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Leis de Kirchhoff e Teoremas de Circuitos

Instalações Industriais - U2
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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UNIDADE 2

LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE


THÉVENIN E NORTON

Objetivos
• Entender os circuitos complexos.
• Analisar circuitos.

Conteúdos
• Leis de Kirchhoff.
• Teorema de Thévenin e Norton.

Orientações para o estudo da unidade


Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:

1) Tenha sempre a mão o significado dos conceitos explicitados no Glossário


e suas ligações pelo Esquema de Conceitos-chave para o estudo de todas
as unidades deste material. Isso poderá facilitar sua aprendizagem e seu
desempenho.

2) Para facilitar o seu aprendizado sobre as leis de Kirchhoff e os teoremas de


Thévenin e Norton, consulte os livros indicados nas Referências Bibliográ-
ficas, no final desta unidade.

3) Para aprimorar seus conhecimentos sobre os divisores de tensão e de cor-


rente, faça pesquisas complementares em livros e sites específicos.

39
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

4) Lembre-se de que sua participação pode significar a diferença entre ape-


nas ler conteúdos ou transformar conhecimentos em qualidade profissio-
nal. Por isso, não deixe de interagir com seus colegas de turma e o tutor.

40 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

1. INTRODUÇÃO
Nesta unidade, você conhecerá alguns conceitos sobre as
leis de Kirchhoff e os teoremas de Thévenin e Norton. Com este
aporte de conhecimentos, esperamos que você consiga dominar
todos os circuitos sobre corrente contínua que são a base para o
entendimento de análises mais complexas.

2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA


O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.

2.1. LEIS DE KIRCHHOFF

De acordo com Nilsson e Riedel (2009, p. 23), “um circuito


está resolvido quando a tensão e a corrente correspondente de
cada elemento são determinadas”. A Lei de Ohm é importante,
mas não suficiente para solucionar um circuito. Por essa razão,
para uma solução completa, é necessário o uso de duas leis de-
nominadas “leis de Kirchhoff”.
Burian e Lyra (2006, p. 17) complementam que “as leis de
Kirchhoff são resultados de observações experimentais”. Antes
de conhecê-las, você precisa tomar contato com as definições a
seguir.
Todo circuito elétrico com associações de resistores em sé-
rie e em paralelo é composto por:

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 41
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

• Ramo: “é qualquer parte do circuito onde exista um ou


mais elementos ligados em série” (BOYLESTAD, 2012, p.
98).
• Nó: “é a junção de dois ou mais ramos” (BOYLESTAD,
2012, p. 157).
• Malha: “qualquer conexão contínua de ramos que per-
mita seguir um caminho em um sentido partindo e che-
gando ao mesmo ponto sem sair do circuito” (BOYLES-
TAD, 2012, p. 125).
A Primeira Lei de Kirchhoff (lei das correntes ou dos nós),
conforme Burian e Lyra (2006, p. 17), afirma que: “a soma das
correntes em qualquer nó de um circuito é sempre nula." Ela é
representada pela equação 1:

∑I n
n =0 (Equação 1)

Já na segunda Lei de Kirchhoff (lei das tensões ou das ma-


lhas): “a soma das tensões em qualquer malha de um circuito é
sempre nula" (BURIAN; LYRA, 2006, p. 18). Essa lei é representa-
da pela seguinte equação 2:


= ε ∑R
k
k
n
n ⋅ In (Equação 2)

Observação: é importante ressaltar que as equações das


leis de Kirchhoff (a primeira e a segunda) apenas fundamentam
a conceituação, sendo desnecessário exemplificar seu uso neste
momento.
Ainda de acordo com as leis de Kirchhoff, em uma associa-
ção em série, todos os elementos estão sujeitos à mesma cor-
rente. E em uma associação em paralelo, estão sujeitos à mes-

42 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

ma tensão. Naturalmente, essa afirmação nos leva à constatação


de que um circuito pode ser um divisor de corrente ou de tensão,
assunto que será tratado a seguir.

Divisores de tensão
“Um divisor de tensão é formado por uma associação em
série de resistores na qual é aplicada uma tensão que se divide
proporcionalmente entre os resistores do circuito” (BOYLESTAD,
2012, p. 104).
Observe na Figura 1 um circuito divisor de tensão.

Figura 1 Divisor de tensão.

Toda associação em série é um divisor de tensão que fra-


ciona a tensão de entrada nos resistores do circuito. Os valores
da tensão serão diretamente proporcionais aos valores dos resis-
tores do circuito.
Neste momento, você irá rever as fórmulas que apresenta-
mos até aqui. Para isso, utilizaremos o circuito disposto na Figura
1.

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 43
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Observe a dedução da equação 3:


VR=1 R1 ⋅ I1
VR=
2 R2 ⋅ I 2
As tensões VR1 e VR2 são proporcionais a R1 e R2.
IT= I=
1 I2
A corrente é a mesma.
R=
T R1 + R2

VT
I1 =
RT

Dessas equações, deduz-se a equação do divisor de tensão.

VT ⋅ RM
VRM = (Equação 3)
RT
Na qual:
• VRM: é a tensão no resistor.
• RM: a tensão no ponto onde se deseja medir.
• RT: resistor medido.

Divisores de corrente
Veja a explicação a seguir.
Toda associação em paralelo é um divisor de corrente que fra-
ciona a corrente de entrada nos resistores do circuito. Os valo-
res da corrente serão inversamente proporcionais aos valores
dos resistores do circuito (BOYLESTAD, 2012, p. 137).

44 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Observe, na Figura 2, um divisor de corrente.

Figura 2 Divisor de corrente.

Para divisores de corrente similares aos divisores de ten-


são, você deverá considerar a seguinte regra:

IT ⋅ ROI
I RM = (Equação 4)
RT

Essa equação 4 será usada quando existirem 2 (duas) ma-


lhas. O termo ROI designa o resistor oposto à corrente medida. Se
quisermos medir I1, usamos o resistor R2.
Para que você compreenda de forma clara, apresentamos,
a seguir, alguns exemplos práticos usando divisores de tensão e
corrente. Acompanhe.

Exemplo de divisor de tensão


“Vamos supor que seja necessário alimentar uma lâmpa-
da de 60 V (tensão de saída) e 4,8 W (potência da carga), usan-
do uma fonte de 100 VCC (tensão de entrada)” (NILSSON; RIEDEL,
2009, p. 59).

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 45
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

A corrente da carga pode ser calculada pela equação:


P 4,8
I
= = = 0, 08 A
= 800 mA
V 60
Observe, na Figura 3, o circuito que representa o problema
proposto.

Figura 3 Exemplo de cálculo para divisor de tensão.

Exemplo de dimensionamento do resistor R2


O valor de R2 é determinado pela Lei de Ohm. Calcule a
tensão e a corrente de R2. Observe que R2 e L1 estão em paralelo;
portanto, a tensão sobre R2 e L1 é igual. Neste caso:
VR=
2
V=
L1 60 V

46 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Os resistores estão em série; para o cálculo de R2, usa-se a


Lei de Ohm. Como o valor de R1 não é dado, adote um valor para
a corrente de R2. Normalmente, para esta corrente (IR2), serão
adotados 10% da corrente de L1.
Então, I R2 = 10% de IL1, ou seja:
I=
R
0,1 ⋅ I L1
2

I R =0,1 ⋅ 0, 08 =0, 008 A


2

ou 8 mA
Calcule, então, o valor do resistor R2 aplicando a Lei de Ohm:
VR2 60
R2
= = = 7,5 k Ω
I R2 0, 008

Dimensionamento do valor de R1
Para calcular o valor de R1, aplique a Lei de Ohm, por meio
do cálculo de VR1 e IR1. Para calcular a tensão em R1, aplique a
Segunda Lei de Kirchhoff. A tensão em R1 é igual à tensão de en-
trada menos a tensão de saída.
Ou seja:
VR1 = VT − VL1 = 100 − 60 = 40

A corrente em R1 é igual à soma das correntes em R2 e L1


pela Primeira Lei de Kirchhoff:
I R1 = I R 2 + I L1 = 0, 008 + 0, 08 = 0, 088

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 47
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Substituindo, então, VR1 e IR2 na Lei de Ohm, a equação ob-


tida é:
VR1 40
R1
= = = 454 Ω
I R1 0, 088

Determinação da potência de dissipação dos resistores


Definidos os resistores e as tensões do divisor, determi-
nam-se as potências dissipadas pelos resistores.
P=
R1 VR1 ⋅ I R1 e P=
R2 VR 2 ⋅ I R 2
Usando os dados calculados, você obtém:
PR 2 =VR 2 ⋅ I R 2 =60 ⋅ 0, 008 =0, 48 W
PR1 =VR1 ⋅ I R1 = 40 ⋅ 0, 088 = 3,52 W

Exemplo de divisor de corrente


“Determine o valor das correntes I1, I2 e I3 para o circuito da
Figura 4 a seguir” (BOYLESTAD, 2012, p. 138):

Figura 4 Exemplo de cálculo.

48 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

O resultado que se obtém usando a equação do divisor de


corrente é:
IT ⋅ ROI 40 A ⋅ 40 Ω 40 ⋅ 40
I=
RM I1
→= = = 26, 67 A
RT 20 Ω + 40 Ω 60

Aplicando a Lei de Kirchhoff, você obtém o seguinte


resultado:
I = I1 + I 2 → I 2 = I − I1 =40 − 26, 67 =13,33

Ou:
IT ⋅ ROI 40 A ⋅ 20 Ω 40 ⋅ 20
I=
RM I2
→= = = 13,33 A
RT 20 Ω + 40 Ω 60

Pela Lei de Kirchhoff, a corrente total que entra nos ramos


em paralelo tem de ser igual à corrente que sai desses ramos.
I 3= I= 40 A ou
I 3 = I1 + I 2 = 26, 67 + 13,33 = 40

Acompanhe, a seguir, os cálculos desenvolvidos nos


exemplos referentes às leis de Kirchhoff.

Exemplo 1:
“Determine a corrente que percorre cada ramo do circuito
observado na Figura 5 a seguir” (BOYLESTAD, 2012, p. 139).

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 49
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Figura 5 Exemplo de cálculo.

Malha 1: adote o sentido horário a partir do nó "a".


+U1 − U R1 − U R 2 − U 2 =
0

+50 V − 10 Ω ⋅ I1 − 60 Ω ⋅ ( I1 − I 2 ) − 100 V = 0

→ 50 − 10 I1 − 60 I1 + 60 I 2 − 100 =
0

→ −70 I1 + 60 I 2 =50

Malha 2: adote o sentido horário a partir do nó "b".


+U 2 − U R 2 − U R 3 =
0

50 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

+100 V − 60 Ω ⋅ ( I 2 − I1 ) − 20 Ω ⋅ ( I 2 ) = 0
→ 100 − 60 I 2 + 60 I1 − 20 I 2 =
0
→ +60 I1 − 80 I 2 = −100

Para calcular I1 e I2, use os determinantes a partir das


equações:
−70 I1 + 60 I 2 =50

 +60 I1 − 80 I 2 =
−100

Agora, você deverá montar um determinante em que no


numerador são colocados os valores do coeficiente de VSM e I2
(VSM refere-se ao valor após sinal e significa valor do segundo
membro). No denominador, são colocados os coeficientes de I1
e I2. Acompanhe:
50 60
−100 −80 −4000 + 6000 2000
=I1 = = = 1A
−70 60 5600 − 3600 2000
60 −80
Explicando: na primeira matriz, o cálculo é:

{50 ⋅ ( −80 ) − 60 ⋅ ( −100 )} = {[ −4000] − [ −6000]}


Ou seja, multiplica-se em diagonal: 50 ⋅ (−80) . E subtrai-se
o valor do produto da outra diagonal 60 ⋅ (−100) . Para I2, o valor
é:

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 51
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

−70 50
60 −100 7000 − 3000 4000
=I2 = = = 2A
−70 60 2000 2000
60 −80
Outro método de solução é resolver o sistema linear.
Acompanhe:
−70 I1 + 60 I 2 =50

 +60 I1 − 80 I 2 =
−100

Para solucionar o sistema, você precisa “zerar” uma


das incógnitas I1 ou I2. Se a equação 60 I1 − 80 I 2 = −100 for
multiplicada por 0,75, o valor –80 I2 passará a ser –60 I2, “zerando”
o termo I2. Veja:

−70 =I1 + 60 I 2 50 −70 =I1 + 60 I 2 50


 
 +60 I1 − 80 I 2 =
−100 → (0, 75)  +45 I1 − 60 I 2 =
−75

Somando as equações do sistema, você encontra:


−25
−25 I1 =−25 ∴ I1 = = 1A
−25
Uma vez encontrado o valor de I1, este deverá ser substituí-
do em qualquer uma das equações do sistema linear:
−70 I1 + 60 I 2 =
50 → −70 ⋅1 + 60 I 2 =
50 → 60 I 2 =
120 ∴ I 2 =
2A

Para o circuito observado na Figura 6:


a) Determine a corrente I.
b) Determine a corrente I7.

52 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

c) Determine as tensões V3, V5 e V7.


d) Calcule a potência dissipada por R7 (BOYLESTAD, 2012,
p. 184).

Figura 6 Circuito em cascata.

Resolução:
a) O cálculo da corrente I é:
R5 6
R E1= = = 2Ω
R6 + R7 3

R3 4
R E 2= = = 1Ω
R4 + RE1 4

RT = R1 + R2 + RE 2 = 3 + 5 + 1 = 9 Ω

240 V
=I = 26, 67 A
9Ω
b) O cálculo da corrente I7 é:
IT ⋅ ROI 26, 67 A ⋅ 4 Ω 26, 67 ⋅ 4
I4
= I4
→= = = 13,33 A →
RT 4 Ω+4 Ω 8

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 53
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

I 4 ⋅ ROI 13,33 A ⋅ 6 Ω 13,33 ⋅ 6


I7
= I7
→= = = 8,89 A
RT 6 Ω+3 Ω 9
c) Os cálculos das tensões V3, V5 e V7 são:
V3 = I 3 ⋅ R3 =( I − I 4 ) ⋅ R3 =(26, 67 − 13,33) ⋅ 4 =53,36V
V5 = I 5 ⋅ R5 = ( I 4 − I 7 ) ⋅ R3 = (13,33 − 8,89) ⋅ 6 = 26, 64V
V7 = I 7 ⋅ R7 = ( I 7 ) ⋅ R3 = (8,89) ⋅ 2 = 17, 78V
d) A potência dissipada por R7 é calculada por:
P = I 72 ⋅ R7 = (8,89) 2 ⋅ 2 = 158 W

Com os sites indicados no Tópico 3. 1., você vai aprimo-


rar seus conhecimentos sobre as leis de Kirchhoff. Antes de
prosseguir para o próximo assunto, acesse os referidos sites,
procurando assimilar o conteúdo estudado.

2.2. TEOREMA DE THÉVENIN E NORTON

De acordo com Burian e Lyra (2006), o Teorema de Thévenin


estabelece que é possível substituir todo circuito elétrico
original, exceto a carga, por um circuito equivalente, com apenas
uma fonte de tensão independente em série com um resistor,
de maneira que a relação corrente-tensão não seja alterada. O
Teorema de Norton identicamente afirma que o circuito pode
ser substituído, mas em paralelo com o resistor.
Entendemos que seja mais fácil mostrar esses teoremas
com um exemplo de aplicação.

54 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Exemplo de equivalente de Thévenin


Calcular o circuito da Figura 7 por Thévenin.

Figura 7 Circuito equivalente de Thévenin.

Calcular a tensão VTH e a resistência RTH.

4 ⋅ 6 24
RTH
= = = 2, 4 Ω
4 + 6 10
e
20 ⋅ 6 120
V=
TH = = 12 V
4 + 6 10

Vamos devolver o resistor de 3,6 Ohms ao circuito e calcu-


lar a corrente. A parte destacada é o circuito de Thévenin.

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 55
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

VTH 12 12
I
= = = = 2A
RTH + R 2, 4 + 3, 6 6

Vamos a um exemplo usando o Teorema de Norton. Este,


tal como o Teorema de Thévenin, permite simplificar circuitos
elétricos lineares, reduzindo-os a circuitos mais simples: um ge-
rador de corrente com uma resistência em paralelo.
Resolva o circuito da Figura 8, usando o Método de Norton.

Figura 8 Circuito equivalente de Norton.

Passo a passo da resolução usando Norton.


1) Considerar R3 uma carga qualquer e eliminar R3 do cir-
cuito, obtendo os pontos “a” e “b”.
2) Colocar a fonte “E” em curto.
3) Calcular a resistência equivalente vista pelos pontos
“a” e “b”.
4) Eliminar o curto da fonte, colocar a carga em curto e
calcular a corrente entre os pontos “a” e “b”.

56 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

R1 4 ⋅ 6
R=
N = = 2, 4 Ω
R2 4 + 6
(Colocar a carga em curto)

20
I=
N = 5A
4
Lembrar que R2 está em curto porque a carga está em
curto.

Devolvendo a carga de 3,6 Ω entre “a” e “b”, teremos a


corrente:

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 57
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

5 ⋅ 2, 4 12
I CARGA
= = = 2A
2, 4 + 3, 6 6

Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas


no Tópico 4, você deve consultar os sites indicados no Tópico
3. 2., para compreender melhor os teoremas de Thévenin e
Norton.

Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––––


Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.
• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone
Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível
de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo
(Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a
lista de vídeos.
• Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos” e
selecione: Instalações Industriais – Vídeos Complementares –
Complementar 2.
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR


O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição
necessária e indispensável para você compreender integralmen-
te os conteúdos apresentados nesta unidade.

3.1. SOBRE AS LEIS DE KIRCHHOFF

Para aprofundar seus conhecimentos em eletricidade,


acesse o site indicado a seguir. Este site inclui um livro eletrônico

58 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

muito avançado, com hipertextos e algumas simulações sobre os


temas citados. Você poderá estudar nas seções 6, 8 e 9, respec-
tivamente, a Lei de Ohm; os geradores, os receptores e as leis de
Kirchhoff; as medidas elétricas.
• SALMERON, R. A. Eletricidade e magnetismo. Disponí-
vel em: <[Link]
Acesso em: 21 nov. 2014.
O próximo site traz um simulador de circuitos mais avança-
do do que o Solve Elec e o Edison, na versão estudante, que apre-
senta algumas limitações, tais como circuitos com até 64 nós,
10 transistores, 65 dispositivos digitais, 10 linhas de transmissão
total (ideal ou não ideal) e 4 pares de linhas de transmissão aco-
plados. Esse simulador serve para realizar circuitos maiores.
• CATHEY, J. J. PSpice 9.1 student version. Disponível em:
<[Link]
html>. Acesso em: 21 nov. 2014.
Uma vez que você realizou o download do Pspice, baixe
também o tutorial do seguinte programa:
• COSTA, T. F. Apostila de PSPICE. Belo Horizonte: PE-
TEE-UFMG, 2007. Disponível em: <[Link]
[Link]/~petee/download/Arquivos_download/Apos-
tila_de_PSPICE_PETEE-[Link]>. Acesso em: 21 nov.
2014.

3.2. SOBRE OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Sugerimos que você acesse o site indicado a seguir, pois


este apresenta tudo sobre circuitos elétricos, em especial o ma-
terial referente ao livro Circuitos elétricos, dos autores Richard C.
Dorf e James A. Svoboda.

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 59
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

• CLARKSON UNIVERSITY. Electrical circuits. Disponível


em: <[Link] Acesso
em: 21 nov. 2014.
Já no site indicado a seguir, você poderá visualizar um ro-
teiro de experimento de circuitos de Thévenin:
• CLARKSON UNIVERSITY. An experiment. Disponível em:
<[Link]
Thev/[Link]>. Acesso em: 21 nov. 2014.
Para investigar mais exemplos de aplicação usando Théve-
nin, veja os exercícios apresentados no seguinte site:
• CLARKSON UNIVERSITY. Thevenin equivalent circuits.
Disponível em: <[Link]
da/eta/dcWorkout/[Link]>. Acesso em: 21 nov.
2014.
Por fim, para estudar demonstrações em JavaScript sobre
Thévenin e Norton, acesse o seguinte site:
• CLARKSON UNIVERSITY. Thevenin and Norton equivalent
circuits. Disponível em: <[Link]
jsvoboda/eta/SlideShows/Thevenin/TheveninTheory.
html>. Acesso em: 21 nov. 2014.
Há muito mais materiais do que os sugeridos aqui, gosta-
ríamos de incentivar o uso desse último site, principalmente de-
vido às simulações em Java que equivalem a uma infinidade de
experimentos de laboratório.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em

60 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
UNIDADE 2 – LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos


estudados para sanar as suas dúvidas.
1) O que afirma a Lei de Kirchhoff para as tensões e as correntes?

2) O que afirmam os teoremas de Thévenin e Norton?

3) Resolva o circuito a seguir usando Kirchhoff.

4) Obter RTH e VTH para o circuito a seguir, usando Thévenin.

5) Calcule o circuito equivalente ao circuito dado em (4), utilizando o Teore-


ma de Norton. Determine a tensão e a corrente na resistência de carga de
70 kΩ.

© INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 61
UNIDADE 2 –LEIS DE KIRCHHOFF E OS TEOREMAS DE THÉVENIN E NORTON

Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões
autoavaliativas propostas:

3) VB = 16 V

4) RTH = 35 k Ω e VTH = 30 V , I = 0, 28 mA e V = 20 V

5) I N = 0,85 mA , RN = 70 k Ω , VAB = 20 V e I AB = 0, 28 mA .

5. CONSIDERAÇÕES
Chegamos ao final da Unidade 2, por meio da qual você
teve a oportunidade de compreender alguns temas importantes,
como as leis de Kirchhoff e os teoremas de Thévenin e Norton.
Esses assuntos são as bases para o entendimento, no futuro, de
circuitos mais avançados.
Na próxima unidade, você aprenderá sobre a ventilação
industrial.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 12. ed. São Paulo: Pearson/Prentice
Hall, 2012.
BURIAN, Y.; LYRA, A. C. C. Circuitos elétricos. 1. ed. São Paulo: Pearson/Prentice Hall,
2006.
NILSSON, J. W.; RIEDEL, S. A. Circuitos elétricos. 8. ed. São Paulo: Pearson/Prentice
Hall, 2009.

62 © INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS

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