0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações79 páginas

Metodologias de Análise de Riscos Laborais

Enviado por

Leonardo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações79 páginas

Metodologias de Análise de Riscos Laborais

Enviado por

Leonardo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ANÁLISE DE RISCOS

Análise de Riscos
Objetivo da Competência
Selecionar e aplicar metodologias de
análise de riscos no processo
produtivo e ambiente laboral, utilizando
ferramentas fundamentadas em bases
normativas ou técnicas e antecipando-
se a consequências indesejáveis.
Definições
• Perigo: situação ou condição de
risco com probabilidade de causar
lesão física ou dano à saúde das
pessoas por ausência de medidas
de controle.
Definições
• Risco: É uma condição com potencial
para causar danos.
Os riscos podem ser eliminados ou
controlados.
Definições
• Perda: É um custo / gasto não
planejado que pode ou não ser
recuperado.
• Dano: É a severidade de lesar ou
perda física, funcional ou econômica,
que pode resultar da “materialização”
de um risco.
Definições
• Análise: É um procedimento
técnico, segundo um padrão
estabelecido, objetivando decompor
um todo em suas partes
componentes.
Definições
• Técnicas de Análise de Riscos: são
métodos sistemáticos que auxiliam
na identificação e análise dos riscos
de uma atividade e estimam a
probabilidade da ocorrência de
evento indesejável.
Definições
• Consequência: é o impacto físico
resultante de um evento ou de uma
sequência de eventos indesejáveis,
que podem causar danos a pessoas,
ao meio ambiente e/ou propriedade.
Gerenciamento
de Riscos
Introdução

Crescimento industrial das últimas décadas


Industrias maiores e mais complexas

Acidentes industriais
Investir na prevenção
Histórico
Engenharia de Confiabilidade
– “Análise de Riscos”

70 - Fletcher e Douglas - “Controle


Total de Perdas”

50 - Frank Bird - “Controle de Perdas”

30 - Henrich - acidente e lesão


Acidentes

Flixborough - 1974 - ciclohexano - 28 mortos


Isocianato de Metila
Exxon Valdez - 1989
Óleo cru
US$ 6 bilhões
Ilha Barnabé - 1999
NT Norma, Paranaguá - 2001
P36
Baia de Guanabara
Cataguases
Consequências
Mortes e lesões

Perdas de equipamentos e instalações

Paralisação do processo produtivo

Multas e indenizações a terceiros

Gastos com recuperação de áreas contaminadas

Comprometimento de imagem ou até do negócio

Sanções criminais a responsáveis


Programas Internacionais
Transporte de substâncias perigosas
- rodoviário, ferroviário, marítimo,
aéreo, dutos
Empresas
- programas de prevenção de acidentes
Estados
- de gerenciamento de riscos
- uso do solo
- planos de emergência
- fiscalização
- informar acidentes
- incentivo
Legislação Brasileira
Lei federal 6938/81 - Política Nacional de Meio Ambiente
Resolução CONAMA 01/86 - Estudo de Impacto
Ambiental
Lei Federal 7661/88 - Plano Nacional de Gerenciamento
Costeiro
Lei Federal 9605/98 - Crimes Ambientais
Decreto Federal 2870/98 - OPRC - 90
Resolução CONAMA 265/00 - Auditorias em Instalações
de Petróleo e Derivados
Lei Federal 9966/00 - Poluição por Óleo e outras
Substâncias Nocivas
Resolução CONAMA 293/01 - Plano de Emergência
Individual
Decreto Federal 4085/2001 - Convenção 174 da OIT
INTRODUÇÃO
OHSAS 18001 - ISO 14001
São Normas Internacionais que especificam e dão
as diretrizes para a utilização de um Sistema de
Gestão.
O Sistema de Gestão Integrada é um conjunto de
procedimentos e de técnicas que asseguram o
comprometimento das empresas com a contínua
melhoria.
O Sistema de Gestão Integrada deve atua nas áreas
de: Administração de Pessoal, Segurança, Saúde
Ocupacional e Meio Ambiente.
Estudo de Análise de Risco
Objetivos
Identificar acidentes potenciais dos tipos:

Vazamento de substâncias tóxicas ou


inflamável
Incêndio
Explosão

Determinar as prováveis causas


Estimar e avaliar as conseqüências
Propor e implantar medidas de controle
Principais Etapas do Estudo

Levantamento de Dados

APP - Analise Preliminar de Perigo

PGR - Programa de Gerenciamento de Risco


PAE - Plano de Ação de Emergência
Análise Preliminar de Perigos
grupo de pessoas - operação, da manutenção elétrica e
mecânica, suporte técnico, meio ambiente e segurança.
levantam risco.
propõe medidas de controle.
Plano de Ação de Emergência
cenários acidentais e abrangência.
estrutura organizacional.
procedimentos de emergência.
sistemas de proteção.
desligamento.
Programa de Gerenciamento de Risco
procedimentos operacionais.
capacitação de recursos humanos.
manutenção e garantia da integridade da
unidade.
gerenciamento de modificações.
revisão de riscos do processo.
investigação de incidentes.
inspeção e auditoria.
plano de ação de emergência.
Simulados de Emergência
Com a participação dos envolvidos
Preparação.
Treinamento.
realização do simulado.
análise crítica.
Análises de Riscos
Ferramentas
Análise Preliminar de Riscos
• Técnica de análise prévia de riscos.
• É uma visão do trabalho a ser
executado.
• Permite a identificação dos riscos
envolvidos em cada passo da tarefa.
• Propicia condição para evitá-los ou
conviver com eles em segurança.
Análise Preliminar de Riscos
• Por se tratar de uma técnica aplicável
a todas as atividades, a técnica de
Análise Preliminar de Risco é o fato
de promover e estimular o trabalho
em equipe e a responsabilidade
solidária.
Análise Preliminar de Riscos
Tem por objetivo responder às seguintes
perguntas:
• O que pode acontecer de errado?
• Com que frequência isto pode acontecer?
• Quais as suas consequências?
• Precisamos reduzir riscos e de que modo
isto pode ser feito?
Análise Preliminar de Riscos
• Utiliza métodos sistemáticos para
identificar e analisar riscos e desvios
de uma atividade, estimando sua
probabilidade de ocorrer e suas
consequências.
Estudo da Operabilidade de Riscos

• Surgiu na empresa inglesa ICI, na


década de 60.
• Objetivo: analisar os Riscos
Específicos de uma planta de
processo, bem como problemas
operacionais que possam
comprometer a produtividade
projetada.
Estudo da Operabilidade de Riscos
• Gera um elenco de medidas que
permite a redução / eliminação dos
riscos identificados e a diminuição de
erros operacionais.
• Imprescindível em novos projetos,
ampliações e novos estudos de
unidades já existentes.
Análise de Modos de Falhas e
Efeitos
• Objetivo: detectar e controlar os
riscos oriundos de equipamentos.
• Identifica componentes críticos e gera
uma relação de contra-medidas e
formas de detecção precoce de
falhas (útil em emergências de
processos e utilidades).
Análise de Árvore de Falhas
• Desenvolvida pelos laboratórios da
empresa Bell Telephone, por volta de
1962.
• Objetivo: identificar todas as
possíveis causas ou combinações de
eventos que pudessem provocar
acidentes no lançamento do míssil
"Minuteman”.
Análise de Árvore de Falhas
• A partir de 1975 tem sido uma técnica
essencial na análise de segurança de
instalações nucleares.
• Pode ser aplicada tanto na fase de
projeto como durante a operação de
uma planta.
Análise de Árvore de Falhas
• A AAF é uma técnica dedutiva.
• Permite a identificação de causas
potenciais de acidentes e de falhas
num determinado sistema,
• Permite também a estimativa da
probabilidade com que uma
determinada falha pode ocorrer,
utilizando a Álgebra Booleana.
Análise Preliminar de Perigos
• Origem na norma militar americana
MIL-STD-882B.
• Com algumas ligeiras modificações é
conhecida também como ZHA (Zurich
Hazard Analysis), técnica utilizada
pela Seguradora Zurich.
Análise Preliminar de Perigos
• Geralmente utilizada para avaliar os
perigos nos estágios iniciais de um
processo.
• Pode ser útil na análise de
instalações já existentes e na
priorização dos perigos quando as
circunstâncias não possibilitem o uso
de uma técnica mais detalhada.
Análise Preliminar de Riscos
Breve histórico
APR - Histórico
• Conta a mitologia grega que o Rei
Minos, de Creta, mandou aprisionar
Dédalo e seu filho Ícaro, na parte
montanhosa da ilha.
• Com objetivo de escapar da Grécia,
Dédalo idealizou fabricar asas; o que
fez habilidosamente com penas, linho
e cera de abelhas.
APR - Histórico
Antes da partida, Dédalo advertiu a
Ícaro que tomasse cuidado quanto a
seu curso:
• Se voasse muito baixo, as ondas
molhariam as penas;
• Se voasse muito alto, o sol
derreteria a cera e ele cairia no mar;
E ele caiu no mar!
APR - Histórico
• Essa advertência, uma das primeiras
análises de riscos que se pode citar,
define o que hoje chama-se Análise
Preliminar de Riscos - APR.
Análise de Riscos
NR 3 – Embargo ou Interdição
(Redação dada pela Portaria SIT
n.º 199, de 17/01/11)
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.1. Embargo e interdição são medidas
de urgência, adotadas a partir da
constatação de situação de trabalho
que caracterize risco grave e iminente
ao trabalhador.
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.1.1. Considera-se grave e iminente
risco toda condição ou situação de
trabalho que possa causar acidente ou
doença relacionada ao trabalho com
lesão grave à integridade física do
trabalhador.
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.2. A interdição implica a paralisação
total ou parcial do estabelecimento,
setor de serviço, máquina ou
equipamento.
3.3. O embargo implica a paralisação
total ou parcial da obra.
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.3.1. Considera-se obra todo e
qualquer serviço de engenharia de
construção, montagem, instalação,
manutenção ou reforma.
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.4. Durante a vigência da interdição ou
do embargo, podem ser desenvolvidas
atividades necessárias à correção da
situação de grave e iminente risco,
desde que adotadas medidas de
proteção adequadas dos trabalhadores
envolvidos.
Análise de Riscos
Embargo ou Interdição
3.5. Durante a paralisação decorrente
da imposição de interdição ou embargo,
os empregados devem receber os
salários como se estivessem em efetivo
exercício.
Análise de Riscos
Árvore de Causas
Análise de Riscos
Árvore de Causas
• Metodologia prática de investigação
de acidentes/incidentes no trabalho.
• Auxilia a compreendê-los melhor e a
encontrar maneiras de combatê-los.
Análise de Riscos
Árvore de Causas
• Utilizado pelo INRS (Institut National
de Recherche et de Sécurité).
• Desenvolvido no início dos anos 70.
• É o encadeamento lógico dos fatos
que provocaram o acidente/incidente.
• Elaborada a partir de um caso real.
Princípios da elaboração da
Árvore de Causas
• Basear-se em fatos concretos (não se
basear em hipóteses, deduções,
julgamentos).
• Não fazer uso tendencioso do método
(deve ser explorado em grupo).
• Bem elaborada e transparente (para
não ser contestada).
Princípios da elaboração da
Árvore de Causas
• Não haver hierarquia no grupo.
• Não procurar culpados, mas as
causas.
• Não deve indicar apenas uma causa,
mas várias.
Análise de Riscos
Intercâmbio de Normas
NR-05 – Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes
5.16. A CIPA terá por atribuição:
a) identificar os riscos do processo de
trabalho, e elaborar o mapa de riscos,
com a participação do maior número de
trabalhadores, com assessoria do
SESMT, onde houver;
NR-09 – Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais
9.3.1. O Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais deverá incluir as
seguintes etapas:
a) antecipação e reconhecimento dos
riscos;
(...)
NR-09 – Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais
9.3.2. A antecipação deverá envolver a
análise de projetos de novas instalações,
métodos ou processos de trabalho, ou de
modificação dos já existentes, visando a
identificar os riscos potenciais e
introduzir medidas de proteção para sua
redução ou eliminação.
NR-09 – Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais
9.5.2. Os empregadores deverão informar
os trabalhadores de maneira apropriada e
suficiente sobre os riscos ambientais que
possam originar-se nos locais de trabalho
e sobre os meios disponíveis para
prevenir ou limitar tais riscos e para
proteger-se dos mesmos.
10.7 – Trabalhos envolvendo Alta
Tensão
10.7.5. Antes de iniciar trabalhos em
circuitos energizados em AT, o superior
imediato e a equipe, responsáveis pela
execução do serviço, devem realizar
uma avaliação prévia, ...
10.7 – Trabalhos envolvendo Alta
Tensão
... estudar e planejar as atividades e
ações a serem desenvolvidas de forma
a atender os princípios técnicos básicos
e as melhores técnicas de segurança
em eletricidade aplicáveis ao serviço.
10.11 – Procedimentos de trabalho
10.11.7. Antes de iniciar trabalhos em
equipe, os seus membros, em conjunto
com o responsável pela execução do
serviço, devem realizar uma avaliação
prévia, ...
10.11 – Procedimentos de trabalho
... estudar e planejar as atividades e
ações a serem desenvolvidas no local,
de forma a atender os princípios
técnicos básicos e as melhores
técnicas de segurança aplicáveis ao
serviço.
NR-12 – Segurança no trabalho em
máquinas e equipamentos
12.128. Os manuais das máquinas e
equipamentos fabricados ou importados
a partir da vigência desta Norma devem
conter, no mínimo, as seguintes
informações:
NR-12 – Segurança no trabalho em
máquinas e equipamentos
(...)
h) riscos a que estão expostos os
usuários, com as respectivas
avaliações quantitativas de emissões
geradas pela maquina ou equipamento
em sua capacidade máxima de
utilização;
NR-12 – Segurança no trabalho em
máquinas e equipamentos
(...)
k) riscos que podem resultar de
adulteração ou supressão de proteções
e dispositivos de segurança;
l) riscos que podem resultar de
utilizações diferentes daquelas
previstas no projeto;
NR-33 – Segurança e saúde nos
trabalhos em espaços confinados
(...)
33.2.1 Cabe ao Empregador:
(...)
c) identificar os riscos específicos de
cada espaço confinado;
NR-33 – Segurança e saúde nos
trabalhos em espaços confinados
[Link]. O Supervisor de Entrada deve
desempenhar as seguintes funções:
(...)
b) executar os testes, conferir os
equipamentos e os procedimentos
contidos na Permissão de Entrada e
Trabalho;
Riscos
De origem elétrica;
De queda;
Transporte e com equipamentos;
Ataques de insetos;
Riscos Ocupacionais;
Riscos Ergonômicos;
Ataque de animais peçonhentos/domésticos.
Riscos de origem elétrica
Choque elétrico;
Campo elétrico;
Campo eletromagnético.

Riscos de queda
As quedas, consequência de choques elétricos,
de utilização inadequada de equipamentos de
elevação (escadas, cestas, plataformas), falta ou uso
inadequado de EPI, falta de treinamento dos
trabalhadores, falta de delimitação e de sinalização
do canteiro do serviço e ataque de insetos.
Riscos no transporte e com equipamentos
Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo, o
deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos
pontos de prestação de serviços.

Esses deslocamentos
expõem os trabalhadores
aos riscos característicos
das vias de transporte.
Riscos de ataques de insetos, Animais
peçonhentos/domésticos
Na execução de serviços em torres, postes, subestações,
usinas, leitura de medidores, serviços de poda de árvores e
outros pode ocorrer ataques de insetos, tais como abelhas e
formigas.
Riscos
ocupacionais
Consideram-se
riscos
ocupacionais, os
agentes
existentes nos
ambientes de
trabalho, capazes
de causar danos à
saúde do
empregado.
Riscos ergonômicos
Biomecânicos: posturas inadequadas de trabalho, levando
a intensas solicitações musculares, levantamento e
transporte de carga, etc.
Organizacionais: “pressão psicológica” para atendimento a
emergências ou a situações com períodos de tempo
rigidamente estabelecidos, pressões da população com falta
do fornecimento de energia elétrica.
Psicossociais: elevada exigência cognitiva necessária ao
exercício das atividades.
Ambientais: risco ambiental compreende os físicos,
químicos e biológicos; esta terminologia fica inadequada,
deve-se separar os riscos provenientes de causas naturais
(raios, chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações,
etc.).

Você também pode gostar