Elia Belmira Mutambe
Tema: Análise de Viabilidade de Investimento
Licenciatura em Gestão de Empresa
Universidade Pedagógica (FEG)
Maputo, Agosto de 2024
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Elia Belmira Mutambe
Tema: Análise de Viabilidade de Investimento
Licenciatura em Gestão de Empresa
Universidade Pedagógica (FEG)
Maputo, Agosto de 2024
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1. Introdução
O presente trabalho visa debruçar sobre análise de viabilidade de investimentos onde iremos
começar por descrever os riscos e a incerteza depois falaremos de análise de investimento
tradicional e suas críticas que irá ser sustentada por um projeto de investimento empresarial
tendo em conta a engenharia econômica.
Neste mesmo trabalho iremos ver formula de um investimento que será apresentada por
alguns gráficos.
1.2. Metodologia:
Como nos garante Gil (1987), a pesquisa pode ser definida como um procedimento
sistemático, utilizado para buscar respostas para problemas, quando não se dispõe de
informações suficientes sobre a restrição tratada.
Para este trabalho teve como metodologia bibliográfica, pesquisa na wap e alguns artigos.
2. Objetivo
2.1. Objetivo geral
Analisar a viabilidade de investimentos
2.1.1. Objetivo específico
Falar de investimentos tradicionais e as suas críticas;
Falar de risco e a incerteza ao investir;
Ver formais contabilistas.
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3. Definição breve de riscos e incertezas
As definições e distinções entre os termos risco e incerteza, utilizadas neste estudo advém de
Knight (2013), precursor em enfatizar esta diferença conceitual, na publicação da primeira
versão de seu livro em 1921 e também por ser a obra mais citada na literatura.
Este autor define risco como uma probabilidade mensurável, ou seja, consiste em uma
imprevisibilidade quantificável em função dos prováveis eventos recorrentes e evidencias
históricas e pelas distribuições de probabilidades.
Já a incerteza, para Knight, é uma probabilidade numericamente imensurável, que consiste
em situações nas quais os valores expressos são indeterminados e não quantificáveis.
O estudo da distinção de incerteza e risco permite que as tomadas de decisões tenham uma
base mais realística (MENEZES, 2011). Este autor salienta que o risco pode ser classificado
em:
a) probabilidade objetiva: considera que os eventos se repetem, caracterizando-se como
evento aleatório e independente pela matemática, desta forma, a relação entre o evento de
repetição e a matemática contribuem para realizar uma estimativa de realização
probabilística; e
b)probabilidade subjetiva: consiste em uma medida do grau de confiança atribuído a
veridicidade de uma determinada preposição, ou seja, pode conceber ações e decisões
distintas entre diferentes agentes analistas.
A incerteza não possui elementos que possam satisfazer a simulação de ocorrência pela
probabilidade, neste sentido, a previsão deve (MOUREAU; RIVAUD-DANSET, 2004):
a) ser decidida por meio de uma estimativa com base na experiência do agente ou pela
intuição; e
b) ser determinada considerando-se a segurança que o agente possui em relação à estimativa.
Andrade (2011) reforça as dificuldades consideradas pelos agentes na formulação de
previsões:
a) que os eventos regressos podem não ser relevantes na ocasião da formulação do
prognóstico;
e b) ausência de métodos confiáveis e consistentes na estimação das probabilidades diante de
infinitas mudanças possí[Link] riscos e as incertezas podem acarretar um impacto com teor
decisivo em relação ao
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desenvolvimento e resultados dos investimentos (BOCK; TRUCK, 2011). Diante disso,
Peters (2016) sublinha que é primordial a avaliação da incerteza ou volatilidade dos inputs da
análise de investimentos por meio do modelo real options.
4. Análise de investimento tradicional e suas críticas
O investimento é uma série de fluxos de entradas e saídas, geralmente iniciando-se com uma
saída de recursos financeiros – investimento inicial – e nos períodos posteriores com fluxos
de entradas e/ou saídas de recursos (GÖTZE; NORTHCOTT, 2015).
Portanto, possui uma perspectiva e compromisso de longo prazo, que podem ser classificados
em duas formas gerais de acordo com o tipo (GÖTZE; NORTHCOTT, 2015):
a) investimentos financeiros: pode ter caráter especulativo e não especulativo, p. ex.,
certificados de investimentos e fundos imobiliários;
b) investimentos em ativos: estes podem ser distinguidos, ainda, em ativos físicos, p. ex.
máquinas equipamentos, e os relativos (intangíveis), p. ex., educação e pesquisa e
desenvolvimento.
Os investimentos em ativos físicos, segundo Kern (1974), classificam-se em:
a) Investimentos fundamentais;
b) investimento atual; e
c) investimento complementar.
Os fundamentais podem representar um investimento em nova organização ou em filiais. Os
investimentos atuais ou em curso relacionam-se a substituições e reparações de capitais já
existentes na organização. E os investimentos complementares referem-se a expansões que
consiste no aumento da capacidade da organização, as mudanças que são relativas a
modificações de determinadas características físicas organizacionais, e de certeza que visam
reduzir os riscos em um sentido mais amplo.
As classificações dos investimentos de ativos auxiliam no processo de análise financeira e de
decisão – orçamentação de capital - (COOREMANS, 2011), pois os tipos de investimentos
diferem nestes processos (GÖTZE; NORTHCOTT, 2015), p. ex., a ênfase financeira atribuída
ao investimento, investimentos requeridos por órgãos legislativos, desuniformes taxas de
retornos exigidos na aceitação do projeto, diversidade no grau de risco envolvido no projeto,
entre outros. Sendo assim, pode-se perceber que o tempo de maturação dos diferentes tipos de
investimentos diverge, pois há variadas formas de alocação de investimentos de ativos ou de
capital.
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A análise de investimentos, no tocante à avaliação da rentabilidade e retorno, geralmente é
realizada pelos métodos Payback, VPL e TIR, os quais são amplamente utilizados na práxis
corporativa (ANDRÉS; FUENTE; MARTÍN, 2015; ALKARAAN; NORTHCOTT, 2006;
COOREMANS, 2011; COOPER et al., 2002; HERMES; SMID; YAO, 2007). O Payback é o
método mais simples e apura o tempo necessário na recuperação integral do capital inicial
investido; o resultado é expresso em anos ou meses e seu cálculo é realizado pela divisão do
capital investido pelo rendimento anual gerado (COOREMANS, 2011; KENGATHARAN,
2016). Desta forma, a seleção do investimento ou sua decisão de aceitar, adiar ou rejeitar não
está fundamentada na rentabilidade, mas no risco em função do tempo necessário na
recuperação do valor inicial.
O método VPL, considerado o mais conhecido e utilizado, é o valor descontado do fluxo de
caixa total gerado de acordo com uma predefinição de ciclo de vida do projeto, diminuído o
valor do investimento inicial (COOPER et al., 2002; HERMES; SMID; YAO, 2007; SOUZA;
LUNKES, 2016). A taxa de desconto tem como base o custo do capital e o risco do projeto,
sendo assim, quanto maior o risco atrelado ao investimento, maior será a taxa de desconto, e
menor será o VPL e menos atrativo é o investimento. A TIR representa a taxa de desconto, em
percentual, no qual o VPL de um investimento é análogo a zero (COOPER et al., 2002).
Estas análises de investimento são consideradas tradicionais, pois não consideram os
possíveis riscos e as incertezas do processo de avaliação, gerando críticas na literatura.
O modelo tradicional de análise de investimento tem recebido diversas críticas, sendo as
principais compostas pelas estreitas perspectivas de sucesso; ênfase exagerada no curto prazo
extinguindo projetos em sua infância; incapacidade de considerar os benefícios
financeiros gerados pela flexibilidade da produção ou previsões mais eficientes; infundado
tratamento da inflação e na determinação da taxa de desconto, suposições deficientes sobre o
status quo; incapacidade de considerar mais de uma fonte de incerteza, além da taxa de
desconto (GHAHREMANI; AGHAIE; ABEDZADEH, 2012).
Na práxis corporativa, apesar das deficiências dos métodos tradicionais, os gestores ainda
preferem sua utilização ao invés de outros mais eficientes (HERMES; SMID; YAO, 2007;
VERBEETEN, 2006), este fato pode ser explicado pela (SOUZA E LUNKES, 2016):
a) facilidade de apuração;
b) escassez de recursos financeiros e limitações no uso da informática;
c) demanda para os recursos humanos disponíveis; e
d) ausência de aprimoramento dos gestores. Andrés, Fuente e Matín (2015) especificam que a
maioria das explicações vinculamse às preferências e limitações dos gestores.
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A TIR, por exemplo, é utilizada pela cognição dos gestores e estes se sentem mais
confortáveis diante dos percentuais; e o Payback devido a sua facilidade de cálculo e
entendimento (KENGATHARAN, 2016). Consequentemente, as velhas práticas não são
abandonadas pela falta de confiança e aversão ao risco na utilização de técnicas mais
sofisticadas.
A utilização do real option como método de análise de investimentos não significa o
abandono dos métodos tradicionais, mas a complementação com resultados decorrentes de
propostas recentes e apropriadas teoricamente (ANDRÉS; FUENTE; MATÍN, 2015). Este
método pode neutralizar as deficiências do Payback, VPL, TIR, acarretando uma
considerável robustez e precisão às decisões de investimentos considerando na análise os
riscos e as incertezas (BOCK; TRUCK, 2011; GHAHREMANI; AGHAIE; ABEDZADEH,
2012; KÖPPL-TURYNA; KÖPPL, 2013; PAŽEK; ROZMAN, 2012; WANG; TANG, 2010;
KENGATHARAN, 2016).
5. Projetos de Investimentos Empresariais
Pode-se definir empreendimento como um conjunto de atividades e obrigações, com
propósitos bem definidos, e que, devido ao seu grau de complexibilidade e compromissos
associados, para ser consumado, exige a necessidade de atuação segundo um plano
predeterminado, levando em consideração o prazo, qualidade, custo e riscos definidos
(LIMMER, 1997).
Para melhorar o conceito de empreendimento, pode-se afirmar como sendo o
conjunto de atividades necessárias, bem organizadas, associadas entre si, com intuito
de realizar da melhor maneira possível um objetivo.
“O sucesso ou o insucesso de um grande empreendimento é decidido pela capacidade de dar
atenção aos pequenos detalhes.” Esta frase, de Pérez (188?, n.p), conceitua muito bem um
empreendimento, afirmando a importância de pensar anteriormente em todas as variáveis e
aspectos impactantes.
Segundo Limmer (1997), o empreendimento pode ser separado em quatro importantes
estágios, chamados de: concepção, planejamento, execução e conclusão. Cada etapa tem sua
determinada função para a vida de uma empresa e basta uma dessas não funcionar como
esperado para todo o esforço gerado ser inútil.
Na fase da concepção, é observado e identificado a necessidade de implantação do negócio,
seguindo com um plano preliminar de implantação que analisa a viabilidade técnica e
econômica. O planejamento direciona, com um plano de projeto, a realização da ideia. A
execução e a conclusão compreendem o estágio operacional do empreendimento, onde as
ações são realizadas.
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Neste sentido, a ideia de “empreendimento” é aplicada igualmente a qualquer atividade do
homem, podendo ser associado ao ramo artístico, cultural, judiciário, político, executivo,
religioso, entre outros.
Não existe necessidade de criação de categorias específicas para todas categorias, basta o
conhecimento de que podem ser incluídos todos esses núcleos sob o manto da administração,
sendo articulada com a economia e, quando necessitado, com a engenharia. O método
descrito acima segue a sequência ilustrada na figura abaixo:
Figura 1: Estágios de um empreendimento
Planejament
Concepção Execução Conclusão
o
Idea Direcionar a Desenvolvim Corresponde ao
Filtro inicial realização da ento de término do
Possibilidade de ideia. produtos e projeto e início
inserção no Estruturação serviços da fase
mundo dos e viabilidade operacional.
negócios
Fonte: Próprio autor
6. Engenharia Econômica
Em toda história da humanidade o fator limitante vem sendo, de maneira predominantemente,
material, pois os recursos são finitos, sendo um dos principais problemas do desenvolvimento
Econômico. Nesse mister, a Engenharia busca uma solução, tentando controlar e dirigir as
forças físicas e materiais da natureza em benefício do homem e a Economia estudando os
7aspectos sociais de produção e distribuição. Unindo essas duas ciências temos a Engenharia
Econômica que procura vincular a técnica de produção, proveniente da Engenharia, aos fins
da atividade Econômica do homem (NAKANO, 1967).
É de conhecimento geral que em qualquer estudo de um projeto de engenharia, surge mais de
uma alternativa viável. Segundo Nakano (1967), uma análise econômica torna-se necessária
para avaliar o melhor método alternativo de execução.
Segundo THUESEN (1950), as funções da Engenharia Econômica resumemse em:
• Determinar o objetivo;
• Determinar os fatores e meios estratégicos;
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• Avaliar as alternativas de engenharia;
• Interpretar o significado econômico dos projetos de engenharia;
• Assistir no processo decisório.
Nakano (1967) resume essas funções como “o estudo da rentabilidade
Comparada de alternativas”. Ou seja, avaliar, de forma quantitativa, as alternativas da
Engenharia em termos de rentabilidade e custo econômico.
7. Ponto de Equilíbrio
Para Nascimento (2001), custo é a somatória dos bens e serviços consumidos
ou utilizados na produção de novos bens ou serviços, traduzidos em unidades
monetárias.
Assim, custo é toda despesa relacionada aos elementos de produção de
bens, serviços ou comércio de produtos, isto é, os consumos que uma empresa tem
com a estrutura, compras de mercadorias, gastos na fabricação, matérias primas,
pessoal, entre outros.
Os custos totais (CT) são subdivididos em variáveis e fixos, e definidos segundo FiosBezerra
e Caroli (2015), da seguinte forma:
Figura 2 definiçã de custos
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Fonte: Próprio autor (Adaptado Fios Bezerra e Caroli, 2015)
Segundo Bezerra e Caroli (2015), as despesas são todos os recursos relativos aos gastos com
a estrutura administrativa e comercial. Por exemplo: aluguel do prédio da administração,
salários e encargos da administração, água, luz e telefone da administração, propaganda,
impostos, seguros da administração, comissões de vendedores. Os autores definem, e
subdividem Despesas totais (DT) da seguinte maneira
Figura 3: definição de despesas
Fonte: Próprio autor (Adaptado Fios Bezerra e Caroli, 2015)
Bornia (2002) conceitua a margem de contribuição unitário (MCU) como a quantia das
vendas menos os custos variáveis. Analogamente, a margem de contribuição unitária é o
preço de venda menos os custos variáveis unitários do produto. Por sua vez, a razão de
contribuição é a margem de contribuição dividida pelas vendas, ou a margem de contribuição
unitária dividida pelo preço de venda unitário do produto.
De acordo com Bezerra e Caroli (2015), o ponto de equilíbrio aponta a quantiasuficiente para
saldar todos os custos fixos e variáveis, isto é, o ponto em que não há ganho ou perda
contábil. É o ponto de equivalência entre a receita total e o custo total.
Também chamado de break-even point (BEP), ponto de ruptura ou ponto crítico.
A organização está no BEP quando não possui lucro ou prejuízo, em tal caso, sua receita total
é igual ao custo total e despesa total.
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O ponto de equilíbrio é o nível de operações no qual as receitas e os custos de uma empresa
são exatamente iguais. Em equilíbrio, uma empresa não tem nem lucro nem prejuízo
operacional. O ponto de equilíbrio é útil no planejamento empresarial, especialmente quando
as operações se expandem ou encolhem. (WARREN; REEVE e FESS, 2003, P. 98).
𝐵𝐸𝑃 =CF/Mc
Onde:
𝐵𝐸𝑃 é o Ponto de equilíbrio 𝐶𝐹 é os custos fixos e 𝑀𝑐𝑢 é a margem de contribuição.
Mecanismo para formação do preço de venda depois de analisar o ponto de equilíbrio, será
abordado agora alguns fatores importantes que afetam o processo de precificação nas
empresas: a demanda, o custo e a concorrência.
Os preços de venda são estipulados com base em três princípios fundamentais:
Custos, concorrência e percepção do valor pelo cliente ou consumidor. Uma empresa utiliza,
frequentemente, destas três formas para chegar ao preço que melhor represente ao valor de
seu produto ou serviço (ASSEF, 2015). A seguir, uma ilustração dos princípios de formação
de preço:
Figura 4: Ilustração dos princípios de formação de preços
Como já foi demonstrado, as noções dos custos de uma empresa são fundamentais para a
decisão da sua política de preços. É de extrema importância para o empresário saber quanto
custa vender um produto. Embasa-se apenas no preço dos concorrentes pode ser uma falha
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fatal, pois os custos de empresas diferentes ertamente são diferentes. Em seguida, deve ser
analisado a demanda pelo produto ou serviço.
Quando a demanda por uma mercadoria é elevada, e poucos concorrentes oferecem essas
mercadorias no mercado, a tendência é que as empresas aumentem seus preços, obtendo,
dessa forma, uma melhor lucratividade. De modo análogo, quando existe uma baixa demanda
pelo produto ou mercadoria, e simultaneamente possui uma grande oferta, os preços tendem a
serem reduzidos.
Depois deve ser considerado o preço do concorrente. Existem empresas que se deparam com
concorrência com preços de vendas abaixo do mercado. Isso pode ocorrer por vários fatores,
como acesso a mercadorias com preços mais baixos, volume de compra maior, possibilitando
mais poder de negociação com os fornecedores, volume de vendas maior, possibilitando uma
redução da margem de lucro, ou mesmo a prática de política de preços sem o devido cálculo
de custos.
Então, a empresa, deve calcular o seu preço e, somente depois fazer uma pesquisa com seus
concorrentes, verificando a oferta da mercadoria e políticas de preços praticada, para assim,
definir o preço de sua mercadoria (SEBRAE, 2018).
8. Análise de Investimentos
Um investimento pode ser designado como uma proposta de aplicação de recursos escassos
que possuem aplicações alternativas a um negócio, como também um sacrifício feito no
momento para obtenção de um benefício futuro (REMER; NIETO, 1995).
um investidor quando realiza um investimento, sendo ele em ações, títulos, empresas, ou
poupança, sempre tem por objetivo que seu dinheiro cresça.
Ninguém realiza um investimento com objetivo de perder seu capital, então não é do feitio de
um investidor fechar os olhos e realizar um investimento às escuras, pois dessa forma se torna
maior as suas chances de não ter sucesso em suas aplicações, sendo que, para que se possa
fazer um bom investimento é necessário realizar um estudo detalhado sobre onde deseja
investir seu dinheiro, para que, no saque ou na realização desse investimento, o investidor
termine com um valor positivo e não com prejuízo Ou perda de capital (BOLIGON, 2009,
P.1).
Lima Junior (1998) afirma que o empreendedor, ao aplicar para desenvolver determinado
empreendimento, perde liquidez imobilizando seus fundos, perdendo assim o seu poder de
compra, porque sua capacidade de troca na economia está limitada às características de
liquidez do seu portfólio de investimentos no empreendimento.
O autor enfatiza que o empreendedor perde poder de compra no presente, para ganhar poder
de compra no futuro, em um montante maior.
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“O investimento é, pois, uma aplicação de dinheiro em projetos de implantação de novas
atividades, expansão, modernização etc., da qual se espera obter uma boa rentabilidade”
(ERHLICH, 1977, P.7).
Lima Junior (1998) diz que, os indicadores que refletem a qualidade do investimento é o que
informarão ao investidor se o empreendimento que será executado é viável ou não para sua
empresa. Desses indicadores tem-se o TMA, TIR, VPL e ROI.
9. Taxa Mínima de Atratividade (TMA)
A taxa de juros a ser usada pela matemática financeira, usualmente denominada Taxa Mínima
de Atratividade (TMA), é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das aplicações
correntes e de pouco risco.
Uma proposta de investimento para ser atrativa deve render, no mínimo, essa taxa de juros
(BARBOSA, 2005, P.4).
Para Araújo (2010), em geral quando vai se investir em determinado projeto, o empreendedor
requer normalmente um retorno igual ao que ele teria se aplicasse seu capital no mercado
financeiro, ou seja, o fato dele investir seu dinheiro faz consequentemente com que perca as
outras oportunidades, pois assim ele perde seu poder de compra, então para que o projeto seja
viável ele requisita um retorno no mínimo igual aos outros investimentos no qual poderia
fazer. A taxa mínima de atratividade é composta por basicamente três fatores que podem ser
vistos na figura seguinte:
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Garrán (2018), afirma que, o TMA é uma ferramenta muito importante na análise de
investimentos. Trata-se de uma taxa de juros que representa o mínimo que o investidor se
propõe a ganhar quando investe seus recursos, ou o máximo que uma empresa está disposta a
pagar quando faz um financiamento.
Nas palavras de Gitman (2000, P.382):
Ocusto de capital pode ser definido como a taxa de retorno que a empresa precisa obter sobre
os seus projetos de investimento, para manter o valor de mercado de suas ações. Ele pode ser
também considerado como a taxa de retorno exigida pelos fornecedores de capital do
mercado, para atrair seus fundos para empresa.
Para Garrán (2018), um investimento só será levado adiante se o crescimento no fluxo de
caixa for grande o bastante para compensar o recurso aplicado inicialmente. Portanto, pode
ser concluído que, existe uma taxa mínima de atratividade que o investidor considera para
tomar a decisão de executar ou não um projeto.
10.Método do Valor Presente Líquido (VPL)
O VPL ou método do valor atual líquido, possui um simples sistema de avaliação, é calculado
o Valor Presente Líquido (VPL) do fluxo de caixa da possibilidade de aplicação de capital,
com o uso da Taxa Mínima de Atratividade (TMA).
Se o Valor Presente Líquido (VPL) for positivo, o projeto de investimento é atrativo
(BARBOSA, 2005).
Como o Valor Presente Líquido (VPL) leva explicitamente em conta o valor do dinheiro no
tempo, é considerado um método sofisticado de análise de investimento. Todos os métodos
descontam, de uma maneira ou de outra, os fluxos de caixa da empresa a uma Taxa Mínima
de Atratividade (TMA), essa taxa é o retorno mínimo que deve ser obtido em um projeto para
que o valor de mercado da empresa fique inalterado (BARBOSA, 2005, P.5).
Para conhecer o valor do dinheiro no tempo, é necessário conhecer o seu comportamento
dinâmico. O valor presente é o capital ao valor de hoje, do momento.
Com o decorrer do tempo, esse valor é somado com juros e se transforma em montante.
Assim, valor futuro é o valor presente mais os juros (HOJI, 2001).
Para Ross, Westerfield e Jaffe, o VPL é o Valor Presente dos fluxos de caixa futuros
subtraídos do Valor Presente do custo de investimento. Assim, podemos quantificar o VPL
pela seguinte equação:
n i
VPL=∑ j =F /(1+ i)
Onde:
𝐹𝐶0: Investimento inicial
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𝐹𝐶𝑗: Fluxos de caixas futuros
𝑖: Taxa mínima de atratividade
𝑛: Período (anos ou meses)
[Link] Interna de Retorno (TIR)
A taxa interna de retorno (TIR) é provavelmente a mais usada das técnicas sofisticadas de
orçamento de capital, embora seja considerada a mais difícil de calcular a mão do que o VPL.
A taxa interna de retorno (TIR) consiste na taxa de desconto que faz com que o VPL de uma
oportunidade de investimento seja igual a $ 0 (já que o valor presente das entradas de caixa
iguala-se ao investimento inicial). É a taxa de retorno anual composta que a empresa obterá,
se investir no projeto e receber as entradas de caixa previstas (GITMAN, 2010, p.371).
A TIR é estipulada pela taxa de desconto aplicada às entradas e às saídas. O método trata de
igualar o VPL a zero, isto é, os valores de entradas são iguais aos da ssída (HELFERT, 2000).
Ao supor que a taxa de desconto é igual à taxa de juros, os fluxos de caixa intermediários são
reinvestidos na própria TIR calculada para o investimento (HOJI, 2001).
∑^n = 𝐹𝐶𝑗/(1+𝑇𝐼𝑅)𝑗 – 𝐹𝐶0 =0
Pereira et al. (2016) diz que TIR é o valor presente líquido expresso em taxa. O método é
muito utilizado em finanças, seu critério é baseado em aceitar o projeto se a TIR for maior
que o custo de oportunidade do capital. O método TIR representa a taxa que iguala, em
determinado momento, as entradas com as saídas previstas de caixa.
[Link] Sobre o Investimento (ROI)
O capital investido é composto pelos recursos onerosos (dívidas da empresa que produzem
juros) captados pela mesma junto aos credores e os recursos próprios aplicados por seus
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proprietários, cujos valores são registrados em contas do patrimônio Líquido (ASSAF NETO,
2009).
No que concerne ao cálculo do ROI, não há uma unanimidade a respeito dos fatores que
devem ser considerados para a determinação do ROI (WERNKE, 2008).
Logo, o ROI pode ser apurado através da seguinte equação:
𝑅𝑂𝐼 =𝐿𝑜/𝐼𝑚
Onde:
𝐿𝑜: Lucro Operacional (Antes dos Imposto de Renda)
𝐼𝑚: Investimento Médio (Passivo Onerosos mais Patrimônio Liquido)
De acordo com Wernke (2008), “o interesse por este indicador deve-se ao fato de que este
combina fatores de lucratividade e os transforma em taxa percentual”. Por isso, é possível o
comprá-lo com a taxa de retorno de outros investimentos, internos ou externo a companhia
[Link]ão
Neste trabalho buscou-se estudar a viabilidade de investimento onde conclui-se que um
investimento pode ser designado como uma proposta de aplicação de recursos escassos que
possuem aplicações alternativas a um negócio, como também um sacrifício feito no momento
para obtenção de um benefício futuro.
Também podemos concluir através desse trabalho de que quanto maior for o investimento
maior será o ganho e quanto menor for o investimento menor também será o ganho.
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[Link]
ACKOFF, RUSSEL LINCOLN – Creating the corporate future – John Wiley – 1981
ANDRADE, Marcio Roberto. Por que as empresas quebram (e como não ser mais
um a falir). 2017.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. [Link]. São Paulo:
HARBRA Ltda. 2000.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 8ªed, Porto Alebre:
Bookman, 2010.
SANTOS, Daiane Escouto dos; SILVA, Carina Inês Panke da. A IMPORTÂNCIA DE
UMA ANÁLISE DE INVESTIMENTO PARA ABERTURA DE UMA LOJA DE
AUTOPEÇAS EM UMA OFICINA MECÂNICA. 2010. 14 f. TCC (Graduação) –
Curso De Ciências Contábeis, Dom Alberto, Santa Cruz, 2010
MARCIANO, Vitor. GESTÃO DE RISCOS: COMPREENSÃO DOS RISCOS E
APLICAÇÃO DA GESTÃO. 2017.
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