ATENÇÃO:
Se a questão afirmar que somente a NR31 se aplica ao trabalho rural, estará errada!
Esta Norma se aplica a quaisquer atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura,
verificadas as formas de relações de trabalho e emprego e o local das atividades.
Também se aplica às atividades de exploração industrial desenvolvidas em estabelecimentos rurais.
LEMBRAR que EPIs são diferentes dos dispositivos de proteção pessoal. Os EPIs necessitam de certificado de aprovação
enquanto os dispositivos de proteção pessoal referem-se aos equipamentos destinados à proteção do trabalhador, mas que
não são enquadrados como EPI pela NR06, pois não tem como serem testados. São exemplos de dispositivos de proteção
pessoal o boné tipo árabe, a perneira, bora ou botina, entre outros.
31.12.7 É vedado o transporte de pessoas em máquinas autopropelidas e nos seus implementos.
31.9.1 O transporte coletivo de trabalhadores deve observar os seguintes requisitos:
e) possuir em regular funcionamento registrador instantâneo e inalterável de velocidade (tacógrafo) quando a capacidade for
superior a 10 (dez) lugares;
31.7.3 São vedados:
a) a manipulação de quaisquer agrotóxicos, aditivos, adjuvantes e produtos afins que não estejam registrados e autorizados
pelos órgãos governamentais competentes;
b) a manipulação de quaisquer agrotóxicos, aditivos, adjuvantes e produtos afins por menores de 18 (dezoito) anos, por
maiores de 60 (sessenta) anos e por mulheres gestantes e em período de lactação;
[Link] Os dormitórios dos alojamentos devem possuir:
a) a relação de, no mínimo, 3,00 m² (três metros quadrados) por cama simples ou 4,50 m² por beliche, em ambos os casos
INCLUÍDAS a área de circulação e o armário, ou, alternativamente, camas separadas por, no mínimo, 1 m (um metro);
b) camas em quantidade correspondente ao número de trabalhadores alojados no quarto, sendo vedado o uso de 3 (três) ou
mais camas na mesma vertical, devendo haver espaçamentos vertical e horizontal que permitam ao trabalhador
movimentação com segurança;
, 31.9.2 O transporte coletivo de trabalhadores em veículos adaptados somente pode ser realizado em situações
excepcionais, mediante autorização prévia da autoridade competente em matéria de trânsito, devendo o veículo apresentar
as seguintes condições mínimas de segurança:
e) possuir assentos, na quantidade suficiente para todos os passageiros, revestidos de espuma, com encosto e cinto de
segurança, e fixados na estrutura da carroceria;
31.12.38 As máquinas autopropelidas devem possuir Estrutura de Proteção na Capotagem - EPC e cinto de segurança, exceto
as constantes do Quadro 1 do Anexo II desta Norma, que devem ser utilizadas em conformidade com as especificações e
recomendações indicadas nos manuais do fabricante.
31.12.9 Os dispositivos de partida, acionamento e parada das máquinas e equipamentos estacionários devem ser projetados,
selecionados e instalados de modo que:
a) não se localizem em suas zonas perigosas;
b) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo operador ou por qualquer outra forma acidental;
c) não acarretem riscos adicionais;
d) dificultem a burla; e
e) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por outra pessoa que não seja o operador."
I. É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos por menores de 18 anos, maiores de 60 anos e gestantes.
II. É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos que não estejam registrados e autorizados pelos órgãos governamentais
competentes.
III. O trabalhador é considerado em exposição direta , quando manipula os agrotóxicos em qualquer uma das etapas de
armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte e descontaminação de equipamentos e vestimentas.
IV. A gestante deverá ser afastada pelo empregador das atividades com exposição direta ou indireta a agrotóxicos
imediatamente após a confirmação da gravidez.
V. O trabalhador em exposição indireta é aquele, que não manipula o agrotóxico diretamente, mas circula e desempenha
suas atividades de trabalho em áreas vizinhas aos locais onde se faz a manipulação dos agrotóxicos, em qualquer uma das
etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte e descontaminação de equipamentos e vestimentas.
31.8.7 Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica, devem ser incluídas pausas para descanso e
outras medidas organizacionais e administrativas.
31.8.4 A operação de máquinas, equipamentos e implementos, incluindo seus comandos, painéis de controle e posto de
operação, deve proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, movimentação e visualização.
31.14.12 O peso suportado por um trabalhador durante o transporte manual de cargas deve ser compatível com a sua
capacidade de força e não ser suscetível de comprometer a sua saúde.
31.4 Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural - SESTR
31.4.1 O SESTR, composto por profissionais especializados, consiste em um serviço destinado ao desenvolvimento de ações
técnicas, integradas às práticas de gestão de segurança e saúde, para tornar o meio ambiente de trabalho compatível com a
promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural
31.3.10 O empregador deve garantir a remoção do acidentado em caso de urgência, sem ônus para o trabalhador.
[Link] Em casos de acidentes com animais peçonhentos, após os procedimentos de primeiros socorros, o trabalhador
acidentado deve ser encaminhado imediatamente à unidade de saúde mais próxima ou a local indicado no PGRTR.
31.3.7 O empregador rural ou equiparado deve garantir a realização de exames médicos, obedecendo aos seguintes requisitos:
b) exame periódico, que deve ser realizado ANUALMENTE ou em intervalos menores , quando disposto em acordo ou
convenção coletiva de trabalho ou a critério médico;
31.3.11 Quando constatada a OCORRÊNCIA ou AGRAVAMENTO de doenças ocupacionais, através dos exames
complementares, ou sendo verificadas alterações em indicador biológico com significado clínico, mesmo sem sintomatologia,
caberá ao empregador rural ou equiparado, mediante orientação formal, por meio de laudo ou atestado do médico
encarregado dos exames:
c) encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição
da conduta previdenciária em relação ao trabalho.
A periodicidade dos exames varia de acordo com a atividade exercida e os riscos presentes no ambiente de trabalho, seguindo
as diretrizes da NR-7:
Para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados e classificados no PGR e para portadores de doenças
crônicas que aumentem a vulnerabilidade a esses riscos: a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico responsável;
Para os demais empregados: a cada dois anos.
Ou seja, um trabalhador que não esteja exposto a nenhum tipo de risco, segundo o PGR, e que não tenha doenças crônicas
pode fazer o exame periódico a cada dois anos. O fator idade não precisa ser levado em consideração como vemos em várias
pegadinhas das Bancas, pessoal.
Porém, atualmente os riscos não dependem apenas da exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, mas também de
condições ergonômicas e de acidentes.
Exame periódico para atividades perigosas
Além das normas gerais, a NR-07 tem regras para os exames periódicos de trabalhadores que atuam em atividades específicas,
que possam ser nocivas à saúde do trabalhador.
Agentes químicoS - a cada Seis meses. Se as atividades forem sazonais, a periodicidade pode ser anual.
Pressão sonorA - a cada Ano ou período menor.
Exposição a poeiraS, como sílica, asbesto ou carvão mineral - um a cinco anos (aqui, galera, eu gravei me baseando pela
quantidade de exemplos de poeiras, logo varia de 1 a 5 anos)
PreSSão atmosférica (preSSão hiperbárica), como ar comprimido ou Submersão - a cada seis meses ou um ano
Substâncias cancerígenas e radiações ionizantes - A periodicidade dos exames é definida pelo médico responsável pelo PCMSO,
com base nas informações do PGR.
31.7.6 O empregador rural ou equiparado deve adotar, no mínimo, as seguintes medidas:
c) responsabilizar-se pela descontaminação das vestimentas de trabalho e equipamentos de proteção individual ao fim de
cada jornada de trabalho, substituindo-os sempre que necessário;
g) garantir que nenhum dispositivo de proteção ou vestimenta de trabalho seja reutilizado antes da devida descontaminação.
31.7.10 Os equipamentos de aplicação dos agrotóxicos, aditivos, adjuvantes e produtos afins devem ser:
a) mantidos e conservados em condições de funcionamento, sem vazamentos;
b) inspecionados antes de cada aplicação;
c) utilizados para a finalidade indicada; e
d) operados dentro dos limites, especificações e orientações técnicas.
Capacitação em horas. MÍNIMAS
MOTOSSERRAS e MOTOPODAS: 16H
MÁQUINAS AUTOPROPELIDAS: 24 H ( 12 H Parte PRATICA)
ESPAÇO CONFINADO( VIGIA E TRABALHADOR) : 16 H E SUPERVISOR DE ENTRADA 40H
TRABALHO EM ALTURA: 8H
OBS:. DESCULPEM A DESORGANIZAÇÃO.
[Link] A capacitação semipresencial ou presencial prevista nesta Norma deve ser proporcionada aos trabalhadores em
exposição direta mediante programa, com carga horária mínima de 20 (vinte) horas, TEÓRICA e PRÁTICA, com o seguinte
conteúdo mínimo:
a) conhecimento das formas de exposição direta e indireta aos agrotóxicos, aditivos, adjuvantes e produtos afins;
b) conhecimento de sinais e sintomas de intoxicação e medidas de primeiros socorros;
c) rotulagem e sinalização de segurança;
d) medidas higiênicas durante e após o trabalho;
e) uso, limpeza e manutenção de vestimentas de trabalho e equipamentos de proteção individual; e
f) uso correto dos equipamentos de aplicação
MOTOSSERAS
31.5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio do Trabalho Rural - CIPATR
É a única comissão presente na norma NR-31
Lembrando que na CIPATR não tem as figuras de Presidente e Vice-Presidente, mas sim a figura do coordenador, nos termos do item
31.5.7 O coordenador da CIPATR deve ser escolhido dentre seus membros pela representação do empregador, no primeiro
ano do mandato, e pela repr esentação dos trabalhadores, no segundo ano do mandato.
Reuniões CIPATR: bimestrais
Reuniões CIPA: mensais
CIPATR
a partir de 20 funcionários.
CIPA:
grau de risco 3 ou 4: a partir de 20 funcionários.
grau de risco 2: a partir de 51 funcionários.
grau de risco 1: a partir de 81 funcionários.