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Impactos do Uso Excessivo do Celular na Saúde

Curso sobre dependência de Tela - Mod. 4
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Impactos do Uso Excessivo do Celular na Saúde

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4º MÓDULO - IMPACTOS À SAUDE

Não importa onde você esteja, pare por um segundo e observe à sua volta
quantas pessoas estão olhando para baixo lendo ou teclando no celular. A cena da
cabeça baixa e dos dedos em movimento virou rotina em qualquer lugar: em casa, no
ônibus, na academia e, claro, no trabalho.

No ambiente corporativo esse comportamento tem se tornado epidêmico, a


ponto de algumas empresas proibirem os funcionários de acessar seus smartphones.
Afinal, aqueles minutos que paramos para olhar para a pequena tela representam
horas de trabalho perdidas, fazendo do celular o vilão número 1 da produtividade,
além de minar a nossa saúde.

A produtividade dentro da empresa também é prejudicada, principalmente por


conta do tempo gasto no celular. Barrar o avanço digital, contudo, já não é uma opção.

No Instituto Delete, núcleo pioneiro criado dentro do Instituto de Psiquiatria da


Universidade Federal do Rio de Janeiro e que defende a utilização consciente das
tecnologias, 75% dos 600 pacientes atendidos desde o ano passado foram
diagnosticados com o uso abusivo do celular, para lazer ou trabalho. Os riscos à saúde
causados por esse excesso são diversos. O simples ato de baixar a cabeça para ler as
mensagens no smartphone pode triplicar a pressão sobre a coluna cervical. Oito de
cada dez problemas ortopédicos estão relacionados a posturas indevidas diante do
computador.

Quem fica muitas horas na frente da tela do desktop está sujeito a adquirir a
síndrome do olho seco, que pode evoluir para uma lesão da superfície ocular. O fone
do ouvido em alto volume pode produzir traumas acústicos. Atualizar-se nas redes
sociais ou dar uma última lida nos e-mails antes de dormir pode confundir nosso
cérebro: meia hora de exposição à luminosidade da tela adia a produção de
melatonina, o hormônio responsável pelo sono da noite.

Conectar-se às redes sociais se tornou um “crime que compensa” para o nosso


cérebro. Isso porque ele é ativado pelo ciclo de dopamina, o neurotransmissor
responsável pela motivação, impulso e foco. Toda vez que alguém curte nosso post no
Facebook ou Instagram, responde aquela mensagem no WhatsApp ou compartilha um
tuite no Twitter sentimos satisfação, felicidade e euforia. O ciclo é vicioso. Segundo
uma pesquisa da Global Webindex, de 2014, o Brasil é o segundo país do mundo no
tempo gasto com as redes sociais, só perdendo para as Filipinas. Enquanto a média
mundial é de menos de duas horas por dia, o brasileiro passa mais de três horas em
Facebook, Twitter e outros sites do gênero.

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O problema é que toda vez que interrompemos uma tarefa para checar o
aparelho, gastamos no mínimo 62 segundos para voltar ao ponto em que estávamos.
Com isso, perdem-se até oito horas em uma semana de trabalho, segundo estudos
científicos publicados no exterior. “A simples alternância entre uma atividade laboral e
o celular piora o estado de atenção, que se torna superficial. Com isso, a qualidade do
trabalho também cai”, afirma o psiquiatra e consultor Frederico Porto.

Cientes do impacto negativo tanto na produtividade quanto na saúde de seus


empregados, algumas companhias buscam alternativas para o problema. Em uma
pesquisa de 2010, a consultoria Manpower detectou que 55% das empresas brasileiras
tinham alguma política de restrição para o uso do celular — a média global era de 20%.

Há um consenso entre líderes de RH que proibir o uso de celular deve ocorrer


apenas em casos extremos ou nos quais a atividade exija atenção máxima. Afinal, ter
colaboradores conectados e atentos às redes sociais pode trazer inovação, criatividade
e feedbacks vitais. “O desafio das corporações é como criar afinidade com as novas
gerações”, diz Márcia Almström, diretora de RH do Grupo Manpower, consultoria
multinacional de mão de obra especializada. Hoje, mais de um terço da força de
trabalho é formado por jovens de 20 e 25 anos, que entram nas empresas dentro do
contexto tecnológico. “Se a organização os trata na base da proibição, não consegue
engajá-los”, diz.

Para os jovens, a dependência tecnológica é ainda mais crítica. Segundo


Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do
Programa do Impulso, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, eles
estão acostumados a um padrão no qual o raciocínio profundo e a análise detalhada
são inibidos pelas atividades mais rápidas e superficiais. “A tecnologia interfere no
modelo mental do processo de interpretação da vida. As pessoas começam a fazer
muitas coisas ao mesmo tempo, o que as leva à perda da inteligência emocional”, diz.

Como a organização consegue concorrer com as redes sociais e os celulares e


se conectar com os jovens? Era esse o dilema que Marcio Oliveira, CEO da agência de
publicidade Lew’Lara/TBWA, precisava resolver. Muitos dos insights e inovações
dependem de profissionais sintonizados com o humor da sociedade, identificado pelas
redes sociais. Proibir o uso de smartphones e tablets não era uma solução. O jeito foi
estipular um limite. Do lado de fora das salas de reunião, a agência instalou um totem
para guardar os celulares, principalmente enquanto o time estiver com clientes. Desde
que a medida foi criada, há três anos, o tempo para entender a necessidade das
empresas caiu pela metade.

Uma companhia que proíbe o uso do celular pode até evitar o problema dentro
do ambiente corporativo — mas força o colaborador a levá-lo para casa. A melhor

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alternativa ainda é a instrução. “Uma simples educação do uso consciente do celular já
basta”, diz a psicóloga Anna Lucia King, fundadora do Instituto Delete.

Foi esse o caminho escolhido pelo Grupo Haganá, de segurança patrimonial. O


negócio exige atenção e não há margem para distração nem por alguns segundos. Na
central de monitoramento de alarmes e câmeras remotas, por exemplo, os
colaboradores devem observar o comportamento dos seguranças nas portarias de
condomínios. Com mais de 1.000 clientes em São Paulo, Campinas e ABC, a empresa,
que já proibia o uso dos celulares, decidiu em 2014 criar campanhas internas de
conscientização. Palestras, até com a participação da família, abordam o tema da
dependência tecnológica. “Tivemos relatos de que houve melhora inclusive nas
relações familiares”, diz o diretor administrativo operacional Ricardo Francisco Napoli
da Silva. Empregados focados e conscientes do uso racional da tecnologia se tornam
mais produtivos e motivados, tanto que no setor administrativo a rotatividade foi
zerada nos últimos três anos.

Além da conscientização, os gestores de RH podem reduzir o uso do celular


construindo com suas equipes as regras de uso. As mais comuns podem definir que o
aparelho deve ficar no modo silencioso, criar espaços para seu uso livre e estimular o
acesso em intervalos de tempo. Outra saída é recorrer aos aplicativos que controlam o
tempo gasto no celular durante o expediente, como o Offzone Work. A empresa de
telemarketing FPE Promotora de Crédito adotou o aplicativo e viu a produtividade das
vendas de crédito consignado crescer 30%.

Vale lembrar que, quando um empregado estiver abusando do uso do


smartphone, ele deve ser alertado. Muitas vezes o vício está tão enraizado que o ato
de clicar na telinha vira mecânico — a pessoa perde totalmente a noção do tempo que
passou de cabeça baixa, lendo, teclando e até rindo sozinha. Conectado a si.
Desconectado dos outros.

DEPENDÊNCIA DE INTERNET

Se você apresentar, pelo menos, cinco dos oito critérios, é aconselhável


procurar ajuda profissional:

1 – Preocupação excessiva com a internet

2 – Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter satisfação

3 – Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet

4 – Apresentar irritabilidade e/ou depressão

5 – Quando o uso da internet é restringido, demonstra instabilidade afetiva

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6 – Permanecer mais conectado do que o programado

7 – Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo

8 – Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas

Fonte: Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti-USP)

4 RISCOS DA TECNOLOGIA PARA A SAÚDE FÍSICA

Utilizar a tecnologia de forma abusiva pode trazer muitos prejuízos o adequado


funcionamento do corpo. Tais prejuízos vão desde os problemas com a coluna até a
diminuição da qualidade da visão.

Conheça um pouco mais sobre alguns desses problemas:

OBESIDADE

Um dos grandes prejuízos que o uso excessivo de tecnologias pode provocar


para a saúde é a obesidade.

Desde que os aparelhos eletrônicos e a internet ficaram amplamente


acessíveis, as pessoas reduziram drasticamente a prática de atividades físicas no seu
dia a dia, tornando-se cada vez mais sedentárias.

Isso porque o tablet e o smartphone foram, pouco a pouco, tornando-se uma


fonte de diversão e de entretenimento, substituindo as outras atividades de lazer que
requerem deslocamento — como caminhadas e passeios em parques.

Além disso, atualmente, o computador e a internet são o principal recurso de


trabalho, principalmente para profissionais que lidam com tarefas intelectuais ou que
necessitam de pesquisa e de informação.

Como consequência, as pessoas passam a maior parte das horas sentadas,


diminuindo a movimentação do seu corpo ao longo do dia. Assim, elas ingerem mais
calorias do que gastam, o que favorece a obesidade.

Segundo estudo realizado no Canadá, existe uma relação direta entre usar
exageradamente dispositivos eletrônicos e o sedentarismo. Tal estudo demonstrou
que pessoas que possuem televisão, computador e carro têm maior tendência em
desenvolver obesidade e diabetes.

4
Outro achado dessa pesquisa é que viciados em tecnologia também possuem 9
centímetros adicionais de circunferência abdominal em relação às demais.

Consequências da obesidade

Apesar de se tornar cada vez mais comum, a obesidade pode trazer


consequências sérias para a saúde. Ela aumenta o risco do desenvolvimento de
doenças crônicas — diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, como o infarto —,
além de favorecer a ocorrência do câncer.

Dicas para evitar a obesidade

Para evitar a obesidade, é indispensável que se reduza o uso de tecnologias


durante o dia e que seja adotada uma rotina de vida mais saudável. Veja algumas
dicas:

- faça momentos de intervalo ao longo do seu trabalho, levantando-se para dar


uma volta, ir ao banheiro e tomar um copo com água;

- vá caminhando para o trabalho, mesmo que seja em apenas uma parte do


trajeto;

- dê preferência para o transporte público, assim você se movimenta entre um


trajeto e outro;

- troque o smartphone por outras atividades de lazer, como caminhadas ao ar


livre;

- troque a televisão por uma saída com a sua família;

- adote a prática de uma atividade física regularmente;

- suba escadas e evite usar o elevador quando precisar subir poucos andares;

- adote uma dieta mais equilibrada, mudando hábitos simples de alimentação e


fazendo uma consulta com o nutricionista.

PROBLEMAS POSTURAIS

Outro prejuízo do uso excessivo de tecnologia são os problemas posturais.


Talvez, a coluna seja uma das partes do corpo mais afetadas por esse exagero, visto

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que, na maioria das vezes, os dispositivos são utilizados sem preocupação com a
postura.

Ao olhar para a tela dos aparelhos — smartphones, tablets e computadores —


as pessoas curvam as costas e abaixam a cabeça. No entanto, à medida em que a
cabeça se inclina, o pescoço se torna a sua principal sustentação, aumentando a
pressão sobre a coluna cervical.

Da mesma forma, profissionais que trabalham em frente ao computador,


geralmente, não utilizam um mobiliário ergométrico. Nesse sentido, eles passam a
maior parte do seu dia com as costas flexionadas para a frente ou com o corpo
pendendo para o lado, o que não é saudável para a sua coluna.

Consequências da postura inadequada

Permanecer longas horas utilizando a tecnologia em posições posturais


inadequadas impacta a coluna. Entre os problemas causados, podem ser citados:

- desvios na coluna;

- lombalgia, ou seja, dores na região lombar;

- contraturas musculares;

- hérnias de disco;

- artrose;

- tensão na região dos ombros e do pescoço;

- alterações posturais;

- dores no pescoço;

- desgastes na coluna.

Dicas para evitar os problemas posturais

Para evitar os problemas posturais:

- reduza o tempo de uso do celular, tablet, notebook ou computador;

- sempre deixe a tela desses dispositivos na altura dos olhos ou do campo de


visão;

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- utilize cadeira e mesa ergométricas, ou seja, que deixam a coluna ereta e o
braço em uma altura adequada em relação ao tronco;

- faça alongamento dos punhos e da região lombar e cervical ao longo do dia;

- pratique exercícios — orientados por um profissional habilitado — para o


fortalecimento da musculatura cervical e para a reeducação postural.

PROBLEMAS ORTOPÉDICOS NOS DEDOS E NOS PUNHOS

Além dos problemas ortopédicos da coluna, o uso inadequado da tecnologia


também pode prejudicar a saúde dos dedos e dos punhos.

Aplicativos de troca instantânea de mensagens, redes sociais e e-mail são


alguns dos exemplos de como as pessoas querem estar sempre on-line e antenadas a
tudo o que está ocorrendo à sua volta.

Nesse cenário, elas vivem digitando, seja no smartphone ou no computador.


Entretanto, o excesso de digitação pode provocar lesões nos dedos e nos punhos por
causa das várias horas fazendo, repetidamente, o mesmo movimento.

Consequências do excesso de digitação

Dentre os problemas que podem ser gerados em decorrência do excesso de


digitação, se encontram:

- lesão por esforço repetido (LER), que pode atingir tanto os dedos quanto os
punhos;

- tendinopatias, que são doenças que afetam os tendões;

- alterações de caráter degenerativo, a exemplo da artrose;

- processos inflamatórios nas articulações;

- dores nos dedos, tendões, punhos, mãos e cotovelos.

Dicas para evitar a ocorrência

Algumas dicas podem ser implantadas para evitar que as lesões nos dedos,
mãos e punhos ocorram:

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- faça pausas durante o dia, utilizando os dispositivos eletrônicos de forma
intervalada;

- adote a prática de alongar os punhos, o que pode ser feito durante as pausas
no uso dos smartphones e computadores;

- evite fazer sempre os mesmos movimentos com os dedos e com as mãos;

- reduza o uso dos comunicadores, principalmente nos horários de lazer e


descanso;

- utilize o celular, o tablet e o computador em uma posição ergométrica;

- procure ajuda de um profissional logo que aparecerem os primeiros sintomas.

PROBLEMAS DE VISÃO

Os olhos também podem ser muito prejudicados pelo uso indiscriminado de


computadores, celulares e outros dispositivos móveis.

Esse uso abusivo pode causar problemas precoces para a visão. Isso acontece
porque os o foco é mantido em um mesmo objeto por um longo período, levando a
uma acomodação visual excessiva, que, por sua vez, gera espasmos no músculo ocular
e danos para a visão.

Consequências dos impactos visuais

Estão entre as consequências dos impactos tecnológicos relacionados à visão:

- miopia, que é a dificuldade para enxergar de longe;

- dores de cabeça frequentes, visto que é preciso forçar as vistas para conseguir
enxergar melhor;

- irritação, vermelhidão e secura nos olhos;

- lacrimejamento e sensação de cansaço ocular e peso nas pálpebras;

- ardência nos olhos.

Dicas para evitar os problemas de visão

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As dicas para evitar que a visão seja prejudicada pelo uso excessivo da
tecnologia são bem simples. Veja algumas delas:

- sempre utilize computadores, tablets e celulares em ambientes um pouco


menos iluminados, dando preferência para a luz branca ou natural;

- procure piscar com frequência, a fim de evitar o ressecamento dos seus olhos;

- ajuste o brilho, o contraste e a cor da tela, de forma a deixar a visão mais


confortável;

- mantenha uma distância de segurança de aproximadamente 40 e 60


centímetros da tela;

- descanse as vistas de tempos em tempos, fazendo pequenos intervalos


durante o dia;

- consulte um oftalmologista periodicamente.

4 RISCOS DA TECNOLOGIA PARA A SAÚDE MENTAL

Diversos são os fatores que podem prejudicar a saúde da nossa mente. Dentre
eles, o uso exagerado de tecnologias tem se tornado um dos principais determinantes
de problemas emocionais e psicológicos.

Vários são os riscos da tecnologia para o bem-estar mental, sendo que o


excesso pode causar perturbações comportamentais, estresse, insônia, dependência e
ansiedade.

Confira um pouco mais sobre alguns desses problemas:

ANSIEDADE

Os dispositivos móveis, os comunicadores instantâneos e as redes sociais


criaram uma era em que as pessoas estão hiperconectadas.

Apesar de facilitar a comunicação, estar o tempo todo conectado acarreta uma


sensação de imediatismo e gera um volume de informações que não são totalmente
absorvidas, sobrecarregando o cérebro e tornando as pessoas cada vez mais ansiosas.

Em contrapartida, essa ansiedade exacerbada causa diversos prejuízos físicos e


psicológicos, atrapalhando as atividades do dia a dia.

Consequências da ansiedade

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Algumas das consequências da ansiedade exacerbada são:

- modificações do padrão de sono, o que afeta a capacidade de descanso;

- dificuldade de concentração na escola ou no trabalho, reduzindo o


rendimento;

- irritabilidade exagerada;

- agressividade;

- alterações do humor;

- depressão;

- preocupação e medo extremos em situações normais da rotina.

Dicas para evitar a ansiedade

Para evitar que o uso da tecnologia cause um transtorno de ansiedade, é


preciso tomar alguns cuidados, tais como:

- reduzir o uso da internet, do celular e do computador;

- trocar os comunicadores instantâneos por conversas pessoais com a sua


família e com os seus amigos;

- evitar acessar a internet ou conferir o e-mail após chegar do trabalho ou da


escola;

- reduzir o acesso e o volume de postagens nas redes sociais;

- praticar outras atividades de lazer que não estejam relacionadas à tecnologia.

FOMO

FOMO é a sigla para a expressão fear of missing out, que, em português,


significa “medo de ficar por fora” ou “medo de perder algo”.

Essa é uma síndrome caracterizada pelo medo de que os outros estejam


vivenciando boas experiências da qual a pessoa em questão não faz parte.

Como consequência, ela tem uma constante necessidade de checar as redes


sociais e os comunicadores instantâneos, além de, a todo momento, compartilhar as
novidades da sua vida, postando fotos e outras publicações.

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Para identificar essa síndrome, é preciso consulta a um profissional especialista
(psicólogo ou psiquiatra). Quando os sintomas são muito exagerados, eles podem ser
reconhecidos pelos próprios familiares e amigos.

São sinais comuns da FOMO:

Conferir as notificações do celular em qualquer local, inclusive, dentro do


cinema, durante uma reunião do trabalho ou enquanto dirige.

Atualizar as redes sociais com muita frequência em um pequeno intervalo de


tempo (várias vezes durante uma única hora, por exemplo).

Ansiedade diante da impossibilidade de conseguir conferir o celular em um


curto período de tempo.

Acessar várias vezes as redes sociais, mesmo que já não tenha mais nenhuma
novidade.

Sair de casa já pensando em fazer fotos para postar na internet.

A síndrome pode atingir pessoas de qualquer faixa etária. No entanto, é mais


comum em adolescentes, jovens e adultos com idade até 34 anos, sendo considerada
como um dos primeiros sintomas de dependência pela internet.

Essa angústia social foi descrita pela 1ª vez no ano 2000, mas só atualmente é
que ela passou a ganhar mais evidência devido ao uso cada vez mais exagerado das
redes sociais.

Consequências da FOMO

Essa síndrome pode trazer graves prejuízos físicos, profissionais, emocionais e


sociais. Dentre eles, podem ser citados:

- frequente sensação de angústia;

- depressão e ansiedade;

- dificuldades para executar as tarefas profissionais e do dia a dia devido à


constante necessidade de estar conectado;

- distração e dificuldade de concentração;

- mau-humor, estresse, tédio e solidão.

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Dicas para evitar a FOMO

Para evitar a ocorrência da FOMO, você pode adotar as seguintes atitudes:

- procurar a ajuda profissional de um psicólogo ou de um psiquiatra;

- contabilizar a quantidade de horas gastas nas redes sociais a fim de reduzir


esse uso;

- evitar ficar com o celular na mão ou facilmente disponível a todo momento;

- diminuir as comparações realizadas entre a sua vida e a vida das outras


pessoas.

PROBLEMAS SOCIAIS

Com a disseminação das redes sociais e dos aplicativos de trocas instantâneas


de mensagens — que são carregados para todos os lugares por meio dos celulares —,
as pessoas passaram a viver, cada vez mais, um mundo virtual.

A maior parte das interações deixou de ser realizada pessoalmente: a conversa


com os amigos acontece por mensagens de texto; as reuniões de trabalho são
transferidas para o meio remoto; e as novidades são todas publicadas e
acompanhadas nas redes sociais.

Essas características da vida moderna têm trazido graves problemas sociais.


Quando a tecnologia é utilizada de maneira exagerada, os indivíduos se desconectam
do mundo real e passam a ter dificuldades de interagir e relacionar pessoalmente com
o próximo.

Consequências sociais do abuso de tecnologias

São consequências sociais do uso exagerado das tecnologias e da internet:

- isolamento do convívio com os amigos e com os membros da família;

- diminuição da produção no trabalho;

- redução do rendimento na escola;

- trocas frequentes de emprego;

- abandono de atividades de lazer para gastar mais tempo nas redes sociais;

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- evitar encontrar com os amigos ou sair com o parceiro.

Dicas para evitar os problemas sociais

Para evitar problemas sociais devido ao abuso da tecnologia, é preciso reduzir


ao máximo o tempo de uso dos dispositivos eletrônicos e das redes sociais, priorizando
a vivência real e a companhia das pessoas que te rodeiam.

É preciso, também, se policiar quanto ao uso das redes sociais no ambiente de


trabalho, evitando distrações que podem diminuir a sua produtividade profissional.

INSÔNIA

Outro risco da tecnologia para a saúde é a alteração do padrão de sono. É cada


vez maior o número de pessoas que não se desconectam durante o dia e nem desligam
o celular, inclusive, na hora de dormir. Há quem durma com o aparelho debaixo do seu
travesseiro.

Entretanto, esses hábitos provocam um estado de alerta constante, ou seja, a


mente fica a todo momento esperando por uma nova mensagem ou notificação, que
precisa ser prontamente respondida ou verificada.

Esse cenário prejudica o início do sono, que, por sua vez, se torna mais agitado.
Como consequência, o sono profundo e reparador não é atingido, fazendo com que a
insônia se instale.

Consequência da insônia

A longo prazo, a insônia proveniente do uso abusivo das tecnologias pode


trazer impactos importante tanto para a saúde física quanto mental, tais como:

- sensação de acordar cansado e indisposto;

- dificuldade de concentração;

- distúrbios de memória e problemas com o esquecimento;

- irritabilidade, ansiedade e depressão;

- constante sentimento de insatisfação;

- diminuição da produtividade na escola e no trabalho;

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- aumento do risco de acidentes com o carro;

- prejuízos para o convívio social.

Dicas para evitar a insônia

Para evitar dificuldades com o seu sono:

- evite utilizar celular, tablet e computador cerca de 2 horas antes de dormir;

- use as redes sociais com menor frequência;

- deixe o celular longe da cama na hora que for se deitar;

- pratique alguma atividade de relaxamento.

NOMOFOBIA

Passar horas e horas por dia utilizando o celular pode causar um vício, que,
inclusive, já tem um nome: nomofobia. Esse termo é derivado da expressão em inglês
no mobile phobia, que significa “medo de ficar sem o celular”.

O abuso do uso dos smartphones gera alterações no cérebro se parecem com


aquelas provocadas pelas drogas, podendo, inclusive, causar sensação de abstinência.
Mas, nesse caso, a dependência é comportamental, e não química.

Esse transtorno psicológico — que é uma espécie de fobia social — tem como
sinais e sintomas:

- ansiedade, angústia, desconforto, irritabilidade ou tédio na impossibilitada de


utilizar o aparelho;

- perda de contato real com as outras pessoas do seu vínculo;

- sentimento de felicidade mais intenso nas atividades virtuais do que nos


momentos reais;

- preocupação em fotografar o tempo todo no lugar de aproveitar o que está


acontecendo à sua volta;

- preocupação com a quantidade de curtidas e comentários nas postagens


realizadas nas redes sociais;

- dificuldade de concentração em outras atividades;

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- necessidade de estar o tempo todo conectado;

- mudanças comportamentais e isolamento;

- perda de interesse em relação às outras atividades;

- excessiva preocupação em relação ao que acontece na internet enquanto está


ausente dela;

- medo anormal de perder o celular ou ficar sem bateria.

A nomofobia geralmente afeta pessoas ansiosas, especialmente aquelas


pertencentes à faixa etária de 13 a 25 anos.

Muito frequentemente, quem é afetado pelo transtorno não consegue


diferenciar entre o uso normal e abusivo do celular, ou seja, o que é saudável e
prejudicial. Isso é ainda mais agravado pelo fato dos aparelhos serem aceitos
socialmente e utilizados como recurso de estudo e de trabalho.

Consequências da nomofobia

Assim como acontece com as drogas químicas — como o álcool, o cigarro e a


cocaína —, a dependência pelo celular também tem graves impactos para a saúde,
principalmente para a saúde mental.

Nesse contexto, a nomofobia pode provocar ansiedade exacerbada, depressão,


alterações do sono, pânico e fobia social.

Além disso, esse transtorno pode afetar as atividades escolares e profissionais.


Isso porque a pessoa não consegue se concentrar nos seus afazeres, pois está
preocupada com o que está acontecendo no seu celular.

A fobia também acaba causando uma troca da vida real pela virtual,
prejudicando o convívio social e aumentando o número de conflitos com as pessoas
próximas.

Dicas para prevenir a nomofobia

Para prevenir a ocorrência da nomofobia, o mais indicado é fazer um uso


moderado dos smartphones, evitando utilizá-los durante os momentos de lazer e de
descanso.

Outra dica é desabilitar as notificações do aparelho, inclusive, dos


comunicadores instantâneos e investir em atividades de lazer ao ar livre.

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Além disso, caso tenha qualquer sintoma anormal em relação à utilização dos
celulares, é fundamental procurar ajuda profissional o mais rápido possível.

Esse transtorno pode ser tratado com acompanhamento psicológico e, em


situações mais graves, com o uso de medicamentos.

Comece a cuidar melhor da sua saúde, reduzindo o uso dos celulares,


computadores e internet e investido em atividades mais prazerosas.

LUZES DE TABLETS E CELULARES SÃO PREJUDICIAIS AO SONO

Temos que agradecer, e muito, à modernidade que estamos vivendo nos


últimos anos. Graças a ela, é possível responder e-mails de trabalho a caminho dele ou
pagar uma conta em instantes por meio de um aplicativo no celular, mesmo nos dias
de grande movimentação, sem precisar enfrentar a fila gigantesca do banco.

Mas, todo esse avanço não traz só benefícios. Além de problemas na coluna,
pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, identificaram
que a luz emitida pelos eletrônicos é prejudicial à qualidade do sono e,
consequentemente, à saúde de um modo geral.

É bastante comum, antes de dormirmos, ficarmos mexendo no celular ou no


tablet — na cama, no escuro e por horas. O que acontece, segundo os especialistas, é
que o nosso organismo tem um relógio biológico que já sabe a hora que tem que
descansar. Porém, aquela luz durante a noite é capaz de retardar ou evitar a produção
do hormônio melatonina, que normalmente aumenta a noite e ajuda a induzir o sono.

O resultado da pesquisa mostrou que, quando ficamos expostos a essa


luminosidade, demoramos mais para adormecer, temos menos sono profundo e nos
sentimos mais cansados na manhã seguinte. De acordo com o coordenador do estudo,
Charles Czeisler, "a deficiência de sono já foi relacionada ao aumento do risco de
doenças cardiovasculares e metabólicas, como obesidade e diabetes, e ao câncer”.

Czeisler disse ainda que, embora o estudo tenha utilizado apenas tablets, o
efeito não é exclusivo para esse dispositivo. Outros aparelhos que produzem luzes
semelhantes, como e-books, e-readers, smartphones, notebooks e monitores de LED,
têm o mesmo efeito nocivo.

Ainda aumenta as chances de depressão ou de pressão alta. Isso acontece


porque, a luz emitida pelos aparelhos eletrônicos é azul, o que estimula o cérebro a
permanecer mais tempo ativo, afastando o sono e desregulando o ciclo biológico de
sono-vigília.

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Mas não é só o celular que emite essa luz azulada que prejudica o sono,
qualquer tela eletrônica tem esse mesmo efeito, como a TV, o tablet, o computador, e
até mesmo as luzes fluorescentes que não são adequadas para dentro de casa. Assim,
o ideal é que essas telas não sejam usadas quando estiver deitado na cama para
dormir. E essa recomendação é ainda mais importante para quem acorda sempre
cansado ou tem problemas para dormir.

Este tipo de luz também parece aumentar o risco de ter outros graves
problemas de saúde, como:

Câncer, como mama ou próstata;

Diabetes;

Obesidade;

Depressão;

Doenças cardiovasculares, como pressão alta ou arritmia.

Além destes riscos, este tipo de luz também causa maior cansaço nos olhos,
uma vez que a luz azul é mais difícil de focar e, por isso, os olhos precisam estar
constantemente se adaptando.

Quase todas as cores de luz conseguem afetar o sono, pois fazem com que o
cérebro produza menos melatonina, que é o principal hormônio responsável por
ajudar a pegar no sono durante a noite.

Porém, a luz azul, que é produzida por quase todos os aparelhos eletrônicos,
parece ser o tipo de luz que mais efeito tem sobre a produção deste hormônio,
reduzindo sua quantidade por até 3 horas após a exposição.

COMO REDUZIR A EXPOSIÇÃO À LUZ AZUL

Para evitar os riscos da luz azul e conseguir dormir melhor, mais rápido e tendo
um sono de melhor qualidade, é recomendado ter alguns cuidados como:

Instalar aplicativos no celular que permitem que a luminosidade seja alterada


do azul para o amarelo ou alaranjado, como SunFilter, Lux Lite ou Screen Adjuster
Free, por exemplo.

Evitar o uso de aparelhos eletrônicos até 2 ou 3 horas antes de dormir;

Preferir luzes amarelas quentes ou avermelhadas para iluminar a casa durante


a noite;

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Utilizar óculos que bloqueiam a luz azul durante a noite.

Além disso, utilizar muitos aparelhos eletrônicos durante o dia também pode
ajudar a dormir melhor à noite, ao mesmo tempo que aumenta a atenção e o estado
de alerta durante o dia.

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