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Altura de Luciano Castro e Mahzina

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© All Rights Reserved
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YOUR EYES ៹ r. sukuna (em hiatus)


de lettyeager   

egoísmo
 5.8K  786  1.5K

de lettyeager

⏤ Sukuna... a
5

Havia nicotina naquele maldito nome. Era viciante. Ficava ecoando em


minha mente como um pecado atormentando o pecador. Era um déjà vu. Eu
odiava seu nome. Eu o odiava e me perguntava o porquê de ele sempre
chegar na hora errada.

Por que ele sempre chega na hora errada?

Questionava-me se iria expulsar Getō como fez com Midori ou seria pior.

"Por que eles estão aqui, para início de conversa?"

⏤ Você realmente gosta do meu nome, hein, garota? - Sukuna passa por
Geto, vindo para o meu lado. ⏤ Fiz uma pergunta, Suguru.

Eu estava petrificada. Era uma gárgula. Esperei pela resposta de Geto,


enquanto tentava fazer minha voz voltar ao lugar.

⏤ Ryoki me chamou. a
128

E a gárgula se quebrou.

Jogando toda a responsabilidade em minhas costas, o homem não


aparentou se importar muito com meu semblante espantado.

Tentei engolir a bola imaginária de fogo que decidiu prender-se em minha


garganta, sentindo-a arder até meus pulmões. Eu já nem lembrava o que era
ter um coração.

Percebi algo se movimentar ao meu lado, fazendo-me recordar de que ainda


precisava reagir.

⏤ Chamou? Pra quê? - Sukuna me encara, esperando por uma resposta.

Morrer, de repente, se tornou uma opção interessante. a


10

⏤ E-Eu... a
2

Se fosse qualquer outro, eu provavelmente iria protestar. Eu não devia


satisfação a ninguém. Entretanto, Sukuna era o homem que exigia uma
resposta naquele minuto, não era qualquer pessoa. Eu não tinha para onde
fugir, e ele iria acabar fazendo algo perturbador se eu não colaborasse.

E eu já estava perturbada demais.

⏤ Geto... está... ele... - soltava palavras de minha boca enquanto tentava


recordar o modo correto de se formar uma frase.

Os olhos de ambos estavam voltados para mim. Eu estava como um quadro


em exposição. O quadro que não sabia falar.

Deixei que o ar entrasse em meus pulmões, expirei.

Isso não deveria tão difícil.

⏤ Geto está... - olhei para meus pés descalços. ⏤ Me ajudando a conseguir


um emprego. a
5

Sorri. Por um breve instante, me senti satisfeita com minha mentira, porém,
meu sorriso não durou nada mais que três segundos. a
1

Acabei por me arrepender de minhas palavras ao voltar a olhar para Sukuna.

⏤ Ah, está? - seu sorriso irônico, mostrava o quão ele estava "acreditando"
na minha desculpa.

"Quem iria acreditar numa merda dessa, sua burra?!" a


46

Me repreendi.

⏤ Sim? Sim. a
4

Sorri novamente para tentar convencê-lo, o que não ajudou a situação, pois
eu não tinha o costume de sorrir para ele. Apenas o deixei mais desconfiado.

⏤ Eu devo ter cara de idiota. - respondeu desfazendo seu sorriso, ficando


com sua expressão séria. a
20

Meu sorriso também acabou indo embora junto ao seu.

⏤ Não tem. Tem uma cara linda, na verdade. Não acha, Ryoki? - Geto volta
para a convesa, brincando com a situação que já não era das melhores. a
5

⏤ Sim. - fico quente só de pensar em estar elogiando ele.

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[BOOK ONE] [Completed] [Voted #1 He was so close, his breath hit my
Best Action Story in the 2019 Fiction lips. His eyes darted from my eyes to
Awards] Liam Luciano is one of the my lips. I stared intently, awaiting his
most feared men in all the world. At next move. His lips fell near my ear.
Ace
the young age of 18, he in... Casamento
"Shut up A Força
and... (S/N & Sato…
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[COMPLETE][EDITING] Ace S/N Himura vem de uma família
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prestigiada e com alta influência.
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Porém, essa popularidade não vai

𝐃𝐞𝐦𝐨𝐧
𝐃𝐞𝐦𝐨𝐧'𝐬 𝐬 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞 𝐦𝐞fathers,
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ser para sempre, e entre brigas tudo
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casamento. Uma
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O quão longe você iria pelo amor?
"You are mine," He
Ou pelo ódio? Quanto tempo um murmured across my skin. He
sentimento pode permanecer inerte
inhaled my scent deeply and kissed
em seu coração? Teria uma chance
the mark he gave me. I shuddered as
desse sentimento voltar.... E se...
he lightly nipped it. "Danny,

Agora não é momento para o seu orgulho. ⏤ Minhayou ar... me repreendeu,


mente
mas eu sabia que ela também não estava de acordo. Elogiar Sukuna em um
momento como aquele era ainda pior do que sorrir para ele. Porém, eu não
tinha muito o que fazer. Não quando esqueci até como respirar
corretamente.

Se eu fosse misturar a situação em que me encontrava junto a Sukuna e meu


nervosismo, pronto! E estava servido um ótimo cenário de filme de terror
para a minha cabeça.

Eles deveriam ao menos poupar meu coração.

⏤ Ryoki! - ouço meu nome ser chamado do lado de fora de casa,


espantando-me.

Era uma voz masculina e familiar e eu logo a reconheci. Como estava parada
de frente para a porta - com Sukuna ao meu lado e Geto à minha frente -,
pude ver claramente quando um homem alto de cabelos brancos, levemente
bagunçados, adentrou o portão de minha casa e correu em minha direção.

⏤ Satoru! a
61

Chamei seu nome como se ele fosse meu salvador. Como se Jesus o tivesse
enviado para mim. a
1

⏤ Eu estava com tanta saudade! - ele abre os braços, pronto para me


abraçar, mas é parado por Sukuna. a
15

⏤ Não. a
2

O homem ao meu lado sequer se moveu. Uma palavra foi suficiente.

⏤ Tudo bem... - Satoru ergueu ambas as mãos em sinal de rendição. ⏤


Tranquilo, tranquilo.

Encarei Sukuna por um momento e seu semblante tenso me fez desviar o


olhar para Geto, que era o único que tinha a posse de seu olhar. O homem de
olhos pequenos também o encarava e seu sorriso falso estava matando
todas as minhas chances de criar alguma esperança de sair viva dali aquela
noite.

Olhei Satoru que também parecia indeciso sobre para onde olhar.

"Que aflição."

⏤ Suguru, vamos conversar lá fora. - Sukuna chama, já saindo pela porta,


sendo seguindo pelo outro. a
3

Abri a boca. Queria dizer algo, mas ao mesmo tempo eu não queria. Eu
deveria apenas me calar e deixar o "submundo" se resolver, mas estava
preocupada.

Com o quê, eu já não sabia dizer.

⏤ Estão brigando? - Satoru pergunta em um sussurro.

Encarávamos juntos os homens que saíam pelo portão.

⏤ Tomara que não. - respondo angustiada. Sinto o homem mais alto se virar
para me encarar.

⏤ Como você tá?

Levei meu olhar em sua direção.

⏤ Com medo...

Sua boca entreabriu e eu pude ver suas pupilas diminuírem um pouco. Ele
estava sem os óculos e seus olhos com certeza estavam entre os mais
bonitos que já tinha visto.

Era marca de sua família.

Satoru se aproximou de mim e eu senti a necessidade de recuar, mas não


tive tempo.

⏤ Pode ficar tranquila, Ryo-chan - ele sorriu de um modo que


provavelmente era para me acalmar. ⏤ Isso acontece o tempo todo.

Cocei a nuca.

⏤ Tem certeza?

O homem segurou meu ombro esquerdo delicadamente.

⏤ Eu garanto. Quando mais novos, eles viviam se matando. Lembro de


quase matarem Mahito na piscina uma vez. - disse e no fim soltou uma
risada. a
3

Eu não sabia se o avisava sobre a seriedade de suas palavras ou apenas


fingia um sorriso.

"Mahito." Acabei lembrando do homem de sorriso gentil e pontos no rosto.

Pobre coitado. a
3

⏤ Mahito é... Próximo de Sukuna também? - perguntei e rapidamente fui


abraçada pelos ombros.

⏤ Deixa eu te contar. - começa, andando em direção ao sofá e me levando


junto. De certo modo, senti que estava sendo afastada do real problema que
poderia estar acontecendo do lado de fora de minha casa. ⏤ Sukuna e
Mahito sempre foram muito próximos. Posso te dizer que são quase como
irmãos e, antes, eram inseparáveis.

Assentia e tentava prestar atenção a cada palavra sua. Certo, eu estava


verdadeiramente interessada em saber mais sobre o passado daquele
homem. Saber que Sukuna poderia chegar a considerar alguém seu irmão
era novidade. a
1

⏤ Não que eu tenha ciúmes... - brincou, deixando uma risada ligeira no ar.
⏤ Eles eram bem próximos. Sukuna sempre o defendia e Mahito sempre
sabia dizer o que ele sentia. Hoje não é tão diferente.

Seu sorriso acabou me fazendo sorrir também. Olhando naquele momento,


eu poderia dizer que Satoru tinha muito carinho por Sukuna e talvez Mahito
também. Poderia ser estranho para mim, imaginar que homens como eles
tinham a capacidade de firmar laços afetivos tão fortes, mas eu também
poderia estar diante de um. a
3

⏤ Bom, Ryōmen também praticou bullying com ele em certos momentos... -


sussurrou, pensando consigo mesmo.

Franzi as sobrancelhas.

⏤ Ryōmen?

Satoru me olhou sem entender.

⏤ Sukuna. - diz.

Minha cabeça trabalhou por alguns segundos e logo entendi. Era o nome
dele.

⏤ Ryōmen Sukuna. - repeti. a


8

Satoru concordou.

Eu desviei o olhar para minhas mãos sobre minhas coxas. E novamente eu


sentia seu nome circular por minha cabeça, mas dessa vez, seu nome
completo. Ryōmen Sukuna.

Arregalei os olhos ao lembrar de minhas vestimentas nada adequadas para


receber visitas.

Não tive tempo de tomar uma atitude e me afastar de Satoru, pois passos
que se aproximavam da sala chamaram minha atenção.

⏤ Já tomou uma sopa de dentes, Toru? - Geto aparece na porta.

Uma conversa mais rápida do que imaginei. Fitei o homem que não parecia
ter nenhum arranhão ou hematoma no rosto. Ele estava estranhamente
normal. Até seu sorriso sarcástico estava bem recolocado em seu rosto.

Quase pude me sentir aliviar, mas a falta de Sukuna ainda me preocupava.

⏤ Não. Nem quero. - a careta enojada de Satoru me trouxe um sorriso fraco.

⏤ Então, solte a menina antes que ele volte. a


23

Rapidamente nos soltamos, ouvindo a risada de Geto. O idiota que se


divertia com nosso desespero.

⏤ Você ainda está vivo, então comigo não será diferente. - Satoru lança um
sorriso travesso para o de cabelos longos, que semicerra os olhos. a
3

Segurei a risada, antes de analisar a frase dita e me questionar o que ela


poderia significar. E se era o que eu estava pensando.

⏤ O que os dois fazem aqui? - a voz de Sukuna ecoa pela sala novamente.

Meu corpo voltou a ser uma gárgula.

⏤ Eu vim com ele. - Satoru apontou para Geto, que o encarou sério.

⏤ Você me seguiu. - retrucou, fazendo levantar o homem sentado ao meu


lado.

⏤ E você saiu sem avisar pra onde ia. - rebateu Satoru.

⏤ Não lembro de te dever satisfação da minha vida.

Engoli em seco.

⏤ Pois trate de gravar isso na sua mentezinha de agora em diante. - um


sorriso irônico e confiante ao mesmo tempo se fez presente nos lábios do
homem de olhos azuis.

Permaneci como um hamster encolhido em sua casinha.

Geto não o respondeu, mas seu olhar estava triturando cada centímetro do
corpo magro, porém, musculoso - ao que imaginei - de Satoru.

⏤ Você já sabe, Sukuna. - respondeu, sem encarar o tatuado. ⏤ E nós já


estamos indo. a
2

"Já sabe?"

⏤ Mas já? - Satoru de repente desfez de seu sorriso e sua postura confiante,
e foi como se tivessem trocado o homem a minha frente por outro. Ele tinha
um olhar desanimado igual ao de uma criança quando é dito a ela que já
estava na hora de se despedir no parque de diversões.

Eu nunca havia sequer pisado em um parque, mas podia sentir sua tristeza.

⏤ Sim. Vamos. - Geto diz já virando-se para a porta.

⏤ Mas eu não quero ir agora - protestou.

Pensei em dizer algo, mas não achei que era o momento. Esperei o desfecho
daquela história.

⏤ Satoru Gojō, vem! - Geto ordena, lançando um olhar motal para o


homem, apontando para fora.

Aquela dinâmica estava me divertindo, teria que confessar.

Caminhando o mais devagar possível, o de cabelos brancos seguia até a


porta, como se andasse em uma passarela. Foi empurrado brutalmente por
Geto, assim que se aproximou do tal. a
3

Ri fraco, vendo-os sair, deixando apenas Sukuna e eu na sala. Em algum


segundo, eu acabei me esquecendo da existência daquele homem, e
esquecendo do belo combo de ameaças que viria a seguir.

Era um pouco assustador. O olhei rapidamente de lado e ele observava os


dois saírem. Seu semblante sereno poderia me trazer alívio, se esse
semblante não estivesse preso a face de Sukuna.

Com ele não havia serenidade, e o "calmo" se transformava em um tsunami


violento em questão de segundos.

⏤ O que anda planejando com aquela coisa? - Sukuna pergunta assim que
os homens passam pelo portão, usando "coisa" para se referir ao de cabelos
longos.

Sobressaltei.

⏤ Nada... - umedeci os lábios e, então, cocei a testa.

⏤ Eu odeio voltar atrás com uma decisão. - suspira, saindo pela porta,
respirando o ar gelado da noite.

O desespero me tomou com força, me agarrou para quebrar meus ossos e


me deixar incapacitada de agir, mas ele só não contava com meu medo
absurdo de ser assassinada cruelmente. Então ligeiramente levantei-me e
apressei meus passos até o homem que estava na entrada da porta.

⏤ E você não precisa voltar atrás. - digo, ficando encolhida atrás dele.

⏤ Você não entende. - ele diz e se dirige ao portão.

Com o coração espancando o peito, eu o segui. Sentia que estava voltando à


estaca zero, mesmo não tendo evoluído nada desde o início.

⏤ Eu posso não entender agora, mas... Se me deixar entender... - juntei as


mãos, apertando uma contra a outra para me ajudar com o frio que fazia do
lado de fora. ⏤ E-Eu quero te ajudar.

Sukuna virou-se rapidamente ao me ouvir. Eu queria olhá-lo no rosto e não


hesitei.

⏤ Eu posso tentar... - digo.

Sukuna me olhava sério e por um instante achei que estivesse aborrecido.


Devo ter tocado em um assunto sensível.

Ele havia pedido-me ajuda logo cedo.

⏤ Eu não preciso disso. - respondeu um pouco firme demais, antes de virar-


se, passando pelo portão. ⏤ E é melhor que esqueça qualquer ideia que
esteja começando a ter aí.

Bufei.

⏤ Então eu tenho que continuar a ter medo? - indago ao segui-lo. ⏤ É isso?


Você quer que eu sinta medo e me esconda de você? Quer que eu te veja
como aquele monstro?

O "monstro" poderia ser outro assunto delicado e que Sukuna com certeza
não iria gostar de falar, porém, eu precisava fazê-lo lembrar do que ele
mesmo havia dito.

⏤ Também não. - ele negou.

E eu dei mais um passo até estar ao seu lado na calçada de minha casa.

⏤ Não quero estar na companhia de alguém impulsivo. - digo. ⏤ Que não


pensa antes de agir e falar, e que pode me matar a qualquer momento.

Era a verdade e que ele poderia não se importar, mas a mim importava. Eu
não iria aceitar conviver com ele.

Não podia aceitar.

⏤ Você vai voltar atrás? - pergunto e o fito.

Sukuna soltou um suspiro cansado e levou uma de suas mãos aos cabelos.
Coçou o topo da cabeça. Eu esperava por sua resposta enquanto o via se
afastar de mim e dar alguns passos pela calçada. E a quem eu queria
enganar? Aquela conversa não levaria a lugar nenhum.

Tomei fôlego profundamente e o soltei. Busquei acalmar a mim e meus


pensamentos.

Ouvi sua voz.

⏤ Por mais que eu queira tirar esse olhar medroso daí, eu não vou mudar.
Eu não quero sua ajuda, não acho que ela vai adiantar muito e é um pouco
tarde demais pra me ajudar. - quase não pude ouvir o que dizia, falava tão
baixo, imaginei estar dizendo mais para si do que pra mim. ⏤ Eu já passei
por isso antes.

Fraca, sentei-me na beirada da calçada. Senti que ele se aproximava, mas


não pude me mover. Sequer sabia que reação ter. Apenas esperava uma luz
divina descer dos céus e me mostrar o caminho certo, embora soubesse que
era impossível algo tão extraordinário acontecer. A única luz que me era
dada, era a do poste ao lado da casa vizinha.

⏤ Você ainda quer fugir, Ryōki.

Poupei-me de demonstrar alguma surpresa. Era mais que óbvio que ele já
sabia.

⏤ Você tem todo direito de querer fugir. Eu tento ser racional e te entender,
mas eu não quero. - continua.

Naquele momento eu era apenas um gravador de voz, captando cada


palavra sua, cravando-as em minhas costas.

⏤ Eu não quero te perder agora. - ele diz. a


3

Ele diz e continua dizendo. Sua voz se aproxima. Ela está adentrando por
meus ouvidos, está cantarolando em minha cabeça e está sendo atada em
meu pescoço. Suas palavras eram a corda que me amarrava a ele.

A corda que iria me matar.

Sukuna está em minha frente. Ele se agachou e eu levantei pouco minha


cabeça para olhá-lo. Ele segurou meu rosto.

⏤ É isso. - completou. a
1

Sua mão era suave, macia, mas me cortava, furava minha pele. Não na
realidade, mas era como me sentia.

Ele não iria me matar? Ora, pelo contrário, ele já estava fazendo isso desde o
primeiro momento em que nos cruzamos. Ele me matava quando não me
deixava pensar. Me matava quando não saía de minha cabeça, quando não
era previsível, quando era indeciso e quando agia como um psicótico e
quando dizia coisas impossíveis. a
2

Ele estava obcecado por mim? O que eu tinha de tão interessante? O que eu
havia feito para fazê-lo assim quando, desde o início, eu só estava agindo
como uma ingênua garota sem senso de segurança?

Por quê?

⏤ O que quer de mim afinal? - o questiono.

O que eu fiz?

Sukuna não soltou meu rosto. Sua expressão era de alguém que não iria
surtar. Era de alguém que não era ele.

⏤ Seus olhos. - ele responde. a


1

E suas palavras outra vez me apunhalaram as costas.

⏤ E se eu não quiser isso? - pergunto.

Sukuna soltou uma risada rápida e fraca.

⏤ Eu não quero que você me queira. - responde de modo simples, a


verdade. ⏤ Não ligo.

O quão egoísta ele poderia ser?

Não tive tempo para responder minha própria pergunta. Sukuna tornou a
falar.

⏤ Mas se não me quer, o que você quer então? Vale a pena? - perguntou-me.
Queria respondê-lo. Ele continuou. ⏤ Eu não consigo enxergar uma outra
vida agora.

Neguei com a cabeça.

⏤ É você quem não consegue. - lhe disse.

⏤ Eu posso fazer isso por nós dois. - rebateu.

Não contive o riso triste.

"Como ele pode? Como consegue ser tão impossível?"

⏤ É egoísmo. - digo.

⏤ Se não existe outra maneira - dá de ombros.

⏤ Agora é você quem não entende. - levantei-me, subindo na calçada


novamente. Abracei a mim mesma e acabei voltando ao passado. Acabei
recordando das grades que sempre fui obrigada a aceitar. ⏤ Eu não posso
viver assim... De uma prisão à outra.

"Eu só quero ser livre." a voz dentro de mim dizia.

Estava de costas para a rua, e senti suas mãos quentes tocarem meus braços.

Me sentia minúscula como uma formiga.

⏤ Então me escolha, Ryōki. - ouço ele dizer e a pressão em meus braços


aumentarem. ⏤ Eu não vou te machucar. a
1

O que ele estava falando? Escolhê-lo, como se ele estivesse me dando muitas
opções. Talvez estivesse. Eu não sabia o que dizer. Não queria voltar a viver
aqueles dias outra vez. a
1

Sinto Sukuna virar-me para si, e eu manti meu olhar baixo. Precisava pensar,
precisava que ele me desse tempo, precisava que ele fosse embora e não
voltasse mais.

Sua mão tocou meu rosto e eu lutei contra minha vontade de pedir para que
ele parasse de me pressionar.

⏤ Me aceite. - ele pede. Eu nego, mas não deixo que ele perceba que negava
apenas em minha mente. ⏤ Sei que não vai ser difícil pra você. - ele diz e eu
finalmente o olho, mas não para lhe dar minha resposta.

Ele sorriu. Seu sorriso não era falso, mas não era verdadeiro. Seu sorriso não
era sarcástico ou irônico, mas não era verdadeiro. Seu sorriso não era triste,
não era arrependido, não era nada.

Ele não sentia nada.

Ele me beijou. a
17

Continue lendo o próximo capítulo

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mahzina

a
Há 2 mes Responder

mahzina

e eu não acredito.
Há 2 mes Responder

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