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Limites e Continuidade em Funções

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Mateus Lopes Malano

Limite e Continuidade de Funções


Modulo IV de Matemática 12ª classe

Escola Secundária Geral de Pebane


Pebane
2020
Dedicatória

Dedico este trabalho especialmente aos alunos da 12ª classe que por razões óbvias, são obrigados
a frequentar o ano lectivo através de outras vias se distanciando do seu orientador e uma delas é
através do ensino pelo qual o mestre e o módulo, o manual sem se deslocar a escola e por este
motivo são por fé que a partir da educação em particular a educação científica iluminara o seu
futuro.

Acreditemos que os momentos mais difíceis em breve estarão fora de nós quando todos estivermos
comprometidos com a saúde nossa, dos nossos próximos e de toda a humanidade.

ALLAH nos proteja


Limites e Continuidade de Funções
Noção Intuitiva de Limite

Se 𝑓(𝑥) = −2𝑥 + 1, quando x se avizinha a −1 é igual a 5, pode ser limite de 𝑓(𝑥) quando 𝑥 tende a −1
se aproxima a 5 e pode esr escrito sob forma intuitiva de limite.
lim (−2𝑥 + 1) = lim [−2(−1) + 1] = lim (4 + 1) = 5
𝑥→−1 𝑥→−1 𝑥→−1

Seja I um intervalo aberto a qual pertença um número real 𝑎. Se 𝑓 for uma função definida para 𝑥 ∈ 𝑅 −
{𝑎}, 𝑑𝑖𝑧 𝑠𝑒 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑓(𝑥)𝑞𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑥 tende a 𝑎 igual a L e escreve-se

lim 𝑓(𝑥) = 𝐿
𝑥→𝑎

𝑥 2 −4
Seja 𝑓(𝑥) = 𝑥+2 ; 𝑥 ≠ −2; 𝑓(𝑥) = 𝑥 − 2 𝑒 𝑓(−2) = −2 − 2 = −(2 + 2) = −(+4) = −4
𝑥2 − 4 0 𝑥 2 − 22 (𝑥 + 2)(𝑥 − 2)
lim = [ ] = lim = lim = lim (𝑥 − 2) = (−2 − 2) = −4
𝑥→−2 𝑥 + 2 0 𝑥→−2 𝑥 + 2 𝑥→−2 𝑥+2 𝑥→−2

lim 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) = 𝐿 Caso contrário não existe limite. Se existe limite é único.
𝑥→𝑎

𝑅 𝑅 𝑅 ∞ 𝑅
Lembre-se que: = −∞; = +∞; = ∞; = ∞; = 0 (infinitésimo ou
0− 0+ 0 𝑅 ∞
infinitamente pequeno).

Propriedades dos limites

 O limite de uma função constante, quando 𝑥 tende a “𝑎”, é igual a própria constante:
lim 𝑘 = 𝑘. Exemplo lim 4 = 4
𝑥→𝑎 𝑥→3

 O limite da função identidade 𝑓(𝑥) = 𝑥, quando 𝑥 tende a “𝑎”, é igual a “𝑎”.


lim 𝑥 = 𝑎 . Ex. lim 𝑥 = 2
𝑥→𝑎 𝑥→2

 Regra da multiplicação por escalar:


lim 𝑘𝑓(𝑥) = klim 𝑓(𝑥)
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎
lim 3𝑥 = 3lim 𝑥 = 3lim 2 = (3 ∗ 2) = 6
𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2

 O limite da soma é igual à soma dos limites (caso esses limites existam):
lim [𝑓(𝑥) ∓ 𝑔(𝑥)] = lim 𝑓(𝑥) ± lim 𝑔(𝑥)
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

Exemplo.
lim (𝑥 2 − 3𝑥) = lim 𝑥 2 − lim 3𝑥 = lim 𝑥 2 − 3lim 𝑥 = lim 22 − 3lim 2 = (4 − 3 ∗ 2) = (4 − 6) = −2
𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2 𝑥→2

 O limite do produto é igual ao produto dos limites (caso esses limites existam):
lim [𝑓(𝑥) ∗ 𝑔(𝑥)] = lim 𝑓(𝑥) ∗ lim 𝑔(𝑥)
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎
 O limite do quociente é igual ao quociente dos limites (caso esses limites existam):
𝑓(𝑥) lim 𝑓(𝑥)
lim [ ] = 𝑥→𝑎 ; 𝑔(𝑥) ≠ 0
𝑥→𝑎 𝑔(𝑥) lim 𝑔(𝑥)
𝑥→𝑎
Exemplo.
𝑥−3 lim (𝑥 − 3) −1 − 3 −(1 + 3) −(1 + 3) 4 1
𝑥→−1
lim ( 3
) = 3
= 3
= = = = 2−1 =
𝑥→−1 𝑥 −7 lim (𝑥 − 7)) (−1) − 7 −1 − 7 −(1 + 7) 8 2
𝑥→−1

 O limite da potência de uma função {𝑓(𝑥)}𝑛 , onde n é um número inteiro positivo, é igual
a potência do limite da função (caso exista):
lim (𝑓(𝑥))𝑛 = (lim 𝑓(𝑥))𝑛
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

Exemplo.
lim (𝑥 − 1)2 = ( lim (𝑥 − 1)2 = (−2 − 1)2 = (−3)2 = 9
𝑥→−2 𝑥→−2

 O limite da raiz de uma função 𝑛√𝑓(𝑥) , é a raiz do limite da função, se o limite existe e é
maior ou igual a zero.
lim 𝑛√𝑓(𝑥) = 𝑛√ lim (𝑓(𝑥); onde 𝑓(𝑥) ≥ 0𝑛𝑑𝑒 𝑛 𝑓𝑜𝑟 𝑝𝑎𝑟 𝑒 ∀𝑓(𝑥) 𝑠𝑒 𝑛 𝑓𝑜𝑟 𝑖𝑚𝑝𝑎𝑟.
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

lim √𝑥 4 − 4𝑥 + 1 = √ lim (𝑥 4 − 4𝑥 + 1) = √ lim ((−2)4 − 4(−2) + 1) = √16 + 8 + 1 = √25 = 5


𝑥→−2 𝑥𝑥→−2 𝑥→−2

Tipos de indeterminações
0 ∞ −𝑦
|0| ; |∞| ; |∞ − ∞|; |1|∞ ; |0 ∗ ∞|. Como lim 𝑥 ∗ 2𝑥 = [0 ∗ ∞] = lim (−𝑦 ∗ 2−𝑦 ) = lim =0
𝑥→−∞ 𝑥→0 𝑦→0 2𝑦

Operações com limites (Aplicações)


Exercício 1.
𝑥2 + 𝑥 − 2 0 (𝑥 − 1)(𝑥 + 2) 𝑥+2 1+2
lim = | | = lim = lim = lim = lim 3 = 3
𝑥→1 𝑥 2 − 𝑥 0 𝑥→1 𝑥(𝑥 − 1) 𝑥→1 𝑥 𝑥→1 1 𝑥→1

Exercício 2

√2 + ℎ − √2 0 (√2 + ℎ − √2)(√2 + ℎ + √2)


lim = [ ] = lim =
ℎ→0 ℎ 0 ℎ→0 ℎ(√2 + ℎ + √2)

(√2 + ℎ)2 + (√2 + ℎ ∗ √2) − (√2 ∗ √2 + ℎ) − (√2)2 (√2 + ℎ)2 − (√2)2


lim = lim =
ℎ→0 ℎ(√2 + ℎ + √2) ℎ→0 ℎ(√2 + ℎ + √2)
2+ℎ−2 ℎ 1 1 1
lim = lim = lim = =
ℎ→0 ℎ(√2 + ℎ + √2) ℎ→0 ℎ(√2 + ℎ + √2) ℎ→0 (√2 + ℎ + √2) √2 + 0 + √2 2√2

1 1 √2 √2 √2 √2 1 √2
Lembre- se que: = ∗ = = = → =
2√2 2√2 √2 2√4 2∗2 4 2√2 4
(𝑡 − √𝑡 2 + 3𝑡)(𝑡 + √𝑡 2 + 3𝑡)
lim (𝑡 − √𝑡 2 + 3𝑡)) = [∞ − ∞] = lim
𝑡→∞ 𝑡→∞ (𝑡 + √𝑡 2 + 3𝑡

𝑡 2 − (√𝑡 2 + 3𝑡)2 𝑡 2 − (𝑡 2 + 3𝑡) 𝑡 2 − 𝑡 2 − 3𝑡


= lim = lim = lim
𝑡→∞ (𝑡 + √𝑡 2 + 3𝑡 𝑡→∞ (𝑡 + √𝑡 2 + 3𝑡 𝑡→∞ (𝑡 + √𝑡 2 + 3𝑡
−3𝑡 −3 −3 −3 3
= lim = lim = = =−
𝑡→∞ 3 𝑡→∞ 3 1 + √1 2 2
𝑡(1 + √1 + 1 + √1 +
𝑡 𝑡
1−cos(𝑥) 1
 lim (𝑠𝑜𝑙: 2)
𝑥→0 𝑥2

Limites Laterais
Os limites à esquerdas e `a direita recebem a designação comum de limites laterais. Para se poderem
definir estes limites, o ponto a tem que ser ponto de acumulação de B.
lim 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) ↔ lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎); 𝑐𝑎𝑠𝑜 𝑜 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑎.
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

2𝑥 − 1; 𝑥 ≥ 1
𝑓(𝑥) = { 2
𝑥 ;𝑥 < 1
 lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) → lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(1)
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→1 𝑥→1
 lim− 𝑓(𝑥) = lim− 𝑥2 = lim−(1)2 = 1
𝑥→1 𝑥→1 𝑥→1
 lim+1 𝑓(𝑥) = lim+ (2𝑥 − 1) = 𝑓 lim+ (2 ∗ 1 − 1) = (2 − 1) = 1
𝑥→1 𝑥→1 𝑥→1
 𝑓(1) = (2𝑥 − 1)]𝑥=1 → 2 ∗ 1 − 1 = 2 − 1 = 1

 Como lim 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) → lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(1) então existe
𝑥→𝑎− 𝑥→𝑎 𝑥→1 𝑥→1
limite naquele ponto.

Limites infinitos
lim 𝑓(𝑥) = ± ∞;
𝑥→0

Exemplo.
2 2 2
𝑓(𝑥) = 𝑥 Para a construção do gráfico será necessário usar limite. Nisto, lim 𝑥 = 0 = ∞.
𝑥→0

É difícil determinar se é à esquerda ou à direita para tal recorremos aos limites laterais
lim 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎); 𝑐𝑎𝑠𝑜 𝑜 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑎.
𝑥→𝑎 − 𝑥→𝑎

2 2
lim− 𝑓(𝑥) = lim− = −∞ 𝑒 lim 𝑓(𝑥) = lim = +∞
𝑥→0 𝑥→0 0− 𝑥→0+ 𝑥→0+ 0+

Logo não existe limite pois os limites laterais são diferentes


Limites notáveis
1º Limite fundamental
𝑠𝑒𝑛(𝑥) 𝑠𝑒𝑛(3𝑥) 0 3𝑠𝑒(3𝑥) 𝑠𝑒𝑛(3𝑥)
lim ≅ 1. lim = [0] = lim = 3 lim = 3lim 1 = 3 ∗ 1 = 3
𝑥→𝑜 𝑥 𝑥→0 𝑥 𝑥→0 3𝑥 𝑥→0 3𝑥 𝑥→0

𝒔𝒆𝒏(𝒂𝒙) 𝒂
 𝐥𝐢𝐦 ≅ ;𝒃 ≠ 𝟎
𝒙→𝟎 𝒃𝒙 𝒃

2º Limite notável
𝟏 𝒌 𝟏 𝟏
 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙)𝒙 = 𝒆; 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙)𝒙 = 𝒆𝒌 ; 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒌𝒙)𝒙 = 𝒆𝒌 ; 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒕𝒈𝒙)𝒕𝒈𝒙 = 𝒆
𝒙→𝟎 𝒙→𝟎 𝒙→𝟎 𝒙→𝟎
𝑡𝑔(𝑥) 𝑡𝑔(𝑎𝑥) 𝑎
 lim ≅ 1 e lim ≅ ;𝑏 ≠ 0
𝑥→𝑜 𝑥 𝑥→0 𝑏𝑥 𝑏

𝟏 𝟏 𝒌 𝒙 𝒌
 𝐥𝐢𝐦 (𝟏 + 𝒙)𝒙 = 𝒆; 𝐥𝐢𝐦 (𝟏 + 𝒙)𝒌𝒙 = 𝒆𝒌 ; 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙) = 𝒆𝒌 ; 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙)𝒂𝒙 = 𝒆𝒌𝒂
𝒙→∞ 𝒙→∞ 𝒙→∞ 𝒙→∞

𝒂𝒙 −𝟏 𝟑𝒙 −𝟏 𝒆𝒙 −𝟏 𝒍𝒐𝒈(𝒙+𝟏)
 𝐥𝐢𝐦 = 𝒍𝒏𝒂; 𝐥𝐢𝐦 = 𝐥𝐧 𝟑 ; 𝐥𝐢𝐦 = 𝐥𝐧 𝒆 = 𝟏 ; 𝐥𝐢𝐦 = 𝐥𝐨𝐠 𝒂 𝒆
𝒙→𝟎 𝒙 𝒙→𝟎 𝒙 𝒙→𝟎 𝒙 𝒙→𝟎 𝒙

𝒍𝒏(𝒙+𝟏)
 𝐥𝐢𝐦 ≅ 𝟏; 𝐥𝐢𝐦 𝒂𝒙 = 𝟎 𝒆 𝐥𝐢𝐦 𝒂𝒙 = +∞
𝒙→𝟎 𝒙 𝒙→−∞ 𝒙→+∞

𝟏
𝐥𝐢𝐦[𝒇(𝒙)−𝟏)]∗𝒈(𝒙)
Importante 𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙)𝒙 = [𝟏]∞ = 𝒆𝒙→𝟎
𝒙→𝟎

Aplicações
Encontre valor do limite
4
1 1 1 𝑥−3 √1 + 𝑥 − 1 √𝑥 − 1
𝑎) lim (1 + )3𝑥 ; 𝑏) lim(1 + )𝑥+2 ; 𝑐) lim (1 −
) ; 𝑑) lim 3 ; 𝑑) lim 3
𝑥→∞ 𝑥 →∞ 𝑥 𝑥→∞ 2𝑥 𝑥→∞ √1 + 𝑥 − 1 𝑥→∞ √𝑥 − 1
3
(2 + ℎ)3 − 8 √𝑥 − 2 1 − 𝑐𝑜𝑠 3 (𝑥)
𝑒) lim (𝑥 − √𝑥 2 + 2𝑥) ; 𝑓) lim ; 𝑔) lim ; lim
𝑥→∞ ℎ→0 ℎ 𝑥→8 𝑥 − 8 𝑥→0 𝑠𝑒𝑛2 (𝑥)
1−cos(2𝑥) 0 1−(1−2𝑠𝑒𝑛2 (𝑥)) 1−1+2𝑠𝑒𝑛2 (𝑥) 2𝑠𝑒𝑛2 (𝑥) 2𝑠𝑒𝑛(𝑥)
 lim = [0] = lim = lim = lim = lim =2∗
𝑥→0 𝑥𝑠𝑒𝑛(𝑥) 𝑥→0 𝑥𝑠𝑒𝑛(𝑥) 𝑥→0 𝑥𝑠𝑒𝑛(𝑥) 𝑥→0 𝑥𝑠𝑒𝑛(𝑥) 𝑥→0 𝑥
1=2
𝟐 𝟐 𝟐 𝟏
𝐥𝐢𝐦[𝒇(𝒙)−𝟏)]∗𝒈(𝒙) 𝐥𝐢𝐦[𝟏+𝒙−𝟏]∗(− ) 𝐥𝐢𝐦 𝒙(− ) 𝐥𝐢𝐦(−𝟐)
𝐥𝐢𝐦(𝟏 + 𝒙)−𝒙 = [𝟏]∞ = 𝒆𝒙→𝟎 = 𝒆𝒙→𝟎 𝒙 = 𝒆𝒙→𝟎 𝒙 = 𝒆𝒙→𝟎 = 𝒆−𝟐 =
𝒙→𝟎 𝒆𝟐

Continuidade de funções reais de uma variável


Neste capítulo estudam-se os conceitos de continuidade e descontinuidade de funções. Através do estudo
dos limites, é definida a continuidade de uma função real em um ponto, que é a base das propriedades e
definições envolvendo continuidade.

Definição Usual: Uma função 𝑓(𝑥) é contínua em 𝑥 = 𝑎 (ponto de acumulação do domínio de 𝑓(𝑥) se:
lim 𝑓(𝑥)𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑒, 𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑗𝑎, lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) ;
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

lim 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎)


𝑥→𝑎

Caso contrário, 𝑓(𝑥) é descontínua no ponto a pertencente ao domínio de 𝑓(𝑥).


Observação: Não se discute continuidade de funções em pontos que não pertencem ao domínio da função.

Propriedades das Funções Contínuas


Suponha que f e g sejam duas funções contínuas no número a. Então tanto f(a) como g(a) são definidas, e
consequentemente (𝑓 + 𝑔) (𝑎) = 𝑓(𝑎) + 𝑔(𝑎) é definida.
1- Se 𝑓 𝑒 𝑔 são contínuas em a, então 𝑓 + 𝑔, 𝑓 − 𝑔 𝑒 𝑓. 𝑔 também o são.
2- Se 𝑓 𝑒 𝑔 são contínuas em a e 𝑔(𝑎) ≠ 0, então 𝑓/𝑔 é contínua em a.
3- Se 𝑔 é contínua em a e f é contínua em g(a), então 𝑓𝑜𝑔 é contínua em a.
4- Uma função polinomial é contínua em todos os números.
5- Uma função racional é contínua em todo número no qual está definida.
𝑥 2 +𝑥−2
Verifique se a função 𝑓(𝑥) = ;𝑥 >1
{ 𝑥−1
2 + 𝑥; 𝑥 ≤ 1
𝑥2 + 𝑥 − 2 0 (𝑥 − 1)(𝑥 + 2)
lim+ 𝑓(𝑥) = lim+ = [ ] = lim+ = lim+(𝑥 + 2) = (1 + 2) = 3;
𝑥→1 𝑥→1 𝑥−1 0 𝑥→1 𝑥−1 𝑥→1

lim 𝑓(𝑥) = lim−(2 + 𝑥) = (2 + 1) = 3;


𝑥→1− 𝑥→1
𝑓(1) = (2 + 𝑥)|𝑥=1 = (2 + 1) = 3
Portanto, como os limites laterais são iguais a função no ponto 𝑥0 = 1, então é continua naquele ponto.
Exercícios
𝑥 2 −2𝑥
[Link] dada a função 𝑓(𝑥) = { ; 𝑥 > [Link] o valor de a para que seja continua no ponto 𝑥 =
𝑥 2 −5𝑥+6 0
2𝑎 + 𝑥; 𝑥 ≤ 2
2
𝑥 2 − 2𝑥 0 𝑥(𝑥 − 2) 𝑥 −2 −2 2
lim+ 2
= [ ] = lim+ = lim+ = = =
𝒙→𝟐 𝑥 − 5𝑥 + 6 0 𝑥→2 (𝑥 − 2)(𝑥 − 3) 𝑥→2 𝑥 − 3 −2 − 3 −5 5
lim (2𝑎 + 𝑥) = 2𝑎 + 2 e 𝑓(2) = 2𝑎 + 2
𝑥→2−
2
lim+ 𝑓(𝑥) = lim− 𝑓(𝑥) = 𝑓(2) → = 2𝑎 + 2 = 2𝑎 + 2
𝑥→2 𝑥→2 5
2 2 8 8 4
2𝑎 + 2 = → 2𝑎 = − 2 → 2𝑎 = − → 𝑎 = − →𝑎=−
5 5 5 10 5
Para que a função seja continua no ponto 𝑥0 = 2, o valor de 𝑎 é igual a −4⁄5.

2. Estude a continuidade de cada função e se necessário determine o valor dos parâmetros 𝑎 ou 𝑏.


3𝑥 − 2; 𝑥 > −1
4𝑥 + 3; 𝑥 ≤ −2 3𝑎𝑥 2 + 2; 𝑥 < −1
𝑓(𝑥) = {5 − 𝑎𝑥; 𝑥 < −1 𝑔(𝑥) = { ℎ(𝑥) = {
3𝑥 + 𝑎; 𝑥 > −2 𝑥 − 2; 𝑥 ≥ −1
3; 𝑥 = −1

2𝑥 2 + 3𝑥 + 1 3𝑥 − 3; 𝑥 > −3
; 𝑥 ≠ −1 3𝑥 − 7; 𝑥 ≥ 3
𝑖(𝑥) = { 𝑥+1 𝑗(𝑥) = { 𝑘(𝑥) = { 𝑎𝑥; 𝑥 = −3
𝑎𝑥 + 3; 𝑥 < 3
3; 𝑥 = −1 𝑏𝑥 2 + 1; 𝑥 < −3

Função homógrafa
𝑎𝑥+𝑏
Toda a função do tipo 𝑓(𝑥) = 𝑐𝑥+𝑑 ; 𝑐𝑥 ≠ −𝑑; (𝑎, 𝑏, 𝑐 𝑑) ∈ 𝑅, chama-se de função homógrafa.

𝑥+1 1
𝑓(𝑥) = ; 𝑔(𝑥) =
𝑥−1 𝑥+2
Assíntotas Horizontais e Verticais
Assíntotas são retas que tangenciam o gráfico de uma função, no infinito, e normalmente são paralelas aos
eixos 𝑥 𝑒 𝑦. Estes próprios eixos podem ser assíntotas.
Assíntota Vertical
Dizemos que a reta 𝑥 = 𝑎 é uma assíntota vertical do gráfico de 𝑓 se for verificada uma das seguintes
condições:
−𝑑 𝑎
𝐴𝑉 = 𝑥 = 𝑐
𝑜𝑢 lim𝑑 𝑓(𝑥) e 𝐴𝐻 = 𝑦 = 𝑐
𝑜𝑢 lim 𝑓(𝑥)
𝑥→(− )∓ 𝑥→∞
𝑐
𝑥−1 𝑑 1 𝑎 1
𝑓(𝑥) = 𝑥+1; 𝐷𝑓: 𝑥 ∈ 𝑅 − {−1} 𝑜𝑢 𝐴𝑉: 𝑥 = − 𝑐 = − (− 1) = 1 e 𝐴𝐻: 𝑦 = 𝑐 = 1 = 1
𝑥−1
𝑍𝑓: 𝑓(𝑥) = 0 → =0→𝑥−1=0→𝑥 =1
𝑥+1
0−1
𝑓(0) = 𝑦(0) = 0+1 = −1; (0; −1)
1 1
𝑓(𝑥) = 𝑥+2; 𝐴𝑉 = 𝑥 = −2 𝑒 𝐴𝐻: 𝑦 = 0; 𝑦(0) = 2

Assimptota obliqua: o gráfico de uma função f admite a assimptota obliqua (não vertical) 𝑦 = 𝑎𝑥 + 𝑏, sse
𝒇(𝒙)
existirem dois números reais 𝑎 e 𝑏 tais que 𝒂 = 𝐥𝐢𝐦 𝒆 𝒃 = 𝐥𝐢𝐦 [𝒇(𝒙) − 𝒂𝒙 ] ou então:
𝒙→+∞ 𝒙 𝒙→+∞
𝒇(𝒙)
𝒂= 𝐥𝐢𝐦 𝒆 𝒃 = 𝐥𝐢𝐦 [𝒇(𝒙) − 𝒂𝒙 ].
𝒙→−∞ 𝒙 𝒙→−∞
𝑥 3 −2𝑥 2 +2𝑥+2
Exemplo. 𝑓(𝑥) = ;𝑥 ≠ ±1 𝑠𝑎𝑜 𝑎𝑠 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚𝑝𝑡𝑜𝑡𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑠.
𝑥 2 −1
𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2
𝐴𝐻: 𝑦 = lim = ∞; ∄ 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚𝑝𝑡𝑜𝑡𝑎𝑠 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑖𝑠
𝑥→∞ 𝑥2 − 1

𝑥3 −2𝑥2 +2𝑥+2
𝑓(𝑥) 𝑥2 −1 𝑥 3 −2𝑥 2 +2𝑥+2
Assimptota obliqua: 𝒚 = 𝒂𝒙 + 𝒃; 𝑏 = lim 𝑥 = lim 𝑥
= lim 𝑥 3 −𝑥
=1→ 𝑎=𝑥
𝑥∞ 𝑥→∞ 𝑥→∞

𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 − (𝑥 3 − 𝑥)
𝑏 = 𝑙𝑖𝑚 [𝑓(𝑥) − 𝑎𝑥 ] = lim − 𝑥 = lim
𝑥→+∞ 𝑥→∞ 𝑥2 − 1 𝑥→∞ 𝑥2 − 1
𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 − 𝑥 3 + 𝑥 −2𝑥 2 + 3𝑥 + 2
= lim = lim = −2 → 𝑏 = −2
𝑥→∞ 𝑥2 − 1 𝑥→∞ 𝑥2 − 1
Assimptota obliqua: 𝒚 = 𝒙 − 𝟐
𝑥 3 −2𝑥 2 +2𝑥+2 3𝑥
Ou pode ser calculado a traves de divisão de polinómios: 𝑥 2 −1
= 𝒙 − 𝟐 + 𝑥 2 −1
3𝑥
Onde 𝐷(𝑥): 𝑑(𝑥) = 𝑄(𝑥) + 𝑅(𝑥) → 𝑄(𝑥) = 𝑥 − 2 𝑎 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑎 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚𝑝𝑡𝑜𝑡𝑎 𝑜𝑏𝑙𝑖𝑞𝑢𝑎 𝑒 𝑅(𝑥) =
𝑥 2 −1

𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2
𝑍𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑎𝑜: 𝑓(𝑥) = 0 → = 0 → 𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 = 0
𝑥2 − 1
𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 −3 𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 −3
lim − = = +∞ 𝑒 lim = + = −∞
𝑥→−1 𝑥2 − 1 0− 𝑥→−1+ 𝑥2 − 1 0
𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 3 𝑥 3 − 2𝑥 2 + 2𝑥 + 2 3
lim− 2
= −
= −∞ 𝑒 lim 2
= + = +∞
𝑥→1 𝑥 −1 0 𝑥→−1 + 𝑥 −1 0
Descontinuidades
Descontinuidade evitável ou removível (1a espécie): Uma função apresenta descontinuidade evitável no
ponto 𝑥 = 𝑎, se existe o limite finito de 𝑓(𝑥) quando x tende a 𝑎 e este é diferente de 𝑓(𝑎), ou seja,
lim 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) ≠ 𝑓(𝑎)
𝑥→𝑎 − 𝑥→𝑎

Tal descontinuidade é dita evitável ou removível, uma vez que redefinindo o valor da função no ponto 𝑥 =
𝑎, de tal forma que lim 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎), pode-se “evitar” ou “remover” a descontinuidade nesse ponto.
𝑥→𝑎

𝑥 2 −5𝑥+4
;𝑥 ≠4
Seja 𝑓(𝑥) = { 𝑥−4 . Verifique que é decontínua evitável no ponto 𝑥0 = 4.
5; 𝑥 = 4
𝑥 2 − 5𝑥 + 4 0 (𝑥 − 4)(𝑥 − 1)
lim− = [ ] = lim = lim (𝑥 − 1) = 4 − 1 = 3
𝑥→4 𝑥−4 0 𝑥→4 𝑥−4 𝑥→4
𝑥 2 − 5𝑥 + 4 0 (𝑥 − 4)(𝑥 − 1)
lim = [ ] = lim = lim (𝑥 − 1) = 4 − 1 = 3
𝑥→4 + 𝑥−4 0 𝑥→4 𝑥−4 𝑥→4
Tem o mesmo valor neste caso por ser 𝑥 ≠ 4, serve a esquerda assim como a direita, e;
𝑓(4) = 5
lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) ≠ 𝑓(𝑎) → lim− 𝑓(𝑥) = lim+ 𝑓(𝑥) ≠ 𝑓(𝑎) → 4 = 4 ≠ 5
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→4 𝑥→4

Portanto, 𝑓(𝑥) tem uma descontinuidade evitável em 𝑥0 = 4.


Descontinuidade essencial (2a espécie): Uma função apresenta descontinuidade essencial no ponto 𝑥 =
𝑎 se não existe o limite (finito) de 𝑓(𝑥) quando 𝑥 tende a 𝑎, ou seja, lim− 𝑓(𝑥) ≠ lim+ 𝑓(𝑥).
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

Determine se 𝑓(𝑥) é contínua em 𝑥 = 0. Caso contrário, classifique a descontinuidade e verifique a


existência de continuidade unilateral.
1 − √1 − 𝑥
;𝑥 > 0
𝑥
𝑓(𝑥) = 𝑥
1−𝑒
;𝑥 < 0
2𝑥
{ 2−1 ; 𝑥 = 0
1−𝑒 𝑥 0 1 −1+𝑒 𝑥 1 𝑒 𝑥 −1 1 1 1
lim− = [0] = − 2 lim− = − 2 lim− = − 2 ∗ 𝑙𝑛𝑒 = − 2 ∗ 1 = − 2.
𝑥→0 2𝑥 𝑥→0 𝑥 𝑥→0 𝑥
2
1 − √1 − 𝑥 0 (1 − √1 − 𝑥)(1 + √1 − 𝑥) 12 − (√1 − 𝑥)
lim+ = [ ] = lim+ = lim+
𝑥→0 𝑥 0 𝑥→0 𝑥(1 + √1 − 𝑥) 𝑥→0 𝑥(1 + √1 − 𝑥)

1 − (1 − 𝑥) 1−1+𝑥 𝑥 1 1
= lim+ = lim+ = lim+ = lim+ = = 2−1 .
𝑥→0 𝑥(1 + √1 − 𝑥) 𝑥→0 𝑥(1 + √1 − 𝑥) 𝑥→0 𝑥(1 + √1 − 𝑥) 𝑥→0 1 + √1 − 𝑥 2

1
𝑓(0) = = 2−1
2
1
Como 𝑓(0) = 2, 𝑓(𝑥) não é contínua em 𝑥 = 0. A descontinuidade é do tipo essencial, pois lim 𝑓(𝑥) não
𝑥→à
existe. A função não apresenta continuidade unilateral.
Descontinuidade Infinita: Uma função tem descontinuidade infinita em 𝑥 = 𝑎, 𝑠𝑒 𝑓(𝑥) tende para infinito
(positivo ou negativo) nesse ponto.
1
Exemplo: 𝑓(𝑥) = 𝑥 ; 𝑥 ≠ 0. Neste caso tem descontinuidade é no ponto 𝑥 = 0. O salto é +∞
1 1
lim = +∞ 𝑒 lim− 𝑥 = −∞. lim+ 𝑓(𝑥) − lim− 𝑓(𝑥) = +∞ − (−∞) = +∞ + ∞ = +∞
𝑥→0+ 𝑥 𝑥→0 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎

Descontinuidade de Salto: Uma função tem descontinuidade de salto em 𝑥 = 𝑎, quando 𝑓(𝑥) varia
abruptamente neste ponto (𝑥 = 𝑎).
|𝑥|
Exemplo. A função 𝑓(𝑥) = ; 𝑥 ≠ 0, tem descontinuidade de salto no ponto 𝑥 = 0 pois:
𝑥

|𝑥| |𝑥|
lim+ = 1 𝑒 lim− = −1
𝑥→0 𝑥 𝑥→0 𝑥

|𝑥| |𝑥|
Neste caso o salto é: lim+ − lim− = 1 − (−1) = 1 + 1 = 2
𝑥→0 𝑥 𝑥→0 𝑥

Você é aquilo que Você Pensa


“O homem é feito ou desfeito por si mesmo; no arsenal do pensamento ele forja as armas com as
quais destrói a si próprio. Ele também cria as ferramentas com as quais constrói para si mansões
celestes de alegria, força e paz”.
“A mente de um homem pode ser comparada a um jardim, que pode ser inteligentemente cultivado
ou deixado crescer abandonado; mas se cultivado ou negligenciado, ele deve, e irá produzir. Se
sementes úteis não forem colocadas dentro dele, então umas abundâncias de sementes inúteis de
ervas daninhas irão cair ali dentro, e continuarão a produzir sua espécie”.
Bibliografia
Bosquilha, A; Corrêa, M. L.P e Viveiro, T. C. N. G. (2003). Matemática para o Ensino Medio. Teoria e
Pratica. (2ª Ed.) São Paulo: Rideel.
Malano, M. L. (2020). Modulo de Matematica, Capitulo III. Pebane: ESG Pebane.
Stewart, J. (2006). Calculo Volume I. (5ª Ed.). São Paulo: Pioneira Thomson Learning.

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