Ilda Nordine Rafique Daudo
Curso de
Tema:HIV
.
Docente:
Caliche
ITCPN
Instituto de Tecnologia Comunicacao e Negocio
Quelimane, Novembro de 2023
Conteúdo
Introdução............................................................................................................................3
Definição de HIV...................................................................................................................5
Características do HIV...........................................................................................................5
Transmissão do HIV..............................................................................................................6
Sintomas do HIV...................................................................................................................7
Diagnóstico de HIV...............................................................................................................9
Tratamento da HIV...............................................................................................................9
Conclusão...........................................................................................................................13
Introdução
O presente trabalho que tem como tema principal HIV, de salientar que HIV é um
retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e subfamília
Lentivirinae. Pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e não-oncogênicos que
necessitam, para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa,
responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode, então,
integrar-se ao genoma do hospedeiro. Na fase inicial da infecção podemos, não ter
sintomas da doença, com o sistema imunitário a conseguir “controlar” o vírus, podendo
variar de pessoa para pessoa. Com o passar do tempo, o sistema imunitário fica
enfraquecido e podem aparecer as chamadas infecções oportunistas, que não causariam
doença numa pessoa sem diminuição da imunidade. Esta fase final é conhecida como
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA)
Definição de HIV
HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus afecta e enfraquece o sistema
que defende o organismo das infecções e das doenças: o sistema imunitário.
HIV é um retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e
subfamília Lentivirinae. Pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e não-oncogênicos
que necessitam, para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa,
responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode, então,
integrar-se ao genoma do hospedeiro.
Na fase inicial da infecção podemos, não ter sintomas da doença, com o sistema
imunitário a conseguir “controlar” o vírus, podendo variar de pessoa para pessoa. Com
o passar do tempo, o sistema imunitário fica enfraquecido e podem aparecer as
chamadas infecções oportunistas, que não causariam doença numa pessoa sem
diminuição da imunidade. Esta fase final é conhecida como Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
O termo HIV (Human Immunodeficiency Virus) representa a sigla em inglês do vírus da
imunodeficiência humana, responsável por causar a Aids.
O HIV é um retrovírus do gênero Lentivirus e da subfamília Lentiviridae. Os retrovírus
são aqueles que armazenam as suas informações genéticas como RNA.
Características do HIV
Estrutura do vírus HIV
As principais características do vírus HIV são:
Longo período de incubação até que os primeiros sintomas sejam notados;
Enfraquece o sistema imunológico;
Capacidade de destruir as células de defesa do organismo.
O vírus HIV ataca e destrói as células do sistema imunológico, especialmente os
linfócitos CD4+. Sem as células de defesa, o organismo torna-se mais exposto ao ataque
de outros vírus, bactérias e ao surgimento de câncer.
Quando o vírus HIV infecta um linfócito, lá libera o seu RNA e produz o DNA viral, o
qual é integrado ao DNA da célula hospedeira.
Assim, o linfócito passa a replicar o HIV, originando muitas cópias que passam a
infectar outros linfócitos. Ao fim, os linfócitos são destruídos. Com isso, a quantidade
de vírus HIV aumenta no sangue.
O HIV é diagnosticado através de exames que detectam a presença do vírus no sangue
ou na saliva. Actualmente, existem vários tipos de testes disponíveis para diagnosticar o
vírus HIV.
Transmissão do HIV
A transmissão do HIV ocorre devido ao Contacto com fluídos corporais
Nas relações sexuais (sêmen e secreções vaginais);
No compartilhamento de materiais perfurocortantes que entram em contato com
o sangue, como agulhas, alicates de unha, entre outros;
Na transfusão de sangue, embora, atualmente, o sangue a ser utilizado em
transfusões passe por rigorosos testes para evitar esse tipo de transmissão;
Da mãe para o filho (transmissão vertical) pela gestação, pelo parto ou
aleitamento materno;
No manuseio de materiais contaminados e sua possível contaminação por parte
dos profissionais de saúde (transmissão ocupacional).
Sintomas do HIV
Alguns dias após a contaminação pelo vírus HIV surge um quadro chamado de infecção
aguda pelo HIV, em resultado da entrada de um novo vírus no organismo. Os principais
sintomas são:
Febre;
Dor de cabeça;
Cansaço;
Lesões na pele;
Linfonodos inchados;
Dor muscular;
Náuseas.
Manifestações clínicas de HIV
A infecção por HIV pode manifestar-se de diferentes formas, as quais podem ser
divididas em quatro fases:
Infecção aguda
Ocorre de cinco a 30 dias após a exposição ao vírus. Nessa fase surgem sintomas que se
assemelham à gripe ou à mononucleose e duram cerca de 14 dias. Entre eles estão:
Febre
Fadiga
Aumento dos gânglios linfáticos (adenopatia)
Faringite
Cefaleia
Suores nocturnos
úlceras orais e genitais
Fase assintomática
Após a fase de infecção oral, surge uma fase de estabilização, na qual as manifestações
clínicas são mínimas ou ausentes. No entanto, alguns indivíduos podem apresentar
linfoadenopatia generalizada persistente, “flutuante” e indolor, que é o aumento dos
linfonodos em várias regiões do corpo, podendo ser persistentes ou desaparecerem e
voltarem de tempos em tempos, não causando dor.
Fase sintomática inicial
Surgem sinais e sintomas inespecíficos que podem durar mais de um mês, os quais são
conhecidos como complexos relacionados a aids (ARC), além de ocorrer um aumento
da carga viral e queda na contagem dos linfócitos T-CD4+.
Dentre os sinais e sintomas, podemos citar:
Sudorese noturna
Perda de peso
Diarreia
Fadiga
linfoadenopatia generalizada
Candidíase oral e vaginal
herpes simples recorrente
herpes zoster
úlceras aftosas
gengivite
HIV/Doenças oportunistas
Nessa fase, quando o sistema imunológico está fragilizado, surgem as infecções
oportunistas, além de neoplasias, como sarcoma de Kaposi, linfomas não Hodgkin e
neoplasias intraepiteliais anal e cervical. Dentre as infecções oportunistas que surgem,
podemos citar:
citomegalovirose
leucoencefalopatia multifocal progressiva
candidíase
herpes simples
tuberculose
pneumonia
Diagnóstico de HIV
O diagnóstico da infecção por HIV é realizado por meio de exames específicos, para
realizá-los, é necessária a coleta de sangue ou fluído oral. Os exames devem ser feitos,
no mínimo, 30 dias após a exposição à situação de risco, como sexo desprotegido. Isso
se deve ao fato de que o exame busca detectar anticorpos produzidos pelo organismo
contra o vírus, os quais podem não ser detectados nesse período, denominado janela
imunológica, resultando assim em falso negativo.
Existem dois tipos de exames que podem ser realizados para o diagnóstico de HIV, os
laboratoriais e os testes rápidos. Os chamados testes rápidos são capazes de detectar
anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos.
Tratamento da HIV
inibidores da transcriptase A infecção causada pelo HIV não tem cura, no entanto, o
tratamento reduz a carga viral no organismo portador de forma a garantir uma melhor
qualidade de vida e diminuindo também as chances de transmissão da doença.
Existem dois tipos de medicamentos, chamados de antirretrovirais, utilizados no
tratamento da doença no Brasil:
Reversa
Inibidores da protéase
Os inibidores da transcriptase reversa atuam inibindo a replicação do HIV, bloqueando
a ação da enzima transcriptase reversa, a qual converte o RNA viral em DNA. Os
inibidores da protease inibem a ação da enzima protease, a qual atua na clivagem das
cadeias proteicas, produzidas pela célula infectada, em proteínas virais estruturais e
enzimas que formarão cada partícula dos novos vírus. O tratamento apresenta melhores
resultados quando utilizados dois ou mais medicamentos de uma mesma classe
farmacológica, o que se denomina terapia combinada.
Testes diagnósticos
Os testes para detecção da infecção pelo HIV podem ser divididos basicamente em
quatro grupos:
Detecção de anticorpos;
Detecção de antígenos;
Cultura viral;
Amplificação do genoma do vírus.
As técnicas rotineiramente utilizadas para o diagnóstico da infecção pelo HIV são
baseadas na detecção de anticorpos contra o vírus. Estas técnicas apresentam excelentes
resultados e são menos dispendiosas, sendo de escolha para toda e qualquer triagem
inicial. Porém detectam a resposta do hospedeiro contra o vírus, e não o próprio vírus
directamente
Testes de detecção de anticorpos
ELISA (teste imunoenzimático): este teste utiliza antígenos virais (proteínas)
produzidos em cultura celular (testes de primeira geração) ou através de tecnologia
molecular recombinante. Os antígenos virais são adsorvidos por cavidades existentes
em placas de plástico e, a seguir, adiciona-se o soro do paciente. Se o soro possuir
anticorpos específicos, estes serão fixados sobre os antígenos.
Western-blot: este ensaio envolve inicialmente a separação das proteínas virais por
eletroforese em gel de poliacrilamida, seguida da transferência eletroforética dos
antígenos para uma membrana de nitrocelulose. Em um terceiro momento, a membrana
é bloqueada com proteínas que são adsorvidas por sítios não ocupados pelos antígenos.
Posteriormente a membrana é colocada em contato com o soro que se deseja pesquisar.
As reacções antígeno-anticorpo são detectadas por meio da reação com
antiimunoglobulina humana, conjugada com um radioisótopo ou uma enzima. A
revelação é feita por auto-radiografia ou por substrato cromogênico.
Geralmente este teste é utilizado para confirmação do resultado reagente ao teste
ELISA (ou seja, teste confirmatório da infecção), devido à sua alta complexidade e
custo. Tem alta especificidade e sensibilidade.
Testes de detecção de antígeno VIRAL
Pesquisa de Antígeno p24: este teste quantifica a concentração da proteína viral p24
presente no plasma ou no sobrenadante de cultura de tecido. Embora esta proteína esteja
presente no plasma de pacientes em todos os estágios da infecção pelo HIV, sua maior
prevalência ocorre antes da soroconversão e nas fases mais avançadas da doença; o teste
é realizado mediante a utilização da técnica de ELISA (imunoenzimático).
Técnicas de cultura viral
Cultura de células mononucleares de sangue periférico para isolamento do HIV: esta
técnica foi inicialmente utilizada para caracterizar o HIV como agente causador da aids.
As culturas são observadas quanto à evidência de formação sincicial (células gigantes
multinucleadas), presença de atividade da transcriptase reversa e produção de antígeno
p24 em sobrenadantes. Sãoconsideradas positivas quando dois testes consecutivos
detectam a presença dos achados acima descritos em valores superiores ao limite de
corte (cut-off).
Cultura quantitativa de células: é uma técnica que mede a carga viral intracelular,
mediante a diluição seriada decrescente de uma população de 106 células do paciente
infectado. Considera-se como positiva a menor diluição capaz de isolar alguma célula
infectada.
Cultura quantitativa de plasma: técnica semelhante à anterior, porém utilizando
alíquotas decrescentes de plasma. Considera-se como positiva a menor diluição capaz
de infectar células mononucleares
Prevenção contra o HIV
As principais estratégias de prevenção empregadas pelos programas de controle
envolvem: a promoção do uso de preservativos, a promoção do uso de agulhas e
seringas esterilizadas ou descartáveis, o controle do sangue e derivados, a adoção de
cuidados na exposição ocupacional a material biológico e o manejo adequado das outras
DST.
Para prevenir-se contra o contágio pelo vírus HIV, deve-se tomar algumas precauções,
como:
Uso de preservativos, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais;
Uso de seringas e agulhas descartáveis;
Não compartilhar materiais perfurocortantes;
Controle do sangue e derivados para uso em transfusões;
Adoção de cuidados na exposição a material biológico;
Realização de pré-natal adequado para prevenir a transmissão vertical.
Conclusão
Feito o trabalho cheguei de concluir que o diagnóstico da infecção por HIV é realizado
por meio de exames específicos, para realizá-los, é necessária a coleta de sangue ou
fluído oral. Os exames devem ser feitos, no mínimo, 30 dias após a exposição à situação
de risco, como sexo desprotegido. Isso se deve ao fato de que o exame busca detectar
anticorpos produzidos pelo organismo contra o vírus, os quais podem não ser detectados
nesse período, denominado janela imunológica, resultando assim em falso negativo.
Existem dois tipos de exames que podem ser realizados para o diagnóstico de HIV, os
laboratoriais e os testes rápidos. Os chamados testes rápidos são capazes de detectar
anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos.