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Metodologias de Ensino em Moçambique

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Centro de Formação Técnico Profissional

Nampula

CURSO DE CURTA DURAÇÃO EM


METODOLOGIAS DE ENSINO

MÓDULO DE SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO


(SNE)

2021
Edição Revista

Ficha Técnica

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
Título: Módulo de Sistema Nacional de Educação

Propriedade: Universidade Rovuma

Uma revisão do original elaborado por: Prof. Doutor Jaime Murambire;Mestre Ancha
Quimuenhe e Dr. Gilberto Daniel Rafael.

Autores/Revisores: Prof. Doutor Jaime Murambire; Mestre Gilberto Daniel Rafael; Mestre
Suzete Dinis e Prof. Doutor Roberto Chaua.

Coordenação Geral: Profª Doutora Maria Luisa Lopes Chicote; Mestre Elsa Maria Changa;
Mestre Dezena Vicente e Prof. Doutor Adelino Inácio Assane

Coordenação Técnica: Prof. Doutor Adelino Inácio Assane

1ª Edição - Revista

Design e Produção Gráfica:

Tiragem:95 exemplares

Ano: 2021

Moçambique - Nampula

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
Índice

Sumário
Prefácio..................................................................................................................................................5
Objectivos do Módulo:...........................................................................................................................8
Competências.........................................................................................................................................8
No final do módulo o/a cursante:...........................................................................................................8
Grupo alvo..............................................................................................................................................8
UNIDADE 1: CONTEXTUALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO...............................................................................10
Conceito de Educação......................................................................................................................10
Tipos de educação............................................................................................................................12
Pilares da educação, segundo UNESCO............................................................................................13
UNIDADE 2: BREVE HISTORIAL DA EDUCAÇÃO EM MOÇAMBIQUE......................................................15
Breve Historial da Educação.............................................................................................................15
Estruturado Sistema Nacional da Educação.....................................................................................18
UNIDADE 3: PLANO CURRICULAR DO ENSINO PRIMÁRIO EM MOÇAMBIQUE......................................23
Contextualização..............................................................................................................................23
Objectivos do Ensino Primário..........................................................................................................24
Perfil do Graduado do Ensino Primário.............................................................................................26
Estrutura Curricular..........................................................................................................................29
Distribuição dos Professores............................................................................................................30
Estrutura Curricular..........................................................................................................................30
Currículo Local..................................................................................................................................36
Sistema de Avaliação: Progressão por Ciclos de Aprendizagem.......................................................37
Sistema de avaliação........................................................................................................................39
Formas de Avaliação........................................................................................................................40
Formas de progressão......................................................................................................................40
Educação Inclusiva...........................................................................................................................41
UNIDADE 4: PLANO CURRICULAR DO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL EM MOÇAMBIQUE.....................43
Contextualização..............................................................................................................................43
Objectivos do Ensino Secundário Geral (ESG)...................................................................................45
Perfil do Graduado do Ensino Secundário Geral...............................................................................46

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
Inovações do Ensino Secundário Geral (ESG)....................................................................................47
Ensino-Aprendizagem Integrado......................................................................................................47
Estrutura Curricular do ESG..............................................................................................................48
Áreas Curriculares do 1º ciclo do ESG (ESG1)....................................................................................49
Áreas Curriculares do 2º Ciclo do ESG (ESG2)...................................................................................50
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................................................52
DADOS BIOGRÁFICOS DOS AUTORES...................................................................................................53

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
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Prefácio
A educação é direito de todo o povo moçambicano, segundo a Constituição da
República de Moçambique (CRM). Para garantir esse desiderato, o Ministério da Educação e
Desenvolvimento Humano (MINEDH) tem o mandato de disponibilizar aos moçambicanos a
educação escolar desde as classes iniciais até ao ensino superior.

O processo educativo moçambicano passou por várias metamorfoses até os dias de


hoje. Várias são as etapas que o sistema educativo sofreu, ou seja, teve que enfrentar até aos
nossos dias.

Na era colonial, mesmo antes da penetração portuguesa no nosso país, a população


moçambicana já tinha a educação tradicional, que consistia na transmissão de conhecimentos
e valores de geração em geração.

Com a chegada dos portugueses, foi introduzido um tipo de educação de opressão,


desvalorizando os nativos que até chegaram ser chamados de indígenas e povo selvagem.
Segundo eles, com essa educação, pretendiam libertar os moçambicanos desse estágio de
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“indigenato” para a classe dos assimilados.


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De referir que essa educação introduzida pelos portugueses era opressora. Não
beneficiava a toda população moçambicana se não para os portugueses, as suas famílias e uma
pequeníssima parte de nativos considerada de assimilados.

Durante a Luta de Libertação Nacional, criou-se, nas zonas libertadas espalhadas


pelo país, centros onde a população tinha a oportunidade de aprender a ler e escrever. Assim,
após a independência nacional foi concebido um sistema de educação cujo objectivo principal
era de formar o “Homem Novo” livre da opressão colonial.

Em 1983, é introduzida a Lei 4/83, de 23 de Março, que regulava na altura o Sistema


Nacional de Educação. Com o advento da guerra e outros factores, bem como no atendimento
das mudanças sociais, pois, as sociedades são dinâmicas, houve toda necessidade de se ajustar
a Lei às conjunturas locais, nacionais e até internacionais. Daí a introdução da Lei 6/92, de 6
de Maio, Lei do Sistema Nacional de Educação, que vigorou na República de Moçambique
até o ano de 2018. Em dezembro de 2018, foi aprovada pela Lei 18/2018, de 28 de Dezembro,
a Lei do Sistema Nacional de Educação em vigor no país.

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Vários foram os factores que concorreram para que se introduzisse a Lei 18/2018.
Por um lado, havia necessidade de oferecer um novo modelo de formação de professores, pois
um dos problemas do Sistema de Educação de Moçambique se prende, naturalmente, a
exigüidade de professores à altura dos desafios, ou seja, capazes de fazer face aos novos
paradigmas e outras questões educativas. Este desiderato está na base da actual Lei do SNE
que, dentre outros aspectos, alarga o Ensino Básico até a nona (9a) classe do Ensino Geral, o
que propõe novos desafios ao sector.

Ainda no concernente a formação dos professores, alguns desafios são prementes. Os


professores que leccionavam não estavam preparados para o efeito, ou seja, não tinham
formação psicopedagógica, ou melhor, não tinham ferramentas de métodos de ensino.

É nesta senda que se elabora este módulo de Sistema Nacional de Educação para
partilhar conhecimentos relativos à educação em Moçambique, seu historial e as etapas que a
levaram até chegar aos nossos dias.

Convém fazer menção que este módulo faz parte dum conjunto de outros tantos que
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contribuirão para o curso de curta duração a ser ministrado pelo Centro de Formação Técnico
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Profissional em Parceria com a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade


Rovuma.

Esperamos que este módulo venha a ajudar o cursante em matérias da educação, as


suas etapas desde o tempo colonial, os pilares da educação segundo a UNESCO e a
compreender também os planos curriculares tanto do ensino básico como do ensino
secundário geral em Moçambique.

A elaboração do presente módulo foi caracterizada pela consulta bibliográfica de


várias obras relativas à educação das diversas épocas e, também, com ajuda dos colegas da
Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Rovuma.

Esta não é uma obra para ficar na prateleira. É um instrumento vigoroso de luta para
a reafirmação da nossa cidadania e de repensar caminhos e métodos de ensino. Pensamos
contribuir por forma a potenciarmos mais educação para os milhões de moçambicanos que
esperam por uma educação de qualidade.

Os Autores

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Introdução

Objectivos do Módulo:

Ao terminar o estudo do módulo de Sistema Nacional de Educação em Moçambique,


deverá ser capaz de: conhecer o conceito da educação, os tipos da educação e os quatro pilares
da educação segundo a UNESCO. Identificar e interpretar diferentes etapas da educação em
Moçambique desde a época colonial até aos nossos dias e perceber a estrutura orgânica actual
do SNE em vigor. Familiarizar-se com os planos curriculares do ensino básico e secundário
geral, bem como os seus objectivos, os perfis do graduado quer no ensino básico como no
ensino secundário geral, as inovações, as áreas curriculares entre outros aspectos relativos aos
planos curriculares, bem como, compreender a organização e as modalidades do Sistema de
Educação em Moçambique.

Competências
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No final do módulo o/a cursante:



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 Define a educação, os tipos e os quatro pilares segundo a UNESCO;


 Identifica as fases da educação em Moçambique desde a era colonial até os nossos
dias;
 Conhece e aplica os conhecimentos adquiridos sobre os planos curriculares tanto do
ensino básico como do ensino secundário geral em Moçambique.
 Compreende a organização e as modalidades do Sistema Nacional de Educação

Grupo alvo
Este Módulo foi concebido para profissionais graduados que concluíram os seus
cursos em diversas áreas e que desejam abraçar a carreira de docência, ou seja, não têm a
componente psicopedagógica. Poderá ocorrer também havendo outros cursantes que queiram
se actualizar e consolidar seus conhecimentos.

Estrutura do Módulo

O módulo de Sistema Nacional da Educação, está constituído por: Páginas


introdutórias; um índice completo; um Prefácio; uma visão geral detalhada dos conteúdos do
módulo, resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para melhor estudar.

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Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de começar o seu estudo
para familiarizar-se com os conteúdos. Este módulo está estruturado em temas. Cada tema,
por sua vez, comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente unidades. Cada
unidade temática se caracteriza por conter uma introdução, objectivos e conteúdos. No final
de cada unidade temática temos as tarefas que o/a formando/a deve realizar dentro ou fora da
sala de aula dependendo da orientação do/a facilitador/a da formação. As tarefas servirão
como avaliação e consolidação de cada Unidade.

Tarefas (Avaliação)
A avaliação é um instrumento do processo de ensino, através do qual se pode
comprovar como estão a ser cumpridos os objectivos e as finalidades da educação. Para este
módulo, as tarefas estão no final de cada unidade temática. Portanto, o/a cursante deve
realizar todas as tarefas por forma a consolidar a teoria e a prática. Outrossim, estas tarefas
servirão de avaliação para comprovar o estágio de cada formando/a.
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UNIDADE 1: CONTEXTUALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


1.1. Conceito de Educação
1.2. Tipos de Educação
1.2.1. Educação Informal
1.2.2. Educação Formal
1.2.3. Educação Não-Formal
1.3. Pilares de educação segundo UNESCO
1.3.1. Aprender a Conhecer
1.3.2. Aprender a Fazer
1.3.3. Aprender a Conviver
1.3.4. Aprender a Ser

Objectivos:

 Definir a educação sob diferentes perspectivas;


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 Caracterizar os tipos e os quatro pilares segundo a UNESCO.


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Conceito de Educação

A educação é um direito básico e um instrumento fundamental para o


desenvolvimento dos seres humanos, condição necessária para a redução da pobreza em
Moçambique. É um processo dinâmico, através do qual a sociedade prepara as novas gerações
para dar continuidade ao processo de desenvolvimento.

Sendo assim, a educação é de natureza complexa e pode ser definida sob muitas
formas, de acordo com a influência das condições socioculturais de cada época e dos
diferentes locais a que ela se refere.

Durkheim (1975) define a educação como acção exercida pelas gerações adultas
sobre as novas que ainda não se encontram preparadas para a vida social. Tem como objectivo
provocar e desenvolver na criança certo número de condições físicas, intelectuais e morais, no
seu conjunto, seja o meio especial que a ela se destina particularmente.

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Na visão de Herbert citado por PILETTI & PILETTI (2006), a educação é colocar
materiais “alimento” ao educando, que é preciso dar ao espírito para que se desenvolva.

Pode-se dizer que educar é introduzir “o que é” a uma plenitude de actualização e


expansão, orientada em sentido de aceitação social; é dar sentido moral ao uso dos
conhecimentos e técnicas.

O texto do Plano Curricular do Ensino Básico apresenta um conceito que sintetiza o


que compreendemos como educação em Moçambique. O texto refere que “a educação é um
processo pelo qual a sociedade prepara os seus membros para garantir a sua continuidade e o
seu desenvolvimento. Trata-se de um processo dinâmico que busca, continuamente, as
melhores estratégias para responder aos novos desafios que a continuidade, transformação e
desenvolvimento da sociedade impõem.” (PCEB, 2003: 7).

Portanto, a educação é um processo de transmissão e assimilação de valores


culturais, hábitos e normas com vista a mudança de comportamento para a integração social,
sendo assim, ela é vista em dois sentidos: amplo e restrito.
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Estas diferentes formas de entender a educação nos fazem perceber que as concepções
de educação podem se dar em seus sentidos amplo e restrito, como veremos a seguir.

a) Concepção da educação no sentido amplo

A educação exprime o processo de desenvolvimento e formação do homem, que se


efectua sob a influência de todos os factores, particularmente da educação, sobre o meio
ambiente social, as influências espontâneas e da hereditariedade, para participação activa na
vida social, engloba as influências de toda a vida do homem incluindo o ensino. É o processo
pelo qual a sociedade procura transmitir as suas tradições, costumes, hábitos, conhecimentos e
herança social. Essa educação ocorre espontaneamente no meio social: na rua, família, nos
lugares de convívio e em outros lugares e contextos de difícil compreensão.

b) Concepção da educação no sentido restrito

Entende-se por educação a actividade intelectual e intencional especialmente


organizada, que ocorre em instituições próprias, escolas ou não, orientadas para o
desenvolvimento da personalidade humana; se refere especialmente ao desenvolvimento

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científico, isto é, possuindo um certo saber e capacidade intelectual. Geralmente é este tipo de
educação que é normado e oferecido através dos Sistemas Nacionais de Educação.

Tipos de educação

O ser humano não se desenvolve de forma solitária, nem de modo isolado, necessita
do outro neste processo de humanização, que é a socialização. Esta diz respeito ao processo
de adaptação e integração de cada indivíduo no seu grupo social. Assim, nesta linha de
pensamento, a educação pode ser: informal, formal e não-formal.

Educação informal – é o processo permanente em que todo o indivíduo adquire e


acumula conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e modos de discernimento mediante as
experiências do dia-a-dia, através das influências educacionais disponíveis no seu meio
ambiente.

Refere-se às influências do contexto social e do meio ambiente sobre os indivíduos,


abrange também as possibilidades educativas no decurso da vida de cada indivíduo,
constituindo um processo permanente e não organizado.
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Exemplo: Trata-se da educação que ocorre na família; os vizinhos; locais de trabalho; os


meios de informação de massa.

Educação formal – é o sistema educativo altamente institucionalizado,


cronologicamente graduado e hierarquicamente estruturado que se estende dos primeiros anos
da escola primária até aos últimos da universidade.

Atende ao desenvolvimento dos primeiros estádios vitais (infância, adolescência e


juventude); é mais institucionalizado e dá-se em centros especialmente criados para o efeito.
Sua principal culminação é a atribuição de um grau formal de escolaridade, ou seja, uma
certificação.

Educação não-formal – refere-se a toda a actividade organizada fora do marco do


sistema oficial, para facilitar determinadas classes de aprendizagem e subgrupos da
população; dirige-se a população em geral, crianças, adolescentes, adultos e terceira idade
adoptando-se em cada caso aos processos próprios da aprendizagem;

Exemplo: alfabetização; capacitação profissional; actividades escolares complementares;


reciclagem; aperfeiçoamento profissional; cursos de reinserção e de reabilitação social, etc.

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Pilares da educação, segundo UNESCO

Num Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o


século XXI, intitulado Educação Um Tesouro a Descobrir, Delors et al (2010), defendem que
a educação ao longo da vida baseia-se em quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a
fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
 Aprender a conhecer - refere a combinação de uma cultura geral,
suficientemente ampla, com a possibilidade de estudar, em profundidade, um número reduzido
de assuntos, ou seja: aprender a aprender, para beneficiar se das oportunidades oferecidas pela
educação ao longo da vida.
 Aprender a fazer nos leva a reflexão de que, não só se adquiri uma
qualificação profissional, mas de uma maneira mais abrangente, a competência que torna a
pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Portanto, não basta
conhecimentos meramente teóricos, deve sim ter a prática. Há um ditado popular que diz:
“prática sem teoria é cegueira, teoria sem prática é paralisia.” Pois, há necessidade de se
conciliar a teoria e a prática.
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 Aprender a conviver - diz respeito ao desenvolvimento e a compreensão do


outro e a percepção da interdependência – realizar projectos comuns e preparar se para
gerenciar conflitos – no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.
Parafraseando, na nossa sociedade, você convive bem com o vizinho? Alias, na sua própria
casa há harmonia? Há paz? Portanto, necessidade de ter paz consigo mesmo primeiro, para
depois com os outros.

 Aprender a ser - se refere a desenvolver o melhor possível, a personalidade e


estar em condições de agir com uma capacidade cada vez maior de autonomia, discernimento e
responsabilidade pessoal. Com essa finalidade, a educação deve levar em consideração todas as
potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas e
aptidão para comunicar se.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DELORS, J. Educação, Um Tesouro a Descobrir: Relatório para a UNESCO da Comissão
Internacional sobre a Educação para o Século XXI. Porto: ASA, 2010.

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GÓMEZ, Miguel Buendia. Educação Moçambicana, história de um processo: 1962-1984.


Livraria Universitária. UEM, 1999.

MAZULA, Brazão, Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique: 1975-1985. Maputo.

TAREFA 1:
1. Em grupo, reflicta à luz da formação em curso, em que tipo de educação se enquadra.
a. Justifica a sua resposta.
2. Olhando para os três tipos de educação, descreva as experiências que te marcaram nos
teus processos de socialização.
3. Em grupo, discuta os quatro pilares da educação segundo a UNESCO e relacione as
suas experiências vividas com os pilares acima mencionados.
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UNIDADE 2: BREVE HISTORIAL DA EDUCAÇÃO EM MOÇAMBIQUE


2.1. Historial da Educação em Moçambique
2.2. Estrutura actual do Sistema Nacional da Educação (SNE)

Objectivos

 Caracterizar as fases da educação em Moçambique desde a era colónia até os nossos


dias;
 Conhecer as bases legais da educação em Moçambique
Breve Historial da Educação

A educação em Moçambique passou por várias etapas, quer antes da chegada dos
portugueses, quer na época colonial, e/ou durante a Luta de Libertação Nacional, período pós-
independência até nos nossos dias.

Antes da educação colonial, a sociedade moçambicana já detinha uma educação


tradicional que se baseava na transmissão de conhecimentos e técnicas acumuladas na prática
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produtiva, onde inculcava o seu código de valores políticos, morais, culturais, sociais e
religiosos.

Com a implantação do processo colonial, se assistiu, a partir dos finais do séc XIX e
começo do XX a implantação do sistema de educação colonial dentro do território nacional.

Segundo o Diploma Legislativo nº 238, de 17 de Maio de 1930, o sistema de


educação colonial estava organizado em dois subsistemas de ensino:

 Subsistema de ensino oficial - destinado aos filhos do colono ou assimilados, que


visava dar a criança instrumentos fundamentais de todo o saber e as bases de uma
cultura geral preparando a para a vida social.
 Subsistema indígena – para os nativos tinha por fim elevar gradualmente da vida
selvagem para a vida civilizada dos povos cultos, a população autóctone (população
nativa) das províncias ultramarinas.
Portanto, como se pode ver a educação colonial em Moçambique impôs uma educação
que visava uma reprodução da exploração e da opressão.

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No que tange a educação durante a Luta de Libertação Nacional, de 1969 a 1970,


foram constituídos centros de formação para albergar a população. O objectivo central do
sistema de educação era a formação do “Homem Novo”, livre dos ideias colonialistas. Um
homem e uma mulher com uma mentalidade nova, capaz de resolver os problemas
revolucionários da sociedade moçambicana à época regidos por um sistema que se queria
socialista.

Após a independência, abre-se espaço a toda comunidade moçambicana, onde o


Sistema de Educação garante o acesso dos operários, dos camponeses e dos seus filhos a
todos os níveis de ensino. O fundamento da educação era a erradicação do analfabetismo, a
introdução da escolaridade obrigatória e a formação dos quadros para o desenvolvimento
harmonioso do país.

Aqui o Sistema de Educação baseava-se nas experiências da educação desde a Luta


de Libertação Nacional até à fase da construção do Socialismo em Moçambique, nos
princípios universais do Marxismo-leninismo e no património comum da humanidade.
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Em 1983, é introduzida a primeira Lei do Sistema Nacional de Educação em


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Moçambique. Trata-se da Lei nº 4/83, de 23 de Março, que visava contribuir para formação de
um Homem moçambicano, com consciência patriótica, científica, profissional, tecnicamente
capacitado e culturalmente liberto.

Entende-se por Sistema de educação ao processo organizado por cada sociedade para
transmitir às novas gerações as suas experiencias, conhecimentos, valores culturais,
desenvolvendo as capacidades e aptidões do indivíduo de modo a assegurar a reprodução da
sua ideologia e das suas instituições económicas e sociais. (Lei nº 4/83, de 23 de Março).

Esta Lei 4/83 foi revogada e foi introduzida a Lei 6/92, de 6 de Maio. No entanto, em
2018 esta última Lei 6/92, de 6 de Maio, é revogada introduzindo-se a Lei 18/2018 de 28 de
Dezembro. Portanto, houve necessidade de reajustar o quadro geral do sistema educativo e
adequar as actuais condições sociais e econômicas, bem como aos desafios de formação do
país.

A título de exemplo, na Lei nº 4/ 83, de 23 de Março, a idade de ingresso era de sete


(7) anos de idade e a Lei 6/92, de 6 de Maio, a criança ingressa com seis (6) anos de idade na
escola. Para a nova lei 18/2018, de 28 de Dezembro a idade de ingresso continua sendo de

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seis (6) anos. Outrossim, com a Lei 6/92 é permitida a participação de outras entidades no
processo educativo que não são necessariamente o Estado; destaca-se também as mudanças
que se verificaram com a adopção do Plano Curricular do Ensino Básico em 2003 que
introduz as disciplina de Artes e Ofícios entre outros aspectos inovadores no processo da
educação em Moçambique.

Princípios Gerais

O Sistema Nacional de Educação orienta-se pelos seguintes princípios gerais:

Lei 6/92, de 6 de Maio Lei 18/2018, de 28 de Dezembro


a) A educação é um direito e dever de todos a) Educação, cultura, formação e
os cidadãos; desenvolvimento humano equilibrado e
b) O Estado no quadro da Lei, permite a inclusivo é direito de todos moçambicanos;
participação de outras entidades, incluindo b) Educação como direito e dever do Estado;
comunitárias, cooperativas, empresariais e c) Promoção da cidadania responsável e
privadas no processo educativo; democrática, da consciência patriótica e dos
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c) O Estado organiza e promove o ensino, valores da paz, dialogo, família e ambiente;


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como parte integrante da acção educativa, d) Promoção da democratização do ensino,


nos termos definidos na Constituição da garantindo direito a uma justa e efectiva
República; igualdade de oportunidades no acesso e
d) O ensino público é laico. sucesso escolar dos cidadãos;
e) Organização e promoção do ensino, como
parte integrante da acção educativa, nos
termos definidos na constituição da
República, visando o desenvolvimento
sustentável, preparando integralmente o
Homem para intervir activamente na vida
política, econômica e social, de acordo com
os padrões morais e éticos aceites na
sociedade, respeitando os direitos humanos,
os princípios democráticos, cultivando o
espirito de tolerância, solidariedade e

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respeito ao próximo e as diferenças;


f) Inclusão, equidade e igualdade de
oportunidade de acesso à educação;
g) Laicidade e o apartidarismo do SNE
Estruturado Sistema Nacional da Educação
O Sistema Nacional de Educação de acordo com a Lei 6/92, de 6 de Maio 1, está
estruturado da seguinte maneira:

Figura 1: Estrutura do Sistema Nacional de Educação Lei 6/92, de 6 de Maio

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Fonte: Adaptado da Lei 6/92, 6 de Maio.

O Ensino Pré-escolar é o que se realiza em creches e jardins de infância para


crianças com idade inferior a seis (6) anos como complemento ou supletivo da acção
educativa da família, com a qual coopera estreitamente.
O Ensino Escolar compreende o Ensino Geral, Ensino Técnico Profissional e o
Ensino Superior.

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Destacamos esse sistema porque seus efeitos ainda vigoram no processo de ensino e aprendizagem em
Moçambique. O mesmo está em processo de descontinuação.

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O Ensino Extra-escolar é o que engloba actividades de alfabetização,


aperfeiçoamento, actualização cultural e científica e se realiza fora do sistema regular do
ensino.
O Ensino Superior compete assegurar a formação a nível mais alto de técnicos e
especialistas nos diversos domínios de conhecimento científico necessário ao
desenvolvimento do país e destina-se aos graduados com a 12ª classe do ensino geral ou
equivalente.
O Ensino Técnico-profissional constitui o principal instrumento para formação
profissional da força do trabalho qualificada necessária para o desenvolvimento económico e
social do país e compreende o nível elementar, básico e médio.
O Ensino Geral é o eixo central do SNE e confere a formação integral e politécnica,
compreende o ensino primário e o ensino secundário.
O Ensino Primário prepara os alunos para o acesso ao ensino secundário e
compreende 7 primeiras classes subdivididas em dois graus:
 1º Grau – 1ª a 5ª Classe: 1º Ciclo – 1ª a 2ª Classe e 2º Ciclo - 3ª a 5ª Classe
 2º Grau – 6ª e 7ª Classe, corresponde ao 3º Ciclo
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O Ensino Secundário compreende 5 classes e subdivide-se em 2 ciclos:


 1º Ciclo – 8ª a 10ª Classes
 2º Ciclo – 11ª a 12ª

O Sistema Nacional de Educação de acordo com a Lei 18/2018, de 18 de Dezembro,


apresenta a seguinte estrutura:

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Figura 2: Estrutura do Sistema Nacional de Educação Lei 18/2018, de 18 de Dezembro

SNE

Sub Educação [Link]ção Geral Sub. Educação de Sub. Educação Sub. Educ e form. Sub. Ensino superior
Pré- escolar adultos profissional de professores

Creches e Jardins Ensino Ensino Ensino Ensino


de infancia primário Secundário Primário Secundário

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1º ciclo 2º Ciclo 1º ciclo 2º Ciclo [Link]. Formação Formação Ensino
4ª cl à 6ª c Profissional profissional prof. Extra superior
1ªcl à 3ª cl
7ª à 9ª cl 10ª à 12ª cl institucional profissional

Ed. F. P. Ed. F. P.
Ed. F. P. Ed. F. P. Ed. F. P. Ed. F. P.
Educação Ensino
Ensino Ensino Ensino Ensino Tec.
de adultos superior
pré-escol Primário Primário Profissional
‘escolar

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Centro de Formação Técnico Profissional
20

O SNE é constituído pelos seguintes subsistemas:


a) Subsistema de Educação Pré-Escolar;
b) Subsistema de Educação Geral;
c) Subsistema de Educação de Adultos;
d) Subsistema de Educação profissional
e) Subsistema de Educação e Formação de Professores;
f) Subsistema de Ensino Superior

a) Educação Pre-Escolar é aquela que se realiza em creches e jardins de infância para crianças
com idade inferior a 6 anos, como complemento da acção educativa da família com a qual as
instituições cooperam estreitamente.
b) Subsistema de Ensino Geral: é o eixo central do SNE que confere a formação integral base
para o ingresso em cada nível subsequente dos diferentes subsistemas. O subsistema de
Educação Geral compreende: Ensino Primário e Ensino Secundário.
c) Subsistema de Educação de Adultos é o subsistema em que se realiza a alfabetização e
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educação para o jovem e o adulto, de modo a assegurar uma formação cientifica geral e o
acesso aos vários níveis de educação técnico profissional, ensino superior e formação de
professores. O subsistema de educação de adultos compreende o Ensino Primário e
Secundário.
d) Subsistema de Educação Profissional: constitui o principal instrumento para a formação
profissional da força de trabalho qualificada, necessária para o desenvolvimento econômico e
social do país. Compreende o ensino técnico profissional; formação profissional; formação
profissional extra institucional e ensino superior profissional.
e) Subsistema de Educação e Formação de Professores: regula a formação de professores para
os diferentes subsistemas. A Educação e Formação dos Professores compreende: a Educação
e formação de professores para o ensino Pré-escolar; a Educação e Formação de Professores
para o Ensino Primário; Educação e Formação de Professores para o Ensino Secundário;
Educação e Formação de Professores para o Ensino Técnico-Profissional; Educação e
Formação de Professores para Educação de Adultos; Educação e Formação de Professores
para o Ensino Superior.

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Centro de Formação Técnico Profissional
21

f) Subsistema de Ensino Superior: compete assegurar a formação ao nível mais alto nos
diversos domínios do conhecimento técnico, cientifico e tecnológico necessário ao
desenvolvimento do pais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MOÇAMBIQUE. Lei nº 6/92, de 6 de Maio. Sistema Nacional de Educação. Republica de
Moçambique, 1992.
MOÇAMBIQUE. Lei 18/2018 de 28 de Dezembro de 2018. Sistema Nacional de Educação.
Republica de Moçambique, 2018.

TAREFA 2:
1. O senhor Nsuaque Ombe, é pai de um menor de nome Muti Ombe, de 5 anos de idade e que
vai completar 6 anos no dia 31 de Outubro do presente ano. O Sr. Nsuaque Ombe, pretende
matricular o seu filho Muti Ombe na Escola Primária do 1º Grau Munhava Matope.
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 Em grupo, discuta a situação de matricula do filho do Senhor Ombe e apresente a sua


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posição.

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Centro de Formação Técnico Profissional
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UNIDADE 3: PLANO CURRICULAR DO ENSINO PRIMÁRIO EM MOÇAMBIQUE


3.1. Contextualização
3.2. Objectivos do Ensino Primário
3.3. Perfil do graduado do Ensino Primário
3.4. Inovações no Ensino Primário
3.5. Estrutura Curricular
3.6. Sistema de Avaliação
3.7. Educação Inclusiva (NEE)
Objectivos específicos
 Aplicar os conhecimentos adquiridos sobre os planos curriculares do Ensino
Primário em Moçambique.

Contextualização
O Ensino Primário joga um papel importante no processo de socialização das
crianças, na transmissão de conhecimentos fundamentais como a oralidade, a leitura, a escrita
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e o cálculo e de experiências comummente aceites pela nossa sociedade. Assim, torna-se


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importante que o currículo responda as reais necessidades da sociedade moçambicana, tendo


como principal objectivo formar um cidadão capaz de se integrar na vida e aplicar os
conhecimentos adquiridos em benefício próprio e da sua comunidade.
O currículo da Educação Básica do Sistema Nacional de Educação (SNE) tem nove
classes organizadas em ensino primário (1ª a 6ª classe) e o 1º ciclo do ensino secundário (7ª a
9ª classe).
No Ensino Primário, um só professor lecciona todas as disciplinas curriculares
enquanto que no 1º ciclo do Ensino secundário, cada disciplina é leccionada por um único
professor.
O Ensino Primário é feito em duas modalidades: Monolíngue (ensino em língua
portuguesa) e modalidade Bilíngue (ensino em uma língua moçambicana incluindo a língua
de sinais e em língua portuguesa.

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Centro de Formação Técnico Profissional
23

Objectivos do Ensino Primário

À luz dos Objectivos Gerais do SNE, os objectivos do Ensino Básico traduzem-se


em:

De acordo com a Lei nº 6/92, de 6 de Maio De acordo com a Lei nº 18/2018, de 28 de


Dezembro

a) Proporcionar à criança um
desenvolvimento integral e harmonioso;
a) Proporcionar uma formação inicial nas áreas
b) Capacitar a criança, o jovem e o adulto da (i) Comunicação e Ciências Sociais, (ii)
com um conjunto de padrões de conduta, Ciências Naturais e Matemática e (iii)
que o tornarão um membro activo e Actividades Práticas e Tecnológicas; e
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exemplar na sua comunidade e um


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b) Desenvolver conhecimentos socialmente


cidadão responsável na sociedade;
relevantes, técnicas básicas e aptidões de trabalho
c) Capacitar a criança, o jovem e o adulto manual, atitudes e convicções que proporcionem
para desenvolver valores e atitudes maior participação social para o ingresso na vida
positivas para a sociedade em que vive; produtiva.
d) Dar à criança, ao jovem e ao adulto a
oportunidade de apreciar a sua cultura,
incluindo a língua, tradições e padrões
de comportamento;
e) Garantir que a criança, o jovem e o
adulto conheçam o meio em que vivem,
isto é, conheçam as leis da natureza, a
sua comunidade, o país e o mundo;
f) Ajudar a criança, o jovem e o adulto a
desenvolver plenamente as suas
potencialidades;

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Centro de Formação Técnico Profissional
24

g) Encorajar a criança, o jovem e o adulto


para observar, reflectir e desenvolver um
sentido de crescente autonomia e auto-
estima;
h) Desenvolver a imaginação, a
criatividade e o gosto pelas artes;
i) Desenvolver a capacidade de comunicar
claramente em Língua Moçambicana
e/ou em Língua Portuguesa, tanto na
escrita como na oralidade;
j) Proporcionar o conhecimento dos
direitos e deveres do cidadão;
k) Promover o conhecimento e o respeito
pelos órgãos do Estado e símbolos da
pátria moçambicana;
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l) Educar a criança, o jovem e o adulto na


prevenção e combate contra a droga e as
doenças, particularmente as endémicas e
epidémicas, tais como a malária, a
cólera, o SIDA e outras de transmissão
sexual.
m) Desenvolver o interesse dos alunos pelos
exercícios físicos, desporto e recreação;
n) Promover atitudes positivas em relação
aos desafios da cooperação, trabalho e
auto emprego;
o) Proporcionar conhecimentos de técnicas
básicas para a resolução de problemas do
dia-a-dia;
p) Desenvolver capacidades e habilidades
para conceber e produzir artigos de

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
25

artesanato;
q) Desenvolver conhecimentos sobre
práticas relevantes na área da
agricultura, pesca e criação de animais;
r) Aplicar os conhecimentos adquiridos na
vida quotidiana.

Perfil do Graduado do Ensino Primário

O principal desafio deste currículo é tornar o ensino mais relevante, de maneira que,
ao concluir o ensino primário, o graduado tenha adquirido conhecimentos, habilidades e
valores que lhe permitam uma inserção efectiva na sua comunidade e na sociedade em geral.

Cabe ao Ensino Primário formar um aluno capaz de reflectir, ser criativo, isto é,
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capaz de se questionar sobre a realidade, de modo a intervir sobre ela, em benefício próprio e
da sua comunidade.

Lei 6/92 de 6 de Maio Lei 18/2018 de 28 de Dezembro


Âmbito de Desenvolvimento Pessoal

a) Conhecer a sua pessoa como um todo a) Ter amor pela vida;


íntegro, valorizando as particularidades dos b) Proteger a sua saúde;
seus semelhantes;
c) Ter amor à pátria;
b) Ter amor pela vida;
d) Conhecer os seus direitos e deveres;
c) Defender a sua saúde;
e) Comportar-se de forma responsável, face
d) Promover acções para proteger e manter às questões de sexualidade e saúde
um meio ambiente são; reprodutiva;
f) Conciliar os seus deveres sociais com os
e) Organizar as suas actividades, de modo a
seus interesses pessoais;
conciliar os seus deveres sociais com os seus
interesses pessoais; g) Enfrentar situações novas de

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26

f) Actuar em função dos princípios e aprendizagem de forma independente; e


convicções morais, que o ajudem a julgar o
h) Respeitar os outros, particularmente os
seu comportamento e entender os outros; mais velhos e pessoas com deficiência.
g) Continuar a aprender e enfrentar situações
novas de forma
independente;
h) Ser honesto, digno, justo, democrata,
solidário, humano, tolerante,
criativo e cooperativo;
i) Comportar-se de forma responsável, face
às questões de
sexualidade e saúde reprodutiva;
j) Respeitar os mais velhos e pessoas
portadoras de deficiências.
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No âmbito do Desenvolvimento Sociocultural


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a) Reconhecer a diversidade cultural do País, a) Valorizar os bens públicos e privados;


manifestando atitudes
b) Respeitar as particularidades individuais;
de tolerância, aceitação e solidariedade em c) Participar em actividades de interesse
relação aos membros colectivo;
de grupos distintos do seu; d) Valorizar o seu trabalho e o dos outros;
b) Utilizar eficazmente os recursos e as e) Promover acções para a protecção do
formas básicas da língua oficial ambiente;
oral e escrita, assim como os da língua f) Assumir atitudes responsáveis perante os
moçambicana; desastres naturais;

c) Cuidar dos recursos naturais, actuando em g) Respeitar a diversidade cultural e política do


harmonia com o país;
h) Valorizar a sua língua e a dos outros; e
equilíbrio ecológico à sua volta;
i) Usar, de forma racional, os recursos da
d) Valorizar as diversas linguagens e natureza.
expressões artísticas na sua
vivência familiar, escolar e comunitária;
e) Compreender a relação de género como

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27

uma questão cultural, que pode ser


transformada, para promover a equidade.

No âmbito do Desenvolvimento Técnico-Científico


a) Comunicar oralmente e por escrito, de
forma clara, em Língua a) Comunicar oral, gestualmente e por escrito,
de forma clara, na língua de ensino;
Portuguesa;
b) Utilizar diversas estratégias de raciocínio e
b) Comunicar oralmente e por escrito, de de cálculo elementar para resolver problemas
forma clara em Língua do quotidiano;

Moçambicana5 ; c) Recorrer à informação científica para


explicar fenómenos naturais e sociais do seu
c) Utilizar a Língua Inglesa para comunicar meio;
necessidades básicas;
d) Utilizar os recursos tecnológicos para
d) Utilizar diversas linguagens simbólicas de melhorar a qualidade da sua vida, da sua
uso quotidiano; família e da comunidade.

e) Utilizar diversas estratégias de raciocínio e


de cálculo para enfrentar
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situações problemáticas;
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f) Recorrer à informação científica para


explicar fenómenos naturais,
tecnológicos e sociais do seu meio;
g) Utilizar, com responsabilidade, os
recursos tecnológicos, ao seu
alcance, para melhorar a sua qualidade de
vida;

Organização curricular por idades


As tabelas a seguir ilustram o resumo da organização etária o ensino primário em
Moçambique.
Tabela nº 1: Organização da estrutura curricular por idades com base na lei 6/92 de 6 de Maio
IDADE 6 7 8 9 10 11 12
Classes 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Ciclos 1º 2º 3º

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Graus 1º 2º
Fonte: PCEB, 2004
Tabela no 2: Organização da estrutura curricular por idades com base na lei 18/2018 de 28 de
Dezembro
IDADE 6 7 8 9 10 11
Classes 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª
Ciclos 1º 2º
Fonte: PCEP, 2018

Importa referir que, os graus e os ciclos representam momentos diferentes de


aprendizagem, que se complementam mutuamente.
Recorde-se que o 1º ciclo do Ensino Primário compreende uma série de conteúdos,
que visam o desenvolvimento de habilidades e competências básicas para a iniciação escolar
do aluno.
O 2º ciclo tem a perspectiva de aprofundar os conhecimentos, habilidades e atitudes
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adquiridos ao longo do 1º ciclo, de modo a preparar os alunos para o ingresso nos níveis
subsequentes do Sistema Nacional de Educação.

Distribuição dos Professores

No âmbito do PCEB, as turmas do 1º grau (1º e 2º ciclos) do Ensino Básico são


leccionadas por um professor cada e as do 2º grau (3º ciclo), por 3/4 professores.
Cada professor do 2º grau lecciona três a quatro disciplinas curriculares, podendo ser
ou não da mesma área, conforme a sua especialização ou inclinação.

Entretanto, no contexto do actual PCEP, apenas um professor leccionará cada turma


do primeiro ou segundo ciclo, isto é, da 1ª classe até a 6ª classe.

Estrutura Curricular

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29

A estrutura curricular do Ensino Primário em Moçambique é aplicável aos programas


monolingue (Português) e bilingue (Línguas Moçambicanas/ Português). Ensino Primário
encontra-se organizado em três (3) áreas curriculares, nomeadamente:
 Comunicação e Ciências sociais
 Matemática e ciências naturais
 Actividades práticas e tecnológicas

Comunicação e Ciências sociais

Esta área é constituída pelas disciplinas de Língua Portuguesa, Línguas Moçambicanas,


Língua de Sinais de Moçambique e Ciências Sociais.

a) Língua Portuguesa

É a língua oficial, de unidade nacional em Moçambique, falada em quase toda a extensão


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do país, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e em outras partes do mundo.
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Ela constitui um instrumento de comunicação, de acesso à ciência e de intercâmbio social e


cultural. O ensino da Língua Portuguesa tem como objectivo permitir que os alunos desenvolvam
competências de comunicação oral e escrita, por forma a participarem na vida social, cultural,
económica e política do país e do mundo.
Na modalidade de ensino monolingue, a Língua Portuguesa é meio de ensino e é uma disciplina
de estudo da própria língua. Na modalidade de ensino bilingue a Língua Portuguesa é, numa
primeira fase, uma disciplina e, progressivamente, vai-se tornando meio de ensino.

b) Línguas Moçambicanas
As Línguas Moçambicanas são utilizadas nas escolas, no contexto do ensino bilingue que, de
acordo com a Lei 18/2018 de 28 de Dezembro, é ministrado “… em uma língua moçambicana,
incluindo a língua de sinais e em Língua Portuguesa”.
Nas classes iniciais do ensino primário, as línguas moçambicanas são um meio de ensino e
disciplina curricular.

c) Língua de Sinais de Moçambique

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A Língua de Sinais de Moçambique é um meio de ensino-aprendizagem e surge no contexto


da inclusão educativa para permitir que pessoas com Necessidades Educativas Especiais tenham
acesso à escola. Ela visa desenvolver a competência comunicativa e linguístico-gestual dos alunos
com deficiência auditiva.

d) Ciências Sociais

Constituídas, sobretudo, por conteúdos de História, Geografia e Educação Moral e


Cívica, procuram desenvolver habilidades e competências básicas para reconhecer o passado,
compreender o processo histórico, situar os acontecimentos no espaço e no tempo; conhecer e
localizar os aspectos físico-geográficos e económicos do país, do continente e do mundo;
conhecer os seus direitos e deveres; respeitar os direitos e crenças dos outros e manifestar
atitudes de tolerância e de solidariedade.

Matemática e Ciências Naturais


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Esta área é composta por duas disciplinas: Matemática e Ciências Naturais.

a) Matemática
Esta disciplina vai, por um lado, desenvolver habilidades e competências como
contar, calcular (mentalmente e por escrito) e aplicar as quatro operações básicas na resolução
de problemas. Por outro lado, vai desenvolver capacidades e habilidades como situar e
orientar, observar, identificar, relacionar, classificar, estimar e medir grandezas, interpretar
mensagens simples na linguagem simbólica e gráfica assim como recolher, organizar e
interpretar dados em tabelas e gráficos simples, calcular perímetros, superfícies e volumes e
realizar construções geométricas simples com régua, esquadro, compasso e transferidor.

b) Ciências Naturais

Constituídas, sobretudo, por conteúdos elementares de Biologia, Química e Física. É


objectivo das Ciências Naturais desenvolver habilidades e competências como interpretação

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31

científica dos seres e fenómenos naturais, assim como habilitar o aluno a usar os recursos
naturais tendo em conta a preservação do meio ambiente.

Actividades Práticas e Tecnológicas


A área de Actividades Práticas e Tecnológicas é constituída por: Ofícios, Educação
Visual e Educação Física, e a Lei 18/2018 acrescenta as Tecnologias de Informação e
Comunicação.

a) Educação Visual e Ofícios

Desenvolve no aluno habilidades e competências em actividades tais como escultura,


artesanato, culinária, lavouras, costura, jardinagem, agro-pecuária, pesca, marcenaria e outras.
Esta disciplina surge da necessidade de dotar o aluno de habilidades úteis à sua vida.
Nesta área, pretende-se fazer uma ligação, o mais cedo possível, entre a educação e as
actividades laborais da comunidade, onde a escola está inserida.
Deste modo, os alunos estarão minimamente preparados para enfrentar a vida e
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adquirir bases para a aprendizagem de um ofício que lhes permita responder ao mercado de
emprego.

Esta disciplina permite o aluno observar, descobrir, imaginar e expressar-se através


da imagem: criando, desenhando, pintando, modelando, picotando, recortando, colando,
estruturando elementos, traçando e fazendo construções geométricas.

b) Educação Física
Visa desenvolver habilidades e competências psicomotoras de base e promover
actividades físicas e desportivas conducentes à manutenção da saúde e integração social.

c) Tecnologias de Informação e Comunicação

As Tecnologias de Informação e Comunicação são um meio para a aquisição de


conhecimentos em diferentes disciplinas, devendo ser exploradas nos diferentes formatos
(rádio, televisão, telefone celular, computador). Sempre que for possível, a escola deve criar

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32

condições para que o aluno possa desenvolver habilidades no uso das tecnologias de
informação e comunicação.

Currículo Local
Um dos grandes objectivos da proposta curricular é formar cidadãos capazes de
contribuir para a melhoria da sua vida, a vida da sua família, da comunidade e do país,
partindo da consideração dos saberes locais das comunidades onde a escola se situa.
Para tal, os programas de ensino devem prever uma margem de tempo, que permite
a acomodação do currículo local. Isto é, a escola tem à sua disposição um tempo para a
introdução de conteúdos locais, que se julgar relevante para uma inserção adequada do
educando na respectiva comunidade.
Os conteúdos locais devem ser estabelecidos em conformidade com as aspirações
das comunidades, o que implica uma negociação permanente entre as instituições educativas e
as respectivas comunidades. As matérias propostas para o currículo local, devem ser
integradas nas diferentes disciplinas curriculares, o que pressupõe uma planificação adequada
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das lições.
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A carga horária do currículo local é de 20% do total do tempo previsto para a


leccionação em cada disciplina.
Sistema de Avaliação: Progressão por Ciclos de Aprendizagem
A principal inovação no sistema de avaliação consiste na adopção de um sistema de
promoção por ciclo de aprendizagem dos alunos que permite a transição destes, de um ciclo
de aprendizagem para o outro.
Esta inovação pressupõe a criação de condições de aprendizagem por forma a que
todos os alunos atinjam os objectivos mínimos de um determinado ciclo, o que lhes possibilita
a progressão para estágios seguintes.
Estas condições assentam, fundamentalmente, numa avaliação predominantemente
formativa, onde o processo de ensino-aprendizagem está centrado no aluno, e permite, por um
lado, que se obtenha uma imagem o mais fiável possível do desempenho do aluno em termos
de competências básicas descritas no currículo e, por outro, o de servir como mecanismo de
retro alimentação do processo de ensino aprendizagem.

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
33

Uma vez assegurada a avaliação formativa, o que significa que se providenciou a


recuperação dos alunos com problemas na aprendizagem, existem condições de base para os
promover para os estágios seguintes, mesmo que ainda existam algumas dificuldades de
percurso.
Excepcionalmente, poderá haver casos de repetência no final de cada ciclo de
aprendizagem. No entanto, isso somente acontece, nos casos em que o professor, o Director
da Escola e os Pais/Encarregados de Educação cheguem a um consenso de que a criança não
atingiu as competências mínimas e, por isso, não beneficiará da progressão para o estágio
seguinte.
Uma das razões que sustenta a progressão dos alunos é o facto de os resultados
mostrarem que os alunos repetentes têm tendência a ter um rendimento baixo relativamente
aos não repetentes. Isto pode significar que, em alguns casos, a repetência não melhora
significativamente a qualidade de ensino-aprendizagem; pelo contrário, pode provocar
bloqueios nos alunos, quer porque a sua faixa etária não condiz com a dos colegas da turma,
criando complexos de inferioridade, inibições e até bloqueios cognitivos, quer porque,
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eventualmente, lhe foi impedida uma progressão.


Note-se que é necessário ter em conta que os ritmos de aprendizagem e
desenvolvimento são variáveis de pessoa para pessoa, e isto também se deve poder aplicar ao
nível da escola, principalmente nos primeiros anos de escolaridade. (INDE, 1999:106/7)

Formas de Progressão
a) Progressão dentro do ciclo
Dentro de cada ciclo, o aluno progride, normalmente, de uma classe para outra. Partindo
do pressuposto de que o desenvolvimento cognitivo não é uniforme para todos os alunos, o
professor deverá providenciar apoio adicional aos alunos com dificuldades, para permitir que
todos desenvolvam as competências requeridas.
Dentro do ciclo, o aluno que revelar competências acima do exigido, pode progredir para a
classe seguinte, até ao fim do 1º trimestre, sob proposta do professor e aprovação da Direcção da
Escola ouvidos os pais e/ou encarregados de educação.

b) Transição do primeiro para o segundo ciclo

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Centro de Formação Técnico Profissional
34

No fim do primeiro ciclo, na 3ª classe, o aluno é submetido a uma avaliação interna,


elaborada e realizada na escola, sob supervisão da Zona de Influência Pedagógica (ZIP), para
aferir o desenvolvimento de competências requeridas neste ciclo.
Transita para o segundo ciclo, o aluno que tiver desenvolvido as competências previstas
no primeiro. Excepcionalmente, poderá haver retenção nos casos em que o professor, a direcção
da escola cheguem ao consenso de que o aluno não desenvolveu as competências previstas e, por
isso, não beneficiará da progressão para o estágio seguinte.
c) Conclusão do Ensino Primário
Na 6ª classe, a última do Ensino Primário, o aluno realiza um exame para aferir o
desenvolvimento de competências requeridas. Trata-se de uma avaliação externa que permite,
também, monitorar o desempenho do sistema. Tendo em conta que as competências essenciais no
Enino Primário são de leitura, escrita e cálculo elementar, a avaliação externa incidirá nas
disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. As outras competências serão consolidadas no
primeiro ciclo do Ensino Secundário e avaliadas na 9ª classe, ao terminar o Educação Básica.
PCEP(2018)
Sistema de avaliação
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A avaliação é um instrumento do processo de ensino, através do qual se pode


comprovar como estão a ser cumpridos os objectivos e as finalidades da educação.

Ela permite melhorar ou adaptar as estratégias de ensino face aos objectivos


propostos, os conteúdos e condições concretas existente deve, pois, ser concebida como um
processo dinâmico, contínuo e sistemático que acompanha todo o processo de ensino-
aprendizagem. (INDE, 1987:1)
Assim, a avaliação tem por função, por um lado, permitir que se obtenha uma
imagem o mais fiável possível do desempenho do aluno em termos das competências básicas
descritas nos currículos e, por outro, o de servir como mecanismo de retro alimentação no
processo de ensino aprendizagem. São objectivos da avaliação:

Relativamente ao aluno

• Consciencializar o aluno sobre os pontos fortes e fracos do seu desempenho;

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
35

• Estimular o gosto e o interesse pelo estudo de modo a superar as dificuldades encontradas


no processo de ensino-aprendizagem;
• Desenvolver nos alunos uma atitude crítica e participativa, em relação ao processo de
ensino- aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das suas próprias
potencialidades.

Relativamente ao professor

• Identificar o nível de desempenho dos alunos, os principais problemas e os factores


associados;
• Adequar os métodos e materiais de ensino-aprendizagem utilizando a informação
recolhida sobre o desempenho dos alunos;
• Informar, regularmente, aos pais sobre o progresso (quantitativo e qualitativo) dos seus
educandos.

Relativamente aos pais


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• Sugerir, em conjunto com o professor e o director da escola, formas e actividades


apropriadas para a melhoria do desempenho do seu educando e da escola no geral.

Formas de Avaliação

A avaliação compreenderá as seguintes formas: Diagnóstica, Formativa e Sumativa,

Diagnóstica

Realiza-se no início do processo educativo (início do ano lectivo, semestre, unidade


de ensino, etc.) e tem em vista colher informação sobre o nível inicial de aprendizagem dos
alunos como pré-requisito para o desenvolvimento de uma determinada aptidão e capacidade.

Formativa

É a avaliação que inclui a diagnóstica, e a contínua, com a função de informar ao


professor sobre o nível de realização dos objectivos do programa, informação essa que deve
ser utilizada para melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

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Sumativa
Este tipo de avaliação tem por finalidade realizar um balanço do aproveitamento do
aluno no fim de uma unidade de ensino, de um período escolar, ano lectivo ou curso e tem em
vista identificar os resultados obtidos, face aos quais o aluno obtém uma classificação, um
certificado ou Diploma. Esta avaliação será conjugada com a avaliação formativa.

Educação Inclusiva

Necessidades Educativas Especiais (NEE) é o direito de todos os alunos a uma


educação na escola regular, passando a abranger todas as crianças e jovens cujas necessidades
envolvam deficiência ou dificuldades de aprendizagem (UNESCO, 1994).

A inserção escolar de crianças e jovens com necessidades especiais de aprendizagem,


rege-se pela lei do Sistema Nacional de Educação, no capítulo referente às modalidades
especiais de ensino escolar. O plano curricular deve ser adaptado ao ensino especial, tendo em
conta o tipo de deficiência de que as crianças são portadoras ou o grau de perspicácia das
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crianças.

O Plano Curricular do Ensino Primário preconiza acções de promoção da equidade de


género e a integração dos alunos com dificuldades de aprendizagem e com deficiência.
No que concerne à equidade de género, destacam-se as acções que promovem o ingresso da
rapariga e o desenvolvimento de estratégias para a sua retenção.
Relativamente aos alunos com deficiência, deverão ser criadas condições para que
todos se sintam livres de qualquer forma de discriminação, através da promoção de valores
como: sensibilidade, solidariedade, respeito às diferenças individuais, amor ao próximo, entre
outros. Os alunos com deficiência auditiva enfrentam ainda a barreira da comunicação que
deve ser quebrada através do uso da Língua de Sinais. Os alunos com deficiência visual
deverão ter a oportunidade de ler e escrever através do Sistema Braille.
Quanto aos alunos com dificuldades de aprendizagem, o professor deverá diagnosticar
a necessidade educativa e desenvolver estratégias de acompanhamento e remediação, tendo
em conta o nível e tipo de problema.

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
37

Os professores deverão ser formados, tanto na formação inicial, como em exercício,


em matérias de necessidades educativas especiais, incluindo a Língua de Sinais e o Sistema
Braille.
A educação inclusiva tornar-se-á efectiva se estiver enraizada na prática educativa,
na vida da escola e da comunidade. As infraestruturas deverão ser ajustadas para o
atendimento de alunos com dificuldades de mobilidade (rampas e sanitários).

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
INDE & MINED, Plano Curricular do Ensino Básico, Edição. INDE/MINED, Maputo, 2003.

INDE & MINEDH, Plano Curricular do Ensino Primário. INDE/MINEDH, Maputo, 2003.

TAREFA 3
1. Com base da na estrutura curricular descrita, elabore um quadro resumo dos aspectos
práticos das três áreas que compõem o currículo do ensino básico.
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2. Das várias formas de avaliação que aprendeste, diga qual delas é usada no início do
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ano, durante o ano e no fim do ano, justificando a sua resposta.


3. Reflicta e diga também qual destas três (3) formas de avaliação é a mais usada no
processo de ensino e aprendizagem.
4. O que entende por NEE?
5. Que tipo de NEE conheces?
6. Como lidar com uma criança com NEE em sala de aula?

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
38

UNIDADE 4: PLANO CURRICULAR DO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL EM


MOÇAMBIQUE2
4.1. Contextualização
4.2. Objectivos do Ensino Secundário Geral (ESG)
4.3. Perfil do Graduado do ESG
4.4. Inovação do ESG
4.5. Ensino-Aprendizagem Integrado
4.6. Estrutura Curricular do ESG
4.7. Áreas Curriculares do 1º Ciclo
4.7.1. Área de Comunicação e Ciências Sociais
4.7.2. Área de Matemática e Ciências Naturais
4.7.3. Área de Actividades Práticas e Tecnológicas

4.8: Área Curricular do 2º Ciclo do ESG

Objectivos Específicos
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 Conhecer e aplicar os conhecimentos adquiridos sobre os planos


curriculares tanto do ensino básico como do ensino secundário geral em
Moçambique.

Contextualização

O Plano Curricular do Ensino Secundário Geral (PCESG) pretende por um lado,


garantir a continuidade do processo da Transformação Curricular do Ensino Básico, e por
outro, assegurar uma melhor transição do Ensino Secundário Geral para o Superior ou para o
sector laboral.

O principal desafio do currículo é formar cidadãos capazes de lidar com padrões de


trabalho em mudança, de adaptar-se a uma economia baseada no conhecimento e em novas

2
Com a adopção da Lei 18/2018 houve uma necessidade de revisão deste plano curricular. Este processo ainda
está em curso no Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique e prevê-se que a nova
organizativa do Currículo entre em vigor no ano lectivo de 2023. Neste momento descrevemos o plano curricular
em vigor em Moçambique.

Organização:
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tecnologias, contribuindo assim para o reforço das conquistas alcançadas nos campos político,
económico e social e para a redução da pobreza na família, na comunidade e no país.

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Objectivos do Ensino Secundário Geral (ESG)

São objectivos do ESG:

 Proporcionar ao jovem um desenvolvimento integral e harmonioso, através de um


conjunto de competências: conhecimentos, habilidades, atitudes e valores articulados
em todas as áreas de aprendizagem;
 Promover uma educação inclusiva, numa perspectiva de igualdade de oportunidades
para todos os alunos;
 Criar oportunidades educativas diversificadas que permitam ao aluno desenvolver as
suas potencialidades, actuando como um sujeito activo na busca do conhecimento e na
construção da sua visão do mundo;
 Desenvolver no jovem competências que o permitam participar activamente na vida
política, social e económica do país; Ministério da Educação e Cultura Instituto
Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE)
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 Desenvolver o espírito científico e o pensamento reflexivo;


 Desenvolver competências relevantes que o tornem um cidadão responsável, capaz de
tomar decisões informadas e fazer escolhas sobre o seu futuro, resolver com sucesso
os problemas que se lhe colocam na sua família, na comunidade e no trabalho;
 Educar o jovem para desenvolver valores e atitudes positivas para a sociedade em que
vive, no respeito pelo próximo, pelas leis e no amor à vida e à verdade;
 Educar o jovem na prevenção e combate contra a droga, incluindo o tabagismo e
alcoolismo e na prevenção de doenças, particularmente a malária, a cólera, o HIV/
SIDA e outras infecções sexualmente transmissíveis;
 Garantir que o jovem conheça o meio em que vive, isto é, conheça as leis da natureza
e as formas de preservação da mesma;
 Desenvolver competências sobre práticas relevantes na área da agricultura e pecuária;
 Promover o respeito pelos órgãos do Estado, símbolos da pátria e o conhecimento dos
Direitos Humanos, direitos e deveres do cidadão moçambicano;
 Desenvolver valores culturais e éticos necessários para uma participação efectiva
numa sociedade democrática;

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41

 Promover o espírito empreendedor e atitudes positivas em relação ao trabalho e ao


auto emprego. Ministério da Educação e Cultura Instituto Nacional de
Desenvolvimento da Educação (INDE).

Perfil do Graduado do Ensino Secundário Geral

O perfil do graduado corresponde ao conjunto de conhecimentos, práticas,


habilidades, atitudes e valores que se espera que o graduado tenha desenvolvido, nos
domínios do saber, saber ser, saber estar e saber fazer.

Assim, o graduado do ESG deve:

 Ter amor próprio, amor pela vida, pela verdade, respeitar e amar o próximo;
 Respeitar os símbolos nacionais, os órgãos de soberania, ter orgulho e respeito pela
tradição e cultura moçambicanas;
 Adoptar comportamentos responsáveis em relação à sua saúde, da comunidade e saúde
sexual e reprodutiva;
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 Comunicar fluentemente, oralmente e por escrito, em Língua Portuguesa;


 Usar as línguas moçambicanas em diferentes situações de comunicação;
 Comunicar, num nível intermédio, em língua inglesa;
 Comunicar na língua francesa, num nível intermédio elementar;
 Utilizar as TICs de forma interactiva;
 Aplicar os conhecimentos e suas tecnologias para melhorar a sua qualidade de vida;
 Ser responsável e flexível na resolução de problemas pessoais, da família, da
comunidade e na vida laboral, participando com eficácia e qualidade nos processos
produtivos;
 Ser capaz de criar o seu próprio sustento e o da sua família e gerir os seus
rendimentos, contribuindo assim para o combate à pobreza absoluta;
 Ser capaz de trabalhar em equipa;
 Ter uma atitude empreendedora no desenvolvimento de actividades que contribuam
para a melhoria da qualidade de vida;
 Respeitar e seu trabalho e dos outros; Ministério da Educação e Cultura Instituto
Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE)

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42

 Utilizar de forma racional e sustentável de recursos naturais;


 Reconhecer a diversidade cultural do país, manifestando atitudes de tolerância,
honestidade e solidariedade em relação aos membros de grupos distintos do seu;
 Participar activamente na vida política, económica e social do País, contribuindo deste
modo para a consolidação da Paz, democracia, unidade nacional e respeito pelos
direitos Humanos, em particular da mulher e da criança.

Inovações do Ensino Secundário Geral (ESG)

As rápidas mudanças sociais exigem uma rápida capacidade de resposta do sector


educativo em relação à adequação do perfil do graduado, através de uma formação
profissionalizante. O carácter profissionalizante do ESG materializa-se através de:

 Uma nova abordagem das disciplinas gerais, isto é, virada para a resolução de
problemas concretos, com ênfase para a prática;
 Desenvolvimento de competências que possam ser úteis na vida social e profissional,
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como o empreendedorismo, trabalho em equipa, espírito crítico e estratégias de


aprendizagem ao longo da vida;
 Introdução de disciplinas profissionalizantes e de módulos técnico-profissionais. A
componente Profissionalizante está implícita em todas as disciplinas do currículo,
através da ligação entre a ciência, suas tecnologias e aplicação prática e, de forma
explícita, nas disciplinas Profissionalizantes.

Ensino-Aprendizagem Integrado

O currículo do Ensino Secundário Geral surge como resposta às preocupações que se


colocam em relação ao currículo que estava em vigor anteriormente. Este era caracterizado
por ser compartimentado apresentando as disciplinas como domínios estanques.

O currículo do ESG integrado caracteriza-se por desenvolver no aluno


conhecimentos, habilidades, atitudes e valores de forma articulada do ponto de vista de
estrutura, objectivos, conteúdos, competências, material didáctico e da própria prática
pedagógica centrada no aluno.

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43

Estrutura Curricular do ESG

A estrutura curricular representa o modo como se organiza o ESG em termos de


ciclos de aprendizagem, áreas curriculares e disciplinas.

O ESG está organizado por forma a proporcionar um desenvolvimento integral e


harmonioso, através da:

 Diversificação e flexibilidade do currículo, o que inclui a integração de saberes locais;


Ministério da Educação e Cultura Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação
(INDE)
 Organização articulada das actividades na sala de aula e fora dela (círculos de
interesse, ocupação dos tempos livres, actividades junto da comunidade);
 Articulação da componente prática e tecnológica, estabelecendo uma ligação com a
vida quer familiar, académica e laboral;
 Formação para a vida, cujo objectivo é preparar o aluno para a inserção no mercado do
trabalho ou para o auto-emprego e para a continuação dos estudos.
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Neste contexto, o ESG está dividido em dois ciclos de aprendizagem:

 1º Ciclo compreende três classes, a 8ª, 9ª e 10ª classes e,


 2º Ciclo, a 11ª e a 12ª classes.
A organização por ciclos de aprendizagem é baseada na concepção de que o ensino
deverá ser visto na perspectiva de um processo de construção do saber por etapas que formam
um todo.

Neste processo, dever-se ter em conta a diversidade de alunos, os ritmos de


aprendizagem e a remediação das dificuldades.

O ESG1 dá continuidade às áreas de conhecimento já iniciadas no ensino primário,


nomeadamente: Comunicação e Ciências Sociais; Matemática e Ciências Naturais e
Actividades Práticas e Tecnológicas.

As áreas curriculares do ESG2 e as respectivas disciplinas estão organizadas tendo


em conta áreas de especialização no Ensino Superior. Assim, este ciclo compreende:

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44

 um Tronco Comum constituído por disciplinas obrigatórias;


 áreas específicas nomeadamente: Comunicação e Ciências Sociais, Matemática e
Ciências Naturais; Artes Visuais e Cénicas e;
 Disciplinas Profissionalizantes, a saber: Noções de Empreendedorismo, Introdução à
Psicologia e Pedagogia, Agropecuária Turismo e cursos técnico-profissionais.

Áreas Curriculares do 1º ciclo do ESG (ESG1)

Nesta secção descrevem-se as áreas curriculares e as disciplinas que as compõem.


Para além, das competências definidas para cada disciplina, deverão ser desenvolvidas e
consideradas em todas as disciplinas competências, tais como o desenvolvimento de
estratégias de aprendizagem, resolução de problemas, juízo crítico, habilidades para lidar com
a complexidade e diversidade e trabalhar em grupo.

 Área de Comunicação e Ciências Sociais - Esta área visa desenvolver a capacidade


de se comunicar, oralmente e por escrito, de se situar e se relacionar com o mundo
social, bem como o desenvolvimento de atitudes civicamente correctas.
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São ainda desenvolvidas competências de carácter transversal, tais como o


desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, resolução de problemas, o juízo crítico,
habilidades para lidar com a complexidade, diversidade e trabalhar em grupo.

Esta área integra as disciplinas de História, Geografia, Língua Portuguesa, Línguas


Moçambicanas, Línguas Inglesa e Francesa.

 Área de Matemática e Ciências Naturais – Esta área se refere ao desenvolvimento


de competências orientadas para o conhecimento do mundo natural e para o
desenvolvimento do raciocínio lógico. São desenvolvidas competências que permitirão
ao aluno compreender os conceitos básicos das ciências, desenvolver habilidades,
estratégias, hábitos de investigação científica e comunicação bem como relacionar a
ciência com a tecnologia, sociedade e ambiente.

A área de Matemática e Ciências Naturais é constituída pelas disciplinas de


Matemática, Biologia, Física e Química.

Organização:
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45

 Área de Actividades Práticas e Tecnológicas - Desenvolve competências orientadas


para a actividade prática relacionada com habilidades psico-motoras, estéticas e úteis à
vida, numa perspectiva de desenvolvimento integral do Homem.

Esta área compreende as disciplinas de Educação Física, Educação Visual,


Tecnologias de Informação e Comunicação e as Disciplinas Profissionalizantes como Noções
de Empreendedorismo, Agro-Pecuária, entre outras.

Áreas Curriculares do 2º Ciclo do ESG (ESG2)

O ESG2 é constituído por:

 Disciplinas de Tronco Comum: que correspondem a um conjunto de conhecimentos,


valores e atitudes considerados indispensáveis para qualquer aluno do ESG2. É
constituído pelas disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Introdução à
Filosofia, Matemática, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC´s) e Educação
Física.
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 Áreas Específicas: que aprofundam domínios do saber, nomeadamente: Comunicação


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e Ciências sociais; Matemática e Ciências Naturais; Artes Visuais e Cénicas. Estas são
constituídas por disciplinas das quais o aluno escolhe duas.
 Disciplinas Profissionalizantes: que integra um conjunto de conteúdos necessários ao
desenvolvimento de habilidades para a vida. Neste grupo o aluno escolhe uma ao
longo do ciclo. São disciplinas profissionalizantes: Noções de Empreendedorismo,
Introdução à Psicologia e Pedagogia, Agro-Pecuária e Turismo.

Para além da disciplina de opção que deve escolher, o aluno poderá ainda escolher
outra do seu interesse, sendo que esta é facultativa.

Neste ciclo, se continua a desenvolver em todas as disciplinas as competências já


referidas desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, resolução de problemas, o juízo
crítico, habilidades para lidar com a complexidade e diversidade e trabalhar em grupo) bem
como os valores e os temas transversais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
46

MINED & INDE, Plano Curricular do Ensino Secundário Geral, 2007.

TAREFA 4

1. Apresente de forma esquematizada a estrutura do ESG (1º e 2º ciclo).


2. Explique a estrutura do ESG (1º e 2º ciclo).

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DELORS, J. Educação, Um Tesouro a Descobrir: Relatório para a UNESCO da Comissão


Internacional sobre a Educação para o Século XXI. Porto: ASA, 2010.

DURKHEIM, Émile. Educação e Sociologia. 10ª Ed. Ed Melhoramentos. São Paulo, 1975.

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
47

GÓMEZ, Miguel Buendia. Educação Moçambicana, história de um processo: 1962-1984.


Livraria Universitária. UEM, 1999.

INDE & MINED, Plano Curricular do Ensino Básico, Edição. INDE/MINED, 2003.

MAZULA, Brazão, Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique: 1975-1985. Maputo.

MINED & INDE, Plano Curricular do Ensino Secundário Geral, 2007.

MURAMBIRE, Jaime. Os Exames Extraordinários como Certificação de Competências no


Ensino Secundário – caso de uma escola secundária em Nampula. Tese de Doutoramento em
Ciências da educação não publicada. Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade
Católica Portuguesa, 2015.

PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudino. Historia da Educação. 7a ed. Editora ática. São
Paulo, 2006.

DOCUMENTOS LEGISLATIVOS
Constituição da República de Moçambique, de 16 de Novembro de 2004.
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Convenção da Luta Contra os Direitos da Criança. UNESCO. 1960.

MOÇAMBIQUE. Lei nº 4/83, de 23 de Março. Sistema Nacional de Educação. Republica


Popular de Moçambique, 1983.
MOÇAMBIQUE. Lei nº 6/92, de 6 de Maio. Sistema Nacional de Educação. Republica de
Moçambique, 1992.
MOÇAMBIQUE. Lei 18/2018 de 28 de Dezembro de 2018. Sistema Nacional de Educação.
Republica de Moçambique, 2018.

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
48

DADOS BIOGRÁFICOS DOS AUTORES

Jaime Álvaro Natércio Benedito Murambire, nasceu em Maputo, em 1972. Licenciado em


Ciências da Educação pela Universidade Católica de Moçambique (UCM) – Faculdade de
Educação e Comunicação (FEC). Pós-Graduação em Ciências da Educação especialidade em
Gestão e Administração Escolar (GAE) pela Universidade Católica de Moçambique –
Faculdade de Educação e Comunicação. Doutorado em Ciências da Educação, especialidade
Administração e Organização Escolar (AOE) pela Universidade Católica Portuguesa –
Portugal. Foi Professor e Director Adjunto Pedagógico na Universidade Católica de
Moçambique – Faculdade de educação e Comunicação; Pesquisador principal e Coordenador
do Centro de Investigação e Desenvolvimento Comunitário na Universidade Católica de
Moçambique – Faculdade de Educação e Comunicação, tendo conduzido várias pesquisas;
Professor e Gestor no Instituto Superior Ciências da Educação à Distância (ISCED); Docente
na Escola Secundária de Nampula. Desempenhou as funções de Coordenador Provincial na
Malaria Consortium em Nampula. Actualmente é Professor Auxiliar, Director Adjunto
Académico e Director do Curso de Mestrado em Administração e Gestão Educacional na
Faculdade de Educação e Psicologia – UniRovuma. Consultor e pesquisador nas áreas de
Educação e Saúde Pública. Autor de vários artigos científicos publicados quer em revistas
científicas quer em jornais, resultado de participações em conferências nacionais e
internacionais.
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Gilberto Daniel Rafael, docente na Universidade Pedagógica – Delegação de Nampula


(UPN), no Departamento de Ciências de Educação e Psicologia, curso de Administração e
Gestão EducacionaL. De nacionalidade moçambicana, natural de Gaza, distrito de Xai – Xai.
É licenciado e Planificação, Administração e Gestão Educacional pela UPN, mestrando em
Administração e Gestão Educacional. Com artigos publicados. Faz parte do grupo de pesquisa
GEPECE. Supervisor e Formador de formadores provinciais para formação de directores de
escola, coordenadores de ZIP e técnicos dos SDEJT na capacitação institucional em matéria
de gestão escolar – sub orientação de USAID nos programas – programa USAID | ApaL
Aprender a Ler. Vertente da capacitação institucional: Programa de Formação em Gestão
Escolar I e II de Janeiro e Maio (2014-2016) e USAID/ Vamos Ler (2018). Presidente da
Associação Provincial de Voleibol e Vice – Presidente da Associação Provincial de Ténis de
Nampula. Email: [Link]@[Link]

Ancha Quimuenhe, nasceu na província de Cabo-Delgado, distrito de Mocimboa da Praia, fez


o ensino primário na Escola Primária 3º Congresso do mesmo distrito. Fez o ensino
secundário na Escola Secundária de Nampula e Pré-universitária na Escola Primeiro de Maio
em Nampula. Em 2001 ingressou para o ensino superior, na Universidade Pedagógica -
Delegação de Nampula no curso de Pedagogia/Psicologia, onde veio a concluir em 2006. No
mesmo ano ingressou para o corpo docente da mesma instituição, afecta no Departamento de
Ciências de Educação e Psicologia. É mestre em Educação/Formação de Formadores pela
Universidade Pedagógica. Neste momento, além de docente de Fundamentos de Pedagógia,
Didáctica Geral e Supervisão Educacional é também Diretora do curso de Licenciatura em
Administração e Gestão Educacional.

Organização:
Centro de Formação Técnico Profissional
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Roberto da Costa Joaquim Chaua, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da


Universidade Rovuma. Licenciado em Planificação, Administração e Gestão de Educação
pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Mestre e Doutor em Educação pela
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Membro do Grupo de Pesquisa em Educação
Popular e Cotidiano Escolar (GEPECE/FEP/UniRovuma) e do Grupo de Estudos e Pesquisa
Culturas e Identidades no Cotidiano (Proped/UERJ/Brasil).

Suzete Magalhães Dinis, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade


Rovuma. Bacharel em Formação de Formadores de profossores para Ensino Primário e
Licenciada em Planificação, Administração e Gestão de Educação pela Universidade
Pedagógica de Moçambique, Mestre em Administração Pública pela Faculdade de Direito da
Universidade Católica de Moçambique.

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