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Conversa Tensa entre Sukuna e Lettie

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YOUR EYES ៹ r. sukuna (em hiatus)


de lettyeager   

cuidados
 1.3K  186  222

de lettyeager

Finalmente em casa. Sukuna ajudou-me a sair do carro, levando-me para


dentro e me deitando no sofá. a
7

Certo, talvez eu estivesse começando a exagerar. Sukuna havia comprado


uma cartela de comprimidos e uma garrafinha de água e eu havia tomado
enquanto regressávamos para casa. A dor havia cessado, eu já não sentia
nada e mesmo assim tinha receio de tentar voltar a andar normalmente.

⏤ Que fome... - resmunguei, sentando-me no sofá. a


3

Observei meu pé, ele já não estava mais tão inchado, o remédio começou a
fazer efeito mais rápido do que eu achava que faria. Que alívio, por míseros
segundos, acreditei que magicamente aquilo pioraria e me levaria ao
hospital.

Eu admitia que era paranóica demais.

⏤ O pé dói?

Ouvi, vir da entrada da sala, a voz de Sukuna a perguntar. Ele havia voltado lá
fora para trancar o portão. Naquele momento, fechava a porta e voltava para
a sala com o gel para massagens que Shōko havia recomendado em mãos. a
3

Meu pé estava bem.

⏤ Não mais - lhe informo.

Ele sorri fraco. Levanto um pouco as pernas para que ele pudesse sentar-se e
eu pudesse deitá-las sobre suas coxas.

⏤ Sinto sono - digo, quase bocejando.

⏤ Deve ser efeito do remédio - retruca.

Sim. Eu me sentia cansada e era muito de repente. A festa da noite passada


não deveria ser a culpada, eu nem lembrava mais dela.

⏤ Sukuna - o chamo. Lembrei-me do que pretendia fazer quando chegasse


em casa. ⏤ Como conheceu Shōko?

Sukuna abria o pote de gel, havia acomodado meus pés de um modo que
facilitasse seu trabalho. Ele não demorou a responder, uma resposta que
soava simples, mas que quase me matou de susto.

⏤ Matei o pai dela. a


38

Era a pior maneira para se conhecer alguém, ainda pior do que a “nossa”
maneira.

⏤ Tá brincando - por meio segundo, eu duvidei.

Qual terá sido a reação dela?

⏤ Ele vendia pornografia infantil - Sukuna não me deu tempo para pensar. a
38

⏤ Ah, então, bem feito - cruzei os braços. a


5

Shōko iria me desculpar. Seu pai era um homem desprezível. a


1

⏤ Ela confia em você - troquei rápido o assunto. ⏤ Pelo visto.

Vendo a forma como ela o mandou à sua sala.

⏤ Tanto faz - deu de ombros.

Certamente, eles tinham alguma história interessante. Sukuna matou seu


pai, ela com certeza deveria ter o odiado por um momento ou gostado dele
por um momento. Eu queria saber.

Mas Sukuna não iria me contar.

⏤ Você que não confia em ninguém - comento um fato.

⏤ Tanto faz - novamente deu de ombros. a


3

Comecei a ficar impaciente.

⏤ Para. - peço, a fim chutá-lo, mas me contendo por não estar com o pé lá
dos saudáveis e usar o outro poderia ser perigoso. a
3

Sukuna havia passado dois de seus dedos levemente pelo gel dentro do
pequeno pote, trazendo um pouco daquele gelado em suas pontas. Ele
pretendia passar aquilo no restante de inchado que havia em meu dedo
mindinho, porém desviei, deitando o pé para o lado. a
2

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Percebi que Sukuna havia virado o rosto em minha direção, mas não queria
encará-lo, então levei o olhar para a televisão em frente ao sofá.

Era difícil quando eu queria conversar e ele simplesmente não dava atenção.
Nós não chegaríamos a lugar nenhum assim. Era infantil, eu sabia, mas eu
iria fazer “birra” até ele começar a colaborar com palavras também e não
apenas com ações.

Pelo menos era o que eu pretendia.

⏤ Ryoki, por que seu dedo tá ficando roxo musgo? a


10

Assustei-me. Rapidamente inclinei-me para olhar meu pé, não encontrando


nenhum dedo “roxo musgo”. Nem sabia se aquela cor existia.

Ah, idiota. Minha ingenuidade era assustadoramente idiota.

Senti algo gelado tocar meu nariz e percebi que Sukuna havia deixado um
resquício do gel, usando o dedo indicador, bem em sua pontinha. Acabei por
fitá-lo seriamente, vendo que ele sorria, achando uma graça minha tolice. a
5

⏤ Idiota. - soltei e ele soltou um ar de riso.

Quis chutá-lo ainda mais.

Sukuna aproximou seu rosto do meu e eu não movi um músculo sequer,


deixei que viesse. Deixei que ele me desse um beijinho fraco nos lábios e se
afastasse poucos centímetros apenas. a
6

⏤ Dorme - o desgraçado sussurrou e eu tive que lutar contra mim para não
lhe mostrar que estava envergonhada.

Após afastar-se para começar a massagem em meu pé, ele continuou com
um sorrisinho maldito nos lábios. a
5

Deitei-me, calei-me. Perdi a fala. Não sabia o que dizer. a


2

Maldito.

⏤ Satoru quer que você vá ao bar hoje à noite - disse e eu agradeci por ele
não ter se mantido calado por tanto tempo. a
1

⏤ Acho que consigo ir - respondi, movendo cuidadosamente meu dedinho


pouco inchado.

⏤ Eu disse que você não vai. a


10

Franzi a testa, o olhei duramente. Ele não me olhava, estava ocupado com
meu dedo.

⏤ Eu vou. - afirmei decidida.

⏤ Seu pé. a
1

Ah, ele está brincando com a minha pessoa. Não podia ser outra coisa. a
1

⏤ Não é motivo pra ficar presa em casa - retruquei e ele ainda não me
olhava. Comecei a achar que eu estava abusando da sorte e procurei me
acalmar e agir um pouco mais como ele queria. Seja lá o que ele queria. ⏤ E
você vai estar lá comigo.

Finalmente levou seu olhar a mim.

⏤ Hã? - sua confusão quase me fez rir. a


4

O que ele não entendia?

⏤ Você vai ficar comigo o tempo todo, não vai? Não vai sair e me deixar
sozinha como da última vez, né? - olhei a lâmpada apagada acima da
mesinha.

Iria confessar que não ficaria muito segura se Sukuna não estivesse comigo.
Era irritante, mas minha confiança nele era inevitável.

Sentia como se ele fosse uma espécie de anjo protetor que cuidaria de mim
desde que ganhasse uma recompensa. a
1

Era ridículo demais. Eu necessitava me desacostumar.

⏤ É - respondeu ele. Lhe ofereci um sorriso pequeno. ⏤ Mas minha


proteção não sai de graça.

“Tava demorando...”

⏤ E o que você deseja, oh, deus protetor? - ironizei.

⏤ Nós podemos fazer um novo negócio - sugeriu e eu desconfiei. ⏤ Igual


aquele de hoje cedo. a
3

Ah, isso.

⏤ Então, você quer que eu... - o ar, de repente, me causou um


constrangimento estranho. No momento em que sugeri que nos
beijássemos, mais cedo, eu não estava confiante de que ele conseguiria agir
como eu havia ditado, e ele não conseguiu. Todavia, naquele momento a
oferta mudara e Sukuna, dessa vez, tinha como vencer.

⏤ Sim, isso mesmo.

Eu nem precisei terminar a frase, ele já me completava.

Eu não sabia se era boa ideia concordar, porém, me perguntava quando um


simples beijo se tornou tão precioso pra mim.

Sabia que o primeiro beijo era tratado, para muitos, como algo de extrema
importância, algo que deveria ser especial e num momento especial, mas
nunca soube o porquê de tanto tumulto.

Era tão importante assim ter sua língua amarrada a uma outra?

Talvez eu estivesse me conservando muito...

Arregalei os olhos ao analisar meus pensamentos.

O problema não era beijar, nunca foi. O problema era a quem dar meu
primeiro beijo e naquele caso, era Sukuna. a
9

Um assassino. a
9

⏤ Pode escolher outra coisa, não pode? - questionei, fechado os olhos e


cobrindo minhas pálpebras com o antebraço. Escondi a humilhação em meu
olhar, me sentindo patética por nenhum motivo importante.

⏤ Não tem outra coisa que eu queira de você. a


17

Suas palavras quase abriram meu peito. Não conseguia acreditar que um
homem como ele não teria nada melhor para pedir, nada melhor do que um
beijo idiota. a
1

⏤ Você é estranho... - acabei pensando muito alto.

⏤ Não é a primeira vez que me falam isso. - ele comenta.

Estava começando a sentir sono, não queria dormir. Sukuna poderia ir atrás
de Yure se eu dormisse, eu não queria isso, mas a massagem em meu pé
estava tão boa que me fazia esquecer por breves segundos da realidade. a
1

⏤ Quem mais te disse? - indaguei afim de me distrair do sono.

⏤ Minha mãe, colegas de escola, o homem que me criou - sua voz estava
desinteressada.

⏤ Homem? a
7

Sim, não lembrava de Sukuna ter mencionado o nome de seu pai em


nenhum momento. Provavelmente, nunca chegou a ter contato com ele.

Porém, quem era esse tal homem que o criou?

⏤ Não é importante. - indiferente, imaginei que ele não quisesse falar sobre
isso. a
1

Bem, eu não iria insistir. Naquele instante, eu sentia que não tinha forças
nem mesmo para levantar no sofá. O sono ficava cada vez mais forte. a
4

Me sentia pesada.

esse capítulo é mais um complemento do outro, eu dividi porque ia ficar


muito grande.
aliás, o próximo capítulo vai ser grandinho e por isso pode demorar, acredito
que ele passe de 7mil palavras.
ainda tô corrigindo ele então peço desculpas, vou tentar agilizar pra postar
logo.
e é isso, beijo da letty

Continue lendo o próximo capítulo

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Escreva um comentário...

Unimin_Glitter

que fofo
Há 1 mês Responder

kkjayykk

ata,nunca erro
Há 2 mes Responder

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