17/03/2024, 14:24 Conteúdo - Módulo 3
Conteúdo - Módulo 3
Site: Escola Virtual de Governo Impresso por: Maria Helena de Oliveira
Curso: Gestão da Estratégia com BSC - Fundamentos Data: domingo, 17 mar. 2024, 14:20
Livro: Conteúdo - Módulo 3
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Descrição
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Índice
1. Gestão do Plano
2. Implementação do Comitê de Gestão Estratégica
3. Monitoramento do Plano
4. Avaliação e Atualização do Plano
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1. Gestão do Plano
Uma vez realizada a divulgação da estratégia e a alocação estratégica dos recursos, a próxima etapa consiste em implantar e fazer "rodar" a
gestão estratégica segundo o BSC, ou seja, tirar efetivamente o plano estratégico do papel e colocá-lo em prática.
A gestão estratégica tem o desafio de articular o longo e médio prazo com o curto prazo, convertendo os objetivos estratégicos a ações cotidianas
da organização. Nesse processo, há o desdobramento das diretrizes estratégicas, anteriormente definidas, em orientações para o nível tático e
operacional, de forma a gerar as mudanças previstas. É importante ter em vista, o caráter seletivo do planejamento e o caráter extensivo da
gestão, que deve considerar, além das atividades, metas e objetivos definidos nos projetos, todos os outros processos de produção e de regulação
da organização.
Tendo como referência o plano - destacadamente seus objetivos e suas diretrizes -, é possível estruturar um sistema para a gestão estratégica do
plano e da própria organização. As Reuniões de Avaliação Estratégia - RAE constituem momentos para verificar a efetiva implementação do plano
estratégico e também para a organização (ou seus dirigentes) reunir os meios para aumentar sua governabilidade sobre o processo. Este aumento
da governabilidade se expressa na capacidade de direção, gerência e monitoramento/controle da estratégia.
Tem sido relativamente fácil decidir para onde queremos ir. O difícil é fazer com que a organização proceda de acordo com as novas
prioridades.
Arthur A. Thompson Jr.
A tarefa de quem implementa estratégias é convertê-las em resultados. O mecanismo fundamental para isso são os projetos
estratégicos.
As organizações não implementam estratégias; são as pessoas que fazem isso.
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2. Implementação do Comitê de Gestão Estratégica
Dentre as alternativas que uma organização dispõe para aprimorar a gestão do seu plano estratégico, encontra-se a estruturação de uma unidade
responsável pela condução, monitoramento e avaliação do planejamento estratégico. A ideia, em linhas gerais, refere-se à composição de um
comitê ou unidade assemelhada, de caráter multidisciplinar, que possa envolver os dirigentes da organização e os coordenadores dos diversos
projetos arrolados pelo plano.
Este comitê deve reunir-se periodicamente com a finalidade de avaliar a implementação do plano e de discutir alternativas e possibilidades para
superar as dificuldades e os problemas eventualmente identificados. O comitê também pode assumir a responsabilidade pelas atividades de
endomarketing, mantendo a organização a par do andamento do processo.
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3. Monitoramento do Plano
O monitoramento é uma atividade gerencial, que se realiza durante o período de execução e operação do plano, essencial para que os dirigentes
da organização tenham conhecimento sobre a forma como está evoluindo o processo e, por intermédio do qual, podem apreciar o resultado das
ações e ajustá-las sempre que necessário. Trata-se de um exame contínuo efetuado pela administração, em todos os níveis hierárquicos da
organização, com a finalidade de se observar como está evoluindo cada uma das ações/tarefas/etapas previstas no planejamento.
O monitoramento exige a montagem de um sistema de informações gerenciais relevantes e oportunas para o processo decisório da organização,
transformando informações primárias em indicadores do andamento do processo de implementação do plano. Fazendo um recorte hierárquico,
pode-se estabelecer o seguinte esquema de monitoramento:
Deve-se observar que as informações e dados que são gerados para um determinado nível hierárquico servem de subsídio para a estruturação dos
indicadores de monitoramento do nível logo acima, de forma encadeada, até alcançar o nível estratégico. A partir do acompanhamento do
comportamento dos indicadores selecionados e de sua comparação com os parâmetros e referenciais adotados para a atividade de
monitoramento do plano é possível estabelecer indicadores e processos que subsidiarão a avaliação do plano e a sua atualização.
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4. Avaliação e Atualização do Plano
Além do monitoramento, o plano estratégico deve ser objeto de ações frequentes de avaliação e de atualização. Estas atividades, por sua vez,
implicam a necessidade de um modelo de administração gerencial orientado pelos objetivos das políticas públicas e que consubstancie os
princípios da eficiência, da eficácia e da efetividade das ações. De forma mais direta, este esforço de avaliação deve permitir que sejam respondidas
as seguintes perguntas:
O que nós prometemos fazer (planejado)?
O que foi realmente feito (realizado)?
Por que foi feito de modo diferente (análise do desvio)?
O que foi feito para corrigir os erros (medidas de ajuste adotadas)?
O que ainda precisa ser feito para corrigir os erros/desvios cujas causas estão fora da nossa governabilidade (demanda por operações)?
Quais os nossos compromissos e metas para o próximo período (atualização do plano)?
Embora parte dessas questões possa ser respondida no próprio processo de monitoramento, a avaliação permite uma discussão mais ampla e
diversificada das alternativas para alcance dos objetivos fixados, incorporando à discussão as variáveis fora da governabilidade da organização. Em
geral essas avaliações ocorrem em momentos previamente estabelecidos ou são distribuídas da seguinte forma:
Uma ou mais avaliações intermediárias, que devem propor discussão mais ampla durante todo o processo de implementação do plano, dando
margem para ajustes e correções de rumos no nível tático e estratégico.
Uma avaliação final (avaliação do plano), que deve ocorrer ao final do prazo estabelecido para a implementação total do plano estratégico. Essa
avaliação além de permitir a verificação do que efetivamente foi alcançado pela organização, fornecerá subsídios para a elaboração do plano
estratégico no período subsequente, reiniciando-se todo o processo.
Figura 9: Controle Integrado do Plano Estratégico
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