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IRPJ e CSLL: Guia para Lucro Real e Presumido

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Junior Soares
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 1

IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 2

INTRODUÇÃO
A rotina do profissional de contabilidade no nosso país é repleta de
obrigações governamentais que tornam o seu trabalho bastante
desafiador. Afinal, estamos falando de profissionais que lidam di-
retamente com as burocracias de um país que possui uma das mais
complexas cargas tributárias do mundo, o Brasil.

Em meio a essa complexa carga tributária, diversos termos e siglas


invadem o nosso dia a dia e muitas vezes podem nos deixar confu-
sos sobre o seu funcionamento. E um desses termos, que na verda-
de são tipos de tributação, são o IRPJ e a CSLL, bastante comuns na
vida das empresas.

O Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ e a Contribuição Social


sobre o Lucro Líquido - CSLL, praticamente “caminham de mãos
dadas”, a maior parte das regras do IRPJ se aplicam também à CSLL.

Esses dois tributos podem incidir tanto diretamente sobre o fatu-


ramento quanto sobre lucro líquido da empresa, conforme for o
regime de tributação adotado, seja ele Lucro Real, Lucro Presumi-
do, Arbitrado ou Simples Nacional.

O IRPJ e a CSLL são importantes também na conjuntura econômi-


ca, pois a CSLL é um tributo que financia a Seguridade Social (apo-
sentadoria, assistência social e saúde pública) e o IRPJ é utilizado
para financiar projetos públicos que fomentem o desenvolvimento
social.

Observe abaixo que na divulgação feita pela Receita Federal, a ar-


recadação de jan-fev/2022, cresceu 22,36% em relação ao mesmo
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 3

período de 2021.

Dessa forma, o IRPJ e a CSLL são, sem dúvidas, tributos impor-


tantes na arrecadação de impostos do país, e que requer também
nossa atenção no correto cálculo do imposto, a fim de evitar cair
em malha fina da Receita Federal.

Desde 2020, a Receita Federal iniciou uma operação de malha fina


junto aos contribuintes pessoas jurídicas sujeitas às escriturações
do SPED. Essa primeira operação teve como parâmetro o ano-ca-
lendário 2018 das empresas optantes pelo IRPJ com base no Lucro
Presumido na região de Guarulhos/SP, sendo em seguida expandi-
da para todo território nacional.

Sendo assim, já podemos adiantar como fonte de pesquisa para nos


mantermos atentos às regras, a IN 1700/2017, que traz as nor-
mas sobre a determinação e pagamentos pertinentes aos tributos
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 4

federais (IRPJ/CSLL/PIS/COFINS), consolidando aqui praticamente


toda legislação que trata sobre o assunto.

Neste eBook, vou focar em apresentar um guia prático sobre o


IRPJ e a CSLL, assim como a sua aplicação para empresas do Lucro
Presumido e Lucro Real. É importante também que você possa
estudar um pouco sobre LALUR/LACS para que o entendimento
deste conteúdo seja ainda mais bem aproveitado.

Mas antes de nos aprofundarmos no tema, vamos entender o que


são esses tributos e a quem eles se aplicam.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 5

O QUE É O IRPJ E A CSLL


O IRPJ se trata do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, um tributo
cobrado de todas as empresas com CNPJ ativo no país.

O seu cálculo é feito com base no lucro auferido ou na receita


bruta do ano-calendário, dependendo do regime de tributação, que
pode ser real, presumido ou arbitrado.

Geralmente, o IRPJ incide sobre qualquer negócio em funciona-


mento que gera rendimentos em território nacional, tendo algumas
exceções.

Diferente do Imposto de Renda da Pessoa Física, o IRPF, que preci-


sa ser entregue todos os anos no final do mês de abril, esse imposto
para pessoa jurídica tem vários modelos de apuração e datas de
entrega possíveis.

Já a CSLL - Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - veio como


uma tributação paralela ao IRPJ, praticamente, na mesma base, e
portanto, é um imposto federal cobrado em cima do lucro líquido
ou com base na Receita Bruta da empresa.

Dessa forma, quando falamos que a CSLL é praticamente “casada”


com o IRPJ, é por que aplicam-se à CSLL as mesmas normas de
apuração e de pagamento para o IRPJ, mantidas a base de cál-
culo e as alíquotas previstas na legislação da CSLL (Art. 28 da Lei
9.430/1996).

Vamos entender agora algumas das principais regras pertinentes


tanto para IRPJ quanto para CSLL, pois é importante sabermos o
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 6

porquê da existência desses tributos.

2.1 - QUAIS EMPRESAS SÃO OBRIGADAS CONTRIBUIR?


Desde que aufiram renda, no geral, todas as empresas de alguma
forma são contribuintes do IRPJ e da CSLL, sejam elas tributadas
no Lucro Presumido, Lucro Real, Arbitrado ou Simples Nacional.

Essa regra vem de uma prerrogativa da Constituição Federal, em


seu art. 153 e 149:
“Art. 153 - Compete à União instituir impostos sobre:

III - renda e proventos de qualquer natureza”
e
“Art. 149 - Compete exclusivamente à União instituir con-
tribuições sociais…

Já no Código Tributário Nacional, definição de renda é esclarecida


com:
“Art. 43 ...:
I - renda, assim entendido o produto do capital,
do trabalho ou da combinação de ambos;
II - proventos de qualquer natureza, assim entendido
os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso
anterior;
Parágrafo 1º. A incidência do imposto independe
da denominação da receita, ou do rendimento…”

Então, com estas informações previstas na lei, fica bem claro o quê
a legislação pretende alcançar, ou seja, a renda e proventos.

Apenas um cuidado maior deve ser observado em relação ao Lucro


Real, pois algumas empresas são obrigadas a apurar o imposto
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 7

por esse regime, não sendo facultado optar por outro regimes de
tributação, desde que possuam as condições abaixo (Art. 59 da IN
1700/2017):
• receita bruta superior a R$ 78.000.000,00;
• entidades financeiras e assemelhados;
• tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital do
exterior;
• empresas que utilizem benefícios fiscais (isento ou
redução IR);
• serviços assessoria creditícia, mercadológica, gestão
crédito;
• securitização de créditos imobiliários, financeiros e
agronegócio.

Nos demais casos, pode-se fazer a opção pelo regime de tributação


que for mais vantajoso para empresa, no caso do Simples Nacional,
tem que atender algumas prerrogativas como o limite de fatura-
mento estar enquadrado no valor de até R$ 4,8 milhões, dentre
outros relacionados ao tipo de atividade da empresa.

A opção pelo regime de tributação se dá com o primeiro pagamen-


to do IRPJ no ano, caso não tenha sido pago, a indicação poderá
ser feita na ECF - Escrituração Contábil Fiscal - e não será aceito
REDARF para alteração de regime de tributação (Art. 214 DA IN
1700/2017).
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 8

2.2: QUAL A BASE CÁLCULO e PRAZO RECOLHIMENTO


A base de cálculo tanto do IRPJ quanto da CSLL é determinada se-
gundo a legislação vigente na data da ocorrência do respectivo fato
gerador, é o lucro real, lucro presumido ou lucro arbitrado, corres-
pondente ao período de apuração (Art. 27 e 28 da IN 1700/2017).

Isso quer dizer em outras palavras que, a base de cálculo do impos-


to, ou seja, a base em que o imposto é apurado, será conforme cada
regime de tributação. O gráfico a seguir mostra como fica cada
situação.

LUCRO REAL
No Lucro Real, a base de cálculo parte do lucro líquido antes do
IRPJ e da CSLL, e após realizados os devidos ajustes conforme
legislação fiscal, onde teremos adições e/ou exclusões ao resultado
contábil por meio do LALUR - Livro de Apuração do Lucro Real e o
LACS - Livro de Apuração da Base de Cálculo da CSLL, finalmente
chegaremos no resultado fiscal, em que deverão ser aplicadas as
alíquotas cabíveis, que neste caso, serão de 15% para IRPJ e 9%
para CSLL.

Esses ajustes, que são adições ou exclusões ao resultado contábil,


se referem a situações que a legislação determina que uma receita
e/ou despesa deverá ser dedutível ou não para efeito de tributa-
ção.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 9

Além dos 15% do IRPJ, também haverá 10% sobre a parcela do


lucro real que ultrapassar o limite mensal de R$ 20 mil ou R$ 60 mil
ao trimestre, conforme for a modalidade escolhida pelo contribuin-
te.

No Real Trimestral, a apuração é definitiva, ou seja, a cada trimes-


tre faz-se o encerramento contábil, calcula-se o imposto que deve
pagar até o último dia útil subsequente ao encerramento, ou em
até três quotas mensais.

Já no Real Anual a pessoa jurídica opta pelo pagamento mensal


do imposto calculado por estimativa ou com base no balancete de
suspensão ou redução, fazendo a apuração definitiva do imposto
no encerramento anual e pagando até o último dia útil do mês de
março do ano seguinte.

No tópico sobre a apuração, veremos exemplos de como o cálculo é


feito.

LUCRO PRESUMIDO
Já no Lucro Presumido e Arbitrado, as alíquotas citadas acima
incidem diretamente sobre a Receita Bruta, a apuração é trimestral
e o prazo de recolhimento é o mesmo do Real Trimestral, ou seja,
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 10

até o último dia útil subsequente ao encerramento, ou, em até três


quotas mensais.

LUCRO ARBITRADO
A diferença básica entre o Presumido e Arbitrado, além dos per-
centuais das alíquotas de presunção, é que este último será deter-
minado quando ocorrer as seguintes situações (RIR/2018 , arts.
602 , 603 e 604):
1. A escrituração a que estiver obrigado o contribuinte
revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios,
erros ou deficiências que a tornem imprestável para:
a. Identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive
bancária;
b. Determinar o lucro real;
2. O contribuinte deixar de apresentar à autoridade
tributária os livros e documentos da escrituração comercial
e fiscal, ou deixar de apresentar o Livro Caixa, no qual
deverá estar escriturada toda a movimentação financeira,
inclusive bancária, quando optar pelo lucro presumido e
não mantiver escrituração contábil regular;
3. O contribuinte optar indevidamente pelo lucro
presumido;
4. O comissário ou representante da pessoa jurídica
estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro da sua
atividade separadamente do lucro do comitente, residente
ou domiciliado no exterior;
5. O contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo
as normas contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas
utilizadas para resumir, totalizar, por conta ou subconta, os
lançamentos efetuados no Diário;
6. O contribuinte não mantiver escrituração na forma
das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 11

demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal,


nos casos em que o mesmo se encontre obrigado ao lucro
real;
7. O contribuinte não escriturar ou deixar de apresentar à
autoridade tributária os livros ou registros auxiliares.

Normalmente, o Lucro Arbitrado é utilizado em fiscalizações da


Receita Federal, mas a empresa também pode fazer o auto-arbitra-
mento, se no caso for obrigada à apuração do lucro real, mas não
mantiver escrituração nas condições exigidas pelas leis comerciais
e fiscais, desde que seja conhecida a receita bruta.

SIMPLES NACIONAL
E por fim, não podemos esquecer que também pagamos o IRPJ/
CSLL dentro do Simples Nacional, que se trata de um sistema em
que a empresa recolhe vários tributos em um só DARF. Para isso, é
necessário saber em qual dos 6 anexos a empresa deverá se enqua-
drar para então calcular o imposto devido conforme dispõe a Lei
Complementar 123/2006.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 12

APURAÇÃO DO IMPOSTO DE
RENDA E A CSLL
Nos tópicos anteriores, nós vimos o que são essas contribuições e
como elas são aplicadas em cada regime de tributação. Isso facili-
tou o entendimento sobre os impostos e a finalidade deles.

Agora vamos explicar melhor por meio de exemplos como se faz a


apuração no Lucro Presumido e no Lucro Real.

Vale reforçar que o foco nas empresas do Lucro Presumido e Lucro


Real se dá pelo motivo que as empresas do Simples Nacional pa-
gam o imposto em uma única guia, pois o objetivo do simples, como
o próprio nome já diz, é simplificar a tributação para essas empre-
sas inserindo todos os tributos em um único recolhimento.

3.1 - APURAÇÃO DO IRPJ E A CSLL PARA EMPRESAS DO


LUCRO PRESUMIDO
A denominação de Lucro Presumido é bem sugestiva, pois é cal-
culado diretamente sobre a Receita Bruta, para então se chegar à
presunção de um lucro.

Primeiro, vamos colocar aqui como a legislação determina o con-


ceito de Receita Bruta.

A Receita Bruta se compreende por (Art. 26 da IN RFB


1700/2017):
1. O produto da venda de bens nas operações de conta
própria;
2. o preço da prestação de serviços em geral;
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 13

3. o resultado auferido nas operações de conta alheia, e;


4. as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa
jurídica não compreendidas nos incisos I a III.

É importante observar que no item IV, a legislação não deixa qual-


quer “brecha” para a não tributação do IRPJ/CSLL.

Vale ressaltar também que não integram a receita bruta os itens


relacionados à:
1. vendas canceladas e devoluções de vendas;
2. descontos incondicionais (constantes na nota fiscal);
3. IPI cobrado destacadamente do comprador ou
contratante, do qual o vendedor de bens ou prestador de
serviços seja mero depositário;
4. valores decorrentes de ajuste a valor presente (Inciso
VIII do art. 183 da Lei nº 6.404/1976) das operações
vinculadas à receita bruta;
5. Saídas que não decorram de vendas, por exemplo,
transferências de mercadorias para filiais da mesma
empresa;
6. receitas de valores pagos ou creditados do Estados
e Municípios, relativos ao ICMS e ISS, no âmbito de
programas de concessão de crédito voltado ao estímulo
à solicitação de documento fiscal na aquisição de
mercadorias e serviços (art. 4º da Lei nº 11.945/2009).

Agora que entendemos os conceitos de receita bruta, vamos ver os


percentuais de presunção conforme cada atividade indicada abai-
xo para se chegar na base de cálculo do Lucro Presumido.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 14

Caso haja, os valores das situações a seguir deverão ser acrescidas


na base de cálculo:
• Os rendimentos de aplicações de renda fixa e variável
(regime de caixa);
• Juros remuneratórios sobre capital próprio (JCP);
• Ganhos de capital na baixa do ativo não circulante;
• Multas e outras vantagens, ainda que a título de
indenização;
• Rendimentos de aluguéis;
• Variação cambial ativa
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 15

EXEMPLO DE CÁLCULO IRPJ


Para exemplificar os conceitos apresentados e ajudar na memori-
zação, segue a seguinte demonstração do cálculo do IRPJ:

Empresa: oferece serviços e faz o recolhimento de imposto pelo


regime de Lucro Presumido
• Faturamento trimestral: R$ 1.000.000,00
• % de presunção: 32%
• Ganho de capital: R$ 100.000,00

Conforme essas informações, o cálculo do IRPJ seria:

• % presunção: R$ 320.000,00 (R$ 1.000.000,00 X 32%)


• Ganho de capital: R$ 100.000,00
• Base de cálculo: R$ 420.000,00 (R$ 100.000,00 + R$
320.000,00)
• IRPJ de 15%: R$ 63.000,00 (R$ 420.000,00 X 15%)
• Adicional de 10%: R$ 36.000,00 (R$ 420.000,00 - R$
60.000,00 X 10%)
• IRPJ a recolher: R$ 99.000,00

Para relembrar: Além dos 15% do IRPJ, também haverá 10% sobre a
parcela que ultrapassar o limite de 60 mil ao trimestre.

EXEMPLO DE CÁLCULO CSLL


Para a CSLL segue o mesmo cálculo, só alterando a alíquota para
9% e excluindo o adicional:

Empresa: oferece serviços e faz o recolhimento de imposto pelo


regime de Lucro Presumido
• Faturamento trimestral: R$ 1.000.000,00
• % de presunção: 32%
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 16

• Ganho de capital: R$ 100.000,00

Conforme essas informações, o cálculo do CSLL seria:


• % presunção: R$ 320.000,00 (R$ 1.000.000,00 X 32%)
• Ganho de capital: R$ 100.000,00
• Base de cálculo: R$ 420.000,00 (R$ 100.000,00 + R$
320.000,00)
• CSLL a recolher de 9%: R$ 37.800,00 (R$ 420.000,00 X
9%)

De acordo com a atividade da empresa, a alíquota de presunção


muda, contudo existe um detalhe importante para os casos de
presunção enquadrados nos 16% conforme tabela demonstrada
anteriormente. O detalhe referido é:

• Se a empresa usar o percentual de 16% e a sua receita


bruta acumulada, até determinado mês do ano-calendário
ultrapassar o limite de 120.000,00, ficará sujeita ao
percentual normal de 32%, retroativamente, impondo-se o
pagamento das diferenças de impostos até o último dia útil
do mês subsequente ao da verificação do excesso;
• As diferenças de impostos pagas dentro do prazo acima
não sofrerão acréscimos moratórios;
• A partir de janeiro do ano-calendário subsequente ao
excesso da receita, a empresa poderá voltar a utilizar o
percentual de 16%, enquanto a receita bruta acumulada no
ano permanecer dentro do limite de 120.000,00.

Vale ressaltar que só podem se enquadrar na presunção do lucro


de 16%, as empresas que:
• sejam exclusivamente prestadoras de serviço e;
• não sejam sociedade civil de profissão regulamentada.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 17

3.2. APURAÇÃO DO IR E A CSLL PARA EMPRESAS DO LU-


CRO REAL
Como mencionado no começo do eBook, o Lucro Real pode ser
calculado de duas formas: trimestral e anual.

O esquema de apuração segue a seguinte ordem:

Mas antes de começarmos nossos exemplos de apuração vamos


entender outra variável calculada no Lucro Real, estou falando da
compensação de prejuízos fiscais.

Considera-se prejuízo fiscal quando o lucro líquido, depois de efe-


tuados os ajustes por meio de adições e exclusões (LALUR/LACS)
der resultado negativo.

Esse prejuízo poderá ser compensado em apurações seguintes,


sendo limitado a 30% do lucro líquido ajustado e controlado na
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 18

Parte B do LALUR/LACS.

O leiaute do LALUR onde se destacam os ajustes para se chegar na


base de cálculo do lucro real, funciona assim:

LALUR 1 de 3
Empresa: Fortes Contábil
Parte A - Registro dos Ajustes do Lucro Líquido
Período: 01/10/2018 a 31/12/2018

Data Histórico Adições Exclusões


01/10/2018 VT e VR 10.2018 NF 948495/936569 (Conta [Link].01.0098) 334,40 0,00

01/10/2018 VT e VR 10.2018 NF 948495/936569 (Conta [Link].01.0098) 334,40 0,00

01/11/2018 Ref. a vale alomentação dos colaboradores 11/2018 NF 122340/ 316,99 0,00
127018 ([Link].01.0098)

01/11/2018 Ref. a vale alomentação dos colaboradores 11/2018 NF 122340/ 316,99 0,00
127018 ([Link].01.0098)

07/12/2018 Ref. a vale alomentação dos colaboradores NF 297251/299260 310,35 0,00


(Conta [Link].01.0098)

07/12/2018 Ref. a vale alomentação dos colaboradores NF 297251/299260 310,35 0,00


(Conta [Link].01.0098)
07/12/2018 [Link] ref. 4º Trim-18 (Conta [Link].01.0001) 2.259,60 0,00

Totais: 4.174,08 0,00

LALUR 2 de 3
Empresa: Fortes Contábil
Parte A - Registro dos Ajustes do Lucro Real
Período: 01/10/2018 a 31/12/2018

Natureza dos Ajustes R$ R$


Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda 31.549,70

Mais: Adições 0,00


Alimentção Sócios 1.923,48
Contrição Social sobre a Lucro 2.250,60 0,00

Total das Adições 4.174,08


Menos: Exclusões
Total de Exlusões 0,00
Lucro Real Antes da Compensação de Prejuízos Fiscais 35.723,78
Menos: Compensação de Prejuízos Fiscais 10.717,13
Lucro Real 25.006,65

LALUR 3 de 3
Empresa: Fortes Contábil
Parte B - Registro de Controle de Valores
Período: 01/10/2018 a 31/12/2018

Data Histórico Débito Crédito Saldo


Preujuízos Fiscais Operacionais Saldo Anterior: 348.439,28 C
31/12/2018 10.717,13 337.722,15 C
Base de Cálculo Negativa da CSLL Saldo Anterior: 348.439,28 C
31/12/2018 Vr. compensação base de cálculo negativa da CSLL 10.717,13 337.722,15 C
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 19

Agora, imagine a seguinte situação:


• no 1º trimestre, o resultado contábil de R$ 10.000,00
da empresa sofreu um ajuste (exclusão) de R$ 20.000,00,
ficando com prejuízo fiscal negativo de R$ 10.000,00.
• No trimestre seguinte, a empresa não sofreu ajustes
fiscais, e apurou o mesmo lucro de R$ 10.000,00. Mas como
a empresa pode se compensar de até 30% desse lucro por
ter apresentado prejuízo fiscal no período anterior, ela
poderá nesse caso, abater da base de cálculo o valor de R$
3.000,00.

De acordo com esse exemplo, notamos que ao invés da empresa


calcular o IRPJ/CSLL sobre o lucro de R$ 10.000,00, ela vai calcular
sobre uma base de R$ 7.000,00. Pois, os R$ 7.000,00 é o valor que
fica após abater os R$ 3.000,00 do lucro total de R$ 10.000,00.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 20

Após a base de cálculo e aplicação das alíquotas cabíveis de 15%


para o IRPJ, 10% de adicional de IR se houver, além dos 9% para
CSLL, a empresa ainda pode deduzir do imposto devido, as seguin-
tes antecipações a título de IRRF - Imposto sobre a renda retido na
fonte:
• IRRF computado na apuração do lucro real;
• IRRF sobre rendimentos aplicações financeiras de renda
fixa;
• IR pago separadamente sobre ganhos líquidos de
aplicação financeira de renda variável;
• IRRF de juros premonitórios do capital próprio (JCP);
• IRRF feitos por administração pública federal;
• IR pago no exterior sobre lucros, rendimentos e ganhos
de capital computados no lucro real;
• O IRRF que não puder ser compensado por motivo de
superar o IRPJ será considerado saldo negativo de imposto
de renda do período.

O saldo negativo é uma nomenclatura para classificar o IRRF


residual que não pode ser deduzido na apuração, mas que poderá
ser compensado com outros tributos federais por meio de PER/
DCOMP, que é uma declaração da Receita Federal específica para
compensação ou restituição de créditos com o fisco federal.

Para complementar, o DARF para recolhimento do imposto não


poderá ser inferior a R$ 10,00, se isso ocorrer, o saldo inferior a R$
10,00 deverá ser adicionado ao imposto apurado no período sub-
sequente, até que o valor seja igual ou superior a esse limite, sem
nenhum acréscimo moratório.

Dito tudo isso, agora vamos ao nosso exemplo da apuração trimes-


tral:
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 21

Considerando que a empresa teve as seguintes despesas indedu-


tíveis, que ajustes deverão ser feitos para apuração do lucro real?
• Despesas de Brindes:
Abril: R$ 15.000,00
Maio: R$ 20.000,00
Junho: R$ 25.000,00

• Alimentação sócios:
Abril: R$ 2.000,00
Maio: R$ 800,00
Junho: R$ 1.000,00

As despesas acima são consideradas indedutíveis pela legislação,


elas deverão ser adicionadas chegando ao lucro real do período. E
em nosso exemplo não teve compensação de prejuízos fiscais de
períodos anteriores.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 22

Dessa forma, a apuração trimestral fica resumida da seguinte for-


ma:

Em nosso exemplo, não houve IRRF para deduzir ou subvenção,


esta última se refere a benefícios fiscais de redução ou isenção de
IR que a empresa possa pleitear junto ao Governo, não atingindo
nesse caso à apuração da CSLL, apenas do IRPJ.

Já que vimos um exemplo do cálculo do real trimestral, vamos


agora a demonstração do real anual, onde o pagamento do imposto
pode se fazer por estimativa mensal. A opção se faz com o paga-
mento do mês de janeiro que vence até o último dia útil do mês
subsequente, nesse caso, fevereiro.

Para isso, observe as seguintes regras (Art. 29, 42 a 46 da IN


1700/2017):
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 23

• no lucro estimado, as alíquotas serão 15% para IRPJ e 9%


para CSLL;
• o adicional do IRPJ de 10% será devido sobre a base de
cálculo excedente de R$ 20.000,00;
• podem ser deduzidos mensalmente do IRPJ:
• os valores dos incentivos fiscais
• O IR pago ou retido sobre as receitas que integraram a
base de cálculo do imposto devido
• os prejuízos fiscais, assim como a base negativa da CSLL,
serão considerados apenas na apuração definitiva em 31 de
dezembro do ano em curso.

Sobre a base de cálculo são aplicados os mesmos percentuais de


presunção do Lucro Presumido, que como vimos pode variar entre,
1,6%, 8%,12%, 16% e 32%, dependendo da situação.

No real estimado, parecido com o presumido, alguns valores


não entram na base de cálculo do imposto (Art. 40 da IN RFB
1.700/2017):

A. os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de


renda fixa, exceto se não submetidos à IRRF;
B. os ganhos líquidos auferidos em operações financeiras de
renda variável, exceto se não submetidos à IRRF;
C. os lucros e os dividendos recebidos de participações
societárias avaliadas pelo custo de aquisição;
D. o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo
equivalência patrimonial;
E. as recuperações de créditos que não representem
ingresso de novas receitas;
F. a reversão de saldo de provisões anteriormente
constituídas;
G. os juros remuneratórios do capital próprio auferidos em
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 24

decorrência da participação em outras sociedades;


H. ganhos provenientes de compra vantajosa;
I. receita de subvenção para investimento;
J. Receita prêmio emissão debêntures

Seguindo com o exemplo do cálculo que já fizemos, percebam que


ele é praticamente igual ao Lucro Presumido:

Empresa: oferece serviços e recolhe imposto por estimativa:


• Faturamento trimestral: R$ 1.000.000,00
• % da estimativa: 32%
• Ganho de capital: R$ 100.000,00

Conforme essas informações, o cálculo do IRPJ estimativa seria:


• % presunção: R$ 320.000,00 (R$ 1.000.000,00 X 32%)
• Ganho de capital: R$ 100.000,00
• Base de cálculo: R$ 420.000,00 (R$ 100.000,00 + R$
320.000,00)
• IRPJ de 15%: R$ 63.000,00 (R$ 420.000,00 X 15%)
• Adicional de 10%: R$ 40.000,00 (R$ 420.000,00 - R$
20.000,00 X 10%)
• IRPJ a recolher: R$ 103.000,00

Paralelo ao cálculo da estimativa, a empresa pode suspender ou


reduzir o imposto mensal, conforme abaixo:

SUSPENSÃO OU REDUÇÃO
A pessoa jurídica poderá:

I - suspender o pagamento do imposto, desde que demonstre que o


valor do imposto devido, calculado com base no lucro real do perí-
odo em curso, é igual ou inferior a soma do imposto sobre a renda
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 25

pago, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário, ante-


riores àquele a que se refere ao balanço ou balancete levantado.

II - reduzir o valor do imposto ao montante correspondente à


diferença positiva entre o imposto devido no período em curso, e
a soma do imposto sobre a renda pago, correspondente aos me-
ses do mesmo ano calendário, anteriores àquele a que se refere o
balanço ou balancete levantado.

Com relação aos períodos de apuração referente aos balancetes de


suspensão ou redução devem abranger desde 1º de janeiro ou do
início das atividades até o último dia do mês em que o imposto está
sendo calculado, ou seja (Art. 49 de IN RFB 1700/2017):

• Nos balanços ou balancetes de suspensão/redução se


trabalha com saldos acumulados, por exemplo:
• no balancete de fevereiro, o resultado é apurado de
janeiro a fevereiro;
• no balancete de março, o resultado é apurado de
janeiro a março.

Quando se levanta o balancete de suspensão e/ou redução, não se


encerram as contas de resultado, na apuração definitiva (apuração
anual) é que as contas deverão ser encerradas.

Por esse motivo, as adições, exclusões e compensações, compu-


tadas na apuração do lucro real com os balancetes levantados,
deverão constar apenas na parte A do LALUR/LACS, não cabendo
nenhum registro na parte B do referido livro, os registros na parte
B, serão computados no encerramento anual.

No que tange a compensação de prejuízo fiscal, poderão ser com-


pensados os apurados em 31 de dezembro do ano-calendário an-
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 26

terior, registrados na parte B do LALUR/LACS, respeitados o limite


de 30% do lucro real apurado.

Por fim, não há necessidade de fazer o balancete de suspensão ou


redução em todos os meses, apenas naqueles que a empresa quiser
utilizar para reduzir ou suspender o pagamento do imposto mensal
estimado.

CÁLCULO SUSPENSÃO/REDUÇÃO
Exemplo: Uma determinada empresa possui a seguinte situação.
1. Empresa pagou estimativa de fevereiro a junho
referente à competência janeiro a maio no total de R$
70.000,00;
2. Levantou balancete em junho, no qual no lucro real seria
de R$ 350.000,00;
3. Sofreu retenção do IRRF no valor de R$ 10.000,00 sobre
suas receitas;
4. Tem direito a incentivo fiscal do PAT no limite admitido
de 4% do imposto normal devido.

CÁLCULO SUSPENSÃO
1. Imposto normal (15% de R$ 350.000,00) = R$ 52.500,00
2. Imposto adicional (10% de R$ 350.000,00 - R$
120.000,00) = R$ 23.000,00
3. Total do IRPJ: R$ 75.500,00
4. Dedução do PAT (R$ 4% de 52.500,00) = R$ 2.100,00
5. Imposto líquido do incentivo (R$ 75.500,00 - R$
2.100,00) = R$ 73.400,00
6. Imposto pago por estimativa: R$ 70.000,00
7. IRRF: R$ 10.000,00
8. Excesso de pagamento verificado: (R$ 73.400,00 - R$
70.000,00 - R$ 10.000,00) = R$ 6.600,00
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 27

Veja que a empresa provou através do balancete que pagou mais


imposto do que deveria, ou seja, houve excesso de pagamento no
valor de R$ 6.600,00, portanto, pode suspender a estimativa nesse
mês e a empresa não poderá compensar diretamente com a esti-
mativa do mês seguinte.

O balancete somente produz efeito, relativamente à suspensão


ou redução de pagamento do imposto, no mês do seu levantamen-
to, isso quer dizer que, independente do resultado acumulado do
período em curso, apurado em determinado mês, a empresa não
se desobriga do pagamento do imposto mensal estimado devido
nos meses anteriores, em que somente pode ter sido reduzido ou
suspenso com base em balancete levantado nos respectivos meses.

Se a empresa levantou balancete em 30 de julho e apurou prejuízo


fiscal, tal ocorrido não desobriga do pagamento mensal da estima-
tiva, a não ser que tenha levantado em todos os meses os balanços
ou balancetes de suspensão/redução e tenha apurado prejuízos
fiscal em todos eles (Parágrafo 7º do art. 47 da IN RFB 1700/2017).

CONCLUSÃO
Vimos no início, a importância do IRPJ/CSLL para o fisco e o seu
peso na arrecadação tributária, é um assunto que atinge a todos,
então, tudo vem evoluindo para um melhor controle dessa arre-
cadação, percebemos isso principalmente com o surgimento do
SPED - Sistema Público de Escrituração Digital, especialmente, a
ECD - Escrituração Contábil Digital e a ECF - Escrituração Contá-
bil Fiscal.

E por isso, devemos estar sempre atentos não só ao correto cálculo


IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 28

do tributo, mas sobretudo, na orientação e consultoria de adoção


do melhor regime de tributação para as empresas, não podemos
nos acomodar no regime que for mais “fácil” e sim no que trouxer
maior economia tributária.

E aqui vale ressaltar mais uma vez que a tecnologia tem se tornan-
do uma constante amiga em nossos trabalhos contábeis e fiscais,
pois, temos que evoluir junto com o fisco nesse sentido, se não,
corremos o sério risco de cair em malha fina da Receita Federal.

Espero que tenha gostado! Eu o incentivo a se aprofundar mais no


tema, pois é um assunto rico em detalhes e cabe também a nós con-
tadores e consultores irmos cada vez mais atrás de conhecimento.

SOBRE A AUTORA
Pós-Graduada em Gestão Fiscal e Tri-
butária. Pós-Graduanda em Gestão de
Contabilidade e Finanças Empresariais.
Pós-Graduanda em Controladoria. For-
mada em Contabilidade pela Faculdade 7
de Setembro e em Secretariado Executivo
pela Universidade Federal do Ceará - UFC.
Atualmente é contadora do Grupo Fortes
e instrutora nas áreas de IRPJ/CSLL. Tam-
bém já atuou como coordenadora Contábil
da Fortes Contabilidade e Instrutora pelo
CRC-CE.
IRPJ e CSLL: entenda a obrigação para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real 29

SOBRE A FORTES TECNOLOGIA


A Fortes Tecnologia em Sistemas, empresa do Grupo Fortes de
Serviços, atua há 30 anos na área de Tecnologia da Informação.
Desenvolve soluções para gestão empresarial e abrange as seguin-
tes áreas: gestão contábil, gestão financeira, gestão de pessoas e
gestão de transporte e logística.

A empresa conta com uma carteira de milhares de clientes em todo


o Brasil e uma rede de atendimento que inclui franquias e repre-
sentações em vários estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-
-Oeste e Sudeste.

O objetivo é oferecer um serviço dinâmico, moderno, de alto


padrão e simples, sempre contando com a experiência de profis-
sionais que entendem as necessidades dos negócios. Adapte sua
empresa à contabilidade em nuvem com a Fortes Tecnologia.

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