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Dimensionamento de Sapatas de Fundação

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Centro universitário Adventista de São Paulo

Campus Engenheiro Coelho

Disciplina: Estruturas de Fundação

MEMORIAL DE CÁLCULO E MEMORIAL DESCRITIVO


Dimensionamento das Sapatas do edifício

António José Morgado

Engenheiro Coelho
2018
Este projeto tem como finalidade o dimensionamento das sapatas de
fundação rasas de um edifício de 15 pilares, todos com as suas ordenadas e
cargas atuantes no pilar. Conforme os dados abaixo:

Divisa
10 cm Pilar Carga Dimensao
P1 P2 P3 P1 25 20 x 20
P2 35 25 x 25
P3 25 20 x 20
5
P4 P5 P6 P4 30 20 x 20
P5 50 30 x 30
P6 45 30 x 30
4
P7 P8 P9 P7 35 25 x 25
P8 100 30 x 50
P9 55 35 x 35
5
P10 P11 P12 P10 30 25 x 25
P11 55 35 x 35
P12 40 30 x 30
4,5
P13 P14 P15 P13 25 20 x 20
P14 40 30 x30
P15 32 25 x 25
3,5 4,5
Foi também fornecido o tipo de solo e seus dados característicos onde
será empregado o edifício, pois com esses dados será possível calcularmos o
recalque que possivelmente ocorrera. Foi também fornecido os resultados do
ensaio triaxial, possibilitando achar o ângulo de atrito (ϕ) e sua coesão (C).

σ3 (kPa) σ1 (kPa) u (kPa)


80 220 65
200 442 120
350 720 190

O solo e suas características:

O primeiro passo para começarmos a dimensionar é encontrarmos a


coesão e o ângulo de atrito, e isso podemos obter através dos dados do ensaio
triaxial. Com esses dados e possível traçar o círculo de Mohr com as tensões
efetivas, ou seja, tensão total menos a parcela da tensão neutra, formula:

𝜎 ´ = 𝜏 − 𝜇, exemplo:
𝜎3 ′ = 80 − 65 = 15 𝐾𝑃𝑎

O círculo de Morh traçado se encontra no a baixo, nele


encontramos os seguintes valores:

∅ = 26°; C = 36.

Pelo solo ser argiloso, nela haverá ruptura geral, a solução desenvolvida
por Terzaghi é reduzir o coeficiente e ângulo de atrito da seguinte forma:
2 2
C` = 3 𝐶 e 𝑡𝑔∅′ = 3 𝑡𝑔∅

Ficando com os seguintes valores:

∅ ` ≅ 18°; C ≅ 24 Kpa.

O próximo passo será achar a tensão admissível (σadm), a resistência


que o solo suporta, para que assim possamos dimensionar a sapata,
utilizaremos a formula e método de therzaghi. Como não sabemos a base da
sapata (B) temos que achar a tensão de ruptura do pilar e com esses valores
podemos montar um gráfico e deixar em função do B, onde será atribuído seus
valores e onde as linhas se cruzarem será a base (B) necessária para suportar
as tensões, veja os passos a seguir:

Formula de Therzaghi.

𝜎𝑟𝑢𝑝 = 𝐶. 𝑁𝑐. 𝑆𝑐 + 𝑞. 𝑁𝑞. 𝑆𝑞 + 0,5. 𝛾. 𝑁𝛾. 𝑆𝛾. 𝐵 Onde:

C = Coesão do solo;

q = sobrecarga do solo

B = Base do pilar;

γ = Gama do solo;

Sc, Sq e Sγ = parâmetros do tipo de sapata, no nosso caso é quadrada;

Nc, Nq e Nγ = parâmetros que depende do ângulo de atrito.

Este memorial ira descrever o passo a passo do dimensionamento do


primeiro pilar, adotei 1 m de profundidade, a carga no primeiro pilar e de 25
toneladas e por ser sapata quadra tem os seguintes parâmetros:

Sc=1,3; Sq= 1; Sγ= 0,8.

Os valores para os parâmetros e adquirido na tabela que leva em conta


a interpolação do ângulo de atrito em função dos valores definidos na tabela
de Therzaghi , como já mencionado, por ser solo argiloso iremos utilizar o ϕ`
para acharmos o N`c, N`q e o N`γ, são esses os valores respectivamente,
10,96; 3,42 e 1,38.
A sobrecarga do solo será:

q = 1,7 x 1 = 1,7 tf/m²

Colocando os valores na formula do therzaghi, considerando como B


sendo 0,6 a 2 metros, como isso através do Excel pela construção da
tabela e os gráficos obteve-se o valor do B ideal de cada pilar:
Para sapata quadrada:
𝜎𝑟′ = (2,4 ∗ 10,96 ∗ 1,3) + (0,5 ∗ 1,7 ∗ 1,38 ∗ 0,8 ∗ 𝐵) + (1,7 ∗ 3,42 ∗ 1)

Para sapatas retangulares:


𝜎𝑟′ = (2,4 ∗ 10,96 ∗ 1,1) + (0,5 ∗ 1,7 ∗ 1,38 ∗ 0,9 ∗ 𝐵) + (1,7 ∗ 3,42 ∗ 1)

Se pegarmos esse valor e dividir pelo fator de segurança teremos a


tensão admissível, o nosso fator de segurança será 2, portanto resultará na
seguinte expressão:

𝜎𝑎𝑑𝑚 = 20,00 + 0,4692 ∗ 𝐵 (sapata quadrada)

𝜎𝑎𝑑𝑚 = 17,3742 + 0,5278 ∗ 𝐵 (sapata retangular)

Quadrada P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7
B(m) TERZAGHI 25 35 25 30 50 45 35
0,6 20,28 69,44 97,22 69,44 83,33 138,89 125,00 97,22
0,8 20,38 39,06 54,69 39,06 46,88 78,13 70,31 54,69
1 20,47 25,00 35,00 25,00 30,00 50,00 45,00 35,00
1,2 20,56 17,36 24,31 17,36 20,83 34,72 31,25 24,31
1,5 20,70 11,11 15,56 11,11 13,33 22,22 20,00 15,56
2 20,94 6,25 8,75 6,25 7,50 12,50 11,25 8,75
B adotado (m) - 1,2 1,5 1,2 1,2 1,5 1,5 1,5

P9 P10 P11 P12 P13 P14 P15


55 30 55 40 25 40 32
152,78 83,33 152,78 111,11 69,44 111,11 88,89
85,94 46,88 85,94 62,50 39,06 62,50 50,00
55,00 30,00 55,00 40,00 25,00 40,00 32,00
38,19 20,83 38,19 27,78 17,36 27,78 22,22
24,44 13,33 24,44 17,78 11,11 17,78 14,22
13,75 7,50 13,75 10,00 6,25 10,00 8,00
1,7 1,2 1,7 1,45 1,2 1,45 1,25
PILAR 1-3-13
80

70

60

50
Título do Eixo

40
pilar 1
30 terzaghi

20

10

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo

PILAR 2-7
120

100

80
Título do Eixo

60
PILAR 2
terzaghi
40

20

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo
PILAR 5-6-15
160

140

120

100
Título do Eixo

PILAR 5
80
terzaghi
60 PILAR 6
ppilar 15
40

20

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo

PILAR 4-10
90

80

70

60
Título do Eixo

50

40 PILAR 10
terzaghi
30

20

10

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo
PILAR 9-11
180

160

140

120
Título do Eixo

100

80 PILAR 9 e 11
terzaghi
60

40

20

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo

PILAR 12-14
120

100

80
Título do Eixo

60
PILAR 12 E 14
terzaghi
40

20

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Título do Eixo

Realçando que nesse projeto pela planta dos pilares que foi fornecido
constatou-se que nela se encontra um pilar apresenta forma geométrica
retangular e diferente em alguns aspectos no seu dimensionamento. O pilar 8,
por ser retangular, fixou-se de antemão um dos seus lados em 1,5 m com isso
resultou nos seguintes valores.
Retangular P8
B(m) TERZAGHI 100
0,6 17,5086 111,11
0,8 17,5698 83,33
1 17,631 66,67
1,2 17,6922 55,56
1,5 17,784 44,44
2 17,937 33,33
2,5 18,09 26,67
3 18,243 22,22
3,5 18,396 19,05
4 18,549 16,67
4,5 18,702 14,81
B adotado (m) 3,50
Lado Fixado (m) 1,50

160,000
PILAR 8

140,000

120,000

100,000 terzaghi
pilar 9
80,000

60,000

40,000

20,000

0,000
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5

Com esses gráficos obteve-se os valores do B ideal, no critério de


intersecção das retas e com isso, substituídos na expressão da tensão de
ruptura que está em função de B deduz-se a tensão admissível e também os
lados de cada sapata. Resultados nas tabelas a baixo.
B adotado Tensão Adm.
(m) (tf/m²)
1,2 20,56
1,5 20,70
1,2 20,56
1,2 20,56
1,5 20,70
1,5 20,70
1,5 20,70
1,7 20,80
1,2 20,56
1,7 20,80
1,45 20,68
1,2 20,56
1,45 20,68
1,25 20,59

Dimensões das Sapatas


Área a b
1,28 1,13 1,13
1,78 1,33 1,33
1,28 1,13 1,13
1,53 1,24 1,24
2,54 1,59 1,59
2,28 1,51 1,51
1,78 1,33 1,33
2,78 1,67 1,67
1,53 1,24 1,24
2,78 1,67 1,67
2,03 1,43 1,43
1,28 1,13 1,13
2,03 1,43 1,43
1,63 1,28 1,28

𝑓𝑐𝑘
em que 𝜎𝑎 = 0,85
1,96
Neste projeto adotou-se um fck = 20 Mpa

Adotando-se um recobrimento igual 5 cm, a altura da sapata será:

h = 24 + 5 = 29 cm

Cálculo da Armadura:

Por ser sapata quadrada o Tx = Ty, com isso o ASx = ASy

250(1,13 − 0,20)
𝑇𝑥 = 𝑇𝑦 = = 121,09 𝐾𝑁
8. (0,24)
Adotando CA-50.

1,61 . 121,09
𝐴𝑆𝑥 = 𝐴𝑆𝑦 = = 3,90 𝑐𝑚2
50
Portanto serão necessários 8 ∅ 8 mm.

Abaixo está a tabela com os resultados dos demais pilares calculados usando o Excel.
Resultados das Sapatas Quadradas
Pilar d adotado (m) Cobrimento Adotado (cm) h (cm) Tx = Ty (KN) Asx = Asy (cm²)
P1 0,24 5 29 121,09 3,90
P2 0,29 5 34 162,93 5,25
P3 0,24 5 29 121,09 3,90
P4 0,27 5 32 144,44 4,65
P5 0,35 5 40 230,36 7,42
P6 0,33 5 38 206,25 6,64
P7 0,29 5 34 162,93 5,25
P9 0,36 5 41 252,08 8,12
P10 0,27 5 32 137,50 4,43
P11 0,36 5 41 252,08 8,12
P12 0,31 5 36 182,26 5,87
P13 0,24 5 29 121,09 3,90
P14 0,31 5 36 182,26 5,87
P15 0,28 5 33 147,14 4,74

Pilar d adotado (m) Cobr. Adotado (cm) h (cm) Tx (KN) Ty (KN) Asx (cm²) Asy (cm²)
P8 0,79 5 84 189,87 496,84 6,11 16,00

Em função das áreas de aço encontrados e ao se adotar a máxima bitola nesse caso de 10
mm, determinam-se as quantidades de barras da seguinte maneira:

𝜋∗1²
𝐴= = 0,78 cm²
4

3,90
𝑁º 𝑑𝑒 𝐵𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = = 5 𝑏𝑎𝑟𝑎𝑠
0,78

Quantidade de barras
Ax By
5 5
6 6
5 5
5 5
8 8
7 7
6 6
9 21
9 9
5 5
9 9
6 6
5 5
6 6
5 5

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