O que é SISTAF
O SISTAFE compreende um conjunto de órgãos e instituições do Estado e entidades
descentralizadas, subsistemas, normas e procedimentos administrativos que tornam possível a
obtenção da receita, a realização da despesa, o registo de direitos e obrigações contingenciais,
ativos, passivos, rendimentos, gastos, influxos e exfluxos diferidos, contribuições para o
património líquido e distribuições nele ocorridas e a gestão do património real e financeiro do
Estado, incluindo suas aplicações e correspondente registo.
O SISTAFE compreende, também a obtenção e gestão das receitas que não determinem
alterações ao património do Estado.
O SISTAF é novo Sistema de Administração Financeira do Estado, que envolve todo o ciclo
orçamental desde a sua elaboração até a sua execução final.
O SISTAF é um sistema de orçamentação de programação financeira, de contabilidade e de
controlo interno.
O SISTAFE é operacionalizado por um sistema informático denominado e-SISTAFE. O e-
SISTAFE compreende módulos e funcionalidades que atendem os procedimentos da gestão das
finanças públicas. A nível das autarquias locais, o e-SISTAFE é denominado e-SISTAFE
Autárquico.
Objectivos do SISTAF
O SISTAFE tem por objetivos:
Desenvolver subsistemas que proporcionem informação oportuna e fiável sobre o plano e
orçamento e o património do Estado;
Estabelecer e harmonizar as regras e os procedimentos de planificação, orçamentação,
execução, controlo, monitoria e avaliação dos resultados e da gestão dos recursos públicos;
Estabelecer, implementar e manter, em todos os subsistemas, normas e procedimentos de
controlo interno eficientes, eficazes e internacionalmente aceites;
Estabelecer, implementar e manter normas e procedimentos de auditoria interna,
internacionalmente aceites.
Estabelecer, implementar e manter um sistema contabilístico e de controlo da execução do
plano e orçamento e do património, adequado às necessidades de registo, da organização da
informação e da avaliação do desempenho das acções desenvolvidas no domínio da
actividade financeira do Estado;
Princípios
O SISTAFE rege-se, de entre outros, pelos seguintes princípios:
Legalidade, o qual determina a observância integral das normas legais vigentes;
Regularidade financeira, pelo qual a execução do Plano Económico e Social e Orçamento
do Estado deve estar em harmonia com as normas vigentes e mediante o cumprimento dos
prazos estabelecidos;
Economicidade, na base do qual se deve alcançar uma utilização racional dos recursos
postos à disposição e uma melhor gestão de tesouraria;
Eficiência, que se traduz na maximização dos benefícios com o menor custo;
Boa-fé, na base do qual os servidores públicos devem agir com lealdade, honestidade e
equilíbrio sem lesar o Estado e os particulares;
Transparência, que consiste na disponibilização e divulgação, ao público em geral, de
informação sobre a planificação, orçamentação, execução, controlo, monitoria e avaliação
dos resultados na gestão dos recursos financeiros;
Eficácia, que resulta na obtenção dos efeitos desejados com a medida adotada, procurando a
maximização do seu impacto no desenvolvimento económico e social;
Segregação de funções, que consiste na separação de responsabilidades entre diferentes
pessoas, especialmente as funções ou atividades-chave potencialmente conflituantes;
Responsabilidade, que se traduz na obrigação da não assunção de atos contrários a lei e no
dever de prestação de contas; e
Coordenação e articulação, que estabelece que a organização da administração pública seja
orientada de modo a permitir a planificação articulada.
Estrutura - Subsistemas do SISTAF
O SISTAFE compreende os seguintes subsistemas:
Subsistema de Planificação e Orçamentação;
Subsistema da Contabilidade Pública;
Subsistema do Tesouro Público;
Subsistema do Património do Estado;
Subsistema de Monitoria e Avaliação;
Subsistema de Auditoria Interna.
[Link] de Planificação e Orçamentação (SPO):
O Subsistema de Planificação e Orçamentação, abreviadamente designado por SPO, compreende
normas, procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas, que
intervêm nos processos de planificação e orçamentação, promove a eficiência, eficácia e a
transparência no alcance dos objetivos do governo no processo de desenvolvimento nacional.
Especificamente, constituem objetivos do SPO os seguintes:
a. Organizar os planos nacionais (central e local) em programas, segundo o equilíbrio entre
o custo, a qualidade e o prazo, a fim de assegurar que os programas estejam alinhados aos
objectivos gerais da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) e devidamente
quantificados;
b. Mudar o enfoque da aprovação no Conselho de Ministros (CM) e na Assembleia da
República (AR) do Plano Económico Social e Orçamento do Estado (PESOE), nas
dimensões da classificação económica e institucional para objectivos e resultados por
meio de orçamento por programas.
c. Assegurar uma gestão por resultados e maior relevância, eficiência e eficácia no gasto
público;
d. Integrar o PES e o OE em um único instrumento, designado PESOE, cuja elaboração
deve ter como base os recursos financeiros e as prioridades definidos no Cenário Fiscal
de Médio Prazo (CFMP);
e. Melhorar o desempenho da administração pública, com base na:
i. Definição de responsabilidade dos gestores pelos resultados de cada programa;
ii. Relacionar a execução orçamental e financeira aos objectivos e metas
especificados nos planos estratégicos;
f. Estabelecer um sistema de incentivos e penalizações aos gestores, tendo em conta o
desempenho dos programas dos quais são responsáveis;
g. Disponibilizar informações relevantes para que as acções de controlo interno e externo,
monitoria e avaliação possam relacionar a execução física e financeira dos programas aos
resultados da actuação do Governo; e
h. Dar maior transparência à aplicação dos recursos públicos em relação aos resultados
obtidos.
MACROPROCESSO, PROCESSOS E PROCEDIMENTOS
As atividades a serem executadas pelas Unidades Funcionais do SPO devem estar alicerçadas no
seguinte Macroprocesso “Elaboração, aprovação e monitoria dos Instrumentos de Planificação,
Orçamentação e Programas do Governo” e subdivido em processos, nomeadamente:
1. Elaboração e aprovação dos programas de Governo;
2. Elaboração e aprovação dos planos e orçamento;
3. Monitoria dos planos, programas e orçamento.
Com vista a apoiar todo o processo do SPO, os procedimentos do macroprocesso vão constar do
Manual de Planificação e Orçamentação (MPOR), que terá a directriz normativa e orientadora.
INSTRUMENTOS DO SPO
1. Estratégias
a. Estratégia Nacional de Desenvolvimento – ENDE;
b. Estratégias Sectoriais e Territoriais;
2. Plano Quinquenal do Governo (PQG) com o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP);
3. Plano Económico-Social e Orçamento (PESOE);
4. Balanço do PESOE.
Subsistema da Contabilidade Pública (SCP):
O Subsistema da Contabilidade Pública, abreviadamente designado por SCP, compreende
normas, procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas que
intervêm em todas as atividades de mensuração, registo, tratamento e acompanhamento das
operações relativas à administração orçamental, financeira e patrimonial e de todos os actos e
factos susceptíveis de afectar o património do Estado, com vista à elaboração das demonstrações
financeiras e ou contabilísticas.
Objectivo
A Contabilidade Pública tem por objectivo a produção e manutenção de registos e evidenciar as
transações realizadas pelos órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas e os seus
efeitos sobre o património do Estado. A Contabilidade Pública mantém os registos analíticos e
sintéticos dos bens, dos direitos e das obrigações integrantes do património e contingências dos
órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas.
Subsistema do Tesouro Público (STP):
O Subsistema do Tesouro Público, abreviadamente designado por STP, compreende normas,
procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas que intervêm nos
processos de programação, captação de recursos, gestão de meios de pagamento e gestão da
dívida pública. Integram, ainda, o STP as fundações públicas e empresas públicas, nas matérias
relativas à gestão, co titularização das contas bancárias pelo Estado e gestão da dívida.
Objectivo
A gestão de tesouraria tem por objectivo a elaboração da programação financeira, as entradas e
saídas de recursos, incluindo os extra-orçamentais para execução do Plano Económico e Social e
Orçamento do Estado ao longo de um exercício económico.
Subsistema do Património do Estado (SPE):
O Subsistema do Património do Estado, abreviadamente designado por SPE, compreende
normas, procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas que
intervêm nos processos de contratação pública e gestão do património do Estado. Integram,
ainda, o SPE, as fundações públicas e empresas públicas, nas matérias relativas à gestão do
património do Estado.
Objectivo
A contratação pública tem por objectivo celebrar contratos de empreitada de obras públicas,
fornecimento de bens e prestação de serviços para o Estado, incluindo os contratos de locação e
de consultoria e as concessões, observando-se a legislação aplicável.
Subsistema de Monitoria e Avaliação (SMA):
O Subsistema de Monitoria e Avaliação, abreviadamente designado por SMA, compreende as
boas práticas, normas, procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades
descentralizadas que intervêm para assegurar a relevância, convergência, eficácia, eficiência,
sustentabilidade e impacto das políticas implementadas.
Objectivo
A monitoria e avaliação verifica a eficácia e eficiência da implementação dos instrumentos de
planificação e orçamentação e da gestão de finanças públicas.
Subsistema de Auditoria Interna (SAI):
O Subsistema de Auditoria Interna, abreviadamente designado por SAI, compreende normas,
procedimentos, órgãos e instituições do Estado e entidades descentralizadas que intervêm nos
processos de auditoria interna. As unidades de auditoria interna devem posicionar-se e reportar
num nível da estrutura organizacional, que permita conduzir as suas responsabilidades com
independência.
Objectivo
São objectivos da auditoria interna: aumentar e proteger o valor da instituição, através de
provimento de serviços de avaliação, consultoria e conhecimento baseados em risco; auxiliar a
instituição a alcançar os seus objectivos e melhorar a eficácia dos processos de gestão de risco,
controlo e governança.
Órgãos Responsáveis
Os Subsistemas do SISTAFE são estruturados em Unidades Funcionais, compostas por
Unidades de Supervisão e Intermédias e Gestoras que permitem a desconcentração dos
procedimentos de Cada Macro-processo.
Unidades de Supervisão (US’s), entidades responsáveis pela orientação, supervisão técnica e
normalização de cada subsistema;
Unidade Intermédias (UI’s), entidades que representam a ligação entre as unidades de
supervisão e as unidades gestoras.
Existe uma Unidade Intermédia para cada Subsistema e está representado em cada Província
e a nível Central.