Classicismo
A arte da literatura renascentista
Europa – séculos XV a XVI Vênus apresentando armas
para Enéias – 1939
Nicolas Poussin
Terceirão 2023 – Profª Kelly Molento
Carpe diem
O abandono da perspectiva teocêntrica
medieval e a retomada dos ensinamentos
e modelos greco-romanos definem o
Renascimento (que se instala pelos anos
1300, 1400 e 1500, onde há a eclosão).
O Renascimento é a transição entre a
Idade Média e a Idade Moderna.
Instala-se o desejo de renovação
filosófica, artística, econômica e
política, recriando a Europa.
O fascínio pela vida das cidades e o
desejo de desfrutar os prazeres que o
dinheiro podia proporcionar levaram a
sociedade renascentista a cultivar cada
vez mais os valores terrenos. O ser
humano e sua felicidade imediata eram o
centro da nova visão.
Características
▪ Subordinação a regras;
▪ Tentativa de alcançar a perfeição formal: valorizando as proporções,
equilíbrio das formas;
▪ Racionalismo: Cientificismo – experimentos, razão, liberdade para criar,
testar, analisar;
▪ Equilíbrio entre o racional e o emocional ou o imaginativo; Naturalismo
(natureza, harmonia, vida tranquila);
• Valores ideais: hedonismo – busca pelo belo, pelo prazer – Carpe diem;
• Retorno à cultura clássica, à mitologia greco-romana, na pintura,
literatura e escultura;
• Tendência à universalização.
Foi assim que tudo começou...
O Classicismo em Portugal:
O século XVI encontra Portugal
realizando as grandes navegações,
que cruzavam o Oceano Atlântico e
iam, aos poucos, ampliando o
império lusitano ultramarino.
A volta do poeta Francisco Sá de
Miranda da Itália, em 1526, é o
marco inicial do Classicismo em
Portugal.
A maioria dos poemas
durante o Humanismo foi
reunido na obra
Cancioneiro Geral; feitos
por meio de redondilhas:
versos que possuem sete
(redondilha maior) ou
cinco sílabas (redondilha
menor) poéticas. Essa
forma é conhecida como
“Medida velha”.
Mas a produção literária na Itália, no séc. XIII
já adotava outro tipo de verso, com dez sílabas
poéticas, o decassílabo, conhecido como dolce
stil nuovo – doce estilo novo – verso mais longo,
ideal para expressividade do homem renascentista.
Algumas formas poéticas
do Renascimento
Soneto: dois quartetos e dois
tercetos.
Sextina: seis sextilhas e um
terceto final.
Oitavas: estrofes de oito
versos, com rimas ABABABCC.
Formas livres:
Écloga: com tema campestre;
Elegia: com tom triste;
Ode: de caráter festivo e
triunfante.
A lírica de Luiz Vaz de Camões
A poesia lírica de Camões foi desenvolvida por meio das duas formas de
versificação que coexistiram no século XVI: a medida velha (redondilhas
maiores e menores) e a nova forma de escrever trazida da Itália
Renascentista, a medida nova (versos decassílabos).
Alguns temas, até mesmo religiosos e de cunho filosófico, se destacam em
suas produções na medida nova: o amor, o desconcerto e a mutabilidade do
mundo.
Camões expressava dilemas e vivências profundos e complexos, buscando,
através do particular, atingir o universal.
• Amor: visão neoplatônica, Amor ideal e
perfeito – mulher ideal, perfeita e
espiritualizada X dilema de sermos
imperfeitos e não podermos atingir o
amor ideal, sobrando para nós, o amor
físico, carnal;
• Desconcerto e mutabilidade do mundo:
o homem anseia por um mundo ideal,
mas ao redor do homem Renascentista,
estão as imperfeições do mundo real,
as crises existenciais, as frustrações e
dificuldades do ser humano.
Para lembrar de não
esquecer!
A narrativa tem como linha principal a viagem de Vasco da
Gama (1497) para a Índia. Como toda obra clássica possui
um herói, nesta obra é o povo português, deixando claro o
orgulho que essa nação tinha de seus feitos.
Estrutura do poema épico
8.816 versos decassílabos
1.102 estrofes de oito versos
(oitava – rima)
Divisão de versos em 10
cantos
As/ ar/mas/ e os/ ba/rões/ as/si/na/lados
Que/ da o/ci/den/tal/ prai/a/ lu/si/tana
As tágides são as ninfas do rio Tejo (em latim,
Tagus). São uma adaptação das nereidas da mitologia
greco-romana, as ninfas que vivem nos mares e nos
rios.
Quinhentismo
Manifestações literárias no Brasil do séc. XVI
Nesse momento, a produção literária era composta
de textos cuja finalidade principal era dar notícias
aos europeus sobre a nova terra: cartas, tratados e
diários – formando uma literatura de caráter
informativo.
Juntamente a esses documentos históricos, foram
compostas algumas peças de teatro, elaboradas
por religiosos com o intuito de catequizar os índios.
Há registros também de alguns textos líricos, que
mantinham relação com o contexto religioso.
A produção desse período se divide em Literatura
Informativa e Literatura Jesuítica.
Literatura Jesuítica
Literatura Informativa:
Carta a El-Rei Dom Manuel – Pero Vaz de Caminha
(1500);
Diário de navegação – Pero Lopes de Sousa,
membro da frota de Martim Affonso de Sousa (1530);
Diário sobre a conversão do gentio – Pe. Manuel da
Nóbrega;
Tratado da terra do Brasil e História da província de
Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil –
Pero de Magalhães Gândavo.