SCOTT, J. C. A dominação e a arte da resistência: discursos ocultos.
Lisboa: Livraria Letra
Livre/Plebeu Gabinete de Leitura, 2013.
A grilagem de terras na formação territorial brasileira
. Disponível em: < >. Acesso em 21 de março de 2021
Para Oliveira (2020), a apropriação indevida de imóveis rurais no Brasil conta com anuência do
Estado que pela ausência de mecanismos eficientes para controle da propriedade e pela própria
lógica do regime da terra vigente que possibilita a concentração fundiária por meio da grilagem
de terra. Além disso também há a anistia sistemática aos grileiros que recebem a regularização
fundiária em troca da burla da lei.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de ago. de 2022.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de ago. de 2022.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de ago. de 2022.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de set. de 2022.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de set. de 2022.
. Disponível em: < >. Acesso em: 17 de ago. de 2022.
No Brasil, o patrimônio se constituiu como elemento indispensável para
participação na estrutura do poder, a Constituição de 1824 restringia quem podia ser
elegível ou eleitor com base nos bens declarados, quanto maior o cargo pretendido mais
recursos financeiros eram necessários. (MARTINS, 1981)
A lei de terras 1850, o acesso à terra se daria mediante a oferta compulsória de
trabalho ao grande fazendeiro, ao mesmo tempo, “liberta o camponês da grande
propriedade, ao mesmo tempo que o subjuga a ela” (MARTINS, 1981)
As terras devolutas são transferidas para os Estados e colocadas nas mãos das
oligarquias regionais. (MARTINS, 1981, p. 47)
Da mesma maneira, procedia a percepção de que os temas da reforma agrária e
das dívidas tinham potencial para diminuir atritos dentro dessa arena e produzir
consensos momentâneos. No entanto, os conflitos e desafios políticos de então
demandavam maior capacidade de orquestração. Em um momento no qual se
intensificavam disputas relacionadas a grandes questões nacionais e internacionais, os
agentes patronais não detinham unidade razoável de pleitos, narrativas para defendê-los
e estratégias para implementálos, o que, certamente, implicava diminuição da eficácia
política.
No início dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a bancada aglutinou
poucos parlamentares e administrara diferenças no decorrer dos debates fundiários
relacionados à Constituição, tendo sido fundamental para que se derrotassem as propostas de
reforma agrária dos setores progressistas
no decorrer dos anos 1990 a cna foi gradualmente aumentando sua influência sobre
eles. Nesse período, o grupo parlamentar notabilizou-se (i) pela estratégia de barrar votações
importantes para o governo até que fossem atendidas reivindicações — sendo o pleito mais
comum aquele ligado às renegociações e perdões de dívidas — e (ii) pelo enfrentamento à
reforma agrária
a presença de propostas enviadas para candidatos a presidência da Repblica
presidentes da Republica na a destinação de propostas ()
Agricultura capitalista na sua fase monopolista.
Posse fundamento para proprietário da terra
Terra como negócio x Terra de Trabalho
Apropriação privada é feita especialmente pela grilagem, isso que dizer que a maior
parte das terras com escrituras são falsas.
Campesinato (posseiro, ribeirinhos, extrativistas, pescadores)
Predomina junto o patronato rural e agroindustrial a visão de propriedade da
terracomo direito natural e absoluto pairando acima da sociedade. Predomina também
oargumento de que para ser moderno é necessário ser grande. Ou seja, a escala como
elementochave da legitimação ideológica, transformando-se em exigência e encobrindo o
caráterconservador da modernidade expresso na defesa do monopólio e da concentração
fundiária. Adefesa da propriedade latifundista da terra é, seguramente, a única bandeira que
une todos osgrupos e setores patronais rurais e agroindústrias, supera as disputas, neutraliza
asdivergências e as diferenças existentes e permite a organização da classe e a identificação
dosadversários.