INSTITUTO MÉDIO POLITECNICO SEMENTE VALENTE
“IMPSV”
TECNOLOGIAS DAS COMUNICAÇÕES
11ª CLASSE
INTERLIGAÇÃO E GESTÃO DE REDES
NOME DO ALUNO: António Emanuel José
CURSO:
TURMA: PERIODO: SALA:
Adelino José Gabriel
Manual de Tecnologias das Comunicações. 11ª Classe
Interligação de Redes / Redes IP
Interligação de redes
• Redes de diferentes
organizações e
usando diferentes tecnologias de
acesso devem poder comunicar
• Internet – rede única, virtual
❖ End-Systems – computadores
(hosts)
❖ Intermediate-Systems – routers
❖ Comunicação global
❖ Interligação de redes com
routers
– Um router tem uma interface por
cada rede física que interliga
• Comunicação protocolar
❖ Camadas de Aplicação e
Transporte
– Extremo-a-extremo (entre hosts)
❖ Camada de Rede
– Entre máquinas adjacentes no nível IP
Modelo OSI (International Organization for Standardization)
Esta arquitetura é o modelo que divide a informação transmitida em uma rede de
computadores em camadas;
1- Camada Física
A camada física é a responsável pela transmissão do dado em sinal digital,
transmite os bits na sua forma bruta;
Não efetua controle de pacotes e nem correção de erros;
Define a velocidade de sua rede;
2- Camada de Enlace
Nessa camada já é feita correção de erros e pacotes;
Efetua controle de fluxo, possui Buffer que informa ao transmissor se pode
continuar transmitindo ou deve aguardar o tempo de sua memória de processamento;
3- Camada de Rede
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Efetua endereçamento de pacotes, atribuindo IP e MAC de forma que os pacotes
consigam chegar ao destino;
Efetua cálculo de rota para o destino, verificando condições de tráfego e
prioridades da rede;
Esta camada só é usada quando a rede possui mais de um segmento.
4- Camada de Transporte
Responsável pela divisão de pacotes enviados pela camada de sessão que serão
transmitidos para a camada de rede, e no receptor é responsável pela remontagem dos
pacotes divididos;
Inclui controle de fluxo, e envia informações de recebimento;
Quando a camada de rede não fornece um serviço confiável, a camada de
transporte assume as responsabilidades e melhora a qualidade do serviço.
5- Camada de Sessão
Permite que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma sessão
de comunicação.
Nesta sessão as aplicações definem como será feita a transmissão de dados;
Efetua marcação nos dados que estão a ser transmitidos.
Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos dados a
partir da última marcação.
6- Camada de Apresentação
Converte o formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato
comum a ser usado no protocolo definido.
A transmissão: os dados recebidos da camada 7 serão "encolhidos" e enviados à
camada 5.
Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste
nível.
Ela trabalha transformando os dados em um formato no qual a camada de
aplicação possa aceitar.1
7- Camada de Aplicação
A camada de aplicação é responsável por dar o nome, programa o qual será
utilizado entre a máquina destinatária e o usuário
Tudo nesta camada é direcionado ao hardware.
Alguns protocolos utilizados nesta camada são: HTTP, SMTP, FTP, SSH, RTP,
TELNET, POP, IMAP, DNS, PING, etc.
Endereçamento IP
De forma genérica, é um endereço que indica o local de um determinado
computador ou equipamento.
Os endereços IP são convertidos para nomes, ex: [Link] é
[Link], essa conversão é conhecida como resolução de nomes (DNS).
O IP, versão (ipv4), é um número de 32 bits de 4 octetos representado em decimal.
Rede
A primeira parte de um endereço IP identifica a rede e sub-rede, a segunda parte
identifica os hosts.
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O endereço IP especifica uma rede e um host. Por regra um endereço de rede
especifica seus hosts por bits iguais a zero.
O endereço de uma rede designa uma rede (diferente de endereço IP), e deve ser
composto pelo seu endereço e respectiva máscara de rede.
DNS (Domain Name System)
Os sites da internet são conhecidos pelos nomes associados, Google, UOL,
Facebok e etc.
O DNS (Domain Name System), é um tradutor de endereço, converte nomes para
endereços IP. Ex: [Link] é [Link].
Classes de endereços
O endereço IP foi dividido em estruturas de tamanho fixo, as “classes de
endereços”. As principais são a classe A, classe B e classe C.
Temos também as classes D e E. Classe D como multicast e classe E para uso
futuro, atualmente reservada a IETF. [Link] destinado a broadcast.
Rede e Hosts
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Máscara
Conhecida também como netmask, é usada para separar em um IP a parte de rede
da parte de endereço lógico.
O melhor jeito de efetuar o cálculo de rede é utilizando binário.
Endereço de rede: que identifica a rede/sub-rede.
Endereço de hosts: que identifica a máquina ou alguma interface da rede.
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Formula para calculo de host
Número de IPs dentro de cada sub-rede = 2n-2.
Onde: n corresponde à quantidade de 0 no endereço binário.
Ethernet 802.3
Tipos de transferência:
Simplex: A informação é transmitida em um único sentido, ou seja, somente do
transmissor para o receptor. Televisão e rádio.
Half-Duplex: A informação é transmitida em ambos os sentidos, embora de forma
alternada, ex: Rádio Nextel e radio amador.
Full-Duplex: A informação é transmitida em ambos os sentidos de forma simultânea,
ex: Celulares e protocolo tcp/ip,
Ethernet
Efetua interconexão de rede locais (LAN) e é baseada no envio de pacotes.
Ela define cabeamento e sinais elétricos na camada física, e padrão de pacotes e
protocolos para a camada de controle de acesso ao meio (MAC) do modelo OSI.
Foi padronizada pele IEEE como 802.3, nos anos 90 tornou-se a tecnologia mais
utilizada em redes LAN.
Outros padrões Token Ring, FDDI e ARCNET.21
Funcionamento
É fundamentada em pontos de rede enviando mensagens, semelhante a um sistema
de rádio;
Fixo entre um cabo comum ou canal, às vezes chamado de éter (no original, ether).
Possui em cada ponto um MAC, chave de 48 bits, para assegurar que todos os
sistemas em uma ethernet tenham endereços distintos.
MAC (Media Access Control)
É o endereço físico da máquina, ou, mais especificamente da interface de rede,
possui 48 bits.
O MAC é responsável pelo acesso de cada estação à rede ethernet. É efetuado
controle na camada de enlace do modelo OSI.
É escrito em 12 dígitos hexadecimais agrupados dois a dois, separados por dois
pontos: 00:00:5E:00:01:03
Os três primeiros octetos são destinados à identificação do fabricante, os 3
posteriores são fornecidos pelo fabricante.
Encontrar o MAC:
Obter o MAC em uso, na própria máquina:
Inicio->Configurações-> Painel de controle-> Conexões de rede-> Escolher a placa->
Propriedades ->suporte->detalhes->endereço físico.
Obter o MAC em uma máquina na rede:
Inicio -> executar -> digitar “cmd”-> enter-> digitar “arp –a endereço_ip”.
Alterando um MAC
Em conexões de rede faça o seguinte procedimento:
Selecione a NIC (Controladora de interface de rede) desejada -> clique com o
botão direito do mouse -> propriedades -> propriedades-> avançado->Network Address.
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Padrões Ethernet
Os padrões atuais do protocolo Ethernet são os seguintes:
10 Megabits/seg: 10Base-T Ethernet (IEEE 802.3)
100 Megabits/seg: Fast Ethernet (IEEE 802.3u)
1 gigabits/seg: Gigabit Ethernet (IEEE 802.3z)
10 gigabits/seg: 10 Gigabit Ethernet (IEEE 802.3ae)
10BASE-T
Velocidade de 10Mbit/s
Distancia máxima sem repetidor de 100m.
Opera com 4 fios (dois conjuntos de par trançado) num cabo de cat-3 ou cat-5.
Um hub ou switch fica no meio e tem uma porta para cada nó da rede.
Topologia física em Barramento-Estrela
Fast Ethernet (100Base-T)
Velocidade de 100Mbit/s;
Usa dois pares, mas requer cabo cat-5;
Utiliza-se o Switch, por fazer controle de colisão de pacotes e de velocidade de
transferência;
Pode utilizar também a fibra óptica;
Equipamentos, Hub e Switch, devem ser compatíveis com a tecnologia.
Gigabit Ethernet
Velocidade de 1.000Mbit/s ou 1Gbit/s;
Transmissão sobre cabeamento de cobre categoria 5e ou 6;
Pode utilizar-se somente Switch;
A rede Gigabit Ethernet transmite no modo Half-duplex e Full-duplex.
Comprimento de 500 mts, em enlace multímodo;
Comprimento de até 3 Km, em enlace monomodo;
Comprimento máximo de 25m, em cobre (ex: coaxial).
10-Gigabit Ethernet
Velocidade de 10Gbit/s;
Transmissão em fibra mono-modo;
Projetada para curtas distâncias, 26 a 86mts em multímodo e de 10 a 40 km em
mono-modo;
Não será possível utilizar hub’s.
Rede Sem Fio
Rede em que a conexão como os demais computadores e periféricos é feita por
meio de ondas eletromagnéticas dispensando o uso de cabos;
Rádio Frequência, Infravermelho (IrDA), Bloetooth;
Baixa Segurança;
Fácil configuração.
Infravermelho (IrDA)
Associação de Dados Infravermelho;
Comunicação em curto alcance de microcomputadores, celulares, impressoras,
notebooks e PDAs;
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Transmissões são feitas em half-duplex;
Distância máxima é de 4,5mts;
Bluetooth
É uma maneira de conectar e trocar informações entre dispositivos como telefones
celulares, notebooks, computadores, impressoras, câmeras digitais e consoles de
videogames digitais;
Curto alcance globalmente não licenciada e é segura;
Alcance máximo 100mts;
Comunicação com até sete dispositivos simultaneamente;
Wimax
Possui recursos mais atualizados que o Wi-Fi,tendo um melhor desempenho;
Em fase de testes no Brasil entre Intel e universidades;
Segundo os dados de relatórios, para se estabelecer uma cobertura nacional (rural
e urbana) são necessárias 2511 estações Wimax (compostas de equipamentos de rádio,
torre e antena) com um investimento total e apenas R$ 350 milhões de reais;
Interface Serial e Paralela
A Interface Serial
Periférico que converte dados em paralelo para dados seriais.
Transforma bytes de informações em bits individuais passíveis de serem
transmitidos.
A operação inversa também é realizada:
Os bits recebidos são convertidos para bytes novamente.
Interfaces Seriais
USB (Universal Serial Bus): taxas de transmissão da ordem de 12 Mbits/s.
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Interface Paralela
Necessita de um sinal de strobe (STB) - aviso que todas as linhas de dados estão
na tensão correta (1 ou 0) e o receptor pode ler a informação.
Vários os periféricos utilizam esta conexão, exemplos: scanners, câmaras de
vídeo, discos removíveis entre outros;
Full-Duplex;
Alta taxa de transferência.
Paralela
Conector de 25 pinos;
Gerência de redes de computadores
As redes de computadores foram concebidas a princípio como meio de
compartilhar dispositivos periféricos como impressoras modens dentre outros. Uma rede
de computadores pode ser definida como um conjunto de computadores autônomos
interconectados por uma única tecnologia.
Dois computadores estão interconectados quando podem trocar informações. Essa
conexão pode ser feita por diferentes tipos de enlaces como fio de cobre, fibras óticas,
micro-ondas, ondas de infravermelho e satélites
de comunicação.
Sendo utilizadas inicialmente apenas em ambientes acadêmicos, pelo governo e
empresas de grande porte, hoje as redes de computadores estão presentes em ambiente
diverso como residências, escolas, shoppings e em instituições corporativas em geral.
Essa tecnologia alcançou grande popularidade quando os computadores
começaram a se espalhar pelo mundo comercial, e à medida que a facilidade ao acesso
aos computadores cresceu o desenvolvimento de programas complexos multiusuários
como e-mail, banco de dados, internet, também aumentou.
Diante do seu crescimento e com um aumento considerável no tráfego de
informação nas redes dos dias atuais, essas informações que circulam na rede devem ser
transportadas de modo rápido e confiável. Desse modo, é importante que os dados e
dispositivos desse ambiente sejam monitorados, para que seja garantido sua qualidade 4
de serviço QoS (Quality of Service).
Para isso é necessário que os problemas que ocorram sejam resolvidos o mais
rápido possível para que o bom funcionamento da rede seja mantido, sendo assim, se
torna muito pertinente à implantação de um sistema de gerência de redes, seja em uma
rede local e/ou de grande porte.
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A atividade de gerência de redes consiste em monitorar e controlar os diversos
elementos existentes na rede, sejam eles físicos ou lógicos e assim assegurar um bom
nível de QoS. Porém o grande crescimento em número e diversidade das redes e de seus
componentes tem tornado essa atividade cada vez mais complexa. O isolamento e o teste
dos problemas das redes têm-se tornado difíceis devido a duas principais causas:
i) Diversidade dos níveis de pessoal envolvido, tais como, operadores e
controladores de rede, técnicos de manutenção, gerentes de sistemas de
informação e gerente de comunicação;
ii) Diversidade de formas de controle e monitoração, embora os produtos
envolvidos na rede se tornem gradativamente mais complexos, cada
fornecedor oferece ferramentas próprias de controle de redes para monitorar
seus produtos
De modo geral um sistema de gerenciamento de rede necessita de alguns
componentes para funcionar com eficiência.
Em um sistema de gerenciamento de rede são necessários quatro componentes
básicos, são eles:
i) A estação de gerenciamento,
ii) O agente,
iii) Um protocolo de gerência (neste caso o SNMP - Simple Network Management
Protocol),
iv) Uma base de informação de gerenciamento (MIB). A Figura 1 apresenta um
exemplo de uma arquitetura geral de um sistema de gerenciamento.
Na rede representada no modelo, temos os elementos gerenciados, tais como,
computadores, roteadores, comutadores, impressoras, estes geralmente terão agentes
instalados. As estações de gerência obtêm informações desses agentes através do
protocolo SNMP.
Esquemático de um sistema de gerenciamento de redes
Antes de se implementar um sistema de gerenciamento, é necessário que se
verifique qual arquitetura será mais adequada a rede. O modelo utilizado aqui e que
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Manual de Tecnologias das Comunicações. 11ª Classe
também é uma das mais simples possíveis de ser implantada é a que possui apenas uma
estação de gerenciamento responsável por toda a rede, toda a informação coletada é
enviada para uma única estação gerente central. Essa arquitetura mostrada na Figura a
baixo é conhecida como gerência centralizada.
Modelo de um sistema de gerenciamento centralizado.
O software de gerenciamento zabbix
Uma solução de gerência bem conhecida e com excelente qualidade de
monitoramento é a utilização do software Zabbix. Dentre as várias definições para o
gerenciamento de redes, dois modelos se destacam o da ISO (International Organization
For Stardadization) que utiliza o CMIP (Commom Management Information Protocol) e
o modelo Internet (TCP/IP) que utiliza o SNMP (Simple Network Management Protocol).
O modelo TCP/IP é o padrão mais usado atualmente em redes de médio e grande porte,
locais e metropolitanas
O software Zabbix atualmente desenvolvido e mantido pela ZABBIX SIA, foi
criado por Alexei Vladishev, é um software de monitoramento distribuído capaz de
monitorar a disponibilidade e a performance de dispositivos presentes em uma rede de
computadores, além de serviços como servidores Web, banco de dados, etc. O Zabbix é
um software livre (Open Source - de código aberto), gratuito, distribuído e desenvolvido
de acordo com a GPL (General Public license) versão 2. Assim seu código fonte é
distribuído gratuitamente (ZABBIX, 2017).
A principal vantagem em usar o Zabbix para a tarefa de gerenciamento de redes é
a sua praticidade. Ele necessita de poucos recursos de hardware para seu funcionamento.
Segundo o manual do Zabbix (2017) são necessários apenas 128 MB (Megabit) de
memória física e 256 MB de espaço livre em disco para começar a executar, porém
dependendo da configuração da rede, quantidade de computadores e parâmetros que são
monitorados será exigida um pouco mais da capacidade do hardware. Com uma interface
bastante interativa e agradável a manipulação de objetos se torna uma tarefa fácil, dessa
forma agilizando as atividades de gerência (PIRES, 2010).
O Zabbix é uma solução de gerência de redes altamente integrada, que oferece
uma multiplicidade de recursos em um único pacote (ZABBIX, 2017). O software
também possui um mecanismo de notificação muito eficiente através de triggers (recurso
que é executado sempre que um evento acontece) o gerente recebe uma notificação do
evento ocorrido. Com esse sistema o usuário pode configurar scripts, que são executados
através de uma trigger, para enviar e-mails com informações sobre eventos ocorridos na
rede de computadores monitorada.
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O Zabbix tem como uma importante característica sua portabilidade, dando
suporte a diversos sistemas operacionais. Porém a única limitação é que o seu servidor
(estação gerente) necessariamente tem que ser instalado em um sistema Linux ou MAC
OS.
A grande vantagem é sua versatilidade. Como há disponibilidade de agentes para
as mais diversas plataformas, o Zabbix pode ser usado em sistemas onde existem
máquinas com diferentes configurações e plataformas. Segundo (ZABBIX, 2017), o
Zabbix se divide em alguns componentes distintos, conforme mostrado na Figura 3, são
eles: Servidor Zabbix; Banco de dados; Web interface (Interface Web); Proxy; Agent
(Agente).
Componentes de gerenciamento do software Zabbix.
Resultados do modelo de gerência implantado
O ambiente monitorado foi à rede de computadores do Instituto Médio
Politécnico Semente Valente localizado em Mbanza Kongo. A infraestrutura da rede
neste cenário baseada em uma rede local é composta por computadores, impressoras e
switchs. A infraestrutura é composta por cabeamento estruturado categoria 5E com
protocolo TCP/IP com link de 6 MB para todo o Campus. Esses equipamentos estão
distribuídos entre diversos setores: laboratório de informática, biblioteca e coordenações
dos cursos. O cenário da rede monitorada do IMPSV é mostrado na Figura a seguir e
mostra parte dos dispositivos (hosts) monitorados.
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Cenário da rede de computadores monitorada
O servidor Zabbix (estação gerente) foi instalado em um computador do grupo de
pesquisa GETelecom (Grupo de Eletrónica e Tecom), dentro das instalações do IMPSV,
onde foram coletados os dados dos dispositivos da rede monitorada.
O servidor foi configurado para coletar os dados dos dispositivos através do
protocolo SNMP, para isso foi necessário instalar um agente SNMP nos computadores
monitorados.
O primeiro resultado é mostrado na figura a seguir e apresenta um gráfico
mostrando o desempenho (carga de dados) do processador de um computador pertencente
à rede monitorada. Podemos observar ainda nesse resultado alguns parâmetros, tais como:
CPU idle time (Tempo ocioso da CPU) que apresenta uma média de 74,08% e um
máximo de 96.44% mostrando que o processador nesse computador (host) foi pouco
requisitado no período. Analisando esses números verifica-se que o computador
monitorado está com a carga de processamento dentro da normalidade de utilização
diária.
Capacidade de processamento de um computador monitorado na rede.
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Firewall
Firewall é um sistema do qual trafega o tráfego entre duas redes de computadores
distintas, permitindo a aplicação de regras de segurança que defina o que pode ou não ser
acessado ou o que pode ou não passar de uma rede a outra.
Um firewall pode ser um hardware, um software ou ambos. Segundo a CISCO
(2017), um firewall é um dispositivo de segurança da rede que monitora o trafego de
entrada e saída da rede e permite ou bloqueia tráfegos específicos de acordo com um
conjunto definido de regras de segurança.
Segundo CHESWICK, STEVEBELLOVIN (2011), Firewall é um ponto entre
duas ou mais redes no qual circula todo o tráfego. A partir desse tráfego, é possível
controlar e autenticar o tráfego, além de registrar por meio de logs todo o tráfego da rede,
auxiliando a sua auditoria. É um dos maiores desafios para hackers, pois se o mesmo
conseguir acessá-lo, pode alterar suas permissões e alcançar o bem mais valioso das
empresas – a informação.
Para TANEMBAUM (2003), fazendo uma analogia, da mesma forma que os
medievais construíam muros e fossos profundos em torno dos seus castelos, forçando
quem quisesse entrar ser revistado, ao passar por uma ponte levadiça, o firewall analisa
os pacotes que entram e saem, para que sejam descartados os pacotes que possam fazer
algum tipo de ameaça a segurança da rede.
Imagem básica de um Firewall
Segurança
Não se pode falar em projeto de redes de computadores sem tocar no assunto
segurança. No início da história das redes de computadores, a sua utilização foi
principalmente utilizada por pesquisadores universitários, com o propósito de enviar
mensagens e para empresas para o compartilhamento de impressoras. Sob essa ótica,
segurança nunca foi um problema.
A maioria dos problemas de segurança são causados intencionalmente por pessoas
maliciosas que tentam obter algum tipo de benefício ou prejudicar alguém.
Os pontos principais para a implementação da segurança da informação em redes de
computadores devem seguir os cinco princípios básicos:
➢ Relação custo X benefício, garantir os investimentos necessários para a
implementação e manutenção de segurança da informação, e o retorno que
proporciona a prevenção e a proteção das informações;
➢ Princípio da concentração, possibilidade de administrar as medidas necessárias
de segurança da informação para atender medidas necessárias de segurança da
informação;
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➢ Princípio da proteção em profundidade, proteção de segurança física e lógica
como câmeras de segurança, biometria, fechaduras, salas hermeticamente
fechadas;
➢ Princípio da consistência, as medidas de proteção das informações possuam um
nível para que reduzam as falhas dos programas de segurança de informação e o
princípio da redundância, que prega a medida de se adotar mais de uma forma de
proteção da informação.
A ISO 27002 (2006) indica que a informação e os processos de apoio, sistemas e
redes são importantes ativos para os negócios. Definir, alcançar, manter e melhorar a
segurança da informação devem ser atividades essenciais para assegurar a
competitividade e a imagem da organização. Ainda de acordo com a ISO, a segurança da
informação que pode ser alcançada por meios técnicos é limitada e deve ser apoiada por
uma gestão e procedimentos apropriados.
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Manual de Tecnologias das Comunicações. 11ª Classe
REFERÊNCIAS
MELO, L. P. D. Proposta de Metodologia de Gestão de Risco em Ambientes
Corporativos na Área de TI. Brasília - DF: PP- [Link], 2008.
BRISA, Sociedade Brasileira de Sistemas Abertos. Gerenciamento de redes: Uma
Abordagem de Sistemas Abertos. Makron Books, 1993.
KUROSE, J. F. et al. Redes de Computadores e a Internet: uma abordagem
topdown. 3. Ed. São Paulo: Pearson Addison Wesley, 2006.
TANEMBAUM, A. S. Redes de Computadores. 4. Ed. Editora Campus, 2011.
MENDES, D. R. Redes de Computadores: teoria e prática: teoria e prática. 1 Ed.
São Paulo: Novatec, 2007.
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