetadas por estas
- Combinam uso de modelos com funções de recuperação de
informação
- Tem como principal meta, uma flexibilização que apóie tanto as
pessoas menos qualificadas quanto as mais instruídas.
- Caso necessário ocorrer alguma mudança no ambiente, isso deve
ocorrer da forma que mais se adaptará aos usuários finais.

2. Fundamentação do Tema
2.1 Tomada de Decisão
A tomada de decisão consiste na escolha de uma opção ou mais dentre
diversas alternativas existentes, seguindo passos previamente estabelecidos e
fatalmente culminando numa solução que resolva ou não o problema.
Uma tomada de decisão consiste em etapas que se cumpridas, devem
ser executadas respectivamente na ordem com que se apresenta na figura
abaixo:
4

De acordo com a figura acima, segue a explicação de cada uma das


etapas. Vale frisar que cada etapa posterior necessita dos dados coletados da
etapa anterior:

- Análise e identificação: consiste no levantamento de informação


onde o problema está inserido para uma tomada de decisão precisa.
- Desenvolvimento de alternativas: criação de possíveis alternativas
de resolução para o problema levantado
- Comparação das alternativas: devem ser levantados os prós e os
contras de cada alternativa sugerida de resolução do problema e
também seus custos
- Classificação dos riscos: levantar o grau de incerteza de cada
alternativa
- Escolha da melhor alternativa: feito todas essas etapas, o
“instrumento” utilizado (executivo/pessoa ou programa/computador)
fará a opção pela melhor resolução do problema, optando pela
melhor alternativa
- Execução: com a alternativa escolhida, ela terá de ser executada
para que os resultados apareçam. Se não aparecerem, o ciclo de
tomada de decisão deve recomeçar, a fim de que o resultado
esperado apareça.

Outro modelo de tomada de decisão pode ser adotado, sendo que este
consiste mais no estudo do ambiente e a partir dele, identificar possíveis cursos
de ação.

Este modelo consiste em três partes para as quais vão além de uma
simples tomada de decisão, sendo um processo complexo de reflexão,
investigação e análise. Suas partes são:
5

- Inteligência: busca detalhada e precisa de informações analisando-


se o ambiente e identificando as situações que exigem decisão
- Concepção: modelagem das diversas soluções possíveis
- Escolha: definição da ação a ser seguida, isto é, escolha de uma
das alternativas encontradas

Os SADs também podem ser informatizados, onde a obtenção dos


dados com melhor qualidade e maior velocidade podem auxiliar e muito na
tomada de decisões, pois podem sugerir novos caminhos decisórios para
serem adotados com maior precisão e com uma interface amigável para o
usuário final.

2.2. Sistemas de Apoio a Decisão


Sistemas de Apoio a Decisão possuem total acesso à base de dados
coorporativa, modelagem de problemas, simulações e possuem além de tudo,
uma interface amigável. Além disso, são importantes para os executivos nas
fases de tomada de decisão, nas etapas de desenvolvimento, comparação e
classificação de riscos, além de fornecer base para uma boa escolha de uma
alternativa.
Apesar dessa resposta para a pergunta, “O que é um SAD?”, ser um
pouco direta, o conceito em cima de Sistemas de Apoio a Decisão não está
livre de contradições entre pessoas como estudiosos, usuários e fabricantes de
software.
Na análise prática, esses sistemas possuem as seguintes
características:

- são mais utilizados para a resolução de problemas mais complexos,


problemas estes que são mais comuns no cotidiano dos executivos
- o sistema deve possuir uma interface amigável para que o usuário
(quem toma as decisões) possa aplicar as técnicas sem se preocupar
em passar por um aprendizado para saber lidar com o sistema
- a interface deve possuir ícones ou até mesmo telas sensíveis ao
toque para que o sistema seja fácil de se utilizar e também de fácil
aprendizado
- os sistema devem ser flexíveis para que possam se adaptar a
mudanças que ocorram num futuro próximo
- os sistemas também devem fornecer subsídios para a
implementação dos resultados obtidos
- os sistemas não podem ficar somente limitados aos executivos das
empresas, mas a todos os níveis de gerenciamento da empresa

2.3. Estrutura para desenvolvimento de um SAD


Dividida em duas partes:

- primeira parte: níveis de tecnologia, pessoal envolvido e abordagem


para desenvolvimento
6

- segunda parte: concepções das diferentes pessoas envolvidas em


todo o processo, como o ponto de vista do usuário, do projetista, etc.

2.3.1. Primeira Parte


[Link]. Os níveis de tecnologia
- SAD específico: são o mais alto nível, possuem interface amigável e
são fáceis de usar. Utilizados pelo usuário final, realizam as tarefas
propostas e permitem que os responsáveis pela tomada de decisão
gerenciem os problemas que surgirem em sua área. Generalizando,
é um aplicativo, mas não um aplicativo comum que só processa os
dados, e sim um software/hardware que lida com uma quantia
significativa de problemas e afins.
- Geradores de SAD: programas que permitem a construção de
aplicativos para suporte à tomada de decisões, isto é, são um
conjunto de recursos num pacote de hardware ou software que
ajudam na criação de um SAD específico em um período curto de
tempo. Essa evolução crescente dos Geradores surgiu a partir do
uso de linguagens de uso específico com a constante exibição de
relatórios e gráficos.
- Ferramentas para SAD: linguagens ou softwares básicos utilizados
pelos programadores de SADs. São elementos de software ou
hardware que ajudam, através de rotinas prontas, na criação de um
sistema mais flexível, isto é, são add-ons para os sistemas já
existentes no mercado de apoio à decisões

[Link]. Pessoal envolvido


De maneira sucinta, poderíamos dizer que as pessoas envolvidas nos
três níveis de tecnologia acima citados são cinco e nessa ordem, passando
pelos níveis de tecnologia específico, gerador e de ferramentas. Elas são:
gerente, intermediário, projetista, suporte e criador, conforme a figura abaixo.

Abaixo uma explicação de cada um dos papéis.


7

Gerente: geralmente quem vai utilizar o sistema e o responsável pela


tomada de decisão e de suas conseqüências.
Intermediário: pessoa que auxilia o usuário a apenas apertar os botões
e explicar que tarefas eles fazem no sistema ou mais, dando sugestões e
interagindo com o usuário.
Projetista: ajusta o gerador de acordo com o problema em questão e
conhece a fundo os sistemas de informação da empresa e deve estar bem
informada na área onde o problema está inserido.
Suporte: desenvolve recursos adicionais para o SAD, tendo que possuir
conhecimento sobre a área do problema. Novos bancos de dados, novos
modelos de análise e novos formatos para a exibição de dados serão
desenvolvidos por essa pessoa tentando otimizar o máximo os processos que
os usuários terão que fazer.
Criador: não é funcionário da empresa, mas sim fornecedor de
ferramentas para o SAD. Ele é quem desenvolve novas tecnologias de
software e hardware para aumentar a eficiência dos sistemas.

Claro que esse esquema não é estático e nem exclusivo para as


pessoas envolvidas dentro de cada papel, sendo que pessoas do nível de
suporte poderão estar no nível de criador, por exemplo, se estas é claro
tiverem os requisitos para isso.
A atribuição de papéis se dá pela natureza do problema, pela natureza
da pessoa e pelo poder de tecnologia da empresa.

2.3.2. Segunda Parte

A seguir é mostrado o ponto de vista de cada pessoa envolvida no


processo, ou seja, o que cada pessoa necessita de um SAD.

[Link]. Ponto de vista do usuário


O interesse do usuário recai nos recursos que o SAD poderá lhe
oferecer e não existe nenhum SAD específico que satisfaça a todas as
exigências, mas que eles pelo menos possuem algumas delas, isto terá que
ocorrer:

- um SAD deve servir de apoio ao processo decisório, pois os gerentes


precisam de um maior apoio para determinados tipos de problemas
- um SAD deve englobar todos os níveis do processo decisório de um
gerente
- um SAD deve apoiar tanto decisões individuais como em grupos
- todas as fases de um processo decisório devem ser auxiliadas por
um SAD, sendo que estas fases podem ser a de inteligência, de
elaboração e de escolha
- um SAD deve dar apoio a diversos processos, mas que fique claro
que não existe um modelo único ou mesmo próprio de se construir
um modelo para o SAD, onde todos os restantes deverão segui-los,
pois os problemas podem ser muito individuais exigindo outras
perspectivas (visões) por parte do tomador de decisões
8

- um SAD deve ser fácil de se usar, pois pelo contrário, o sistema pode
ser facilmente enganado pelo usuário e uma vez que o sistema
necessita das informações deste, o SAD certamente gerará
relatórios, gráficos em cima do que o usuário esta lhe fornecendo,
como neste exemplo, falsos

[Link]. Ponto de vista do projetista


Da mesma maneira que o usuário, o projetista tem seu interesse
principal, mas só que voltado para a utilização de ferramentas e geradores para
dar apoio a processos decisórios. Embora ele possa utilizar ferramentas
(linguagens), é mais indicado que se faça uso dos geradores para manutenção
rápida e fácil do SAD.
O projetista deve ter uma visão minuciosa dos principais componentes
que compõem a “caixa preta” que irá se comunicar com o usuário. Esta caixa
preta contém os componentes que estão descritos logo abaixo no capítulo
“Arquitetura de um SAD” que no geral são: subsistema de dados, subsistema
de modelos e a interface.

[Link]. Ponto de vista do criador


O interesse do criador fica para as ferramentas de desenvolvimento que
ele poderá utilizar para criação de SADs específicos e de geradores de SADs.
Deve se prestar atenção que o modelo conceitual (explicado mais adiante),
deve ser seguido à risca, conforme a Figura 4, para a construção dos
geradores.
São três as áreas que o criador deve se preocupar também para
proporcionar um sistema coerente. São elas: gerenciamento de diálogo (boa
interface homem/máquina), gerenciamento de dados (permitir acesso rápido e
fácil para o usuário aos dados) e gerenciamento de modelos (rotinas chamadas
a partir de uma simples linguagem de comandos fácil).

2.4. Arquitetura de um SAD


Muitas são as diversidades existentes entre os Sistemas de Apoio à
Decisão encontrados, mas algumas características em comum eles
apresentam como: uma interface, um SGBD e um SGBM.
SGBD: Sistema Gerenciador de Banco de Dados
SGBM: Sistema Gerenciador de Banco de Modelos
É de fundamental importância que usuários e projetistas de SADs
tenham uma visão geral do sistema, assim usuários podem ter consciência do
que pode ser necessário no SAD e os projetistas podem sugerir em cima das
opiniões dos usuários o como pode aquilo ser feito.
Por essas características, que ocorrem em comum em todos os SADs, é
importante explicar para que servem cada uma delas.
Abaixo, na Figura 4, está o modelo conceitual de um SAD, e é de
fundamental a aparição de tais componentes para a construção de geradores
de SAD.
9

Abaixo, segue uma explicação detalhada de cada um dos componentes


da Figura 4.

2.4.1. Interface
De fundamental importância para o bom funcionamento do homem com
a máquina, a interface tem que ser adaptada ao usuário e não o usuário ser
adaptado à interface. Mais importante que isso, somente será a tecnologia
adotada na interface e a incorporação do estilo do usuário ao sistema.
Para se começar a construção de uma interface, é necessário saber o
tipo de usuário que irá lidar com o sistema. Isto poderá fazer você optar por
formas mais simples (como pergunta e resposta, limitando a ação do usuário)
para usuários iniciantes ou uma interface mais flexível (como linhas de
comando) que permite o usuário, uma busca mais detalhada sobre a
informação.
Nessa corrida pela busca de SADs cada vez melhores e que se adaptem
ao maior número de usuários que se possa conseguir, as linguagens visuais
ganham terreno e conquista rapidamente um maior número de adeptos.
Para atrair maior atenção por parte dos usuários, três componentes
básicos são muito importantes: banco de conhecimentos, linguagem de ação e
linguagem de apresentação.
Banco de Conhecimento: envolve tanto ajudas de como utilizar o
sistema quanto sobre o problema em questão, onde o SAD irá auxiliar o
usuário a compreender melhor o problema e não como resolvê-lo. O
conhecimento que o usuário deve ter do problema é obtido fora do SAD. Os
usuários podem ser treinados de diferentes formas para usar o SAD. Através
de tutoriais, para executivos, aulas e palestras para muitos usuários de uma só
vez, instruções programadas e ajudas do computador são abordagens
econômicas para uma vida útil longa do SAD. Conjunto de comandos podem
estar dentro de um arquivo e o usuário poderá a partir disso executar um
comando que desencadeará em muitos outros.
Linguagem de Ação: é como o usuário irá redirecionar o diálogo entre
ele e o computador, isto é, por meio de uma interface que aceite mouse,
sensível ao toque, caneta ou até mesmo voz. Embora os dados possam ser
passados de diversas formas, esses dados serão processados e analisados
pelo computador que depois de algum tempo voltará com o resultado.
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Linguagem de Apresentação: é a forma que os dados serão


apresentados para o usuário, isto é, por meio de gráficos de duas a três
dimensões, desenhos, relatórios e em forma de animação para sistemas que
necessitem de informações em tempo real.

2.4.2. Usuário
Embora o usuário não faça parte da arquitetura de um SAD, é ele quem
irá lidar com o sistema em questão e deverá optar entre as diversas questões
existentes nesses programas, tornando-se assim uma parte também
importante no conjunto todo.
Cada usuário está apegado ao seu estilo cognitivo, estilo este que
diferenciará no estilo de cada pessoa em analisar os dados, sua quantidade e
qualidade e ainda mais seu raciocínio.
Este estilo pode ser pode estar incorporado no Sistema de Apoio à
Decisão tanto na linguagem de ação, quanto na linguagem de ação, ambas já
vistas logo acima neste mesmo conteúdo.
Claro que a interface adaptada para cada usuário seria impossível, pois
várias pessoas da empresa (ou outro local) poderão vir a utilizar o sistema, ou
mesmo ainda diferentes pessoas em diferentes níveis da empresa poderão
utilizá-lo, ficando portanto inviável a construção do sistema por ser muito caro.

2.4.3. Dados
Uma das partes importantes senão a mais importante dentro de um
SAD, pois sem ele as informações não existiriam e conseqüentemente a
informática também não, uma vez que esta é ligada totalmente à informação
para a partir disso poder processar algum conteúdo ou resposta para as
pessoas que vierem utilizar o sistema.
Os dados estão presentes no SGBD e no BD, sendo que este conjunto
com a adição de um filtro, recebem o nome também de subsistema de dados.
Este conjunto ou sistema deve ser capaz de lidar com todos os tipos de dados,
os quais poderão ser eficazes para a tomada de decisão mais futura.
Os dados podem provir de duas fontes: fontes internas e fontes
externas.
Fontes Internas: são fontes que estão dentro das empresas fornecendo
dados estruturados, isto é, dados que refletem a situação da empresa no
momento em que são consultados e geralmente estão resumidos e devem ser
obtidos por meio de um filtro que irá selecioná-los e resumi-los, tornando
viáveis para uma análise que será feita pelo tomador de decisões; ou dados
não estruturados, ou seja, estimativas dos gerentes retiradas de sua
experiência ou intuição que poderão mais tarde fazer parte dos sistemas de
informações.
Fontes Externas: são fontes obtidas de diversos lugares externos à
empresa fornecendo, por exemplo, dados sobre as empresas concorrentes,
dados estes que só serão obtidos por meio de outros recursos.
No geral, os SGBDs dos SADs devem seguir algumas regras:

- agregar dados gerais em combinações


- dados devem estar em diversos níveis de detalhamento
- manter o volume de dados de forma variável
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- SGBD deve suportar dados internos, externos e de transações


- categorizar os dados de acordo com sua idade, locais onde foram
obtidos (banco de dados públicos ou privados), etc
- rapidez no desempenho do SGBD para que as decisões sejam
tomadas com grau de incerteza quase nulo
- ligação com outros componentes do SAD

2.4.4. Modelos
Os modelos são gerados por um subsistema de modelos que engloba
um SGBM e por um BM constituído de modelos estratégicos, táticos e
operacionais.
Modelos Estratégicos: utilizados pelos executivos para se determinar
os objetivos da empresa, recursos necessários para se alcançarem esses
objetivos, políticas para controle de aquisições, uso e disposição desses
recursos, tendem a ter uma faixa ampla de limites e variáveis agregadas. Eles
podem ser usados para planejamento empresarial, seleção do local da fábrica,
planejamento do impacto ambiental e tipos semelhantes de aplicações. Estes
modelos são determinísticos e descritivos.
Modelos Táticos: são modelos que são aplicados a áreas bem
determinadas da empresa como planejamento financeiro, planejamento das
necessidades dos funcionários, planejamento da promoção de vendas e
determinação do layout das fábricas, tendendo a serem determinísticos e mais
otimizadores que os do modelo estratégico.
Modelos Operacionais: são modelos determinísticos e otimizadores
utilizados para apoiar decisões encontradas nos níveis inferiores das empresas
e geralmente para decisões de curto prazo (diárias ou semanais). Podem ser:
avaliação de crédito, planejamento da produção e controle de estoque.
Este subsistema é o componente mais complexo e por esse motivo, a
parte que mais limita a utilização de Sistemas de Apoio à Decisão feitos em
computadores.
Os SGBMs funcionam da mesma maneira que um SGBD funciona, só
que se utiliza do gerenciamento de modelos. Os SGBMs surgiram por meio de
duas necessidades: suporte metodológico e necessidade de construção de
ferramentas para a construção de sistema de apoio.
Vários são os tipos de modelos para apoiar na tomada de decisões, e
eles são classificados em relação a sua utilização:

- Propósito: otimização e descrição. O primeiro tende a otimizar


situações, utilizando para isso suas variáveis. O segundo é somente
uma breve descrição, sem sugerir possíveis otimizações
- Tratamento de aleatoriedade: composto pelos modelos
probabilísticos e matemáticos. Os primeiros exigem mais raciocínio
enquanto que os outros são resolvidos por simples fórmulas
matemáticas

2.5. Ambiente para desenvolvimento de um SAD


Cada uma das soluções que se encontram hoje na informática é em
específico defendida por uma ou mais empresas que tem como meta, ser
12

inflexível perante sua idéia, para não ceder às concorrentes o espaço para
aproveitarem do mercado que aquelas desprezaram.
Do mesmo modo que cada uma dessas empresas defendem seu
território, elas contam com um imenso aparato de soluções para que um maior
número de empresas optem pelo seu serviço. Essas soluções devem ser
rápidas e fáceis, mas para isso é necessário que o sistema que se esteja
fazendo se adapte ao usuário, isto é, o sistema tem que ir se modificando de
acordo com as necessidades dos usuários. Por isso os SADs a longo prazo
podem ser chamados de sistemas adaptativos. Tem-se então que em curto
prazo, o sistema permite a busca de respostas; em médio prazo , o sistema
aprende e modifica seus recursos e em longo prazo, o sistema evoluiu e aceita
comportamentos bastante diferentes.
Como elas, para que se desenvolva perfeitamente um ambiente para
suportar o SAD, este ambiente deve contar com três coisas: suporte do pessoal
de informática, sistemas de informação eficientes e integração da rede com
estes.
Suporte do pessoal de informática: para empresas de pequeno e
médio porte, não é necessária uma equipe formada e presente todos os dias
no cotidiano dos usuários finais do SAD, bastando para isso somente um
serviço de consultoria, isto é, contratando pessoas (denominados de terceiros)
para funções do tipo: promove uso do SAD, desenvolver um SAD para usuários
finais, realizar programas de treinamento, oferecer serviços de consultoria,
entre outros afazeres. Numa empresa de grande porte, isto já se torna mais
complicado pelo fato de existirem mais pessoas envolvidas e também pelo
constante uso dos SAD pelos usuários. Estas pessoas podem ser os analistas
de sistemas, técnicos de sistemas entre outros deste tipo para atender a
grande maioria dos usuários.
Sistemas de informação eficientes: como os SADs buscam
informações geralmente armazenadas nos bancos de dados corporativos das
empresas, é com estes dados que eles devem ser alimentados pelos sistemas
de informação, devem ser colocados sistemas eficientes para a análise dessas
informações contando com fatores do tipo: confiabilidade, padronização,
compatibilidade, flexibilidade, portabilidade, etc.
Integração dos sistemas de informação por uma rede: é lógico que
todos esses dados espalhados pelos quatro cantos das empresas não serviram
para nada se não se concentrarem num único ponto. Este único ponto deverá
espalhar a informação para os principais pontos dentro da empresa para que
cada pessoa possa acessar os dados que desejar, na hora que desejar. Isto é
um método para que a informação não se concentre a uma só pessoa, desde
que, é claro, essa informação possa ser passada para os outros funcionários
(usuários finais).

3. Relevância do Tema para Sistemas de


Informação
De acordo com Binder:
13

“Sistemas de Informação é o requisito básico para a decisão


automatizada, pois o processo decisório apóia-se na malha de sistemas de
informação da empresa. Esta malha deve estar, de preferência, totalmente
integrada,seja através da ligação de microcomputador com mainframe, seja
através de redes. A integração se faz necessária para que o executivo possa
consultar os dados mais recentes da empresa, no exato momento em que
precisar, sem intermediários.”

A informatização da empresa passa por fases, que dependem do estágio


de automação em que a empresa se encontra e de suas reais necessidades.
Durante as fases de informatização: os Sistemas de Informação é o primeiro
estágio a ser alcançado. Uma segunda etapa engloba os Sistemas de
Informação Executiva (SIE), e em uma terceira etapa encontramos então os
Sistemas de Apoio a Decisão.

4. Futuro do Tema
Algumas das prováveis tendências na área de Sistemas de Apoio a
Decisão em curto prazo, segundo Sprague & Watson:

• A evolução das facilidades de rede local e comunicações a longa


distância terão, como conseqüência, uma popularização dos
Sistemas de Apoio à Decisão em Grupo.
• A Inteligência Artificial está ganhando cada vez mais terreno,
principalmente através dos sistemas especialistas. Os SAD
deverão seguir esta tendência apresentando-se como sistemas
inteligentes capazes de sugerir, aprender e entender problemas
administrativos.
• As planilhas de cálculo (que já são populares) estão se tornando
cada vez mais poderosas, possuindo diversas funções
matemáticas e financeiras, gerenciamento de banco de dados,
recursos de apresentação e mais recentemente, interface
amigável e capacidades de análise e simulação regressivas.
Devido a estas características, ao rápido avanço e ao alto custo
dos SAD atuais, as planilhas eletrônicas ainda podem vir a ser
verdadeiros “Sistemas de Apoio à Decisão”, contendo todas as
particularidades inerentes ao termo.

5. Conclusão
Os “Sistemas de Apoio à Decisão” não é apenas mais um termo para
impressionar os leigos. Este fato é comprovado pelos constantes esforços para
o desenvolvimento de uma teoria que, embora não esteja totalmente aprovada,
possui diversos pontos solidamente embasados.
O desenvolvimento de um SAD, muitas vezes não é fruto apenas do
pessoal de informática e do usuário; dependendo da situação de decisão,
diversos especialistas em diferentes tipos de modelos devem ser agregados ao
processo.
14

Com o surgimento dos microcomputadores, os bens de computação


tornaram-se muito mais baratos e a informática popularizou-se em todo o
mundo. Apesar desta tendência, este não é o caso dos SAD, principalmente no
Brasil. O principal obstáculo para a entrada de SAD nas empresas, além da
aversão de certos usuários ao computador e da dificuldade em se modelarem
certos processos decisórios, é o preço das ferramentas, geradores e sistemas.
Apesar disso, como já dissemos no capítulo anterior, os SADs tendem a
evoluir com o avanço da Inteligência Artificial e das facilidade de rede local e
comunicação a longa distância, ao mesmo tempo em que as planilhas
eletrônicas cada vez mais avançam em direção aos SADs.

6. Bibliografia

BINDER, Fábio Vinícius, Sistemas de Apoio à Decisão. Revisão Técnica:


Belmiro Nascimento, João. São Paulo: Erica, 1994.

CASSARRO, Antonio Carlos. Sistemas de informação para tomada de


decisões. 3ª edição. São Paulo: Pioneira, 1999.

SIMON, Herbert. A Capacidade de liderança e decisão. 2ª edição. Rio de


Janeiro: Fundo de Cultura, 1972.

SPRAGUE JR, Raph H & WATSON, Hugh J. Sistemas de Apoio à Decisão:


Colocando a Teoria em Prática. 2ª edição. Rio de Janeiro: Campus, 1991.

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