Método de Petrus para Cubo 3x3x3
Método de Petrus para Cubo 3x3x3
Novembro de 2018
1
egipereira@[Link]
Conteúdo
Prefácio ix
1 O Método de Petrus 1
1.1 Primeiro Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
1.2 Segundo Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2 Blocos e Algoritmos 17
3 Cubo 2×2×2 29
4 Bloco 2×2×3 41
5 Inversão de Meios 45
7 Posicionar os Cantos 49
9 Posicionar os Meios 55
v
vi CONTEÚDO
10.10Décimo Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
10.11Décimo Primeiro Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
10.12Décimo Segundo Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
10.13Décimo Terceiro Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
11 Petrus(Gidius) 103
12 Formulário 113
12.1 Petrus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
12.2 Petrus(Gidius) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 119
Prefácio
Este texto começou a ser escrito em 2014, tendo sido completado em Novembro de 2018.
Foram introduzidos 13 exemplos que o próprio Lars Petrus resolve na sua página e um
Capítulo onde o método de Petrus é ligeiramente modificado.
Este método é bastante interessante, destinando-se a pessoas que tenham uma grande
agilidade mental, relativamente à distribuição espacial das várias peças do cubo. Tem uma
grande vantagem: o número de algoritmos a decorar é relativamente pequeno (quando
comparado com o método de Fridrich, por exemplo). Além disso, o número total de movi-
mentos, em média, é inferior ao número (médio) de movimentos, quando se aplica o método
de Fridrich. A popularidade do método de Fridrich tem a ver com a sua fácil compreensão,
embora obrigue à memorização de mais de uma centena de fórmulas (algoritmos).
Funchal, 7 de Novembro de 2018
Egídio Gonçalves Pereira
ix
Capítulo 1
O Método de Petrus
Como sempre acontece, eu começo a escrever um texto sobre o cubo de Rubik, quando
começo a aprender um determinado método. Desta maneira, espero que quem comece,
consiga entender o que eu escrevo. Neste Capítulo, vou apresentar a resolução de dois
exemplos, para que se entenda bem em que consiste o método de Lars Petrus.
Neste caso, já temos um canto e um meio unidos (canto azul branco e laranja em DTB)
e meio laranja e branco à esquerda do canto.
O próximo passo consiste em juntar um meio e um centro. Há dois meios possíveis: o
meio laranja e branco e o meio azul e laranja.
Fazendo , o meio azul e laranja alinha com o centro laranja, embora isso não seja
visível na figura:
1
2 CAPíTULO 1 O MÉTODO DE PETRUS
Agora, temos que unir os dois pares: isso pode ser feito com :
B E
E já temos um bloco 2×2×1: os dois azuis que vemos na camada de trás e as duas
peças que ficam por baixo (o centro laranja e o meio laranja e branco). Falta-nos o meio
azul e branco, meio esse que deve ficar alinhado com o centro azul e com o centro branco.
Ora, ele já está alinhado com o centro branco, pelo que temos de alinhá-lo com o centro
azul (que está na camada de baixo). Isso faz-se com 2 :
D2
Agora, vamos unir o par acabado de formar com o bloco 2×2×1, já formado. Neste
caso, podemos fazer 2 .
1.1 PRIMEIRO EXEMPLO 3
T2
E já está formado o cubo 2×2×2, do qual vemos quatro quadrados brancos. O quadrado
laranja 2×2 está atrás e o quadrado 2×2 azul está em baixo.
Neste exemplo, fizemos 5 movimentos, mas é natural que, em geral, se façam mais.
Agora, é uma questão de treino, para conseguirmos resolver o cubo 2×2×2, de maneira
rápida.
Este exemplo é fácil e podemos já completar o bloco 2×2×3, pois o meio vermelho e
branco está unido ao centro vermelho (na frente) e o canto azul vermelho e branco está
unido ao meio azul e vermelho (esquerda, baixo).
Então, fazemos 2 −1 2 , completando-se o bloco 2×2×3.
E 2 FC-1 F2 C3 2
centro verde. O quarto meio com amarelo (direita, baixo) está bem orientado, pois os dois
amarelos (do centro e do meio) estão bem alinhados. O meio verde e laranja está bem
orientado (porque os dois verdes combinam); o meio verde e branco está mal orientado,
porque o verde está adjacente ao centro amarelo; os dois outros meios estão bem alinhados,
porque não têm verde nem amarelo.
Logo, temos quatro meios mal orientados, os quais têm de ficar bem orientados. A
orientação dos meios mal orientados faz-se dois de cada vez, sendo conveniente fixar a
posição onde eles ficam colocados e qual a sequência que resolve a orientação dos dois
meios.
Na figura anterior, cubo da direita, corrigimos a orientação do meio amarelo e laranja
(cima, esquerda) e o meio verde e branco, aplicando a sequência −1 −1 :
F -1 C -1 F
Repare-se que o bloco 2×2×3 continua formado, embora momentaneamente tivesse sido
desfeito. Repare-se, ainda, que o meio verde e branco e o meio amarelo e laranja ficaram
bem orientados.
Agora, vamos ter que posicionar os dois meios com amarelo que estão em cima, para
que possam ser (bem) orientados. Isso faz-se com −1 −1 :
C -1 D -1 C
O meio azul e amarelo e o meio amarelo e vermelho já estão colocados no lugar onde a
sua orientação é corrigida, pelo que vamos aplicar a sequência −1 −1 :
1.1 PRIMEIRO EXEMPLO 5
F -1 C -1 F
Agora, todos os meios estão bem orientados, pelo que vamos prosseguir com a resolução
do cubo.
A próxima etapa consiste em formar duas camadas, ou seja, um bloco 2×3×3.
A primeira coisa a fazer é segurar de maneira firme o bloco 2×2×3 já formado, para
não o desfazermos. Quase que apetece colar fita cola à volta desse bloco! Seguramos o cubo
com a mão esquerda e, com a mão direita, rodamos as camadas C e D. Para formarmos
duas camadas, temos duas hipóteses: acrescentamos um bloco 1×2×3 na direita do bloco
já formado (completando as duas camadas de baixo) ou por cima (completando as duas
camadas da esquerda.
Convém fixar que o bloco 2×2×3 já formado tem as cores azul, laranja e branco, não
vá aparecer outro bloco 2×2×3!
Agora, vamos formar um bloco 1×2×2, para acrecentar ao bloco 2×2×3. Para isso,
vamos ter que juntar um canto e dois meios a um dos centros.
Suponhamos que escolhemos o canto azul, amarelo e laranja. Então, vamos utilizar o
meio azul e amarelo e o meio laranja e amarelo.
O meio mais fácil de unir com o canto é o meio laranja e amarelo (direita, baixo). Para
isso, basta fazer −1 .
D -1 C
6 CAPíTULO 1 O MÉTODO DE PETRUS
Agora, falta-nos substituir o meio verde e branco pelo meio azul e amarelo. Ora, isso
parece bastante fácil: se rodarmos a camada de trás e dermos meia volta, na frente,... Alto!
Não podemos mover a camada de trás. Vamos ter que seguir outro caminho.
Com −1 2 , deixamos canto e meio na camada de cima e o meio azul e amarelo na
direita, frente.
D -1 C D2
C -1 D -1
Falta-nos colocar o canto azul, vermelho e amarelo e o meio vermelho e amarelo, para
completarmos as duas primeiras camadas. As duas peças estão juntas, mas mal alinhadas.
Mas estamos muito limitados nos movimentos: só podemos mover a direita e a esquerda,
mas não convém desfazer o bloco 1×2×2 acabado de formar.
Resolução
B-1 T F
D C2 F -1
D2
8. (afastando a canto da camada da esquerda, para que possamos trazer o meio azul
e amarelo para a frente).
10. −1 (unindo o canto azul, vermelho e amarelo com o meio azul e amarelo).
1.2 SEGUNDO EXEMPLO 9
B E2 B -1
Agora, falta-nos colocar o meio azul e vermelho de modo que combine com o centro
azul e o centro vermelho (lugar onde está o meio laranja e verde).
11. Ora, o meio azul e vermelho está na camada de cima, pelo que vamos rodar a camada
da frente no sentido anti-horário, ou seja, fazemos −1 .
12. −1 (unindo o meio azul e vermelho com o centro azul)
13. (colocando o meio azul e vermelho no seu lugar)
F -1 C -1 F
C
10 CAPíTULO 1 O MÉTODO DE PETRUS
Agora, vamos ter que colocar o par que está na frente/esquerda unido ao par centro
azul-meio azul e vermelho, completando-se o bloco 2×2×3. Isso faz-se de forma
bastante fácil.
E -1 C -1
17. Agora, afastamos o bloco acabado de formar, refazemos o cubo 2×2×2 e recolocamos
o bloco 1×2×2 com −1
F C F -1
D3 2 C3 2
F -1 C -1 F
Nesta posição, será conveniente colar uma fita transparente no bloco 2×2×3 que já
está formado. Ou, em vez disso, devemos convencer-nos que só podemos mover as
camadas C e D, embora haja fórmulas (algoritmos) que utilizam movimentos noutras
camadas.
O próximo passo consiste em completar duas camadas, havendo duas alternativas:
podemos completar as duas camadas de baixo ou as duas camadas da esquerda. Em
cada um dos casos, há duas possibilidades de continuarmos: juntamos um bloco
1×2×2 atrás ou à frente.
C2 D2 C -1
23. −1 2 (unindo o canto azul, vermelho e branco com o meio vermelho e branco)
1.2 SEGUNDO EXEMPLO 13
D -1 C2 D
Olhando para a figura anterior (cubo da direita), vemos que falta o meio azul e
branco para completarmos o bloco 1×2×2 azul, vermelho e branco. Temos de resistir
à tentação de mover a camada da frente! Se colocarmos o par já formado na camada
da direita e alinharmos o meio azul e branco com o centro branco (colocando-o na
camada de trás), formamos o pretendido bloco 1×2×2.
24. −1 2 −1 (preparando a formação do bloco 1×2×2 azul, branco e vermelho).
C -1 D2 C -1
D2 C2
14 CAPíTULO 1 O MÉTODO DE PETRUS
Neste caso, fomos tremendamente felizes, porque obtivemos um bloco canto e meio
pronto (vermelho, verde e branco), pelo que é bastante fácil completar as duas ca-
madas.
26. −1 2 (completando o bloco 1×2×3)
D -1 C D2
C -1 F3 -1 C3
Agora, o canto em CTE está no seu lugar, sendo que os outros três cantos permutam:
na frente, o da esquerda vai para a direita,...
Além disso, os meios estão bem alinhados com os centros da segunda camada. Há várias
maneiras de resolvermos a questão, sendo uma delas a seguinte
¡ ¢ ¡ ¢
3−1 −1 2 −1 2 2 3
E o cubo fica resolvido!
Sem o 3 final, o cubo ficaria resolvido na mesma, mas com o branco para cima (e o
verde para a direita).
Foram realizados 55 movimentos, na resolução apresentada. Como sempre, espero não
me ter enganado nos desenhos apresentados.
Outra solução (com o mesmo número de movimentos) é
3−1 2 2 −1 2 −1 3
Observação
O exemplo anterior não foi "trabalhado", tendo resultado de baralhar o cubo duma
forma aleatória. Além disso, a resolução foi aquela que eu consegui, com ajuda dos meus
(poucos) conhecimentos do método de Petrus.
Capítulo 2
Blocos e Algoritmos
Seguem-se alguns exemplos de situações comuns, na formação dos vários tipos de blocos.
União Simples ou Simple Join
Este é o caso mais simples de todos, bastando um movimento para a formação dum
bloco 2 × 1 × 1. É claro que, num caso concreto, pode ser preciso fazer algum tipo de
movimento preparatório.
Dois exemplos de União Simples (canto e meio ficam unidos, formando um bloco
2 × 1 × 1).
União Simples
F2
Na figura anterior, os cubos da direita são obtidos dos cubos da esquerda, aplicando o
movimento indicado ( ou 2 ).
Evidentemente, pode acontecer que o movimento seja outro: ou −1 ou 2 ou −1
ou 2 ou...
Note-se que se trata de unir um canto com um meio.
17
18 CAPíTULO 2 BLOCOS E ALGORITMOS
União Dupla
F2
Note-se que os dois blocos são de natureza distinta: um dos blocos é formado por um
canto e um meio, enquanto que o outro bloco é formado por um meio e um centro.
Swing
Primeiro exemplo
D2 F2
Swing
Ao fim e ao cabo, demos meia volta na direita, seguindo-se uma União Dupla. Então,
Swing é uma união dupla, após um movimento inicial (para colocar as duas peças
em boa posição).
Segundo exemplo
19
D-1 F2
Swing
Este segundo exemplo é quase igual ao anterior, só que começamos por fazer −1 ,
deixando o meio azul e amarelo na posição ideal, para receber o par azul, laranja (e
amarelo). Note-se que o verde do centro da face superior é a cor oposta ao azul. Por
isso, obtemos um bloco azul 2 × 2, na face inferior.
Note-se que o primeiro movimento pode ser ligeiramente diferente (se o meio azul e
amarelo estiver noutra posição).
Double Swing
Primeiro exemplo
Esta sequência permite dar meia volta a um canto da camada superior, mantendo dois
meios adjacentes.
No caso da figura anterior, a coluna que inclui o meio laranja e branco deu meia volta.
Num caso concreto, podemos ter interesse em aplicar a primeira ou a segunda sequência.
É claro que podemos escolher outra posição padrão e outras sequências.
Consideremos a sequência 2 2 2 e apliquemo-la a um cubo resolvido:
Por simetria, obtemos a sequência 2 2 2 , cujos efeitos, num cubo resolvido, são os
seguintes:
Quando fazemos −1 , o canto e o meio ficam alinhados e seguem juntos, até ao destino
final. A solução continua a ser a mesma do caso anterior a este. Note-se que obtemos um
quadrado 2 × 2, na face superior. Isso significa que obtemos um bloco 2 × 2 × 1, na terceira
camada.
Terceiro exemplo
Há um caso semelhante ao anterior, no qual se obtém um bloco 2 × 2 × 1, na camada
da direita.
F -1 E -1 T -1
É claro que as cores podem ser diferentes das que estão indicadas, mas o padrão é o
mesmo.
Quarto exemplo
Um caso muito semelhante é o seguinte:
Agora, temos de começar por −1 , após o que se obtém uma posição já apresentada.
A solução total é −1 −1 −1 −1 .
Quinto exemplo
Neste caso, fazemos −1 −1 −1 . É claro que estamos a supor que o meio (da camada
de trás) é azul e vermelho.
24 CAPíTULO 2 BLOCOS E ALGORITMOS
Os exemplos anteriores não preservam o bloco 2 × 2 × 3, pelo que só podem ser usados
no início da resolução.
Observação importante
Depois de formado o cubo 2 × 2 × 2 e de o colocarmos na posição padrão, temos de usar
outros algoritmos (os quais também podem ser usados, no início). Os seguintes algoritmos
preservam o cubo 2 × 2 × 2, se ele estiver na posição indicada:
Broken Corner
Primeira situação
C D C -1 D
Note-se que, neste primeiro caso, o bloco 2 × 2 × 1 ficou com o vermelho a combinar
com o centro da mesma cor, mas podíamos ter escolhido outras cores, embora o amarelo
fosse uma cor obrigatória (centro da face superior).
Segunda situação
25
Este caso é muito semelhante ao anterior, sendo que a única diferença está no segundo
movimento: meia volta, ou seja, a solução é 2 −1 .
É possível complicar um pouco mais as duas situações anteriores, mas não o fazemos.
Parallell Roundabout
Primeira situação
D C D
C D
D C D
C D C
Pillar
Primeira situação
Neste caso, a solução é −1 −1 . Podemos chamar a este caso "Taco de Golfe".
27
D -1 C -1 D C
Segunda situação
Na figura anterior, temos, não completamente visíveis, o canto azul, vermelho e amarelo
e o meio vermelho e azul. Pretendemos formar um bloco 2 × 2 × 1. A solução é −1 .
D C -1 D C
Neste segundo caso, as peças são as mesmas, mas estão colocadas em lugares difer-
entes. Como basta fazer 2 , para passarmos duma situação para outra, a solução será
2 −1 −1 , ou seja, −1 .
Resumindo, temos:
Simple Join — um movimento, por exemplo, ou 2 .
Double Join — um movimento, por exemplo, ou 2 .
Swing — dois movimentos, por exemplo, −1 2 .
Double Swing — três movimentos, por exemplo, 2 2 2 .
Roundabout — três movimentos, por exemplo, −1 −1 −1 .
Casos que preservam o bloco 2 × 2 × 3:
28 CAPíTULO 2 BLOCOS E ALGORITMOS
Cubo 2×2×2
Podemos resolver este passo, sem saber muito sobre o cubo de Rubik. Observe a figura
seguinte:
Quando baralhamos o cubo, é natural que haja um centro e um meio bem alinhados,
como na figura anterior. Se não houver, é fácil obter um par desses.
Como o centro verde tem de ficar em baixo, pois o de cima é azul, um dos centros da
segunda camada é o que tem cor laranja, pelo que podemos acertar as duas peças da figura
anterior com o centro laranja (embora isso não seja necessário):
Note-se que o centro da direita é o branco. Para completar este passo, precisamos
de colocar o canto azul, laranja e branco, bem como os meios azul e branco e laranja e
branco. Se colocarmos, duma só vez o canto e o meio laranja e branco, obtemos um bloco
2 × 2 × [Link] que temos a seguinte situação:
29
30 CAPíTULO 3 CUBO 2×2×2
O meio laranja e branco está alinhado com o centro laranja (o branco está voltado para
baixo) e o canto azul, laranja e branco está na camada de cima, vendo-se as faces branca
e laranja desse canto. Então, podemos fazer −1 2
B B
T -1
T D2
T
31
Além de visível, o meio azul e branco ficou alinhado com o centro branco. Se fizermos
−1 , o meio azul e branco fica bem colocado, mas desfazemos um bloco já formado. Ora,
a maneira de evitarmos isso, é bastante fácil: −1 −1
T F -1 D -1 F
E -1
DFD -1
Agora, falta colocar o meio azul e laranja. No caso que estamos seguindo, tínhamos
Então, basta-nos desviar o bloco que está na camada da frente, pelo que a solução é
−1 −1
F -1 D -1 F
Agora, é uma questão de treino, sem a preocupação de avançar (na resolução do cubo).
O leitor só deve passar ao próximo passo, quando for capaz de formar o cubo 2 × 2 × 2,
sem dificuldade e sem utilizar um número grande de movimentos. Se conseguir resolver o
cubo 2 × 2 × 2, em seis a nove movimentos, já é bom.
Vejamos alguns exemplos:
Primeiro exemplo
33
Posição Inicial B -1 C -1 E -1
F B -1 C32
D -1 F2 D
Posição Inicial B -1 C -1 E -1 F
34 CAPíTULO 3 CUBO 2×2×2
B -1 C32 D -1 F2 D
Posição Inicial
Já temos quatro meios alinhados com o centro, pelo que vamos escolher um. Consider-
emos o meio vermelho e amarelo (de que vemos o vermelho na segunda camada).
T C2 E F
T -1 F -1 C -1 F
Resolução alternativa
Teria sido mais rápido, ter aplicado a seguinte sequência:
2 −1 −1
Note-se que não adiantou alinhar parcialmente o bloco 2×2×1, para que o mesmo fosse
desalinhado, quase de imediato. Nesta segunda resolução, tivemos menos dois movimentos
do que na primeira resolução (seis, em vez de oito).
Terceiro exemplo
Posição Inicial C -1 E -1 F -1
T C2 E -1
C -1 E -1 C2
37
Posição Inicial D F -1 C2 F
D -1 B T -1 C
Quinto exemplo
Primeira resolução
Posição Inicial B T -1 C
38 CAPíTULO 3 CUBO 2×2×2
B -1 D B2 D2
B D2 F2 D2
Segunda resolução
Posição Inicial
F -1 C E B2
E -1 B T2 E -1
39
Posição Inicial
D -1 C -1 D
T E F -1 T
D -1 E C -1 E2
40 CAPíTULO 3 CUBO 2×2×2
Na figura anterior a aresta laranja e amarela está bem alinhada com o canto azul,
laranja e amarelo. Além disso, as duas peças já estão alinhadas com o centro amarelo, mas
isso não é obrigatório, uma vez que podemos fazer esse alinhamento. Como podemos veri-
ficar, temos outro par bem alinhado (entre si). Então, podemos fazer −1 −1 , alinhando
os dois pares com alguns dos centros.
C -1 F -1
Agora, falta-nos colocar o meio verde e laranja, no lugar onde está o meio azul e branco.
Para isso, temos de saber onde está esse meio, uma vez que nem todos os meios estão
visíveis, na figura anterior. Relativamente a esssa figura anterior, há três possibilidades,
relativamente aos meios visíveis: o meio com castanho da primeira camada e dois meios
da segunda camada (de um, vemos o verde, do outro, vemos a cor laranja). Se for o da
primeira camada, fazemos 2 2 . O primeiro movimento alinha com o centro laranja,
o segundo desvia o bloco da camada da direita, o terceiro alinha o meio com o centro verde
e o quarto acerta tudo, obtendo-se um cubo 2 × 2 × 2. Se se tratar do meio com laranja
que se vê na segunda camada, a solução é 2 2 2 . Se for o meio com verde, da segunda
camada, a solução é −1 2 .
Em geral, construimos um bloco 2 × 2 × 1, após o que colocamos o meio em falta, para
obtermos um cubo 2 × 2 × 2.
Capítulo 4
Bloco 2×2×3
Na figura anterior, temos um cubo 2 × 2 × 2. Esse cubo pode ser expandido para Trás,
para a Esquerda ou para Baixo. A opção dependerá da posição que as restantes peças
ocupem no cubo. Se expandirmos o cubo para Baixo, precisamos do canto laranja, branco
e verde.
Num exemplo utilizado, no Capítulo anterior, tínhamos a seguinte situação:
41
42 CAPíTULO 4 BLOCO 2×2×3
T 2 B2
O meio verde e branco está na segunda camada (vemos o branco). Se dermos meia
volta, na camada de Trás, se rodarmos a Esquerda convenientemente, se desviarmos o
bloco que está na camada da Frente, damos meia volta, na camada de Baixo e recolocamos
o bloco da camada da Frente. Ou seja, fazemos
2 −1 −1 2
encontra, uni-lo com um meio adequado (verde e branco ou verde e laranja) e formar um
bloco maior. Depois, há que inserir um outro meio, de modo a ficar bem alinhado com as
restantes peças.
Na figura anterior, podemos ser levados a supor que o canto azul, vermelho e branco
está bem unido com o meio azul e branco. Suponhamos que tal acontece. Como levar as
duas peças para o seu devido lugar? Ora, esta pergunta não tem nada de complicada: é
uma situação bastante frequente, quando se resolve o cubo de Rubik, utilizando o método
básico das camadas. A resposta é −1 , como é hábito. O primeiro movimento alinha
as faces laterais brancas com o centro azul, o segundo movimento destina-se a vir buscar
as duas peças, o terceiro movimento coloca as duas peças (canto e meio) no lugar devido
e o quarto movimento leva as duas peças para baixo, refazendo, ao mesmo tempo, o bloco
laranja e branco da terceira camada.
Se não tivermos formado um bloco 2 × 2 × 3, é necessário colocar um último meio. Mas,
isso é que fazemos na resolução do cubo pelo método das camadas (F2L). Note-se que a
única diferença é que temos uma camada completamente livre (no caso da figura anterior,
é a camada da Esquerda.
Capítulo 5
Inversão de Meios
Quando completamos o prisma 2 × 2 × 3, em geral, temos uma situação que precisa de ser
corrigida. Isso tem a ver com a orientação dos 7 (sete meios) que não pertencem ao prisma
2 × 2 × 3. Das sete peças, há um número ímpar de meios bem orientados (1, 3, 5 ou 7),
pelo que temos 0, 2, 4 ou 6 meios mal orientados. A boa orientação de todos os meios é
essencial para o método de Petrus e vai fazer com que, ao terminarmos duas camadas, já
tenhamos a cruz da camada formada, embora alguns meios possam estar fora do lugar.
F
F -1 C -1
45
46 CAPíTULO 5 INVERSÃO DE MEIOS
E seguimos com
D C
Na figura anterior (cubo da direita), o meio verde e amarelo e o meio vermelho e azul
estão mal orientados.
Se considerarmos a posição padrão dos dois meios mal orientados, a da figura anterior,
temos que aplicar a sequência 2 −1 −1 .
C2 F -1 C -1 F
47
48 CAPíTULO 6 RESOLUÇÃO DE DUAS CAMADAS
D 2 CD 2 CD 2 C 2 D 2 CDCD -1 C2 DCD -1 C -1 DC -1 D -1 C2 DC -1 D -1
Caso 4 Caso 5
Posicionar os Cantos
Quando se termina a resolução das primeiras duas camadas, utilizando o método de Petrus,
já temos a Cruz da face superior formada. O próximo passo consiste em acertar a posição
dos cantos, sem mais nenhuma preocupação. Isto, caso os cantos não estejam todos bem
posicionados.
No caso em que os cantos não estão todos bem posicionados, há duas possibilidades.
1 Caso
Temos dois cantos adjacentes bem posicionados e os outros dois mal posicionados. É
um caso muito comum para quem utiliza o método básico das camadas. A solução é
¡ ¢
−1 −1 2 −1 −1 2 2 −1
O último movimento da sequência anterior não costuma ser feito, porque não é estri-
tamente necessário, uma vez que podemos rodar a camada de Cima, mais tarde.
Vejamos um exemplo:
A Cruz amarela está formada e os dois meios de Trás estão bem posicionados. É claro
que os dois da Frente estão mal posicionados e temos de permutá-los.
Aplicando a sequência −1 −1 2 −1 −1 2 2 , obtemos o seguinte cubo:
49
50 CAPíTULO 7 POSICIONAR OS CANTOS
2 −1 −1 −1 2 −1
Antes Depois
Terminado o passo anterior, podemos ter alguns cantos mal orientados, embora estejam
bem posicionados. É claro que temos a Cruz da face superior formada. Se toda a face
amarela está formada, passamos ao próximo passo.
Se a face amarela ainda não está formada, temos 7 (sete) casos, pelo que precisaremos
de 7 (sete) algoritmos, embora um deles chegue, se o aplicarmos uma ou várias vezes.
1 Caso
Eu costumo chamar a este caso "robô de 4 olhos": dois olhos amarelos voltados para a
Frente e dois olhos amarelos voltados para Trás.
Solução: 3 −1 −1 −1 2 −1
2 Caso
51
52 CAPíTULO 8 ORIENTAÇÃO DOS CANTOS
Eu costumo chamar a este caso "robô de 2 olhos e duas orelhas": dois olhos amarelos
voltados para a Frente e duas orelhas amarelos voltadas para os lados.
Solução: 3 2 2 −1 2 −1 2 2 2
3 Caso
A última meia volta (em Cima) destina-se a acertar os cantos. No caso da figura
anterior, o cubo fica resolvido, mas isso nem sempre acontece.
4 Caso
Resumo
Caso Algoritmo
¡ ¢
Robô de 4 olhos 3 −1 −1 −1 2 −1 3−1
¡ ¢
Robô de 2 olhos e 2 orelhas 3 2 2 −1 2 −1 2 2 2 3−1
¡ ¢
Sune (Sonho) −1 2 −1 2
AntiSune (Anti-Sonho) −1 −1 −1 −1 2 2
Mão e Dedo (SAT) 32 −1 2 −1 2 2 −1 −1 −1 −1
Mão e Dedo (CAT) 32 −1 2 2 −1 −1 −1 2
Peixe (ou Laço) −1 2 −1 2 −1 2 −1 2
Capítulo 9
Posicionar os Meios
Na figura anterior, a camada de Trás está resolvida, faltando permutar três meios da
terceira camada. É uma situação muito comum e fácil para quem saba resolver o cubo de
Rubik, utilizando o método básico das camadas. Como o meio azul e amarelo (que está na
Frente) tem de passar para a camada da esquerda, temos a seguinte solução
2 −1 2 −1 2
55
56 CAPíTULO 9 POSICIONAR OS MEIOS
2 Caso
Neste caso, o meio que está na Frente, tem de passar para a camada da Direita, pelo
que a solução é ligeiramente diferente.
Solução: 2 −1 −1 2 −1 −1 2
3 Caso
Neste caso, cada meio tem a cor (lateral) oposta ao centro da face. Logo, todos os
meios estão errados e vamos permutá-los em forma de +.
Solução: 2 2 2 2 2 2 2 2 −1
Trata-se dum algoritmo simétrico, se descontarmos o último movimento.
Ao fim e ao cabo, pretendemos permutar os meios de acordo com a regra (NS)(EW),
em que N, S, E, W são os meios Norte, Sul, Este, Oeste. Em inglês, as palavras são North,
South, East, West.
4 Caso
57
2. (SEW) 2 −1 −1 2 −1 −1 2
3. (NS)(EW) 2 2 2 2 2 2 2 2 −1
¡ ¢ ¡ ¢ ¡ ¢ ¡ ¢
4. (NW)(SE) 2 2 2 2 2 2 2 2 −1 2 2
Capítulo 10
Os exemplos apresentados nesta secção foram recolhidos da página de Lars Petrus, onde ele
apresenta 13 exemplos de resolução, sem apresentar a maneira como o cubo foi baralhado.
Por isso, a maneira de obter a posição inicial consiste em aplicar, a um cubo resolvido, a
sequência inversa da solução apresentada.
Eis o endereço: [Link]
O acesso foi feito em Outubro de 2018.
Posição Inicial D2 F C -1
Com 2 , temos um canto, um meio e um centro (o centro laranja). Falta juntar o meio
laranja e amarelo.
59
60 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
F -1 C 2 -1 T 2 -1 D
B2 2 D C -1 D3
F -1 C
F2 D
10.1 PRIMEIRO EXEMPLO 61
F -1 D C D
C D C2 D -1
C2 D C T
O segundo cubo da figura anterior tem as duas primeiras camadas resolvidas e, além
disso, tem a cruz da terceira camada perfeitamente alinhada com os centros. Isso facilita
a nossa tarefa, se conhecermos os algoritmos adequados. Lars Petrus continua com a res-
olução indicada, mas podemos resolver o cubo, utilizando menos movimentos.
62 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
E F -1 E -1 T -1
E F E
F2
T2 D2 B E2
F2 T2 D2
10.2 SEGUNDO EXEMPLO 63
¡ ¢¡ ¢¡ ¢¡ ¢
3 −1 2 2 −1 2 2 −1 2
Posição Inicial D -1 F D2
F2 C2 D D3 2
F C F -1 C -1
E já temos um bloco 2 × 2 × 3.
T E2 F2 C -1
F C D -1 C -1
10.2 SEGUNDO EXEMPLO 65
D C -1 D2 C -1
D -1 C2 D C2
D -1 C D
C -1
E C2 E2 C -1
E2 C -1 E2 C2
E C2
uma contrariedade: torna-se mais difícil "arrumar"os desenhos, pois os mesmos ocupam
mais espaço.
Vejamos o terceiro exemplo de Lars Petrus:
Posição Inicial T 2 -1 D D3
C -1 F D32 C2
F C F -1 F32
68 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D -1 C -1 T -1 D -1
T C -1 D -1 C2
D
C2 D C
D C2 D C
10.3 TERCEIRO EXEMPLO 69
F 3 -1 D C -1 E -1
C D -1 C -1 E
C D2 C -1 F
T -1 D2 F -1 T
70 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
T D2
Posição Inicial E2 F -1 C
D2 D 3 -1 C -1 F -1
10.4 QUARTO EXEMPLO 71
E 2 -1 F E2 C -1
E2 C2 D -1 F
D C F C -1
F C2 F -1 C
72 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D3 B 2 -1 D -1 C -1
D C -1 D B 2 -1
T -1 C F -1 B 2 -1
D F -1 C -1 F
10.5 QUINTO EXEMPLO 73
C -1 F -1 C2 F
Posição Inicial
C-1 F2 E
C F C2 D-1
C2 F C F2
D F-1 C-1 T
C T-1 D C
10.5 QUINTO EXEMPLO 75
C D2 C D
C-1 D F-1 T
C2 F T-1 D
76 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
C2
Posição Inicial F -1 E -1 C
F2 D2 F -1 E 2 -1
10.6 SEXTO EXEMPLO 77
F -1 E 2 -1 F2 D -1
E -1 F -1 D2 C -1
F -1 C -1 F C2
F C -1 F2 C
78 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
F2 C -1 F C
D3 F -1 C T
C -1 F C T -1
E o resto é bastante simples, mesmo para quem só conheça o método básico das ca-
madas, pelo que não apresentamos imagens:
2 −1 2 −1 2
Posição Inicial C D -1 F2
D -1 C F2 B 2 -1
E 2 -1 C2 F2 D -1
C D2 C D3
80 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D2 T2 C T -1
D -1 C D2 C2
D2 C D -1 C -1
D C2 D -1 C
10.7 SÉTIMO EXEMPLO 81
D T -1 D -1 F
D T D -1 F -1
D -1 E2 B -1 F2
E2 D2 T2 E2
82 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D2 B E2 D2
Posição Inicial F D -1 B2
T 2 -1 C2 F2 C -1
10.8 OITAVO EXEMPLO 83
C3 F 3 -1 C D
D3 C3 D2 F2
D C2 F C2
F2 C F -1 C2
84 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
F C -1 F -1 C
F T C -1 F -1
C
T -1 C -1 F
E C2 E2 C -1
10.9 NONO EXEMPLO 85
E2 C -1 E2 C2
E C -1
Posição Inicial C F2 T -1
86 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D2 C32 F 3 -1 C -1
D2 B2 2 E D -1
F D E -1 F -1
C -1 F C F
10.9 NONO EXEMPLO 87
C2 F -1 C -1 F
C F2 C2 T
C -1 F C T -1
F -1 C2 F -1 E2
88 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D2 T2 B F2
E2 D2 T2
Posição Inicial C D -1 F2
10.10 DÉCIMO EXEMPLO 89
D -1 C F2 B 2 -1
E 2 -1 C2 F2 D -1
C D2 C D3
D2 T2 C T -1
90 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D -1 C D2 C2
D2 C D -1 C -1
D C2 D -1 C
D T -1 D -1 F
10.10 DÉCIMO EXEMPLO 91
D T D -1 F -1
D -1 E2 B -1 F2
E2 D2 T2 E2
D2 B E2 D2
92 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
Posição Inicial D -1 C -1 B
F F32 D -1 B 2 -1
D -1 B2 F32 C
10.11 DÉCIMO PRIMEIRO EXEMPLO 93
F2 F 3 -1 C -1 F
D2 F -1 C2 F
D -1 F -1 D C -1
D -1 C2 D C
94 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
D -1 E -1 C D
C -1 E C2 D -1
C D C2 D -1
Posição Inicial D -1 C2 F -1
D B2 F -1 B2 2
T 2 -1 C2 E -1 C -1
E C2 T22 D
96 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
T2 C -1 T -1 D -1
T C -1 D -1 C
D -1 C D C
D C -1 D -1 C
10.12 DÉCIMO SEGUNDO EXEMPLO 97
F 3 -1 D -1 C -1 D
C -1 D -1 C2 D
T -1 C -1 T C -1
T -1 C2 T
98 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
Posição Inicial T D F
D22 D -1 F C2
E -1 C2 D2 D2
10.13 DÉCIMO TERCEIRO EXEMPLO 99
F2 E2 C E
C2 F C -1 F
C -1 F -1 C -1 F -1
C F2 C -1 F -1
100 CAPíTULO 10 EXEMPLOS POR LARS PETRUS
C D3 C -1 F
C -1 T -1 C F -1
C T C T -1
10.13 DÉCIMO TERCEIRO EXEMPLO 101
C
T -1 C -1 E -1
D T2 E D -1
C -1 T2
Capítulo 11
Petrus(Gidius)
Este método surgiu-me, após eu ter modificado o método de Fridrich, tendo obtido um
método a que chamei de Fridgidius. A mesma ideia pode ser aplicada ao método de
Petrus, obtendo-se, em ambos os casos, a Cruz da terceira camada completamente certa,
ou seja, os meios estão bem orientados e bem posicionados. Isso permite-nos a conclusão
da terceira camada, num só passo. Para esse passo final, precisamos de utilizar um de 84
algoritmos (bastante menos do que fazer o mesmo no método de Petrus (Cruz formada,
mas nem sempre com os meios devidamente posicionados).
Vamos apresentar os exemplos que Lars Petrus colocou na sua página na Internet,
alterando a parte final.
Eis o link: [Link]
Há um caso elementar, em que o Método de Petrus pode ser melhorado: trata-se do
caso em que, na resolução das duas primeiras camadas, os meios da terceira camada ficam
bem orientados e bem posicionados (todas as seis cruzes estão bem formadas). Nesse(s)
caso(s), podemos aplicar uma única sequência, ficando o cubo resolvido. Evidentemente,
temos que saber a sequência a aplicar, em cada caso concreto. A lista tem 84 sequências.
Nos restantes casos, é um bocado demorado conseguir com que a Cruz da camada
superior fique "perfeita", ou seja, com todos os meios bem alinhados com os quatro centros
da segunda camada.
Example 1 Coloque um cubo resolvido, com a face amarela, na Frente, e a face verde,
em Cima. Aplique ao cubo a seguinte sequência (inversa da solução apresentada):
2 2 2 2 −1 2 2 2 −1 −1 −1 −1 −1 −1 −1 2 2
−1 −1 −1 −1 −1 −1 2 −1 3−1 −1 22 −1 2 2 −1 2
Resolução
103
104 CAPíTULO 11 PETRUS(GIDIUS)
D2 F C -1 F -1
C 2 -1 T 2 -1 D
B2 2
D C -1 D3 F -1
C2 F D2 C
D C D -1 C -1
106 CAPíTULO 11 PETRUS(GIDIUS)
F -1 C -1 F C3
E seguimos com
2 −1 −1 2 2
D C2 D -1 C
F -1 C2 F C2
107
Após todos estes movimentos, temos a Cruz verde já formada, embora haja dois meios
opostos que ficam mal posicionados.
Agora, vamos ter que colocar o canto azul, branco e vermelho, no seu lugar e, ao mesmo
tempo, permutamos dois meios opostos, de modo a obtermos a Cruz verde completamente
certa. Como o azul está voltado para a Direita, a sequência a aplicar é
−1 −1 −1 2 −1 −1 −1
Seguem-se as imagens da aplicação da sequência anterior:
C -1 D C D -1
F -1 C F C2
F -1 C F C
108 CAPíTULO 11 PETRUS(GIDIUS)
D C -1 D -1 C3
O último movimento serve para obtermos a posição padrão. Vamos dar meia volta,
nas duas camadas de Baixo, para que fique mais fácil de verificar a posição e o destino de
cada canto (da terceira camada). A permuta dos cantos é feita segundo a ordem (234). A
sequência a aplicar é ¡ ¢
22 32 2−1 −1 −1 −1 3 32
B2 2 C32 D 2 -1 C -1
D -1 C E C -1
109
D C D3 C3 2
Fizemos 54 movimentos (que podem ser considerados 53, porque há dois movimentos
seguidos, na camada de Cima).
Este método é útil, quando, no método de Petrus, se obtém uma cruz perfeita na
terceira camada, permitindo resolver o cubo num só passo, em vez de três passos.
Example 2 Consideremos o cubo parcialmente resolvido da figura seguinte:
O cubo da figura anterior tem dois cantos de Cima no seu lugar (os dois da camada de
Trás) e dois fora do seu lugar (na Frente).
Então, aplicamos a sequência
À posição anterior, eu chamo de "robô de quetro olhos", sendo que a sequência a aplicar
é
3 −1 −1 −1 2 −1 3−1
Cubo obtido:
2 −1 −1 2 −1 −1 2
Agora, temos a Cruz amarela completamente formada (alinhada com os meios da se-
gunda camada) e os cantos têm de permutar da seguinte maneira: (234).
Como temos Mão e Dedo, com os amarelos aTrás (MDCAT), a sequência a aplicar é
2. 2 −1 2 −1 2
3. 2 2 2 2 2 2
Formulário
Vamos apresentar as sequências que temos de decorar, quer no método de Petrus, quer no
método Petrus(Gidius).Isso é feito em duas secções.
12.1 Petrus
Início F -1 Início D
Swing
113
114 CAPíTULO 12 FORMULÁRIO
Swing
Início D2 F2
Double Swing
Double Swing
Início E2 F2 E2
Roundabout
Início F -1 E -1 T -1
−1 −1 −1 ou −1 −1 −1 −1 ou −1 −1 −1 (meros exemplos).
12.1 PETRUS 115
Special Roundabout
Início F -1 E -1 T -1
Se tivermos algumas peças em posições especiais, o resultado pode ser favorável. Note-
se que se trata da mesma sequência.
O caso anterior pode ser ligeiramente diferente: simetria em relação a uma diagonal.
Assim, teremos
Roundabout
Início D T E
Special Roundabout
Início D T E
Broken Corner
116 CAPíTULO 12 FORMULÁRIO
Broken Corner
Início C D C -1 D
−1 ou 2 −1
Parallell Roundabout
Solução:
Parallel Roundabout
Início D C
D C D
Início D C D
C D C D -1
Pillar
Início D -1 C -1 D C
Neste caso, vale a mesma observação feita anteriormente: convém que o centro amarelo
esteja na Frente ou que o centro azul esteja aTrás.
Completar a segunda camada
Posicionar os cantos
Só há dois casos possíveis. No primeiro, temos dois cantos adjacentes já na sua posição
(os dois cantos de Trás); no segundo, temos dois cantos certos em diagonal e dois errados.
As duas sequências são as seguintes:
¡ ¢
−1 −1 2 −1 −1 2 2 −1
2 −1 −1 −1 2 −1
Orientar os cantos
Para orientar os cantos, há sete casos.
Robô de quatro olhos
Sune ¡ ¢
−1 2 2
AntiSune ¡ ¢
−1 −1 −1 −1 2 2
Mão e Dedo (SAT)
Peixe ¡ ¢
−1 2 −1 2 −1 2 −1 2
Posicionar os meios
Há quatro casos
12.2 Petrus(Gidius)
Para completarmos as duas primeiras camadas, precisamos duma lista de 11 (onze) fórmulas
(sequências). Estamos a supor que a cruz superior tem dois meios opostos certos (pelo
menos).
N Último Canto da Primeira Camada (Cruz Certa) Posição
¡ ¢¡ ¢ ¡ ¢2 ¡ ¢
1 2 2 −1 2 2 2 ou −1 −1 −1 CDF
¡ ¢ ¡ ¢ ¡ ¢ ¡ ¢
2 −1 −1 −1 ou 32 −1 −1 −1 32 CDF
¡ ¢ ¡ ¢
3 3 −1 −1 −1 −1 CDF
¡ ¢¡ ¢¡ ¢¡ ¢
4 −1 2 −1 −1 −1 −1 −1 2 BDF
¡ −1 2 ¢ ¡ ¢¡ ¢¡ ¢
5 −1 2 −1 −1 −1 −1 BDF
120 CAPíTULO 12 FORMULÁRIO
Se quisermos dividir o último passo em dois, precisamos duma lista de 11 (onze) se-
quências, em vez das 84. Para isso, podemos escolher uma sequência de cada um dos sete
casos e as quatro sequências de PLL (que preservam os meios).
N Algoritmo Caso
¡ ¢ 3
6 −1 −1 −1 Só Cruz (2F,2T)
¡ ¢¡ ¢¡ ¢
15 2 −1 −1 2 −1 −1 Só Cruz (2F,1E,1D)
¡ ¢¡ ¢
31 −1 2 −1 −1 2 −1 Sune (Sonho)
¡ ¢¡ ¢¡ ¢
45 3 −1 −1 −1 −1 3−1 AntiSune (AntiSonho)
54 −1 −1 −1 −1 −1 Mão e Dedo (SAT)
66 2 −1 2 −1 2 Mão e Dedo (CAT)
¡ ¢¡ ¢
80 2 −1 2 −1 2 Peixe (Laço)