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Diretrizes para Tratamento do H. pylori

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4° PERÍODO

Sistemas Orgânicos e Integrados


FÓRUM SEMANA 3
FÓRUM
1. Caso clínico: Qual a melhor hipótese diagnóstica?
Paciente do sexo feminino, 42 anos, com história de úlcera péptica de longa data,
que consultou devido a dor epigástrica persistente, melena e sinais de irritação
peritoneal. Úlcera péptica perfurada foi diagnosticada, necessitando de
intervenção cirúrgica de emergência. Abaixo resultado de CT de abdome e PET-
Scan.
RESPOSTA: De acordo com as informações colhidas, a melhor hipótese
diagnóstica seria um câncer gástrico, confirmada pela sintomatologia e história
prévia e crônica de úlcera péptica de longa data, além das alterações
encontradas no exame.

2. Qual o motivo da predisposição à úlcera péptica em um paciente


usuário de AINES?
RESPOSTA: Os AINEs agem inibindo a COX-1, importante para a produção de
prostaglandinas (mediadoras de secreção de bicarbonato, aumentam a irrigação
sanguínea, reduzem a secreção gástrica, aumentam a produção de muco etc).
Ao inibir a formação de prostaglandinas pela mucosa gástrica, os AINE reduzem
praticamente todas as defesas contra a secreção ácida, dificultando o reparo
tecidual e a neutralização do HCl aumentando, consequentemente, as lesões
gástricas e o risco de desenvolvimento de úlceras pépticas.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

RESENHA SOBRE AS DIRETRIZES ATUAIS REFERENTES AO


TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO HELICOBACTER PYLORI.

TERESINA
2023
O Helicobacter pylori é uma bactéria Gram-negativa, com formato
espiralado, móvel e com flagelos em uma das extremidades. Esse patógeno
coloniza a mucosa gástrica e tem grande afinidade pelas células produtoras de
muco localizadas no antro gástrico, levando na quase totalidade dos casos à
gastrite crônica ativa, úlcera péptica, câncer gástrico e linfoma de MALT. A
urease é a principal enzima presente na bactéria, que produz um meio mais
básico em volta do bacilo, de modo a neutralizar a acidez do lúmen gástrico,
permitindo sua sobrevivên9cia (NORRIS, 2021).
Segundo Coelho (2018), no IV Consenso Brasileiro sobre Infecção pelo
H. pylori, a terapêutica contra o patógeno consiste no tratamento de primeira
linha, no qual deve-se utilizar a terapia tripla consistindo na combinação dos
Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) + Amoxicilina + Claritromicina por 14
dias. Ademais, existe a terapia quádrupla de segunda escolha que incluem a
associação de IBPs + Bismuto + Tetraciclina + Metronidazol por 10 a 14. A
dosagem e tempo de administração variam.
Quando o tratamento de terapia tripla de primeira linha falha, o esquema
de segunda linha mais utilizado é feito substituindo a Claritromicina pelo
Levofloxacino por 10 a 14 dias. Quando o paciente é alérgico à penicilina, pode
ser feita a substituição da Amoxilina pelo Levofloxacino ou Metronidazol
(CAETANO, 2021; COELHO et al, 2018).
Além disso, de acordo com Norris (2021), sabe-se que pessoas infectadas
por H. pylori devem suspender o uso de anti-inflamatórios não esteroidais
(AINES), AAS e o consumo de álcool, uma vez que aumentam a inflamação da
mucosa e consequentemente o risco do desenvolvimento de úlceras pépticas e
de hemorragias.
REFERÊNCIAS

CAETANO, J. IV Consenso Brasileiro sobre I nfecção pelo Helicobacter pylori.


Endoscopia Terapêutica, 2021. Disponível em:
<[Link]
sobre-infeccao-pelo -helicobacter -pylori >. Acesso em: 18 fev. 2023.

COELHO, L. G. V. et al. IVth B razilian Consensus Conference on


Helicobacter pylori infection. Files of Gastroenterology, 2018. Disponível em:
< [Link] >.
Acesso em: 18 fev. 2023.

NORRIS, T. L. Porth- Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2021.
FÓRUM
FÓRUM SEMANA 4

Qual proteína foi desabilitada neste estudo? Qual tipo de neoplasia?


Resposta: A proteína desabilitada foi a DP-1 (responsável pela interrupção da
resposta imunológica de determinadas células). Dessa forma, esse tipo de
proteína pode ser usado para combater algumas neoplasias, a exemplo do câncer
de pulmão (adenocarcinoma de não pequenas células) apresentado no caso.

As bactérias possuem sistema imunológico? Como isso ocorre? Qual o


papel biotecnológico desta técnica?
Resposta: Sim, as bactérias apresentam um sistema imunológico adaptativo, o
sistema CRISPER. O sistema tem como base o mecanismo de defesa bacteriano
contra um vírus invasor, que ao detectar um DNA viral já conhecido, produz 2
fitas de RNAs curtas, no qual uma terá a sequência correspondente a do vírus
agressor. Assim, esse sistema atua quando um bacteriófago invade a célula
bacteriana, onde parte de seu DNA possa ser inserido no genoma do hospedeiro,
sendo intercalado com sequências repetidas. Essa conformação intercalada
com DNA viral compõe uma forma de defesa das bactérias, haja vista que
quando detectada a invasão viral a bactéria passa a enviar enzimas,
especialmente a Cas9, que ao detectar o DNA de um vírus é possível destruí-
lo. A partir dessa técnica, descobriu-se que é possível editar e manipular
componentes genômicos, sendo uma importante ferramenta para a contenção
de genes causadores de doenças a partir da sua deleção e consequente
incorporação de um novo pedaço de DNA trazendo características desejáveis.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CRISPR-CAS9, INCLUINDO OS TIPOS POSSÍVEIS


DE REPARO NO DNA.

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CRISPR-CAS9, INCLUINDO OS TIPOS POSSÍVEIS


DE REPARO NO DNA.

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Segundo Caetano (2019), o CRISPR-Cas9 se refere a sigla inglesa para Clustered
Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats (Repetições Palindrômicas Curtas
Agrupadas e Regularmente Espaçadas), sendo uma ferramenta que serve para quebrar uma
molécula de DNA em um local específico, a partir da enzima Cas9. Esse componente funciona
como uma tesoura que corta o DNA em qualquer ponto de interesse e para isso necessita de
um componente chamado RNA guia, que age como um GPS direcionando a Cas9 para a
sequência que deseja-se cortar.
O sistema surgiu a partir do mecanismo de defesa bacteriano contra um vírus invasor,
que ao infectar uma bactéria, injeta nela seu material genético. A partir disso, a bactéria
possui a capacidade reconhece o invasor e, com o auxilio do CRISPR/Cas9, cliva o material
genético do bacteriófago em pedaços para impedir a infecção. Em seguida, mantém-se um
fragmento do material genético do vírus para que, em caso de nova infeccção, possa reagir
mais rapidamente ao invasor (SANDER, 2014).
Com base no mecanismo elucidado, pesquisadores de todo o mundo viram nesse
sistema um potencial para ser empregado na edição e manipulação gênica. Assim, sua
utilização tornou-se uma ferramenta de reparo do genoma, diante do processo de quebra ou
até mesmo inativação de parte do material genético podendo, desse modo, auxiliar na
contenção de genes causadores de doenças hereditárias e deletérias (fibrose cística, doenças
autoimunes, hemoglobinopatias etc), eliminando a mutação no genoma assim como a
transmissão da patologia para as futuras gerações, além de poder incorporar um novo pedaço
de DNA, trazendo outras informações e características desejáveis. Dessa forma, há a
possibilidade de melhorar geneticamente alguns organismos (AREND, 2017).
Para cada tipo de alteração no DNA há um mecanismo de edição e reparado
específico, administrado por suas respectivas enzimas. Entre as principais vias de reparação
estão: por reversão direta, por excisão de base/nucleotídeo, por incompatibilidade e por reparo
de quebra de fita dupla (união de extremidades não homólogas e recombinação homóloga)
(ROBERTIS; et al., 2014).
Assim, as vantagens que podem ser destacas para o sistema CRISPR/Cas9 estão
relacionadas ao seu fácil uso e manipulação in vivo e in vitro, versatilidade, especificidade,
além da possibilidade da edição de múltiplos alvos simultaneamente. A partir disso, é possível
proporcionar para a comunidade médica e científica a realização e a aplicação na terapia de
células humanas, como a terapia genética, correção de defeitos em genes de células
progenitoras, doenças genéticas, tratamento do cancro e mesmo do HIV, HPV e EBV em
células infetadas. Por fim, há, também, a chance de melhorar geneticamente vegetais e outras
espécies agrícolas, tornando-as mais resistentes, duradouras e produtivas (SANTOS, 2016;
AREND, 2017).
REFERÊNCIAS

AREND, M. C, PEREIRA, J. O.; MARKOSKI, M. M. O Sistema CRISPR/Cas9 e a Possibilidade de


Edição Genômica para a Cardiologia. ArqBrasCardiol, v. 108, n. 1, p. 81-83, 2017.

CAETANO, G. C. G. et al. TÉCNICA CRISPR-CAS9 E SUA UTILIZAÇÃO NA ÁREA


LABORATORIAL. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, v. 25, n. 2, p. 96-99,
2018.

ROBERTIS, E. M. et al. De Robertis Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Grupo


GEN, 2014. E-book. ISBN 978-85-277-2386-2. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 25 fev.
2023.

SANDER J. D.; JOUNG J. K. CRISPR-Cas systems for editing, regulation and targeting
genomes. Nature Biotechnol, v. 32, n. 4, p. 347-55, 2014.

SANTOS, S. L. F. et. al. CRISPR uma nova era na Biologia molecular; Revista Biotecnologia &
Ciência, v. 5, n. 2, p. 40-48, 2016.
FÓRUM
FÓRUM 4
1. Shiguelose: de que forma a Shiguella penetra na mucosa intestinal?
Como é o quadro clínico do paciente com Shiguelose?

A Shigella é a bactéria causadora da Shiguelose. Esse patógeno é resistente ao


ambiente ácido hostil do estômago, uma vez no intestino, os organismos são
captados por células M (microfold). Elas são células epiteliais, especializadas na
amostragem e apresentação dos antígenos luminais. As Shigella proliferam
intracelularmente, escapam para a lâmina própria e são fagocitadas por
macrófagos, nos quais elas induzem a apoptose. A subsequente resposta
inflamatória danifica a superfície epitelial e permite que a Shigella, dentro da luz
intestinal, tenha acesso às membranas basolaterais das células epiteliais
colônicas, que é o local preferido para a sua invasão. Todas as Shigella spp.
carregam plasmídeos virulentos, alguns dos quais codificam um sistema de
secreção tipo III, capaz de injetar diretamente proteínas bacterianas no
citoplasma hospedeiro. O sorótipo 1 da S. dysenteriae também libera a toxina
Shiga Stx, que inibe a síntese de proteína eucariótica, resultando na lesão e
morte das células hospedeiras. Quanto ao quadro clínico, após um período de
incubação de até 1 semana, a Shigella causa uma doença autolimitada,
caracterizada por cerca de 1 semana de diarreia, febre e dor abdominal. A dor
abdominal tem característica de cólica difusa, geralmente precedendo a diarreia,
Além da febre alta, outras manifestações podem estar presentes, tais como:
anorexia, náuseas, vômitos, cefaleia, calafrios, estados totêmicos, convulsões e
sinais meningíticos. Ao exame físico, pode-se observar hipertermia,
desidratação, hipotensão, dor a palpação abdominal e ruídos hidroaéreos
exacerbados. Nas formas leves ou moderadas, a Shigelose pode se manifestar
apenas por diarreia aquosa, sem aparecimento de fezes disentéricas.

2. Como atua a toxina da Cólera?

A fisiopatologia da doença está associada à ação, na luz intestinal, de uma


toxina, a toxina colérica (CT), produzida pelo agente etiológico. A toxina, ao se
fixar em receptores presentes na superfície dos enterócitos, inverte os
mecanismos fisiológicos dessas células, que passam então a excretar água e a
perder eletrólitos, resultando desse processo uma diarréia clorídrica em
profusão. Os Vibrio cholerae penetram no organismo humano por via oral e os
que conseguem escapar à acidez gástrica – que constitui a primeira linha de
defesa do hospedeiro contra a cólera – localizam-se no intestino delgado, cujo
meio alcalino lhes favorece a proliferação, resultando, posteriormente, em
profusa liberação de uma exotoxina que atua sobre as células da mucosa
intestinal, causando uma ruptura no seu equilíbrio fisiológico e fazendo com que
seja secretada grande quantidade de líquido isotônico. A mucinase, elaborada
pelo agente, favorece a ultrapassagem da barreira representada pela camada
de muco intestinal. Ao alcançar a mucosa do intestino delgado (duodeno e
jejuno, principalmente), o Vibrio adere à borda ciliada das células epiteliais,
graças ao fator de aderência. Em seguida, produz uma enterotoxina, constituída
por 2 subunidades: A (interna) e B (externa). A subunidade B une-se ao
gangliosídio GM 1, substância receptora presente nas células do epitélio
intestinal; a seguir, as ligações sulfidrilas (que mantêm unidas as subunidades A
e B) se rompem, e a subunidade A penetra através da parede celular, atingindo
o interior do enterócito e ativando a adenilciclase. Desse processo resulta um
acúmulo de AMP-cíclico, que determina o aumento da secreção intestinal,
levando à diarréia e à desidratação. Esse fluído é pobre em proteína e rico em
Na+, K+, Cl- e HCO3-, e sua perda maciça conduz, rapidamente, ao quadro de
desidratação. Contudo, a bomba de Na+ é preservada, o que permite a
reabsorção do sódio em presença de glicose, explicando a notável eficiência da
reidratação oral no tratamento da doença. A perda de eletrólitos e líquidos da
circulação e dos espaços intercelulares é considerável, podendo ser fatal se não
corrigida a tempo. Com o tratamento adequado baseado na rápida administração
de líquidos e eletrólitos, em quantidade equivalente às perdas gastrointestinais,
todas as alterações físicas e bioquímicas desaparecem em curto prazo. Por outro
lado, o tratamento tardio ou insuficiente pode ser incapaz de evitar a evolução
do quadro para graves alterações fisiopatológicas: a insuficiência renal aguda,
os transtornos próprios da hipocalemia, atonia intestinal, arritmias cardíacas,
hipotensão e colapso cardíaco.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual integrado de vigilância epidemiológica da
cólera. Brasília, 2008.
KUMAR, V. et al. Robbins & Cotran Patologia - Bases Patológicas das
Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

QUANDO SUSPEITAR CLINICAMENTE QUE O PACIENTE POSSA APRESENTAR


CÓLERA? QUAL A DIFERENÇA DAS OUTRAS ENTEROCOLITES BACTERIANAS?

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

QUANDO SUSPEITAR CLINICAMENTE QUE O PACIENTE POSSA APRESENTAR


CÓLERA? QUAL A DIFERENÇA DAS OUTRAS ENTEROCOLITES BACTERIANAS?

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
De acordo com Goldman (2022), a cólera é uma doença causada por dois sorogrupos
especificos da bactéria Vibrio cholerae (O1 e O139), essas liberam toxinas que ao se ligarem
às paredes intestinais, alteram o fluxo de sódio e cloreto do organismo. Com isso, tal alteração
faz com que o organismo secrete quantidades excessivas de água provocando, desse modo,
diarreia aquosa, desitradação e perda de fluidos e sais minerais importantes para o corpo. Essa
patologia é transmitida a partir da contaminação fecal-oral direta ou pela ingestão de água ou
alimentos contaminados com a bactéria, ou seja, está diretamente relacionada ao saneamento
básico e hábitos de higiene.
Em relação a apresentação clínica, para suspeitar da doença o paciente deve apresentar
os seguintes sinais e sintomas: Diarreia, náuseas, vômitos, cãibras musculares e choque
(devido à perda de minerais no sangue). A desidratação levar a outros sintomas, como
irritabilidade, letargia, olhos encovados, boca seca, sede excessiva, pele seca e enrugada,
oligúria, pressão arterial baixa, arritmia cardíaca, desequilíbrio eletrolítico (perda de minerais
do sangue). Também é importante observar que a desidratação profunda e rapidamente
progressiva, pode levar a morte em horas (BRASIL, 2008).
Somado a isso, a cólera diferencia-se de outras enterocolites bacterianas em virtude
não só dos tipos de bactérias envolvidas, mas também pelas complicações que podem surgir
com o tratamento inadequado contra a cólera. Isso inclui choque hipovolêmico (24 h do início
de vômitos e diarreia), necrose renal, arritmias cardíacas, convulsões e morte. Além disso, é
importante evidenciarmos que os organismos Vibrio não são invasivos e permanecem na luz
intestinal, ao contrário da maioria das enterocolites bacterianas, a exemplo: Campylobacter,
Shigella, Salmonella, S. typhi, Yersinia, entre outras. Logo, em resumo, a diferença entre a
cólera e outras enterocolites causadas por bactérias é a perca excessiva de líquidos e
eletrólitos por meio da diarreia, além do aspecto aquoso e presença de mancha de muco
(KUMAR, 2016).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual integrado de vigilância epidemiológica da cólera.


Brasília, 2008.

GOLDMAN, L.; ANDREW I. S. Goldman-Cecil Medicina. 26. ed. Rio de Janeiro: Grupo
GEN, 2022.

KUMAR, V. et al. Robbins & Cotran Patologia - Bases Patológicas das Doenças. 9. ed.
Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016.
FÓRUM
FÓRUM 4
1. PAAF (Punção aspirativa por agulha fina):
A PAAF é uma técnica minimamente invasiva de obtenção de células de órgãos e tecidos,
principalmente para acessar diretamente órgãos superficiais (como linfonodos, tireoide e
mama). Para órgãos com estruturas profundas, é utilizada a punção biópsia por agulha
grossa, guiada por ultrassom ou tomografia.
2. Quais as utilidades médicas do iodo radioativo além do uso na neoplasia da
tireóide?
O iodo radioativo é amplamente, especialmente no tratamento de neoplasia da tireoide,
através da terapia de ablação com iodo radioativo. Além disso, o iodo radioativo também
pode ser utilizado em outras áreas da medicina, como na cintilografia óssea para
diagnóstico de metástases ósseas na detecção de tumores neuroendócrinos, na terapia de
câncer de próstata metastático com receptores de somatostatina e na avaliação da
função renal através da cintilografia renal.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA QUE DEVEM SER OBSERVADOS NO


ATENDIMENTO DE UM PACIENTE CANDIDATO AO USO DO IODO RADIOATIVO

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA QUE DEVEM SER OBSERVADOS NO


ATENDIMENTO DE UM PACIENTE CANDIDATO AO USO DO IODO RADIOATIVO

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
De acordo com Teixeira (2010), a biossegurança é o conjunto de ações voltado para a
prevenção, diminuição ou eliminação de riscos relacionados às atividades de pesquisa,
produção, desenvolvimentos tecnológicos, entre outros. Tais riscos possuem o potencial em
afetar a saúde do homem e do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Desse
modo, a biosegurança relacionada à ciência e pesquisa está direcionada a redução de potenciais
riscos na utilização de matérias contaminantes e radiológicos, com potenciais nocivos ao
manuseador.
A partir do exposto, a utilização de iodo radioativo (I-131) no diagnóstico e tratamento
de distúrbios tireoidianos, requerem normas de segurança, uma vez que o paciente em
tratamento possui altas doses de radiações no corpo podendo, dessa formar, contaminar o meio
e as pessoas. Assim, esses indivíduos necessitam de internação e de isolamento em leitos que
garantem todas as suas necessidades básicas, evitando o contato com gestantes e crianças por 7
dias após a exposição, até que os níveis do medicamento diminuam e não haja o risco de
contaminar outras pessoas com o seu efeito. O paciente deve utilizar roupas hospitalares e
toucas disponibilizadas durante a internação para evitar a contaminação de suas vestes pessoais
e cabelos, não é recomendado comer ou beber uma hora após a administração de iodo
radioattivo (MACHADO, 2018).
Os quartos devem ser revestidos com material adequado (blindagem) e em espessura
suficiente com o fito de evitar contaminação. Além disso, os profissionais responsáveis pelo
paciente devem fazer o uso de equipamentos individuais de proteção (avental de chumbo, colar
cervical de chumbo, óculos de proteção) e permanecer o menor tempo possível no quarto do
paciente. Ademais, os profissionais devem utilizar o dosímetro de radiação. (RISSATO, 2009).
É importante informar, também, sobre medidas e cuidados antes, durante e após o
tratamento como manuseio de roupa (lavar separadamente) e lixos produzidos, alimentação
adequada, não compartilhar objetos de uso pessoal, restrição de determinadas medicações.
(SALES; HALPERN; CERCATO, 2016).
REFERÊNCIAS

MACHADO, M. E. et al. O quarto terapêutico de pacientes que internam para iodoterapia.


Clinical and biomedical research. v. 39, n. 2, 2018.

RISSATO, M. L. et al. Iodoterapia: avaliação crítica de procedimentos de precaução e


manuseio dos rejeitos radioativos. Revista Instituto Adolfo Lutz, v. 68, n. 2. 2009.

SALES, P.; HALPERN, A.; CERCATO, C. O essencial em endocrinologia. 1. ed. Rio de


Janeiro: Roca, 2016.

TEIXEIRA, P.; VALLE, S. Biosegurança: Uma abordagem multidisciplinar. 2. ed. Rio de


Janeiro: Fio Cruz, 2010.
FORÚM

01) Paciente (abaixo) com desconforto abdominal e sangramento nas fezes. Qual o provável
diagnóstico?
Resposta: Síndrome de Peutz-Jeghers.
02) Ressecção endoscópica de pólipo retal: quais as possíveis complicações deste procedimento?
Resposta: Entre as complicações estão: Sangramento, perfuração, dor abdominal (associadas ao
tamanho do pólipo), lesões de órgãos extracólicos, complicações cardiovasculares e infecção.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

SÍNDROMES CLÍNICAS ASSOCIADAS A CADA TOPOGRAFIA DO INTESTINO


GROSSO RELACIONADO ÀS NEOPLASIAS

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

SÍNDROMES CLÍNICAS ASSOCIADAS A CADA TOPOGRAFIA DO INTESTINO


GROSSO RELACIONADO ÀS NEOPLASIAS

Trabalho apresentado à disciplina de


Tecnologia da Informação e Comunicação
como requisito parcial para obtenção de nota
em Sistemas Orgânicos Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da


Silva Neves.

TERESINA
2023
POLIPOSE ADENOMATOSA
SÍNDROME DA POLIPOSE FAMILIAR
HIPERPLASICA
SÍNDROME DE COWDEN - Essa síndrome é caracterizada
- Localiza-se principalmente no cólon sigmoide e
evoluindo para o restante do cólon. Define-se por uma desordem
- Está associada à presença de essa síndrome quando se encontram pólipos autossômica dominante, que
pólipos hamartomatosos no hiperplásicos maiores que 1cm de diâmetro ou em acarreta o desenvolvimento de
cólon e reto, além de número superior (> 30) àqueles identificados na pólipos adenomatosos no cólon
localizações extraintestinais, de população geral. Parece que a chance de e no reto. Essa desordem é
localização em pele e mucosas, ocorrên- cia de CCR nesses pacientes também é
maior; no entanto, ainda não foram bem associada à mutação do gene
assim como a tumores faciais e APC, localizado no braço longo
esclarecidos quais os mecanismos genéticos
à hiperceratose palmoplantar. envolvidos. do cromossomo 5.

SÍNDROME DE LYNCH
- É caracterizada por pequeno
SÍNDROME DE MUIR-TORRE

- É uma variante rara da Síndrome de


Síndr omes número de pólipos color retais e
aumento do risco também de
câncer de endométrio, ovário,
estômago, intestino delgado, sistema
Lynch (SL). Afeta principalmente
cólon, reto e trato urogenital. Além
das malignidades viscerais que
ocorrem na SL, manifesta-se
cl ínicas e suas hepatobiliar e pancreático e trato
urogenital superior. Ela é uma
doença hereditária ? > de caráter
autossômico dominante. Mutação em
também por lesões cutâneas
(adenomas sebáceos, epiteliomas,
carcinomas, ceratoacantomas).
t opogr af ias no IG genes de reparo de DNA --> MLH1,
MSH2, MSH6 e PMS2.

SÍNDROME DE GARDNET
- É caracterizada pela ocorrência de
pólipos adenomatosos em cólon,
duodeno e estômago, além de
SÍNDROME DE PEUTZ- tumores extraintestinais como
JEGHERS SÍNDROME DE TURCOT osteomas, tumores desmoides de
parede abdominal e retroperitônio,
- Caracteriza-se por lesões - É uma variante da Polipose carcinoma de tireoide, tumores
hiperpigmentadas nos lábios e na Adenomatosa Familiar (PAF) hepatobiliares e adrenais
mucosa oral, associadas a múltiplos caracterizada pela presena de
pólipos hamartomatosos do trato múltiplos pólipos adenomatosos
gastrointestinal. O local mais comum no cólon e reto estando,
onde se localizam os pólipos é o também, associadas à tumores
intestino delgado, seguido do cólon do sistema nervoso central,
e estômago, respectivamente. sendo o meduloblastoma o
principal.

Referências:
ZATERKA, S.; EISIG, J. N. Tratado de Gastroenterologia da Graduação à Pós-Graduação. 2ª Ed. Atheneu, 2016
FÓRUM
Quais os diferentes marcadores para Hepatite B e quais as indicações de cada um?
São marcadores de triagem para a hepatite B: HBsAg e anti-HBc.
1. HBsAg (antígeno de superfície do HBV): É o primeiro marcador a surgir após a
infecção pelo HBV. Está presente nas infecções agudas e crônicas.
2. Anti-HBc (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do HBV): É um marcador
que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos
indivíduos que tiveram a infecção.
3. Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do HBV):
É um marcador de infecção recente, confirmando o diagnóstico de hepatite B
aguda.
4. Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV): Indica imunidade
contra o HBV. Surge após o desaparecimento do HBsAg e indica bom
prognóstico. Pode ser encontrado em pessoas vacinadas.
5. HBeAg (antígeno “e” do HBV): Indica a replicação viral e, portanto,
infectividade. Está presente na fase aguda, surge após o aparecimento do HBsAg.
Na hepatite crônica a presença do HBeAg indica replicação viral e atividade da
doença.
6. Anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e” do HBV): A soroconversão HBeAg
para anti-HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos
(ou seja, provavelmente o indivíduo não vai se tornar um portador crônico do
vírus). Na hepatite crônica pelo HBV a presença do anti-HBe, de modo geral,
indica ausência de replicação do vírus, ou seja, menor atividade da doença e, com
isso, menor chance de desenvolvimento de cirrose.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

TIPOS DE HEPATITES VIRAIS CONHECIDAS, DIFERENÇAS CLÍNICAS E VACINA


DISPONÍVEL

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

TIPOS DE HEPATITES VIRAIS CONHECIDAS, DIFERENÇAS CLÍNICAS E VACINA


DISPONÍVEL

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Segundo Norris (2021), as hepatites são caracterizadas por um processo inflamatório no
fígado, cuja etiologia mais comum acontece por vírus hepatotrópicos do tipo A, B, C, D e E.
Apesar de terem alvo primário os hepatócitos, eles se diferenciam quanto às formas de
transmissão, período de incubação e consequências clínicas advindas da infecção. São
designados pelas siglas: vírus da hepatite A (HAV), vírus da hepatite B (HBV), vírus da hepatite
C (HCV), vírus da hepatite D (HDV) e vírus da hepatite E (HEV).
De maneira geral, os sintomas das hepatites podem ser divididos de acordo com a fase
de evolução: 1- Período prodrômico ou pré-ictérico (anorexia, náuseas, vômitos, diarréia (ou
raramente constipação), febre baixa, cefaléia, mal-estar, astenia e fadiga, mialgia, fotofobia,
desconforto no hipocôndrio direito, urticária, entre outros). 2- Fase ictérica (aparecimento da
icterícia, em geral há diminuição dos sintomas prodrômicos, hepatomegalia dolorosa, com
ocasional esplenomegalia). 3- Fase de convalescença (desaparecimento da icterícia, quando
retorna progressivamente a sensação de bem-estar) (BRASIL, 2005).
De acordo com Dani (2011), as hepatites são caracterizadas da seguinte maneira:
 O vírus A é de RNA, pertencente à família Picornaviridae, com período de incubação entre
14 e 50 dias, transmitido por via fecal-oral, com sinais clínicos de febre, mal-estar, náuseas,
vômitos, anorexia, entre outros, apesar da maioria dos indivíduos serem assintomáticos.
Além disso é importante mencionar que o HAV não cronifica, está mais associado a
icterícia e apresenta imunização como forma de prevenção.
 Já o HBV é um vírus de DNA, da família Hepadnavirus, apresentando um período de
incubação entre 14 a 90 dias, transmitido a partir da via parenteral, como no caso de
transfusões sanguíneas e uso de drogas intravenosas ilícitas, por via sexual (heterossexual
e homossexuais com múltiplos parceiros) e por transmissão vertical (mãe-feto). Ademais,
pode evoluir para a forma crônica, ao contrário da HAV, e apresentam vacinas de
imunização para o controle e prevenção.
 A hepatite C é causada pelo vírus HCV de RNA pertencente à família Flaviviridae, sendo
o contágio feito a partir de sangue transfundido com agulhas contaminadas, por uso de
drogas injetáveis, por transplante de órgãos, por contato sexual, ou de forma vertical. Em
relação ao período de incubação, esse pode variar de 15-160 dias com média de 50. A
manifestação de sintomas da hepatite C em sua fase aguda é extremamente rara. Entretanto,
quando presente, ela segue um quadro semelhante ao das outras hepatites . O vírus C é
considerado oncogênico, associando-se à instalação do carcinoma hepatocelular, devido a
seu maior potencial de cronicidade sendo, assim, considerado a hepatite mais grave.
 O vírus da hepatite D pertence à família Deltaviridae e depende do HBV para replicar-se.
Pode causar hepatite tanto aguda quanto crônica. A infecção depende da coinfecção pelo
HBV, especificamente do HBsAg (antígeno de superfície). Desse modo, a forma aguda
possui duas apresentações: coinfecção (ocorre simultaneamente com a hepatite B aguda);
e superinfecção (hepatite D é superposta à infecção crônica pelo vírus da hepatite B). Essa
patologia apresenta a mesma forma de infecção do HBV, com período de incubação
variando entre 30-180 dias. A partir do exposto, a imunização contra o HBV oferece
proteção, também, ao HDV.
 Por fim, o HEV é um vírus RNA, pertencentes à família Galiciviridae, que apresenta a via
de transmissão, bem como as manifestações clínicas semelhantes às que ocorrem com o
HAV. Apresenta um período de incubação de 2 a 9 semanas, com média de 40 dias.
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. A, B, C, D, E de hepatites para a comunicadores. Brasília,


2005.

DANI, R.; PASSOS, M. C. F. Gastroenterologia Essencial, 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2011.

NORRIS, T. L. Porth - Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
FÓRUM
Especifique qual serpente possui cada um dos tipos de dentição abaixo:

1. Áglifa: Possuem delfites maxilares, mas sem possuir sulcos, de modo que o
veneno flui junto com a saliva, o que atenua seus efeitos. Este tipo de dentição é
característico de serpentes como sucuris e jiboias, atacando e abatendo suas
presas, geralmente, por constrição.
2. Opistóglifas: Possuem dentes inoculadores de localização posterior, sendo um
aparelho inoculador de veneno menos eficiente, dificultando a possibilidade de
acidentes para o homem. Neste grupo são incluídos vários membros da família
Colubridae.
3. Proteróglifas: Têm suas presas localizadas anteriormente com o intuito de cravá-
las em suas presas, permitindo que seu veneno flua livremente. Este tipo de
dentição é característico das serpentes da família Elapidae, com dois dentes
inoculadores de veneno na parte anterior do maxilar superior, de caráter
marcadamente forte e não retráteis. A ocorrência de mordidas secas por estes
animais pode ser explicada, de maneira geral, pelo tamanho pequeno a médio
destas serpentes, seus hábitos semifossoriais, baixa agressividade, dentes curtos
(geralmente < 3 mm) e o ángulo limitado de abertura da boca (<30°) o que torna
difícil a injeção de veneno em seres humanos e grandes animais.
4. Solenóglifa: Possuem a forma mais eficaz dentre os aparelhos inoculadores de
venenos, sendo incluído neste grupo cascavéis e viboras. Os membros desta
família possuem dois dentes retráteis que inoculam um potente veneno de caráter
neurotóxico, hemotóxico e/ou citotóxico, localizados na parte anterior do maxilar
superior. Seus dentes inoculadores são projetados para fora durante o ataque,
permitindo ao animal inocular uma quantidade de veneno maior do que uma
serpente da família das proterógli-fas, agravando ainda mais a consequência de
suas picadas, sendo que, dependendo da espécie, o veneno é mais ou menos forte,
podendo ser o suficiente para matar um ser humano. Todos os viperídeos são
providos de dentes inoculadores bem desenvolvidos e móveis, situados na porção
anterior do maxilar.
REFERÊNCIA: WEISS, M. B.; PAIVA, J. W. S. Acidentes com Animais Peçonhentos.
Rio de Janeiro: Thieme Brazil, 2017.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

DIFERENÇAS DE AÇÃO CLÍNICA DOS VENENOS DAS SERPENTES ENCONTRADAS


NO PAÍS

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

DIFERENÇAS DE AÇÃO CLÍNICA DOS VENENOS DAS SERPENTES ENCONTRADAS


NO PAÍS

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Acidentes ofídicos são um sério problema de saúde pública nos países tropicais, haja
vista a grande morbi-mortalidade que causam. Desse modo, entre as principais serpentes
encontradas no território brasileiro estão distribuídos em quatro genêros: Bothrops (jararaca,
jaracuçu, caiçara e outras), Lachesis (surucucu, surucutinga), Crotalus (cascavel) e Micrurus
(coral) (PINHO, 2000).
De acordo com Weiss e Paiva (2017), o acidente ofídico por Bothrps provoca choque,
necrose dos tecidos, coagulação intravascular, hemorragia e edema. O veneno dessa serpente é
rico em fosfolipase A2, substância que exerce uma variedade de efeitos tóxicos, como
mionecrose, hemorragia, cardiotoxicidade, edema e hidrólise de fosfolipídios de membrana e
consequente liberação de fatores de ativação plaquetários. Ademais, o veneno pode ser
distribuido por ações proteoliticas, coagulantes e hemorrágicas, além de apresentar
manifestações locais e sistêmicas.
Já em relação ao tipo Crotalus, a peçonha pode apresentar ações neurotóxicas (atua nas
terminações nervosas inibindo a liberação de acetilcolina), ações miotóxicas (lesão nas fibras
musculares – rabdomiólise- cursando com a liberação de mioglobina na urina), ações
coagulantes (consumo de fibrinogênio, alterando a coagulabilidade sanguínea). Desse modo,
entre as manifestações encontradas estão: fácies miastênicas, oftalmoplegia, arranhão e
parestesia no local da picada, mialgia, gengivorragia e manifestações sitêmicas (mal-estar,
sudorese, náuseas, vômitos, sonolência, inquietação, entre outros) (PARDAL, YUKI 2000),
Outrossim, também está em pauta a serpente do gênero Lachesis, e conforme Tavares
Neto (2014), essa apresenta ações do tipo hemorrágico-coagulante (enzimas presentes no
veneno transformam o fibrinogênio em fibrina, formando macrocoágulos que se depositam em
órgãos, obstruindo o fluxo sanguíneo), proteólitica (proteases que produzem lesão tecidual),
inflamatória (células inflamatórias agem e induzem o aumento da permeabilidade vascular e
hemorragias), hipotensora (pela indução de bradicininas e calicreínas, além da ação de
peptídeos potencializadores da bradicinina, impedindo sua metabolização e conversão da
angiotensina I em II), miotóxica (ação das fosfolipases e substâncias que levarão a formação de
infiltrado de leucócitos polimorfonucleares que se não neutralizado agem na necrose de fibras
musculares esqueléticas) e neurotóxica (sintomas vagais por ação de cininas e fosfolipases).
Além de tudo o que foi mencionado, o acidente ofídico por Lachesis, apresenta como
sinais locais: edema, dor intensa, equimoses e hemorragia e sistêmicos: hipotensão, tonturas,
escurecimento de visão, alteração no reconhecimento das cores, hipotermia, bradicardia, ataxia,
disfagia, vômitos, diarreia, entre outros.
Por fim, se tratando da Micrurus os constituintes do veneno tóxico são denominados
neurotóxinas e possuem ações neurotóxicas (pré-sinápticas: bloqueia a liberação de
acetilcolina, impeindo a deflagação do potencial de ação e pós-sinápticas: competem com a
acetilcolina pelos receptores colinérgicos, destruindo-os), ação miotóxica (causa mionecrose,
atingindo o sarcolema celular com posterior influxo de Ca ++, hipercontratilidade dos
microfilamentos, danos mitocondriais), ação cardiovascular (efeito hipertensivo), ação
hemorrágica. Logo, os sinais e sintomas a serem observados incluem manifestações de dor,
edema e parestesia local, síndrome miastênica, fraqueza muscular, diplopia, oftalmoplegia,
disfagia, diminuição do reflexo do vômito, dispnéia etc (BRASIL, 2008).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância


Epidemiológica. Brasília, 2008.

PARDAL, P. P. O.; YUKI, R. N. Acidentes por animais peçonhentos: manual de rotinas.


Belém: Editora Universitária, 2000.

PINHO, F. O.; VIDAL, E. C.; BURDMANN, E. A. Atualização em insuficiência renal aguda:


insuficiência renal aguda após acidente crotálico. J. Bras Nefrol, v. 22, n. 3, p. 162-168,
2000.

TAVARES-NETO, J. Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais


peçonhentos. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 1, n. 2, p. 76, 2014.

WEISS, M. B.; PAIVA, J. W. S. Acidentes com Animais Peçonhentos. Rio de Janeiro:


Thieme Brazil, 2017.
FÓRUM
Em que se baseia o exame VHS? Porque tem resultados diferentes em algumas
situações?
A VHS é a distância, em milímetros, de sedimentação dos eritrócitos durante uma hora
em uma amostra de sangue venoso (princípio de Westergren). Valores de referência: 0 a
15 mm/hora em homens e 0 a 20 mm/hora em mulheres. A VHS é usada como teste de
triagem para detectar a presença de doença sistêmica, também é usada para
monitoramento da evolução ou resposta de doenças à terapia, quando acentuadamente
acelerada no início. Valores elevados VHS podem indicar condições como: Vasculite,
incluindo arterite temporal, artrite inflamatória, doença renal, anemia, neoplasias
malignas e discrasias de plasmócitos, alergia aguda, lesão tecidual, incluindo infarto do
miocárdio entre outros.
REFERÊNCIA: RAO, L. V.; SNYDER, L. M. Wallach - Interpretação de Exames
Laboratoriais. 11. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022.
Identifique os dois tipos de anticorpos abaixo apresentados:
A primeira imagem refere-se a imunoglobulina do tipo IgM
e a segunda a imunoglobulina do tipo IgA.

REFERÊNCIA: ABBAS, A. K. et al. Imunologia Básica -


Funções e Distúrbios do Sistema Imunológico. 6. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

ANTICORPOS: DEFINIÇÃO, FUNÇÕES, TIPOS, DIFERENÇAS.

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

ANTICORPOS: DEFINIÇÃO, FUNÇÕES, TIPOS, DIFERENÇAS.

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos e
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva Neves.

TERESINA

2023
Anticorpos são proteínas solúveis que circulam livremente e exibem propriedades que
atuam na imunidade e proteção contra um agente estranho. Esses elementos são sintetizados
pelos plasmócitos, células formadas a partir da diferenciação dos linfócitos B. De maneira
sucinta, as principais funções dos anticorpos são: a) inativação de vírus, toxinas e outros agentes
químicos; b) neutralização da aderência de bactérias à superfície de células epiteliais,
principalmente em mucosas; c) opsonização ou facilitação da fagocitose: após se ligarem ao
antígeno pelo fragmento Fab, os anticorpos podem ser reconhecidos pelos fagócitos. Essa
interação favorece o englobamento do antígeno/patógeno e sua destruição pela fagocitose
(ABBAS, 2021; LAVISON, 2021).
Ademais, possuem a função de: d) participação na citotoxicidade celular: ao se ligarem
a antígenos presentes na superfície de células-alvo, os anticorpos podem ser reconhecidos pelas
células natural killer, por meio de receptores para os fragmentos Fc de IgG, levando à destruição
das células pela ação de perforinas; e) fixação e ativação do sistema complemento: quando duas
moléculas de IgG (exceto IgG4) ou uma molécula pentamérica de IgM se ligam ao antígeno
específico, a primeira proteína da via clássica do sistema complemento, C1, pode se fixar ao
fragmento Fc desses anticorpos e iniciar a ativação de uma cascata de eventos, que poderão
culminar na eliminação do patógeno e no desenvolvimento do processo inflamatório (DELVES,
2018).
A partir do exposto, existem cinco classes de anticorpos designadas IgG, IgA, IgM, IgD
e IgE. A imunoglobulina G (IgG) apresenta-se na forma monomérica e constitui
aproximadamente 75% do total de anticorpos séricos no homem adulto normal. Existem 4
subclasses IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4. É a única imunoglobulina humana que pode atravessar a
placenta e é responsável pela proteção do recém-nascido durante os primeiros meses de vida.
Os macrófagos e células natural killer possuem receptores de superfície para porção Fc de IgG1
e IgG3. Após a ligação ao antígeno pela porção Fab, pode ocorrer a ligação dessas células à
porção Fc dos anticorpos, que promoverá a facilitação da fagocitose (opsonização) ou
citotoxicidade celular, respectivamente (ABBAS, 2021).
Já em relação a imunoglobulina A (IgA), essa pode ser de duas diferentes subclasses
(IgA1 ou IgA2), e apresentar-se de duas formas distintas, uma encontrada no soro e outra nas
secreções. A IgA sérica é geralmente um monômero e a IgA secretória é um dímero, sendo a
principal imunoglobulina do sistema de defesa das mucosas e das secreções exócrinas, como
saliva, lágrima, colostro, entre outras. A principal função biológica da IgA é fazer parte da
primeira linha de defesa, impedindo ou diminuindo a aderência das bactérias às mucosas e
neutralizando as toxinas e a infectividade dos vírus (DELVES, 2018).
Outrossim, quanto a imunoglobulina M (IgM), trata-se do principal anticorpo a agir nas
respostas imunes precoces à maioria dos antígenos e predomina em certas respostas mediadas
por anticorpos naturais, como aos antígenos dos grupos sanguíneos. É o anticorpo mais eficaz
em fixar o complemento e aparece também, na forma monomérica, na superfície de células B.
Além disso, a imunoglobulina D (IgD) é um monômero presente no soro em quantidades
mínimas (0,2% do total de anticorpos). A IgD também está presente na superfície de células B,
onde atuam como receptores de antígenos (LAVISON, 2021).
Por fim, a imunoglobulina E (IgE) apresenta-se na forma de monômeros e compreende
apenas 0,004% do total de imunoglobulinas séricas. Possui grande afinidade pelos receptores
de superfície de mastócitos e eosinófilos e os títulos elevados desta imunoglobulina estão
correlacionados com reações anafiláticas e infecções por parasitas (ABBAS, 2021).
REFERÊNCIA

ABBAS, A. K. et al. Imunologia Básica - Funções e Distúrbios do Sistema Imunológico. 6.


ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.

DELVES, P. J. ROITT - Fundamentos de Imunologia. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN,
2018.

LEVINSON, W. et al. Microbiologia Médica e Imunologia: um manual clínico para doenças


infecciosas. 15. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.
FÓRUM

01) Qual a diferença da profilaxia Pré e Pós exposição para o HIV?


A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) consiste no uso de antirretrovirais
(ARV) para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. A PrEP faz parte das
estratégias de prevenção combinada do HIV. Dentro do conjunto de ferramentas da
prevenção combinada, inserem-se também: 1. Testagem para o HIV; 2. Profilaxia Pós-
Exposição ao HIV (PEP); 3. Uso regular de preservativos; 4. Diagnóstico oportuno e
tratamento adequado de infecções sexualmente transmissíveis (IST); 5. Redução de
danos; 6. Gerenciamento de vulnerabilidades; 7. Supressão da replicação viral pelo
tratamento antirretroviral; 8. Imunizações.
Já a profilaxia pós-exposição (PEP) é uma forma de prevenção do HIV
semelhante à PrEP, com a diferença de ser iniciada após o paciente ter sido
potencialmente exposto ao vírus, como nos casos de estupro, rompimento da
camisinha durante relação com alguém sabidamente soropositivo, usuários de drogas
que compartilharam agulhas ou profissionais de saúde que se acidentaram com
agulhas ou material biológico potencialmente contaminado. A profilaxia Pós-
Exposição ao HIV também é feita com a administração de medicamentos
antirretrovirais, que devem ser iniciados o mais rápido possível, de preferência nas
duas primeiras horas após a exposição ao vírus e no máximo em até 72 horas. O início
precoce da profilaxia elimina o vírus HIV antes que ele consiga se multiplicar no
organismo do paciente, impedindo a sua contaminação de forma permanente.

REFERÊNCIA: BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes


terapêuticas para profilaxia pré-exposição (PREP) de risco à infecção pelo HIV. Brasília,
2018.

02) HPV - Qual a maneira adequada de identificar os tipos e subtipos? Quais as diferenças
no potencial oncogênico? Como realizar a prevenção desta doença?
O HPV é uma sigla em inglês (Human Papiloma Virus), em Português significa
Papiloma Vírus Humano, a doença manifesta-se como verrugas em região genital é
considerada uma doença de transmissão sexual. Há testes que identificam vários tipos de
HPV (captura híbrida, hibridização in situ e genotipagem), mas seu valor na prática
clínica não está claro, e as decisões quanto às condutas clínicas não devem ser feitas com
base nesses testes, mas em alterações celulares observadas pela colpocitologia oncótica.
Assim, não é recomendável, na rotina, a triagem de infecção subclínica pelo HPV. Os
tipos de HPV podem ser separados em vírus de baixo, intermediário ou alto risco, de
acordo com o tipo de lesão a que estão mais associados. Os HPV dos subtipos 6, 11, 41,
42, 43 e 44 estão geralmente associados a infecções benignas do trato genital, como o
condiloma acuminado ou plano, e estão presentes na maioria das infecções clinicamente
aparentes causadas pelo vírus. Normalmente, esses tipos não estão associados a displasias
quando examinados pela histopatologia. Entre as formas de prevenção vacinar-se contra
o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção, além disso, é crucial a
utilização de preservativos nas relações sexuais, a fim de evitar a disseminação da doença.

REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.


Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais: Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente
Transmissíveis (IST). Brasília; 2020.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

PATOLOGIAS QUE DEVEM SER ROTINEIRAMENTE CONSIDERADAS NA


AVALIAÇÃO DE UMA GESTANTE

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

PATOLOGIAS QUE DEVEM SER ROTINEIRAMENTE CONSIDERADAS NA


AVALIAÇÃO DE UMA GESTANTE

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou
outros microrganismos, podendo ser transmitidas, por intermédio do contato sexual (oral,
vaginal, anal) sem o uso de preservativo (camisinha), com uma pessoa que esteja infectada,
além da transmissão por contato parenteral e perinatal. Desse modo, a propagação de IST meio
da transmissão vertical da mãe para a criança, ocorre durante a gestação, o parto ou a
amamentação, quando medidas de prevenção não são realizadas (BRASIL, 2020).
Em geral, as IST em gestantes podem acarretar complicações obstétricas e neonatais
aumentando a morbimortalidade materno-infantil. Dessa forma, para evitar tais complicações,
as grávidas, conjuntamente com seus parceiros sexuais devem ser investigados para IST durante
o pré-natal. Assim, são pedidos exames sorológicos especialmente para sífilis, hepatite B, e
vírus da imunodeficiência humana (HIV). Além disso, também é recomendada o teste para
Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, Treponema pallidum em pacientes
sexualmente ativas. Ademais, a toxoplasmose é outra patologia de importância clínica para a
gestação e que é essencial para a triagem pré-natal (COSTA, 2010).
A sifilis é transmitida verticalmente pelo espiroqueta Treponema pallidum, por via
transplacentária, pode ocorrer em qualquer momento da gestação. Contudo, os casos de recém-
nascidos assintomáticos estão mais relacionados à transmissão no terceiro trimestre. Quanto
mais antiga for a doença materna, menor o risco de transmissão para o feto. A sífilis congênita
pode se apresentar com quadro clínico variável: desde rinite hemorrágica, erupção
eritematopapulosa, placas mucosas, condiloma plano, fissuras periorificiais radiadas,
hepatoesplenomegalia entre outros (BRASIL, 2013).
As hepatites virais são causadas por diferentes agentes etiológicos hepatotrópicos, sendo
destacados ma gestação as hepatites virais transmitidas pelos vírus B. Os pacientes poderão
apresentar-se ictéricos, podendo a doença evoluir para a cronificação, considerada a principal
causa de carcinoma hepatocelular no futuro. A sorologia pelo antígeno de superfície do vírus
da hepatite B (HbsAg), deve ser realizada na primeira consulta do pré-natal. Se negativo e o
anti-HBs for não reagente, recomenda-se a imunização antes ou durante a gestação, em qualquer
trimestre. Se o anti-HBs for reagente, não há mais necessidade de repetir o teste ao longo da
gestação, uma vez que a gestante já está imunizada. Uma vez que o HBsAg for reagente devem
ocorrer a administração de vacina e da imunoglobulina específica para o vírus da hepatite B
(HBIg) ao RN (SANTOS, 2017).
Outrossim, têm-se a transmissão vertical do HIV, no qual ocorre através da passagem
do vírus da mãe para o bebê durante a gestação, no parto ou na amamentação. Dessa forma, tal
afecção pode atingir o feto e prejudicar o seu desenvolvimento, ocasionando abortamentos ou
gravidez ectópica e, ainda, gerar crianças com má formação congênita. A testagem para HIV
ocorre por testes rápidos ou por sorologia, como o imunoensaioenzimático, e deve ser feita na
primeira consulta pré-natal, a fim de identificar gestantes soropositivas e iniciar medidas que
reduzam a carga viral e, portanto, o risco de transmissão vertical. Ademais, quando o resultado
for negativo, é necessário repetir a sorologia no 3° trimestre e na internação hospitalar
(GRANT, 2020).
Ademais, a gonorreia e clamídia na gestação pode estar relacionada a um risco maior de
prematuridade, ruptura prematura das membranas, perdas fetais, retardo do crescimento
intrauterino e febre no puerpério. Pode haver bartolinite, peri-hepatite, artrite, endocardite e
endometrite pós-parto. Além das alterações possíveis durante a gestação já citadas no início, a
infecção gonocócica pode ter repercussão também no recém-nascido, podendo levar a
conjuntivite, septicemia, artrite, abscessos no couro cabeludo (BRASIL, 2013).
Por fim, para a toxoplasmose é solicitado o rastreamento de imunoglobulina G (IgG) e
imunoglobulina M (IgM). Na ausência de anticorpos IgG e IgM no primeiro exame, repete-se
no segundo e terceiro trimestres da gestação e inicia-se a instrução da adoção de práticas
preventivas, como evitar a ingestão de carnes cruas e malcozidas, lavar bem as frutas e as
verduras e evitar contato com animais domésticos. Caso haja anticorpos IgG-positivos e IgM-
negativos, considera-se a gestante com imunidade e não há necessidade de repeti-los ao longo
da gestação. Se no primeiro exame solicitado detectar-se a presença de IgM positivo, deve-se
solicitar imediatamente o teste de avidez de IgG. Anticorpos IgG com alta avidez indicam
infecção antiga e excluem infecção aguda nos últimos 3 a 4 meses. Anticorpos com baixa avidez
podem significar infecção aguda (BRASIL, 2020).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções


Sexualmente Transmissíveis: Prevenção a Transmissão Vertical. Brasília, 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção à Saúde. Departamento de atenção


básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

COSTA, M. C. et al. Doenças sexualmente transmissíveis na gestação: uma síntese de


particularidades. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2010. Disponível em:
[Link] Acesso em:
04 maio. 2023.

GRANT J.S, et al. Sexually Transmitted Infections in Pregnancy: A Narrative Review of the
Global Research Gaps, Challenges, and Opportunities. Sex Transm Dis, 2020.

SANTOS, D. S. Contribuições para diminuir a prevalência de Infecções Sexualmente


Transmissíveis em gestantes inscritas na Unidade Básica de Saúde Dr. Aurélio Caciquinho na
Estratégia Saúde da Família São Francisco em Januária - Minas Gerais. 2017. Tese
(Especialização) - Curso de Especialização em Estratégia Saúde da Família, Universidade
Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 03 maio. 2023.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO INICIAL DA GESTANTE NO PARTO, AMNIOTOMIA,


ALIMENTAÇÃO, QUIMIOPROFILAXIA.

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO INICIAL DA GESTANTE NO PARTO, AMNIOTOMIA,


ALIMENTAÇÃO, QUIMIOPROFILAXIA.

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Define-se o nascimento normal como: início espontâneo do trabalho de parto de
pacientes com baixo risco que permanecem assim durante todo o pré-parto e o parto. O bebê
nasce espontaneamente na apresentação cefálica fletida entre 37 e 42 semanas de gestação e
após o parto mãe e bebê se encontram em boas condições. Para que o nascimento de uma criança
seja seguro, é necessário avaliar, inicialmente, as condições da gestante em trabalho do parto, a
exemplo dos dados de acompanhamento pré-natal e verificação da tipagem sanguínea e o Rh
materno, os sinais vitais da gestante como pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória,
temperatura e peso, avaliação do estado fetal, frequência e intensidade das contrações e o mais
importante, confirmar realmente se gestante encontra-se em trabalho de parto, com o fito de
evitar complicações e procedimentos desnecessários (FERNANDES, 2018).
Nessa primeira fase do parto é realizado avaliação precoce ou triagem de trabalho de
parto em qualquer local de assistência, definição e duração das fases do pimeiro período (fase
de latência e trabalho de parto estabelecido), observações e monitoração (pulso, temperatura,
exame vaginal, diurese, frequência das contrações, alterações fetais, etc), intervenções e
medidas de rotina (amniotomia precoce, encorajamento a deambulação, entre outros). Outro
detalhe a ser analisado é a realização de aminiotomia, que consiste na rotura ou ruptura artificial
das membranas ovulares através de um instrumento esterilizado inserido na cérvice por meio
do toque vaginal, que pode ser realizada no início, durante ou no final do trabalho de parto,
sendo indicado como método de indução de parto. Desse modo, diante da suspeita de falha de
progresso no primeiro estágio do trabalho de parto, é válido considerar a realização de
amniotomia se as membranas estiverem íntegras, porém, essa prática nem sempre é
recomendada não devendo ser realizada de rotina em mulheres em trabalho de parto que estejam
progredindo bem (BRASIL, 2017).
Ademais, em relação a alimentação durante o parto, as gestantes podem ingerir líquidos,
de preferência soluções isotônicas, assim como mulheres em trabalho de parto que não
estiverem sob efeito de opióides ou não apresentarem fatores de risco iminente para anestesia
geral podem ingerir uma dieta leve. Acredita-se que a ingestão de alimentos sólidos podem
causar aspirações, contribuindo para complicações severas (CUNNINGHAM, 2021).
Por fim, define-se como antibioticoprofilaxia a administração de um agente
antimicrobiano, por período curto de tempo, em pacientes com risco considerável de infecção,
com a finalidade de eliminar ou diminuir a contaminação no campo operatório, desse modo,
essa prática nos diversos tipos de parto visa reduzir a ocorrência de complicações infecciosas.
Porém, a antibioticoprofilaxia em Obstetrícia, além da análise específica da influência do tipo
de parto nas complicações infecciosas, deve abranger a avaliação de fatores de risco para
infecção puerperal, como trabalho de parto prolongado, toques vaginais repetidos (sete ou
mais); uso de sonda vesical, fórceps e manobras de extração fetal ou placentária, laceração de
colo uterino, reto e vagina; anemia, entre outros. Dessa forma, o uso de antibióticos irá depender
das condições de parto e riscos (ZIMMERMMANN, 2010).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal.


Brasília, 2017.

CUNNINGHAM, F. G. Obstetrícia de Williams. 25. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.

FERNANDES, C. E. Febrasgo - Tratado de Obstetrícia. 1. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN,


2018.

ZIMMERMMANN, J. B. et al. A antibioticoprofilaxia nos diferentes tipos de parto.


Feminina, v. 38, n. 6, p.271-277, 2010.
FÓRUM
Quais as causas mais comuns de aborto espontâneo?

Abortamento define-se como a interrupção da gestação com menos de 20 semanas ou


com produto da concepção (embrião ou feto) pesando menos de 500 g. A partir disso,
entre as causas mais comuns de abortos estão as alterações cromossômicas fetais
(síndrome de Tunner, trissomias, tetraploidias), alterações endócrinas maternas (diabetes
mellitus, defeitos na fase lútea, tireopatias, síndrome dos ovários policísticos), infecções
(Chlamydia trachomatis, Neis-seria gonorrhoeae, Streptococcus agalactiae, herpes-
vírus, citomegalovírus e Listeria monocytogenes, entre outros), causas uterinas (sinéquias
intrauterinas, miomas, incompetência cervical), mal formações uterinas (defeitos da fusão
dos ductos de Müller), fatores imunológicos (lúpus eritematoso sistêmico, síndrome
antifosfolipídeo), trombofilias hereditárias, drogas/agentes nocivos e traumas.

Referência: ZUGAIB, M.; FRANCISCO, R. P. V. Zugaib obstetrícia. 4. ed. São Paulo:


Manole, 2020.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

TIPOS DE ABORTO

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

TIPOS DE ABORTO

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
De acordo com Brasil (2022), define-se abortamento como a interrupção da gravidez até
a 20ª/22ª semana de gestação e com produto da concepção pesando menos que 500g. Assim, o
aborto pode ser do tipo: ameaça de abortamento (evitável), inevitável, incompleto, completo,
infectado, retido e habitual/recorrente.
No aborto do tipo evitável há chance de reversão do quadro por haver ainda perspectivas
de evolução da gravidez, apresentando como quadro clínico sangramento vaginal em pequena
quantidade, acompanhado ou não de dor em cólica. Ademais, ao exame ginecológico, o colo
uterino encontra-se fechado e o tamanho do útero é compatível com o esperado para a idade
gestacional. Quanto a realização de exames complementares a ultrassonografia evidencia
atividade cardíaca do produto conceptual, podendo encontrar pequena área de descolamento
ovular (CUNNINGHAM, 2021).
Já em relação ao abortamento inevitável, este é definido quando o produto conceptual
perde a vitalidade e não existe possibilidade de evolução da gestação, apresentando como
sintomatologia a hemorragia e a dor, podendo o colo do útero estar dilatado ou não. É
importante mencionar, também, que os sinais da gravidez costumam sofrer atenuação
(MONTENEGRO, 2017).
Outrossim, o aborto incompleto é definido pela presença intrauterina dos produtos da
concepção, após a expulsão parcial do tecido gestacional, apresentando como manifestações
clínicas o sangramento vaginal persistente e, por vezes, torna-se intermitente. O volume ute-
rino é menor que o esperado para a idade gestacional e, no exame de toque, o orifício interno
do colo uterino geralmente se encontra dilatado (CUNNINGHAM, 2021).
O aborto do tipo completo ocorre no 1° trimestre da gestação, principalmente nas
primeiras 10 semanas, sendo comum a expulsão completa dos produtos da concepção. Rapida-
mente, o útero se contrai e o sangramento, juntamente às cólicas, diminui de intensidade. O
orifício interno do colo uterino tende a fechar-se em poucas horas. Ao exame ultrassonográfico,
pode não haver evidência de conteúdo uterino (ZUGAIB, 2020).
Além disso, em relação ao abortamento infectado, este está associado a manipulações
da cavidade uterina pelo uso de técnicas inadequadas e inseguras (abortamento clandestino ou
outras condições). Dessa forma os microrganismos podem invadir os tecidos miometriais,
causando parametrite, peritonite e septicemia e a maioria das bactérias que causam aborto
séptico são parte da flora vaginal e intestinal normal (MONTENEGRO, 2017).
Denomina-se aborto retido a ocorrência de morte embrionária ou fetal antes de 20 se-
manas de gestação, associada à retenção do produto conceptual por período prolongado de
tempo, por vezes dias ou semanas. Geralmente, as pacientes relatam cessação dos sintomas
associados à gravidez (náuseas, vômitos, ingurgitamento mamário), podendo ocorrer
sangramento vaginal, na maioria das vezes em pequena quantidade. O volume uterino é menor
que o esperado para a idade gestacional e o colo uterino encontra-se fechado ao exame de toque
(ZUGAIB, 2020).
Por fim, o abortamento habitual, também denominado recorrente, classicamente é
definido como a ocorrência consecutiva de dois, três ou mais abortamentos. As causas do
abortamento habitual são várias e podem ser divididas em genéticas (alterações
cromossômicas), anatômicas (sinéquias uterinas, leimiomas, pólipos, anomalias congênitas no
trato genital), endócrinas (síndrome do ovário policístico, hipotireoidismo), infecciosas e
imunológicas (síndrome antifosfolipídeo e lúpus eritematoso sistêmico) (CUNNINGHAM,
2021).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção técnica para prevenção, avaliação e conduta nos
casos de abortamento. Brasília. 2022.

CUNNINGHAM, F. G. Obstetrícia de Williams. 25. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021.

MONTENEGRO, C. A. B.; REZENDE FILHO, J. Rezende Obstetrícia Fundamental. 14. ed.


Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2017.

ZUGAIB, M.; FRANCISCO, R. P. V. Zugaib obstetrícia. 4. ed. São Paulo:


Manole, 2020.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

FATORES QUE AUMENTAM, DIMINUEM E OS FATORES INCONCLUSIVOS


PARA ALTERAÇÃO DO RISCO DE CÂNCER DE MAMA NAS MULHERES

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

FATORES QUE AUMENTAM, DIMINUEM E OS FATORES INCONCLUSIVOS


PARA ALTERAÇÃO DO RISCO DE CÂNCER DE MAMA NAS MULHERES

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos e
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação desordenada de células da
mama, possuindo um grande potencial de invadir outros órgãos. Essa patologia também pode
acometer homens, porém é bem mais raro, representando 1% do total de casos da doença, mas
quando presente nessa populaça é considerado de pior prognóstico. Assim, existem inúmeros
tipos de câncer de mama, no qual alguém podem se desenvolver de forma mais rápida, e outros,
não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado
e tratado no início (BRASIL, 2022).
A respeito dos fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama estão
a idade avançada, raça e etnia hispânico-americana, os comportamentais/ambientais:
Obesidade, sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica,
exposição frequente a radiações ionizantes; História reprodutiva/hormonais: Primeira
menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, parar de
menstruar (menopausa) após os 55 anos, ter feito uso de contraceptivos orais (pílula
anticoncepcional) por tempo prolongado; Hereditários/genéticos: História familiar de câncer de
ovário, câncer de mama em homens, câncer de mama em mãe, irmã ou filha, principalmente
antes dos 50 anos.
Desse modo, a fim de reduzir os riscos é necessário aderir à alguns método protetores
como manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas
alcoólicas. Além disso, a amamentação também é considerada um fator protetor para essa
doença, sendo independe de idade, etnia, paridade e presença ou não de menopausa
(FEBRASGO, 2019).
Outrossim, é importante ressaltar que o tabagismo, mesmo apresentando todos
potenciais maléficos para uma progressão neoplásica, apresenta resultados contraditórios, e é
atualmente classificado como agente carcinogênico com limitada evidência para o
desenvolvimento de câncer de mama sendo, então, inconclusivo. Ademais, temos outros fatores
incluídos nesta categoria, como uma como uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes, azeites,
soja, fitoestrogênios (substância química semelhante ao 17-beta estradiol), carnes
vermelhas e processadas e ingestão de fibras, bem como a residência geográfica, a infertilidade,
o uso de medicamentos de cálcio, anti-inflamatórios não esteroides e bisfosfonatos
(OLIVEIRA, 2020).
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de Mama. Brasília, 2020.

FEBRASGO. Febrasgo – Tratado de ginecologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019.

OLIVEIRA, A. L. R. et al. Fatores de risco e prevenção do câncer de mama. Cadernos da


Medicina-UNIFESO, v. 2, n. 3, 2020.
FÓRUM
Para quais métodos diagnósticos podemos utilizar o termo BIRADS? Ele se correlaciona
com a gravidade do câncer? Quais as chances de neoplasia em cada categoria BIRADS?

O BIRADS é um sistema adotado para estimar qual a chance de determinada


imagem da mamografia ser câncer. Esse sistema varia de 0 a 6, possuindo como finalidade
promover uma uniformização dos relatórios mamográficos, pois a falta de uniformidade
resulta em relatórios ambíguos que podem interferir na estratégia de conduta, tornar um
controle evolutivo difícil, ou até impossível, trazendo dificuldades na interpretação de
quais mamografias seriam interpretadas como positivas ou negativas. O objetivo da
classificação BIRADS é evitar confusões em laudos mamográficos, tornando os achados
padronizados e as recomendações claras.
• Tipo 0: Exame inconclusivo (necessita de novos exames);
• Tipo 1: Normal;
• Tipo 2: Achado benigno (risco de câncer de 0%);
• Tipo 3: Achado provavelmente benigno (risco de câncer menor ou igual a 2%);
• Tipo 4: Achado suspeito (risco de câncer de 3-94%); subdivide-se em risco baixo,
risco moderado e risco alto.
• Tipo 5: Achado altamente suspeito (risco de câncer maior ou igual que 95%);
• Tipo 6: Achado investigado previamente e com resultado positivo para câncer
(risco de câncer de 100%).
Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Parâmetros técnicos para o rastreamento do
câncer de mama. Brasília, 2021.
FÓRUM
Duavive: Aprovado em 2016 pela Anvisa, quais as vantagens do uso deste
medicamento no climatério como forma de TRH?
Duavive é um medicamento de reposição hormonal em que há associação entre estrogênio
conjugado 0,45 mg e bazedoxifeno 20 mg, um modulador seletivo de receptores de
estrogênio. É de uso oral diário e tem como indicação o tratamento dos sintomas
climatéricos. Essa associação medicamentosa promove aumento das células superficiais
e diminuição das parabasais ao exame citológico vaginal associado à melhora do pH
vaginal e dos sintomas associados ao ressecamento vaginal.
Referência: POMPEI, L. M.; et al. Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal da
Menopausa – Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC). 1. ed. São Paulo: Leitura
Médica, 2018.
Envelhecimento masculino: O termo andropausa é correto? Como é possível
"envelhecer" com testosterona normal? O que ocorre?
O termo menopausa é utilizado erroneamente para caracterizar o declínio progressivo da
produção androgênica. Desse modo, não há PAUSA na produção dos hormônios, como
sugere o nome. O termo correto seria Deficiência Androgênica do Envelhecimento
Masculino. A etiologia deste declínio da testosterona dependente da idade é multifatorial
e envolve alterações testiculares primárias, disfunção da regulação neuroendócrina das
gonadotropinas, elevação das concentrações séricas de globulina ligadora de hormônios
sexuais e redução da sensibilidade dos receptores androgênicos. Assim, entre as
principais repercussões dessa condição encontram-se a diminuição do libido, disfunção
erétil, aumento da gordura corporal, perda de massa óssea, perda de massa muscular,
diminuição dos pelos, depressão e irritabilidade.
Referência: BONACCORSI, A. Andropausa: Insuficiência androgênica parcial do
homem idoso: Uma revisão. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 45, n. 2, 2001.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

MODULADORES SELETIVOS DOS RECEPTORES DE ESTROGÊNIO E SUAS AS


INDICAÇÕES DE USO

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

MODULADORES SELETIVOS DOS RECEPTORES DE ESTROGÊNIO E SUAS AS


INDICAÇÕES DE USO

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
Os moduladores seletivos dos receptores de estrógeno (SERMS – selective estrogen
receptor modulator) são medicamentos com variações da molécula de 17-β estradiol, sendo
assim, recebem esse nome pela sua capacidade de exercer atividade agonista e/ou antagonista
em determinados órgãos e tecidos específicos, desempenhando sua ação farmacológica sem
comprometer todas as atividades celulares mediadas pelos receptores de estrógenos do corpo
(OHL, 2016).
De início, é importante mencionar que os SERMS possuem indicações de uso para
algumas patologias, entre elas estão a osteoporose, câncer de mama e infertilidade. Os efeitos
agonistas no tecido ósseo são relevantes no tratamento da osteoporose após a menopausa, uma
vez que os SERMs uma vez que inibem a atividade osteoclástica e reduzem a remodelação
óssea (SIEGEL, 2015).
Ademais em relação ao câncer de mama, os medicamentos possuem efeitos
antagonistas, uma vez que a aplicação dos SERMS se baseia no princípio que os estrógenos são
indutores da proliferação tecidual, em especial no tecido mamário, onde então se observa
também que os carcinomas de células mamárias com alta expressão de receptores de estrógeno
(FERREIRA, 2011).
Outrossim, ainda segundo Ferreira (2015), em relação ao tratamento da infertilidade é
utilizado o medicamento chamado Clomifeno, tal medicamento age bloqueando os receptores
de estrogênio, particularmente no hipotálamo anterior, e assim inibem a sinalização de
estrogênio circulante, induzindo uma mudança no padrão pulsátil de liberação do GnRH. Este
padrão leva a uma descarga de FSH pela hipófise anterior que, pode ser suficiente para iniciar
o ciclo de eventos para a ovulação.
Existem inúmeros moduladores e entre os principais estão: tamoxifeno (mais utilizado
no tratamento do câncer de mama), toremifeno (mesma atividade do tamoxifeno, porém com
mettabolismo diferente), clomifeno (utilizado no tratamento da infertilidade), arzoxifeno
(também utilizado para o câncer de mama, sendo menos efeitvo que o tamoxifeno),
bazedoxifeno (modulador estrogênico de tecido ósseo), lasofoxifeno (usado para o câncer de
maam e osteoporose), raloxifeno (utilizado contra a osteoporose) (DINIZ, 2017).
Por fim, além de serem úteis no tratamento da osteoporose, da infertilidade, e do câncer
de mama, como já mencionado anteriormente, os moduladores possuem efeitos adversos no
sistema de coagulação sanguínea (aumenta a incidência de trombose), na visão
(desenvolvimento de catarata), no endométrio (aumento da incidência de pólipos e hiperplasias)
e na temperatura corporal (aumenta a incidência de fogachos) (FERREIRA, 2011).
REFERÊNCIAS

DINIZ, R. N. T. et al. Abordagem farmacológicas na terapia do câncer de mama: Uma revisão


sobre os moduladores estrogênicos. Revista UNINGÁ Review, v. 30, p. 61-63, 2017.

FERREIRA, M. C. F. et al. Moduladores seletivos do receptor estrogênico: novas moléculas e


aplicações práticas. Feminina, v. 39, p. 433-441, 2011.

OHL I. C. B. et al. Ações públicas para o controle do câncer de mama no Brasil: revisão
integrativa. Rev. Bras. Enferm, v. 69, p.793–803, 2016.

SIEGEL, R.; MILLER K.; JEMAL A. Cancer statistics , 2015 . CA Cancer J Clin, v. 65, p.
29, 2015.
FÓRUM

Quais os dois principais parâmetros que utilizamos para monitorar a infecção pelo
HIV? (Relação entre progressão clínica e marcadores laboratoriais). O que significa,
clinicamente, cada um deles?

A contagem de células T CD4+ e a quantificação de carga viral são os principais


parâmetros utilizados pela maioria dos especialistas para se iniciar e monitorizar a terapia
anti-retroviral em pacientes com infecção pelo HIV. A contagem de células CD4 refere-
se à medida da quantidade de linfócitos T CD4+ presentes no sangue periférico, sendo
essas as células que atuam na defesa organismo e alvos preferenciais da infecção pelo
HIV. Dessa forma, a medida que a doença progride, a contagem de células CD4+ tende
a diminuir, comprometendo a capacidade do sistema imunológico de combater
infecções oportunistas. Ademais, a carga viral refere-se à quantidade de vírus HIV
presente no sangue de uma pessoa. É medida através da quantificação do RNA viral
presente no plasma sanguíneo. A carga viral é um indicador do nível de replicação viral
ativa no organismo e fornece informações sobre a progressão da infecção pelo HIV. Em
geral, níveis mais altos de carga viral estão associados a uma progressão mais rápida da
doença e a um maior risco de transmissão do vírus.

Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Unidade de Assistência e Unidade de


Laboratório da Coordenação Nacional de DST/Aids. Contagem de Células T CD4+ e T
estes de Carga Viral: Principais Marcadores Laboratoriais para Indicação e
Monitorização do Tratamento Anti-Retroviral. Disponível em <
[Link] > Acesso
em 07/06/2023.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

HISTÓRIA NATURAL DA INFEÇÃO PELO HIV

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

HISTÓRIA NATURAL DA INFEÇÃO PELO HIV

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença provocada pela
infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e se caracteriza por imunossupressão
associada a infecções oportunistas, processos malignos e degeneração do sistema nervoso
central (GOLDMAN, 2022).
O HIV é um retrovírus que ataca seletivamente linfócitos T CD4+, as células imunes
responsáveis por controle e coordenação da resposta imune à infecção. Desse modo, as pessoas
com HIV apresentam alteração do sistema imune e são mais propensos a adquirirem infecções
graves por microrganismos habitualmente inofensivos. Esse vírus é transmitido por meio do
contato sexual, perinatal ou com sangue contaminado por intermédio do uso de drogas
injetáveis (NORRIS, 2021).
A evolução típica da infecção pelo HIV é definida por três fases, sendo essas tratadas
como infecção primária, fase de latência ou crônica assintomática e AIDS franca. Durante a
infecção primária, existe aumento da replicação viral, que resulta em cargas virais muito altas
e queda da contagem de linfócitos T CD4+. De modo geral, os sinais/sintomas da fase primária
da infecção pelo HIV surgem aproximadamente 1 mês após a exposição ao HIV e entre as
manifestações clínicas estão: febre, fadiga, mialgia, dor de garganta, sudorese noturna,
distúrbios gastrintestinais, linfadenopatia, erupção cutânea maculopapular e cefaleia
(JAMESON, 2019).
Outrossim, a fase primária é seguida por um período latente durante o qual a pessoa não
apresenta sinais nem sintomas da doença. O período latente é de aproximadamente 10 anos.
Durante esse período, a contagem de linfócitos T CD4+ cai gradativamente a partir da faixa
normal de 800 a 1.000/μℓ para 200/μℓ ou menos. Alguns indivíduos apresentam linfadenopatia
nessa fase (GOLDMAN, 2022).
Por fim, a terceira fase, AIDS franca, ocorre quando uma pessoa apresenta uma
contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 200/μℓ ou uma doença definidora de AIDS. Sem
tratamento antirretroviral, essa fase pode evoluir para morte em poucos anos. O risco de
infecções oportunistas e morte aumenta significativamente quando a contagem de linfócitos T
CD4+ cai abaixo de 200/μℓ sendo assim, o indivíduo pode adquirir várias doenças, a exemplo
do herpes simples, candidíase, meningite criptocócica, toxoplasmose, molusco contagioso,
demência, doença linfoproliferativa, tuberculose (motivo de maior quantidade de óbitos em
pessoas acometidas pela AIDS) (NORRIS, 2021).
REFERÊNCIAS

GOLDMAN, L.; ANDREW I. S. Goldman-Cecil Medicina. 26. ed. Rio de Janeiro: Grupo
GEN, 2022.

JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison. 20. ed. Rio de Janeiro: Grupo A, 2019.

NORRIS, T. L. Porth – Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
FÓRUM
Paciente do sexo masculino, 69 anos, com adenocarcinoma de próstata recentemente
diagnosticado. Nega dor óssea. PSA de 8,1ug/l. Que tipo de exame mostramos abaixo? Como
funciona esse exame? Quais as alterações?

Resposta: O exame em questão trata-se de uma cintilografia óssea. A cintilografia óssea é realizada
utilizando compostos difosfonados marcados com Tc99m e é o método mais usado na detecção e
seguimento das metástases do esqueleto. Áreas de concentração aumentada do radiotraçador são
consideradas metástases. A cintilografia óssea portanto serve para avaliar o metabolismo do osso.
Este exame permite detectar precocemente qualquer doença que altere o metabolismo dos ossos. A
sua principal indicação é a avaliação de lesões tumorais que se instalam no osso, sejam elas
originadas do próprio osso ou de outros órgãos, como por exemplo as metástases de tumores de
próstata, mama, pulmão e outros. Como este exame avalia a função do osso e não a forma do osso
ele permite detectar lesões tumorais precocemente e em muitos casos antes de alterar outros exames
como raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
Qual sua hipótese para a situação clínica deste paciente? Por que ocorre?
Resposta: Trata-se de uma condição chamada
varicocele. A varicocele caracteriza-se por dilatações
varicosas do plexo pampiniforme, que é uma rede de
veias que drenam os testículos Quando o problema
persiste, pode haver lesão das fibras elásticas e
hipertrofia das paredes venosas, como também ocorre
com a formação das veias varicosas das pernas. A
concentração e a motilidade dos espermatozoides
diminuem nos homens acometidos por essa condição.
A varicocele é ocasionada pela incompetência ou até
mesmo ausência congênita das válvulas nas veias
espermáticas, ocasionando um refluxo do sangue
venoso e a dilatação das mesmas, além do
espessamento de sua parede muscular.
Referência: NORRIS, T. L. Porth – Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

ESTRATÉGIAS FARMACOLÓGICAS DISPONÍVEIS PARA O TRATAMENTO CLÍNICO


DA HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA

TERESINA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
GRADUAÇÃO EM MEDICINA

MARIA VITÓRIA DE SOUSA SANTOS

ESTRATÉGIAS FARMACOLÓGICAS DISPONÍVEIS PARA O TRATAMENTO CLÍNICO


DA HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA

Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia da


Informação e Comunicação como requisito parcial
para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos
Integrados.

Orientador: Prof. Dr. Gustavo Cardoso da Silva


Neves.

TERESINA
2023
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é o tumor benigno mais comum em homens e
caracteriza-se por um crescimento da prostáta, desse modo na medida que essa estrutura
aumenta de volume, a glândula afeta a uretra, obstruindo o fluxo de urina. Ocorre o
espessamento da parede da bexiga que, enfim, pode se tornar mais enfraquecida e perder a
capacidade de esvaziar completamente, causando o acúmulo de uma de urina no seu interior. O
estreitamento da uretra e a retenção urinária subsequente estão associados outras manifestações
de HPB, a exemplo de problemas para iniciar a micção, da interrupção do jato de urina, e da
noctúria (NORRIS, 2021).
Dessa forma, é necessária uma medida terapêutica para evitar complicações mais
severas e minimizar as sintomatologias apresentadas. Os homens podem não necessitar de
tratamento em casos de aumento leve da próstata, a menos que os sintomas sejam incômodos e
afetem sua qualidade de vida. Alterações no estilo de vida são propostas com frequência para
homens apresentando sintomas leves. Tais alterações podem incluir redução na ingestão de
líquidos, especialmente antes de deitar; evitar ou reduzir a ingestão de bebidas com cafeína e
álcool; evitar ou monitorar o uso de medicamentos como descongestionantes, anti-histamínicos,
antidepressivos e diuréticos; treinar a bexiga para reter mais urina por períodos mais longos;
exercitar os músculos do assoalho pélvico; e prevenir ou tratar a constipação intestinal
(JAMESON, 2019).
Já em relação ao tratamento farmacológico inclui-se o uso de medicamentos inibidores
da 5-alfa-redutase e bloqueadores alfa1-adrenérgicos. Os inibidores da 5alfa-redutase, a
exemplo da finasterida agem bloqueando a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona
(DHT), o qual possui papel essencial no aumento da prostáta. Esse fármaco afeta o componente
epitelial da próstata, resultando em uma redução do tamanho da glândula e melhora dos
sintomas (MCANINCH, 2014).
Ademais, a próstata humana e a base da bexiga contêm a1-adrenoceptores, e a próstata
mostra uma resposta contrátil aos agonistas correspondentes. As propriedades contráteis da
próstata e do colo vesical parecem ser mediadas primariamente pelo subtipo de receptores alfa1-
adrenérgicos. Assim, tem sido demonstrado que o bloqueio alfa resulta em graus de melhora
tanto objetivos como subjetivos dos sintomas e sinais de HPB em alguns pacientes. Desse
modo, a combinação de duas classes de medicamentos, em vez do uso isolado de uma delas,
pode ser mais eficaz para melhorar os sintomas, o fluxo urinário e a qualidade de vida
(NORRIS, 2021).
REFERÊNCIAS

MCANINCH, J. W.; TOM F. L. Urologia geral de Smith e Tanagho. 18. ed. Rio de Janeiro:
Grupo A, 2014.

JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison. 20. ed. Rio de Janeiro: Grupo A, 2019.

NORRIS, T. L. Porth – Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.

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