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Tipos e Classificação de Memórias de Computador

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1.

MEMÓRIA DE UM COMPUTADOR

Segundo José António dos Santos Borges (2020), define a memória como eficiente de
armazenar informações binárias, que podem representar instruções ou dados, para serem
utilizadas pelo processador. A memória serve também para armazenar resultados
intermediários ou finais obtidos pelas operações realizados pelo processador. O elemento que
armazena a informação na memória é, em essência, um flip-flop, capaz de armazenar apenas
um bit de informação. A memória executa basicamente dois tipos de operação: leitura ou
escrita. As informações que serão escritas na memória podem vir do processador ou de
dispositivos de entrada de dados. As informações podem ser lidas da memória para o
processador ou dela para algum dispositivo de saída. As memórias, no que toca à sua forma
de acesso, podem se dividir em duas grandes categorias

 Memórias de Acesso Aleatório: Os dados podem ser lidos ou escritos sem uma ordem
pré estabelecida. São conhecidas como memórias RAM (do ingês Random Access
Memory).
 Memórias de Acesso Sequencial: Os dados podem ser lidos e escritos apenas em uma
determinada sequência. As memórias FIFO e os registradores de deslocamento são
alguns exemplos.

A maioria esmagadora das memórias utilizadas no computador são de acesso aleatório,


ou seja, necessitam de um endereço para acessar as informações que nela estão armazenadas.
No que toca ao restante deste documento, a menos que claramente dita em contrário,
estaremos nos referindo às memórias de acesso aleatório.

2. CLASSIFICAÇÃO DE MEMÓRIAS DE COMPUTADOR

Segundo José António dos Santos Borges (2020), diz que as memórias são componentes
utilizados para armazenar dados e instruções em um sistema computacional. As memórias
podem apresentar propriedades distintas, de acordo com a tecnologia com que são fabricadas.
São utilizadas em aplicações diferentes, de acordo com a velocidade de leitura e escrita dos
dados, capacidade de armazenamento, volatilidade da informação, consumo, etc. Isso resulta
em diversas formas de classificá-las. Primeiramente as memórias podem ser classificadas
com relação à capacidade de manter o seu conteúdo, depois que deixam de ser alimentadas
por uma fonte de energia eléctrica. Podem ser então de dois tipos: voláteis e não voláteis. A
seguir podemos ver um resumo sobre a classificação e os diversos tipos de memória que
podemos encontrar:

Memórias Voláteis:

 Acesso Aleatório
 Memórias Estáticas e Dinâmicas
 Acesso Sequencial-LIFO, FIFO, Registrador de Deslocamento, Content-Addressable
Memory (CAM)

Memória Não Voláteis:

 Leitura/Escrita ∗ EPROM, E2PROM, Flash-Apenas Leitura ∗ Programável por


Máscara ∗ Programável (PROM)

A unidade de memória primária do computador é formada na maior parte com


memória volátil e uma pequena parcela de memória não volátil. As informações armazenadas
na memória volátil podem ser alteradas durante a execução de um programa. São também
usadas para armazenar os resultados intermediários e finais das operações realizadas pelo
processador.

As memórias voláteis são aquelas que mantêm o seu conteúdo apenas enquanto há
alimentação eléctrica. Uma vez que a alimentação é desligada, o conteúdo se perde.

As memórias não voláteis são aquelas em que a informação é preservada mesmo


após a perda da alimentação eléctrica. Quando a alimentação é restabelecida, os dados podem
ser novamente lidos sem nenhuma alteração no seu conteúdo.

A memória não volátil é usada para armazenar informações que não necessitam ser
alteradas no decorrer do processamento. É utilizada para iniciar o funcionamento do
computador, realizando os testes iniciais e cópia do sistema operacional para a memória.

As memórias não voláteis mais recentes podem ser lidas e também escritas, além de
preservar o conteúdo armazenado quando perdem a alimentação eléctrica. Como exemplo de
memórias não voláteis de leitura/escrita temos as memórias do tipo Flash, servindo para
armazenar o programa inicial do computador e muito utilizadas também em dispositivos da
memória secundária, como discos de estado sólido, ”pedives” e cartões de memória. A
memória volátil recebe o nome de memória principal e a memória não volátil é conhecida
como BIOS ou UEFI, em função dos programas de configuração de baixo nível que
armazena, nos computadores baseados no IBM/PC.

As memórias voláteis de acesso aleatório (RAM), utilizadas nos modernos


computadores, podem ser estáticas ou dinâmicas dependendo da tecnologia com que são
fabricadas. A principal diferença entre esses dois tipos é que as memórias estáticas são mais
rápidas do que as memórias dinâmicas, porém de menor capacidade e de maior custo.

 As memórias dinâmicas recebem este nome porque necessitam ter a sua informação
periodicamente actualizada, isto é, lidas e novamente escritas sob o risco dos dados
serem perdidos.
 As memórias estáticas não precisam deste tipo de operação, preservando a informação
enquanto houver alimentação.

2.1. Memórias Síncronas

As memórias síncronas são um tipo de DRAM, onde a leitura ou escrita dos dados é
sincronizada por um relógio de sistema ou de barramento, sendo são projectadas para permitir
a leitura ou escrita, depois da latência inicial, em modo rajada (burst mode) em uma taxa de
um ciclo de relógio por acesso.

Elas se aproveitam do fato de que os modernos processadores possuem memórias


caches internas e, a cada cache falha, linhas inteiras de bytes com endereços sequenciais são
lidas ou escritas da memória de uma única vez. Com isso, o seu desempenho é
significativamente superior ao das memórias sincronias

Memórias SDRAM

As memórias SDRAM (Single Data Rate DRAM) podem aceitar um comando e


transferir uma palavra de dados por ciclo de relógio. As velocidades típicas de relógio dessas
memórias são 100 ou 133 MHz, cujos módulos são conhecidos como PC-100 e PC-133.
Essas pastilhas de memória são feitas com largura variável do barramento de dados (os
valores mais comuns são 4, 8 ou 16 bits).

Essas pastilhas são agrupadas em módulos, também chamados de pentes, DIMMS com
168 pinos que lêem ou escrevem 64 bits (sem correcção de erros – ECC) ou 72 bits (com
ECC) de dados ao mesmo tempo.
Memórias DDR

As memórias DDR SDRAM (double-data-rate synchronous dynamic random access


memory) são uma classe de memória que alcança maior largura de banda através da
transferência de dados na subida e na descida do sinal de relógio. Efetivamente, isto
praticamente dobra a taxa de transferência sem aumentar a frequência da interface de
barramento do processador com a memória. Assim, uma célula de memória DDR-200 opera
na realidade com uma frequência de relógio de apenas 100 MHz e possui uma largura de
banda de cerca de 1600 MB/s.

Memórias DDR2

Como as memórias DDR, as memórias DDR2 transferem os dados tanto na subida


como na descida do relógio. A diferença principal entre elas é que a frequência interna dos
buffers da DDR2 é o dobro da velocidade das células de memória, e a taxa de transferência
externa o dobro daquela dos buffers, permitindo que quatro palavras de dados sejam
transferidos por ciclo de memória.

Memórias DDR3

A matriz de memória dos módulos DDR3 trabalham em um quarto da frequência do


barramento externo, o requer um buffer capaz de armazenar 8 bits em comparação com os 4
bits da memória DDR2.

As memórias DDR3 são alimentadas com 1,5 volts e possuem latência típica de 7
ciclos de relógio, contra 5 ciclos da memória DDR2 e 3 ciclos da memoria se DDR.

Memórias DDR x DDR2

As memórias DDR são comumente encontradas nos padrões DDR-266, DDR-333 e


DDR-400. As memórias DDR2 podem ser obtidas nos padrões DDR-400, DDR-533, DDR
667 e DDR-800. Na verdade, tanto no caso da memória DDR quanto no caso da memória
DDR2, esses valores corresponde à metade. Por exemplo, a memória DDR2-667 na realidade
trabalha a 333 MHz.

Uma memória DDR-400 tem desempenho superior à uma memória DDR2-400, embora
ambas trabalhem com uma frequência de barramento de 200 MHz e tenham a mesma taxa de
transferência nominal de 3.200 MB/s (200 x 2 x 8 bytes).
Memórias DDR x DDR2 As memórias DDR são comumente encontradas nos padrões
DDR-266, DDR-333 e DDR-400. As memórias DDR2 podem ser obtidas nos padrões DDR-
400, DDR-533, DDR-667 e DDR-800. Na verdade, tanto no caso da memória DDR quanto
no caso da memória DDR2, esses valores corresponde à metade. Por exemplo, a memória
DDR2-667 na realidade trabalha a 333 MHz.

Uma memória DDR-400 tem desempenho superior à uma memória DDR2-400, embora
ambas trabalhem com uma frequência de barramento de 200 MHz e tenham a mesma taxa de
transferência nominal de 3.200 MB/s (200 x 2 x 8 bytes).

Os pentes de memória DIMM DDR2 não são compatíveis com as memórias DIMM
DDR. O ”dente” está colocado em uma posição diferente e a densidade de pinos é
ligeiramente maior, 240 pinos no módulo da DDR2 contra 184 pinos no módulo da DDR.
Nas memórias DDR a terminação resistiva necessária para a memória funcionar está
localizada placa-mãe. Já na DDR2 este circuito está localizado dentro do chip de memória.
Enquanto o tipo DDR trabalha com 2,5 V, a tecnologia DDR2 requer 1,8 V, implicando em
um menor consumo de energia.

Embora possuam a mesma taxa máxima de transferência teórica, memórias de gerações


diferentes, mas de mesma frequência possuem desempenho diferentes. Por exemplo, a
memória DDR-400 e DDR2-400, tem a mesma frequência externa, mas a memória DDR-400
tem latência inicial menor, o que resulta em melhor desempenho. Por exemplo, a memória
DDR2-800 e DDR3-800 tem a mesma frequência, mas a memória DDR2-800 tem melhor
desempenho

Figura 01: Diferença entre Módulos de Memória


3. HIERARQUIA DE MEMÓRIA

A situação ideal para o programador seria aquela em que uma quantidade infinita de
memória com um tempo de acesso instantâneo estivesse disponível. Desse modo os seus
programas executariam o mais rápido possível para uma dada arquitectura de
processador. O problema é que nos sistemas reais isto não é possível. As memórias têm
capacidade limitada e um tempo de acesso muito alto comparado com o tempo necessário
para o processador realizar suas operações sem esperar pelos dados/instruções.

Para superar essas limitações, os projectistas propuseram o uso de uma hierarquia de


memória, que coloca os componentes de menor capacidade e mais rápidos próximos junto
ao processador, com uma cópia parcial do conteúdo das hierarquias inferiores da memória.
Desse modo os acessos cujo conteúdo fosse encontrado nos níveis mais altos da hierarquia
(acerto) poderiam ser processados mais rapidamente.

Figura 02: Hierarquia de Memoria

Os acessos cujo conteúdo não é encontrado nesses níveis mais altos (falha), devem
ter o seu conteúdo buscado nos níveis mais baixos da hierarquia, que têm maior
capacidade, porém são mais lentos.

Define-se taxa de acerto como sendo a relação entre o número de acessos cujo
conteúdoé encontrado nos níveis mais altos da hierarquia e o número total de acessos. Se a
taxa de acertos é suficientemente alta, parece ao processador que o tempo de acesso
efectivo é muito próximo àquele do nível mais alto da hierarquia, mas com uma
capacidade total de memória próxima do seu nível mais baixo.
Os elementos mais importantes da uma hierarquia de memória são:

1. Registradores
2. Memória Cache
3. Memória Principal
4. Memória Secundária

Os registradores são elementos de memória localizados no núcleo do processador,


muito rápidos, com tempos de acesso menores que um ciclo de relógio do processador, mas
possuem capacidade reduzida, na ordem de centenas de bytes. O controlo de qual informação
deve estar nos registradores é feito explicitamente pelo compilador, que determina quais
variáveis serão colocadas no registrador. É o único nível da hierarquia que permite
movimentações iguais apenas ao tamanho da informação desejada.

A memória cache está localizada entre o processador e a memória, sendo elaborada


com pastilhas de memória de semicondutores do tipo estático ou SRAM. As memórias
SRAM têm pequena capacidade de armazenamento, na ordem de Kbytes ou Mbytes, mas são
rápidas, permitindo acessos em um ou dois ciclos de relógio do processador, mas com a
desvantagem de um alto custo e consumo de energia.

Figura 03: Capacidade e Tempos de Acesso.

A memória principal é elaborada com tecnologia denominada memória dinâmica ou


DRAM. As memórias DRAM têm grande capacidade de armazenamento, mas são mais
lentas que as memórias estáticas. As memórias DRAM possuem também tempos de acesso
distintos para leitura e escrita, e necessitam de uma lógica de restauração (”refresh”), quer
embutida ou fora da pastilha, que afectam o tempo médio de acesso. Ou seja, possuem um
tempo de acesso muito grande, na ordem de dezenas de ciclos de relógio, mas possuem uma
grande capacidade e um custo intermediário.

A memória secundária é o último nível da hierarquia de memória. Já a memória


secundária é composta pelos meios magnéticos, como o disco rígido e a fita, ou óticos, como
o CDROM. Sua principal característica é um alto tempo de acesso, de vários milissegundos,
mas com grande capacidade de armazenamento e baixíssimo custo. Os programas e arquivos
são armazenados integralmente na memória secundária, que são dispositivos de memória não
volátil.

O processador é muito mais rápido que o tempo de acesso às pastilhas de memória


dinâmica da memória principal, que é de onde são buscados os dados e instruções para serem
processados. E essa diferença de velocidade entre o processador e a memória principal tem
aumentado ao longo dos anos. Isso ocasionou a inclusão de tempos de espera: ciclos de
relógio onde o processador fica sem realizar computação útil enquanto espera os
dados/instruções da memória. O problema não é apenas tecnológico, mas também
económico, porque as memórias mais rápidas têm um custo bem maior

Bibliografia:

1. José António Dos Santos Borges. Gabriel P. Silva (2020), Memória e hierarquia de
Memória. (Outubro, 2020).

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